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ADDONAI TEIXEIRA MED20 - FPS 
 
 
1 
Este plano analítico pode auxiliar os 
profissionais da Atenção Primária à Saúde 
(APS) na interpretação dos problemas e/ou 
diagnóstico, bem como auxiliar na 
construção de um plano de cuidado. 
Quanto mais severos os sintomas e/ou 
quanto mais características e localizadas as 
expressões físicas que definem uma 
condição, mais se pode entender o 
adoecimento através de uma abordagem 
anatomomorfológica, centrada em ‘lesões 
materiais’ e no corpo biológico. Por outro 
lado, quanto mais oligo-sintomático, 
indiferenciado, volátil ou sem uma lesão 
material identificável (ou quando o foco da 
consulta está na preocupação com a saúde 
futura - prevenção) menos se deve usar uma 
abordagem anatomomorfológica, pois esta 
tende a causar danos ou medicalizar o 
paciente, devendo a interpretação ser mais 
artesanal e permanecer nos eixos 
fisiopatológico e/ou semiológico - e no caso 
da prevenção, epidemiológico (Quadro 1). 
Além desta classificação orientar os 
complexos fenômenos que se apresentam 
como queixas e problemas nos consultórios 
dos médicos de família, ela também organiza 
os elementos da matriz conceitual que os 
profissionais utilizam comumente na 
formulação de seus modelos explicativos dos 
problemas dos pacientes. Neste sentido, o 
Quadro 2 resume as abordagens conceituais 
das doenças que são sustentadas pelos 
elementos discutidos no Quadro 1 e que 
podem ser aplicadas na explanação dos 
processos de adoecimento. A abordagem 
ontológica está associada ao eixo 
anatomopatológico (mas tende a ser 
aplicada disseminadamente) enquanto que 
a abordagem dinâmica é adequada a todos 
os eixos, particularmente aos eixos 
fisiopatológico, semiológico e 
epidemiológico. 
COMUNICAÇÃO – IPES E PSOS 
ADDONAI TEIXEIRA MED20 - FPS 
 
 
2 
Concluindo, segundo Borrell-Carrió (2004), a 
ampliação do potencial terapêutico de 
cuidado em nossas ações de saúde 
pressupõe as seguintes habilidades: 
✓ dar ao paciente tempo para pensar; 
✓ exercitar a boa comunicação, sem uso 
abusivo do jargão técnico; 
✓ exercitar a habilidade da empatia; 
✓ lembrar-se de escutar; 
✓ oferecer suporte na medida certa; 
✓ reconhecer os modelos de 
entendimento do paciente; 
✓ acolher o paciente com calor humano, 
respeito e cordialidade; 
✓ exercitar a empatia, junto com a 
disciplina emocional de não ter de dar 
soluções a tudo; 
✓ potencializar a assertividade; 
✓ escutar o paciente em todas as 
dimensões (verbais e não verbais); 
✓ distinguir a demanda aparente (queixa) 
da demanda real (causa dos problemas), 
buscando formular um plano 
✓ terapêutico ampliado e em conjunto 
com o paciente; 
✓ utilizar-se de habilidades de escuta ativa. 
 
 
ADDONAI TEIXEIRA MED20 - FPS 
 
 
3 
Em contrapartida, o profissional de saúde 
deve evitar os seguintes erros de atitude: 
✓ pressupor que já sabe o que está 
ocorrendo; 
✓ esquivar-se do vínculo, baseado na 
crença do profissional meramente 
técnico; 
✓ ser prepotente frente às situações vividas 
pelos pacientes; 
✓ desconhecer os próprios pontos de 
irritação; 
✓ saudar friamente o paciente ou não 
saudá-lo; 
✓ não escutar já no início da consulta; 
✓ não delimitar claramente o motivo da 
consulta; 
✓ introduzir conselhos e informações 
precocemente; 
✓ não integrar a informação atual com o 
que se conhece do paciente; 
✓ condutas de antagonismo, 
culpabilização, juízos de valor e 
asseguramentos prematuros. 
NORMAN AH, Tesser CD. Prevenção 
quaternária: as bases para sua 
operacionalização na relação médico-
paciente. Rev Bras Med Fam Comunidade. 
2015;10(35):1-10. 
CERON, M. Habilidades de comunicação: 
abordagem centrada na pessoa. 2012. 
REFERÊNCIAS

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