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UNIVERSIDADE NOVE DE JULHO JEAN LUQUE T5C 1 Afecções da Vesícula Biliar e Neoplasias 12/03/2021 • Aula da professora Simone; • Último bloco de aulas de pâncreas; • Referência: capítulo 18 robbins. Os principais objetivos dessa aula: entender a colelitíase, ou seja, a formação de pedras na vesícula, a colecistite aguda, colecistite crônica e o carcinoma da vesícula biliar. Vale destacar que quando fazemos uma alimentação gordurosa, a nossa vesícula biliar se mexe para liberar bile, e por conta disso podemos sentir uma dor inicial. A anatomia é mais ou menos na regiao epigástrica, quadrante superior direito, e sua relação com o fígado, já que parte da sua parede fica em contato com o fígado. A bile, que é produzida pelos hepatócitos do fígado, é composta de água, eletrólitos e solutos orgânicos. • A bile é constantemente modificada pelos colanginócitos que revestem os ductos biliares e pela mucosa da vesícula biliar é diferente da bile hepática; • Em um jejum prolongado, a contração dessa vesícula pode não se contrair de forma correta. COLELITÍASE: • Quais são os fatores de risco: o 10 a 20% da população que pode desenvolver; o 80% são silenciosas; o Maioria sem dor; o Cálculos: § Colesterol puro: 5 a 10%; § Misto: 60 a 90%; § Pigmentares: 25%. • Os fatores de risco independente: o Idade; o Sexo feminino; § Estrogênio promover uma super expressão de receptores hepáticos para lipoproteínas. o Raça; o Histórico familiar. • Estilo de vida; Etc: O gene Abcg8 aumenta a expressão de colesterol, e de receptores que levam ao aumento de colesterol. Esse gene pode ter alteração que ajuda a transportas principalmente lipídios. A patogenia para a formaçao dos cálculos biliares: • Supersaturação da bile; • Hipomotilidade da vesícula biliar; o Estase ajuda na supersaturação. • Presença de cálcio; • Hipersecreção de muco na vesícula biliar. Na formação da bile saturada, irei no caso dos colesteróis puros ou mistos sua concentração, sendo que no misto tem bilirrubina. • Rola desiquilíbrio, muito colesterol e poucos sais biliares fosfolipidicos; • Ocorre a nucleação, ou seja, a formação de uma lama biliar; • Quantidade excessiva de colesterol leva a precipitação de cristais monoidratados de colesterol sólidos. • Nucleação/ cristalização + glicoproteínas, isso é, mucina. o Hipomotilidade retém cristais nucleados resultando acúmulo de colesterol e aumento progressivo e deposição de camadas- gerações. UNIVERSIDADE NOVE DE JULHO JEAN LUQUE T5C 2 Determinados agentes patológicos podem produzir algumas alterações de absorção intestinal que aumentam a concentração de bile insolúvel, que combinada com cálcio forma cálculos. A) CÁLCULOS DE COLESTEROL PURO: • É mais raro; • Exclusivamente na vesícula biliar; • 5 a 10% puros; • Redondos, ovoides; • Superfície externa dura; • 2 a 4 cm de diâmetro; • Geralmente são únicos. B) Os mistos: • 60 a 90%; • Colesterol+ bilirrubinato de cálcio; • Múltiplos, de 0,2 a 0,3 cm; • Contornos faceatos; • Radiopacos; • Frequentemente associado a colecistite. C) OS PIGMENTADOS: • 25%; • Marrom a preto (barra de café) • Bile e ductos biliares; • Brilhantes, contorno irregular; • 0,2 a 0,5 cm; • Número variável; • Bastante friável; • Macio, oleoso; • Polímeros oxidados: bilirrubina + carbonato de cálcio + fosfato de cálcio + glicoproteína de mucina. O quadro cínico da colelitíase: • 70 a 80% assintomático; • Cálculo biliar; • Dor constante; geralmente após refeições gordurosas; • Complicações: o Epiema; o Perfuração; o Fistulas; o Colangite; o Colestase obstrutiva; o Pancreatite; o Pequenos mais perigosos; o Cálculo-aumenta risco de carcinoma