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PSICODRAMA
· Homem como agente social e espontâneo
 O ser humano, possui fatores inatos favoráveis para seu desenvolvimento que não estão associados a tendências destrutivas. O homem é visto como agente participante desde o seu nascimento, sendo o parto sua primeira cena da vida social.
Os recursos inatos são a espontaneidade, a criatividade e a sensibilidade. Porém, se o indivíduo estiver inserido em ambientes ou sistemas sociais opressivos, essa pré-condição saudável pode ser perturbada. Nessa situação, seria necessária a restauração dos fatores vitais, buscando a renovação dos vínculos afetivos e da atitude transformadora diante do meio.
· Fator E ou Espontaneidade
A espontaneidade ou fator E é a capacidade de responder adequadamente à situação. Ele explica que, além de ser um fator inato, a espontaneidade é necessária para que os processos de cura mental sejam eficazes. 
“O protagonista é desafiado a responder, com um certo grau de adequação, a uma nova situação ou, com uma certa medida de novidade a uma antiga situação. Quando um ator no palco se encontra sem uma conserva de papel [...] tem que improvisar, de recorrer a experiências que não estão preparadas de antemão para sua representação mas que pelo contrário, ainda se encontram enterradas dentro deles [...]. Afim de mobilizá-las e dar-lhes forma, necessitam de um transformador e catalisador.”
No Psicodrama a espontaneidade é deflagrada como uma inteligência que se apresenta no aqui e agora, como um catalizador, não só na perspectiva das palavras, mas também em todos os outros tipos de expressão, como a atuação, a dança, o canto etc.
Um homem criador e produtivo está sempre disposto dissolver as conservas culturais existentes, criando novas ideias e formas. Dessa forma, as conservas culturais devem servir apenas como ponto de partida e de base para a ação.
A espontaneidade somada com a criatividade seria a mais elevada forma de inteligência, e ambas são as forças primárias no comportamento humano.
A possibilidade de modificar uma dada situação ou de estabelecer uma nova situação implica em criar: produzir, a partir de algo que já é dado, alguma coisa nova. A criatividade é indissociável da espontaneidade. A espontaneidade é um fator que permite ao potencial criativo atualizar-se e manifestar-se.
· Fator Tele
O fator Tele é uma capacidade inata de percepção, que vai além dos cinco sentidos. Tele significa "à distância", como o radical grego de telepatia e televisão.
O fator Tele é como intuições do comportamento imediato do outro, sendo uma percepção interna mútua dos indivíduos, já que seria a capacidade de perceber o que ocorre nas situações entre as pessoas. Havendo semelhança entre esse fator e a empatia. Entretanto, pondera que "o fenômeno Tele é a empatia ocorrendo em duas direções." Havendo, assim, sempre um caráter bipessoal.
Portanto, o fator Tele é muito importante para o êxito no psicodrama terapêutico. Caso as pessoas envolvidas no psicodrama estejam perturbadas emocionalmente com problemas ou conflitos interpessoais, será gera a uma atmosfera que prejudicará o progresso terapêutico.
Quando há um embotamento ou ausência do fator Tele no relacionamento, ocorre o fenômeno da transferência. O conceito de transferência equivale ao oposto do fenômeno Tele. A presença da experiência da transferência significa que situações novas serão vividas sob a influência de experiências marcantes anteriores, como uma repetição, sem nenhuma percepção télica.
Observa-se que a ocorrência do fator Tele em condições favoráveis ao desenvolvimento proporciona a vivência subjetiva intensa entre as pessoas, podendo ser observado de forma objetiva por terceiros.
Desta forma, o objetivo do Psicodrama é reativar a Espontaneidade e o Tele, para que recuperados superem o apego inadequado à situações do passado, facilitando-se as relações teléticas sobre as relações transferenciais.
· Co-consciente e Co-inconsciente
A interação mental entre as pessoas, nomeando esses fenômenos de co-consciente e co-inconsciente.
“Os estados co-conscientes e co-inconscientes são, por definição, aqueles que os participantes experimentaram e produziram conjuntamente e que, por conseguinte, só podem ser reproduzidos ou representados em conjunto. Um estado co-consciente ou co-inconsciente não pode ser propriedade de um único indivíduo.”
O conceito de co-inconsciente consiste em sentimentos, vivências e fantasias comuns a duas ou mais pessoas, de forma inconsciente. O conceito co-consciente, por sua vez, refere-se aos estados conscientes comuns, vivenciados em algumas interações do grupo psicodramático.
Para ele a técnica de inversão de papéis do Psicodrama era o melhor método para superar os conflitos co-inconscientes. Já que, através da inversão, um indivíduo entra em contato com os conteúdos internos do outro, sendo reconhecidas e vencidas as resistências inconscientes na relação interpessoal.
· Átomo sociale redes sociométricas
O conceito átomo social é como a configuração social das relações interpessoais que são desenvolvidas a partir do nascimento. O primeiro átomo social é composto pela mãe e o filho, porém, com o tempo, naturalmente há uma ampliação do átomo abrangendo todas as pessoas que lhe são importantes.
Por exemplo, uma criança que é criada e resida com os avós maternos, desde o seu nascimento, sem nenhum contato com os pais biológicos. Para saber a composição do seu átomo social, deverá ser analisado se ela possui algum significado ou imagem desses pais. Se a criança não captar esses pais de modo algum, nem como ausentes, então não estarão incluídos no átomo social desta.
Nesta teoria, as pessoas que não provocam sentimento algum, não fazem parte do átomo social. Isso quer dizer que as pessoas incluídas no átomo social vão gerar sensações boas ou ruins, havendo sempre mudanças no indivíduo, que reciprocamente será agradável ou desagradável com elas. Assim, o átomo social é constituído de pessoas reais que integram o mundo pessoal afetivo de cada um.
As redes sociométricas são criadas pela junção de vários átomos sociais, São fenômenos objetivamente observáveis, mesmo que sua composição seja também de variáveis subjetivas.
· EMPATIA
Capacidade de aproximar-se da experiência vivenciada pelo outro, admitindo sua realidade como verdadeira e legítima; tornar-se mais aberto ao outro e menos autocentrado; deixar de lado seus aprioris.
· TELE
Capacidade de se perceber de forma objetiva o que ocorre nas situações e o que se passa entre as pessoas.
· CO-INCONSCIENTE
Vivências, sentimentos, desejos e até fantasias comuns a duas ou mais pessoas, e que se dão em estado inconsciente.
· ESPONTANEIDADE
Fenômeno primário e positivo, dissociado de qualquer outro impulso humano; funciona como catalisador para o ato criador (criatividade).
· TEORIA DOS PAPÉIS
Moreno criou a teoria dos papéis inspirado pelo teatro. Baseado em sua compreensão de homem social, acredita na transformação através da ação. Dessa forma, o conceito de papel que presume inter-relação e ação, tornou-se fundamental nos estudos do Psicodrama.
Para Moreno (1975), o papel pode ser definido como: uma pessoa imaginária criada por um autor dramático, por exemplo, Otelo, Carmen etc.; uma personagem ou função assumida numa realidade social, como juiz, dentista etc.; as formas reais e tangíveis que o eu adota; a cristalização final de todas as vivências em que a pessoa desenvolveu um padrão para realizar operações específicas: mãe, pai, advogado, médico etc.
Podemos verificar nessas diversas concepções, que Moreno define, em um momento, papel como função adquirida pelo indivíduo e, em outro, como a forma real e tangível que o eu assume, transitando do plano dramático para o social. Dessa forma, todo papel é uma unidade cultural de conduta, sendo assimilado nas experiências corporais, emocionais e sociais."
Deve-se pressupor o conceito de papel desde o nascimento do individuo e ampliando-se por seu desenvolvimento e em todas as dimensões da existência humana. Na visão moreniana, a origem dos papéis está no interiorda Matriz da Identidade, que é a base psicológica para a criação dos papéis. Ele afirma que o ego é constituído dos papéis e não o contrário: "Os papéis não decorrem do eu mas o eu pode emergir dos papéis:"
O indivíduo já nasce em um papel: filho, neto, brasileiro, por exemplo. Conforme esses papéis surgem e se estruturam, juntam-se a outros, constituindo agrupamentos de papéis que vão formar o eu." Moreno afirmava também que os papéis tinham em comum o fato de serem observáveis, e definiu o papel como a menor unidade observável de conduta inter-relacional.
Dois aspectos essenciais referidos pelo termo papel, tal como é assimilado pelo Psicodrama, abarcam unidades de representação teatral e de ação e funções sociais. Assim, o papel pode ser como um personagem ou função apresentadas na realidade social; ou mesmo a forma de funcionamento que o indivíduo adquire no momento específico de uma situação específica na qual outros objetos e pessoas estão envolvidos.
De forma bem objetiva podemos pensar que existem três tipos de papéis: Psicossomáticos, Sociais e Psicodramáticos.
Os papéis psicossomáticos são os primeiros papéis do bebê, sendo precursores do ego. Apesar de serem nomeados de papéis, não se pode afirmar que sejam unidades de ação bem delimitada, já que a criança desse período ainda não possui uma unidade própria, estando no momento de dependência e indiferenciação do outro. Moreno os nomeia como unidades de conduta relacionadas às funções fisiológicas, que seriam: o ato de respirar, comer, defecar/urinar, dormir, andar e falar.
Os papéis psicodramáticos são também chamados de papéis psicológicos, sendo um marco na superação das fases de indiferenciação do outro, iniciando uma nova etapa de desenvolvimento, apresentando uma dimensão mais individual da vida psíquica.
Os papéis sociais correspondem à dimensão social, em que simultaneamente, numa nova etapa, a criança separa a fantasia da realidade, havendo a separação dos papéis psicodramáticos dos papéis sociais. Assim, tornam-se conjuntos diferenciados de unidades de ação.

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