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INTUBAÇÃO (ANESTESIA INALATÓRIA) Resumo por: Denise Ramos Pacheco. Profa. Mônica Horr. Medicina Veterinária UFU (2021). Fases da anestesia: 1-Avaliação pré-anestésica. 2-Preparo do paciente. 3-MPA. 4- Indução anestésica: inalatória ou injetável. 5-Manutenção anestésica: inalatória ou injetável. INDUÇÃO ANESTÉSICA: Máscara: • Bom acoplamento; • Animais saudáveis: problemas; pacientes que não sedaram muito bem na MPA (induz o paciente a anestesia com máscara quando ele é mais debilitado, normalmente); • Altas concentrações de O2 e de anestésico inalatório; • Animais debilitados; • Pré-oxigenação do paciente que será submetido a indução por máscara facial, pois esses pacientes podem entrar em hipóxia por conta do gás anestésico inalatório. Câmaras: • Outra forma de indução anestésica, para felinos estressados por exemplo; é importante deixar o paciente o mais calmo possível, pois o estresse atrapalha a indução anestésica. • Mais seguro que a máscara; • Usado para animais pequenos; • Pré-oxigenação. Equipamentos auxiliares: • Animal de grande porte: abridor de boca (equinos e bovinos). • Tubos orotraqueais para intubação do paciente e LARINGOSCÓPIO. Sonda orotraqueal: Fonte: Mônica Horr. • Cuff ou balonete → vedar a traqueia ao redor do tubo orotraqueal, para que o ar só entre através do tubo. Não pode inflar muito ele, senão pode promover necrose em mucosa de traqueia e lesão severa. • Olho de Murphy: impede que, caso tenha alguma obstrução na ponta proximal, ainda entre ar no tubo (ele promove uma segunda via de entrada de ar caso haja obstrução). • Válvula de controle ou Válvula de Cuff → sempre precisa estar macio, nunca rígido. • Entrar com o tubo com a curvatura menor para cima (animal em decúbito esternal). • Quanto maior o número, maior o tamanho da sonda. • Para escolher o tamanho do tubo orotraqueal → prática (sempre deixar 2 tamanhos disponíveis próximos ao paciente). • Linha preta próximo a ponta proximal: momento da introdução do tubo orotraqueal, marcação para cima, com curvatura menor para cima, paciente em decúbito esternal, introduz a sonda até não enxergar mais a primeira marca da sonda (algumas tem 1 linha preta só, outras tem 2). No tubo que tem 2 marcas, introduz até não ver mais a primeira e enxergar a segunda marca; no que tem 1 marca, introduzir até não enxergar mais ela. Faz isso para evitar ventilação seletiva (ventilação de apenas um lado do pulmão). Passos da intubação: • Testar o cuff antes; • Separar sempre duas sondas de tamanhos diferentes; • Inflar o cuff após a intubação; • Conferir se o paciente está intubado ou não. Intubação em cães: • Decúbito lateral, dorsal ou esternal (melhor posição: decúbito ESTERNAL). • Utilizar algo que auxilie a abrir a boca do animal (gaze) e separar uma gaze para tracionar a língua. • Introduz o tubo traqueal entre as aritenoides. A traqueia está posicionada ventralmente, e o esôfago dorsal, então tem que entrar com a sonda o mais ventralmente possível. • Auxílio do laringoscópio. • Sonda ideal. • Decúbito esternal. • Gaze. • Gel lidocaína (é bom utilizar no tubo). Intubação em gatos: • Laringoscópio. • Decúbito esternal (melhor). • Guia de sonda (que coloca dentro da sonda, depois da intubação retira ele). • Lidocaína Spray 10%. • Sonda 2,0-4,0. • Gaze atrás dos caninos para abrir a boca, e gaze para tracionar a língua do paciente. Intubação em equinos: • Decúbito lateral (direito ou esquerdo). • Abridor de bocas (pequeno, de madeira, entre os incisivos superior e inferior). • Puxa a língua do animal, lateralizando para a direita ou esquerda, e introduz o tubo orotraqueal às cegas. • Lubrificar o tubo para facilitar a introdução dele (gel lubrificante ou gel de lidocaína). • Quanto introduzir o tubo, ele vai parar na epiglote, aí faz movimentos circulares de vai e vem, quando o animal inspirar o expirar, abre a epiglote e o tubo entra. • Sempre estender a cabeça do animal, para facilitar a intubação. • Sempre lavar a boca do equino antes. • A extubação é tardia nos equinos. • Amarrar com esparadrapo para desviar o tubo dos dentes incisivos, para ele não morder e o tubo entrar. Intubação em bovinos: • Decúbito lateral ou esternal. • Uso de abre bocas para ruminantes. • Consegue palpar a epiglote, não consegue ver a traqueia – introdução do braço dentro da boca do animal, e com a outra mão introduz o tubo orotraqueal, direcionando para a entrada da traqueia. • Luva especial. • Lubrificante. • Sondas. • Deixar o cuff bem inflado, pois os ruminantes regurgitam muito. Particularidades da anestesia inalatória (intubação): • Cães raças (braquicefálicos); a extubação nos braquicefálicos deve ser tardia, por conta de suas diferenças anatômicas (estenose de narina, palato alongado, hipoplasia de traqueia etc); se fizer extubação precoce nesses animais, eles podem ter apneia/hipóxia; somente fazer quando o animal estiver bem acordado (nas outras raças, quando começou a ter reflexo de deglutição ou tosse já extuba). • Gatos: extubação precoce; começou a ter reflexo palpebral já pode extubar o gato, por conta do risco de laringoespasmo e edema de glote, pois o contato/atrito do tubo com a glote/aritenoites quando já voltou o reflexo, é um grande estimulo para ter essas complicações. • Equinos e bovinos: extubação tardia; quando o equino estiver bem acordado retira o tubo (pois eles só respiram pela narina), acabou a anestesia, desinfla o cuff mas deixa ele intubado ainda. No caso dos bovinos, eles têm muita regurgitação, inflar bem o cuff e só desinflar quando estiver bem acordado, ou seja, deixar o cuff inflado o máximo de tempo que puder, para evitar regurgitação e aspiração do conteúdo pela traqueia.