biliar. O diagnóstico: A colecistise: • Vale destacar que pode ocorrer essa inflamação sem ser pela pedra. A) COLECISTITE AGUDA • A calculosa, que é a maior parte das vezes, tem um cálculo dentro da vesícula biliar; • Ocorre uma irritação direta dessa parede da vesícula biliar; UNIVERSIDADE NOVE DE JULHO JEAN LUQUE T5C 3 • Além disso, podemos ter uma irritação química que gera uma irritação; o Ocorre a ativação de fosfolipases, e com isso gera a lisolectina tóxica, e isso irá alterar a camada de muco dessa parede. Com isso, os sais biliares gerarão uma ação direta nessa parede, destruindo esse epitélio, gerando uma inflamação; o As prostaglandinas- liberadas na parede da vesícula- distensão e aumento pressão intramural (motilidade alterada.) o Perda da camada protetora e ação direta da bile ali. O quadro clínico: • Dor progressiva quadrante superior ou epigástrica; • Dura mais de 6 horas; • Febre baixa, anorexia, sudorese, náuseas e vômitos. A acalculosa: • Causas: • A patogenia: • Edema; • Parede especada; • Vasos dilatados; • Áreas com hemorragia; • Presença de exudato fibrinoso. B) COLECISTITE CRÔNICA: É associado a coletíase, 90% • Surtos repetidos; • Supersaturação da bile, pré-disposição a inflamação; • Obstrução não é pré-requisito; • Mulheres: 3:1 homem; • 50 a 60 anos; O quadro clínico: • Ataques recorrentes de dor no epigástrico ou quadrante superior direto, náuseas, vômitos e intolerância a alimentos gordurosos. • Complicações: o Infeção bacteriana/ sepse, perfuração biliar e formação abcesso, ruptura/ peritonite, fístula entérica, vesícula em porcelana/ risco de câncer. A morfologia pode ser muito variável: • Mucosa normal a ulcerado; • Mucosa hiperplásica; • Metaplasia; • Seio de Rokitanski- aschoff. O que saber de detalhe: Vale destacar que segue uma evolução de lesão de processo adaptativo: • Metaplasia, displasia e adenocarcinoma. UNIVERSIDADE NOVE DE JULHO JEAN LUQUE T5C 4 A morfologia: • Vesícula em porcelana, calcificação distrófica- aumenta a incidência de câncer; • Células xantomatosas; • Parede espessada; • Focos de necrose. As complicações sao as seguintes: • Sepse; • Perfuração vesícula biliar; • Formação de abscesso; • Peritonite difusa; • Obstrução intestinal; • Vesícula em porcelana; • Obstrução intestinal induzida por cálculo (íleo). C) ADENOCARCINOMA DA VESÍCULA BILIAR • É considerada rara; • Se manifesta ao longo de uma vida; • Diagnóstico tardio; • Sobrevida 5 anos, inferior a 10%; • Causas: inflamação crônica; • Mais comum no trato biliar; • Acima de 70 anos. Lesao polipoides da vesícula biliar; • O diagnóstico ultrassonográfico da presença de lesões polipoides da vesícula biliar é realizado em lesões a partir de 3mm de diâmetro; • O potencial maligno aumenta com o tamanho; • Mais de 10mm de diâmetro apresentam o maior maligno e, se diagnosticada em pacientes assintomáticos, mesmo na ausência de cálculos, a colecistectomia está recomendada/ • Hiperplasia adenomimatosa; o Adenomiose e diverticulose intramural; • Adenoma- adenocarcinoma. o A gente vai encontrar mutações genéticas. As principais mutações encontradas no adenocarcinoma de vesícula biliar são: PATOGENIA: • KRAS- TP53 27-70%; • ONCOPROTEÍNAS ERBB2 (Superexpressao;) • Mutações PBRM1/ MLL3 remodelação da cromatina. A morfologia: Existem duas representações: • Infiltrativo; • Escamosa. Como fica a vesícula: UNIVERSIDADE NOVE DE JULHO JEAN LUQUE T5C 5 O diagnóstico, fatores importantes: • O método definitivo continua sendo primeiramente a ultrassonografia seguida pela tomografia computadorizada (TC), ou pela ressonância nuclear magnética (RNM) • Marcadores aumentados: o CA 19-9; o CEA. O estadiamento da doença: