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Estágio - Plano de Negócios

Manual sobre diretrizes do Estágio Curricular do Curso de Ciências Contábeis (UNIASSELVI, 2018) que traz contextualização, atividades e objetivos do estágio; regulamento do estágio supervisionado; e orientações para elaboração do plano de negócios (1ª etapa).

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2018
Diretrizes Práticas 
contábeis e estágio
Prof. Osir Afonso Tessari
Prof. Carlos Roberto Schroder
Prof. Luciano Fernandes
Prof. Maike Bauler Theis
Copyright © UNIASSELVI 2018
Elaboração:
Prof. Osir Afonso Tessari
Prof. Carlos Roberto Schroder
Prof. Luciano Fernandes
Prof. Maike Bauler Theis
Revisão, Diagramação e Produção:
Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI
Ficha catalográfica elaborada na fonte pela Biblioteca Dante Alighieri 
UNIASSELVI – Indaial.
Impresso por:
III
aPresentação
Caro(a) acadêmico(a)! O Estágio Curricular do Curso de Ciências 
Contábeis está amparado pelas Diretrizes Curriculares Nacionais, instituído 
pela Resolução nº 10 do CNE, de 16/12/2004. 
De acordo com a Resolução, em seu Art. 7º, o Estágio Curricular 
Supervisionado é um componente curricular direcionado para a consolidação 
dos desempenhos profissionais desejados, inerentes ao perfil do formando, 
devendo cada instituição, por seus Colegiados Superiores Acadêmicos, 
aprovar o correspondente regulamento, com suas diferentes modalidades de 
operacionalização.
O estágio poderá ser realizado na própria instituição de ensino, ou 
fora dela, mediante laboratórios que congreguem as diversas ordens práticas 
correspondentes aos diferentes pensamentos das Ciências Contábeis e desde 
que sejam estruturados e operacionalizados de acordo com regulamentação 
própria, aprovada pelo conselho superior acadêmico competente, na 
instituição.
Todas as diretrizes sobre o Estágio Curricular do Curso de Ciências 
Contábeis estão descritas neste caderno e divididas em dois tópicos. 
Caro(a) acadêmico(a)! Você está chegando à fase final do seu curso: 
começa com a elaboração do plano de negócios, em seguida, a materialização 
do planejamento na constituição da empresa e, por fim, a análise das 
informações geradas do negócio, sob a ótica de controle de uma auditoria 
independente para gerar o relatório final.
Toda a estrutura do Estágio Curricular do Curso de Ciências Contábeis 
que desenvolvemos especialmente para você, caro(a) acadêmico(a), busca 
aplicar os conhecimentos adquiridos, desde aspectos humanos aos aspectos 
técnicos.
Prof. Osir Afonso Tessari
Prof. Carlos Roberto Schroder
Prof. Luciano Fernandes
IV
Você já me conhece das outras disciplinas? Não? É calouro? Enfim, tanto para 
você que está chegando agora à UNIASSELVI quanto para você que já é veterano, há 
novidades em nosso material.
Na Educação a Distância, o livro impresso, entregue a todos os acadêmicos desde 2005, é 
o material base da disciplina. A partir de 2017, nossos livros estão de visual novo, com um 
formato mais prático, que cabe na bolsa e facilita a leitura. 
O conteúdo continua na íntegra, mas a estrutura interna foi aperfeiçoada com nova 
diagramação no texto, aproveitando ao máximo o espaço da página, o que também 
contribui para diminuir a extração de árvores para produção de folhas de papel, por exemplo.
Assim, a UNIASSELVI, preocupando-se com o impacto de nossas ações sobre o ambiente, 
apresenta também este livro no formato digital. Assim, você, acadêmico, tem a possibilidade 
de estudá-lo com versatilidade nas telas do celular, tablet ou computador. 
 
Eu mesmo, UNI, ganhei um novo layout, você me verá frequentemente e surgirei para 
apresentar dicas de vídeos e outras fontes de conhecimento que complementam o assunto 
em questão. 
Todos esses ajustes foram pensados a partir de relatos que recebemos nas pesquisas 
institucionais sobre os materiais impressos, para que você, nossa maior prioridade, possa 
continuar seus estudos com um material de qualidade.
Aproveito o momento para convidá-lo para um bate-papo sobre o Exame Nacional de 
Desempenho de Estudantes – ENADE. 
 
Bons estudos!
NOTA
V
VI
VII
UNIDADE 1 - DIRETRIZES PARA ELABORAÇÃO DO ESTÁGIO
 NO CURSO DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS ............................................................ 1
TÓPICO 1 - CONTEXTUALIZAÇÃO DO ESTÁGIO ................................................................... 3
1 INTRODUÇÃO .................................................................................................................................. 3
2 ATIVIDADES DE ESTÁGIO A SEREM DESENVOLVIDAS ................................................... 3
3 OBJETIVOS DE APLICAÇÃO DO ESTÁGIO NO CURSO ..................................................... 3
TÓPICO 2 - REGULAMENTO DO ESTÁGIO CURRICULAR SUPERVISIONADO ............ 5
UNIDADE 2 - PLANO DE NEGÓCIOS: ORIENTAÇÕES PARA
 ELABORAÇÃO (1ª ETAPA)....................................................................................... 11
TÓPICO 1 - O NEGÓCIO ................................................................................................................... 13
1 INTRODUÇÃO .................................................................................................................................. 13
2 IDENTIFICAÇÃO DO NEGÓCIO ................................................................................................. 13
3 DEFINIÇÃO DO NEGÓCIO ........................................................................................................... 15
4 ESTRUTURAÇÃO DA EQUIPE ..................................................................................................... 15
5 MOTIVAÇÃO E OPORTUNIDADES ........................................................................................... 16
TÓPICO 2 - PRODUTOS E SERVIÇOS ........................................................................................... 19
1 INTRODUÇÃO .................................................................................................................................. 19
2 DESCRIÇÃO DOS PRODUTOS/SERVIÇOS .............................................................................. 19
3 TECNOLOGIA E PROCESSOS ...................................................................................................... 20
4 BENEFÍCIOS E VANTAGEM COMPETITIVA ........................................................................... 22
5 DEFINIÇÃO DE PREÇOS ................................................................................................................ 23
TÓPICO 3 - DEFINIÇÃO DE MERCADOS .................................................................................... 25
1 INTRODUÇÃO .................................................................................................................................. 25
2 O SETOR ............................................................................................................................................. 25
2.1 CLIENTELA ................................................................................................................................... 26
2.2 FORNECEDORES ......................................................................................................................... 27
2.3 CONCORRENTES ........................................................................................................................ 28
TÓPICO 4 - PLANO DE MARKETING ........................................................................................... 29
1 INTRODUÇÃO .................................................................................................................................. 29
2 PROPAGANDA ................................................................................................................................. 29
3 PONTO (CANAIS DE DISTRIBUIÇÃO)...................................................................................... 30
TÓPICO 5 - PLANO FINANCEIRO .................................................................................................. 33
1 INTRODUÇÃO ..................................................................................................................................33
2 INVESTIMENTOS ............................................................................................................................ 33
2.1 CRÉDITOS SOBRE INVESTIMENTOS ..................................................................................... 33
2.2 DADOS A SEREM TRATADOS .................................................................................................. 33
3 MÃO DE OBRA ................................................................................................................................. 35
sumário
VIII
3.1 PESSOAL DE PRODUÇÃO ......................................................................................................... 36
3.1.1 Definindo dados ................................................................................................................... 36
3.2 PESSOAL DA ADMINISTRAÇÃO ............................................................................................ 37
3.2.1 Definindo dados ................................................................................................................... 37
4 DESPESAS ADMINISTRATIVAS ................................................................................................. 38
4.1 INFORMAÇÕES SOBRE DESPESAS ......................................................................................... 39
5 PROJEÇÃO DE RESULTADOS E FLUXO DE CAIXA ............................................................... 40
5.1 PROJEÇÃO DE RESULTADOS ECONÔMICOS ..................................................................... 40
5.2 PROJEÇÃO DE FLUXO DE CAIXA ........................................................................................... 41
LEITURA COMPLEMENTAR ............................................................................................................ 43
ANEXOS DA UNIDADE ..................................................................................................................... 45
UNIDADE 3 - CONSTITUIÇÃO E MOVIMENTAÇÃO CONTÁBIL DE EMPRESA ............ 47
TÓPICO 1 - ORIENTAÇÕES PARA ELABORAÇÃO DA ETAPA 2 ........................................... 49
1 INTRODUÇÃO .................................................................................................................................. 49
2 AVALIAÇÃO E APROVAÇÃO DO ESTAGIÁRIO ..................................................................... 51
TÓPICO 2 - CONSTITUIÇÃO DE UMA EMPRESA .................................................................... 53
1 INTRODUÇÃO .................................................................................................................................. 53
2 CONSULTA DE VIABILIDADE E NOME EMPRESARIAL ..................................................... 55
2.1 PEDIDO DE VIABILIDADE ........................................................................................................ 56
2.2 CANCELAMENTO DO PEDIDO DE VIABILIDADE ............................................................ 64
2.3 DBE (COLETOR NACIONAL – REDESIM) ............................................................................. 65
2.4 CONSULTA E IMPRESSÃO DBE: .............................................................................................. 74
2.5 RE – REQUERIMENTO ELETRÔNICO .................................................................................... 79
2.6 REQUISITOS PARA PROTOCOLO NA JUNTA COMERCIAL
 DO ESTADO DE SANTA CATARINA ...................................................................................... 85
2.7 CANCELAMENTO COLETA WEB ........................................................................................... 86
2.8 ENCAMINHAMENTO DO ALVARÁ DE LICENÇA E/OU FUNCIONAMENTO
 E DO ALVARÁ SANITÁRIO NA PREFEITURA MUNICIPAL ............................................. 90
2.9 ENCAMINHAMENTO DO ALVARÁ DE POLÍCIA ............................................................... 90
TÓPICO 3 - MOVIMENTAÇÃO DA EMPRESA ........................................................................... 93
1 INTRODUÇÃO .................................................................................................................................. 93
2 DOCUMENTOS DE CONSTITUIÇÃO DA EMPRESA ............................................................ 94
3 NOTAS FISCAIS DE COMPRAS E VENDAS ............................................................................. 94
3.1 DADOS DO EMITENTE .............................................................................................................. 97
3.2 DADOS DO DESTINATÁRIO/REMETENTE ........................................................................... 98
3.3 DADOS DO PRODUTO ............................................................................................................... 98
3.4 CÁLCULO DOS IMPOSTOS ....................................................................................................... 100
3.5 TRANSPORTADOR/VOLUMES TRANSPORTADOS ............................................................ 101
3.6 DADOS ADICIONAIS ................................................................................................................. 101
4 CUPOM FISCAL ................................................................................................................................ 101
5 NOTA FISCAL SÉRIE D-1 ............................................................................................................... 102
6 NOTA FISCAL DE SERVIÇO ......................................................................................................... 103
7 BOLETO BANCÁRIO ....................................................................................................................... 104
8 CONTROLE DE ESTOQUE ............................................................................................................. 105
8.1 MÉTODO DE CONTROLE PERMANENTE ............................................................................ 106
8.2 MÉTODO DE CONTROLE PERIÓDICO .................................................................................. 108
9 DEPRECIAÇÃO DO ATIVO IMOBILIZADO ............................................................................. 108
10 FOLHA DE PAGAMENTO ............................................................................................................ 110
IX
11 RECIBO DA FOLHA DE PAGAMENTO .................................................................................... 116
12 GUIA DE INSS ................................................................................................................................. 116
13 GUIA DE FGTS ................................................................................................................................ 118
14 GUIA DE IMPOSTO DE RENDA ................................................................................................ 119
15 CÁLCULO DO IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL ................................ 120
16 DEMAIS DOCUMENTOS ............................................................................................................. 122
17 CONTABILIDADE .......................................................................................................................... 122
18 FECHAMENTO (PAPER) ............................................................................................................... 123
ANEXOS DA UNIDADE ..................................................................................................................... 124
UNIDADE 4 - RELATÓRIO FINAL DE ESTÁGIO: AUDITORIA INDEPENDENTE
 E ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS ....................................... 129
TÓPICO 1 - ORIENTAÇÕES PARA ELABORAÇÃO DA ETAPA 3 ........................................... 131
1 INTRODUÇÃO ..................................................................................................................................131
2 REALIZAÇÃO DAS ATIVIDADES DO ESTÁGIO ................................................................... 131
3 AVALIAÇÃO E APROVAÇÃO DO ESTAGIÁRIO ..................................................................... 134
TÓPICO 2 - FASE INICIAL DA AUDITORIA ................................................................................ 137
1 INTRODUÇÃO .................................................................................................................................. 137
2 PLANEJAMENTO DE AUDITORIA ............................................................................................. 138
2.1 MODELO DE PLANEJAMENTO DE HORAS E VALORES DE AUDITORIA ................... 140
3 PROCEDIMENTOS DE AUDITORIA .......................................................................................... 143
4 CONTRATOS DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE AUDITORIA ........................................ 152
TÓPICO 3 - FASE DE EXECUÇÃO DA AUDITORIA................................................................... 155
1 INTRODUÇÃO .................................................................................................................................. 155
2 PAPEL DE TRABALHO: CODIFICAÇÃO E INDICAÇÕES DOS EXAMES REALIZADOS ... 156
2.1 A CODIFICAÇÃO DOS PAPÉIS DE TRABALHO .................................................................. 157
2.2 A INDICAÇÃO DOS EXAMES REALIZADOS NOS PAPÉIS DE TRABALHO ................. 162
3 MODELOS PARA ELABORAÇÃO DE PAPÉIS DE TRABALHO ........................................... 165
3.1 PAPEL DE TRABALHO DE LANÇAMENTO DE AJUSTES E/OU
 RECLASSIFICAÇÃO – “PT 1-BT” .............................................................................................. 167
3.2 PAPEL DE TRABALHO DE PONTOS DE RECOMENDAÇÃO – “PT 2-BT” ..................... 168
3.3 PAPÉIS DE TRABALHO EM DISPONIBILIDADES – “PT A” ............................................... 169
3.4 PAPÉIS DE TRABALHO EM ESTOQUES (PT C) .................................................................... 172
3.5 PAPÉIS DE TRABALHO EM IMOBILIZADO (PT F) .............................................................. 175
3.6 PAPÉIS DE TRABALHO EM FORNECEDORES DE BENS E SERVIÇOS (PT AA) ............ 177
3.6.1 Pedido de confirmação ........................................................................................................ 179
3.7 PAPÉIS DE TRABALHO EM CONTAS A PAGAR (PT BB) ................................................... 184
3.8 PAPÉIS DE TRABALHO EM OBRIGAÇÕES FINANCEIRAS (PT CC) ............................... 186
3.9 PAPÉIS DE TRABALHO EM OBRIGAÇÕES TRIBUTÁRIAS (PT EE) ................................. 190
3.9.1 Análise das contas tributárias - ICMS (PT EE10-1) ......................................................... 191
3.9.2 Análise das contas tributárias - PIS (PT EE20-1) ............................................................. 193
3.9.3 Análise das contas tributárias - COFINS (PT EE30-1) .................................................... 195
3.9.4 Análise das contas tributárias – IRPJ a Pagar (PT EE40-1)............................................. 196
3.9.5 Análise das contas tributárias – CSLL a Pagar (PT EE50-1) .......................................... 198
3.10 PAPÉIS DE TRABALHO EM OBRIGAÇÕES TRABALHISTAS E
 PREVIDENCIÁRIAS (PT HH) .................................................................................................. 200
3.11 PAPÉIS DE TRABALHO EM PATRIMÔNIO LÍQUIDO (PT SS) ........................................208
3.12 PAPÉIS DE TRABALHO EM CONTAS DO RESULTADO DE EXERCÍCIO (PT BTL) ....210
3.12.1 Análise das Contas do Resultado Operacional (PT DR10) ......................................... 211
X
3.12.2 Análise das Contas de Despesas Comerciais e Administrativas (PT DR40-1) .......... 213
3.12.3 Análise das Contas de Despesas e Receitas Financeiras (PT DR50-1) ........................ 214
3.13 PROCEDIMENTOS FINAIS DURANTE A EXECUÇÃO ..................................................... 215
4 CARTA DE RESPONSABILIDADE DA ADMINISTRAÇÃO ................................................. 215
TÓPICO 4 - FASE DE CONCLUSÃO DA AUDITORIA .............................................................. 219
1 INTRODUÇÃO .................................................................................................................................. 219
2 LANÇAMENTOS DE AJUSTES E/OU RECLASSIFICAÇÕES ................................................ 220
3 RELATÓRIO DE DIVERGÊNCIAS ENCONTRADAS ............................................................. 223
4 RELATÓRIO DO AUDITOR INDEPENDENTE ......................................................................... 226
5 ESTRUTURA E CODIFICAÇÃO DOS PAPÉIS DE TRABALHO ........................................... 227
TÓPICO 5 - RELATÓRIO DE ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES
 CONTÁBEIS DA EMPRESA AUDITADA ............................................................... 229
1 INTRODUÇÃO .................................................................................................................................. 229
2 PREPARAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS PARA ANÁLISE ......................... 229
3 ANÁLISE PARA AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO .................................................................. 230
4 MODELO DE RELATÓRIO DE ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS ................ 231
ANEXOS DA UNIDADE ..................................................................................................................... 236
REFERÊNCIAS ...................................................................................................................................... 243
1
UNIDADE 1
DIRETRIZES PARA ELABORAÇÃO 
DO ESTÁGIO NO CURSO DE 
CIÊNCIAS CONTÁBEIS
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
PLANO DE ESTUDOS
A partir do estudo desta unidade, você deverá ser capaz de:
• contextualizar o ambiente de estágio em que será desenvolvido o estágio 
quanto às suas atividades e objetivos;
• explicitar claramente o regulamento de Estágio Supervisionado, nortean-
do a concepção, duração, obrigatoriedade, organização das etapas e res-
ponsabilidades para elaboração do estágio.
Esta unidade está dividida em dois tópicos e apresenta as regras para a 
elaboração e desenvolvimento do Estágio Curricular Supervisionado.
TÓPICO 1 – CONTEXTUALIZAÇÃO DO ESTÁGIO
TÓPICO 2 – REGULAMENTO DO ESTÁGIO CURRICULAR SUPERVISIO-
NADO
2
3
TÓPICO 1
UNIDADE 1
CONTEXTUALIZAÇÃO 
DO ESTÁGIO
1 INTRODUÇÃO
2 ATIVIDADES DE ESTÁGIO A SEREM DESENVOLVIDAS
O estágio é requisito indispensável à formação do acadêmico em 
contabilidade, por fornecer um instrumental teórico-prático da contabilidade 
aplicada. Tem por finalidade essencial dar ao acadêmico condições de 
desenvolver na prática, através de simulações, os fatos teóricos estudados 
interdisciplinarmente, desempenhando com maior flexibilidade e competência 
as atribuições específicas do contador. Procura também levar o aluno a ter uma 
visão mais próxima do cotidiano da função desempenhada pelo profissional 
da contabilidade.
Neste Regulamento de Estágio, as atividades de estágio desenvolvidas 
pelo acadêmico serão divididas em três etapas. A primeira etapa terá início 
no 6º Módulo, com a elaboração do Plano de Negócios. A segunda etapa 
será realizada no 7º Módulo com a criação da empresa, contabilização dos 
eventos, elaboração documental e levantamento das demonstrações contábeis. 
A terceira etapa será desenvolvida no último módulo do curso: em forma de 
rodízio/sorteio dos trabalhos realizados no 6º e 7º Módulos, será aplicado o 
ferramental da auditoria, gerando o relatório de auditoria. Todo esse trabalho 
será desenvolvido de forma cumulativa, ou seja, do 6º para o 7º e do 7º para o 
8º, resultando no Relatório Final de Estágio.
3 OBJETIVOS DE APLICAÇÃO DO ESTÁGIO NO CURSO
Com a execução das atividades listadas,o Estágio do Curso de Ciências 
Contábeis atingirá os seguintes objetivos:
•	 complementar o processo de ensino e aprendizagem;
•	 incentivar o aprimoramento pessoal e profissional;
•	 propiciar ao acadêmico oportunidades de desenvolver potencialidades e 
habilidades; 
UNIDADE 1 | DIRETRIZES PARA ELABORAÇÃO DO ESTÁGIO NO CURSO DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS
4
•	 propiciar ao acadêmico a consolidação de conhecimentos e espírito 
empreendedor e integrador, para atuar como gestor nos mais diversos tipos 
de entidades, no vasto campo de atuação do profissional da Contabilidade; 
•	 contribuir para que o acadêmico assuma suas funções de corresponsável pelo 
processo ensino-aprendizagem, à medida que formula seus próprios projetos;
•	 contribuir na relação entre professor e acadêmico, no sentido que ambos se 
reconheçam como aprendizes em uma sociedade cada vez mais orientada 
pela capacidade dos indivíduos de transformarem dados em informações e 
informações em conhecimento;
•	 propiciar ao acadêmico o exercício da cidadania, ou seja, a oportunidade de 
concretizar trabalhos na área contábil relacionada com as causas maiores, ou 
seja, o bem-estar da coletividade;
•	 propiciar ao acadêmico a oportunidade de diagnosticar e propor melhorias no 
ambiente empresarial através de estudos na área contábil.
5
TÓPICO 2
REGULAMENTO DO ESTÁGIO 
CURRICULAR SUPERVISIONADO
UNIDADE 1
CAPÍTULO I
CONCEPÇÃO, DURAÇÃO E OBRIGATORIEDADE DO ESTÁGIO
O Estágio Curricular Supervisionado do Curso de Bacharelado em 
Ciências Contábeis é concebido como um dos momentos privilegiados de 
integração teoria-prática, sendo organizado na própria Instituição com o uso de 
softwares específicos de contabilidade com prática simulada observando a múlti 
e interdisciplinaridade.
O Estágio Curricular Supervisionado terá a duração estipulada na matriz 
curricular do Curso de Bacharelado em Ciências Contábeis compreendendo as 
atividades propostas integradas a partir do sexto Módulo. 
Nenhum acadêmico poderá colar grau sem ter cumprido as exigências do 
estágio curricular.
CAPÍTULO II
DA ORGANIZAÇÃO DO ESTÁGIO
O Estágio Curricular Supervisionado do Curso de Bacharelado em 
Ciências Contábeis compreenderá as três etapas a seguir descritas.
1ª ETAPA – Plano de Negócios:
a) A elaboração do Plano de Negócios acontecerá durante o 6º Módulo, inserido 
na prática deste Módulo, e deverá ser composto dos seguintes conteúdos:
• planejamento estratégico do negócio a ser implementado;
• descrição da empresa a ser implementada;
• descrição do produto e/ou serviço a ser desenvolvido;
• análise do mercado a ser explorado;
UNIDADE 1 | DIRETRIZES PARA ELABORAÇÃO DO ESTÁGIO NO CURSO DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS
6
• descrição do plano de marketing para a empresa proposta;
• descrição do plano financeiro para a empresa proposta;
• anexos como planilhas de custo e projeções.
b) O cronograma de atividades a serem desenvolvidas constará na Agenda de 
Atividades do módulo.
 
2ª ETAPA – Prática Contábil:
a) Esta etapa será desenvolvida no 7º Módulo e abrangerá os aspectos constitutivos 
da sociedade idealizada no Plano de Negócios da 1ª etapa, no âmbito da Junta 
Comercial, Receita Federal e Fazenda Estadual, tendo a seguinte linha de 
desenvolvimento:
• Praticar os conhecimentos adquiridos ao longo do curso no que se refere à 
elaboração dos lançamentos contábeis envolvidos nas operações da empresa 
constituída.
• Ter contato com um plano de contas, permitindo a classificação dos lançamentos 
nas contas corretas.
• Examinar os fechamentos de débitos e créditos a cada lançamento, viabilizando 
a elaboração de demonstrativos contábeis.
• Distinguir os diversos fatos que possam ocorrer numa empresa e tomar a 
decisão adequada para contabilizar os valores nas contas corretas.
• Efetuar o cálculo e contabilização da folha de pagamento, considerando as 
provisões de férias e 13º salário.
• Montar o controle de estoque baseado nas compras e vendas realizadas, 
apurando o Custo das Mercadorias Vendidas pelo método custo médio.
• Apurar e contabilizar o valor dos impostos devidos sobre as vendas.
• Calcular e contabilizar o valor da depreciação sobre os bens da empresa.
• Estruturar o LALUR, se for o caso, apurando o lucro real.
• Elaborar o cálculo dos impostos baseados no lucro estimado e efetuar o 
comparativo com os impostos calculados com base no lucro real, determinando 
o valor mais vantajoso para a empresa.
• Desenvolver as Demonstrações Contábeis para fins de publicação.
TÓPICO 2 | REGULAMENTO DO ESTÁGIO CURRICULAR SUPERVISIONADO
7
Nesta fase, as orientações serão desenvolvidas na disciplina de Prática 
Contábil.
3ª ETAPA – Relatório Final:
a) A elaboração do Relatório Final compõe a última etapa do Estágio que ocorre 
no oitavo Módulo, na disciplina de Estágio, e consiste no desenvolvimento 
de atividades de Auditoria e Análise das Demonstrações Contábeis, na 
contabilidade da empresa criada na 1ª e 2ª etapas do estágio. Compreende as 
seguintes atividades: 
• Elaboração do planejamento de auditoria a ser desenvolvida na empresa 
simulada. 
• Definição dos tipos de papéis de trabalhos utilizados pela auditoria, bem como 
sua simbologia.
• Definição dos procedimentos de auditoria utilizados pelos auditores no seu 
trabalho. 
• Elaborar as equações matemáticas para a seleção de uma amostra do universo 
apresentado pela empresa a ser auditada.
• Elaborar a carta de responsabilidade da administração na auditoria da empresa 
em questão.
• Elaborar o Parecer de Auditoria da empresa auditada.
• Elaborar o relatório de Análise de Balanços englobando as questões de: 
estrutura de capital, liquidez e rentabilidade.
b) Socialização dos resultados.
 A socialização dos resultados acontecerá conforme cronograma constante 
na Agenda de Atividades e organizada pelo Professor-Tutor Externo.
CAPÍTULO III
DAS RESPONSABILIDADES DO PROFESSOR-TUTOR EXTERNO, DO 
PROFESSOR-TUTOR INTERNO, DO POLO DE APOIO PRESENCIAL
DO PROFESSOR-TUTOR EXTERNO
Ao Professor-Tutor Externo, que executa os serviços educacionais do 
projeto de Ensino a Distância da UNIASSELVI, compete:
UNIDADE 1 | DIRETRIZES PARA ELABORAÇÃO DO ESTÁGIO NO CURSO DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS
8
a) proceder ao estudo do Manual de Estágio com os acadêmicos;
b) preencher ata, diário de classe e demais documentos inerentes ao estágio;
c) organizar e acompanhar o Seminário de Socialização do Estágio;
d) proceder à correção final do Relatório de Estágio e aferir nota;
e) encaminhar à UNIASSELVI um Relatório de Estágio que melhor atende às normas 
estabelecidas;
f) lançar no sistema todas as notas decorrentes das avaliações.
DO PROFESSOR-TUTOR INTERNO
Ao Professor-Tutor Interno compete:
a) revisar e atualizar quando necessário o Manual de Estágio; 
b) orientar o Professor-Tutor Externo, Articulador de EAD e os acadêmicos 
através do telefone 0800, e-mail e AVA, sobre os procedimentos de Estágio, tais 
como: aplicação do manual, aproveitamento de horas de Estágio, formatação 
do relatório, bibliografia e outros;
c) orientar quanto à fundamentação teórica e metodológica, para a realização do 
Estágio;
d) alimentar e acompanhar o ambiente virtual – AVA;
e) analisar um relatório de cada Estágio por turma, para aperfeiçoamento dos 
estágios, dos relatórios e publicações de cadernos de Estágio;
f) orientar o planejamento e organização dos seminários de socialização dos 
Estágios;
g) organizar capacitações para os articuladores de EAD e Professores-Tutores 
Externos a respeito do Estágio;
h) esclarecer dúvidas dos Polos de Apoio Presencial;
i) orientar o Professor-Tutor Externo sobre a sistemática de avaliação e lançamento 
das notas;
TÓPICO 2 | REGULAMENTO DO ESTÁGIO CURRICULAR SUPERVISIONADO
9
DO POLO DE APOIO PRESENCIAL
Ao Polode Apoio Presencial da UNIASSELVI, para a oferta de cursos a 
distância, compete: 
a) supervisionar o Professor-Tutor Externo no cumprimento de suas funções.
CAPÍTULO IV
DA AVALIAÇÃO
O acadêmico estagiário será avaliado nos seguintes aspectos:
a) assiduidade e participação nos encontros de orientação;
b) cumprimento do cronograma e das atividades a serem realizadas durante o 
desenvolvimento do estágio no respectivo Módulo de Estudo; 
c) apresentação no seminário de socialização;
d) apresentação do relatório dentro das normas técnicas;
e) pertinência, coerência e consistência dos relatórios produzidos.
CAPÍTULO V
APROVAÇÃO
Será considerado aprovado o acadêmico que, como resultado final da 
avaliação descrita no item anterior, obtiver média igual ou superior a 7 (sete). 
Não obtendo a média, o acadêmico será considerado reprovado.
10
11
UNIDADE 2
PLANO DE NEGÓCIOS: 
ORIENTAÇÕES PARA 
ELABORAÇÃO (1ª ETAPA)
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
PLANO DE ESTUDOS
A partir do estudo desta unidade, você deverá ser capaz de:
• compreender o que é um Plano de Negócios e qual a sua aplicação; 
• entender a estruturação do Plano de Negócios e seus tópicos;
• compreender a validação de uma ideia, conhecimento e ferramentas para 
a construção de um Plano de Negócios;
• entender e identificar a base fundamental do processo de desenvolvimen-
to de um Plano de Negócios;
• capacitar-se para elaborar o estudo de análise de mercado;
• desenvolver um plano de marketing associado à definição de equipe, produ-
tos e objetivos estratégicos, como também a elaboração do plano financeiro.
Esta unidade está dividida em cinco tópicos e o seu estudo permitirá o de-
senvolvimento de todas as etapas de elaboração de um Plano de Negócios.
TÓPICO 1 – O NEGÓCIO
TÓPICO 2 – PRODUTOS E SERVIÇOS
TÓPICO 3 – DEFINIÇÃO DE MERCADOS
TÓPICO 4 – PLANO DE MARKETING
TÓPICO 5 – PLANO FINANCEIRO
12
13
TÓPICO 1
O NEGÓCIO
UNIDADE 2
1 INTRODUÇÃO
2 IDENTIFICAÇÃO DO NEGÓCIO
Esse texto é parte integrante do Caderno de Estudos de Empreendedorismo 
e tem por objetivo orientá-lo na elaboração do Plano de Negócios. O Plano de 
Negócios constitui-se como atividade prática do Módulo 6, que resultará na 
constituição e formalização da empresa no Módulo 7.
Neste momento, o empreendedor precisará escolher a identidade do 
seu negócio, quem o formará, como ele será. Veja o que deve ser informado:
	O nome do negócio e sua localização.
	O número do CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica), inscrições 
estaduais e municipais, se existirem.
	Seus dados pessoais.
	O negócio pode ser classificado como micro, pequena ou média empresa?
	Quais os parceiros e sócios do negócio? Procure explicar quanto cada um 
terá na sociedade, quem serão os diretores e quem assinará documentos 
e contratos em nome da empresa.
Na elaboração de um Plano de Negócios, você deve iniciar pela 
definição do negócio da empresa. Neste tópico, você saberá como identificar 
e definir seu negócio, sobre os objetivos da atividade que pretende abrir, por 
que pretende abrir, como será sua organização e quais as pessoas que irão 
trabalhar na equipe com você e sobre quais as motivações e oportunidades 
que geraram este projeto. 
UNIDADE 2 | PLANO DE NEGÓCIOS: ORIENTAÇÕES PARA ELABORAÇÃO (1ª ETAPA)
14
	Será um negócio “informal” ou será feita a constituição jurídica do 
negócio?
	Será uma empresa individual, sociedade limitada, sociedade anônima, 
cooperativa etc.?
Exemplo 1:
A seguir serão apresentados os objetivos da Velas Detudo Ltda., sua 
equipe e como se deu o início da empresa:
Velas Detudo Ltda.
Rua das Flores, 200 – Bom Jardim – Várzea das Flores-MG – CEP: 30000-000
Telefax (31) 3333-5487 - CNPJ: 01.234.567/0001-89
www.velasdetudo.com.br
A Velas Detudo Ltda. é uma fábrica de velas de parafina e será 
registrada como sociedade por cota de responsabilidade ilimitada ou 
empresa individual. Será composta por um proprietário com experiência e 
habilidade na área.
Obtivemos informações com a prefeitura da cidade onde 
montaremos a fábrica de velas, quanto às instalações físicas da empresa, 
para saber se elas estão de acordo com a legislação vigente. Além disso, 
consultaremos o PROCON para adequar seus produtos às especificações 
do Código de Defesa do Consumidor. O Corpo de Bombeiros mais próximo 
de onde a fábrica será instalada também foi procurado. A única proprietária 
da Velas Detudo é Maria Emília dos Santos Guerra, 25 anos, solteira. Tem 
participação em 100% do capital. É responsável pelas atividades técnicas, 
estratégicas, administrativas e comerciais. Endereço da proprietária:
Rua Alazão de Azeredo, 500/202
CEP: 89627-000
Belo Horizonte-MG
Telefone: (31) 3388-9977
TÓPICO 1 | O NEGÓCIO
15
3 DEFINIÇÃO DO NEGÓCIO
Nesta seção, vamos apresentar os itens que explicam como você 
deve proceder para descrever a definição do seu negócio. Os itens são:
	Descreva o seu negócio, deixando bem claro para que ele é criado.
	Diga resumidamente como o negócio será montado: o local escolhido, 
o setor de produção ou prestação do serviço, os tipos de produtos e 
serviços que serão oferecidos.
	Se o seu negócio já existia, conte um pouco sobre a sua história, 
os momentos mais difíceis, os desafios, as vitórias e as mudanças 
importantes. Informe também como é a venda dos produtos que você já 
tem.
	Este item é fundamental para que o leitor entenda o que é o negócio 
e sinta que ele está bem planejado. Por isso, não aumente nem 
diminua suas vantagens. A dica é utilizar bom senso e ser realista. Isso 
mostrará que você está preparado e com os pés no chão para montar o 
empreendimento.
Exemplo 2:
Velas Detudo Ltda. é uma indústria de velas de parafina, incluindo 
velas comuns e de 7 dias. O processo de produção de velas é bastante 
simples. Os níveis dos investimentos não são demasiadamente elevados, 
a mão de obra não necessita de qualificação especial e é o tipo de empresa 
que possui um bom índice de rentabilidade. O investimento inicial é de R$ 
18.400,00 e foi integralizado pela proprietária. Propõe-se à fabricação de 
velas comuns e de sete dias. Entretanto, se tiver interesse e um pouco mais 
de recursos financeiros, a empresa poderá investir também na produção 
de velas decorativas e para aniversários. Os investimentos para essa 
diversificação não são pesados. Concluímos que o grau de risco é médio.
4 ESTRUTURAÇÃO DA EQUIPE
Apresente rapidamente um parecer sobre os sócios e sobre os 
principais funcionários. Qual é a formação, quais são os conhecimentos 
e as experiências de cada um? Quais serão suas tarefas quando o 
negócio começar a funcionar? Para o leitor do seu plano de negócios, um 
empreendimento liderado por pessoas sem experiência e sem capacidade 
UNIDADE 2 | PLANO DE NEGÓCIOS: ORIENTAÇÕES PARA ELABORAÇÃO (1ª ETAPA)
16
5 MOTIVAÇÃO E OPORTUNIDADES
Motivação e boas oportunidades são decisivas para o sucesso de um 
negócio. Com certeza, quem estiver avaliando seu Plano de Negócios estará 
“de olho” nesses itens. Relate neste tópico de onde vem sua motivação, por 
não é um bom negócio. Por isso, mostre o contrário: que você e sua equipe 
são capazes e têm motivação e garra para alcançar o sucesso!
Exemplo 3:
A equipe é composta por 5 funcionários.
	Proprietária
Maria Emília dos Santos Guerra
Trabalhou 5 anos com produção de velas na Indústria Velas Luz e 
Vida na área de produção e posteriormente administração.
	Operadores
Marco Antônio Mendes
Trabalha há 3 anos com produção de velas de 7 dias. Trabalhava 
como autônomo numa empresa de “fundo de quintal”.
Maria Lúcia Álvares Albuquerque
Há 7 anos trabalhou com produção de velas de 7 dias e decorativas 
na Indústria Velas Luz e Vida.
	Ajudante (embalador)
Rogério Eduardo Marques
Não tem nenhumaexperiência profissional. Será orientado por 
Marco Antônio Mendes e Maria Lúcia Álvares Albuquerque no processo 
de embalagem e armazenamento das velas.
	Motorista
Maurício de Souza
As vendas são feitas na fábrica e as entregas de pequenas e 
grandes encomendas são feitas pelo motorista.
TÓPICO 1 | O NEGÓCIO
17
que você escolheu ser dono do próprio negócio. Essa decisão veio de um 
sonho, de um desejo pessoal? Você e sua equipe estão motivados o suficiente 
para enfrentar os desafios e dificuldades que virão? Seja realista. Apresente 
resumidamente sobre o que faz o seu negócio ser uma boa oportunidade 
(como vantagens em relação a produtos concorrentes, inovações, boa 
localização etc.). Mostre que ele tem grandes chances de dar lucro e que 
você e sua equipe estão determinados a vencer.
Exemplo 2:
	Motivação
Sempre tive muita criatividade e jeito em personalizar objetos. Na 
época da faculdade, vendia velas decoradas de Natal e caixas de presentes 
para colegas e parentes e isso, com certeza, foi o que me incentivou a sair da 
Indústria Velas Luz e Vida, onde trabalhava, e abrir meu próprio negócio.
	Oportunidades
Fabricar velas é o tipo de negócio que não exige muito 
conhecimento. Talvez por esta facilidade, este seja um segmento que 
exige muita criatividade, ou em que se encontre um público consumidor 
cativo. Uma pequena fábrica de velas pode ser implantada em quase todo 
território nacional, pois sua montagem não é complexa, uma vez que exige 
infraestrutura simples, não requer grande soma de recursos em máquinas e 
equipamentos; as matérias-primas utilizadas são de fácil aquisição; utiliza-
se mão de obra não qualificada e o mercado consumidor é amplo (BRIDI, 
2007, p. 75-79).
18
19
TÓPICO 2
PRODUTOS E SERVIÇOS
UNIDADE 2
1 INTRODUÇÃO
2 DESCRIÇÃO DOS PRODUTOS/SERVIÇOS
Neste tópico, você verá a respeito da etapa da elaboração do Plano 
de Negócios e vai aprender a descrever as principais características do 
produto ou serviço que você irá oferecer. Aqui se apresentarão rapidamente 
as qualidades e as vantagens que ele possui em relação aos produtos dos 
concorrentes, sua imagem no mercado e como ele será visto pelos clientes. 
Nesta etapa também será abordada a tecnologia e processos empregados 
na produção ou na realização dos seus produtos e serviços e quais as 
diferenças e benefícios que eles trazem para o cliente. Finalmente, você 
deverá estabelecer os preços que serão inerentes a estes produtos e serviços.
Nesta etapa descrevem-se os produtos ou serviços e suas principais 
características, tais como:
	dados do produto/serviço;
	dimensões (produto);
	embalagem (produto);
	métodos de atendimento (serviço);
	benefícios que oferece;
	demais características.
Exemplos: Os produtos oferecidos por nossa empresa serão:
	Cachorro-quente: salsicha, molho de tomate, batata palha, queijo, milho, 
vinagrete, passas, maionese e ketchup. Será servido pelo funcionário, 
de acordo com o gosto do cliente. A maionese e o ketchup estarão 
disponíveis nas mesas.
	Sanduíche natural ou light: de pão integral ou pão de fôrma, com 
produtos light e pouco gordurosos, nos sabores frango com milho e 
cenoura, atum com ervas, vegetariano (salpicão), chester com ricota.
UNIDADE 2 | PLANO DE NEGÓCIOS: ORIENTAÇÕES PARA ELABORAÇÃO (1ª ETAPA)
20
	Refrigerantes (em lata): Coca-Cola (normal e light), Kuat, Fanta (Laranja 
e Uva).
	Água Mineral (sem gás): garrafa de 500 ml.
	Refresco: natural, já adoçado, nos sabores limão, laranja e caju.
	Cerveja: Skol em lata.
	Bombons caseiros: de coco com leite condensado, brigadeiro e nozes.
3 TECNOLOGIA E PROCESSOS
Nesta etapa será apresentado o processo de fabricação ou 
elaboração do produto ou serviço e a tecnologia que será utilizada. Antes 
de tudo, é necessário informar como se dará a fabricação do produto, desde 
a matéria-prima até o produto final, que será vendido ao consumidor. No 
caso de uma empresa de Serviços é necessário apresentar cada passo da 
apresentação do serviço. 
Se o negócio for Comércio, apresenta-se o processo de compra 
e venda de mercadorias. Além disso, é necessário dar informações sobre 
fornecedores, distribuidores e sobre a mão de obra empregada. Pode-se 
apresentar o tipo de tecnologia utilizada e de onde ela vem.
Exemplo 3:
Para um processo produtivo simples e rápido, o leiaute da fábrica 
será da seguinte maneira: uma área de recepção e estoque de matéria-prima; 
um tacho de derretimento da matéria-prima; máquinas modeladoras; uma 
área de embalagem e outra de estoque de mercadoria embalada e, por 
último, a expedição.
O local planejado para as máquinas modeladoras é de fácil instalação 
de equipamento hidráulico para o resfriamento da parafina. Será planejada, 
ainda, uma área para o escritório e sanitários.
As dimensões do galpão são reduzidas, correspondentes à área de 
produção, com a instalação dos equipamentos necessários. A área é de 60 m².
Aqui cabe observar que existem máquinas refrigeradas a ar, mas na 
empresa utilizaremos um equipamento refrigerado à água.
TÓPICO 2 | PRODUTOS E SERVIÇOS
21
O Corpo de Bombeiros mais próximo foi consultado quanto às 
normas de segurança e equipamentos necessários, principalmente em 
relação à quantidade e localização dos extintores de incêndio.
O processo para produção de velas tem o seguinte roteiro:
a) Coloca-se a parafina em um recipiente próprio (tacho), onde é aquecida 
até a fusão (entre 70 e 75 graus) pelo sistema de caldeira.
b) Depois de fundida, a parafina é transferida para o depósito de 
alimentação das máquinas modeladoras, onde recobre os pavios. Essas 
máquinas operam com sistema de refrigeração para acelerar a extração 
das velas das máquinas e evitar a colagem nas formas.
c) Dependendo do sistema de refrigeração, o endurecimento das velas 
pode levar até 20 minutos. Após esse período, elas são retiradas das 
modeladoras.
d) A retirada das peças dos moldes é feita através da manivela lateral da 
máquina, que, ao ser girada, desloca as velas para uma forma de madeira 
colocada sobre a máquina modeladora.
e) Em seguida, o processo de produção é repetido e, após o resfriamento 
da nova remessa de velas, realiza-se o corte do barbante e o envio da 
primeira produção para o setor de embalagem. Este procedimento, além 
de facilitar o corte dos barbantes, tem a conveniência de permitir que, 
durante o processo de retirada das peças, estas puxem e centralizem os 
pavios nos moldes para a etapa produtiva seguinte.
f) A produção é então remetida para a embalagem do produto, em 
cartuchos com oito velas cada cartucho, no caso das comuns, e em papel 
celofane, no caso das velas de sete dias.
Após este procedimento, os produtos são colocados em caixas de 
papelão com a seguinte capacidade:
- 24 cartuchos de oito velas/caixa (velas comuns);
- 24 velas de sete dias/caixas.
g) Após a embalagem, as caixas são estocadas para posterior expedição e 
comercialização.
h) As sobras de parafina das máquinas e das peças defeituosas retornam ao 
tacho para reaproveitamento em outras etapas produtivas.
UNIDADE 2 | PLANO DE NEGÓCIOS: ORIENTAÇÕES PARA ELABORAÇÃO (1ª ETAPA)
22
O processo de produção dura aproximadamente 20 minutos e as 
máquinas modeladoras têm capacidade de produzir 408 velas comuns e 
96 velas de sete dias. Estimando 10 minutos para colocação de parafina nas 
máquinas e mais 10 minutos para a retirada das velas, colocação dos pavios 
(no caso das velas de sete dias) e embalagem, calculamos que um ciclo 
produtivo completo deve durar 40 minutos. Assim, o volume de produção 
mensal é de 107.712 velas comuns (ou 13.464 cartuchos de 8 velas comuns) 
e 25.344 velas de sete dias.
4 BENEFÍCIOS E VANTAGEM COMPETITIVA
Vantagem competitiva é aquilo que o seu produto/serviço tem que 
os produtos dos concorrentesnão têm. É o que faz sê-lo único no mercado.
Pense: por que o cliente escolherá o seu produto, e não o do 
concorrente? Nesta etapa, apresentam-se os benefícios que ele trará ao 
consumidor, suas principais vantagens e características.
Exemplo 4:
A principal vantagem do meu negócio, Rapidog, que é a venda 
de cachorro quente, será a sua mobilidade. Se um ponto não oferecer 
boas condições de venda, será fácil escolher outro. Outra vantagem é que 
os gastos para iniciar a empresa serão relativamente pequenos, já que os 
talheres, vasilhas, panelas e instalações serão aproveitados da casa do dono.
O que fará o negócio Rapidog ganhar a preferência do consumidor 
será:
	produtos saborosos e de sustância, que valem por uma boa refeição;
	alimentos saudáveis e com baixo teor de gordura;
	baixo custo;
	rapidez no atendimento (fast food);
	fácil acesso (a Towner ficará em frente à porta da faculdade ou no 
máximo a meio quarteirão dela);
	conforto (serão colocadas duas mesinhas com cadeiras e sombrinha);
TÓPICO 2 | PRODUTOS E SERVIÇOS
23
5 DEFINIÇÃO DE PREÇOS
O preço é uma importante arma do empreendedor para aumentar 
suas vendas. É necessário fazer uma análise dos gastos com a produção, o 
quanto as pessoas estão dispostas a pagar pelo seu produto/serviço, qual é o 
preço da concorrência etc. Após ter estas informações é possível estabelecer 
um preço ao produto/serviço.
Nesta etapa, apresentam-se as vantagens sobre os preços da 
concorrência. Alguma promoção? No futuro mudará o preço? 
Exemplo 5:
Para encontrar o preço de venda das mercadorias será preciso 
conhecer os indicadores de venda (índices de comercialização, a margem de 
lucro e a taxa de marcação) para garantir o pagamento de todas as despesas 
e o lucro do negócio.
O cálculo do preço de venda unitário será a divisão do preço de 
venda total de cada produto pelo número de velas produzidas.
Os preços de venda do cartucho de 8 velas e da unidade de vela sete 
dias são:
	cartucho de vela comum: R$ 0,77;
	unidade de vela sete dias: R$ 0,93.
Fabricar velas dá um bom retorno em pouco mais de 1 ano e 1 mês, 
com um ponto de equilíbrio razoável (32,17%) e boa lucratividade (8,03%). 
Porém, temos que estar atentos aos concorrentes, que têm forçado os preços 
para baixo, o que leva à redução da lucratividade da empresa (BRIDI, 2007, 
p. 83-88).
	limpeza e asseio no local da venda e na aparência dos produtos.
24
25
TÓPICO 3
DEFINIÇÃO DE MERCADOS
UNIDADE 2
1 INTRODUÇÃO
2 O SETOR
O objetivo deste tópico é mostrar, com clareza, por que é vantagem 
abrir um negócio no setor que você está escolhendo para seu empreendimento. 
Defina bem se o seu setor será comércio, indústria ou serviços.
Para esta etapa é necessário descrever todas as características do 
ramo em que seu negócio vai atuar. Além disso, é necessário apresentar 
a sua importância na região, se existem muitos concorrentes, sobre como 
as pessoas veem o tipo de produto/serviço que você venderá, quando as 
pessoas procuram por ele etc.
Analise ainda os riscos que o setor pode apresentar. O governo faz 
algum tipo de controle na produção? Você pagará algum imposto especial 
pelo produto? Existe matéria-prima na região para a fabricação do produto? 
O setor está em baixa ou em alta? Existe alguma tecnologia melhor do que 
a sua? As vendas serão afetadas por fatores geográficos, como temperatura, 
estações do ano, tempo?
Neste tópico, você verá o que é fundamental para o empreendedor 
saber sobre o mercado de seu próprio negócio. Estas informações o(a) 
ajudarão a tomar decisões, a visualizar boas oportunidades e a criar 
estratégias para vencer desafios e ameaças. Portanto, para conhecer melhor 
o mercado é necessário conseguir informações sobre os seguintes aspectos:
	setor (ramo);
	clientela;
	fornecedores;
	concorrência.
Esta parte do Plano de Negócios é muito visada por investidores e 
financiadores. Por isso, as informações devem ser claras e coerentes.
26
UNIDADE 2 | PLANO DE NEGÓCIOS: ORIENTAÇÕES PARA ELABORAÇÃO (1ª ETAPA)
Exemplo 6:
O mercado é amplo. Há grande consumo de velas para fins religiosos, 
devido a uma gama variada de religiões que utilizam o produto. Além deste 
uso, ele também serve como fonte alternativa de luz. Se o empreendedor 
conseguir uma diversificação de produção, aumentam as oportunidades de 
alcançar uma fatia maior de mercado.
Levaremos em consideração o mercado local e/ou regional para 
instalação do negócio. 
A mão de obra pode ser contratada nas proximidades das instalações, 
por se tratar de um processo de produção simples. Esta mão de obra pode 
ser facilmente treinada e não exige maiores qualificações.
2.1 CLIENTELA
A satisfação do cliente deve ser a razão de ser do seu negócio. E 
para satisfazer o cliente você precisa primeiro conhecê-lo. A Pesquisa de 
Mercado ajudará você nisso. Só através dela será possível criar estratégias, 
melhorar seu produto/serviço para agradar o cliente e calcular o quanto 
irá vender. 
Informe aqui qual será o consumidor do seu produto/serviço. Diga 
onde ele está, qual é o seu perfil (idade, sexo, condição financeira e social, 
estilo de vida), quais são suas necessidades e comportamentos. Calcule 
também a quantidade de possíveis consumidores e seu alcance (regional, 
nacional...). 
Mostre que existe um mercado consumidor para o seu produto ou 
serviço e o que você fará para atendê-lo!
Exemplo 7:
Por tratar-se de um produto consumido principalmente para fins 
religiosos, o mercado consumidor é amplo e atinge todas as classes sociais.
As velas decorativas, ornamentais ou de aniversário podem ser 
alternativas de maior valor agregado para a empresa. Como já dissemos, 
a princípio este estudo se concentrará em uma fábrica de velas brancas e 
de sete dias.
TÓPICO 3 | DEFINIÇÃO DE MERCADOS
27
2.2 FORNECEDORES
Neste ponto apresentam-se as empresas escolhidas para fornecer a 
matéria-prima para a fabricação do seu produto ou para o desenvolvimento 
do seu serviço. Citam-se também os fornecedores de máquinas, 
equipamentos e outros materiais. Apresenta-se o local onde estas empresas 
estão situadas, por que foram escolhidas, quais os pontos fracos e fortes 
de cada uma delas e qual o nível de qualidade de seus produtos. Muita 
atenção na escolha do fornecedor, pois ele afeta diretamente a qualidade do 
seu produto/serviço e o sucesso do seu negócio.
Exemplo 8:
O principal fornecedor de matéria-prima, a parafina, é a Petrobras. 
Já o barbante é encontrado com facilidade no mercado. Os custos mensais 
dos materiais diretos utilizados na fabricação são:
	velas comuns − cartuchos de 8 velas (quantidade: 13.464);
	parafina (kg): 3.500,64;
	barbante (kg): 503,12;
	sacos plásticos (milheiro): 71,36;
	caixas de papelão: 224,40;
	velas sete dias (quantidade: 25.344);
	parafina (kg): 8.236,80;
	pavios (milheiro): 640,95;
	celofane (milheiro): 288,41;
	caixas de papelão: 422,40.
A aquisição da matéria-prima diretamente do fabricante não é fácil, 
pois a Petrobras possui o monopólio tanto de sua produção quanto de sua 
distribuição.
Assim, qualquer problema que possa ocorrer no setor (greve, 
paralisação, retração do mercado, aumento da demanda etc.) pode ter seus 
efeitos refletidos na fabricação de velas. Administraremos a escassez do 
produto através de um bom nível de estoque, capital de giro satisfatório 
e muita criatividade, condições essenciais para diminuir os riscos que 
envolvem a atividade.
28
UNIDADE 2 | PLANO DE NEGÓCIOS: ORIENTAÇÕES PARA ELABORAÇÃO (1ª ETAPA)
2.3 CONCORRENTES
Não deixe seu negócio à mercê da concorrência. Previna-se! É 
importante identificar quem são os seus principais concorrentes, onde estão 
localizados, quais são os pontos fortes e fracos de cada um e qual é o espaço 
que seus produtos/serviçosocupam no mercado.
Quais as vantagens e desvantagens que eles têm em relação ao 
produto/serviço oferecido por você? Como eles distribuem e anunciam 
os produtos? O que pode ser feito para superar as vantagens dos seus 
concorrentes?
Exemplo 9:
Apesar de o consumo do produto ser grande, existe muita 
concorrência.
Pela facilidade de produção, é um produto típico da chamada 
“economia informal”, através dos fabricantes “de fundo de quintal”, que 
exatamente por esta situação conseguem oferecer preços mais baixos, pois 
não pagam impostos nem quaisquer outras obrigações legais. 
Através da pesquisa que realizamos, constatamos que a concorrência 
perde vendas devido ao baixo conhecimento do produto pelos revendedores. 
A pesquisa é uma ferramenta de muitas aplicações e para diferentes 
objetivos. Tanto a pesquisa de mercado como a pesquisa acadêmica, entre 
outras, sempre farão parte do seu dia a dia e farão parte do seu futuro, 
direta ou indiretamente. Por isso, a importância de bem compreendê-las 
(BRIDI, 2007, p. 91-94).
29
TÓPICO 4
PLANO DE MARKETING
UNIDADE 2
1 INTRODUÇÃO
2 PROPAGANDA
O Plano de Marketing tem por finalidade ajudar as empresas a 
atingir seus objetivos.
Depois de analisar quem é o cliente, o concorrente e o fornecedor, 
chegou o momento de conhecer como a empresa conquistará o consumidor, 
como conseguirá ser melhor que o concorrente e como seu produto entrará 
no mercado. O Plano de Marketing será dividido em duas partes:
	propaganda;
	ponto (canal de distribuição).
Como você divulgará seus produtos ou serviços ao público? Ou seja, 
como o público tomará conhecimento da existência deles? O consumidor, 
primeiramente, precisa saber que o seu produto existe e que lhe trará 
benefícios. Só assim ele poderá comprar o seu produto.
Como a propaganda atingirá o público que você deseja conquistar 
ou vender seu produto? Primeiramente é necessário indicar onde será feita 
a divulgação, com que frequência (de quanto em quanto tempo) e ainda 
qual será o seu custo. Para escolher qual é a melhor maneira de divulgação, 
tome como base toda a Análise de Mercado que você fez.
Lembre-se de que a propaganda é a chave para formar uma imagem 
boa do seu produto ou do seu negócio e aumentar suas vendas. Por isso, 
tenha cuidado ao escolher a forma de divulgar seu produto.
Exemplo 10:
Os produtos iniciais que a Velas Detudo irá fabricar são velas 
comuns e de sete dias.
30
UNIDADE 2 | PLANO DE NEGÓCIOS: ORIENTAÇÕES PARA ELABORAÇÃO (1ª ETAPA)
Serão comercializadas em unidades e cartuchos.
Haverá distribuição de fôlderes informativos sobre o produto, 
suas características e vantagens. O processo de fabricação é simples e não 
prejudica a qualidade do produto. A tecnologia empregada na embalagem 
aumentará o prazo de validade do produto. A demanda para este tipo de 
produto encontra-se em plena ascensão, alimentada pelos fins religiosos e 
como alternativa de luz.
O produto em questão já existe no mercado há muitos anos, porém 
sem que sejam desenvolvidas técnicas para difundir e aumentar seu 
consumo.
A Velas Detudo pretende manter um canal sempre aberto para 
sugestões, críticas, elogios e quaisquer comentários que os consumidores 
queiram fazer, criando um constante feedback dos clientes.
3 PONTO (CANAIS DE DISTRIBUIÇÃO)
A decisão sobre o local ou ponto onde o negócio funcionará 
é de extrema importância. Afinal, o produto só será vendido se seus 
consumidores tiverem facilidade para conhecê-lo e de chegar até ele. 
Para encontrar o melhor ponto, pense: quais são os hábitos dos 
clientes? Onde eles estão? Etc.
Procure informar onde e como o produto ou serviço será oferecido. 
Tome como base as seguintes perguntas:
	Será em um ponto fixo ou móvel?
	Por que o local foi escolhido?
	Como é a concorrência no local?
	É possível superá-la?
	Como ela afetará seu negócio?
Exemplo 11:
Definido o segmento de mercado no qual a Velas Detudo pretende 
atuar, praticamente foram definidos também os canais através dos quais 
os produtos serão vendidos. Estes canais serão: supermercados, lojas 
religiosas, lojas de departamento etc.
TÓPICO 4 | PLANO DE MARKETING
31
A forma de distribuição pretendida inicialmente pela Velas Detudo 
seria intensiva para os varejistas e estabelecimentos. Além disto, o setor 
varejista teria um atendimento especial, por ser um mercado consumidor 
de velas em potencial. Para este o prazo de entrega será de, no máximo, três 
dias, sendo o transporte feito por veículo próprio da Velas Detudo. 
A Velas Detudo pretende, a longo prazo, ter sua sede própria e 
conquistar novos mercados, mas não diversificar sua linha de produtos 
para não perder seu foco; abrir filiais e, quem sabe, até mesmo exportar as 
velas para os países do Primeiro Mundo. 
Caro(a) acadêmico(a)! A fim de complementar seus conhecimentos 
a respeito de como traçar estratégias para colocar seu produto no mercado, 
sugerimos como leitura complementar deste tópico o artigo de José 
Dornelas que tem como título: Plano de Marketing no seu Plano de Negócios 
(BRIDI, 2007, p. 99-101).
32
33
TÓPICO 5
PLANO FINANCEIRO
UNIDADE 2
1 INTRODUÇÃO
2 INVESTIMENTOS
2.1 CRÉDITOS SOBRE INVESTIMENTOS
Neste tópico, trataremos das projeções financeiras e também da 
análise dos investimentos do Plano de Negócios.
Chamamos de investimentos os gastos de capital que o empreendedor 
precisará fazer para viabilizar materialmente o seu negócio ou projeto. 
É preciso criar uma infraestrutura, composta de bens e materiais, que 
possibilite a arrancada e o início das operações. Para constituir a empresa, o 
empreendedor terá despesas tanto com licenças (alvará, registro de marca) 
quanto com aquisição de bens.
Em alguns casos, o valor dos impostos que incidem sobre os bens 
adquiridos pode (e deve) ser recuperado. É quase indispensável uma 
consulta à assessoria contábil para identificar quais investimentos caem 
nesses casos, qual o valor do crédito e como ele será feito.
2.2 DADOS A SEREM TRATADOS
A seguir, você verá os dados que devem ser preparados para 
a elaboração da planilha de investimentos. Note que a definição correta 
destes dados é fundamental para a análise de retorno do investimento.
	A empresa terá um estoque inicial? Quanto ela gastará em sua formação? 
34
UNIDADE 2 | PLANO DE NEGÓCIOS: ORIENTAÇÕES PARA ELABORAÇÃO (1ª ETAPA)
	Será adquirido algum imóvel (sala, andar, prédio, galpão) para o 
funcionamento da empresa?
	Quanto será gasto?
	Que equipamentos a empresa deverá possuir? Microcomputadores, 
impressoras, de fax, secretária eletrônica etc.? Quanto será gasto para 
adquiri-los?
	A atividade da empresa exige algum tipo de maquinário? Tratores, 
prensas, fornos etc.?
	Qual o valor gasto nesse tipo de compra?
	Quais os gastos com móveis e utensílios? Serão adquiridos armários, 
arquivos, mesas, cadeiras, filtro de água, cadeados, freezer etc.?
	A empresa comprará algum veículo para uso exclusivo? Qual o valor a 
ser pago por ele?
	Quais serão as despesas com registros de marcas e patentes? E com 
licenças e alvará de funcionamento?
A seguir, veja o Quadro 1 – Relação de Investimentos, que identifica 
os itens de investimento no seu projeto de negócios.
TÓPICO 5 | PLANO FINANCEIRO
35
QUADRO 1 – RELAÇÃO DE INVESTIMENTOS
FONTE: Caderno de Empreendedorismo (BRIDI, 2007, p. 109)
3 MÃO DE OBRA
Na elaboração do Plano Financeiro é necessário entender como os 
valores referentes ao pessoal irão influenciar no negócio.
36
UNIDADE 2 | PLANO DE NEGÓCIOS: ORIENTAÇÕES PARA ELABORAÇÃO (1ª ETAPA)
3.1 PESSOAL DE PRODUÇÃO
3.1.1 Definindo dados
Pessoal de Produção são aqueles funcionários que trabalham 
no desenvolvimento de um serviço ou na fabricação de um produto da 
empresa. Por exemplo: uma fábrica têxtiltem como “pessoal de produção” 
suas costureiras, uma empresa do ramo odontológico (serviços) terá seus 
dentistas etc.
Sobre o Pessoal de Produção é importante conhecer:
	Quais são os encargos sociais e trabalhistas que incidem sobre o salário 
de cada funcionário contratado em regime de CLT (INSS, FGTS, 13º 
salário, férias)?
	Quais profissionais serão contratados para trabalhar na área de produção 
da empresa?
	No caso de serviços, quais os funcionários que trabalharão diretamente 
com sua prestação?
	Haverá hierarquização na área, ou seja, haverá gerentes, técnicos, 
assistentes e auxiliares de produção?
	A empresa pagará o salário de mercado? Qual será o valor inicial a ser 
gasto com salários?
	Qual será o percentual de encargos sociais que reincidirá sobre o valor 
total dos salários?
	Faça a projeção dos salários para os demais meses e anos: se serão fixos, 
se crescerão segundo uma taxa fixa ou se variarão aleatoriamente. Na 
guia “Valores” você poderá modificar os valores como quiser.
Neste aspecto levantam-se os nomes dos cargos da produção a serem 
criados na empresa, a quantidade e o valor do salário de cada funcionário/
cargo no primeiro mês de funcionamento.
Levanta-se também, no campo reservado para Encargos, o percentual 
incidente sobre a soma dos salários pagos pela empresa. 
TÓPICO 5 | PLANO FINANCEIRO
37
3.2 PESSOAL DA ADMINISTRAÇÃO
Pessoal da Administração são aqueles funcionários que não estão 
diretamente ligados à produção ou à prestação dos serviços.
Estes dados referem-se aos salários e respectivos encargos sociais 
pagos pela empresa para manter sua área de apoio. Por exemplo: numa 
fábrica têxtil, o gerente financeiro e o office boy são considerados como 
pessoal de administração.
Procure saber quais são os encargos sociais e trabalhistas que 
incidem sobre o salário de cada funcionário contratado em regime de CLT 
(INSS, FGTS, 13º salário, férias).
	Que funções serão criadas, quais profissionais serão contratados? Quanto 
será gasto inicialmente com cada função?
	Qual será o percentual de encargos sociais que recairá sobre o valor total 
dos salários?
	Faça a projeção dos salários para os demais meses e anos: se serão fixos, 
se crescerão segundo uma taxa fixa ou se variarão aleatoriamente. Na 
guia “Valores”, você poderá modificar os valores como quiser.
3.2.1 Definindo dados
Escolhe-se como será a projeção dos valores para os próximos 
meses e anos: se não sofrerão alterações (fixos), se haverá crescimento de 
acordo com uma taxa (neste caso, defina a taxa de acordo com o período de 
crescimento previsto – ao mês ou ao ano) ou se haverá crescimento variável.
Se o crescimento for variável, levante o valor de cada item no mês e 
ano subsequentes.
Levante os nomes dos cargos da administração a serem criados na 
empresa, a quantidade e o valor do salário de cada funcionário/cargo no 
primeiro mês de funcionamento.
38
UNIDADE 2 | PLANO DE NEGÓCIOS: ORIENTAÇÕES PARA ELABORAÇÃO (1ª ETAPA)
Levante também, no campo reservado para Encargos, o percentual 
incidente sobre a soma dos salários pagos pela empresa.
Escolha como será a projeção dos valores para os próximos meses 
e anos: se não sofrerão alterações (fixos), se haverá crescimento de acordo 
com uma taxa (neste caso, levante a taxa de acordo com o período de 
crescimento previsto - ao mês ou ao ano) ou se haverá crescimento variável.
Se o crescimento for variável, levante o valor de cada item no mês e 
ano subsequentes.
A seguir, veja o Quadro 2 – Custos de mão de obra, que identifica os 
valores a serem gastos com pessoal e terceiros no seu projeto de negócios:
QUADRO 2 – LEVANTAMENTO DE CUSTOS COM MÃO DE OBRA
FONTE: Caderno de Empreendedorismo (BRIDI, 2007, p. 112)
4 DESPESAS ADMINISTRATIVAS
Você verá, neste subtópico, as despesas que não estão ligadas à 
fabricação do produto ou à prestação do serviço. Ou seja, aquelas despesas 
que não variam de acordo com a produção.
TÓPICO 5 | PLANO FINANCEIRO
39
4.1 INFORMAÇÕES SOBRE DESPESAS
As informações desta parte do Plano de Negócios são as seguintes:
	Quanto será pago em contas de energia elétrica, água e telefone?
	Haverá gastos com aluguéis, condomínios e IPTU? Informe o valor total 
desses gastos.
	Planeja divulgar o seu produto ou serviço? Será através de anúncios, 
panfletos ou de outro modo?
	Quais os gastos com material de propaganda e profissionais de marketing 
(se houver)?
	Existe algum contrato de manutenção e conservação de imóveis, 
máquinas e equipamentos? Qual o seu valor mensal?
	Quanto seu negócio pagará de seguros (contra incêndio, seguros de 
vida, acidentes etc.)?
	Irá adquirir algum bem financiado? Levante o valor mensal das 
prestações.
	Haverá algum gasto fixo com viagens, treinamento, material de escritório, 
associações, convênios etc.? Poderá incluir outras despesas.
Não se esqueça de prever sazonalidade de alguns gastos, como, por 
exemplo: a energia tem a tendência de aumentar o consumo no verão em 
função do uso do ar condicionado. Erros deste tipo são responsáveis pela 
completa inviabilidade da análise financeira.
A seguir será apresentado um modelo de Levantamento de Dados 
sobre as Despesas Administrativas.
Veja o Quadro 3 – Despesas Administrativas, que identifica os itens 
de despesas no projeto de negócios:
40
UNIDADE 2 | PLANO DE NEGÓCIOS: ORIENTAÇÕES PARA ELABORAÇÃO (1ª ETAPA)
QUADRO 3 – DESPESAS ADMINISTRATIVAS
FONTE: Caderno de Empreendedorismo (BRIDI, 2007, p. 114)
5 PROJEÇÃO DE RESULTADOS E FLUXO DE CAIXA
5.1 PROJEÇÃO DE RESULTADOS ECONÔMICOS
A Projeção de Resultados é o documento financeiro utilizado para 
planejar e acompanhar o resultado da empresa. Trata-se de um modelo 
utilizado e exigido pelo governo para apurar o Lucro Líquido das empresas 
e tem como base um dos princípios fundamentais da contabilidade: o 
da competência. Quer dizer, tanto as receitas quanto as despesas são 
contabilizadas no momento de sua ocorrência, independentemente da data 
em que serão recebidas ou pagas (QUEDA, 2005).
A seguir, veja como Queda (2005) apresenta a questão da projeção 
de resultados econômicos. Leia com atenção.
O alcance de resultados positivos deve ser uma meta com a qual 
todos os colaboradores devem estar comprometidos. Medir esses resultados 
é uma das melhores maneiras de avaliar o nível de comprometimento das 
pessoas com a meta. Os resultados positivos, alcançados individualmente, 
certamente trarão um resultado positivo coletivo. 
TÓPICO 5 | PLANO FINANCEIRO
41
5.2 PROJEÇÃO DE FLUXO DE CAIXA
O Fluxo de Caixa é uma ferramenta administrativa essencial, que 
faz a previsão da situação financeira do negócio no decorrer do tempo. 
Ele contempla as receitas e as despesas previstas para a empresa quando 
elas realmente são recebidas ou pagas, ou seja, quando elas entram ou 
saem do caixa.
O empreendedor deve conhecer os custos orçados e os resultados 
planejados para gerir adequadamente os recursos da sua área, visando 
alcançar ou até mesmo superar as metas.
Um conceito importante em administração financeira é o de 
Margem de Contribuição, sendo esta o valor que resta à empresa, depois 
de deduzidos da receita os custos variáveis, as comissões e os impostos 
gerados pela comercialização de um produto/serviço; esse valor será usado 
para a cobertura de suas despesas fixas, tais como aluguéis e salários do 
pessoal da administração.
No projeto, a Projeção de Resultados é mensal nos primeiros doze 
meses e anual a partir do segundo ano.
A seguir, veja o Quadro 4 – Projeção de Resultados, que identifica os 
resultados econômicos projetados para o projeto de negócios:
QUADRO 4 – PROJEÇÃO DE RESULTADOS
FONTE: Caderno de Empreendedorismo (BRIDI, 2007, p. 115)
42
UNIDADE 2 | PLANO DE NEGÓCIOS: ORIENTAÇÕES PARA ELABORAÇÃO(1ª ETAPA)
A Projeção de Fluxo de Caixa permite que o empreendedor preveja 
quando a empresa terá recursos disponíveis (se as receitas serão maiores 
que as despesas), ou então quando será necessário providenciar dinheiro 
para cobrir um possível saldo devedor (se as despesas serão maiores que 
as receitas).
Segundo Queda (2005), mesmo que o empreendedor não seja 
o responsável pela parte financeira da empresa, ele deve conhecer o 
funcionamento dos controles financeiros básicos. O Fluxo de Caixa é um 
desses controles, sendo uma ferramenta simples, já que apresenta, em 
uma linha de tempo, todas as receitas e despesas previstas pela empresa. 
Sua importância está em demonstrar a liquidez do negócio durante todo 
o período de projeção; ou melhor, se ele terá, ou não, saldo em caixa 
para pagar suas contas. O relatório do Fluxo de Caixa pode ser emitido 
diariamente, semanalmente, quinzenalmente, mensalmente, enfim, com a 
frequência desejada pelo empreendedor.
A seguir, veja o Quadro 5 – Projeção de Fluxo de Caixa, que identifica 
os saldos acumulados de caixa no seu projeto de negócios:
QUADRO 5 – PROJEÇÃO DE FLUXO DE CAIXA
FONTE: Caderno de Empreendedorismo (BRIDI, 2007, p. 107-116)
TÓPICO 5 | PLANO FINANCEIRO
43
PLANO DE MARKETING NO SEU PLANO DE NEGÓCIOS
José Dornelas
A estratégia pode ser definida como a ciência de planejar e dirigir 
operações em grande escala, especificamente no sentido de manobrar as forças 
para as mais vantajosas posições antes de agir. Em Marketing, a estratégia também 
é muito importante, pois uma Estratégia de Marketing errada pode destruir uma 
empresa/produto antes mesmo de ser implementada, independente da qualidade 
do produto/serviço da empresa ser de alta qualidade ou não. Quando se falar em 
Estratégia de Marketing, deve-se ter em mente os chamados 4Ps do Marketing: 
Produto (posicionamento), Preço, Praça (Canais de Distribuição) e Propaganda 
e Promoção. A estratégia de vendas está relacionada diretamente com a 
Estratégia de Marketing da empresa e procura estabelecer a maneira como irá 
vender o produto/serviço com a finalidade de converter em ações as estratégias 
estabelecidas. Para isto, se levam em conta os 4Ps mencionados:
1 PRODUTO (POSICIONAMENTO)
O posicionamento refere-se à maneira como os consumidores percebem 
sua empresa e seu produto em relação à concorrência. Os negócios se encontram 
agrupados demograficamente da mesma maneira que os indivíduos. Os grupos 
podem incluir localização geográfica, vendas anuais, número de empregados, 
número de anos no ramo, setor ao qual pertence o negócio etc.
2 PREÇO
O preço é uma ferramenta efetiva de marketing, pois afeta a demanda, 
influencia a imagem do produto e pode ajudar a atingir o seu mercado-alvo. Ao 
considerar o preço a ser praticado, é importante saber que o preço não deve ser 
baseado na produção mais alguma margem, como geralmente se faz. O preço 
depende do valor do seu produto do ponto de vista do consumidor.
3 PRAÇA (CANAIS DE DISTRIBUIÇÃO)
Os canais de distribuição representam as diferentes maneiras pelas quais 
o produto é colocado à disposição do consumidor. O propósito do processo de 
distribuição é levar ao consumidor o que ele precisa. Existem duas maneiras de 
vender o produto: através de vendas diretas e vendas indiretas: venda direta 
é a maneira mais usada de distribuição. Uma empresa vende diretamente 
seus produtos através da sua equipe de vendas e adicionalmente pode ou não 
controlar o processo de distribuição. Existem empresas integradas verticalmente 
LEITURA COMPLEMENTAR
44
UNIDADE 2 | PLANO DE NEGÓCIOS: ORIENTAÇÕES PARA ELABORAÇÃO (1ª ETAPA)
e que gerenciam toda a cadeia produtiva, desde produção de matéria-prima, 
passando pela produção até a distribuição. Outras empresas são integradas até 
a produção, deixando os canais de distribuição em mãos de terceiros mediante 
vendas indiretas.
4 PROPAGANDA E PROMOÇÃO
Fazer propaganda significa enviar diferentes mensagens a uma audiência 
selecionada, com o propósito de informar os consumidores, através da utilização 
de diferentes veículos de comunicação, como rádio, TV, mala direta, outdoors, 
internet, displays em pontos de venda etc. A vantagem da propaganda é a 
possibilidade da mensagem chegar ao mercado-alvo em grande escala. O custo 
da propaganda é bastante elevado, portanto avalie se existe o propósito de fazer 
chegar a mensagem a um grande público. A promoção é um estímulo ao marketing, 
utilizada para gerar demanda do produto ou serviço. O propósito da promoção 
é poder dizer ao público que você tem aquele produto ou serviço que satisfaz a 
demanda do consumidor.
FONTE: DORNELAS, José. Plano de Marketing no seu Plano de Negócios. Disponível em: <http://
www.planodenegocios.com.br/dinamica_artigo.asp?tipo_tabela=artigo&id=31>. Acesso em: 30 
jun. 2005.
45
PLANO DE NEGÓCIO
CIÊNCIAS CONTÁBEIS
Primeira Parte – Módulo 6
Nome do(a) Acadêmico(a)
Nome do Professor
Centro Universitário Leonardo da Vinci - UNIASSELVI
Ciências Contábeis – Estágio 
12/06/2011
Resumo
1 INTRODUÇÃO
2 IDENTIFICAÇÃO DO NEGÓCIO
3 DEFINIÇÃO DO NEGÓCIO
4 ESTRUTURAÇÃO DA EQUIPE
5 MOTIVAÇÃO E OPORTUNIDADES
6 DESCRIÇÃO DOS PRODUTOS/SERVIÇOS
7 TECNOLOGIA E PROCESSOS
8 BENEFÍCIOS E VANTAGEM COMPETITIVA
9 DEFINIÇÃO DE PREÇOS
10 O SETOR
10.1 CLIENTELA
10.2 FORNECEDORES
10.3 CONCORRENTES
11 PROPAGANDA
12 PONTO (CANAIS DE DISTRIBUIÇÃO)
13 CONCLUSÃO
ANEXOS DA UNIDADE
46
14 REFERÊNCIAS
ANEXOS:
A – PLANILHA: 1 – Investimentos
B – PLANILHA: 2 – Mão de obra
C – PLANILHA: 3 – Despesas administrativas
D – PLANILHA: 4 – Projeção de resultados
E – PLANILHA: 5 – Projeção do fluxo de caixa
F – PLANILHA: 6 – Análise
G – PLANILHA: 7 – Entrada de dados
47
UNIDADE 3
CONSTITUIÇÃO E MOVIMENTAÇÃO 
CONTÁBIL DE EMPRESA
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
PLANO DE ESTUDOS
A partir do estudo desta unidade, você deverá ser capaz de:
• elaborar toda a documentação necessária para efetuar o registro de uma 
empresa na Junta Comercial;
• efetuar o registro de uma empresa na Receita Federal;
• efetuar o registro de uma empresa na Fazenda Estadual;
• conhecer os demais procedimentos para constituição de uma empresa no 
âmbito municipal e demais órgãos necessários;
• lidar com as diversas documentações de uma empresa, inclusive efetuan-
do a contabilização dessa documentação para apuração de resultados.
Esta unidade está dividida em três tópicos. O primeiro trará as orientações 
para a elaboração desta etapa, bem como a forma de avaliação, o segundo 
tópico trará orientações para a constituição de uma empresa e o tópico 3, as 
orientações para gerar a documentação de sua movimentação.
TÓPICO 1 – ORIENTAÇÕES PARA ELABORAÇÃO DA ETAPA 2
TÓPICO 2 – CONSTITUIÇÃO DE UMA EMPRESA 
TÓPICO 3 – MOVIMENTAÇÃO DA EMPRESA
48
49
TÓPICO 1
ORIENTAÇÕES PARA 
ELABORAÇÃO DA ETAPA 2
UNIDADE 3
1 INTRODUÇÃO
Neste tópico serão abordados todos os aspectos relacionados às orientações 
necessárias para a execução das atividades da prática contábil.
Assim, você está avançando em seus estudos referentes ao Estágio 
Curricular Supervisionado na aplicação prática do conhecimento contábil. Isto 
significa dizer que você, caro acadêmico, desenvolverá, de forma simulada, a 
prática da constituição da empresa idealizada na etapa 1 “Plano de Negócios” 
e, em seguida, executará, de forma também simulada, toda a movimentação 
contábil desta empresa em, pelo menos, dois períodos contábeis distintos.
Observe e leia atentamente todas as instruções ao longo desta unidade 
que o(a) ajudarão a completar seu trabalho observando todas as entregas a ser 
realizadas em cada encontro da disciplina de Estágio Curricular Supervisionado.
QUADRO 1 – RESUMO DOS ENCONTROS DA DISCIPLINA DE PRÁTICA CONTÁBIL
ENCONTRO ASSUNTO ATIVIDADESREALIZADAS PARA ENTREGA
1◦ Plano de Negócios Entregar o plano de Negócios
2◦
Formalização e 
Constituição da 
Empresa
Elaborar documental da empresa 
idealizada no plano de negócios, 
necessário para constituí-la perante a Junta 
Comercial, Receita Federal e Fazenda 
Estadual
3◦
Movimentação 
Contábil e Mapas 
Diversos
Simular a movimentação contábil da 
empresa constituída criando toda a 
documentação como notas fiscais de 
insumos, ativo e uso e consumo, notas 
fiscais de venda, mapas de controle de 
estoque, imobilizado, impostos, folha de 
pagamento, entre outros.
4◦ Entrega do Paper Entregar o Relatório Final da Prática
Contábil.
FONTE: Os autores
UNIDADE 3 | CONSTITUIÇÃO E MOVIMENTAÇÃO CONTÁBIL DE EMPRESA
50
No quarto e último encontro da disciplina de Prática Contábil, além da entrega 
do paper, ocorrerão as orientações para o desenvolvimento e a produção dos materiais 
da primeira entrega do primeiro encontro da disciplina Estágio (Auditoria Independente e 
Análise das Demonstrações Contábeis).
UNI
O Uni chama a atenção para algo muito importante, pois afeta 
diretamente a dinâmica dos encontros. No contexto relatado, isto quer dizer 
que, no último encontro da disciplina de Prática Contábil, o acadêmico deverá 
receber as orientações da etapa seguinte e assim haver tempo hábil para 
realizar as “entregas” definidas na terceira etapa do seu Estágio Curricular 
Supervisionado.
É, também, neste momento, ou seja, durante a orientação que ocorrer neste 
último encontro da disciplina de Prática Contábil que o Professor-Tutor Externo 
deverá fazer um sorteio e/ou rodízio dos trabalhos elaborados pelos acadêmicos 
desta etapa 2 “Constituição e Movimentação de Empresa”. Assim, o acadêmico 
iniciará a etapa 3 do seu estágio com a missão de auditar o trabalho da empresa 
simulada do outro acadêmico.
Depois de sorteados os trabalhos, o Professor-Tutor Externo deverá dar 
todas as orientações necessárias para as entregas que deverão ocorrer no primeiro 
encontro da disciplina de Estágio.
Veja no quadro a seguir o funcionamento da dinâmica dos encontros e 
entregas realizadas.
QUADRO 2 – DINÂMICA DAS ATIVIDADES DESENVOLVIDAS NO ESTÁGIO – ETAPA 2
Horário PRIMEIRO ENCONTRO
SEGUNDO 
ENCONTRO
TERCEIRO 
ENCONTRO
QUARTO 
ENCONTRO
1º Período
ENTREGA 1
Entrega do 
paper. Plano 
de Negócios
ENTREGA 2
Toda a 
documentação 
de constituição 
da empresa 
perante a Junta 
Comercial, 
Receita Federal 
e Fazenda 
Estadual.
ENTREGA 3
Toda 
documentação 
criada para a 
movimentação 
contábil da 
empresa 
referente aos 
dois períodos 
simulados.
ENTREGA 4
Relatório Final 
de Estágio 
tipo paper 
com todos 
os anexos 
solicitados.
TÓPICO 1 | ORIENTAÇÕES PARA ELABORAÇÃO DA ETAPA 2
51
INTERVALO INTERVALO INTERVALO INTERVALO
2º Período
AULA 
Orientação 
para entrega 2
AULA 
Orientação 
para entrega 3
AULA 
Orientação 
para entrega 4
AULA 
Orientação 
para o 
primeiro 
encontro da
Etapa 3 
(Estágio Final).
Para que você, acadêmico, tenha condições de estudar, analisar, interpretar 
e preparar todos os materiais a serem entregues durante os encontros conforme 
demonstrado, a disciplina de Prática Contábil ocorrerá com periodicidade mensal 
para cada encontro, conforme datas definidas no cronograma do curso.
FONTE: Os autores
ATENCAO
Sugerimos verificar seu cronograma e identificar as datas destes encontros, a 
fim de manter um adequado planejamento de suas atividades acadêmicas.
O uso do laboratório é um requisito importante para o desenvolvimento desta etapa.
No Ambiente Virtual de Aprendizagem também serão disponibilizados modelos dos 
documentos utilizados na criação.
O Relatório de Estágio da Prática Contábil deverá ser produzido no 
modelo paper conforme metodologias acadêmicas, segundo as diretrizes da 
UNIASSELVI, e as informações devem ser tratadas no Relatório Final de Estágio 
das Práticas Contábeis e estão contidas como anexo ao final desta unidade.
2 AVALIAÇÃO E APROVAÇÃO DO ESTAGIÁRIO
O planejamento e cumprimento pontual das entregas são fatores 
importantes no processo de estágio, visto que, com base nas entregas realizadas 
em cada encontro, as notas serão geradas e atribuídas conforme os pesos por 
avaliação. Os critérios de pontuação para avaliação de cada entrega estão definidos 
por instrumento de avaliação disponibilizado como anexo ao final desta unidade.
UNIDADE 3 | CONSTITUIÇÃO E MOVIMENTAÇÃO CONTÁBIL DE EMPRESA
52
QUADRO 3 – CRITÉRIOS DE PONTUAÇÃO PARA AVALIAÇÃO EM CADA ENTREGA
ENCONTRO ENTREGAS PREVISTAS ANEXOS DESCRIÇÃO PESO AVALIAÇÃO
1º Plano de Negócios Anexo 1 Nota 1 1,0
2º
Toda a documentação 
de constituição da 
empresa perante a 
Junta Comercial, Receita 
Federal e Fazenda 
Estadual.
Anexo 2 Nota 2 1,0
3º
Toda documentação 
criada para a 
movimentação contábil da 
empresa referente aos dois 
períodos simulados.
Anexo 3 Nota 3 1,0
4º
Relatório Final de 
Estágio modelo paper 
com todos os anexos 
solicitados.
Anexo 4 Nota 4 7,0
Deve-se notar que cada encontro proporciona uma nota atribuída por 
um peso: as entregas terão peso 1 do primeiro ao terceiro encontro e no último, 
em que o acadêmico entrega, além do paper, todos os anexos componentes do 
trabalho final justificando-se então o equivalente peso 7.
Acadêmico! Agora que você foi esclarecido sobre as orientações que 
nortearão o desenvolvimento dos seus estudos relacionados ao Estágio Curricular 
Supervisionado na etapa 2, você está apto a seguir as orientações dos tópicos 
seguintes e compreender de forma detalhada todas as atividades que você deverá 
realizar durante esta etapa proposta para finalização do seu estágio.
FONTE: Os autores
53
1 INTRODUÇÃO
Nesta etapa inicial, trabalha-se e observa-se as diversas etapas existentes 
para a constituição de empresas, seja do ramo comercial, industrial ou prestação 
de serviços. As diferentes maneiras de constituição de pessoa jurídica foram 
estudadas na disciplina de Contabilidade Comercial, nota-se que o processo de 
constituição de uma empresa está se realizando de maneira eletrônica, permitindo 
maior facilidade de acesso e agilidade para constituição. 
Você também poderá basear-se, pesquisar e conhecer o DRE – 
Departamento Nacional de Registro Empresarial Integrado, que substitui o 
DNRC – Departamento Nacional de Registro do Comércio pelo endereço: <http://
drei.smpe.gov.br/legislacao/cod-civil-2002/codigo-civil> e neste mesmo site você 
poderá conhecer o endereço das Juntas Comerciais de todo o Brasil. Acesse: 
<http://drei.smpe.gov.br/assuntos/juntas-comerciais>.
Para a estruturação deste trabalho, utilizaram-se informações da Junta 
Comercial de Santa Catarina, no entanto, com as mudanças nos processos de 
constituição que estão ocorrendo, percebe-se que a abertura de empresas está 
acontecendo de maneira semelhante em todos os estados brasileiros, tornando o 
procedimento padronizado. Para a realização da Prática Contábil, você poderá 
acompanhar as etapas apresentadas na próxima seção no âmbito federal, estadual 
e municipal.
TÓPICO 2
CONSTITUIÇÃO DE UMA EMPRESA
UNIDADE 3
Acompanhe constantemente as mudanças nos procedimentos de constituição 
de empresas no site da Junta Comercial do estado em que você está realizando a abertura 
da empresa.
IMPORTANT
E
Quanto aos tipos de sociedade, relembra-se algumas já estudadas na 
disciplina de Contabilidade Comercial, como Sociedade Limitada, Cooperativa, 
Sociedade Anônima, entre outras, e, a partir de 2012, surge a sociedade Eireli. 
Para conhecer um pouco mais de cada uma destas sociedades, acesse: 
<http://www.jucesc.sc.gov.br/index.php/servicos/abertura-de-empresa>. 
54
UNIDADE 3 | CONSTITUIÇÃO E MOVIMENTAÇÃO CONTÁBIL DE EMPRESA
Noambiente virtual você encontra os manuais para constituição das 
sociedades:
- Sociedade Empresária (Empresário Individual);
- Sociedade Limitada;
- Sociedade Cooperativa;
- Sociedade Anônima;
- Eireli.
Na Prática Contábil você estará constituindo sociedade com outro sócio(a), 
portanto, o Empresário Individual não será utilizado neste momento.
NOTA
Ainda possibilitando um exercício mais completo do processo de 
constituição de empresas a existência de sócios contribui para um registro 
contábil mais desenvolvido, pois trabalham-se o reconhecimento e a forma de 
integralização do capital, em que deve-se observar como e quanto cada um dos 
sócios contribui para compor o quadro societário.
Todos os demais formulários que orientam o preenchimento destes documentos 
também estão disponíveis nos sites das Juntas Comerciais, pois o processo de constituição 
está centrado de forma eletrônica, assim, você precisa verificar sempre o site da Junta 
Comercial do estado em que está constituindo a empresa.
UNI
Reforçando que, ao selecionar o município em que será realizada a 
abertura da empresa, você, acadêmico, deverá verificar os procedimentos e 
regimes adotados em cada município e Estados, pois as alterações são constantes, 
considerando que estamos em fase de transição para tornar os processos 
totalmente digitais. 
Todos os documentos necessários para preenchimento dos formulários de 
constituição e os próprios formulários e modelos utilizados neste trabalho estão 
disponíveis no seu Ambiente Virtual de Aprendizagem, caso você não tenha 
acesso ao site da Junta Comercial.
TÓPICO 2 | CONSTITUIÇÃO DE UMA EMPRESA
55
Considere que, todo o processo de constituição de empresa sofreu 
alterações e passou a ser totalmente on-line, assim, o fluxo a ser seguido para 
a elaboração do processo de constituição da empresa tomando por base a Junta 
Comercial do Estado de Santa Catarina é:
Visualiza-se que, para as esferas municipal e estadual, tem-se a 
primeira etapa, que refere-se à Junta Comercial, o pedido de Viabilidade; 
para a esfera Federal, no site da Receita Federal será realizado o pedido de 
ColetaWEB Redesim para informar e identificar a nova pessoa jurídica. E, 
para finalizar, retorna-se ao site da Junta Comercial para realizar, através do 
Requerimento Eletrônico, o preenchimento e emissão do Contrato Social e das 
guias de recolhimento pertinentes. Nesse sentido, todo o processo é on-line 
e reforçamos que o acesso ao site da Junta Comercial do estado em que você 
está realizando a abertura é fundamental.
Lembre-se que na Prática Contábil objetiva-se utilizar o plano de negócios 
como direcionador das atividades de constituição e movimentação da empresa 
idealizada por você, ou seja, tudo que você projetou no Plano de Negócios, 
você movimentará na Prática Contábil: se, por exemplo, você descreveu no 
seu Plano de Negócios que sua empresa será constituída com um capital social 
integralizado de R$ 100.000,00, será exatamente desta maneira e neste valor que 
você estará elaborando o contrato social e os registros contábeis. 
Iniciamos o procedimento de constituição com a consulta de viabilidade 
apresentada no próximo subtópico, desejamos a você: Sucesso nesta etapa e 
bom trabalho!
2 CONSULTA DE VIABILIDADE E NOME EMPRESARIAL
Antes de efetuar a abertura de uma empresa, deve-se realizar o pedido de 
viabilidade junto à Junta Comercial em que você estará constituindo a empresa, a 
Viabilidade tem como objetivo verificar se existe a possibilidade de constituição, 
instalação e movimentação da empresa no local em que pretende instalar-se. Este 
processo realiza-se através do REGIN, que é o sistema de registro integrado, ou 
seja, integra as esferas municipal, estadual e federal para os processos das pessoas 
jurídicas. Por meio do Regin, a empresa solicita a viabilidade no site da Junta 
Comercial do Estado; em Santa Catarina e na maioria dos estados brasileiros, 
o Regin deverá ser feito no site da JUCESC pelo endereço eletrônico da Junta 
Comercial do estado, no caso de Santa Catarina: <http://www.jucesc.sc.gov.br>. 
Junta Comercial
Viabilidade
Receita Federal
Coletor Nacional –
Redesim
Junta Comercial
Requerimento 
Eletrônico
56
UNIDADE 3 | CONSTITUIÇÃO E MOVIMENTAÇÃO CONTÁBIL DE EMPRESA
Para os demais estados deve-se acessar o endereço eletrônico da Junta Comercial 
do respectivo estado, para acompanhamento seguem alguns destes endereços:
- Bahia: <http://www.juceb.ba.gov.br/#>
- Rio Grande do Sul: <http://www.jucergs.rs.gov.br/index.asp#>
- Pará: <http://www.jucepa.pa.gov.br/>
- Paraná: <www.jucepar.pr.gov.br/> 
Você precisa sempre pesquisar pela Junta Comercial de cada estado pois diante 
das constantes alterações para melhoramentos e adaptações ao sistema, os endereços da 
junta comercial podem sofrer alterações.
Na trilha de aprendizagem, você encontra os formulários para os procedimentos de 
abertura de empresa.
ATENCAO
Neste primeiro momento serão informados todos os dados, tais como: 
CPF (Cadastro de Pessoa Física), nome completo e endereço dos sócios, endereço 
do estabelecimento, atividade econômica principal e secundária (se houver) etc. 
Após o envio para JUCESC, o processo deverá ser acompanhado pelo site da Junta 
Comercial, no caso detalhado neste caderno, especificamente na junta de Santa 
Catarina – JUCESC, no campo Acompanhamento de Pedido de Viabilidade, 
assim que não houver mais nenhuma pendência, o pedido será aprovado para 
o tramite na JUCESC. Por fim, deve-se encaminhar para JUCESC todos os 
documentos necessários para o registro legal da empresa, acompanhe na próxima 
seção passo a passo do pedido de Viabilidade.
2.1 PEDIDO DE VIABILIDADE
Para iniciar o pedido de viabilidade, acesse o site da Junta Comercial do 
estado em que está sendo constituída a empresa, neste caso a JUCESC, na página 
principal clique no campo Viabilidade, e em seguida em Pedido de Viabilidade. 
Como é demonstrado a seguir:
TÓPICO 2 | CONSTITUIÇÃO DE UMA EMPRESA
57
FIGURA 1 – TELA JUCESC (VIABILIDADE)
O REGIN é dividido em:
- Solicitante e Pessoa Jurídica.
- Quadro Societário.
- Nome Empresarial, Objeto Social e CNAE.
- Informações Complementares.
Ao clicar no Pedido de Viabilidade, abre-se uma tela onde deverá ser 
informada a cidade e o órgão (neste caso deverá ser escolhido a opção JUCESC) 
para a consulta da viabilidade, em seguida clique na opção “INSCRIÇÃO 
DE PRIMEIRO ESTABELECIMENTO (MATRIZ) E DOS DEMAIS 
ESTABELECIMENTOS (FILIAL)” selecionando a opção “INSCRIÇÃO DE 
PRIMEIRO ESTABELECIMENTO (MATRIZ)”, descer com a barra de rolagem 
até o final e clicar em “CONTINUAR”.
FONTE: JUCESC
No próximo momento, visualiza-se a tela do pedido de viabilidade:
FIGURA 2 – TELA PEDIDO DE VIABILIDADE
FONTE: JUCESC
58
UNIDADE 3 | CONSTITUIÇÃO E MOVIMENTAÇÃO CONTÁBIL DE EMPRESA
FIGURA 4 – TELA PEDIDO DE VIABILIDADE (DADOS DA EMPRESA)
FONTE: JUCESC
Para o próximo passo devem-se informar os dados da empresa, lembre-
se: todas estas informações você estruturou no plano de negócios.
Na tela a seguir deve-se preencher os dados do solicitante (esses 
dados podem ser do contador ou do sócio responsável) dando continuidade 
no preenchimento os demais dados devem ser da empresa a ser constituída, 
conforme figuras 4 e 5.
FIGURA 3 – TELA PEDIDO DE VIABILIDADE (DADOS INICIAIS)
FONTE: JUCESC
TÓPICO 2 | CONSTITUIÇÃO DE UMA EMPRESA
59
FIGURA 5 – TELA PEDIDO DE VIABILIDADE (DADOS DA EMPRESA)
FONTE: JUCESC
Seguindo o processo da Viabilidade, informam-se os sócios, nesta 
tela deverão ser preenchidos todos os campos conforme instrução, após o 
preenchimento do primeiro sócio clicar em ADICIONAR SÓCIO, repetir este 
preenchimento para cada sócio que constar no Contrato Social. 
60
UNIDADE 3 | CONSTITUIÇÃO E MOVIMENTAÇÃO CONTÁBIL DE EMPRESA
FIGURA 6 – TELAPEDIDO DE VIABILIDADE (DADOS DOS SÓCIOS)
FONTE: JUCESC
Seguindo, tem-se a escolha de três nomes empresariais, objeto social 
da empresa e o Cnae correspondente à(s) atividade(s), para saber qual Cnae – 
Código Nacional de Atividades, o correto a ser usado, poderá ser feita a pesquisa 
por palavra ou a pesquisa por tela no endereço eletrônico da Receita Federal por 
tratar-se de uma codificação unida para todo o território nacional e, em seguida, 
selecionar a atividade: PRINCIPAL (se for única), gravar Cnae e, se houver mais 
de uma atividade, também selecionar a atividade: SECUNDÁRIA e proceder da 
mesma maneira com a consulta do(s) Cnae(s), finalizando em: gravar Cnae.
Para a pesquisa do Código Nacional de Atividades Cnae, você pode acessar: 
<http://www.receita.fazenda.gov.br/PessoaJuridica/CNAEFiscal/cnaef.htm> ou <http://
www.cnae.ibge.gov.br>.
Fique ligado
Observe que você deverá selecionar o tipo de sociedade, lembrando que, para a Prática 
contábil, você não utiliza o empresário individual e o Micro Empreendedor, pois tem-se 
por objetivo proporcionar maior abrangência nas diferentes formas de constituição e 
movimentação de uma empresa. 
DICAS
Observe a necessidade de informar três nomes para a pessoa jurídica 
que você está constituindo, utilize como primeira alternativa o nome de sua 
preferência, a Junta estará verificando e indicando qual das alternativas você 
pode utilizar.
TÓPICO 2 | CONSTITUIÇÃO DE UMA EMPRESA
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FIGURA 7 – TELA PEDIDO DE VIABILIDADE (DADOS DA EMPRESA)
FIGURA 8 – TELA PEDIDO DE VIABILIDADE (DADOS DA EMPRESA)
FONTE: REGIN
FONTE: JUCESC
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UNIDADE 3 | CONSTITUIÇÃO E MOVIMENTAÇÃO CONTÁBIL DE EMPRESA
Para finalizar quanto aos dados relativos às informações complementares, 
você preenche com os dados solicitados em relação ao Cnae e pode enviar, após o 
envio para a JUCESC, vai gerar o número do protocolo para o acompanhamento 
da viabilidade conforme as figuras a seguir:
FIGURA 9 – TELA PEDIDO DE VIABILIDADE (DADOS DA EMPRESA)
FONTE: JUCESC
TÓPICO 2 | CONSTITUIÇÃO DE UMA EMPRESA
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Segue a mensagem que você receberá, contendo o número do protocolo, 
você deverá também realizar a impressão deste documento e acrescentar em 
seu trabalho.
Agora com o número do protocolo gerado pelo REGIN podemos 
acompanhar o andamento do pedido de viabilidade no site da JUCESC <www.
jucesc.sc.gov.br> conforme as figuras a seguir relacionadas:
FIGURA 10 – PROTOCOLO DO REGIN
FONTE: JUCESC
FIGURA 11 – ACOMPANHAMENTO DA VIABILIDADE
FONTE: JUCESC
FIGURA 12 – ACOMPANHAMENTO VIABILIDADE – DADOS
FONTE: JUCESC
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UNIDADE 3 | CONSTITUIÇÃO E MOVIMENTAÇÃO CONTÁBIL DE EMPRESA
FIGURA 13 – ACOMPANHAMENTO VIABILIDADE – CONSULTA
FONTE: JUCESC
FONTE: JUCESC
FIGURA 14 – ACOMPANHAMENTO VIABILIDADE – CONSULTA PENDÊNCIAS
Finalizado o processo de consulta para acompanhamento do pedido de 
viabilidade, tem-se que aguardar para recebimento da resposta da Junta Comercial, 
considerando-se que para o trabalho da Prática Contábil a constituição acontece 
de forma fictícia, deve-se proceder o cancelamento do processo antes ou após a 
resposta da Junta Comercial apresentando-se em seguida este procedimento.
2.2 CANCELAMENTO DO PEDIDO DE VIABILIDADE
Considerando que a movimentação da Prática Contábil no sétimo módulo 
utiliza-se de uma movimentação fictícia baseada em fatos reais, a movimentação 
gerada para o pedido de viabilidade no REGIN precisa ser cancelada, assim 
seguem-se os procedimentos:
FIGURA 15 – CANCELAMENTO PEDIDO DE VIABILIDADE
FONTE: JUCESC
TÓPICO 2 | CONSTITUIÇÃO DE UMA EMPRESA
65
Preencha com o número do seu pedido de viabilidade e o CPF com que 
você fez o pedido, sem estas informações você não poderá efetuar o respectivo 
cancelamento.
Depois de informados estes dados, ao clicar em buscar, vai abrir o quadro 
para descrever o motivo pelo qual o seu pedido está sendo cancelado e clique 
no botão “cancelar”. Surgirá então uma nova tela com a seguinte informação: 
“Registro Guardado com Sucesso”.
2.3 DBE (COLETOR NACIONAL – REDESIM)
Novamente tem-se constantes alterações para os processos de abertura 
de empresa, nesse sentido, reforçamos a pesquisa no site da Junta Comercial do 
estado em que se está constituindo a empresa, considerando o estado de Santa 
Catarina não diferente dos demais, a partir de 19.11.2014, com a obrigação da 
entrega do R.E. – Requerimento Eletrônico para a JUCESC, passa a ser obrigatório 
do DBE (Documento Básico de Entrada) através do COLETOR NACIONAL no 
site do REDESIM pelo endereço eletrônico: <www.redesim.gov.br>, conforme 
vamos apresentar nas figuras a seguir:
Após acessar o site do REDESIM, você clica no campo Serviços para 
empresa conforme indicação da figura, e, em seguida selecione a opção Cadastros, 
lembre-se estamos realizando o cadastro da sua empresa na esfera Federal.
FIGURA 16 – TELA PRINCIPAL REDESIM
FONTE: REDESIM
66
UNIDADE 3 | CONSTITUIÇÃO E MOVIMENTAÇÃO CONTÁBIL DE EMPRESA
FIGURA 17 – TELA SERVIÇOS REDESIM
FONTE: REDESIM
Em seguida você precisa selecionar o campo que determina a geração do 
CNPJ da sua empresa, a opção “Demais Serviços”, acompanhe: 
FIGURA 18 – TELA SERVIÇOS REDESIM
FONTE: REDESIM
Após selecionar-se o campo acesso a todos os serviços, tem a seguinte tela 
para preenchimento: crie sua pessoa jurídica.
TÓPICO 2 | CONSTITUIÇÃO DE UMA EMPRESA
67
Seguindo, abre-se uma tela que você deverá preencher de acordo com o 
solicitado, observe ainda que a receita disponibiliza um curso gratuito sobre a 
utilização do Programa do CNPJ. Você pode acessar pelo endereço eletrônico: 
<http://www.receita.fazenda.gov.br/EnsinoDistancia/CNPJ/programaUmdisco.htm>.
FIGURA 19 – TELA CADASTROS
FONTE: REDESIM
FIGURA 20 – TELA COLETA DADOS
FONTE: REDESIM
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UNIDADE 3 | CONSTITUIÇÃO E MOVIMENTAÇÃO CONTÁBIL DE EMPRESA
No cadastro nacional sincronizado deverá ser selecionado o estado 
e município em que você está constituindo a empresa, em seguida a natureza 
jurídica o número do protocolo da viabilidade aprovada e por final clicar em 
continuar/recuperar.
FIGURA 21 – TELA COLETA DADOS
FONTE: Receita Federal do Brasil
Para seguir, anote o número do recibo ou realize o download conforme 
orientação do site da Receita Federal do Brasil, neste momento também tem-se 
orientações quanto aos procedimentos, indicamos com a seta para você localizar 
e disponibilizamos o endereço eletrônico para acesso: 
<https://www14.receita.fazenda.gov.br/cadsincnac/tipoDocumentoAction.
do?method=serproCaptcha&opcao=matriz>.
Em seguida você seleciona o campo Eventos, logo, o site disponibiliza outra 
janela em que você seleciona a opção: 101 – Inscrição do primeiro estabelecimento.
FIGURA 22 – INSCRIÇÃO DA EMPRESA – ÂMBITO FEDERAL.
FONTE: Receita Federal do Brasil
Agora, neste mesmo site você deverá realizar o preenchimento de todas as 
etapas que constam no lado esquerdo da tela sobre a empresa a ser constituída:
TÓPICO 2 | CONSTITUIÇÃO DE UMA EMPRESA
69
Iniciando pela Identificação, você estará apresentando para a Receita 
Federal a nova Pessoa Jurídica, ao selecionar a Natureza Jurídica, você precisa 
acionar a barra de rolagem e encontrar a natureza que corresponde a sua empresa, 
neste caso optou-se pela sociedade empresaria limitada, como segue na figura.
FIGURA 23 – ETAPAS DE ELABORAÇÃO DA COLETA WEB
FONTE: Receita Federal do Brasil
FIGURA 24 – OPÇÃO DA NATUREZA JURÍDICA
FONTE: Receita Federal do Brasil
Preenchidas as informações solicitadas segue-se para os demais 
formulários necessários para a conclusão do processo de abertura.
FIGURA 25 – ETAPAS DA ELABORAÇÃO DA COLETOR NACIONAL
FONTE: Receita Federal do Brasil
70
UNIDADE 3 | CONSTITUIÇÃO E MOVIMENTAÇÃO CONTÁBIL DE EMPRESA
Como todo processo deverá ser encaminhado diretamentepara a JUCESC 
– Junta Comercial, a resposta deverá ser não, para a solicitação apresentada, 
depois que o DBE for processado pela Receita Federal estará constando a opção 
de encaminhamento para a Junta Comercial e é neste momento que você estará 
realizando o registro.
Todas as demais informações você deverá informar, por exemplo, o 
código da Atividade Econômica da sua empresa, local de instalação, enfim dados 
que você já pontuou também para o REGIN:
FIGURA 26 – COLETAWEB – ATIVIDADE ECONÔMICA
FONTE: Receita Federal do Brasil
O endereço da sua empresa também deve ser o mais completo possível 
atentando para identificar todo e qualquer complemento (sala, beco, rua, fundos 
etc.) para facilitar a localização.
FIGURA 27 – COLETAWEB – ENDEREÇO
FONTE: Receita Federal do Brasil
TÓPICO 2 | CONSTITUIÇÃO DE UMA EMPRESA
71
Os dados para contato com os responsáveis pela empresa também são 
de grande importância e devem estar corretamente preenchidos para facilitar a 
comunicação, caso tenha-se esta necessidade.
FIGURA 28 – COLETAWEB – DADOS PARA CONTATO
FONTE: Receita Federal do Brasil
Quanto ao representante, você perceberá que estará o CPF do sócio já 
identificado e você deverá preencher o nome completo do Sócio Responsável 
pela empresa perante a Receita Federal identificando na qualificação como: 
5-Administrador ou 40-Sócio Administrador. Você deverá e poderá optar em 
selecionar um dos sócios que integram o seu quadro societário para nomear como 
representante diante da Receita Federal.
FIGURA 29 – COLETAWEB – REPRESENTANTE LEGAL
FONTE: Receita Federal do Brasil
Para a identificação do Porte da empresa você deverá selecionar aquele 
que você definiu no plano de negócios respeitando o faturamento da empresa 
lembre-se dos limites de faturamento estes determinam o porte da empresa, 
para tanto é importante verificar estes valores de limites sendo encontrados no 
endereço eletrônico da Receita Federal do Brasil.
Acompanhe os limites de faturamento no endereço: <http://www.receita.
fazenda.gov.br/PessoaJuridica/DIPJ/2004/PergResp2004/pr110a202.htm> destacando que 
é importante verificar constantemente, considerando que alterações na legislação vigente 
podem ocorrer.
UNI
72
UNIDADE 3 | CONSTITUIÇÃO E MOVIMENTAÇÃO CONTÁBIL DE EMPRESA
FIGURA 30 – COLETAWEB – PORTE DA EMPRESA
FONTE: Receita Federal do Brasil
Verifique o porte em que se enquadra a sua empresa, clique neste 
enquadramento para seguir com o procedimento de constituição.
Para a identificação do Contabilista, você precisa atentar-se para as 
seguintes situações: a sua empresa poderá estar vinculada a uma Organização 
Contábil ou ao Profissional de Contabilidade, no exemplo exposto utilizou-
se o Profissional de Contabilidade, caso tivéssemos selecionado a Organização 
Contábil, seria necessário preencher identificando o CNPJ da empresa de 
Contabilidade e do profissional responsável.
FIGURA 31 – COLETAWEB – PROFISSIONAL CONTABILISTA
FONTE: Receita Federal do Brasil
Para finalizar o processo de coleta WEB apresenta-se o quadro societário 
da empresa em constituição, assim, você estará informando neste campo todos os 
sócios que compõem o quadro societário da empresa.
TÓPICO 2 | CONSTITUIÇÃO DE UMA EMPRESA
73
Para esta etapa é importante você observar que no campo:
- Natureza do Evento: você identifica como entrada de um sócio.
- Data do Evento: você identifica com a data de constituição da empresa.
- CPF: inserir o CPF do sócio.
- Qualificação do sócio: normalmente as empresas apresentam um sócio 
administrador e outro sendo simplesmente sócio.
- Participação no quadro societário: deve-se informar o percentual de 
participação de cada sócio.
FIGURA 32 – COLETAWEB – QUADRO SOCIETÁRIO
FONTE: Receita Federal do Brasil
FIGURA 33 – COLETAWEB – INFORMAÇÕES QUADRO SOCIETÁRIO
FONTE: Receita Federal do Brasil
Para a impressão das informações inseridas na coletaWEB, observe no 
campo superior da tela a aba “ Resumo do Documento”. Neste momento você 
tem a visualização de todas as informações para a impressão do documento:
FIGURA 34 – COLETAWEB – VISUALIZAÇÃO COLETAWEB
FONTE: Receita Federal do Brasil
74
UNIDADE 3 | CONSTITUIÇÃO E MOVIMENTAÇÃO CONTÁBIL DE EMPRESA
Ainda no campo superior desta mesma tela em “Orientações Gerais”, 
você encontra também todas as orientações para o preenchimento dos campos 
solicitados na coleta WEB. Para finalizar o ColetaWEB, clicar em Finalizar 
Preenchimento e Transmitir conforme instrução nas figuras a seguir: 
Tem-se assim a finalização do preenchimento dos dados junto à esfera 
federal para a abertura da empresa, logo você deverá realizar a impressão desta 
documentação.
2.4 CONSULTA E IMPRESSÃO DBE:
Novamente no endereço eletrônico: <http://www.receita.fazenda.gov.
br/PessoaJuridica/CNPJ/fcpj/consulta.asp> da Receita Federal, você imprime a 
documentação gerada no processo de abertura da empresa.
FIGURA 36 – FINALIZAÇÃO DBE
FONTE: Receita Federal do Brasil
FIGURA 35 – RECIBO DBE
FONTE: Receita Federal do Brasil
TÓPICO 2 | CONSTITUIÇÃO DE UMA EMPRESA
75
FIGURA 37 – IMPRESSÃO – DBE
FIGURA 38 – IMPRESSÃO DBE – ACOMPANHAMENTO 1ª TELA
FONTE: Receita Federal do Brasil
FONTE: Receita Federal do Brasil
FONTE: Receita Federal do Brasil
FIGURA 39 – IMPRESSÃO DBE – ACOMPANHAMENTO
Neste momento você precisará selecionar a opção Documento Básico de 
Entrada do CNPJ_DBE para visualizar e imprimir o documento.
76
UNIDADE 3 | CONSTITUIÇÃO E MOVIMENTAÇÃO CONTÁBIL DE EMPRESA
O DBE deverá ser assinado pelo sócio representante informado anteriormente 
e sua assinatura deve ser reconhecida através do cartório de registro de notas e protestos.
UNI
Para a realização do trabalho da prática contábil, não há a necessidade de 
reconhecimento de assinatura, mas o documento deverá ser assinado pelo sócio. 
Segue modelo de DBE para seu acompanhamento, lembrando que:
- no campo Nome Empresarial: Será evidenciada Razão Social da empresa;
- no campo Nome: Deve-se apresentar o nome do sócio responsável e o 
respectivo CPF. 
TÓPICO 2 | CONSTITUIÇÃO DE UMA EMPRESA
77
Além da documentação, deve-se ainda preencher e recolher uma guia 
de DARF (Documento de Arrecadação Receita Federal) referente à abertura de 
empresa na esfera federal, segue modelo de DARF, que deve também ser emitida 
por você para a composição da prática contábil:
FIGURA 40 – MODELO DE DBE
FONTE: A autora
78
UNIDADE 3 | CONSTITUIÇÃO E MOVIMENTAÇÃO CONTÁBIL DE EMPRESA
FIGURA 41 – MODELO DE DARF ABERTURA DE EMPRESA.
FONTE: A autora
Fique atento para a forma de preencher esta DARF, seguem recomendações:
Campo Período de apuração: colocar o mês em que se está constituindo a 
empresa, exemplo – 31/01/2016, ou seja, sempre no último dia útil do mês da constituição.
Campo Número do CPF ou CNPJ: considerando que você não tem ainda 
o número do CNPJ, utilize o número do CPF do sócio responsável perante a 
Receita Federal.
Código da Receita: será o 6621 para constituição de uma empresa de atividade 
de comércio, portanto, você poderá consultar constantemente a lista de códigos da 
Receita Federal, pois tem-se alterações neste processo, consulte o endereço eletrônico: 
<http://www.receita.fazenda.gov.br/Aplicacoes/ATSPO/CodigoReceita/
ListaReceitas.asp?OpcaoConsulta=2&TipConsulta=1&TipOrdem=2>.
Data de Vencimento: você poderá preencher a data de vencimento com 
o último dia útil do mês subsequente, ou seja, por exemplo – se o período de 
apuração é 31/01/2016, a data de vencimento poderá ser: 28/02/2016. Assim, não 
se tem uma data específica para pagamento da guia, mas entende-se que deverá 
ser efetuado o mais breve possível para prosseguir com a constituição.
Valor do principal: você deverá consultar sempre que necessário para 
confirmar se não houve alteração novalor do principal que para este momento 
é de R$ 21,00, mas fique atento à publicação de Portaria que altera estes valores, 
a atual em Vicência é a Portaria MDCI/GM/ Nº 178/2009, você também consegue 
localizar estes valores no endereço eletrônico da Junta Comercial em que você 
está constituindo sua empresa.
Os campos de valor de multa e juros não precisam ser informados quando 
do recolhimento ocorrer dentro do prazo, havendo necessidade de recálculo, você 
deverá ou poderá utilizar o SICALC através do endereço eletrônico: 
<http://idg.receita.fazenda.gov.br/orientacao/tributaria/pagamentos-e-parcelamentos/
darf-calculo-e-impressao-programa-sicalc-1/darf-calculo-e-impressao-programa-sicalc>.
Finalizando as atividades no ambiente da Receita Federal do Brasil, você 
retorna para o endereço da Junta Comercial do estado em que você está realizando 
TÓPICO 2 | CONSTITUIÇÃO DE UMA EMPRESA
79
a abertura para completar o ciclo de abertura da empresa de que você estruturou 
no plano de negócios, segue-se assim para a próxima seção, que refere-se ao 
Requerimento Eletrônico – RE.
2.5 RE – Requerimento Eletrônico
Seguindo o processo de constituição da empresa, acesse o site da Junta 
Comercial do estado em que você está constituindo a empresa, neste caso da 
JUCESC, acesse o Requerimento Eletrônico como segue na figura, neste momento 
deve-se possuir a viabilidade e o DBE aprovados.
FONTE: JUCESC
FIGURA 42 – REQUERIMENTO ELETRÔNICO 
80
UNIDADE 3 | CONSTITUIÇÃO E MOVIMENTAÇÃO CONTÁBIL DE EMPRESA
FIGURA 43 – REQUERIMENTO ELETRÔNICO – ACESSO
FONTE: JUCESC
Assim, seguindo, você precisa acessar o Requerimento Eletrônico de 
Constituição como segue na figura e, ao final, receberá o contrato social as guias 
para recolhimento.
FIGURA 44 – NOVO REQUERIMENTO ELETRÔNICO DE CONSTITUIÇÃO
Para prosseguir, você precisa deslizar a barra de rolagem no site da 
JUCESC e localizar o campo: Acesso ao novo requerimento eletrônico da JUCESC, 
conforme orientação da figura:
FONTE: JUCESC
FIGURA 45 – REQUERIMENTO ELETRÔNICO – CONTRATO SOCIAL
FONTE: JUCESC
TÓPICO 2 | CONSTITUIÇÃO DE UMA EMPRESA
81
Após o preenchimento conforme solicitado do número do pedido de 
viabilidade que você recebeu na primeira etapa de constituição e do número do 
DBE que você obteve na segunda etapa, selecione a natureza jurídica. Dentre as 
opções fornecidas pelo site, tem-se a sociedade empresária e logo você deverá 
clicar em “Gerar documentos”, o site da JUCESC gera a constituição da empresa 
em arquivo de extensão pdf ou .doc, a capa do processo, o recibo de entrega e 
inclusive a taxa DARE – Documento Arrecadação Estadual.
Um ponto de atenção são as taxas de DARE – Documento de Arrecadação 
Estadual de códigos 2119 e 7650 que devem ser aquelas que o sistema gera, pois 
nessas DAREs consta o número do processo no campo 02.número do S@T, e para 
envio a JUCESC não será aceito e considerado o preenchimento manual da guia 
de recolhimento estadual (DARE). 
FIGURA 46 – MODELO DE DARE 2119
FONTE: A autora
FIGURA 47 – MODELO DE DARE 7650 – REGISTRO NA JUNTA COMERCIAL
FONTE: A autora
82
UNIDADE 3 | CONSTITUIÇÃO E MOVIMENTAÇÃO CONTÁBIL DE EMPRESA
Para a emissão do DARE tem-se a necessidade de consultar os sites da Junta 
Comercial do estado em que você estará constituindo a empresa e localizar os valores 
estabelecidos para este tipo de serviço, neste caso localizamos no endereço eletrônico da 
Junta Comercial de Santa Catarina, no campo Informações – Tabelas: <http://www.jucesc.
sc.gov.br/index.php/informacoes/tabelas/88-informacoes/96-tabelas>.
NOTA
Destaca-se que o DARE de código 7650 também será emitido pela Junta 
Comercial quando do envio da RE, assim, os campos devem ser preenchidos da 
seguinte maneira:
01. CPF do sócio responsável, pois ainda não temos o CNPJ da empresa.
02. Número do S@T: o próprio sistema estará informando.
03. Código da Receita: 7650 – Registro do Serviço de Comércio.
04. Informações Adicionais: Seleciona-se o tipo de sociedade, para a Prática 
Contábil a Sociedade Empresária.
Os demais campos serão preenchidos pelo próprio sistema ou não têm a 
necessidade de receber informações.
Destaca-se que este é apenas um modelo manualmente preenchido, sendo 
que este é gerado no momento da finalização do preenchimento do contrato 
social, ou seja, você não precisa preencher manualmente, quando finalizar o 
preenchimento do Contrato social geram-se as guias de DARE.
Consulte as taxas estaduais no seguinte endereço eletrônico: <https://tributario.
sef.sc.gov.br/tax.NET/GetFileContent.fwk?Id=51479f1a-494c-4800-9fb9-edb0fcca5e3a>.
Lembre-se de consultar no site da Junta Comercial do estado em que você está constituindo 
a empresa.
DICAS
No entanto, você precisa conhecer a estrutura básica do Contrato Social 
para identificar a necessidade de inserção de cláusulas específicas de acordo com 
a atividade da empresa, assim, disponibilizamos o modelo que também está 
disponível no site da Junta Comercial de Santa Catarina:
TÓPICO 2 | CONSTITUIÇÃO DE UMA EMPRESA
83
FIGURA 48 – MODELO DE CONTRATO 
 
MODELO BÁSICO DE CONTRATO SOCIAL 
SOCIEDADE LIMITADA 
 
CONTRATO SOCIAL 
EMPRESA ALUNO LTDA 
 
Pelo presente instrumento particular, ALUNO DA SILVA nacionalidade BRASILEIRA, nascido 
em XX/XX/XXXX, CASADO em COMUNHÃO UNIVERSAL DE BENS, EMPRESARIO, CPF nº 
XXX.XXX.XXX-XX, CARTEIRA DE IDENTIDADE nº XXXXXXX, órgão expedidor SSP - SC, residente e 
domiciliado(a) no(a) RUA DO NUNCA, 0, CENTRO, INDAIAL, SC, CEP 89081520, BRASIL 
 
ALUNO DA SILVA nacionalidade BRASILEIRA, nascido em XX/XX/XXXX, CASADO em 
COMUNHÃO PARCIAL DE BENS, EMPRESARIO, CPF nº XXX.XXX.XXX-XX, CARTEIRA DE 
IDENTIDADE nº XXXXXX, órgão expedidor SSP - SC, residente e domiciliado(a) no(a) RUA DO 
NUNCA, 0, CENTRO, INDAIAL, SC, CEP 89081520, BRASIL, ajustam e convencionam entre si a 
constituição de uma sociedade limitada, nos termos do Código Civil, que se regerá pelas seguintes 
cláusulas e condições: 
Cláusula Primeira: A sociedade usará o nome empresarial EMPRESA ALUNO LTDA 
Cláusula Segunda: A sociedade terá sua sede social localizada na RUA DO NUNCA, 0, 
GALPAO, CENTRO, INDAIAL, SC, CEP 89.081-520. 
Cláusula Terceira: Observadas as disposições da legislação aplicável, a sociedade poderá 
abrir filiais, sucursais, agências e escritórios em qualquer parte do território nacional, a critério dos 
sócios. 
Cláusula Quarta: A sociedade terá como objeto social FABRICAÇÃO DE ARTEFATOS DE 
CIMENTO PARA USO NA CONSTRUÇÃO; COMÉRCIO ATACADISTA DE MATERIAIS DE 
CONSTRUÇÃO EM GERAL; COMÉRCIO VAREJISTA DE MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO EM GERAL. 
Cláusula Quinta: A sociedade iniciará suas atividades a partir do registro deste ato perante a 
Junta Comercial do Estado de Santa Catarina e seu prazo de duração será indeterminado. 
Cláusula Sexta: O capital social é de R$ 00.000,00 (por extenso), dividido em 00.000 (por 
extenso) quotas no valor de R$ 1,00 (Um Real) cada uma, subscritas pelos sócios, a saber: 
N. ORDEM SÓCIOS QUOTAS VALORES 
1 ALUNO DA SILVA 00.000 R$ 00.000,00 
2 ALUNO DA SILVA 00.000 R$ 00.000,00 
TOTAL 00.000 R$ 00.000,00 
 
Parágrafo Único: O capital social está totalmente integralizado nesta data, em moeda 
corrente nacional. 
Cláusula Sétima: Serão regidas pela legislação aplicável à matéria, tanto ao valor das 
quotas, integralização do capital social, a retirada de sócio quanto à dissolução e a liquidação da 
sociedade. 
Cláusula Oitava: A Administração da sociedade será exercida ISOLADAMENTE a(o) Sócio(a) 
ALUNO DA SILVA , ISOLADAMENTE a(o) Sócio(a) ALUNO DA SILVA e a ele caberá a 
responsabilidade ou representação ativa e passiva da sociedade, judicial e extrajudicialmente, 
podendo praticar todos os atos compreendidos no objeto social, sempre no interesse da 
sociedade, ficando vedado, entretanto, o uso do nomeempresarial em negócios estranhos aos fins 
sociais. 
Parágrafo Único: No exercício da administração, o(a) administrador(a) poderá retirar valor 
mensal a título de pro labore. 
Cláusula Nona: O exercício social terminará em 31 DE DEZEMBRO, quando serão levantados 
o balanço patrimonial e o balanço de resultado econômico e será efetuada a apuração e a 
distribuição dos resultados com observância das disposições legais aplicáveis, sendo que os 
lucros ou prejuízos verificados serão distribuídos ou suportados pelos sócios na proporção de 
suas cotas de capital. 
Parágrafo Primeiro: Por deliberação dos sócios a distribuição de lucros poderá ser em 
qualquer período do ano a partir de resultado do período apurado. 
ParágrafoSegundo: A distribuição dos lucros poderá não obedecer a participação dos 
sócios desde que aprovada pelos sócios quotistas. 
Cláusula Décima: O falecimento, retirada, interdição ou inabilitação de um dos sócios não 
acarretará a dissolução da sociedade, que continuará com o sócio remanescente ou herdeiros do 
sócio falecido. Caso o(s) herdeiro(s) do sócio falecido não pretenda(m) integrar-se a Sociedade, 
então, caberá ao(s) sócio(s) remanescente(s) providenciar(em) a produção de balanço especial e 
apuração do patrimônio líquido para pagamento dos haveres do sócio falecido, mediante 
levantamento de balanço geral específico para esse fim, tudo em conformidade com a legislação 
em vigor. 
Cláusula Décima Primeira: O(s) Administrador (es) declaram, sob as penas da lei, que não 
está impedido de exercer a administração da sociedade, por lei especial ou em virtude de 
condenação criminal, ou por se encontrar sob os efeitos dela, a pena que vede, ainda que 
temporariamente, o acesso a cargos públicos ou por crime falimentar, de prevaricação, peita ou 
suborno, concussão, peculato, ou contra economia popular, contra o sistema financeiro nacional, 
contra normas de defesa da concorrência, contra as relações de consumo, fé pública ou 
propriedade. 
Cláusula Décima Segunda: Os casos omissos neste contrato serão resolvidos com 
observância dos preceitos do Código Civil (Lei n° 10.406/2002) e de outros dispositivos legais 
aplicáveis. 
 Cláusula Décima Terceira: Declara, sob as penas da lei, que se enquadra na condição de 
MICROEMPRESA - ME nos termos da Lei Complementar nº 123, de 14/10/2006. 
84
UNIDADE 3 | CONSTITUIÇÃO E MOVIMENTAÇÃO CONTÁBIL DE EMPRESA
Cláusula Sétima: Serão regidas pela legislação aplicável à matéria, tanto ao valor das 
quotas, integralização do capital social, a retirada de sócio quanto à dissolução e a liquidação da 
sociedade. 
Cláusula Oitava: A Administração da sociedade será exercida ISOLADAMENTE a(o) Sócio(a) 
ALUNO DA SILVA , ISOLADAMENTE a(o) Sócio(a) ALUNO DA SILVA e a ele caberá a 
responsabilidade ou representação ativa e passiva da sociedade, judicial e extrajudicialmente, 
podendo praticar todos os atos compreendidos no objeto social, sempre no interesse da 
sociedade, ficando vedado, entretanto, o uso do nome empresarial em negócios estranhos aos fins 
sociais. 
Parágrafo Único: No exercício da administração, o(a) administrador(a) poderá retirar valor 
mensal a título de pro labore. 
Cláusula Nona: O exercício social terminará em 31 DE DEZEMBRO, quando serão levantados 
o balanço patrimonial e o balanço de resultado econômico e será efetuada a apuração e a 
distribuição dos resultados com observância das disposições legais aplicáveis, sendo que os 
lucros ou prejuízos verificados serão distribuídos ou suportados pelos sócios na proporção de 
suas cotas de capital. 
Parágrafo Primeiro: Por deliberação dos sócios a distribuição de lucros poderá ser em 
qualquer período do ano a partir de resultado do período apurado. 
ParágrafoSegundo: A distribuição dos lucros poderá não obedecer a participação dos 
sócios desde que aprovada pelos sócios quotistas. 
Cláusula Décima: O falecimento, retirada, interdição ou inabilitação de um dos sócios não 
acarretará a dissolução da sociedade, que continuará com o sócio remanescente ou herdeiros do 
sócio falecido. Caso o(s) herdeiro(s) do sócio falecido não pretenda(m) integrar-se a Sociedade, 
então, caberá ao(s) sócio(s) remanescente(s) providenciar(em) a produção de balanço especial e 
apuração do patrimônio líquido para pagamento dos haveres do sócio falecido, mediante 
levantamento de balanço geral específico para esse fim, tudo em conformidade com a legislação 
em vigor. 
Cláusula Décima Primeira: O(s) Administrador (es) declaram, sob as penas da lei, que não 
está impedido de exercer a administração da sociedade, por lei especial ou em virtude de 
condenação criminal, ou por se encontrar sob os efeitos dela, a pena que vede, ainda que 
temporariamente, o acesso a cargos públicos ou por crime falimentar, de prevaricação, peita ou 
suborno, concussão, peculato, ou contra economia popular, contra o sistema financeiro nacional, 
contra normas de defesa da concorrência, contra as relações de consumo, fé pública ou 
propriedade. 
Cláusula Décima Segunda: Os casos omissos neste contrato serão resolvidos com 
observância dos preceitos do Código Civil (Lei n° 10.406/2002) e de outros dispositivos legais 
aplicáveis. 
 Cláusula Décima Terceira: Declara, sob as penas da lei, que se enquadra na condição de 
MICROEMPRESA - ME nos termos da Lei Complementar nº 123, de 14/10/2006. 
Cláusula Décima Quarta: Fica eleito o foro da comarca de INDAIAL/SC, para dirimir as 
questões oriundas do presente contrato. 
 
INDAIAL/SC, XX de (MÊS) de XXXX. 
 
ALUNO DA SILVA CPF: XXX.XXX.XXX-XX 
ALUNO DA SILVA CPF: XXX.XXX.XXX-XX 
FONTE: JUCESC
Este é o modelo do Contrato Social disponível na Junta Comercial que você 
deve preencher e imprimir juntamente com as taxas de DARE e entregar juntamente 
com os demais documentos que compõe o processo de abertura da empresa.
TÓPICO 2 | CONSTITUIÇÃO DE UMA EMPRESA
85
Com a obrigação da entrega do Requerimento Eletrônico o Contrato Social será 
padronizado pela JUCESC.
Lembre-se que, para a Prática Contábil, você não precisa quitar as taxas geradas, estas são 
apenas para cunho pedagógico, mas você pode, de maneira fictícia, realizar o pagamento 
destas taxas ou os sócios da empresa podem realizar este pagamento, considerando que, 
em muitas das situações, o capital ainda não está integralizado, lembre-se que, ocorrendo 
esta situação, tem-se a utilização da conta contábil de Empréstimo dos Sócios no grupo do 
Passivo Não Circulante.
UNI
Finaliza-se assim o ciclo de constituição da sua empresa nas esferas 
Federal e Estadual, conforme orientou-se inicialmente, sendo que a empresa 
ainda deverá atentar-se para o seu registro em âmbito municipal, neste sentido 
a particularidade é voltada para cada município e com base na atividade de 
cada empresa, ou seja, dependendo da atividade podem ser exigidos alvarás de 
diferentes órgãos como Alvará de Licença Municipal, Alvará Sanitário, Alvará de 
Bombeiros e Alvará de Polícia.
2.6 REQUISITOS PARA PROTOCOLO NA JUNTA COMERCIAL 
DO ESTADO DE SANTA CATARINA
Considerando que toma-se por base a Junta Comercial do estado de Santa 
Catarina, tem-se a solicitação dos seguintes documentos para encaminhamento 
do processo de constituição de uma sociedade limitada:
I – Ato ou evento compatível com os atos a serem arquivados
II – Assinatura do responsável legal pela empresa na capa do processo
III – Boleto e comprovante de pagamento
IV – Documento básico de entrada – DBE e relatório de viabilidade
V – Documento de identificação (cópia autenticada)
VI – Vias do ato (via única)
VII – O ato deve ser elaborado somente no anverso da lauda
VIII – Assinatura de todos os sócios envolvidos no processo
IX – Procuração autenticada para o representante legal não sócio da empresa em 
ato separado, quando for o primeiro arquivamento
X – Assinatura de testemunhas, quando qualificadas no processo
XI –Visto do Advogado nas constituições, salvo nos casos dispensados (ME e EPP)
XII – Carimbo do profissional responsável pelo ato
XIII – Certidão simplificada nos casos obrigatórios
XIV – Recibo de entrega do requerimento eletrônico
XV – Ato consolidado nos casos de reativação, inscrição de transferência de sede e 
transferência de sede para outra UF.
FONTE: <http://www.jucesc.sc.gov.br/index.php/legislacao/resolucoes/1685-8-requisitos-para-
protocolo/file>. Acesso em: 27 nov. 2018.
86
UNIDADE 3 | CONSTITUIÇÃO E MOVIMENTAÇÃO CONTÁBIL DE EMPRESA
Para a composição desta documentação, tem-se as orientações nas 
próximas seções, agora chegou o momento de você alinhar na esfera federal o 
processo de abertura iniciando-se pelo DBE – Documento Básico de Entrada, 
através do coletor Nacional, lembre-se como devemos no início desta unidade: 
iniciamos pela viabilidade – esfera estadual, seguimos para a esfera federal e 
voltamos para o endereço da Junta Comercial para finalização.
2.7 CANCELAMENTO COLETA WEB
Reforçando-se as pontuações da Prática Contábil, tem-se a necessidade 
de cancelamento dos procedimentos realizados, considerando-se que a Prática 
Contábil refere-se a uma movimentação fictícia, neste sentido você precisa 
acompanhar o processo de cancelamento da coleta WEB-DBE:
FIGURA 49 – CANCELAMENTO COLETA WEB
FONTE: Receita Federal do Brasil
Acessando-se no site da Receita Federal do Brasil os serviços para 
empresas, segue-se de maneira muito semelhante ao processo de constituição, na 
próxima figura a orientação é acesso ao campo Cadastro:
TÓPICO 2 | CONSTITUIÇÃO DE UMA EMPRESA
87
Acessando-se o Cancelamento de pedido, você deverá em seguida 
acompanhar a tela de lista de serviços onde solicita o acesso direto ou com senha 
específica.
FIGURA 50 – CANCELAMENTO COLETA WEB – CADASTROS
FONTE: Receita Federal do Brasil
FIGURA 51 – COLETA WEB – CANCELAMENTO PEDIDO
FONTE: Receita Federal do Brasil
FIGURA 52 – CANCELAMENTO WEB – LISTA DE SERVIÇOS
FONTE: Receita Federal do Brasil
88
UNIDADE 3 | CONSTITUIÇÃO E MOVIMENTAÇÃO CONTÁBIL DE EMPRESA
Para a próxima etapa é necessário você ter o número do recibo que deverá 
ser informado para a solicitação de cancelamento:
FIGURA 53 – CANCELAMENTO COLETA WEB – CANCELAMENTO DE SOLICITAÇÃO
FONTE: Receita Federal do Brasil
Informados os dados, você poderá visualizar a tela que solicita a 
confirmação de cancelamento:
FIGURA 54 – CANCELAMENTO COLETA WEB-CONFIRMAÇÃO
FONTE: JUCESC
Ainda para evitar-se a manutenção de processo de abertura tem-se o 
cancelamento do Requerimento Eletrônico R. E. 
FIGURA 55 – CANCELAMENTO R.E.
FONTE: JUCESC
TÓPICO 2 | CONSTITUIÇÃO DE UMA EMPRESA
89
Segue-se com o cancelamento do R. E. no campo: Atualizar Requerimento 
Eletrônico:
Informar o número do processo e da viabilidade que foi gerado 
anteriormente selecionar a opção “deseja cancelar definitivamente este 
requerimento”, avançar e responder sim para todas as opções: 
FIGURA 56 – CANCELAMENTO R. E.: ATUALIZAR R. E.
FONTE: JUCESC
FIGURA 57 – CANCELAMENTO R. E. – ATUALIZAÇÃO
FONTE: JUCESC
Realizados os devidos cancelamentos, segue-se com o encaminhamento 
dos documentos cabíveis ao cadastro na esfera municipal observando-se a 
atividade em que a empresa estiver atuando.
90
UNIDADE 3 | CONSTITUIÇÃO E MOVIMENTAÇÃO CONTÁBIL DE EMPRESA
2.8 ENCAMINHAMENTO DO ALVARÁ DE LICENÇA E/
OU FUNCIONAMENTO E DO ALVARÁ SANITÁRIO NA 
PREFEITURA MUNICIPAL
O cadastro no município em que a empresa está estabelecida é 
fundamental mesmo que sua empresa não realize contribuição com o imposto 
municipal do Impostos sobre Serviços – ISS, assim como o Alvará sanitário é 
necessário apenas para empresas como restaurantes, bares, salões de beleza, 
cabeleireiros e similares devem providenciar este alvará, pois atuam com 
serviços que devem conservar o espaço físico em boas condições e utilizar 
procedimentos de comercialização ou prestação de serviços que preservam a 
segurança e bem estar da população e dos clientes.
Verifique os procedimentos adotados na sua cidade, pois podem divergir do 
descrito a seguir.
ATENCAO
Tratando-se especificamente do alvará de localização, este é solicitado na 
prefeitura municipal e deve seguir os seguintes passos:
1) Efetuar a solicitação do alvará na prefeitura.
2) Retirar a guia na prefeitura com o valor do alvará sanitário e quitá-la.
3) Retirar o alvará na Vigilância Sanitária apresentando a guia quitada.
Para a composição da esfera municipal, os documentos podem ser 
providenciados e alinhados de acordo as particularidades de cada município, 
para a Prática Contábil você realiza o cadastro no município em que sua empresa 
estará estabelecida e apresenta o documento de entrada deste cadastro e, se 
possível, o alvará de localização gerado, lembre-se sempre que: o trabalho é 
realizado de maneira fictícia, assim, havendo qualquer efetivação de cadastro, 
este deverá ser cancelado diante dos órgãos públicos.
2.9 ENCAMINHAMENTO DO ALVARÁ DE POLÍCIA
Nem todas as empresas necessitam providenciar o alvará de polícia. 
Algumas empresas, por exemplo, atividades de restaurantes, bares e similares 
devem providenciar este alvará, que tem por objetivo manter informado o serviço 
de segurança pública, os horários de atendimentos dos ambientes frequentados 
TÓPICO 2 | CONSTITUIÇÃO DE UMA EMPRESA
91
pela população, a fim de controlar e acompanhar a segurança nestes ambientes, 
onde tem-se a concentração de público e o consumo de bebidas alcoólicas.
Este alvará é solicitado na Polícia Civil e deve seguir os seguintes passos: 
1) Efetuar a solicitação do alvará na Polícia Civil.
2) Verificar os custos na Polícia em virtude de serem diferenciados para cada 
tipo de empresa, deverá ser recolhido o DARE 2135 com o respectivo valor 
correspondente às atividades.
3) Retirar o alvará na Polícia Civil apresentando a guia quitada.
Verifique os procedimentos adotados na cidade de constituição da sua 
empresa, pois podem divergir do descrito a seguir, segue-se também a orientação do alvará 
de localização sendo que todas as informações são fictícias para a elaboração da Prática 
Contábil, assim, sugere-se que, quando necessária a apresentação deste documento, o 
acadêmico preencha os formulários solicitados no município em que constituiu a sua 
empresa e que apresente estes formulários para a documentação da Prática Contábil, 
considerando-se que não há a possibilidade de emissão desse documento, pois está 
atrelado à abertura efetiva da empresa.
IMPORTANT
E
Finalizando-se esta unidade, entregue os seguintes documentos que 
constam no gabarito de correção:
Item Atende Atende Parcialmente Não Atende
1. Gabarito de Correção Formalização e Constituição da Empresa
Regin:
O acadêmico apresentou o relatório 
de viabilidade (válido para os 
estados que têm esse processo)?
Contrato Social
O acadêmico apresentou o contrato 
social de acordo com sistemática 
adotada pela Junta Comercial do 
estado em que está constituindo a 
empresa, inclusive com a opção de 
ME ou EPP.
92
UNIDADE 3 | CONSTITUIÇÃO E MOVIMENTAÇÃO CONTÁBIL DE EMPRESA
Capa do Processo e Recibo
O acadêmico preencheu e incluiu a 
capa do processo exigido pela Junta 
Comercial?
O acadêmico incluiu as taxas 
exigidas pela Junta Comercial?
Receita Federal
O acadêmico anexou o espelho 
do preenchimento dos dados no 
programa da Receita Federal –
CNPJ?
Fazenda Estadual
O acadêmico deve observar as 
exigências da Junta Comercial 
do Estado em que constitui a 
empresa, assim, deve-se verificar 
se existe algum formulário e se 
este formulário foi preenchido e 
anexado ao trabalho.
Emitiu a guia com as taxas exigidas 
pela Receita Estadual?
Esfera Municipal
O acadêmico apresentou 
documentos para solicitar o registro 
no município em que constituiusua empresa, como solicitação de 
alvará de licença e/ou localização, 
bombeiros, vigilância sanitária, 
entre outros?
Lembre-se: o site da Junta Comercial de cada estado orienta quanto aos 
processos de constituição, alteração e outras movimentações. Nesse sentido é 
importante acompanhar as atualizações, considerando-se que os processos estão 
sendo mais eletrônicos.
93
TÓPICO 3
MOVIMENTAÇÃO DA EMPRESA
UNIDADE 3
1 INTRODUÇÃO
Neste tópico, passaremos a dar “vida” a sua empresa, tornando este 
processo totalmente prático. Partindo do seu “Plano de Negócios”, você deverá 
movimentar a sua empresa pelo menos nos dois primeiros meses, ficando a seu 
critério a movimentação de mais meses, o que, com certeza, enriquecerá o seu 
aprendizado.
Para isso, você deverá criar toda a documentação correspondente à 
movimentação da sua empresa, como, por exemplo:
1) Notas fiscais de compra de:
 a. imobilizado previsto no seu plano de negócio;
 b. estoque de mercadorias se for o caso;
 c. materiais diversos de consumo e manutenção.
2) Notas fiscais, ou cupons fiscais de venda, de:
 a. mercadorias;
 b. serviços.
3) Mapas demonstrativos de:
 a. controle de estoque usando o método do custo médio ou PEPS;
 b. depreciação do imobilizado;
 c. apuração de impostos (ICMS, IPI, PIS, COFINS, ISS, Contribuição Social e 
Imposto de Renda.
4) Folha de pagamento:
 a. mapa demonstrativo do cálculo mensal;
 b. recibo da folha de pagamento;
 c. guias de INSS, FGTS, IRRF, Contribuição Social, se for o caso etc.
5) Outros:
 a. contrato de locação (se for o caso);
 b. recibo de pagamento do aluguel;
 c. faturas de energia elétrica, água e telefone;
 d. cupons fiscais referentes a compras diversas;
 e. notas fiscais de serviços tomados (contador, advogados, manutenções etc.).
UNIDADE 3 | CONSTITUIÇÃO E MOVIMENTAÇÃO CONTÁBIL DE EMPRESA
94
Nas páginas seguintes você encontrará orientações para a criação dessa 
documentação. Orientação essa que praticamente englobará uma revisão do 
aprendizado adquirido nos módulos anteriores.
Esperamos que você consiga desenvolver todo o aprendizado adquirido 
até o momento nesta atividade prática, o que certamente lhe trará uma experiência 
muito realista do dia a dia de um empresário.
2 DOCUMENTOS DE CONSTITUIÇÃO DA EMPRESA
3 NOTAS FISCAIS DE COMPRAS E VENDAS
Os documentos de constituição de uma empresa fazem parte do processo 
inicial da contabilidade.
Junto à documentação emitida para a criação da empresa, existe o contrato 
social, no qual consta o capital social da empresa. Este valor deve ser contabilizado, 
criando dessa forma os primeiros lançamentos contábeis da empresa.
Existem também as guias que foram pagas referentes às taxas da Junta 
Comercial e a guia para registro da empresa na Fazenda Estadual. Estas guias 
também devem ser contabilizadas. Como essas guias foram pagas por um dos 
sócios, visto que a empresa ainda não existia, a contabilização deve observar esse 
fato. Ou seja, seria correto contabilizar essas guias já como saída de caixa?
Não. A contabilização dessas guias deve ser feita numa conta do passivo 
como crédito do sócio que efetuou o pagamento dessas guias. No momento em 
que a empresa efetuar o pagamento de restituição ao sócio, esse valor deve ser 
contabilizado como saída de caixa ou banco e baixado da conta passiva. 
A partir desses documentos contabilizados, parte-se então para os demais 
documentos de movimentação da empresa.
As notas fiscais de compra de bens ou mercadorias na maioria dos casos 
já são eletrônicas, mas em alguns casos ainda podem ser o modelo da série única.
Como não temos condições de trabalhar aqui na prática com notas fiscais 
eletrônicas, ficaremos com a emissão de notas fiscais modelo série única.
Baseado em seu plano de negócios, faça a emissão das notas fiscais de 
compra de imobilizado, estoque, e tudo mais que você previu no seu plano de 
negócios. Faça também a emissão das notas fiscais de vendas previstas.
TÓPICO 3 | MOVIMENTAÇÃO DA EMPRESA
95
Mais adiante trataremos também da emissão de cupons fiscais. Caso a sua 
empresa possa ou está obrigada à utilização de emissor de cupom fiscal, utilize 
este mecanismo para documentar as vendas.
O modelo apresentado a seguir foi disponibilizado no Ambiente Virtual 
de Aprendizagem, cujas orientações para preenchimento descreveremos a seguir.
UNIDADE 3 | CONSTITUIÇÃO E MOVIMENTAÇÃO CONTÁBIL DE EMPRESA
96
FIGURA 58 – PLANILHA EXCEL – MODELO DE NOTA FISCAL SÉRIE ÚNICA
FONTE: Os autores
IDENTIFICAÇÂO DO EMITENTE 
 
xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx 
 
RUA xxxxxxxxxxxxxxx,111 
-bairro CEP CIDADE-ESTADO 
Fone: (XX)XXXXXX 
E-mail: 
DANFE 
DOCUMENT O AUXILIAR 
DA NOT A FISCAL 
ELET RONICA 
0 - ENT RADA 
 
1 - SAÍDA 
 
Nº XXXX 
SÉRIE X 
FO LHA 1 / 1 
 
 
CHAVE DE ACESSO 
 
1111111111111111111111111111111111111111 
Consulta de autenticidade no portal nacional da NF-e 
 
NATUREZA DA OPERAÇÃO 
 
PROTOCOLO DE AUTORIZAÇÃO DE USO 
 
INSCRIÇÃO ESTADUAL 
 
INSCRIÇÃO ESTADUAL DO SUBST. TRIBUT. CNPJ 
DESTINATÁRIO / REMETENTE 
NOME/RAZÃO SOCIAL 
 
CNPJ / CPF 
 
DATA DA EMISSÃO 
 
ENDEREÇO 
 
BAIRRO / DISTRITO 
DO SOL 
CEP 
 
DATA DE SAÍDA 
 
MUNICIPIO 
 
UF 
 
FONE / FAX INSCRIÇÃO ESTADUAL 
 
HORA DA SAÍDA 
 
FATURA/DUPLICATA 
CÁLCULO DO IMPOSTO 
 
 
TRANSPORTADOR / VOLUMES TRANSPORTADOS 
NOME/RAZÃO SOCIAL FRETE POR CONTA 
 
CÓDIGO ANTT PLACA DE VEIC UF CNPJ/ CPF 
ENDEREÇO MUNICIPIO UF INSCRIÇÃO ESTADUAL 
QUANTIDADE 
1 
ESPECIE MARCA NUMERAÇÃO PESO BRUTO PESO LÍQUIDO 
DADOS DOS PRODUTOS / SERVIÇOS 
CÓDIGO 
PRODUTO 
DESCRIÇÃO DO PRODUTO SERVIÇO NCM/SH CSOSN CFOP UN QUANT VALOR 
UNIT 
VALOR 
TOTAL 
B.CALC 
ICMS 
VALOR 
ICMS 
VALOR 
IPI 
ALÍQ. 
ICMS 
ALÍQ. 
IPI 
 
 
 
DADOS ADICIONAIS 
 Emitido pelo Sistema Wiser - www.sistemawiser.com.br 
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 
INFORMAÇÕES COMPLEMENT ARES 
 
RESERVADO AO FISCO 
 FATURA VENCIMENTO 
 
 VALOR 
 
 FATURA VENCIMENTO VALOR FATURA VENCIMENTO VALOR FATURA VENCIMENTO VALOR 
 
BASE DE CALCULO ICMS 
 
VALOR DO ICMS 
 
BASE DE CALCULO DO ICMS S.T. 
 
VALOR DO ICMS SUBSTITUIÇÃO 
 
VALOR TOTAL DOS PRODUTOS 
 
VALOR DO FRETE 
 
VALOR DO SEGURO 
 
DESCONTO 
 
OUTRAS DESP. ACESSORIAS 
 
VALOR TOTAL DO IPI 
 
VALOR TOTAL DA NOTA 
 
 
RECEBEMOS DE CONSTANTES DA NOTA FISCAL 
ELETRÔNICA INDICADA AO LADO.EMISSÃO VALOR TOTAL : DESTINÁTARIO: NF-e 
Nº XX 
SÉRIE 
X 
DAT A DE RECEBIMENT O IDENT IFICAÇÂO E ASSINAT URA DO RECEBEDOR 
 
TÓPICO 3 | MOVIMENTAÇÃO DA EMPRESA
97
3.1 DADOS DO EMITENTE
Esta nota tanto atende a situação de compra de mercadorias (fornecedores), 
como as de venda (notas da sua empresa).
No caso de notas fiscais referentes à compra de mercadorias, temos que 
preencher os campos referentes aos dados do emitente com as informações do 
fornecedor.
Em se tratando de nota fiscal de venda, estes campos devem ser 
preenchidos com os dados da sua empresa.
Neste grupo, devemos informar ainda a natureza da operação, CFOP 
(Código Fiscal de Operação), o nº de inscrição estadual do substituto tributário, 
o CNPJ e a inscrição estadual do emitente.
A natureza da operação e o código da CFOP você pode encontrar no 
endereço da Secretaria da Fazenda Estadual de seu estado. Por exemplo, em 
Pernambuco o endereço é <https://www.sefaz.pe.gov.br/Legislacao/Tributaria/
Documents/Legislacao/Tabelas/CFOP.htm>ou então no Ambiente Virtual de 
Aprendizagem com o nome “Tópico 3 - Tabela de CFOPs.pdf”.
Como exemplo de natureza de operação e código CFOP, podemos citar:
CFOP NATUREZA DA OPERAÇÃO
Vendas para dentro do estado
5.101 Venda de produção do estabelecimento.
5.102 Venda de mercadoria adquirida ou recebida de terceiros.
5.401 Venda de produção do estabelecimento quando o produto esteja sujeito 
ao regime de substituição tributária.
5.402 Venda de produção do estabelecimento de produto sujeito ao regime 
de substituição tributária, em operação entre contribuintes substitutos 
do mesmo produto.
Vendas para outros estados
6.101 Venda de produção do estabelecimento. 
6.102 Venda de mercadoria adquirida ou recebida de terceiros.
6.401 Venda de produção do estabelecimento quando o produto esteja sujeito 
ao regime de substituição tributária.
6.402 Venda de produção do estabelecimento de produto sujeito ao regime 
de substituição tributária, em operação entre contribuintes substitutos 
do mesmo produto. 
UNIDADE 3 | CONSTITUIÇÃO E MOVIMENTAÇÃO CONTÁBIL DE EMPRESA
98
Ainda no canto superior direito do formulário temos a numeração da nota 
fiscal, que deve ser sequencial no caso das notas fiscais de venda. No caso das 
notas fiscais de compra, essa numeração também é sequencial se observarmos 
do ponto de vista do fornecedor. Mas como essas notas não são emitidas sempre 
para o mesmo comprador, essa numeração passa a ser espaçada.
Note que logo abaixo da numeração da nota fiscal existem dois 
quadradinhos denominados SAÍDA e ENTRADA. Estes devem ser assinalados de 
acordo com a movimentação da mercadoria constante na nota fiscal. Para nossas 
atividades práticas, em ambos os casos (compra ou venda), você deverá assinalar 
a opção SAÍDA. A opção ENTRADA deve ser assinalada somente quando estiver 
entrando mercadoria na sua empresa e o destinatário da mercadoria não tiver 
emitido nota fiscal, como, por exemplo, no caso de devolução de venda cujo 
cliente devolva a mercadoria com a própria nota fiscal de venda.
3.2 DADOS DO DESTINATÁRIO/REMETENTE
3.3 DADOS DO PRODUTO
Assim como ocorreu com o grupo do EMITENTE, neste quadro, devemos 
informar os dados do destinatário da mercadoria ou, no caso de uma nota fiscal 
de entrada, os dados do remetente da mercadoria.
Ao lado deste grupo deve ser preenchida a data de emissão da nota fiscal, 
a data de saída ou a entrada da mercadoria na empresa e a hora.
Logo abaixo informe os dados de faturamento da nota fiscal, com o 
número da parcela, vencimento e valor, repetindo esses dados por tantas vezes 
quantas forem as parcelas.
Neste grupo devem ser informados os dados dos produtos ou mercadorias 
que estão sendo vendidos.
Código do produto – O código do produto é um código de identificação do produto 
da própria empresa. Portanto, não existe padronização deste código.
Descrição do produto – Informar a descrição dos produtos.
Classificação fiscal – Este código é obtido com base na tabela NCM e pode ser 
acessado no endereço de internet <http://idg.receita.fazenda.gov.br/acesso-rapido/
legislacao/documentos-e-arquivos/tipi.pdf>, ou então no Ambiente Virtual de 
Aprendizagem, no arquivo Tópico 3 - Tabela NCM.PDF.
CST – Código de Substituição Tributária – Este código pode ser obtido no site da 
Fazenda Estadual do seu estado. O código de Santa Catarina está no endereço <http://
legislacao.sef.sc.gov.br/cabecalhos/frame_ricms_01_10.htm>. Mas compreende 
basicamente as seguintes informações:
TÓPICO 3 | MOVIMENTAÇÃO DA EMPRESA
99
Seção I – Código de Situação Tributária – CST 0 (Ajuste SINIEF 03/94) 
– RICMS-SC
Tabela A - Origem da Mercadoria ou Serviço (Ajuste SINIEF 06/08)
0 - Nacional
1 - Estrangeira - Importação direta
2 - Estrangeira - Adquirida no mercado interno
Tabela B - Tributação pelo ICMS (Ajuste SINIEF 06/00)
00 - Tributada integralmente
10 - Tributada e com cobrança do ICMS por substituição tributária
20 - Com redução de base de cálculo
30 - Isenta ou não tributada e com cobrança do ICMS por substituição 
tributária
40 - Isenta
41 - Não tributada
50 - Suspensão
51 - Diferimento
60 - ICMS cobrado anteriormente por substituição tributária
70 - Com redução de base de cálculo e cobrança do ICMS por substituição 
tributária
90 – Outras
Unidade – Esta identificação baseia-se no tipo de produto que está sendo vendido. 
A unidade pode ser, por exemplo:
 Pç – Peças
 Un – Unidades
 L – Litros
 K – Quilos
Quantidade – Aqui deve ser informada a quantidade do produto/mercadoria que 
está sendo vendida.
O código de Situação Tributária é composto de 3 (três) dígitos na forma ABB, 
onde o 1º dígito deve indicar a origem da mercadoria ou serviço, com base na Tabela A, 
e os 2º e 3º dígitos na tributação pelo ICMS, com base na Tabela B (Ajuste SINIEF 06/08).
NOTA
UNIDADE 3 | CONSTITUIÇÃO E MOVIMENTAÇÃO CONTÁBIL DE EMPRESA
100
Valor unitário – Baseado na unidade do produto informada, deve-se informar 
neste campo o valor unitário do produto que está sendo comercializado.
Valor total – Informar neste campo a multiplicação da quantidade informada 
para este produto pelo valor unitário deste produto.
Alíquota de ICMS – Aqui deve ser informada a alíquota de ICMS a ser aplicada 
ao produto em questão.
Alíquota de IPI – Idem a alíquota do ICMS, deve ser informada neste campo a 
alíquota a ser aplicada para determinação do valor do IPI deste produto. Este 
percentual pode ser encontrado no endereço de internet <http://www.receita.
fazenda.gov.br/aliquotas/DownloadArqTIPI.htm> ou arquivo “Tópico 3 - Tabela 
IPI 2007.docx” encontrado no Ambiente Virtual de Aprendizagem.
Valor do IPI – A multiplicação do valor da mercadoria pela alíquota de IPI deste 
produto deve ser informada neste campo.
3.4 CÁLCULO DOS IMPOSTOS
Neste grupo devem ser informados os impostos decorrentes da emissão 
da nota fiscal.
Base de cálculo do ICMS – Deve ser informada neste campo a soma das bases de 
cálculo do ICMS de todos os produtos.
Valor do ICMS – Neste campo deve ser informada a soma do ICMS de todos os 
produtos.
Base de cálculo do ICMS substituto – Informado o valor da soma das bases de 
cálculo do ICMS substituto de todos os produtos.
Valor do ICMS substituto – Informado o valor da soma do ICMS substituto de 
todos os produtos.
Valor total dos produtos – Informar a soma dos produtos constantes na coluna 
“Valor Total Anterior”.
Valor do frete – Informar o valor do frete que será cobrado do cliente para 
transporte da mercadoria.
Valor do seguro – Informar o valor do seguro cobrado do cliente sobre os produtos 
constantes na nota fiscal.
Outras despesas acessórias – Informar o valor de outras despesas que serão 
cobradas do cliente.
Valor total do IPI – Informar a soma do IPI de todos os produtos (coluna “Valor 
do IPI” Anterior).
Valor total da nota – Informa a soma dos campos: valor do ICMS substituto, valor 
total dos produtos, valor do frete, valor do seguro, outras despesas acessórias, 
valor do IPI.
TÓPICO 3 | MOVIMENTAÇÃO DA EMPRESA
101
3.5 TRANSPORTADOR/VOLUMES TRANSPORTADOS
3.6 DADOS ADICIONAIS
4 CUPOM FISCAL
Informar neste grupo os dados do transportador da mercadoria, bem 
como também os dados dos volumes transportados.
Neste quadro, podem ser inseridas as informações que se fizerem 
necessárias referentes à nota fiscal emitida, como, por exemplo, uma lei de isenção 
de tributo de algum dos produtos, ou então que a empresa é tributada com base 
no Simples Nacional e a venda não dá direito a crédito de tributos.
Algumas empresas do comércio varejista são obrigadas a utilizar ECF – 
Emissor de Cupom Fiscal. 
Este substitui a emissão de notas fiscais para consumidores finais.
Contudo, quando a venda for realizada para pessoas jurídicas que 
adquiram mercadoria para revenda nestas empresas, deve ser emitida uma nota 
fiscal semelhante a que foi vistano item 3 anterior.
Segue um exemplo de cupom fiscal. Este processo sempre é feito por meio 
de máquinas emissoras de cupons fiscais. Contudo, para nossas atividades práticas, 
disponibilizamos um arquivo em Excel no Ambiente Virtual de Aprendizagem 
que simula a emissão de um cupom fiscal e que poderá ser utilizado para as 
nossas necessidades neste trabalho prático.
UNIDADE 3 | CONSTITUIÇÃO E MOVIMENTAÇÃO CONTÁBIL DE EMPRESA
102
FIGURA 59 – PLANILHA EXCEL - MODELO DE CUPOM FISCAL
FONTE: Os autores
5 NOTA FISCAL SÉRIE D-1
As empresas que efetuam vendas a varejo para consumidor final e cujo 
faturamento anual não exceda o valor de R$ 120.000,00 devem emitir a nota fiscal 
série D-1. Também é o documento que pode ser utilizado por aquelas empresas 
obrigadas à emissão do cupom fiscal quando o ECF (Emissor de Cupom Fiscal) 
apresentar alguma falha. No entanto essas empresas, ao fazerem uso dessas notas 
fiscais, devem deixar esse fato registrado no livro de ocorrências, detalhando o 
motivo da emissão dessas notas fiscais.
A emissão da nota fiscal série D-1 é bastante simples, devendo ser 
informados no seu cabeçalho a data de emissão da nota fiscal e o destinatário. No 
corpo da nota deve ser discriminada a mercadoria que está sendo comercializada, 
fazendo-se a totalização da nota no final.
A seguir um exemplo de nota fiscal série D-1, cujo arquivo em Excel foi 
disponibilizado no Ambiente Virtual de Aprendizagem.
TÓPICO 3 | MOVIMENTAÇÃO DA EMPRESA
103
6 NOTA FISCAL DE SERVIÇO
Muitas prefeituras já estão iniciando o processo de emissão de notas fiscais 
de serviços por meio eletrônico, disponibilizando via internet um aplicativo para 
essa finalidade. Tal qual ocorre com a nota fiscal eletrônica de mercadoria, não 
há condições de utilizarmos esse mecanismo nas nossas atividades práticas aqui 
propostas.
Para atender a essa necessidade, foi disponibilizado no Ambiente Virtual 
de Aprendizagem um modelo de nota fiscal de serviço em Excel.
A emissão dessa nota também é bastante simples, sendo necessário 
preencher o cabeçalho da nota fiscal com os dados do tomador do serviço e no 
corpo da nota fiscal a descrição detalhada do serviço prestado. Ao final da nota 
fiscal deve ser aposto o total do serviço prestado.
A seguir apresentamos o modelo da nota fiscal de serviço.
FIGURA 60 – PLANILHA EXCEL - MODELO DE NOTA FISCAL SÉRIE D-1 – VENDA A 
CONSUMIDOR FINAL
FONTE: Os autores
UNIDADE 3 | CONSTITUIÇÃO E MOVIMENTAÇÃO CONTÁBIL DE EMPRESA
104
FIGURA 61 – PLANILHA EXCEL – MODELO DE NOTA FISCAL DE SERVIÇO
FONTE: Os autores
7 BOLETO BANCÁRIO
A cobrança da maioria das vendas a prazo é realizada por meio de 
cobranças bancárias, pela facilidade de gerenciamento dos valores a receber.
É verdade que a maioria dos bancos cobra uma taxa por esse serviço, mas 
considerando os custos que a empresa teria em manter um cobrador para realizar 
os serviços de cobrança, a taxa cobrada pelos bancos para essa finalidade pode 
ser considerada irrelevante.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Descrição dos subitens da lista de serviço em acordo com Lei Complementar 116/03 
. 
Legenda do local da prestação do serviço 
 
Outras Informações 
NTIEs - Não Tributada - ISS regime Estimativa. 
Documento emitido por ME ou EPP optante pelo Simples Nacional. 
Não gera direito a crédito fiscal de IPI 
(1719) Serviço Tributado no município do prestador. 
Autorização para emissão de Nota Fiscal de Serviço Eletrônica: . 
A data de vencimento do ISS quando o mesmo for devido no município do Prestador: 
. A veracidade das informações declaradas na NFs-e podem ser consultadas no site: www.nfs-e.net 
Valor aproximado dos tributos: Federais R$ 14,76 (13.45%), Estaduais R$ 0,00 (0.00%), Municipais R$ 2,67 (2.43%), com base na Lei 12.741/2012 e no 
Decreto 8.264/2014 - Fonte: IBPT. 
. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
NOME DA EMPRESA EMITENTE DA NOTA 
CNPJ: 
RUA, 
CEP: - Bairro: 
Município: 
 Telefone: 
Email: 
Insc. Municipal: 
 
Número da NFS-e 
XXXX 
 
 
 
 
 
Situação 
Emitido 
 
Nota Fiscal de Serviço Eletrônica - NFS-e 
 
 
ESTADO DE xxxxxxxxx 
MUNICIPIO DExxxxxxxL 
SECRETARIA DE ADMINISTRAÇÃO E FINANÇAS 
Autenticidade 
111111111111111 
 
Data Emissão 
 
 
Hora Emissão 
 
TOMADOR DO SERVIÇO 
Nome Fantasia 
 
Razão Social 
 
CPF/CNPJ 
 
Endereço 
 
Número 
 
Complemento 
 
Bairro 
 
CEP 
 
Cidade - Estado 
 
 
DESCRIÇÃO DOS SERVIÇOS PRESTADOS 
Serviço Local Prest. Alíquota Sit. Trib. Vlr. Trib. Dedução Vlr. ISSRF 
 % 
Descrição do Serviço: XXXXXXXXXXXXXXXX 
 
Base de Cálculo 
 
Valor ISSQN 
 
Valor ISSRF 
 
Desconto 
 
Valor Total 
 
IR 
 
INSS 
 
CSLL 
 
COFINS 
 
PIS 
 
Retenção para a Previdência Social 
 
 
TÓPICO 3 | MOVIMENTAÇÃO DA EMPRESA
105
8 CONTROLE DE ESTOQUE
O controle de estoque deve ser realizado em todas as empresas comerciais 
ou industriais. Sem o controle de estoque não será possível para as empresas 
efetuarem a apuração dos Custos das Mercadorias Vendidas – CMV, ou do Custo 
dos Produtos Vendidos – CPV. 
A seguir apresentamos um modelo de cobrança (boleto bancário) cujo 
arquivo em Excel correspondente foi disponibilizado no Ambiente Virtual de 
Aprendizagem.
A emissão deste boleto normalmente é realizada por meio de programas 
disponibilizados pelos próprios bancos, mas para as nossas atividades, o 
preenchimento pode ser perfeitamente realizado por meio do arquivo em Excel.
Basicamente, o que deve ser preenchido no boleto são os seguintes campos:
1) data de vencimento do boleto;
2) nome do cedente – nome do emitente do boleto (credor);
3) data do documento – data de emissão do boleto de cobrança;
4) número do documento – geralmente o mesmo número da nota fiscal seguido 
do número da parcela, se for o caso;
5) valor do documento;
6) dados do sacado – nome, endereço, CNPJ etc.
FIGURA 62 – PLANILHA EXCEL – MODELO DE BOLETO BANCÁRIO
FONTE: Os autores
UNIDADE 3 | CONSTITUIÇÃO E MOVIMENTAÇÃO CONTÁBIL DE EMPRESA
106
Existem alguns métodos para efetuar o controle de estoque, entre eles 
podemos citar a utilização do controle PERMANENTE ou então pelo método de 
controle PERIÓDICO.
8.1 MÉTODO DE CONTROLE PERMANENTE
FIGURA 63 – PLANILHA EXCEL – MODELO DE FICHA DE CONTROLE DE ESTOQUE
FONTE: Os autores
Para o método de controle permanente, foi disponibilizado um arquivo 
em Excel no Ambiente Virtual de Aprendizagem, que descreveremos a seguir.
Esta tabela é composta por três grupos, ENTRADAS, SAÍDAS e SALDO. 
Uma mesma linha não deve ser utilizada para dois processos simultâneos de 
entrada e saída, devendo ser utilizadas duas linhas distintas para cada caso.
Deve-se obedecer ainda à ordem cronológica dos fatos. Se uma determinada 
compra ocorreu antes de um processo de venda, deve-se registrar primeiramente 
a entrada ocorrida, para somente depois registrar a saída e vice-versa.
Procedimento para registros: o primeiro procedimento é obvio que deve 
ser uma entrada, pois não é possível efetuar a venda de um produto sem que ele 
exista na empresa. Portanto, o primeiro registro é o mais fácil a ser feito.
Primeira Entrada – Para registrar a primeira entrada, devem-se informar os 
dados no grupo ENTRADA e totalizar as mesmas informações na coluna SALDO.
Segunda Entrada – Para registrar a segunda entrada, devem-se também 
informar os dados no grupo de entradas. Contudo para preencher as colunas no 
grupo SALDO, deve-se proceder da seguinte forma:
TÓPICO 3 | MOVIMENTAÇÃO DA EMPRESA
107
a) Somar a quantidade existente na linha anterior do grupo saldo a quantidade 
ora adquirida.
b) Somar o totalexistente na linha anterior do grupo saldo ao total ora adquirido.
c) Dividir o total em reais do grupo SALDO pela quantidade do grupo SALDO 
para preencher o valor em reais unitário, criando assim o custo médio.
Existindo novas compras, deve-se continuar o processo de registro dessas 
compras seguindo o mesmo procedimento descrito anteriormente.
As vendas devem ser registradas também nessa ficha, mas utilizando 
para isso o grupo SAÍDAS.
Proceda da mesma forma como procedeu com as entradas, informando 
a quantidade na coluna correspondente. Para preenchimento do valor unitário, 
verifique qual é o valor que consta na linha anterior na coluna Valor Unitário do 
grupo SALDO. Esse é o valor que deve ser preenchido na coluna Valor Unitário 
do grupo Saídas para valorizar o custo da venda em questão. 
A coluna Total, no grupo Saídas, deve ser preenchida pela multiplicação 
da quantidade vendida pelo valor unitário identificado.
Para preenchimento das colunas do grupo SALDO, proceda da mesma 
forma como fez com o registro das entradas, no entanto subtraindo a quantidade 
ora vendida do saldo existente. Faça o mesmo processo com o Valor Total, 
subtraindo o valor total vendido do Valor Total existente anteriormente no Grupo 
SALDO. Com relação ao valor unitário no grupo SALDO, pode ser transcrito 
o mesmo valor da linha anterior, pois a divisão do Valor Total em Reais pela 
quantidade total ainda existente em estoque resultará no mesmo preço médio 
existente antes de registrada essa venda.
Não deve ser utilizado o preço de venda para preenchimento desse quadro, 
pois a soma da coluna Valor Total, do grupo SAÍDAS, resultará no CMV ou CPV das vendas 
do mês.
NOTA
UNIDADE 3 | CONSTITUIÇÃO E MOVIMENTAÇÃO CONTÁBIL DE EMPRESA
108
8.2 MÉTODO DE CONTROLE PERIÓDICO
Utilizando o método de controle periódico, será necessário efetuar um 
inventário das mercadorias/produtos em estoque.
Este inventário deverá ser valorizado ao preço das últimas compras, 
utilizando-se assim o método PEPS de valorização dos estoques.
Caso a quantidade em estoque seja superior à última compra realizada 
desse produto, deve-se valorizar a quantidade adquirida na última compra 
ao preço da última compra e à quantidade restante, valorizar pelas compras 
anteriores a esta. Pode ocorrer ser necessário utilizar várias compras para 
conseguir valorizar a mesma mercadoria ainda em estoque.
Deve-se proceder dessa forma com todas as mercadorias inventariadas, a 
fim de obter em reais o total das mercadorias/produtos em estoque.
Utilizando-se por fim a fórmula já estudada em semestre anterior, 
podemos então obter o valor do CMV ou do CPV do período.
CMV ou CPV = Estoque Inicial + Compras – Devoluções – Estoque Final
9 DEPRECIAÇÃO DO ATIVO IMOBILIZADO
Todas as empresas normalmente têm bens imobilizados, os quais devem 
ser depreciados mensalmente. Para este processo é necessário controlar a 
quantidade depreciada de cada bem e evitar que ele continue lançando cotas de 
depreciação mesmo estando todo depreciado.
Foi disponibilizado um modelo em Excel para servir de apoio para as 
atividades práticas propostas.
A totalização da coluna TOTAL do grupo SAÍDAS representará o valor do CMV ou 
do CPV do período e a última linha do grupo SALDO informará a quantidade e o valor total 
da mercadoria existente em estoque.
NOTA
TÓPICO 3 | MOVIMENTAÇÃO DA EMPRESA
109
FIGURA 64 – PLANILHA EXCEL - MODELO DE MAPA DE CONTROLE DE ATIVO IMOBILIZADO
FONTE: Os autores
No primeiro mês e último mês de depreciação, deve-se observar a 
quantidade de dias em que o bem foi utilizado dentro de cada mês e considerar 
o valor dos meses proporcionais a estes dias.
Pode-se também verificar a quantidade de dias de uso no mês e comparar 
esse número com 15 dias. Se a quantidade de dias de uso for inferior a 15 dias, 
inicia-se a depreciação no mês seguinte, e, se a quantidade de dias de uso for 
superior a 15 dias, inicia-se a depreciação no próprio mês. 
Mensalmente deve ser considerada uma cota de depreciação determinada 
em função do tempo de vida útil do bem. Uma vez atingido o número máximo de 
quotas (100%) de depreciação de determinado bem, este para de ser depreciado. 
Para preenchimento da ficha, informe:
1) descrição – dados de identificação do bem;
2) quantidade – número de unidades do mesmo bem;
3) data de aquisição – a data em que o bem foi adquirido. Essa data determina a 
quantidade de dias de uso do bem no mês;
O controle de depreciação deve ser realizado por item/bem adquirido.
IMPORTANT
E
UNIDADE 3 | CONSTITUIÇÃO E MOVIMENTAÇÃO CONTÁBIL DE EMPRESA
110
4) valor unitário original – o valor unitário de aquisição do bem;
5) valor total original – o valor total do bem. Quantidade multiplicada pelo valor 
unitário;
6) dias de uso no mês – a quantidade de dias de uso do bem no mês;
7) quota de depreciação – o valor da depreciação correspondente a um mês ou 
proporcional ao número de dias, se for o caso;
8) depreciação acumulada até o mês anterior – o valor acumulado da depreciação 
apurado até o mês anterior;
9) depreciação acumulada até o mês atual – o valor da coluna Depreciação 
Acumulada até o mês anterior acrescido do valor da depreciação do mês;
10) valor líquido – o valor original do bem deduzido da depreciação acumulada 
atual.
10 FOLHA DE PAGAMENTO
A folha de pagamento precisa ser apurada mensalmente e para isso é 
necessário efetuar o cálculo não somente dos valores a serem pagos ou descontados 
dos sócios e empregados, como também o valores que cabem à empresa, como, 
por exemplo, o FGTS e o INSS Patronal.
Para facilitar o processo para as nossas atividades práticas, foi 
disponibilizado no Ambiente Virtual de Aprendizagem um arquivo em Excel que 
pode servir de base para essa atividade.
O modelo disponibilizado é este que se apresenta adiante.
TÓPICO 3 | MOVIMENTAÇÃO DA EMPRESA
111
FIGURA 65 – PLANILHA EXCEL - MODELO DE MAPA DE RESUMO DA FOLHA DE PAGAMENTO
FONTE: Os autores
Para melhor entendimento do preenchimento desse quadro, descrevemos 
a seguir algumas informações úteis para essa atividade.
Primeiramente, note que separamos o cálculo da folha de pagamento dos 
sócios da folha de pagamento dos funcionários, pois existem algumas diferenças 
para cálculo dessas duas folhas.
As principais diferenças estão no INSS: na folha dos sócios, o desconto é 
realizado sempre com o percentual de 11%, independente do valor que este esteja 
retirando de pró-labore. Somente o teto de contribuição é observado neste caso. 
Outra diferença é o cálculo do FGTS que, no caso dos sócios, não é obrigatório.
Vamos então descrever o preenchimento desse mapa.
MAPA DA FOLHA DE PAGAMENTO
1) Valor base – Informe aqui o valor do pró-labore do sócio ou salário base do 
empregado.
2) Horas faltas
 a. Horas – Informe a quantidade de horas faltas que o empregado tem no mês.
 b. R$ – Informe o valor em reais das horas faltas do empregado. Para isso 
divida o salário base do empregado pelo número de horas totais que este 
trabalha no mês (normalmente são 220 h/m) e multiplique pela quantidade 
de horas que ele faltou no mês. 
3) Perda do DSR
a. Horas – Caso o empregado não cumpra a jornada semanal, a empresa 
legalmente tem o direito de descontar o descanso semanal do empregado, 
considerando-se os feriados também como DSR. Para o empregado que 
trabalha 220 horas por mês, o DSR corresponde a 7 horas e 20 minutos, 
sendo que, para efeito de cálculo, deve-se utilizar 7,33 horas.
UNIDADE 3 | CONSTITUIÇÃO E MOVIMENTAÇÃO CONTÁBIL DE EMPRESA
112
b. R$ – Multiplicar a quantidade de horas informadas no campo anterior pelo 
valor hora do funcionário.
4) Horas extras
a. Horas – Informe a quantidade de horas extras que o empregado realizou no 
mês.
b. R$ – Multiplique a quantidade de horas extras do empregado pelovalor hora 
do empregado. Não se esqueça de adicionar o percentual de horas extras a 
que o empregado tem direito. Por lei este percentual é de no mínimo 50%. 
Devem-se observar as determinações da convenção coletiva da categoria 
que pode determinar um percentual maior.
c. Reflexo das horas extras no DSR – Este valor é determinado pela divisão 
do valor apurado de horas extras pelo número de dias úteis existentes no 
mesmo mês e multiplicado pelo número de DSR existentes no mês. Não 
esqueça que os feriados são considerados DSRs.
5) INSS empregado
a. Base de cálculo – Informar a soma do valor em reais informado nas colunas 
anteriores, descontando o valor em reais das horas faltas.
b. % – Informar o percentual de INSS de acordo com a tabela progressiva do 
INSS. Esta tabela pode ser obtida no site da Previdência Social no endereço 
<http://inss.gov.br/conteudoDinamico.php?id=313>.
c. R$ – Informar a multiplicação do valor em reais constante na coluna Base 
de Cálculo pelo percentual informado na coluna “%”. Observe que a tabela 
de INSS possui um teto. Se o empregado cuja base de cálculo for superior 
a este teto, deve se multiplicar o valor do teto constante na tabela de INSS 
pelo percentual de 11%. No caso de sócios, o percentual a ser utilizado será 
sempre 11% independente do valor apurado na base de cálculo.
6) INSS empresa
a. % - Verificar o percentual a ser aplicado. Deve ser considerado:
 i. INSS Patronal – 20%
 ii. Terceiros – normalmente é de 5,8%, mas pode ser diferente. Verifique na 
tabela disponibilizada no Ambiente Virtual de Aprendizagem “Tópico 
2 - Tabela de Contribuição a Terceiros.pdf”.
 iii. SAT ou RAT – Pode ser de 1%, 2% ou 3%, ajustado pelo FAP – Fator de 
Ajuste Previdenciário. O percentual de 1% a 3% pode ser verificado no 
arquivo disponibilizado no Ambiente Virtual de Aprendizagem “Tópico 
Para transformar minutos em decimais devem-se dividir os minutos por 0,60 e, 
para transformar decimais em minutos, devem-se multiplicar os decimais por 0,60.
DICAS
TÓPICO 3 | MOVIMENTAÇÃO DA EMPRESA
113
2 – Tabela de Grau de Risco.pdf” e está baseado no CNAE–Fiscal da 
empresa. Com relação ao FAP, iremos desprezá-lo para fins das nossas 
atividades práticas, pois é calculado pelo INSS com base no número de 
acidentes registrado para cada empresa em períodos anteriores ao ano 
em questão.
 iv. Portanto, em média o percentual de INSS total da empresa varia de 
26,8% até 28,8%.
 v. No caso do INSS Patronal a ser aplicado sobre o valor de pró-labore, 
este sempre será de 20%. Não se calcula percentual de terceiros e nem 
percentual de SAT ou RAT neste caso.
7) FGTS – O percentual a ser aplicado neste item corresponde a 8% e aplica-se 
apenas sobre os salários. A lei não proíbe o cálculo sobre pró-labore, mas a 
maioria das empresas não recolhe FGTS sobre pró-labore.
8) IRRF
a. Dependente – Número de dependentes considerados para dedução do 
IRRF.
b. Base de cálculo – Corresponde à soma dos rendimentos, deduzido do 
INSS descontado do empregado e o valor correspondente a dependentes 
multiplicado pelo número de dependentes.
c. Alíquota – Corresponde ao percentual encontrado na tabela progressiva do 
IRRF de acordo com a base de cálculo apurada.
d. R$ – Este valor é apurado encontrado pela aplicação da alíquota (%) sobre a 
base de cálculo. Após esta multiplicação, deve-se deduzir o valor constante 
na coluna “Parcela a Deduzir” na tabela de IRRF.
9) Vale-Transporte
a. Entregues em R$ – Este valor corresponde à quantidade em reais de passes 
entregues ao funcionário para o corrente mês.
b. Limite 6% – Corresponde a 6% do salário do funcionário.
c. Despesa da empresa – O menor valor encontrado entre o item “Entregues em 
R$” e o item “Limite 6%” corresponde ao valor que pode ser descontado na 
folha de pagamento do empregado. Caso o valor entregue ao funcionário seja 
maior do que os 6% apurados, a diferença deve ser informada nesta coluna.
A tabela de IRRF pode ser encontrada no site da Receita Federal do Brasil no 
endereço: <http://www.receita.fazenda.gov.br/Aliquotas/ContribFont2012a2015.htm> e 
a tabela de desconto de dependentes no endereço: <http://www.receita.fazenda.gov.br/
aliquotas/tabdependentes.htm>.
DICAS
UNIDADE 3 | CONSTITUIÇÃO E MOVIMENTAÇÃO CONTÁBIL DE EMPRESA
114
10) Salário líquido – Nesta coluna deve ser informado o valor líquido a ser 
pago ao funcionário. Este valor corresponde ao salário base do empregado, 
acrescido das horas extras e reflexo das horas extras e deduzido das horas 
faltas, perda do DSR, INSS descontado, IRRF descontado e a parte do vale-
transporte descontado.
FIGURA 66 – PLANILHA EXCEL - MODELO DE MAPA DE CÁLCULO DA PROVISÃO DE FÉRIAS
FONTE: Os autores
MAPA DA PROVISÃO DE FÉRIAS
1) Salário – Informe o valor do salário base do empregado.
2) Média horas extras
a. Horas – Informar a média das horas extras realizadas no período aquisitivo, 
já acrescido do percentual de horas extras. Ou seja, se o empregado fez 
2 horas extras e o percentual de acréscimo corresponde a 50%, devem-se 
considerar 3 horas extras. A média é obtida pela soma das horas extras 
realizadas no período aquisitivo e dividida pelo número de meses do início 
do período aquisitivo até o mês do cálculo. O mês em que o valor das horas 
extras for igual a zero deve ser considerado também como sendo um mês 
para efeito de divisão.
b. R$ – Corresponde à multiplicação da quantidade de horas extras pelo valor 
da hora do empregado no mês do cálculo.
3) Base de cálculo – representa a soma do salário base acrescido do valor em 
reais das horas extras.
4) 1/12 avos – Corresponde ao valor mensal da provisão. Deve-se dividir a base 
de cálculo por 12 para encontrar este valor.
5) 1/3 de férias – Corresponde ao adicional de 1/3 constitucional e é encontrado 
pela divisão do valor constante na coluna 1/12 avos por 3.
6) Total – Corresponde à soma das colunas 1/12 avos e a coluna 1/3.
TÓPICO 3 | MOVIMENTAÇÃO DA EMPRESA
115
7) INSS empresa
a. % – Corresponde ao mesmo percentual utilizado para cálculo da folha 
mensal.
b. R$ – Este valor é obtido pela multiplicação da coluna TOTAL pela alíquota 
informada na coluna %.
8) FGTS – Encontrado pela aplicação da alíquota de 8% sobre o valor constante 
na coluna TOTAL.
FIGURA 67 – PLANILHA EXCEL - MODELO DE MAPA DE CÁLCULO DA PROVISÃO DO 13º SALÁRIO
FONTE: Os autores
MAPA DA PROVISÃO DO 13º SALÁRIO
O preenchimento dessa parte do mapa é feita da mesma forma que o 
preenchimento do mapa de provisão de férias, com duas diferenças:
1) Média das horas extras – Apurada de forma semelhante à média das 
horas extras para férias, contudo considera-se o ano. Ou seja, levam-se em 
consideração as horas extras realizadas nos meses de janeiro a novembro do 
ano corrente, acrescentando um mês a mais a cada mês calculado.
2) Não existe adicional de 1/3 constitucional que se aplica apenas no cálculo das 
férias.
UNIDADE 3 | CONSTITUIÇÃO E MOVIMENTAÇÃO CONTÁBIL DE EMPRESA
116
11 RECIBO DA FOLHA DE PAGAMENTO
FIGURA 68 – PLANILHA EXCEL – MODELO RECIBO DE FOLHA DE PAGAMENTO
FONTE: Os autores
O preenchimento deste recibo deve ser feito com base nos valores apurados 
no Mapa da Folha de Pagamento.
A coluna código representa um número utilizado no sistema de Folha 
de Pagamento. Para nossa atividade prática, esse número pode ser aleatório a 
critério do aluno.
12 GUIA DE INSS
Esta guia tem o seu preenchimento efetuado da seguinte forma:
1) Código de pagamento – A maioria das empresas não tributadas com base 
no Simples Nacional utiliza o código 2100, e as empresas enquadradas no 
Simples Nacional, o código 2003. Contudo, existem outros códigos que podem 
ser verificados nos arquivos disponibilizados no ambiente de aprendizagem 
com nome de “Tópico 2 - Tabela de Códigos de Recolhimento INSS-GPS.pdf”.2) Competência – Preencher com o mês e ano de referência.
TÓPICO 3 | MOVIMENTAÇÃO DA EMPRESA
117
3) Identificador – Preencher com o CNPJ da empresa.
4) Valor do INSS – Preencher com o valor do INSS descontado do empregado, 
somado ao INSS (20%) parte da empresa e o valor correspondente ao SAT/RAT 
de 1%, 2% ou 3%.
5) Valor de outras entidades – Preencher com o valor correspondente a terceiros, 
geralmente equivalente a 5,8%.
6) ATM, multa e juros – Deve ser preenchido somente em caso de pagamento em 
atraso.
7) Total – Preencher com o valor total do INSS.
8) Nome ou razão social – Informar os dados da empresa .
9) Vencimento – Corresponde ao dia 20 do mês seguinte ao da competência. 
Se este dia for um dia não útil, deve ser antecipado para o primeiro dia útil 
anterior.
FIGURA 69 – PLANILHA EXCEL – MODELO GUIA DE INSS – GPS
FONTE: Os autores
UNIDADE 3 | CONSTITUIÇÃO E MOVIMENTAÇÃO CONTÁBIL DE EMPRESA
118
13 GUIA DE FGTS
Esta guia tem o seu preenchimento efetuado da seguinte forma:
1) Campo 03 – FPAS – Verificar o código no arquivo “Tópico 2 – Tabela de 
Códigos FPAS.pdf” disponibilizado no Ambiente Virtual de Aprendizagem. 
Normalmente para empresas do comércio e prestadoras de serviço, o código é 
515 e para as empresas industriais, o código 507.
2) Campo 04 – simples – Preencher com o nº 1 para as empresas normais e com 
o nº 2 para as empresas enquadradas no Simples Nacional.
3) Campo 05 – remuneração – Informar a soma da remuneração de todos os 
funcionários.
4) Campo 06 – Quantidade de empregados – informar o número de empregados 
que geraram o valor do FGTS a ser recolhido.
5) Campo 08 – código de recolhimento – Verificar o código de recolhimento 
no arquivo “Tópico 2 – Tabela de Códigos de Recolhimento GFIP.pdf” 
disponibilizado no Ambiente Virtual de Aprendizagem. Normalmente, o 
código corresponde a 115.
6) Campo 10 – inscrição – Informar o nº do CNPJ da empresa.
7) Campo 11 – competência – Informar o mês e ano de competência do FGTS.
8) Campo 12 – data de validade – Corresponde ao dia 7 do mês seguinte ao da 
competência. Contudo deve ser antecipado caso este dia não for dia útil.
9) Campo 13 – depósito + contribuição social – Informar o valor do FGTS a ser 
recolhido.
10) Campo 14 – encargos – Informar neste campo o valor dos acréscimos legais 
em caso de recolhimento em atraso.
11) Campo 15 – total a recolher – Informar a soma do valor do FGTS acrescido 
dos encargos se for o caso.
TÓPICO 3 | MOVIMENTAÇÃO DA EMPRESA
119
FIGURA 70 – PLANILHA EXCEL – MODELO GUIA DE FGTS – GFIP
FONTE: Os autores
14 GUIA DE IMPOSTO DE RENDA
Para preenchimento desta guia pode utilizar-se o programa SICALC 
disponibilizado pela Receita Federal ou, se preferir, a partir da planilha em Excel 
disponibilizada no Ambiente Virtual de Aprendizagem. O preenchimento a 
partir do programa já foi explicado na primeira parte deste caderno, no item 7. 
O código de recolhimento para imposto de renda retido na fonte sobre trabalho 
assalariado a ser utilizado é o nº 0561.
A seguir apresentamos o formulário preenchido para recolhimento de 
IRRF sobre folha de pagamento.
UNIDADE 3 | CONSTITUIÇÃO E MOVIMENTAÇÃO CONTÁBIL DE EMPRESA
120
FIGURA 71 – PLANILHA EXCEL – MODELO DE DARF
FONTE: Os autores
15 CÁLCULO DO IMPOSTO DE RENDA E 
CONTRIBUIÇÃO SOCIAL
Para determinação do Imposto de Renda e da Contribuição Social, 
cabe efetuar um planejamento tributário. Somente dessa forma será possível 
determinar a opção mais vantajosa entre o Simples Nacional, Lucro Presumido e 
Lucro Real.
Simples Nacional
Cabe lembrar que as empresas que podem se beneficiar do Simples 
Nacional (não estando impedidas) se enquadrarão em um dos anexos dessa 
forma de tributação, os quais são:
Anexo 1 – para empresas comerciais;
Anexo 2 – para empresas industriais;
Anexo 3 – para empresas prestadoras de serviços;
Anexo 4 – para empresas de serviços de limpeza e construção civil;
Anexo 5 – para algumas empresas como, por exemplo, empresas de processamento 
de dados.
As empresas enquadradas nos Anexos 1 a 3 não recolhem INSS Patronal, 
pois o mesmo já está considerado nos percentuais da tabela do simples.
TÓPICO 3 | MOVIMENTAÇÃO DA EMPRESA
121
As empresas enquadradas no Anexo 4 recolhem INSS patronal com 
exceção da parte de terceiros (outras entidades).
As empresas enquadradas no Anexo 5 devem verificar mensalmente a 
relação da sua folha de pagamento dos últimos 12 meses e o seu faturamento 
também dos últimos meses. O percentual determinado por essa relação 
determinará a faixa de percentuais a ser utilizada da tabela.
Lucro Presumido
A apuração com base no lucro presumido leva em consideração apenas as 
receitas da empresa. Para determinação do lucro presumido, para fins de Imposto 
de Renda, devem-se aplicar os seguintes percentuais:
a) Venda de Mercadoria = 8%
b) Venda de Serviços = 32%
A base de cálculo equivale à soma desses dois valores e, para calcular o 
imposto de renda, deve-se aplicar a alíquota que corresponde a 15%.
Deve-se ainda apurar o adicional de Imposto de Renda pela alíquota de 
10% sobre a base de cálculo que exceder a R$ 60.000,00, considerando que o lucro 
presumido é sempre determinado por trimestre.
Para cálculo da Contribuição Social com base no Lucro Presumido, devem-
se aplicar os seguintes percentuais:
c) Venda de Mercadoria = 12%
d) Venda de Serviços = 32%
A base de cálculo equivale à soma desses dois valores e, para calcular a 
contribuição social, deve-se aplicar a alíquota que corresponde a 9%.
Lucro Real
A apuração com base no lucro real deve ser feita após as devidas adições e 
exclusões dos valores não aceitos pela legislação do Imposto de Renda, como, por 
exemplo, Brindes, Multas de Trânsito, Tributos não recolhidos e notificados pelos 
órgãos competentes, valores referentes a equivalências patrimoniais.
Assim que o valor do Lucro for ajustado por esse valor por meio do 
LALUR, Livro de Apuração do Lucro Real, aplicam-se as alíquotas de 9% para 
a Contribuição Social, 15% para o Imposto de Renda e 10% para o adicional do 
Imposto de Renda.
UNIDADE 3 | CONSTITUIÇÃO E MOVIMENTAÇÃO CONTÁBIL DE EMPRESA
122
No entanto, deve-se efetuar a apuração de cada mês considerando sempre 
como base de cálculo os valores acumulados do início do período até o mês de 
cálculo, deduzindo-se depois os valores já recolhidos até o mês anterior.
Para fins de apuração do adicional do Imposto de Renda, deve-se verificar 
o valor excedente a R$ 20.000,00 por mês. Ou seja, no primeiro mês utiliza-se o 
excedente a R$ 20.000,00, no segundo mês o excedente a R$ 40.000,00 e assim em 
diante.
16 DEMAIS DOCUMENTOS
17 CONTABILIDADE
Todos os modelos disponibilizados no Ambiente Virtual de Aprendizagem 
são apenas modelos. Cada acadêmico(a) poderá utilizar outros modelos, ou 
mesmo utilizar modelos encontrados na internet.
Para criar documentos referentes a faturas de água, luz e telefone, 
sugerimos escanear modelos de faturas reais e efetuar as alterações necessárias 
utilizando para isso editores gráficos, como, por exemplo, o PAINT do Windows.
Depois de ter criado os documentos referentes à movimentação da sua 
empresa, passaremos ao processo de contabilização.
Para isso, você poderá utilizar o programa ACCOUNT, disponibilizado 
pela UNIASSELVI para desenvolvimento das atividades acadêmicas.
Caso você tenha acesso a outros programas de contabilidade em função da 
sua vida profissional, estes também poderão ser utilizados, desde que atendam 
às necessidades de emissão de relatórios solicitados nesta atividade prática.
Outra opção é pesquisar na internet por sistemas de contabilidade livres 
ou que possam ser utilizados por um período limitado de, pelo menos, 30 dias. 
Tempo esse suficiente para efetuar a contabilização dos documentos criados.Depois de ter efetuado a contabilização necessária, proceda aos ajustes 
mensais exigidos pela contabilidade, determinando o resultado do período e o 
zeramento das contas de resultado.
Assim que esses processos forem feitos, você poderá efetuar a emissão 
dos seguintes relatórios:
TÓPICO 3 | MOVIMENTAÇÃO DA EMPRESA
123
18 FECHAMENTO (PAPER)
Para finalizar esta atividade prática, elabore um paper com informações 
comparativas entre o seu plano de negócio e os resultados obtidos com a abertura 
e a movimentação da sua empresa.
Mencione as dificuldades encontradas na prática que não foram observadas 
ou previstas quando da elaboração do plano de negócio.
Faça uma breve análise sobre os resultados obtidos pela sua empresa.
Dê sua opinião sobre todo o processo aplicado neste módulo e qual foi o 
seu aproveitamento nessa atividade prática.
- Diário Geral
- Razão ou razonetes
- Balancete de verificação
- Balanço Patrimonial
- Demonstração do Resultado do Exercício
- Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido - DMPL
- Demonstração de Fluxo de Caixa – DFC
Lembramos que alguns sistemas de contabilidade não geram de forma 
automática os dois últimos demonstrativos, sendo necessário para isso utilizar 
outros mecanismos como, por exemplo, planilhas eletrônicas. No ambiente 
virtual foi disponibilizado um modelo para preenchimento da DMPL.
Lembre-se de que o material criado nesta unidade servirá de base para a 
continuação do módulo na Unidade 4 – Relatório Final: Auditoria Independente e Análise 
das Demonstrações Contábeis.
Na Unidade 4, serão efetuadas as análises das demonstrações contábeis criadas nessa 
unidade e também o processo de auditoria da documentação e contabilização. Por isso, 
ressaltamos a necessidade de elaborar a documentação solicitada de forma mais real 
possível com a realidade.
IMPORTANT
E
124
ANEXOS DA UNIDADE
ANEXO 1 – GABARITO PARA CORREÇÃO DA PRIMEIRA ENTREGA 
REFERENTE À ENTREGA DO PAPER “PLANO DE NEGÓCIOS”
DESCRIÇÃO PARA O GABARITO DE CORREÇÃO DA PRIMEIRA ENTREGA
ITEM ATENDE
ATENDE 
PARCIAL-
MENTE
NÃO 
ATENDE
1. GABARITO DE CORREÇÃO DO PAPER
1.1 CABEÇALHO E RESUMO
- Apresentou título, autoria, filiação e 
data, configuradas corretamente?
- Configurou resumo em um único 
parágrafo, em itálico, sem abertura de 
parágrafo e em modo justificado?
1,00 0,50 0,00
1.2 INTRODUÇÃO
- Conseguiu deixar claro do que trata o 
paper?
2,00 1,00 0,00
1.3 DESENVOLVIMENTO
- O/A acadêmico(a) relatou de forma clara 
o conhecimento adquirido em todos os 
tópicos referente cada assunto pontuado?
- Conseguiu citar, direta e indiretamente, 
as fontes usadas na construção do 
trabalho?
4,00 2,00 0,00
1.4 CONCLUSÃO
- Conseguiu mostrar os resultados obtidos 
na pesquisa e os mesmos estão de acordo 
ou não com os objetivos propostos?
1,00 0,50 0,00
1.5 REFERÊNCIAS
- Conseguiu construir, corretamente, as 
referências das fontes citadas, direta ou 
indiretamente, no texto? 
- Existem fontes não referenciadas no 
paper?
1,00 0,50 0,00
1.6 ANEXOS 
- Todos os documentos solicitados foram 
anexados? 
- Construiu, corretamente, os documentos 
anexados, evidenciando o suporte 
necessário para o desenvolvimento e 
conclusão do trabalho?
1,00 0,50 0,00
125
ANEXO 2 – GABARITO PARA CORREÇÃO DA SEGUNDA ENTREGA 
REFERENTE À FORMALIZAÇÃO E CONSTITUIÇÃO DA EMPRESA
DESCRIÇÃO PARA O GABARITO DE CORREÇÃO DA SEGUNDA ENTREGA
ITEM ATENDE ATENDE PAR-CIALMENTE
NÃO 
ATENDE
1. GABARITO DE CORREÇÃO FORMALIZAÇÃO E CONSTITUIÇÃO DE 
EMPRESA
1.1 REGIN
- O/A acadêmico(a) apresentou o relatório 
de viabilidade? (Válido para os estados 
que têm esse processo integrado.)
1,0 0,5 0,0
1.2 CONTRATO SOCIAL
- O/A acadêmico(a) elaborou o contrato 
social dentro das normas estabelecidas 
pela Junta Comercial? 
- Colocou os vistos em todas as folhas e 
assinou a última via? 
- Apôs a assinatura de advogado no 
contrato social em caso de constituição 
de empresa normal?
3,0 1,5 0,0
1.3 FCN 1 e 2
- Conseguiu preencher corretamente 
todos os campos necessários da FCN 1 e 
2 para constituição da empresa?
2,0 1,0 0,0
1.4 CAPA DE PROCESSO 
- O acadêmico preencheu e inclui a 
capa de processo exigido pela Junta 
Comercial?
- Taxas – Incluiu as guias com as taxas 
exigidas pela Junta Comercial?
1,0 0,5 0,0
1.5 ME ou EPP
- O/A acadêmico(a) preencheu uma 
segunda capa de processo para registro 
da Declaração de ME ou EPP? 
- Emitiu a declaração de ME ou EPP com 
a assinatura dos sócios?
1,0 0,5 0,0
1.6 Receita Federal
- O/A acadêmico(a) anexou o espelho do 
preenchimento dos dados no programa 
da Receita Federal – CNPJ?
1,0 0,5 0,0
1.7 Fazenda Estadual 
- Caso a Fazenda Estadual do seu 
estado exija o preenchimento de 
algum formulário, esse formulário foi 
preenchido e anexado ao trabalho? 
- Emitiu a guia com a taxa exigida pela 
Fazenda Estadual?
1,0 0,5 0,0
126
ANEXO 3 – GABARITO PARA CORREÇÃO DA TERCEIRA ENTREGA 
REFERENTE A MOVIMENTAÇÕES CONTÁBEIS E MAPAS DIVERSOS
DESCRIÇÃO PARA O GABARITO DE CORREÇÃO DA TERCEIRA ENTREGA
ITEM ATENDE ATENDE PAR-CIALMENTE
NÃO 
ATENDE
1. GABARITO DE CORREÇÃO MOVIMENTAÇÕES CONTÁBEIS E MAPAS 
DIVERSOS
1.1 DOCUMENTOS 
- O/A acadêmico(a) apresentou os 
documentos de movimentação da sua 
empresa, incluindo notas fiscais de compra 
e venda, comprovantes de pagamento, 
faturas de água, luz, telefone, notas de 
material de consumo e outros?
3,00 1,50 0,0
1.2 GUIAS DE IMPOSTOS SOBRE 
FATURAMENTO
- O/A acadêmico(a) emitiu as guias dos 
impostos devidos pela empresa (ICMS, IPI, 
ISS, IRPJ, CSLL, PIS e COFINS?
2,00 1,00 0,0
1.3 GUIAS DE IMPOSTOS SOBRE 
FOLHA DE PAGAMENTO
- O/A acadêmico(a) emitiu as guias dos 
impostos sobre a folha de pagamento 
(INSS, FGTS, IRRF)?
- Preencheu os recibos de pagamento 
da folha de pagamento (pelo menos 
do primeiro mês para pagamento no 
segundo)?
2,00 1,00 0,0
1.4 MAPAS 
- Conseguiu preencher corretamente os 
mapas de apuração da Folha de Pagamento 
e provisões?
- Apresentou as fichas de controle de 
estoque ou inventário? 
- Elaborou o mapa de depreciação e cálculo 
dos impostos?
3,00 1,50 0,0
127
ANEXO 4 – GABARITO PARA CORREÇÃO DA QUARTA ENTREGA 
REFERENTE AO PAPER DO RELATÓRIO FINAL DAS PRÁTICAS CONTÁBEIS
DESCRIÇÃO PARA O GABARITO DE CORREÇÃO DA QUARTA ENTREGA
ITEM ATENDE ATENDE PAR-CIALMENTE
NÃO 
ATENDE
1. GABARITO DE CORREÇÃO DO PAPER
1.1 BALANÇO PATRIMONIAL 
- O/A acadêmico(a) anexou o balanço 
patrimonial dos 2 meses solicitados 
referente à movimentação da sua 
empresa?
2,0 1,0 0,0
1.2 DEMONSTRAÇÃO DE 
RESULTADO 
- O/A acadêmico(a) anexou a DRE 
dos 2 meses solicitados referente à 
movimentação da sua empresa?
2,0 1,0 0,0
1.3 DEMONSTRAÇÃO DAS 
MUTAÇÕES DO PL 
- O/A acadêmico(a) anexou a DMPL 
referente aos 2 meses de movimentação 
da sua empresa?
1,0 0,5 0,0
1.4 DEMONSTRAÇÃO DO FLUXO DE 
CAIXA 
- O/A acadêmico(a) anexou a DFC 
referente aos 2 meses de movimentação 
da sua empresa?
1,0 0,5 0,0
1.5 BALANCETE
- O/A acadêmico(a) anexou o balancete da 
movimentação dos 2 meses solicitados?
1,0 0,5 0,0
1.6 DIÁRIO E RAZÃO 
- O/A acadêmico(a) anexou o diário, razão 
ou razonetes dos 2 meses movimentados?
1,0 0,5 0,0
1.7 PAPER
- O/A acadêmico(a) elaborou o paper 
sintetizando a sua experiência nessa 
atividade prática?
- Mencionou algumas dificuldades ou 
deficiência encontradas?
- Fez um comparativo entre o plano de 
negócio elaborado e a movimentação da 
empresa (prática)?
2,0 1,0 0,0
128
ANEXO 5 – MODELO PAPER DO RELATÓRIO FINAL DE ESTÁGIO DAS 
PRÁTICAS CONTÁBEIS
RELATÓRIO FINAL DE PRÁTICAS CONTÁBEIS
CIÊNCIAS CONTÁBEIS
Segunda Parte – Módulo 7
Nome do Aluno
Nome do Orientador
Centro Universitário Leonardo da Vinci - UNIASSELVI
Ciências Contábeis (CTB0000) – Estágio00/00/0000
Resumo:
1 – Introdução
2 – Plano de Negócios
3 – Atos Constitutivos (Documentos)
4 – Documental de movimentação
5 – Conclusão (Paper)
ANEXOS:
Os anexos a seguir elencados deverão ser entregues referentes a dois meses de 
movimentação.
I – Livro Razão ou Razonetes
II – Livro Diário
III – Balanço Patrimonial
IV – Demonstração de Resultado do Exercício
V – Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido
VI – Fluxo de Caixa
VII – Notas Fiscais
VIII – Recibos
IX – Guias de Recolhimento
X – Faturas de Água, Energia Elétrica e Telefone
XI – Outros Documentos
XII – Fichas de Controle de Estoque ou Inventário de Estoque
XII – Mapa de Cálculo da Folha de Pagamento e Provisões
XIV – Mapa de Cálculo da Depreciação
XV – Mapa de Cálculo dos Impostos
129
UNIDADE 4
RELATÓRIO FINAL DE ESTÁGIO: 
AUDITORIA INDEPENDENTE E ANÁLISE 
DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
PLANO DE ESTUDOS
A partir do estudo desta unidade, você deverá ser capaz de:
• elaborar a fase inicial do planejamento de auditoria;
• aplicar as ferramentas de auditoria que foram aprendidas ao longo do 
curso;
• desenvolver o senso crítico, identificando as divergências em relação aos 
saldos das contas contábeis;
• emitir seu parecer técnico como auditor independente de acordo com as 
Normas Brasileiras de Contabilidade (NBC);
• empregar na prática os conceitos aprendidos de análise das demonstra-
ções contábeis.
Esta unidade está dividida em cinco tópicos. No primeiro serão abordadas as 
orientações básicas que o(a) ajudarão no desenvolvimento da execução das 
atividades propostas; no segundo será abordada a fase inicial da auditoria; no 
terceiro, a fase de execução da auditoria; no quarto, a fase de conclusão da audi-
toria, e no quinto tópico será abordada a análise das Demonstrações Contábeis.
TÓPICO 1 – ORIENTAÇÕES PARA ELABORAÇÃO DA ETAPA 3
TÓPICO 2 – FASE INICIAL DA AUDITORIA
TÓPICO 3 – FASE DE EXECUÇÃO DA AUDITORIA
TÓPICO 4 – FASE DE CONCLUSÃO DA AUDITORIA
TÓPICO 5 – RELATÓRIO DE ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁ-
 BEIS DA EMPRESA AUDITADA
130
131
TÓPICO 1
ORIENTAÇÕES PARA 
ELABORAÇÃO DA ETAPA 3
UNIDADE 4
1 INTRODUÇÃO
2 REALIZAÇÃO DAS ATIVIDADES DO ESTÁGIO
Neste primeiro tópico serão abordados todos os aspectos relacionados e 
todas as orientações necessárias para a execução das atividades direcionadas ao 
desenvolvimento do seu relatório final de estágio.
Caro(a) acadêmico(a)! Ao chegar a esta unidade você estará completando 
os estudos referentes ao seu estágio curricular supervisionado, e isto importa dizer 
que, ao final, você deverá produzir seu relatório final de estágio consubstanciado 
de toda a documentação gerada nas etapas I e II: Plano de Negócios e Constituição 
e Movimentação Contábil, consecutivamente.
Nesta unidade vamos propor um roteiro de auditoria para facilitar o 
desenvolvimento de seu trabalho. Contudo, é importante ressaltar que se trata 
apenas de um simples modelo e que outros podem ser seguidos, inclusive 
maiores orientações podem e devem ser estudadas nos cadernos de estudos das 
disciplinas recomendadas.
Observe e leia atentamente estas instruções e dicas ao longo desta unidade, 
que o(a) ajudarão a completar seu trabalho, conforme as diretrizes do seu estágio 
curricular.
No quadro a seguir demonstramos as atividades que devem ser realizadas 
e as entregas que devem ser feitas em cada encontro nesta última etapa do estágio 
curricular supervisionado.
UNIDADE 4 | RELATÓRIO FINAL DE ESTÁGIO: AUDITORIA INDEPENDENTE E ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
132
QUADRO 1 – RESUMO DOS ENCONTROS DA DISCIPLINA DE ESTÁGIO
FONTE: Os autores
O UNI chama a atenção para algo muito importante, pois afeta diretamente 
a dinâmica dos encontros. No contexto relatado, isto quer dizer que, no primeiro 
encontro da disciplina de Estágio, o(a) acadêmico(a) deverá realizar as “entregas” 
definidas e receber as orientações de “entregas” para o encontro seguinte e, assim, 
sucessivamente.
É também neste momento, ou seja, durante a orientação que antecede a 
primeira aula da disciplina de Estágio, que o professor-tutor externo deverá fazer 
um sorteio e/ou rodízio dos trabalhos elaborados pelos acadêmicos na etapa 2, 
ENCONTRO ASSUNTO
ATIVIDADES REALIZADAS PARA 
ENTREGA
1º
Fase inicial da 
auditoria
• executar o planejamento de auditoria a 
ser desenvolvido na empresa simulada;
• elaborar um contrato de prestação de ser-
viços de auditoria com a empresa simulada;
• definir os procedimentos de auditoria a 
serem utilizados pelos auditores.
2º
Fase de execução 
da auditoria
• definir e elaborar os papéis de trabalho 
utilizados pela auditoria, bem como sua 
simbologia;
• elaborar Carta de Responsabilidade da 
Administração;
3º
Fase de conclusão 
da auditoria 
e Análise das 
Demonstrações 
Contábeis
• elaborar relatório de divergências encon-
tradas, propondo adequações e sugestões;
• elaborar o Relatório do Auditor 
Independente para a empresa auditada;
• elaborar o relatório de análise das demons-
trações contábeis englobando as questões: 
estrutura de capital, liquidez e rentabilidade;
4º
Entrega do Paper • entregar o Relatório Final de Estágio;
Socialização dos 
Resultados
• apresentar os resultados encontrados.
As orientações para o desenvolvimento e produção de materiais da “FASE 
INICIAL DE AUDITORIA”, que ocorre no primeiro encontro da disciplina Estágio, deverão 
ocorrer no último encontro da disciplina de Prática Contábil. 
ATENCAO
TÓPICO 1 | ORIENTAÇÕES PARA ELABORAÇÃO DA ETAPA 3
133
“Constituição e Movimentação de Empresa”, produzidos na disciplina de Prática 
Contábil. Desta forma, um acadêmico auditará o trabalho da empresa simulada 
do outro acadêmico.
Depois de sorteados os trabalhos, o professor-tutor externo deverá dar 
todas as orientações necessárias para as entregas que deverão ocorrer no primeiro 
encontro da disciplina de Estágio.
Veja no quadro a seguir o funcionamento da dinâmica dos encontros e 
entregas realizados.
QUADRO 2 – DINÂMICA DAS ATIVIDADES DESENVOLVIDAS NO ESTÁGIO – ETAPA 3
HORÁRIO PRIMEIRO ENCONTRO
SEGUNDO 
ENCONTRO
TERCEIRO 
ENCONTRO
QUARTO 
ENCONTRO
1º Período
ENTREGA 1
Planejamento,
Carta-proposta 
e
Procedimentos 
de auditoria.
Obs.: Orientação 
recebida na dis-
ciplina Prática 
Contábil.
ENTREGA 2
Papéis de traba-
lho, Carta de Res-
ponsabilidade da 
Administração.
ENTREGA 3
Relatório de 
divergências 
encon-tradas, 
Relatório 
do Auditor. 
Independente 
e Análise das 
Demonstrações 
Contábeis.
ENTREGA 4
Relatório Fi-
nal de Estágio 
tipo paper e 
Socialização 
dos Resulta-
dos.
INTERVALO INTERVALO INTERVALO INTERVALO
2º Período
AULA
Orientação 
para entrega 2. 
AULA
Orientação para 
entrega 3. 
AULA
Orientação 
para entrega 4. 
AULA
Socialização 
dos resultados.
FONTE: Os autores
Para que você, acadêmico(a), tenha condições de estudar, analisar, 
interpretar e preparar todos os materiais a serem entregues durante os encontros, 
conforme demonstrado, a disciplina de Estágio ocorrerá com periodicidade 
mensal para cada encontro, conforme datas definidas no cronograma do curso.
Sugerimos verificar seu cronograma e identificar as datas destes encontros, a 
fim de manter um adequado planejamento de suas atividades acadêmicas.
DICAS
UNIDADE 4 | RELATÓRIO FINAL DE ESTÁGIO: AUDITORIA INDEPENDENTE E ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
134
O uso do laboratório é um requisito importante para o desenvolvimento 
desta etapa, visto que você terá que aplicar as técnicas de auditoria nas 
demonstrações contábeis da empresa simulada, e será necessário gerar novas 
demonstrações contábeis, ajustadas às recomendações após a auditoria realizada.
O RelatórioFinal de Estágio deverá ser produzido no modelo paper 
segundo as diretrizes da UNIASSELVI e conforme metodologias acadêmicas e 
orientações contidas em anexo ao final desta unidade.
A socialização dos resultados é ponto fundamental do estágio, pois 
é através dela que são trocadas as experiências vivenciadas e conhecimentos 
adquiridos com outros acadêmicos, professores e comunidades.
3 AVALIAÇÃO E APROVAÇÃO DO ESTAGIÁRIO
O planejamento e cumprimento pontual das entregas é fator importante 
no processo de estágio, visto que, com base nas entregas realizadas em cada 
encontro, notas serão geradas e atribuídas conforme os pesos por avaliação. 
Os critérios de pontuação para avaliação de cada entrega estão definidos por 
instrumento de avaliação disponibilizado como anexo ao final desta unidade.
QUADRO 3 – CRITÉRIOS DE PONTUAÇÃO PARA AVALIAÇÃO EM CADA ENTREGA
ENCONTRO ENTREGAS PREVISTAS ANEXOS DESCRIÇÃO
PESO DA 
AVALIAÇÃO
1º
Planejamento de 
auditoria
Anexo 1 Nota 1 1,0Procedimentos de 
auditoria
Carta-proposta de 
auditoria
2º
Papéis de trabalho
Anexo 2 Nota 2 1,0Carta de 
Responsabilidade da 
Administração
No Ambiente Virtual de Aprendizagem também serão disponibilizados modelos 
de alguns documentos utilizados pela auditoria para ajudar na elaboração dos trabalhos.
IMPORTANT
E
TÓPICO 1 | ORIENTAÇÕES PARA ELABORAÇÃO DA ETAPA 3
135
3º
Relatório de divergências 
encontradas
Anexo 3 Nota 3 1,0
Relatório do Auditor 
Independente
Relatório de Análise 
das Demonstrações 
Contábeis
4º
Relatório Final de 
Estágio modelo paper + 
socialização
Anexo 4 Nota 4 7,0
FONTE: Os autores
Deve-se notar que a cada encontro atribui-se uma nota com determinado 
peso: as entregas terão peso 1 do primeiro ao terceiro encontro. No último, o 
acadêmico entrega, além do paper, todos os anexos componentes do trabalho 
final e prepara-se, também, para a socialização dos resultados de seu trabalho, 
justificando-se então o equivalente peso 7.
Acadêmico(a)! Agora que você foi esclarecido(a) sobre as orientações 
que nortearão os seus estudos relacionados ao estágio curricular supervisionado 
desta etapa, você está apto(a) a seguir as orientações dos tópicos seguintes e 
compreender de forma detalhada todas as atividades que você deverá realizar 
durante esta etapa para finalização do seu estágio.
136
137
TÓPICO 2
FASE INICIAL DA AUDITORIA
UNIDADE 4
1 INTRODUÇÃO
Neste tópico serão abordados todos os aspectos relacionados ao trabalho 
inicial desenvolvido pela auditoria independente, que busca subsídios necessários 
para formular um plano de trabalho eficaz, minimizando os riscos de emitir um 
parecer inadequado à situação patrimonial para a empresa auditada.
Todas as orientações devem ser complementadas pelo material da 
disciplina de Auditoria Contábil, assim irá ajudá-lo(a) no desenvolvimento desta 
etapa que resultará na elaboração do Relatório Final de Estágio: Auditoria 
Independente e Análise das Demonstrações Contábeis. Este produto final 
entregue é resultante da concepção do negócio e da constituição e movimentação 
contábil da empresa, criadas na 1ª e 2ª etapas do estágio.
Todos os modelos contidos neste caderno estarão disponíveis no Ambiente 
Virtual de Aprendizagem, para facilitar a preparação dos materiais de entrega.
Caro(a) acadêmico(a)! Importante relembrar que as orientações para o 
desenvolvimento e produção de materiais desta “FASE INICIAL DE AUDITORIA” da 3ª 
etapa de estágio deverão ocorrer no último encontro da disciplina de Prática Contábil, 
que se refere à 2ª etapa de estágio. No primeiro encontro da disciplina de Estágio, o(a) 
acadêmico(a) deverá realizar as “entregas” e receber as orientações de “entregas” para o 
encontro seguinte.
ATENCAO
UNIDADE 4 | RELATÓRIO FINAL DE ESTÁGIO: AUDITORIA INDEPENDENTE E ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
138
Vamos agora enumerar todos os procedimentos a serem desenvolvidos 
na Fase Inicial de Auditoria, que o capacitarão a preparar todos os materiais 
necessários da primeira entrega.
2 PLANEJAMENTO DE AUDITORIA
O planejamento de auditoria é a parte mais importante do processo de 
auditagem, pois garante a execução de serviços com a qualidade desejada que 
assegure a emissão de parecer técnico em níveis aceitáveis de segurança.
Segundo Attie (1998, p. 44):
O planejamento é o alicerce sobre o qual todo trabalho deve ser 
fundamentado e funciona como um mapa estrategicamente montado 
para atingir o alvo. A montagem do planejamento objetiva percorrer 
uma estrada predeterminada, num rumo identificado, estabelecido 
e analisado. O planejamento estabelece antecipadamente o que deve 
ser feito, como, onde, quando e por quem, em um nível de detalhes 
suficiente, sem se perder em múltiplos detalhes a essência do 
significado global.
O planejamento ocorre após o cliente manifestar seu interesse em contratar 
os serviços de auditoria independente. 
O que esse cliente espera como resultado da prestação de serviço? A 
administração de uma empresa, ao contratar um auditor independente, espera 
que suas demonstrações contábeis representem adequadamente a sua posição 
patrimonial e financeira.
Attie (1998, p. 36) explica que tem como objeto da auditoria “[...] o exame 
das demonstrações financeiras, as quais não existem por si só, mas dependem de 
uma multiplicidade de fatores internos e externos e de um fluxo de informações 
que as canalizem por meio de sistemas de controle interno”.
Desta forma, se o cliente espera que o auditor ateste a veracidade da posição 
patrimonial e financeira de sua empresa, e o objeto da auditoria, conforme Attie 
Lembre-se! Nesta etapa do estágio você é o auditor independente e não mais 
o empresário, como nas etapas anteriores. Para estabelecer a relação comercial entre a 
empresa de auditoria independente e a empresa auditada, você deve criar uma razão social 
que identifique a empresa de auditoria.
IMPORTANT
E
TÓPICO 2 | FASE INICIAL DA AUDITORIA
139
(1998), é o exame das demonstrações financeiras, por que e o que exatamente o 
auditor deve planejar em seus trabalhos de auditoria?
O planejamento é decorrente do fato de que o auditor independente 
deve enviar uma carta-proposta ao cliente evidenciando como será a relação de 
trabalho e quais devem ser os honorários cobrados para a execução dos serviços. 
Para produzir esta carta-resposta, considerando o custo e horas gastas 
para execução dos trabalhos, o auditor deve realizar um trabalho preliminar 
de avaliação, levando em consideração a atividade operacional da empresa, 
sua complexidade, legislação pertinente, relatórios, nível de controles internos 
e, desta forma, identificar e planejar a natureza, extensão e profundidade da 
auditoria a ser realizada.
Conforme Souza (2011), o nível de conhecimento acerca da empresa a ser 
auditada compreende, de forma resumida, informações referentes a:
a) fatores econômicos;
b) legislação;
c) operações da entidade;
d) competência da administração;
e) políticas contábeis adotadas;
f) sistema contábil e de controle interno;
g) áreas importantes da entidade;
h) volume de transações;
i) complexidade das transações;
j) existência de entidades associadas, filiais e outras partes relacionadas à 
entidade;
k) trabalhos anteriores de auditores independentes;
l) natureza, conteúdo e oportunidade dos pareceres e relatórios a serem emitidos;
m) exigências e prazos estabelecidos por órgãos reguladores.
A carta-proposta será objeto de discussão e apresentação de seu modelo no 
tópico seguinte desta unidade.
IMPORTANT
E
UNIDADE 4 | RELATÓRIO FINAL DE ESTÁGIO: AUDITORIA INDEPENDENTE E ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
140
Seria lógico supor que uma empresa de auditoria, ao finalizar um contrato 
de prestação de auditoria, devesse saber quais serão seus custos com este cliente.Entretanto, é preciso, com base em dados e informações da empresa, prever 
antecipadamente qual será o dimensionamento do trabalho a ser realizado em 
razão do volume de procedimentos, para então calcular os honorários necessários 
para suportar os custos. 
As estimativas de honorários e horas de clientes estão previstas nas 
Normas Profissionais de Auditoria Independente – NBC P 1 –, que fixa todos 
os procedimentos que serão realizados e os honorários que serão cobrados, 
previamente documentados e acordados.
2.1 MODELO DE PLANEJAMENTO DE HORAS 
E VALORES DE AUDITORIA
Demonstraremos aqui um modelo de planejamento de horas e valores 
da auditoria para fixação de honorários. Caso prefira, também poderá utilizar o 
modelo de orçamento de horas e valores da auditoria apresentado no material da 
disciplina de Auditoria Contábil.
Caro (a) acadêmico (a)! Recomendamos a leitura do material utilizado na disciplina 
de Auditoria Contábil. Tal material irá ajudar a compreender melhor as necessidades de 
informações para elaboração do planejamento de auditoria.
NOTA
Fique atento(a)! O planejamento de horas é uma de suas entregas nesta etapa!
ATENCAO
TÓPICO 2 | FASE INICIAL DA AUDITORIA
141
QUADRO 4 – MODELO DE PLANEJAMENTO DE HORAS DE AUDITORIA
FONTE: Os autores
O primeiro passo, ao abrir o arquivo “Anexo 2 – Planejamento de Horas 
de Auditoria”, é preencher o cabeçalho básico, informando o nome da empresa 
que será auditada, neste caso, a empresa que foi indicada para você auditar em 
seu trabalho de estágio. Também deverá ser informado o tipo de trabalho que 
representa e a data-base a que se refere o planejamento.
A planilha modelo Anexo 2 – Planejamento Horas de Auditoria estará disponível 
no Ambiente Virtual de Aprendizagem para download.
NOTA
UNIDADE 4 | RELATÓRIO FINAL DE ESTÁGIO: AUDITORIA INDEPENDENTE E ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
142
Neste modelo de Planejamento de Horas de Auditoria as descrições das 
contas estão na ordem em que deverão ser auditadas. A auditoria a ser realizada 
será nas contas do Balanço Patrimonial e na Demonstração de Resultado do 
Exercício, que devem ter as horas registradas conforme utilização por nível de 
hierarquia dos auditores. 
Por exemplo, os serviços de levantamento básico podem ser realizados 
pelos auditores “assistentes”, enquanto os serviços que requerem uma análise 
mais detalhada devem ser realizados pelo auditor “Pleno”. O auditor “Sênior” 
deve ser utilizado para os casos que necessitem de um nível de conhecimento 
técnico amplo para a solução ou providência de algum assunto pertinente à 
auditoria realizada.
Neste caso, você deve prever todas as horas utilizadas para cada tipo de 
auditor, em cada tipo de programa de auditoria. Conforme a execução desses 
programas, poder-se-ão consumir mais ou menos horas de auditores, mais ou 
menos experientes, e isto influenciará os valores dos honorários propostos na 
carta-proposta que deverá ser enviada ao cliente.
Ao preencher a planilha modelo “Anexo 2 – Planejamento de Horas 
de Auditoria” com as horas necessárias para cada auditor em cada programa, 
você perceberá que a planilha será automaticamente preenchida no “Total de 
Horas” em auditoria de contas do Balanço Patrimonial e auditoria de contas da 
Demonstração de Resultado do Exercício.
Na parte inferior do quadro “Custo da Auditoria”, conforme se demonstra 
a seguir, apresenta-se a demonstração dos custos totais para cobrança dos 
honorários.
QUADRO 5 – APURAÇÃO DO CUSTO DE HONORÁRIOS DA AUDITORIA INDEPENDENTE
FONTE: Os autores
O campo “Total de Horas Necessárias de Auditoria” será preenchido 
automaticamente e refere-se aos totais de horas de cada tipo de auditor que é 
necessário para a execução dos trabalhos. O campo “Custo Hora (R$)” é o campo 
que deve ser preenchido com o valor unitário da hora a ser cobrada de honorários 
por tipo de auditor. Observe que o nível de hierarquia reflete o nível de experiência 
do auditor e o valor-hora será maior. 
Para finalizar, é bom lembrar que o planejamento de horas também é 
um papel de trabalho do auditor: deve sempre ser identificado com o nome da 
TÓPICO 2 | FASE INICIAL DA AUDITORIA
143
3 PROCEDIMENTOS DE AUDITORIA
A execução de um trabalho, seja ele qual for, sempre terá um fim, 
um objetivo a que se destina. Para que se cumpra o objetivo, devemos traçar 
procedimentos a serem executados para chegar aos objetivos.
Segundo Attie (1998, p. 131), “O desempenho da atividade de auditoria 
requer, como em qualquer outra função, a utilização de ferramentas de trabalho 
que possibilitem formar uma opinião”. 
As ferramentas utilizadas baseiam-se nos procedimentos de auditoria, 
cujo conceito pode ser compreendido como artefatos ou técnicas dos quais o 
auditor se utiliza para coletar as evidências necessárias para fundamentar a sua 
opinião em relação ao objetivo da auditoria.
Como exemplos de procedimentos de auditoria utilizados pelo auditor 
para fundamentar sua opinião, temos:
• Inspeção física - este procedimento tem como objetivo identificar fisicamente a 
existência de um bem ou, ainda, a existência de dinheiro em caixa ou estoques 
registrados.
• Confirmação externa - este procedimento objetiva confirmar a existência de 
bens de propriedade da empresa em poder de terceiros, direitos a receber e 
obrigações, como, por exemplo, valores em conta corrente bancária, estoques 
em poder de terceiros e contas a pagar diversas.
• Conferência de Cálculos ou Recálculos - trata-se de um procedimento em 
que se efetuam cálculos de todos os valores que originaram os saldos nas 
Demonstrações Contábeis. Trata-se de uma técnica relevante, pois um simples 
equívoco em cálculos, como, por exemplo, em depreciações e despesas 
antecipadas, pode gerar informações incorretas e necessitar de ajustes nestas 
Demonstrações Contábeis.
empresa de auditoria, do auditor que o preparou e daquele que revisou o papel 
de trabalho, bem como a data em que ocorreram.
A evidência de auditoria significa encontrar comprovação factível dos fatos que 
levam o auditor a sustentar sua conclusão de forma concreta e convincente, do que apenas 
pela simples observação. Para maiores informações, leia a NBC TA 500 – Evidência de Auditoria.
NOTA
UNIDADE 4 | RELATÓRIO FINAL DE ESTÁGIO: AUDITORIA INDEPENDENTE E ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
144
• Inspeção de Documentos - é um procedimento que objetiva examinar os 
registros contábeis através da verificação dos documentos internos e externos, 
para certificar-se da veracidade dos valores das Demonstrações Contábeis. 
Como exemplo, podemos relatar o registro de empregados, apólice de seguro, 
notas fiscais, duplicata de fornecedores, entre outras.
Procuramos aqui registras alguns exemplos. Contudo, mas informações 
podem ser pesquisadas no material que se refere a disciplina de Auditoria 
Contábil.
A seguir apresentamos um modelo de procedimento de auditoria que 
atende ao modelo proposto para planejamento do Tópico 2.
QUADRO 6 – PROCEDIMENTOS DE AUDITORIA SINTETIZADOS
ANEXO 1
Empresa Modelo S.A.
Procedimentos de Auditoria
28 de fevereiro de 20x1.
PROCEDIMENTOS DE AUDITORIA
Tempo 
Estimado
Data da 
Realização
REF. 
do PT
1 Trabalhos Preliminares
1.1 Solicite relação de documentos da 
EMPRESA MODELO. 
1.2 Solicite o Balanço Patrimonial e 
Demonstração de Resultado do 
Exercício da empresa referente aos 
períodos a serem auditados para 
abertura da folha mestra.
PROCEDIMENTOS DE AUDITORIA
Tempo 
Estimado
Data da 
Realização
REF. 
do PT
1.3 Prepare uma folha mestra e faça a 
indexação para referência dos testes 
de auditoria e confirme o saldo com o 
Livro Razão Contábil.
Fique atento(a)! O procedimento de auditoria é uma de suas entregas 
nesta etapa!
ATENCAO
TÓPICO 2 | FASE INICIAL DA AUDITORIA
145
2 DisponibilidadesObjetivos: Determinar a existência 
das disponibilidades, e se estão 
corretamente descritas e classificadas 
e as divulgações cabíveis foram feitas 
no balanço ou notas explicativas.
2.1 Solicite o livro diário e confronte com 
as movimentações realizadas no caixa.
2.2 Efetue contagem física dos valores e 
documentos à disposição da empresa 
e obtenha o recibo-devolução dos 
itens contados.
2.3 Enumere as divergências encontradas 
em papel de trabalho específico e 
faça os Lançamentos de Ajustes e/ou 
Reclassificações quando necessários.
3 Estoques
Objetivos: Os valores apresentados no 
balanço representam as quantidades 
físicas de produtos estocados em 
armazéns da empresa, de terceiros ou 
em trânsito.
3.1 Identifique o método de avaliação 
utilizado pela empresa.
3.2 Compare o saldo da conta de estoque 
com os totais da ficha de estoque.
3.3 Cruze as notas fiscais de entrada e 
saída com a movimentação da ficha 
de estoque e faça correlação das 
informações obtidas.
3.4 Enumere as divergências encontradas 
em papel de trabalho específico e 
faça os Lançamentos de Ajustes e/ou 
Reclassificações quando necessários.
PROCEDIMENTOS DE AUDITORIA
Tempo 
Estimado
Data da 
Realização
REF. 
do PT
4 Imobilizado
Objetivos: Constatar a existência física 
e propriedade dos bens. Determinar 
se os métodos de avaliação são 
adequados e se os cálculos da 
depreciação do período estão corretos.
4.1 Solicite as notas fiscais de compras do 
imobilizado, relacione e cruze com o 
livro razão contábil.
UNIDADE 4 | RELATÓRIO FINAL DE ESTÁGIO: AUDITORIA INDEPENDENTE E ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
146
4.2 Confirme a existência física do imobilizado 
e comprove a propriedade do bem descrito 
no balanço patrimonial.
4.3 Verifique a taxa de depreciação, e 
efetue o cálculo, se os bens estão sendo 
depreciados corretamente.
4.4 Verifique a existência de imobilizado 
totalmente depreciado.
4.5 Verifique a existência de imobilizado 
obsoleto ou inutilizado.
4.6 Verifique a existência de apólice de 
seguros para os itens do imobilizado 
e analise se há cobertura para a 
reposição do bem, em caso de sinistro.
4.7 Enumere as divergências encontradas 
em papel de trabalho específico e 
faça os Lançamentos de Ajustes e/ou 
Reclassificações quando necessários.
5 Fornecedores de Bens e Serviços
Objetivo: Identificar se todas as 
exigibilidades estão corretamente 
descritas e classificadas no balanço 
patrimonial e se pertencem à empresa. 
5.1 Solicite e relacione as notas fiscais 
de entrada e cruze com o livro razão 
contábil.
5.2 Confirme se os impostos recolhidos 
nas notas fiscais de entrada foram feitos 
de forma correta em concordância 
com a legislação vigente.
PROCEDIMENTOS DE AUDITORIA
Tempo 
Estimado
Data da 
Realização
REF. 
do PT
5.3 Providencie junto aos fornecedores 
a confirmação dos saldos a pagar, 
registrado nos relatórios da empresa, 
da seguinte maneira:
5.3.1 Envie carta de circularização para os 
fornecedores, solicitando confirmar 
seu saldo em aberto na data-base do 
levantamento do balanço.
5.3.2 Analise as confirmações da carta de 
circularização e confirmar com o saldo 
do Balanço Patrimonial e razão.
5.4 Enumere as divergências encontradas 
em papel de trabalho específico e 
faça os Lançamentos de Ajustes e/ou 
Reclassificações quando necessários.
TÓPICO 2 | FASE INICIAL DA AUDITORIA
147
6 Contas a Pagar
Objetivo: Verificar se as contas a pagar 
são reais e devidas para a empresa, 
se estão corretamente classificadas e 
demonstradas.
6.1 Obtenha um resumo das Contas a 
Pagar, some e confira com o saldo com 
a folha mestra.
6.2 Efetue o teste de liquidação 
subsequente identificando que 
tenham sido liquidados e que não 
existam passivos não registrados.
6.3 Enumere as divergências encontradas 
em papel de trabalho específico e 
faça os Lançamentos de Ajustes e/ou 
Reclassificações quando necessários.
7 Obrigações Financeiras
Objetivo: Determinar se os saldos con-
tábeis de empréstimos e financiamen-
tos são reais e devidos pela empresa e 
verificar se há ativos dados em garantia 
e se estão devidamente demonstrados.
7.1 Analise o razão contábil e determine 
quais os empréstimos a serem confir-
mados na data-base.
PROCEDIMENTOS DE AUDITORIA
Tempo 
Estimado
Data da 
Realização
REF. 
do PT
7.2 Obtenha um resumo dos empréstimos, 
some e confira o saldo com a folha mestra.
7.3 Obtenha a movimentação dos 
empréstimos ocorridos no exercício, 
confirme as informações do contrato 
e determine que os juros pagos no 
período estejam de acordo com o 
contratado.
7.4 Enumere as divergências encontradas 
em papel de trabalho específico e 
faça os Lançamentos de Ajustes e/ou 
Reclassificações quando necessários.
8 Obrigações Tributárias
Objetivo: Verificar se as obrigações 
estão calculadas, classificadas e 
demonstradas corretamente, se 
foram liquidadas e que não existam 
obrigações tributárias que não tenham 
sido registradas.
UNIDADE 4 | RELATÓRIO FINAL DE ESTÁGIO: AUDITORIA INDEPENDENTE E ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
148
8.1 Obtenha a composição das obrigações 
tributárias, confira com a folha mestra.
8.2 Verifique o regime de tributação 
utilizado pela empresa.
8.3 Determine se foram utilizadas as bases 
de cálculos determinados pela legislação.
8.4 Efetue os recálculos e confirme a 
exatidão dos valores confrontando 
com o razão.
8.5 Confirme se foram liquidados no 
período subsequente.
8.6 Enumere as divergências encontradas 
em papel de trabalho específico e 
faça os Lançamentos de Ajustes e/ou 
Reclassificações quando necessários.
9 Obrigações Trabalhistas e 
Previdenciárias
Objetivo: Verificar se as obrigações 
trabalhistas e previdenciárias foram 
calculadas e identificadas corretamente 
e liquidadas posteriormente.
PROCEDIMENTOS DE AUDITORIA
Tempo 
Estimado
Data da 
Realização
REF. 
do PT
9.1 Obtenha uma composição dos salários 
e obrigações a pagar, some e confira 
com a folha mestra.
9.2 Obtenha a folha resumo de pagamento 
e efetue os recálculos dos encargos 
sociais e confira com o razão.
9.3 Verifique se os salários e os encargos 
sociais foram liquidados no período 
subsequente.
9.4 Obtenha relação individual de 
funcionários e efetue testes de 
recálculo das provisões de férias e 
13º salário e confronte os valores 
provisionados na folha de pagamento.
9.5 Enumere as divergências encontradas 
em papel de trabalho específico e 
faça os Lançamentos de Ajustes e/ou 
Reclassificações quando necessários.
10 Patrimônio Líquido
Objetivo: Determinar se todas as 
obrigações sociais e legais existentes 
no estatuto social foram cumpridas 
e determinar se o patrimônio líquido 
está corretamente classificado.
TÓPICO 2 | FASE INICIAL DA AUDITORIA
149
10.1 Solicite o contrato social da empresa e 
verifique os valores e participação de 
cada sócio e confirme com o saldo na 
folha mestra.
10.2 Confirme se o capital social foi 
integralizado.
10.3 Confronte o valor do lucro líquido do 
período na conta de resultado com o 
balanço patrimonial na conta lucros 
ou prejuízos acumulado e cruze com 
a folha mestra.
10.4 Verifique se os lucros foram 
distribuídos em concordância com os 
estatutos sociais.
10.5 Enumere as divergências encontradas 
em papel de trabalho específico e 
faça os Lançamentos de Ajustes e/ou 
Reclassificações quando necessários.
PROCEDIMENTOS DE AUDITORIA
Tempo 
Estimado
Data da 
Realização
REF. 
do PT
11 Receitas, Custos e Despesas
Objetivo: Determinar se todas as 
receitas, custos e despesas atribuídos 
ao período estão devidamente 
comprovados e contabilizados; estão 
corretamente contrapostos às receitas 
devidas e corretamente classificados 
nas demonstraçõescontábeis.
11.1 Resultado Operacional Bruto
11.1.1 Obtenha uma composição analítica 
dos períodos acumulados das vendas, 
recalcule os impostos incidentes sobre 
as vendas e o custo total conforme 
quantidade vendida e determine a 
margem bruta operacional.
11.1.2 Some, confirme e confronte os saldos 
da composição analítica com a folha 
mestra.
11.1.3 Confronte as quantidades vendidas 
com as quantidades de mercadorias 
saídas de estoque para custo das 
vendas.
11.1.4 Observe se as notas fiscais de vendas 
deixaram de ser contabilizadas.
UNIDADE 4 | RELATÓRIO FINAL DE ESTÁGIO: AUDITORIA INDEPENDENTE E ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
150
11.1.5 Enumere as divergências encontradas 
em papel de trabalho específico e 
faça os Lançamentos de Ajustes e/ou 
Reclassificações quando necessários.
11.2 Receitas Financeiras
11.2.1 Verifique os cálculos dos rendimentos, 
as taxas de juros e a documentação 
suporte, para as aplicações financeiras.
11.2.2 Verifique a data de vencimento com a 
data do pagamento e seus respectivos 
cálculos das receitas provenientes de 
juros e/ou multa de mora pagos pelos 
clientes.
11.2.3 Enumere as divergências encontradas 
em papel de trabalho específico e 
faça os Lançamentos de Ajustes e/ou 
Reclassificações quando necessários.
11.3 Despesas Financeiras
PROCEDIMENTOS DE AUDITORIA
Tempo 
Estimado
Data da 
Realização
REF. 
do PT
11.3.1 Obtenha o demonstrativo analítico das 
despesas financeiras, some e confronte 
com as referências aplicáveis às contas 
patrimoniais e confronte com a folha 
mestra.
11.3.2 Enumere as divergências encontradas 
em papel de trabalho específico e 
faça os Lançamentos de Ajustes e/ou 
Reclassificações quando necessários.
11.4 Despesas Operacionais
11.4.1 Obtenha o razão analítico e analise as 
contas não examinadas e determine a 
necessidade de exame documental da 
despesa.
11.4.2 Verifique se as despesas foram 
classificadas adequadamente.
11.4.3 Enumere as divergências encontradas 
em papel de trabalho específico e 
faça os Lançamentos de Ajustes e/ou 
Reclassificações quando necessários.
12 Geral
12.1 Revise seu trabalho, verificando 
se este contém todas as evidências 
necessárias e se todos os objetivos de 
auditoria foram cumpridos.
TÓPICO 2 | FASE INICIAL DA AUDITORIA
151
12.2 Prepare e envie aos diretores da 
empresa a carta de responsabilidade 
da administração para assinatura.
12.3 Revisão do gerente de auditoria.
13 Encerramento do Trabalho
13.1 Finalize o relatório de divergências 
conforme pontos de recomendação 
e discuta com o cliente quanto ao 
relatório de divergências apuradas no 
transcorrer do trabalho.
13.2 Discuta com o cliente quanto 
aos lançamentos de ajustes e/
ou reclassificações apurados no 
transcorrer do trabalho.
PROCEDIMENTOS DE AUDITORIA
Tempo 
Estimado
Data da 
Realização
REF. 
do PT
13.3 Conferência e recálculo do Imposto de 
Renda após Lançamento de Ajustes e/
ou Reclassificações.
13.4 Emissão do Relatório do Auditor 
Independente.
Empresa Modelo de 
Auditoria
Preparado por:
Revisado por:
FONTE: Os autores
Caro(a) acadêmico(a)! Você poderá observar que este roteiro de procedimentos 
de auditoria abrange a maioria das contas do balanço patrimonial e demonstração de 
resultado do exercício (DRE), com alguns procedimentos básicos para serem executados. 
Lembre-se de que este roteiro você pode e deve alterar de acordo com a sua necessidade! 
Você pode alterar/incluir/excluir procedimentos, renomear contas e/ou incluir novos grupos. 
No modelo “Anexo 1 – Procedimentos de Auditoria”, que estará 
disponível no Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA), estão estruturados 
em quatro colunas, sendo que a primeira descreve todos os procedimentos de 
auditoria que devem ser seguidos pelo auditor. A segunda coluna destina-se para 
o auditor anotar o tempo em horas gasto com aquele procedimento. Na terceira 
coluna o auditor anota o dia em que executou o procedimento, e na última coluna 
registram-se as referências, fazendo a amarração, anotando o número do papel de 
trabalho e a simbologia para indicação dos exames realizados.
ATENCAO
UNIDADE 4 | RELATÓRIO FINAL DE ESTÁGIO: AUDITORIA INDEPENDENTE E ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
152
Para melhor entendimento, observe que, inicialmente, na descrição dos 
procedimentos de auditoria, você realiza um “Trabalho Preliminar”, em que 
deve organizar e preparar a sua estrutura de trabalho, como solicitar uma relação 
dos documentos necessários para a execução da auditoria, as demonstrações 
contábeis no período base e preparação da folha mestra.
Em seguida, o auditor executa os principais procedimentos para as 
principais contas do Balanço Patrimonial e DRE levantadas e registradas na folha 
mestra.
Para finalizar os procedimentos, o auditor fará a revisão do seu trabalho 
e a finalização do relatório de divergência, para que o gerente da auditoria faça a 
revisão dos trabalhos do auditor. 
O encerramento dos trabalhos se dá com a discussão do Relatório de 
Divergências Encontradas e os Lançamentos de Ajustes e/ou Reclassificações em 
conjunto com o cliente e, após seu entendimento e aceite, é feita a revisão do 
Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro 
Líquido (CSLL).
O último ato se dá pela emissão do Relatório do Auditor Independente, 
conforme suas conclusões técnicas a respeito do seu entendimento em relação ao 
que examinou nas demonstrações contábeis da empresa.
Esse fluxo do processo de auditoria será mais bem detalhado na fase de 
“EXECUÇÃO DE AUDITORIA” e fase de “CONCLUSÃO DE AUDITORIA”, que 
serão relatadas nos tópicos seguintes.
Vamos finalizar a fase “INICIAL DA AUDITORIA” com a elaboração do 
contrato de prestação de serviços de auditoria, conforme veremos a seguir.
4 CONTRATOS DE PRESTAÇÃO DE 
SERVIÇOS DE AUDITORIA
As Normas Profissionais do Auditor Independente (NBC P) tratam 
de assuntos relativos à pessoa do auditor: competência técnico-profissional, 
Releia e analise novamente o Caderno de Auditoria, no que se refere aos 
programas e procedimentos de auditoria nas principais contas das demonstrações 
contábeis.
IMPORTANT
E
TÓPICO 2 | FASE INICIAL DA AUDITORIA
153
Veja no caderno de Auditoria Contábil, ou baixe no site www.CFC.org.br, a 
norma NBC P 1 na íntegra, e leia o item 1.4, referente às normas para o auditor em relação 
aos honorários. Acesse o site do Conselho Federal de Contabilidade, faça download e 
leia, para complementar seus estudos, a norma NBC PA 290, que trata da independência 
dos trabalhos de auditoria, mas leia especificamente sobre o tratamento de cobrança dos 
honorários.
IMPORTANT
E
independência, responsabilidade na execução dos trabalhos, guarda de 
documentação, sigilo, entre outras. 
A NBC P 1 estabelece o comportamento do auditor independente em relação 
aos fatores que deve considerar na avaliação dos seus serviços e documentação, 
honorários devidamente registrados e outras informações necessárias na carta-
proposta de auditoria.
O modelo que você, caro(a) acadêmico(a), vai utilizar para elaborar a carta-
proposta de auditoria é o mesmo que está disponível no caderno de Auditoria 1, 
Unidade 2, referente ao Tópico 1. Contudo, para facilitar seus trabalhos, estamos 
disponibilizando no ambiente o modelo aqui apresentado, denominado de 
Modelo “Anexo 3 – Contrato de Prestação de Serviços.doc”.
Devem ser preenchidas todas as informações com lacunas ou com 
descrição que sugerem alterações, como, por exemplo, “nome da contratada” ou 
“nome da contratante”.
Esta etapa visa documentar e oficializar a proposta de auditoria 
independente. Depois de concluída, você poderá colocar em prática todo o 
planejamento necessário para atingir seu objeto de auditoria, que é analisar asdemonstrações contábeis para emissão do Relatório do Auditor Independente.
Fique atento(a)! O contrato de prestação de serviços de auditoria é uma de suas 
entregas nesta etapa!
ATENCAO
154
155
TÓPICO 3
FASE DE EXECUÇÃO DA 
AUDITORIA
UNIDADE 4
1 INTRODUÇÃO
 Neste tópico serão abordados todos os aspectos relacionados ao trabalho 
executado pela auditoria independente, cujos documentos representam as provas 
evidenciadas e fundamentam seu parecer sobre as demonstrações contábeis 
analisadas. Também será neste tópico que discutiremos a elaboração da carta 
de responsabilidade da administração para efeitos de responsabilidade pelas 
informações e dados das demonstrações contábeis da empresa.
Todas as orientações devem ser complementadas com o uso do material 
da disciplina de Auditoria Contábil, pois auxiliará no desenvolvimento desta 
etapa, que resultará na elaboração do Relatório Final de Estágio: Auditoria 
Independente e Análise das Demonstrações Contábeis.
Para a elaboração deste trabalho será necessário explicitar e rever alguns 
conceitos estudados no Caderno de Estudos de Auditoria Contábil, relativos 
à codificação e às indicações dos exames dos papéis de trabalho e, até mesmo, 
sugerir um modelo para facilitar o entendimento e desenvolvimento de suas 
atividades deste livro de estudos.
Como forma de apoiar o desenvolvimento desta etapa, também se 
recomenda a releitura dos cadernos de estudos de:
•	 Contabilidade Intermediária, para subsidiar seus estudos em relação aos 
cálculos da depreciação, operações com fornecedores, operação e contabilização 
Caro(a) acadêmico(a)! Nesta etapa do seu estágio você já está em campo, 
executando os trabalhos que preparou na fase inicial. O zelo pelos papéis de trabalho é 
requisito fundamental para um bom auditor. Busque as evidências e registre-as nos papéis 
de trabalho, utilize-se dos tiques de auditoria e demais simbologias indicativas dos exames 
e as codificações de auditoria.
IMPORTANT
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UNIDADE 4 | RELATÓRIO FINAL DE ESTÁGIO: AUDITORIA INDEPENDENTE E ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
156
de obrigações tributárias, trabalhistas e previdenciárias, constituição das 
provisões, operações com patrimônio líquido e reservas;
•	 Contabilidade Comercial, para subsidiar seus estudos em relação aos impostos 
ICMS, IPI, ISS, PIS e COFINS e em relação às operações de juros e descontos, 
bem como sobre o inventário permanente de estoques;
•	 Contabilidade Tributária, para subsidiar seus estudos em relação às formas de 
tributação do lucro para apurar o lRPJ e CSLL.
Vamos agora enumerar todos os procedimentos a serem desenvolvidos 
na Fase Execução da Auditoria, que o(a) capacitarão a preparar todos os materiais 
necessários da segunda entrega.
2 PAPEL DE TRABALHO: CODIFICAÇÃO E INDICAÇÕES 
DOS EXAMES REALIZADOS
Como você aprendeu em Auditoria Contábil, os papéis de trabalho 
representam a alma do auditor. Attie (1998, p. 156) refere-se aos papéis de 
trabalho como sendo “[...] um conjunto de formulários e documentos obtidos pelo 
auditor durante seu exame, bem como as provas e descrições dessas realizações; 
constituem a evidência do trabalho executado e o fundamento da sua opinião”.
Por se tratar de documento pessoal em que o auditor fundamentou suas 
conclusões, a propriedade é sua, mesmo que se trate de documentos da empresa, 
contudo possuem caráter confidencial.
Este papel de trabalho, que você deverá produzir referente ao exame das 
demonstrações contábeis, deve ser um papel que contenha início, meio e fim, ou 
seja, precisa ser completo, dando sentido ao trabalho realizado. Os documentos 
devem ser claros, objetivos e com um encadeamento lógico que possibilite o 
entendimento de qualquer leigo no assunto.
Conforme Attie (1998), vários documentos podem se tornar papéis de 
trabalho, como, por exemplo:
•	 lançamentos de ajustes e/ou reclassificações;
•	 pontos para recomendação;
•	 memorandos;
•	 balancetes de trabalhos;
•	 análises;
•	 conciliação; e
•	 programas de auditoria.
TÓPICO 3 | FASE DE EXECUÇÃO DA AUDITORIA
157
2.1 A CODIFICAÇÃO DOS PAPÉIS DE TRABALHO
Caro(a) acadêmico(a)! Também é importante notar que a elaboração do 
papel de trabalho pelo auditor requer certa padronização nos documentos, como, 
por exemplo:
a) Os papéis de trabalho sempre vêm acompanhados da sigla “PT” (Papel de 
Trabalho) ou da sigla “WP”, que significa o termo em inglês Work Paper.
b) Informações do nome da empresa, data-base do exame e a área que está sendo 
examinada devem ser anotadas na parte superior do PT.
c) Não devem ser feitas anotações do verso do PT.
d) A identificação dos números (codificações) do PT deve ser indicada na parte 
superior.
e) Os tiques ou símbolos são anotados ao lado do número auditado e devem ser 
explicitados na parte inferior do PT.
Seria lógico concluir que, com todo esse cuidado e zelo pelo papel de 
trabalho, o auditor deva ter um método prático e eficiente de organizar esta 
documentação. Neste contexto, a sua organização envolve uma codificação 
destes papéis, bem como uma clara referência do exame realizado e observações 
relevantes, o que denominamos de indicação dos exames realizados.
A respeito dos modelos de papéis de trabalho, veremos alguns a seguir. Mas vale 
lembrar que você teve acesso a muitos modelos de papéis de trabalho à sua disposição, no 
material que se refere a disciplina de Auditoria Contábil.
Não existe uma regra ou padronização do sistema de referência ou codificação 
dos papéis de trabalho; cabe, sim, a cada auditor ou à própria empresa de auditoria, definir 
os parâmetros de codificação.
IMPORTANT
E
IMPORTANT
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UNIDADE 4 | RELATÓRIO FINAL DE ESTÁGIO: AUDITORIA INDEPENDENTE E ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
158
Por convenção, os papéis de trabalho normalmente recebem codificações 
com letras maiúsculas, obedecendo à sequência lógica e racional que devem 
representar um conjunto de papéis que comprovam o serviço executado. 
A seguir sugerimos uma forma de codificação:
QUADRO 7 – CODIFICAÇÃO DE PAPÉIS DE TRABALHO
BT BALANCETE DE TRABALHO - FOLHA MESTRA
 
BTA BALANCETE DE TRABALHO - ATIVO
A DISPONIBILIDADES
C ESTOQUES
F IMOBILIZADO
BTP BALANCETE DE TRABALHO - PASSIVO
AA OBRIGAÇÕES FINANCEIRAS
BB FORNECEDORES DE BENS E SERVIÇOS
CC CONTAS A PAGAR
EE OBRIGAÇÕES TRIBUTÁRIAS
HH OBRIGAÇÕES TRABALHISTAS E PREVIDENCIÁRIAS
SS PATRIMÔNIO LÍQUIDO
BTL BALANCETE DE TRABALHO – LUCRO LÍQUIDO
DR10.1 RECEITA BRUTA DE VENDAS
DR10.2 IMPOSTOS S/ VENDAS
DR10.3 CUSTOS DAS VENDAS
DR10 RESULTADO OPERACIONAL BRUTO
DR40 DESPESAS COM. E ADMINISTRATIVAS
DR50 DESPESAS E RECEITAS FINANCEIRAS
DR80 IMPOSTOS S/ LUCRO
FONTE: Os autores
Como se pode observar, a codificação proporciona uma indexação por 
tipo de assunto examinado, contudo os exames específicos efetuados em cada 
área devem ser indexados, conforme se demonstra a seguir:
TÓPICO 3 | FASE DE EXECUÇÃO DA AUDITORIA
159
QUADRO 8 – INDEXAÇÃO DOS PAPÉIS DE TRABALHO
BT Balancete de Trabalho - Folha Mestra
1-BT Lançamentos de Ajustes e/ou reclassificação
2-BT Pontos de recomendação
BTA Balanço de Trabalho - Ativo
A Disponibilidades
A10 Caixa
A10-1 Contagem do Caixa
A20 Bancos Conta Movimento
A20-1 Conciliação Bancária
A20-2 Carta de Confirmação de Saldos Bancários
FONTE: Adaptado de Attie (1998)
No exemplo exposto, vimos que o PT A – Disponibilidade foi detalhado em 
um programa de auditoria de caixa denominado de PT A10, e este foi detalhado 
em um procedimento de contagem física do caixa denominado de PT A10-1.
Note que a subsidiária do papel A – Disponível recebeu o número 
sequencial 10, ou seja, A10, contudo a sua subsidiária contagem de caixa recebe 
um hífen precedido no número sequencial 1, isto quer dizer A10-1. Essa estrutura 
permite criar e manter organizadamenteuma enorme quantidade de jogos de 
papéis referentes àquele trabalho de auditoria.
Perceba também que, toda vez que nossos papéis de trabalho se referirem 
a “Lançamentos de Ajustes e/ou Reclassificações”, ou ainda, de “Pontos de 
Recomendação”, serão precedidos respectivamente dos números 1 e 2, seguidos da 
sigla correspondente a “BT”, que significa Balancete de Trabalho da folha mestra. 
Isto acontece porque os ajustes e as recomendações serão agrupados em 
um único papel de trabalho. Contudo, em cada recomendação ou ajuste será 
anotada a referência do PT que originou o ponto.
Aconselha-se utilizar, para os papéis de trabalho subsidiários, uma numeração 
entre uma conta e outra de pelo menos 10 posições. Por exemplo, para o disponível seria: 
A10 – Caixa, A20 – Bancos Conta Movimento e A30 – Aplicações financeiras de curto 
prazo. Para Contas a Receber poderia ser B10 – Duplicatas a receber, B20 – Duplicatas 
descontadas e B30 – Provisão para devedores duvidosos, e assim por diante.
DICAS
UNIDADE 4 | RELATÓRIO FINAL DE ESTÁGIO: AUDITORIA INDEPENDENTE E ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
160
O papel de trabalho que resume ou sintetiza todos os trabalhos de 
auditoria denomina-se “Folha Mestra”, e as demais decompostas em vários níveis 
denominam-se “Subsidiárias”, pois detalham os procedimentos que subsidiam 
as conclusões do auditor.
As folhas mestras devem conter:
a) título dos grupos ou subgrupos de contas das demonstrações contábeis;
b) os saldos finais do exercício anterior;
c) os saldos não auditados do período;
d) espaço para os ajustes e/ou reclassificações; e
e) os saldos auditados do período referenciados no resumo das folhas mestras.
Neste caso, a folha mestra que se denomina papel de trabalho BT (Balancete 
de Trabalho) será o papel inicial que indexará os demais papéis. Ao avançarmos 
no tópico será demonstrada passo a passo a estrutura dos papéis de trabalho em 
cada conta analisada, portanto, procure neste momento compreender como você 
deve fazer as amarrações dos papéis.
Perceba que a mestra pode ser subdividida em Balancete de Trabalho – 
Ativo (BTA), Balancete de Trabalho – Passivo (BTP) e Balancete de Trabalho – 
Lucro Líquido (BTL).
A seguir, um exemplo de Balancete de Trabalho utilizado como folha 
mestra.
Caro(a) acadêmico(a)! Se preferir, poderá usar a codificação e amarração dos 
papéis de trabalho demonstradas no Caderno de Auditoria Contábil.
IMPORTANT
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TÓPICO 3 | FASE DE EXECUÇÃO DA AUDITORIA
161
QUADRO 9 – MODELO DE FOLHA MESTRA
FONTE: Os autores
As informações que subsidiam a folha mestra são extraídas do balanço 
patrimonial e demonstração de resultado do exercício, logo a folha mestra 
trata da abertura do trabalho de auditoria e serve de ponto de partida para as 
amarrações dos papéis de trabalho subsidiários. A essas amarrações entre os 
papéis de trabalhos denomina-se referências cruzadas. 
Conforme Attie (1998), “[...] as referências cruzadas proporcionam 
adequada amarração dos papéis de trabalho, evidenciando onde os trabalhos 
foram realizados ou os valores examinados, sejam em uma mesma área ou que 
tenham influências em outras áreas de trabalho.”
UNIDADE 4 | RELATÓRIO FINAL DE ESTÁGIO: AUDITORIA INDEPENDENTE E ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
162
2.2 A INDICAÇÃO DOS EXAMES REALIZADOS NOS 
PAPÉIS DE TRABALHO
Todo trabalho praticado pelo auditor necessita evidenciar a origem que 
comprove que conferiu determinado valor com um documento.
É importante destacar que a indicação dos exames deve sempre ser feita 
em outra cor, que proporcione uma diferenciação visual, normalmente utiliza-se 
o vermelho como padrão.
FIGURA 1 – LAPISEIRA DO AUDITOR
FONTE: Disponível em: <www.ravil.com.br>. Acesso em: 24 jul. 2011.
Desta forma, o auditor registra no papel de trabalho anotações e/ou 
símbolos, que confirmam o trabalho realizado. Isto se denomina indicação dos 
exames de auditoria, que pode ser, segundo Attie (1998), através de tiques, letras 
ou notas explicativas.
Os tiques são símbolos indicativos realizados pelo auditor que transmitem, 
de forma sintetizada, que um determinado exame foi executado. Normalmente, 
Você sabia? O auditor utiliza uma lapiseira especial denominada “lapiseira 
do auditor”! Observando a figura a seguir, pode-se constatar que esta lapiseira possui 
duas pontas, sendo uma com grafite preto e a outra com grafite vermelho, para fazer as 
indicações dos exames.
NOTA
Contudo, para a confirmação de que os exames foram realizados utiliza-
se a técnica da indicação dos exames nos papéis de trabalhos.
TÓPICO 3 | FASE DE EXECUÇÃO DA AUDITORIA
163
são utilizados para indicar conferências de valores, cujas explicações para o 
símbolo são descritas na parte inferior do papel de trabalho.
Novamente destacamos que não existe um padrão de simbologia para os 
tiques de auditoria, pois se trata de sinais peculiares do auditor que os executou. 
Contudo, convencionaram-se alguns tiques mais utilizados, que podem ser vistos 
no material de Auditoria Contábil.
Exemplos de tiques de auditoria criados a partir do aplicativo Word.
QUADRO 10 – MODELOS DE TIQUES DE AUDITORIA
¥ Conferimos com documento suporte
€ Totalizado
∞ Conferimos com nossos papéis de trabalho
± Soma conferida
≠ Conferimos com PT anterior
¢ Conferimos com o razão
µ Conferimos com a folha mestra
 Calculado
 Confere com o contrato
£ Conforme notas fiscais examinadas
FONTE: Os autores
As letras explicativas são simbologias usadas pelo auditor para explicar 
com mais detalhes determinado fato, do que apenas uma simples conferência. 
Normalmente são usadas letras do alfabeto, minúsculas, dentro de um círculo, ao 
lado do item examinado, e repetido na parte inferior do papel de trabalho, com a 
descrição da sua observação.
Você pode definir seus tiques de auditoria no próprio aplicativo Word. Basta 
acessar a opção do menu “Inserir – Símbolos” e selecionar os de seu agrado e indicar seus 
significados.
DICAS
UNIDADE 4 | RELATÓRIO FINAL DE ESTÁGIO: AUDITORIA INDEPENDENTE E ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
164
FIGURA 2 – MODELO DE INDICAÇÕES DE EXAME POR LETRAS EXPLICATIVAS
FONTE: Os autores
Como no exemplo da figura, o uso de letras explicativas como indicação 
de exames de auditoria será necessário no momento em que o auditor necessitar 
explicar alguma exceção, adicionando informações constatadas durante seu exame.
Outra simbologia utilizada pelo auditor para indicar seus exames são as 
“notas explicativas”, que representam adição de informações constatadas em 
seus exames, mas que possuem sentido de ordem geral.
FIGURA 3 – MODELO DE INDICAÇÕES DE EXAME POR NOTAS EXPLICATIVAS
FONTE: Os autores
TÓPICO 3 | FASE DE EXECUÇÃO DA AUDITORIA
165
A indicação dos exames de auditoria nos papéis de trabalho, nas formas 
relatadas neste caderno, representa um importante mecanismo, que propicia ao 
auditor executar seu trabalho com qualidade e eficiência.
3 MODELOS PARA ELABORAÇÃO DE 
PAPÉIS DE TRABALHO
No tópico anterior vimos que, na fase inicial da Auditoria, o auditor deve 
preparar, com base nas informações coletadas com o cliente, o planejamento 
das horas, os procedimentos de auditoria que serão utilizados e a elaboração do 
contrato de prestação de serviços de auditoria.
Antes de qualquer coisa, é bom explicitar que uma boa organização pode 
resultar em um trabalho com maior qualidade durante sua execução.
O primeiro passo é solicitar à empresa auditada os documentos necessários 
para realizar seus trabalhos. O auditor deve solicitar isto por escrito, em uma 
relação de documentos, com clara identificação do que se pede.
A seguir demonstraremos um modelo de relação de documentos 
solicitados que pode ser utilizado em seu trabalho. A documentação a ser exigida, 
contudo, dependerá do que o auditor vai solicitarem virtude da extensão dos 
seus trabalhos.
Caro(a) acadêmico(a)! Agora que revimos alguns conceitos estudados na 
disciplina de Auditoria Contábil, você poderá realizar a auditoria da empresa do seu trabalho 
de estágio.
Fique atento(a)! Os papéis de trabalho são uma de suas entregas nesta etapa!
ATENCAO
ATENCAO
UNIDADE 4 | RELATÓRIO FINAL DE ESTÁGIO: AUDITORIA INDEPENDENTE E ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
166
QUADRO 11 – MODELO DE RELAÇÃO DE DOCUMENTOS SOLICITADOS
FONTE: Os autores
O formulário de solicitação de documentos também tem a finalidade de 
controle, pois, a cada documento entregue pela empresa, o auditor deve registrar 
a data do recebimento e seu status, para posterior cobrança pela falta da entrega. 
Uma vez recebidas as demonstrações contábeis e o auditor ter elaborado 
a folha mestra com estas informações, poderá iniciar os exames conforme os 
procedimentos de auditoria programados. 
O objetivo deste tópico é propor um conjunto de papéis de trabalho que o 
acadêmico possa utilizar como referência básica para realização do seu exame nas 
demonstrações contábeis da empresa a ser auditada.
IMPORTANT
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TÓPICO 3 | FASE DE EXECUÇÃO DA AUDITORIA
167
3.1 PAPEL DE TRABALHO DE LANÇAMENTO DE AJUSTES E/
OU RECLASSIFICAÇÃO – “PT 1-BT”
Este papel de trabalho tem por objetivo registrar todas as correções de 
lançamentos contábeis incorretos (reclassificação) ou erros de cálculos que afetem 
as demonstrações contábeis e necessitem de ajustes. Utiliza-se então um papel de 
trabalho para registrar de forma resumida os lançamentos contábeis, conforme se 
demonstra a seguir.
QUADRO 12 – MODELO DE PT 1-BT LANÇAMENTOS DE AJUSTES E/OU RECLASSIFICAÇÃO
FONTE: Adaptado de Attie (1998)
Neste papel de trabalho proceda da seguinte forma:
a) Após efetuar a indicação de exame com o uso de letras no papel de trabalho 
subsidiário, faça a amarração registrando o lançamento de ajuste no PT 1-BT.
b) Para cada lançamento deve-se informar a conta débito e conta crédito, com 
lançamento dos valores de ajuste correspondente e histórico do registro.
c) Registrar numeração sequencial para cada ajuste e/ou reclassificação.
UNIDADE 4 | RELATÓRIO FINAL DE ESTÁGIO: AUDITORIA INDEPENDENTE E ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
168
No final dos trabalhos, todas as anotações feitas neste papel de trabalho 
deverão ser discutidas com o cliente, uma vez que implicarão ajustes nas 
demonstrações contábeis.
3.2 PAPEL DE TRABALHO DE PONTOS DE 
RECOMENDAÇÃO – “PT 2-BT”
Este papel de trabalho tem por objetivo documentar as divergências 
encontradas sob exame das demonstrações contábeis em seus procedimentos 
internos que impactem em fragilidade. 
Os pontos de recomendação são importantes para compor o relatório das 
divergências encontradas, sendo esta uma das atividades da fase de finalização 
da auditoria.
QUADRO 13 – MODELO DE PT 2-BT PONTOS DE RECOMENDAÇÃO
FONTE: Adaptado de Attie (1998)
Neste papel de trabalho proceda da seguinte forma:
a) ao identificar uma divergência durante o exame, relate o número sequencial 
de controle;
b) na coluna referência faça a amarração ao papel de trabalho subsidiário;
c) na coluna ponto observado, indique a constatação de divergência observada 
em seu exame;
d) na coluna possível consequência, identifique a possível causa da divergência; e 
TÓPICO 3 | FASE DE EXECUÇÃO DA AUDITORIA
169
e) na coluna recomendação, faça sugestão de melhoria em face dessa divergência.
Da mesma forma que o papel de Lançamento de ajustes e/ou 
reclassificações, este papel de trabalho deve ser discutido com o cliente; contudo, 
antes se deve preparar um relatório de divergências suscitando todos os aspectos 
de problemas encontrados durante os exames de auditoria.
3.3 PAPÉIS DE TRABALHO EM 
DISPONIBILIDADES – “PT A”
Conforme descrito nos procedimentos, o objetivo da auditoria em 
disponibilidade será de determinar a existência das disponibilidades, se estão 
corretamente descritas e classificadas e se as divulgações cabíveis foram feitas no 
balanço ou notas explicativas.
Logo, será necessário efetuar uma análise das movimentações do caixa e a 
contagem física e análise documental em trânsito. 
O conjunto de papéis de trabalho necessários para os apontamentos do 
auditor será:
QUADRO 14 – ESTRUTURA DOS PAPÉIS DO DISPONÍVEL
BT - Balancete de Trabalho - Folha Mestra
1-BT - Lançamentos de Ajustes e/ou reclassificação
2-BT - Pontos de recomendação
BTA - Balancete de Trabalho - Ativo
A - Disponibilidades
A10 - Caixa
A10-1 - Análise do caixa
A10-2 - Conferência do caixa
FONTE: Os autores
UNIDADE 4 | RELATÓRIO FINAL DE ESTÁGIO: AUDITORIA INDEPENDENTE E ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
170
FIGURA 4 – MODELO PT A10-1 ANÁLISE DA CONTA CAIXA
FONTE: Os autores
Neste papel de trabalho proceda da seguinte forma:
a) Faça a composição dos documentos de caixa que originaram as entradas e 
saídas, relacionando-as nas colunas correspondentes, bem como a data e 
histórico do documento.
b) Totalize e faça indicação do exame referente ao total das entradas e saídas.
TÓPICO 3 | FASE DE EXECUÇÃO DA AUDITORIA
171
c) Faça a amarração com os papéis subsidiários indicando de onde o saldo foi 
conferido.
d) Faça a indicação de exame para conferência do saldo inicial e final com o livro 
diário.
FIGURA 5 – MODELO PT A10-2 CONFERÊNCIA DO CAIXA
FONTE: Os autores
UNIDADE 4 | RELATÓRIO FINAL DE ESTÁGIO: AUDITORIA INDEPENDENTE E ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
172
Neste papel de trabalho proceda da seguinte forma:
a) simule uma auditoria no caixa da empresa, identificando documentos e valores 
em espécie encontrados;
b) preencha o recibo-devolução e peça ao responsável pelo caixa que assine o 
documento;
c) faça a indicação dos exames de inspeção física, totalização e conferência com 
boletim de caixa.
3.4 PAPÉIS DE TRABALHO EM ESTOQUES (PT C)
O objetivo de uma auditoria em estoques, em nosso modelo, visa identificar 
se os valores apresentados no balanço representam as quantidades físicas de 
produtos estocadas em armazéns da empresa, de terceiros ou em trânsito.
Uma auditoria no estoque poderia implicar uma série de procedimentos, 
como, por exemplo, citado por Attie (1998):
a) segregação de funções entre a guarda física e a contabilização;
b) compras com autorização por alçada;
c) pesquisa e orçamentação de compras documentada;
d) utilização de requisição para materiais de produção;
e) apontamento de horas de produção;
f) controle permanente dos estoques;
g) contagem e conciliação permanente dos estoques; entre outros.
Como nosso modelo tem finalidade didático-pedagógica, o que se propõe 
é uma análise documental da movimentação do estoque, conforme método 
utilizado pela empresa auditada e confirmação de saldos.
O conjunto de papéis de trabalho necessários para os apontamentos do 
auditor será:
TÓPICO 3 | FASE DE EXECUÇÃO DA AUDITORIA
173
QUADRO 15 – ESTRUTURA DOS PAPÉIS DO ESTOQUE
BT - Balancete de Trabalho - Folha Mestra
1-BT - Lançamentos de Ajustes e/ou reclassificação
2-BT - Pontos de recomendação
BTA - Balancete de Trabalho - Ativo
C - Estoques
C10 - Estoques de produtos acabados
C10-1 - Análise de estoque
C10-2 - Análise do custo unitário do estoque
FONTE: Os autores
FIGURA 6 – MODELO PT C10-1 ANÁLISE DA CONTA ESTOQUE
UNIDADE 4 | RELATÓRIO FINAL DE ESTÁGIO: AUDITORIA INDEPENDENTE E ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
174
FONTE: Os autores
Neste papel de trabalho proceda da seguinte forma:
a) Faça o registro no papel de trabalho de todas as notas fiscais de entrada e saída 
de mercadorias do estoque, a valores de custo, indicando data, número do 
documento fiscal, valor unitário, quantidade e valor total.
b) Totalize e verifique a movimentação e indiqueem seus exames se o saldo 
confere com o saldo da folha mestra.
FIGURA 7 – MODELO PT C10-2 ANÁLISE DO CUSTO UNITÁRIO DE ESTOQUE
FONTE: Os autores
TÓPICO 3 | FASE DE EXECUÇÃO DA AUDITORIA
175
Neste papel de trabalho proceda da seguinte forma:
a) Com base nas notas fiscais de entradas contabilizadas, registre e calcule o custo 
unitário por produto, evidenciando o produto, número do documento fiscal, 
quantidade de valor total do produto.
b) Após conferir os cálculos e confirmar o valor unitário do produto, faça a 
indicação de conferência do exame.
3.5 PAPÉIS DE TRABALHO EM IMOBILIZADO (PT F)
A auditoria em imobilizado objetiva constatar a existência física e 
propriedade dos bens. Também busca analisar se os métodos de avaliação são 
adequados e se os cálculos da depreciação do período estão corretos.
O conjunto de papéis de trabalho necessários para os apontamentos do 
auditor será:
Caro(a) acadêmico(a)! O papel de trabalho C10-2 foi feito considerando que 
a atividade está no regime de tributação pelo lucro real e enquadrada pela legislação do 
Imposto de Renda. Está sujeita ao recolhimento do PIS e COFINS não cumulativo e as 
compras de mercadorias podem ser abatidas. A este respeito, você deve observar a forma 
de enquadramento da empresa auditada e, neste caso, este papel de trabalho deverá ser 
adaptado. Conforme consta no site da Receita Federal do Brasil (RFB), são as pessoas 
jurídicas de direito privado e as que lhes são equiparadas pela legislação do Imposto 
de Renda, inclusive as empresas públicas, as sociedades de economia mista e suas 
subsidiárias. Ressalvadas, quanto ao PIS/PASEP, as pessoas jurídicas relacionadas no Art. 
13 da MP nº 2.158-35, de 2001, que estão sujeitas ao PIS/PASEP - Folha de Salários, sendo 
isenta a COFINS, nesses casos, quanto às receitas relativas às atividades próprias daquelas 
entidades (Lei Complementar nº 70, de 1991, Art. 1º; Lei nº 9.715, de 1998, Art. 2º, I; Lei nº 
9.718, de 1998, Art. 2º; Lei nº 10.637, de 2002, Art. 4º c/c Art. 1º; Lei nº 10.833, de 2003, Art. 
5º c/c Art. 1º; MP nº 2.158-35, de 2001, Art. 14, §§ 1º e 2º).
IMPORTANT
E
QUADRO 16 – ESTRUTURA DOS PAPÉIS DO IMOBILIZADO
BT - Balancete de Trabalho - Folha Mestra
1-BT - Lançamentos de Ajustes e/ou reclassificação
2-BT - Pontos de recomendação
BTA - Balancete de Trabalho - Ativo
F - Imobilizado
F10 - Bens em operação
F10-1 - Análise do imobilizado
F10-2 - Cálculo global da depreciação
FONTE: Os autores
UNIDADE 4 | RELATÓRIO FINAL DE ESTÁGIO: AUDITORIA INDEPENDENTE E ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
176
FIGURA 8 – MODELO PT F10-1 ANÁLISE DO IMOBILIZADO
FONTE: Os autores
TÓPICO 3 | FASE DE EXECUÇÃO DA AUDITORIA
177
Neste papel de trabalho proceda da seguinte forma:
a) faça uma relação das adições patrimoniais no período com base na análise 
documental (notas fiscais, controles internos etc.);
b) confirme que todos os bens adquiridos são de propriedade da empresa e faça 
indicação dos exames no papel de trabalho;
c) confira os saldos com a folha mestra;
d) relacione os bens e anote as taxas de depreciação definidas no RIR/99 - 
Regulamento do Imposto de Renda (Decreto 3.000/99);
e) efetue os cálculos, confira os saldos e faça a indicação dos exames;
f) preencha a composição dos saldos do imobilizado e faça a indicação dos exames.
3.6 PAPÉIS DE TRABALHO EM FORNECEDORES 
DE BENS E SERVIÇOS (PT AA)
A auditoria em Fornecedores de Bens e Serviços tem como objetivo 
verificar se as exigibilidades estão classificadas contabilmente de forma correta e 
se de fato pertencem à empresa.
Neste modelo didático-pedagógico, o conjunto de papéis de trabalho 
necessários para os apontamentos do auditor será:
QUADRO 17 – ESTRUTURA DOS PAPÉIS DE FORNECEDORES DE BENS E SERVIÇOS
BT - Balancete de Trabalho - Folha Mestra
1-BT - Lançamentos de Ajustes e/ou Reclassificação
2-BT - Pontos de recomendação
BTP - Balancete de Trabalho - Passivo
AA - Fornecedores de Bens e Serviços
AA10 - Análise dos Fornecedores de Bens e Serviços
AA10-1 - Metal G. Iluminação
AA10-1.1 - Carta de confirmação de saldo
AA10-2 - Alumetal Ltda.
AA10-2.1 - Carta de confirmação de saldo
FONTE: Os autores
UNIDADE 4 | RELATÓRIO FINAL DE ESTÁGIO: AUDITORIA INDEPENDENTE E ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
178
FIGURA 9 – MODELO PT AA10 ANÁLISE DO FORNECEDOR DE BENS E SERVIÇOS
FONTE: Os autores
Neste modelo de papel de trabalho proceda da seguinte forma:
a) faça uma relação com as notas fiscais de entrada, registrando em colunas a 
data de emissão, número da nota fiscal, número da duplicata do fornecedor, 
TÓPICO 3 | FASE DE EXECUÇÃO DA AUDITORIA
179
um campo para a indexação do papel de trabalho, valor, vencimento e data de 
pagamento;
b) totalize e faça a composição dos saldos;
c) confira o saldo com a folha mestra e faça a indicação do exame;
d) confirme a liquidação subsequente das duplicatas e faça a indicação do exame;
e) faça a indexação com os papéis de confirmação dos saldos em aberto.
3.6.1 Pedido de confirmação
A confirmação é um dos procedimentos de auditoria e resulta na declaração 
formal, imparcial, garantindo a independência das informações obtidas de fontes 
externas.
Conforme Attie (1998), existem dois tipos de confirmação: positivo e 
negativo. O pedido de confirmação positivo é utilizado na intenção de se obter 
uma confirmação formal trazendo mais subsídios, visto que se obtém a evidência 
com base na resposta formal. Este pedido ainda pode ser utilizado de duas 
formas: branco e preto. 
Em pedido de confirmação positivo branco não se colocam valores para 
confirmação na data-base, enquanto no pedido de confirmação positivo preto são 
declarados os valores a serem confirmados na data-base.
Pedido de confirmação negativo é utilizado somente quando houver a 
necessidade de resposta em discordância com as informações existentes em 
determinada data-base.
Demonstram-se a seguir os modelos para esclarecimentos.
UNIDADE 4 | RELATÓRIO FINAL DE ESTÁGIO: AUDITORIA INDEPENDENTE E ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
180
FIGURA 10 – MODELO DE PEDIDO DE CONFIRMAÇÃO POSITIVO - BRANCO
FONTE: Adaptado de Attie (1998)
TÓPICO 3 | FASE DE EXECUÇÃO DA AUDITORIA
181
FIGURA 11 – MODELO DE PEDIDO DE CONFIRMAÇÃO POSITIVO - PRETO
FONTE: Adaptado de Attie (1998)
UNIDADE 4 | RELATÓRIO FINAL DE ESTÁGIO: AUDITORIA INDEPENDENTE E ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
182
FIGURA 12 – MODELO DE PEDIDO DE CONFIRMAÇÃO NEGATIVO
FONTE: Adaptado de Attie (1998)
TÓPICO 3 | FASE DE EXECUÇÃO DA AUDITORIA
183
Depois de selecionados os fornecedores que terão seus saldos confirmados 
por pessoas externas à entidade auditada, deve-se ater-se ao controle efetivo do 
envio dos pedidos de confirmação e o recebimento da resposta.
FIGURA 13 – MODELO DE RESPOSTA DE PEDIDO DE CONFIRMAÇÃO
FONTE: Adaptado de Attie (1998)
Caro(a) acadêmico(a)! O auditor deve determinar o tipo de confirmação 
necessária, contudo, pode-se valer de ambos os tipos de confirmação.
IMPORTANT
E
UNIDADE 4 | RELATÓRIO FINAL DE ESTÁGIO: AUDITORIA INDEPENDENTE E ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
184
Com relação às respostas recebidas, elas devem ser analisadas 
criteriosamente. Eis que as informações provenientes de fontes externas podem 
revelar problemas de várias formas, como desvios, apropriações indébitas, 
valores fictícios, entre outros.
3.7 PAPÉIS DE TRABALHO EM 
CONTAS A PAGAR (PT BB)
A auditoria em Contas a Pagar tem por objetivo verificar se as contas a 
pagar são reais e devidas para a empresa, se estão corretamente classificadas e 
demonstradas.
O conjunto de papéis de trabalho necessários para os apontamentos do 
auditor será:
QUADRO 18 – ESTRUTURA DOS PAPÉIS DE CONTAS A PAGAR
BT - Balancete de Trabalho - Folha Mestra
1-BT - Lançamentosde Ajustes e/ou Reclassificação
2-BT - Pontos de Recomendação
BTP - Balancete de Trabalho - Passivo
BB - Contas a Pagar
BB10 - Análise de Contas a Pagar
FONTE: Os autores
Caro(a) acadêmico(a)! Você deverá preparar a carta de pedido de confirmação 
conforme modelo que julgar necessário, e a resposta do pedido de confirmação dos 
fornecedores relacionados no papel de trabalho PT AA10, para anexar ao seu trabalho.
IMPORTANT
E
TÓPICO 3 | FASE DE EXECUÇÃO DA AUDITORIA
185
FIGURA 14 – MODELO PT BB10-1 ANÁLISE DE CONTAS A PAGAR
FONTE: Os autores
Neste modelo de papel de trabalho proceda da seguinte forma:
a) Inicialmente faça um resumo de Contas a Pagar, registrando em colunas a 
data, nome do fornecedor, duplicata, valor, vencimento, data de pagamento, 
campo para amarração do papel e/ou indicação de exame, e saldo.
b) Confirme os valores com as notas fiscais, totalize e faça a indicação do exame.
UNIDADE 4 | RELATÓRIO FINAL DE ESTÁGIO: AUDITORIA INDEPENDENTE E ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
186
c) Verifique se os títulos em aberto foram liquidados após a data-base e faça a 
indicação do exame. Neste caso, você apenas simula que efetuou a checagem, 
pois didaticamente foram realizados apenas dois períodos (meses) e, portanto, 
não houve continuidade dos registros da empresa.
d) Confirme a liquidação das duplicatas e faça a indicação do exame.
e) Confira os saldos apurados com o saldo da folha mestra e faça a indicação do 
exame.
f) Faça a amarração do saldo final com sua folha mestra.
3.8 PAPÉIS DE TRABALHO EM OBRIGAÇÕES 
FINANCEIRAS (PT CC)
A auditoria em Obrigações Financeiras tem como objetivo averiguar se 
os saldos contábeis de empréstimos e financiamentos são reais e devidos pela 
empresa. Verifica ainda se há ativos dados em garantia e se estão devidamente 
demonstrados.
O conjunto de papéis de trabalho necessários para os apontamentos do 
auditor será:
QUADRO 19 – ESTRUTURA DOS PAPÉIS DE OBRIGAÇÕES FINANCEIRAS
BT - Balancete de Trabalho - Folha Mestra
1-BT - Lançamentos de Ajustes e/ou Reclassificação
2-BT - Pontos de recomendação
BTP - Balancete de Trabalho - Passivo
CC - Empréstimos e Financiamentos
CC10 - Banco de Crédito Financiatudo S.A.
FONTE: Os autores
TÓPICO 3 | FASE DE EXECUÇÃO DA AUDITORIA
187
FIGURA 15 – MODELO PT CC10 BANCO DE CRÉDITO FINANCIATUDO S.A.
FONTE: Os autores
Neste modelo de papel de trabalho proceda da seguinte forma:
a) faça uma análise do razão contábil e verifique a existência de obrigações 
financeiras;
b) elabore um resumo da movimentação no período base com as informações 
referentes à data da concessão do empréstimo, identificação, vigência, número 
de parcelas, qual sistema de amortização utilizado, taxa de juros, valor principal 
contratado, pagamentos, campo para amarração do papel e/ou indicação de 
exame e saldo a pagar;
c) confirme as informações com o contrato e faça a indicação dos exames;
d) faça a amarração do PT com a sua subsidiária referente ao envio da carta de 
confirmação de empréstimos;
e) calcule a dívida com base nas informações confirmadas, totalize e faça a 
indicação dos exames;
f) confirme os valores de juros e saldo devedor com os avisos bancários e faça a 
indicação do exame.
UNIDADE 4 | RELATÓRIO FINAL DE ESTÁGIO: AUDITORIA INDEPENDENTE E ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
188
Este papel de trabalho só terá finalidade se houver financiamentos na 
empresa auditada. A validade das informações financeiras de obrigações deve 
ser confirmada através de carta de circularização, conforme sugestão de modelo 
demonstrado a seguir.
FIGURA 16 – MODELO DE CONFIRMAÇÃO DE EMPRÉSTIMOS
FONTE: Os autores
Para relembrar o cálculo do sistema de amortização você pode rever os 
conceitos no Caderno de Estudos da disciplina de Matemática Financeira.
DICAS
TÓPICO 3 | FASE DE EXECUÇÃO DA AUDITORIA
189
FIGURA 17 – MODELO DE RESPOSTA DE CONFIRMAÇÃO DE EMPRÉSTIMOS
FONTE: Adaptado de Attie (1998)
UNIDADE 4 | RELATÓRIO FINAL DE ESTÁGIO: AUDITORIA INDEPENDENTE E ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
190
Nestes dois modelos de papel de trabalho proceda da seguinte forma:
a) elabore a carta para cada banco que estiver sendo analisado;
b) faça a carta-resposta à empresa de auditoria modelo com as informações para 
sua conferência e faça nela as indicações dos exames.
3.9 PAPÉIS DE TRABALHO EM 
OBRIGAÇÕES TRIBUTÁRIAS (PT EE)
A auditoria em obrigações tributárias tem como objetivo verificar se 
as obrigações estão calculadas, classificadas e demonstradas corretamente, se 
foram liquidadas e se não existem obrigações tributárias que não tenham sido 
registradas.
Nesta análise tributária é fundamental compreender a forma de tributação 
escolhida pela empresa e confirmar os cálculos efetuados. Para identificar 
possíveis falhas, verificar a liquidação subsequente.
O conjunto de papéis de trabalho necessários para os apontamentos do 
auditor será:
QUADRO 20 – ESTRUTURA DOS PAPÉIS DE OBRIGAÇÕES TRIBUTÁRIAS
BT - Balancete de Trabalho - Folha Mestra
1-BT - Lançamentos de Ajustes e/ou reclassificação
2-BT - Pontos de recomendação
BTP - Balancete de Trabalho - Passivo
EE - Obrigações tributárias
EE10 - ICMS a Recolher
EE10-1 - Análise das contas tributárias - ICMS
EE20 - PIS a Recolher
EE20-1 - Análise das contas tributárias - PIS
EE30 - COFINS a Recolher
EE30-1 - Análise das contas tributárias - COFINS
EE40 - IRPJ a Pagar
EE40-1 - Análise das contas tributárias - IRPJ a Pagar
EE50 - CSLL a Pagar
EE50-1 - Análise das contas tributárias - CSLL a Pagar
FONTE: Os autores
TÓPICO 3 | FASE DE EXECUÇÃO DA AUDITORIA
191
3.9.1 Análise das contas tributárias - ICMS (PT EE10-1)
O ICMS (Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias 
e sobre prestações de serviços de transporte interestadual, intermunicipal e de 
comunicação) é um imposto cuja competência pertence aos estados e ao Distrito 
Federal. Sua regulamentação constitucional está prevista por Lei Complementar 
nº 87/1996, alterada posteriormente pelas Leis Complementares nº 92/97, nº 99/99 
e nº 102/2000.
FIGURA 18 – MODELO PT EE10-1 ANÁLISE DAS CONTAS TRIBUTÁRIAS - ICMS
Para a auditoria no ICMS você deve verificar a regulamentação do seu estado 
conforme o tipo de negócio do contribuinte que você está auditando.
IMPORTANT
E
UNIDADE 4 | RELATÓRIO FINAL DE ESTÁGIO: AUDITORIA INDEPENDENTE E ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
192
FONTE: Os autores
Neste modelo de papel de trabalho proceda da seguinte forma:
a) obtenha as notas fiscais de entrada e as notas de saídas, registre no papel de 
trabalho as informações: data, nota fiscal, base de cálculo, alíquota do ICMS, 
débito e crédito do imposto, campo para amarração do papel e/ou indicação 
de exame, saldo;
b) depois de registradas as informações, confirme as informações do papel de 
trabalho com a indicação dos exames;
c) verifique as alíquotas do imposto do Estado e faça a indicação dos exames;
d) verifique as bases de cálculo e valor total da nota fiscal;
e) verifique na nota fiscal o cálculo do ICMS, quando houver IPI, se o mesmo 
integra ou não a base de cálculo, e faça indicação dos exames;
f) calcule os valores a débito e a crédito do imposto, confirme com a nota fiscal e 
faça a indicação do exame;
g) totalize e faça a indicação dos exames;
h) confirme os saldos com a folha mestra;
i) faça a amarração do PT com sua subsidiária.
TÓPICO 3 | FASE DE EXECUÇÃO DA AUDITORIA
193
3.9.2 Análise das contas tributárias - PIS (PT EE20-1)
Como já foi dito, o papel de trabalho modelo foi embasado considerando 
que a empresa está enquadrada pelo regime de não cumulatividade para o PIS 
e COFINS. Portanto, caso a empresa auditada seja enquadrada pelo regime 
da cumulatividade, você deverá observaras alterações no papel de trabalho, 
inclusive a respeito das alíquotas.
Para o regime não cumulativo da COFINS são deduzidos, dos débitos 
apurados de cada contribuição, os créditos permitidos conforme legislação sobre 
o assunto. Desta forma, você deve verificar quais situações podem ser deduzidas.
FIGURA 19 – MODELO PT EE20-1 ANÁLISE DAS CONTAS TRIBUTÁRIAS - PIS
Caro(a) acadêmico(a)! A seguir você verá modelos de papéis de trabalho 
voltados para verificação do PIS e COFINS pelo regime da não cumulatividade. Você deve, 
portanto, ficar atento(a) ao tipo de regime tributário enquadrado pela empresa auditada.
ATENCAO
UNIDADE 4 | RELATÓRIO FINAL DE ESTÁGIO: AUDITORIA INDEPENDENTE E ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
194
FONTE: Os autores
Neste modelo de papel de trabalho proceda da seguinte forma:
a) obtenha as notas fiscais de entrada e as notas de saídas, registre no papel de 
trabalho as informações: data, nota fiscal, base de cálculo, alíquota do PIS, 
débito e crédito do imposto, campo para amarração do papel e/ou indicação 
de exame, saldo;
b) depois de registradas as informações, confirme as informações do papel de 
trabalho com a indicação dos exames;
c) verifique a alíquota do imposto e faça a indicação dos exames;
d) verifique as bases de cálculo e valor total da nota fiscal;
e) calcule os valores a débito e a crédito do imposto, confirme com a nota fiscal e 
faça a indicação do exame;
f) totalize e faça a indicação dos exames;
g) confirme os saldos com a folha mestra;
h) faça a amarração do PT com sua subsidiária.
TÓPICO 3 | FASE DE EXECUÇÃO DA AUDITORIA
195
3.9.3 Análise das contas tributárias – COFINS (PT EE30-1)
Para o regime não cumulativo da COFINS são deduzidos, dos débitos 
apurados de cada contribuição, os créditos permitidos conforme legislação sobre 
o assunto. Desta forma, você deve verificar quais situações podem ser deduzidas.
FIGURA 20 – MODELO PT EE30-1 ANÁLISE DAS CONTAS TRIBUTÁRIAS - COFINS
FONTE: Os autores
UNIDADE 4 | RELATÓRIO FINAL DE ESTÁGIO: AUDITORIA INDEPENDENTE E ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
196
3.9.4 Análise das contas tributárias – IRPJ 
a Pagar (PT EE40-1)
Os contribuintes para o Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) são as 
empresas jurídicas e individuais. A tributação oferecida pela legislação, seja por 
opção ou obrigação legal, é pelas formas do Simples, Lucro Presumido, Real e 
Arbitrado.
O modelo utilizado de tributação foi o lucro real cuja legislação é tratada 
pelos artigos 246 a 515 do Regulamento do Imposto de Renda (Decreto nº 3.000/99).
Caso a empresa auditada tenha como tributação qualquer uma das outras 
formas oferecidas, o papel de trabalho deverá ser adaptado para a forma de 
tributação utilizada.
Neste modelo de papel de trabalho proceda da seguinte forma:
a) obtenha as notas fiscais de entrada e as notas de saídas, registre no papel de 
trabalho as informações: data, nota fiscal, base de cálculo, alíquota da COFINS, 
débito e crédito do imposto, campo para amarração do papel e/ou indicação 
de exame, saldo;
b) depois de registradas as informações, confirme as informações do papel de 
trabalho com a indicação dos exames;
c) verifique a alíquota do imposto e faça a indicação dos exames;
d) verifique as bases de cálculo e valor total da nota fiscal;
e) calcule os valores a débito e a crédito do imposto, confirme com a nota fiscal e 
faça a indicação do exame;
f) totalize e faça a indicação dos exames;
g) confirme os saldos com a folha mestra;
h) faça a amarração do PT com sua subsidiária.
TÓPICO 3 | FASE DE EXECUÇÃO DA AUDITORIA
197
FIGURA 21 – MODELO PT EE40-1 ANÁLISE DAS CONTAS TRIBUTÁRIAS – IRPJ A PAGAR
FONTE: Os autores
Neste modelo de papel de trabalho proceda da seguinte forma:
a) obtenha a base de cálculo mensal para o IRPJ e registre as informações do valor 
acumulado, alíquota de IRPJ, valor do IRPJ, alíquota adicional, valor adicional, 
valor pago, campo para amarração do papel e/ou indicação de exame e imposto 
devido;
b) depois de registradas as informações, confirme as informações do papel de 
trabalho com a indicação dos exames;
c) verifique a alíquota do imposto, bases de cálculo e faça a indicação dos exames;
d) calcule os valores de imposto com o adicional, se devido, e faça a indicação do 
exame;
e) totalize e faça a indicação dos exames;
f) confirme os saldos com a folha mestra;
g) faça a amarração do PT com sua subsidiária.
UNIDADE 4 | RELATÓRIO FINAL DE ESTÁGIO: AUDITORIA INDEPENDENTE E ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
198
3.9.5 Análise das contas tributárias – CSLL 
a Pagar (PT EE50-1)
Instituída pela Lei nº 7.689/88, a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido 
(CSLL) é aplicada nos moldes de apuração e pagamento do IRPJ, como diferença 
apenas a base de cálculo e as alíquotas que estão previstas na legislação em vigor 
(Lei nº 8.981, de 1995, Art. 57).
Desta forma, além do IRPJ, a pessoa jurídica optante pelo Lucro Real, 
Presumido ou Arbitrado deverá recolher a CSLL, na mesma opção escolhida para 
o IRPJ.
FIGURA 22 – MODELO PT EE50-1 ANÁLISE DAS CONTAS TRIBUTÁRIAS – CSLL A PAGAR
Acadêmico(a)! Lembre-se de que a apuração com base no lucro real deve 
ser feita após as devidas adições e exclusões dos valores não aceitos pela legislação do 
Imposto de Renda, como, por exemplo, brindes, multas de trânsito, tributos não recolhidos 
e notificados pelos órgãos competentes, valores referentes a equivalências patrimoniais. 
Quando o valor do Lucro for ajustado por esses valores por meio do LALUR (Livro de 
Apuração do Lucro Real), aplicam-se as alíquotas de 9% para a Contribuição Social, 15% para 
o Imposto de Renda e 10% para o adicional do Imposto de Renda. Deve-se atentar também 
que, para efetuar a apuração de cada mês, consideram-se sempre como base de cálculo 
os valores acumulados do início do período até o mês de cálculo, deduzindo-se depois os 
valores já recolhidos até o mês anterior.
IMPORTANT
E
TÓPICO 3 | FASE DE EXECUÇÃO DA AUDITORIA
199
FONTE: Os autores
Neste modelo de papel de trabalho proceda da seguinte forma:
a) obtenha a base de cálculo mensal para a CSLL e registre as informações do 
valor acumulado, alíquota de CSLL, valor da CSLL, valor pago, campo para 
amarração do papel e/ou indicação de exame e imposto devido;
b) depois de registradas as informações, confirme as informações do papel de 
trabalho com a indicação dos exames;
c) verifique a alíquota do imposto, bases de cálculo e faça a indicação dos exames;
d) totalize e faça a indicação dos exames;
e) confirme os saldos com a folha mestra;
f) faça a amarração do PT com sua subsidiária.
Para complementar seus estudos sobre créditos de PIS, COFINS, IRPJ e CSLL, 
você deve rever seu Caderno de Contabilidade Tributária.
NOTA
UNIDADE 4 | RELATÓRIO FINAL DE ESTÁGIO: AUDITORIA INDEPENDENTE E ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
200
3.10 Papéis de trabalho em obrigações trabalhistas e 
previdenciárias (PT HH)
Uma auditoria em contas trabalhistas e previdenciárias, em nosso 
modelo didático-pedagógico, tem como objetivo aproximar o(a) acadêmico(a) 
das atividades que envolvem as obrigações trabalhistas e previdenciárias, 
identificando se elas foram calculadas corretamente e liquidadas posteriormente.
Logicamente que uma auditoria trabalhista e previdenciária envolve 
muito mais atividades e processos de controles. Normalmente requer exames 
mais aprofundados sobre a integridade e confiabilidade dos controles internos da 
empresa, cujo objetivo é certificar-se de que as rotinas estão ou não em aderência 
com a legislação vigente, para evitar possíveis demandas judiciais e infrações 
trabalhistas.
Uma auditoria mais profunda envolveria a análise de contratos de trabalho 
e termos aditivos, jornada de trabalho, banco de horas, benefícios concedidos,recolhimento dos tributos com reflexo na folha de pagamento, medicina e 
segurança do trabalho, contratos de terceirização, políticas de remuneração, entre 
outros.
O conjunto de papéis de trabalho necessários para os apontamentos do 
auditor será:
QUADRO 21 – ESTRUTURA DOS PAPÉIS DE OBRIGAÇÕES TRABALHISTAS E PREVIDENCIÁRIAS
BT - Balancete de Trabalho - Folha Mestra
1-BT - Lançamentos de Ajustes e/ou Reclassificação
2-BT - Pontos de recomendação
BTP - Balancete de Trabalho - Passivo
HH - Obrigações trabalhistas e previdenciárias
HH10 - Salários a pagar
HH10-1 - Análise das contas trabalhistas e previdenciárias - Salários a pagar
HH20 - Pró-labore a pagar
HH20-1 - Análise das contas trabalhistas e previdenciárias - Pró-labore a pagar
HH30 - Provisão para férias
HH30-1 - Análise das contas trabalhistas e previdenciárias - Prov. para férias
HH40 - Provisão para 13º Salário
HH40-1 - Análise das contas trabalhistas e previdenciárias - Prov. para 13º Salário
HH50 - INSS a pagar
HH50-1 - Análise das contas trabalhistas e previdenciárias - INSS a pagar
HH60 - FGTS a pagar
HH60-1 - Análise das contas trabalhistas e previdenciárias - FGTS a pagar
FONTE: Os autores
TÓPICO 3 | FASE DE EXECUÇÃO DA AUDITORIA
201
Seguem alguns modelos de papéis de trabalho para melhor compreensão 
do trabalho a ser realizado.
FIGURA 23 – MODELO PT HH10-1 ANÁLISE DAS CONTAS TRABALHISTAS E PREVIDENCIÁRIAS – 
SALÁRIOS A PAGAR
FONTE: Os autores
UNIDADE 4 | RELATÓRIO FINAL DE ESTÁGIO: AUDITORIA INDEPENDENTE E ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
202
Neste modelo de papel de trabalho proceda da seguinte forma:
a) efetue os exames para os dois períodos em análise;
b) com base nos registros, relacione os colaboradores funcionários e anote o valor 
do salário-base;
c) confirme os valores das alíquotas dos impostos e faça a indicação dos exames;
d) efetue os cálculos do INSS parte empregado, parte empresa, FGTS, confira os 
valores com a folha de pagamento e faça a indicação dos exames;
e) faça a amarração do PT com suas subsidiárias;
f) totalize e faça a indicação dos exames;
g) faça uma análise da movimentação no período em exame;
h) confirme os saldos com a folha mestra;
i) efetue o teste de liquidação subsequente dos valores em aberto e faça a 
indicação dos exames.
FIGURA 24 – MODELO PT HH20-1 ANÁLISE DAS CONTAS TRABALHISTAS E PREVIDENCIÁRIAS – 
PRÓ-LABORE A PAGAR
TÓPICO 3 | FASE DE EXECUÇÃO DA AUDITORIA
203
FONTE: Os autores
Neste modelo de papel de trabalho proceda da seguinte forma:
a) efetue os exames para os dois períodos em análise;
b) com base nos registros, relacione os diretores e anote o valor do pró-labore;
c) confirme os valores das alíquotas dos impostos e faça a indicação dos exames;
d) efetue os cálculos do INSS parte empregado, parte empresa, confira os valores 
com a folha de pagamento e faça a indicação dos exames;
e) faça a amarração do PT com suas subsidiárias;
f) totalize e faça a indicação dos exames;
g) faça uma análise da movimentação no período em exame;
h) confirme os saldos com a folha mestra;
i) efetue o teste de liquidação subsequente dos valores em aberto e faça a indicação 
dos exames.
UNIDADE 4 | RELATÓRIO FINAL DE ESTÁGIO: AUDITORIA INDEPENDENTE E ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
204
FIGURA 25 – MODELO PT HH30-1 ANÁLISE DAS CONTAS TRABALHISTAS E PREVIDENCIÁRIAS – 
PROVISÃO PARA FÉRIAS
FONTE: Os autores
Neste modelo de papel de trabalho proceda da seguinte forma:
a) efetue os exames para os dois períodos em análise;
b) com base nos registros, relacione os colaboradores funcionários e anote o valor 
do salário-base;
c) confirme os valores das alíquotas dos impostos e faça a indicação dos exames;
TÓPICO 3 | FASE DE EXECUÇÃO DA AUDITORIA
205
d) efetue os cálculos referentes à proporcionalidade e adicional, e os encargos sociais, 
confira os valores com a folha de pagamento e faça a indicação dos exames;
e) faça a amarração do PT com suas subsidiárias;
f) totalize e faça a indicação dos exames;
g) faça uma análise da movimentação no período em exame;
h) confirme os saldos com a folha mestra.
FIGURA 26 – MODELO PT HH40-1 ANÁLISE DAS CONTAS TRABALHISTAS E PREVIDENCIÁRIAS – 
PROVISÃO PARA 13º SALÁRIO
UNIDADE 4 | RELATÓRIO FINAL DE ESTÁGIO: AUDITORIA INDEPENDENTE E ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
206
FONTE: Os autores
Neste modelo de papel de trabalho proceda da seguinte forma:
a) efetue os exames para os dois períodos em análise;
b) com base nos registros, relacione os colaboradores funcionários e anote o valor 
do salário-base;
c) confirme os valores das alíquotas dos impostos e faça a indicação dos exames;
d) efetue os cálculos referentes à proporcionalidade e os encargos sociais, confira 
os valores com a folha de pagamento e faça a indicação dos exames;
e) faça a amarração do PT com suas subsidiárias;
f) totalize e faça a indicação dos exames;
g) faça uma análise da movimentação no período em exame;
h) confirme os saldos com a folha mestra.
FIGURA 27 – MODELO PT HH50-1 ANÁLISE DAS CONTAS TRABALHISTAS E PREVIDENCIÁRIAS – 
INSS A PAGAR
TÓPICO 3 | FASE DE EXECUÇÃO DA AUDITORIA
207
FONTE: Os autores
Neste modelo de papel de trabalho proceda da seguinte forma:
a) efetue os exames para os dois períodos em análise;
b) consolide os valores de INSS dos empregados e diretores referentes à parte 
empresa e parte empregados, totalize e faça a indicação dos exames;
c) faça a amarração dos papéis de trabalho com o PT de origem;
d) faça uma análise da movimentação no período em exame e confirme os saldos 
com a folha mestra;
e) efetue o teste de liquidação subsequente.
UNIDADE 4 | RELATÓRIO FINAL DE ESTÁGIO: AUDITORIA INDEPENDENTE E ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
208
FIGURA 28 – MODELO PT HH60-1 ANÁLISE DAS CONTAS TRABALHISTAS E PREVIDENCIÁRIAS – 
FGTS A PAGAR
FONTE: Os autores
Neste modelo de papel de trabalho proceda da seguinte forma:
a) efetue os exames para os dois períodos em análise;
b) faça uma análise da movimentação no período em exame e confirme os saldos 
com a folha mestra;
c) faça a amarração dos papéis de trabalho com o PT de origem;
d) totalize e efetue o teste de liquidação subsequente.
3.11 PAPÉIS DE TRABALHO EM PATRIMÔNIO 
LÍQUIDO (PT SS)
A auditoria nas contas do Patrimônio Líquido objetiva verificar se a 
empresa auditada observou todas as obrigações sociais e legais existentes 
previstas no estatuto social e determinar se o patrimônio líquido está corretamente 
classificado.
TÓPICO 3 | FASE DE EXECUÇÃO DA AUDITORIA
209
O conjunto de papéis de trabalho necessários para os apontamentos do 
auditor será:
QUADRO 22 – ESTRUTURA DOS PAPÉIS EM PATRIMÔNIO LÍQUIDO
BT - Balancete de Trabalho - Folha Mestra
1-BT - Lançamentos de Ajustes e/ou Reclassificação
2-BT - Pontos de Recomendação
BTP - Balancete de Trabalho - Passivo
SS - Patrimônio Líquido
SS10 - Análise de composição do Patrimônio Líquido
FONTE: Os autores
FIGURA 29 – MODELO PT SS10 ANÁLISE DAS CONTAS DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO
FONTE: Adaptado de Attie (1998)
UNIDADE 4 | RELATÓRIO FINAL DE ESTÁGIO: AUDITORIA INDEPENDENTE E ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
210
3.12 Papéis de trabalho em Contas do Resultado 
de Exercício (PT BTL)
O objetivo da auditoria nas contas de resultado será verificar se todas as 
receitas, custos e despesas atribuídos ao período estão devidamente comprovados 
e contabilizados; estão corretamente contrapostos às receitas devidas e 
corretamente classificados nas demonstrações contábeis.
Conforme Attie (1998), os procedimentos a serem aplicados em auditoria 
do resultado são basicamente três: (i) exames das contas correlatas do balanço 
patrimonial, (ii) estudo e avaliação do controle interno e testes de procedimentos 
e (iii) estudo,análise e exame das contas de resultado.
Em nosso modelo, aplicam-se papéis de trabalho relativos à comparação 
das contas correlatas do balanço patrimonial e o exame das contas de resultado.
O conjunto de papéis de trabalho necessários para os apontamentos do 
auditor será:
Neste modelo de papel de trabalho proceda da seguinte forma:
a) elabore uma tabela contendo a movimentação da conta patrimônio 
líquido, evidenciando o saldo anterior, movimentação e saldo final após a 
movimentação;
b) se houver aumento de capital e distribuição de dividendos, verifique se está 
de acordo com os estatutos sociais ou atas de reunião de diretoria, e faça a 
indicação do exame;
c) confirme os saldos iniciais com o razão e faça a indicação dos exames;
d) totalize os saldos finais e confirme os saldos com a folha mestra;
e) faça as anotações que julgar relevantes encontrados nesta movimentação;
f) faça a amarração dos papéis de trabalho com o PT de origem.
TÓPICO 3 | FASE DE EXECUÇÃO DA AUDITORIA
211
QUADRO 23 – ESTRUTURA DOS PAPÉIS EM CONTAS DE RESULTADO
BTL - Balancete de Trabalho – Lucro Líquido
1-DR - Lançamentos de Ajustes e/ou Reclassificação
2-DR - Pontos de recomendação
DR10.1 - Receita Bruta de Vendas
DR10.2 - Impostos s/ Vendas
DR10.2 - Custos das Vendas
DR10 - Resultado Operacional Bruto
DR10-1 - Análise do Resultado Operacional
DR40 - Despesas Comerciais e Administrativas
DR40-1 - Análise das Despesas Comerciais e Adm.
DR50 - Despesas e Receitas Financeiras
DR50-1 - Análise de Despesas e Receitas Financeiras
FONTE: Os autores
3.12.1 Análise das Contas do Resultado 
Operacional (PT DR10)
FIGURA 30 – MODELO PT DR10 ANÁLISE DAS CONTAS DO RESULTADO OPERACIONAL
FONTE: Os autores
UNIDADE 4 | RELATÓRIO FINAL DE ESTÁGIO: AUDITORIA INDEPENDENTE E ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
212
Neste modelo de papel de trabalho proceda da seguinte forma:
a) elabore uma tabela contendo a data da venda, nota fiscal de venda, quantidade 
vendida e total da nota fiscal de venda;
b) proceda ao cálculo do preço médio por documento fiscal;
c) proceda ao cálculo dos impostos incidentes sobre a venda e registre ao lado;
d) evidencie a receita líquida de vendas;
e) registre ao lado ainda a quantidade e custo médio dos estoques e calcule o 
custo total das vendas;
f) apure o lucro operacional bruto;
g) totalize as colunas e faça a indicação do exame;
h) confira as vendas com o mapa de contabilização das vendas e faça a indicação 
dos exames;
i) confirme com a folha mestra os totais de vendas brutas, impostos e custos das 
vendas e faça a indicação dos exames;
j) faça a amarração das vendas, dos impostos e dos custos das vendas com a 
folha mestra;
k) confirme o custo unitário com o PT de estoques e faça a indicação dos exames;
l) verifique a existência de notas fiscais de saídas sem o registro contábil e faça a 
indicação do exame.
TÓPICO 3 | FASE DE EXECUÇÃO DA AUDITORIA
213
3.12.2 Análise das Contas de Despesas Comerciais 
e Administrativas (PT DR40-1)
FIGURA 31 – MODELO PT DR40-1 ANÁLISE DAS CONTAS DE DESPESAS COMERCIAIS E 
ADMINISTRATIVAS
FONTE: Adaptado de Attie (1998)
Neste modelo de papel de trabalho proceda da seguinte forma:
a) elabore uma tabela contendo a descrição das contas de despesas e saldos 
correspondentes anteriores ao exame e data-base, bem como ajuste e saldo 
ajustado;
UNIDADE 4 | RELATÓRIO FINAL DE ESTÁGIO: AUDITORIA INDEPENDENTE E ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
214
b) faça as amarrações das contas correlatas do balanço patrimonial e confirme os 
saldos com a folha mestra;
c) para as demais contas, faça uma análise percorrendo o razão contábil 
visualmente e busque alguma anormalidade que necessite da verificação 
documental;
d) faça as anotações como indicação de exame realizado.
3.12.3 Análise das Contas de Despesas e Receitas 
Financeiras (PT DR50-1)
FIGURA 32 – MODELO PT DR50-1 ANÁLISE DAS CONTAS DE DESPESAS E RECEITAS 
FINANCEIRAS
FONTE: Adaptado de Attie (1998)
Neste modelo de papel de trabalho proceda da seguinte forma:
a) elabore uma tabela contendo a descrição das contas de despesas e saldos 
correspondentes anteriores ao exame e data-base, bem como ajuste e saldo 
ajustado;
b) faça as amarrações das contas correlatas do balanço patrimonial e confirme os 
saldos com a folha mestra e razão contábil;
TÓPICO 3 | FASE DE EXECUÇÃO DA AUDITORIA
215
c) para as demais contas, faça uma análise percorrendo o razão contábil 
visualmente e busque alguma anormalidade que necessite da verificação 
documental;
d) faça as anotações como indicação de exame realizado.
3.13 PROCEDIMENTOS FINAIS 
DURANTE A EXECUÇÃO
4 CARTA DE RESPONSABILIDADE 
DA ADMINISTRAÇÃO
Todos os exames realizados, conforme planejamento, foram materializados 
através dos procedimentos de auditoria executados.
Agora que você concluiu a execução dos procedimentos e tem em mãos 
todos os papéis de trabalho, devidamente evidenciados com observações e provas 
para a elaboração do seu relatório de auditoria independente, se faz necessária 
uma criteriosa revisão dos papéis antes da revisão do gerente de auditoria.
Um importante papel de trabalho do auditor diz respeito à Carta 
de Responsabilidade da Administração, cujo documento assinado pelos 
administradores da empresa fornece informações sobre a fidedignidade das 
informações contidas nas demonstrações contábeis, bem como de sua gestão.
A norma NBC TA 580 – Representações Formais – estabelece as diretrizes 
do que é requerido de informações a serem descritas na Carta de Responsabilidade 
da Administração, com a qual o auditor obtém evidências de auditoria.
Conforme a NBC TA 580, a Carta de Responsabilidade de Administração 
é o “[...] documento emitido pelos administradores da entidade auditada e 
endereçada ao auditor independente, confirmando as informações e dados 
fornecidos ao auditor, as bases de preparação, apresentação e divulgação das 
demonstrações contábeis submetidas à auditoria”.
Todo exame feito pelo auditor sempre busca coletar através dos 
documentos a evidência, a prova que lhe dê subsídios para emitir seu parecer. 
Contudo, algumas evidências podem ser obtidas através de declarações verbais 
da administração, gerência ou contadores e, portanto, o auditor necessita de um 
documento assinado por escrito que confirme essas declarações.
UNIDADE 4 | RELATÓRIO FINAL DE ESTÁGIO: AUDITORIA INDEPENDENTE E ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
216
A seguir demonstra-se um exemplo de Carta de Responsabilidade da 
Administração que deve ser preenchida e assinada sempre pelos administradores 
da empresa auditada e pelo contabilista responsável pelas informações contábeis.
ANEXO 35
Indaial, 25 de abril de 20x1.
À
Empresa de Auditoria Modelo
Nesta
Prezados Senhores:
Carta de Responsabilidade da Administração de Empresa Modelo Ltda., referente 
às demonstrações contábeis em 28/02/20x1.
A presente refere–se aos exames procedidos por V.S.as. nas demonstrações 
contábeis de nossa entidade, correspondentes ao exercício findo em 28 de 
fevereiro de 20x1, e está sendo emitida em atendimento às exigências das Normas 
de Auditoria Independentes, aprovadas pelo Conselho Federal de Contabilidade.
Nesse sentido, estamos confirmando a V.S.as. as seguintes informações:
01) O sistema contábil e de controles internos adotados pela entidade no período 
são de nossa responsabilidade, sendo adequados ao tipo de atividade e 
volume de transações que tem nossa entidade.
02) Confirmamos que todas as transações efetuadas no período pela nossa 
entidade foram devidamente registradas na contabilidade de acordo com a 
legislação vigente.
03) A entidade tem cumprido todas as disposições de seus contratos que poderiam, 
em caso de descumprimento, ter efeito relevante sobre as demonstraçõescontábeis.
Fique atento(a)! A carta de responsabilidade da administração é uma de suas 
entregas nesta etapa
ATENCAO
TÓPICO 3 | FASE DE EXECUÇÃO DA AUDITORIA
217
04) Nossa administração cumpriu todas as normas e regulamentos a que 
a entidade está sujeita e não houve qualquer comunicação referente à 
inobservância de exigências de autoridades regulamentadoras com respeito 
a aspectos financeiros.
05) Foram adequadamente contabilizadas e divulgadas nas demonstrações 
contábeis as transações e saldos com “Partes Relacionadas”. 
06) Que todos os livros, registros contábeis, documentação comprobatória e 
todas as atas das reuniões dos Acionistas (ou Sócios, Associados e Diretoria) 
foram colocados à sua disposição.
07) Não existem, envolvendo a administração ou empregados, irregularidades 
pendentes que possam ter efeito significativo sobre as demonstrações 
contábeis.
08) A entidade não tem ônus ou gravames sobre os seus ativos. 
09) As estimativas foram contabilizadas com base em dados consistentes 
confirmados por nossos assessores jurídicos.
10) Não há quaisquer contingências fiscais, trabalhistas, previdenciárias, 
comerciais e legais não contabilizadas que possam afetar a situação financeira 
e patrimonial da entidade e influir significativamente na sua avaliação como 
empreendimento em continuidade.
11) Não é do nosso conhecimento, até a presente data, qualquer evento 
subsequente, ao encerramento do exercício, que possa afetar de forma 
relevante a posição patrimonial e financeira, bem como o resultado do 
período.
12) Não há nenhum fato conhecido que possa impedir a continuidade normal 
das atividades da entidade.
13) Julgamos que os seguros contratados foram efetuados em valores suficientes 
para cobrir eventuais sinistros que possam ocorrer, impedindo a continuidade 
normal dos negócios sociais.
14) A empresa não efetuou nenhum acordo estranho ao curso normal de seus 
negócios, nem até o momento tivemos conhecimento de quaisquer assuntos 
ou eventos que possam afetar substancialmente as demonstrações contábeis 
referidas ou a posição da empresa até a presente data.
15) Não há qualquer acordo ou termo com outras entidades que possam significar 
compromissos que signifiquem contingências presentes ou futuras.
UNIDADE 4 | RELATÓRIO FINAL DE ESTÁGIO: AUDITORIA INDEPENDENTE E ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
218
R$ Mil
Resultado do Exercício 50.000,00
Resultados Acumulados 150.000,00
Patrimônio Líquido 600.000,00
Ativo Circulante 450.000,00
Passivo Circulante 150.000,00
Realizável a Longo Prazo 50.000,00
Exigível a Longo Prazo 250.000,00
Ativo Permanente 500.000,00
17) Outros esclarecimentos (se houver)
Atenciosamente,
___________________
Luis Carlos Fabiano
Diretor Financeiro
________________
Jeferson da Silva
Diretor de Produção
_________________
Geraldo Machado
Diretor de Vendas
_________________________
Jackson Nunes da Silva
Contador – CRC-SC 028331/O
Observe que o documento deve conter uma série de afirmações a respeito 
da gestão desenvolvida na empresa, no que tange ao zelo pelas informações 
e controles adequados (internos e contábeis) que possam impactar nas 
demonstrações contábeis.
16) As demonstrações contábeis e as notas explicativas entregues a V.S.as., 
referentes ao exercício findo em 28/02/20x1, são as oficializadas pela empresa 
e transcritas nos seus livros societários e fiscais. Para identificação, as 
principais rubricas e cifras dessas demonstrações contábeis são:
219
TÓPICO 4
FASE DE CONCLUSÃO DA AUDITORIA
UNIDADE 4
1 INTRODUÇÃO
Neste tópico serão abordados todos os aspectos relacionados à finalização 
dos trabalhos de auditoria independente, em que serão discutidos e vistos os 
modelos sugeridos para este estudo prático e didático-pedagógico da elaboração 
do seu relatório final de estágio.
Dentre estes, serão vistos o modelo de relatório de divergências encontradas 
baseado no papel de trabalho de Pontos de Recomendação e o papel de trabalho 
de Lançamentos de Ajustes e/ou Reclassificações que são as evidências do auditor 
para justificar as inserções e alterações das demonstrações contábeis.
Por fim, após a discussão das divergências encontradas e lançamentos 
ajustados, inclusive com a efetivação dos ajustes aos impostos do Imposto de 
Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), 
o auditor poderá, com base nas suas conclusões, emitir o Relatório do Auditor 
Independente.
Todas as orientações devem ser complementadas pelo caderno de 
Auditoria Contábil, no sentido de ajudar no desenvolvimento desta etapa.
Caro(a) acadêmico(a)! Nesta etapa do seu estágio você está finalizando os 
trabalhos que elaborou na fase de execução. Neste momento você deverá apresentar e 
discutir os resultados encontrados com a administração da empresa e, portanto, todos os 
seus papéis devem estar finalizados e concluídos. 
IMPORTANT
E
Para elaboração deste trabalho será necessário explicitar e rever alguns 
conceitos estudados no caderno de Auditoria Contábil, relativos ao teor contido 
nos pareceres do auditor independente.
Vamos agora enumerar todos os procedimentos a serem desenvolvidos 
na Fase de Conclusão da Auditoria, que se resume em três tópicos:
UNIDADE 4 | RELATÓRIO FINAL DE ESTÁGIO: AUDITORIA INDEPENDENTE E ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
220
2 LANÇAMENTOS DE AJUSTES E/OU 
RECLASSIFICAÇÕES
Como já foi explicitado sobre os papéis de trabalho, em nosso modelo 
definiram-se na estrutura de codificação dois papéis de uso geral, que 
denominamos 1-BT “Lançamentos de Ajustes e/ou Reclassificações” e o outro 
2-BT, denominado “Pontos de Recomendação”. 
No Tópico 3, em “Modelos para elaboração de papéis de trabalho”, deixou-
se como modelo um exemplo do papel de trabalho a ser usado. Este modelo está 
disponível no ambiente, denominado de “Anexo 37 - PT 1-BT Lançamentos de 
Ajustes e ou reclassificação.xls”.
O objetivo deste papel é registrar, durante os trabalhos de auditoria, pontos 
que identifiquem falhas ou mesmo irregularidades nos registros contábeis e que 
exijam uma retificação da informação. Estas anotações neste papel de trabalho 
evidenciam os pontos observados pelo auditor e que, ao encerrar as atividades, 
estes lançamentos devem, segundo Attie (1998), ser examinados para:
• avaliação global dos pontos observados;
• possível discussão com a companhia auditada;
• determinação dos lançamentos contábeis a serem procedidos pela companhia 
auditada;
• efeitos ocasionados pelos ajustes para a constituição da provisão de Imposto 
de Renda e demais reservas;
• ajustamento das folhas mestras de trabalho;
• conclusão sobre as áreas em exame.
Depois de realizada a avaliação global, discutidos os lançamentos de ajustes 
a serem realizados com a empresa auditada, é importante, além de efetuar os ajustes 
contábeis propostos, verificar os efeitos causados nos impostos sobre o lucro.
a) Lançamentos de Ajustes e/ou Reclassificações;
b) Relatório de Divergências Encontradas;
c) Parecer do Auditor Independente.
Seguindo o roteiro proposto, você estará apto e capaz para preparar todos 
os materiais necessários da terceira entrega.
TÓPICO 4 | FASE DE CONCLUSÃO DA AUDITORIA
221
A seguir, veja os modelos de papéis de trabalho ajustados conforme 
revisão dos pontos observados.
Em caso de sociedades anônimas ou aquelas que estão determinadas pelo 
estatuto social, deve ser analisado também o impacto na constituição das reservas, em 
virtude dos ajustes sobre lucro. Lembre-se de que este assunto pode ser revisto no Caderno 
de Contabilidade Tributária.
NOTA
FIGURA 33 – MODELO PT 1-BT LANÇAMENTOS DE AJUSTES E/OU RECLASSIFICAÇÕES
FONTE: Adaptado de Attie (1998)
Observe que os ajustes geraram um crédito em resultados de R$ 3.500,00 
cujo ajustena demonstração de resultado de exercício impactará em um aumento 
do IRPJ em R$ 1.050,00. Desta forma, além do ajuste contábil dos lançamentos 
incorretos, também deverá ser ajustado o lançamento referente à tributação do IRPJ 
UNIDADE 4 | RELATÓRIO FINAL DE ESTÁGIO: AUDITORIA INDEPENDENTE E ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
222
complementar. Importante registrar no papel de trabalho se os lançamentos foram 
aceitos na integralidade, indicando através de notas. Caso haja algum lançamento 
em discordância pela empresa, deve-se evidenciar neste papel e também nas 
subsidiárias, de forma que fique clara a discordância em relação ao lançamento.
FIGURA 34 – MODELO PT BTL FOLHA MESTRA – LUCRO LÍQUIDO
FONTE: Adaptado de Attie (1998)
Na folha mestra referente às contas de resultados também devem ser 
evidenciados os ajustes nas colunas correspondentes aos saldos de ajustes, 
conforme figura. Importante relatar a conclusão do auditor em relação ao saldo 
da conta.
TÓPICO 4 | FASE DE CONCLUSÃO DA AUDITORIA
223
FIGURA 35 – MODELO PT DR80-1 ANÁLISE REVISIONAL DO IRPJ E CSLL
FONTE: Adaptado de Attie (1998)
Neste papel de trabalho relativo ao IRPJ deve-se evidenciar a composição 
que originou o novo saldo a pagar dos impostos, conforme demonstrado nesta 
figura. Importante relatar a conclusão do auditor em relação ao saldo da conta.
Em relação à conclusão, vale lembrar que, após todos os ajustes e 
reclassificações, o auditor deve fazer a sua conclusão em todas as contas 
examinadas, levando-se em consideração os ajustes terem sido aceitos ou não.
Em caso de aceitos, os objetivos da auditoria foram atingidos, e 
naturalmente sua conclusão será baseada nestes objetivos sem ressalva, caso 
contrário, deverá ser feita ressalva nas contas examinadas. 
A seguir, o auditor, com base nos pontos de recomendação do seu papel 
de trabalho 2-BT, denominado “Pontos de Recomendação”, poderá elaborar o 
relatório de divergências. 
3 RELATÓRIO DE DIVERGÊNCIAS ENCONTRADAS
O relatório de divergência é um relatório formal que é destinado 
à administração da empresa auditada, para que se possa decidir quanto à 
aplicabilidade dos pontos observados pelo auditor durante os trabalhos de 
auditoria em campo, cujas recomendações podem ajudar no fortalecimento dos 
controles internos da empresa.
UNIDADE 4 | RELATÓRIO FINAL DE ESTÁGIO: AUDITORIA INDEPENDENTE E ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
224
A seguir, demonstra-se um modelo sugerido de relatório que poderá ser 
utilizado com a finalidade de demonstrar as divergências relatadas nos papéis de 
trabalho.
Indaial, 28 de abril de 20x1.
A Empresa Modelo Ltda.
Prezados Senhores Diretores
Com base na auditoria efetuada em vossa empresa, referente às 
demonstrações financeiras findas em 28 de fevereiro de 20x1, foram aplicados o 
planejamento e verificações de auditoria, contemplando todas as evidências com 
base em testes e amostragens de documentos, registros e lançamentos contábeis, 
bem como a verificação da estrutura das demonstrações financeiras conforme Lei 
nº 11.638/07 e demais normas contábeis inerentes à atividade exercida. Com base 
nestes testes e verificações, ficam apuradas as seguintes informações. 
1) Conforme a apuração dos lançamentos do grupo disponibilidades, verificamos 
a existência de vale nominal a colaborador como adiantamento de viagem, 
cuja prestação de contas não ocorreu após seu retorno, constando em aberto 
há mais de 180 dias.
Recomendamos a descontinuação desta prática de desconto de vales e a 
utilização de contagens periódicas por pessoa independente.
2) Referente ao estoque da empresa, as apurações realizadas demonstram que 
foram efetuados lançamentos corretos, e seus saldos conferem com o balanço 
patrimonial. 
3) Em relação ao imobilizado, as análises elaboradas comprovam que os bens são 
de propriedade da empresa e estão de acordo com os lançamentos efetuados.
O relatório de divergências deve ser embasado no papel de trabalho 
2-BT - Pontos de Recomendação -, que foi discutido e apresentado no Tópico 3, 
em subtópico “Modelos para Elaboração de Papéis de Trabalho”. Este modelo 
está disponível no Ambiente Virtual de Aprendizagem, referente ao arquivo 
denominado “Anexo 36 - PT 2-BT Pontos de Recomendação.xls”.
Fique atento(a)! O relatório de divergências encontradas é uma de suas 
entregas nesta etapa! 
ATENCAO
TÓPICO 4 | FASE DE CONCLUSÃO DA AUDITORIA
225
4) Analisamos a depreciação referente aos meses de janeiro a fevereiro e 
constatamos que os cálculos elaborados não estavam devidamente corretos 
com os percentuais de depreciação definidos por legislação vigente.
Recomendamos todos os ajustes nos registros, patrimonial e contábil, nos 
percentuais conforme legislação pertinente.
5) Referente à análise dos fornecedores da empresa, confirmam-se os saldos 
lançados nas demonstrações da mesma, representando o passivo real 
decorrente da conta fornecedores de bens e serviços.
6) Durante a execução de nossos trabalhos constatamos a ausência de 
procedimentos formais que possibilitem à empresa a identificação e 
contabilização de contas a pagar em obediência ao regime de competência. Eis 
que identificamos vários passivos não contabilizados que mereceram ajustes 
contábeis.
Recomendamos a formalização de procedimentos que identifiquem e registrem 
os passivos e despesas em regime de competência.
7) Conforme a análise efetuada em obrigações tributárias, verificou-se a exatidão 
dos lançamentos efetuados, que estão corretos, representando o passivo real 
da conta obrigações tributárias.
8) Referente às obrigações trabalhistas e previdenciárias, analisamos os 
lançamentos contábeis e estão de acordo com as demonstrações divulgadas 
pela empresa. 
9) Ao verificar o capital da entidade e os lucros acumulados, verificamos que 
estão de acordo com as demonstrações, representando o patrimônio líquido 
de propriedade da empresa.
Nosso relatório destina-se ao uso exclusivamente interno da empresa e 
sua divulgação externa pode suscitar dúvidas e originar interpretações errôneas 
em pessoas que desconheçam os objetivos e limitações dos controles internos.
Outrossim, informamos que as sugestões contidas neste relatório deverão 
ser objeto de estudo por parte de V.Sas., avaliando os riscos de controles internos 
pela falta de observância.
Colocamo-nos à inteira disposição de V.Sas. para quaisquer esclarecimentos 
pertinentes às circunstâncias emanadas deste relatório.
Atenciosamente, 
________________________________________
 Empresa de Auditoria 
Modelo
UNIDADE 4 | RELATÓRIO FINAL DE ESTÁGIO: AUDITORIA INDEPENDENTE E ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
226
Como se pode verificar na leitura do modelo sugerido, o relatório de 
divergência deve repassar todas as contas analisadas. Nas contas em que não 
houve divergência deve-se relatar a inexistência de fatos que atestem incorreções 
em saldos, procedimentos, lançamentos, cálculos, entre outras. Nas contas em 
que houve divergências deve-se apontar os problemas detectados e recomendar 
melhorias para solução.
Caro(a) acadêmico(a)! Vamos agora para a última atividade do auditor 
em relação ao trabalho de conclusão da auditoria, que é a emissão do Relatório 
dos Auditores Independentes.
4 RELATÓRIO DO AUDITOR INDEPENDENTE
A NBC TA 700 mudou o nome de Parecer de Auditoria Independente 
para Relatório do Auditor Independente, além da estrutura da composição das 
normas relacionadas. Esta norma deve ser analisada em conjunto especialmente 
com a NBC T 200 (Objetivos Gerais do Auditor Independente) e ainda analisar 
as NBC TA 705 (Modificações na Opinião do Auditor), NBC TA 706 (Parágrafos 
de Ênfase), NBC TA 800 (Auditoria de Demonstrações Contábeis com Propósitos 
Especiais), embora também faça referência a outras.
A referida NBC TA 700, além da estrutura quedeve conter o Relatório do 
Auditor Independente, também cita as diretrizes para formar a sua opinião. Os 
tipos de opinião podem ser:
a) opinião não modificada ou sem modificações (NBC TA 700); ou
Fique atento(a)! O Relatório do Auditor Independente é uma de suas entregas 
nesta etapa! 
ATENCAO
O modelo de relatório de divergência está disponível no Ambiente Virtual de 
Aprendizagem.
IMPORTANT
E
TÓPICO 4 | FASE DE CONCLUSÃO DA AUDITORIA
227
Em relação aos modelos, você poderá utilizar o Caderno de Auditoria Contábil, 
ou ainda coletar no site do Conselho Federal de Contabilidade e fazer o download das 
NBC TAs 700 e 705. 
IMPORTANT
E
b) opinião modificada, podendo ser opinião com ressalva, opinião adversa ou 
com abstenção de opinião (NBC TA 705).
A opinião não modificada ou sem modificações é utilizada pelo auditor 
independente quando conclui que as demonstrações contábeis são elaboradas 
em todos os aspectos relevantes e apresentam-se adequadas. O modelo para ser 
usado está na NBC TA 700.
Quando se tratar de opinião modificada, conforme a NBC TA 705, deve:
(a) concluir, com base em evidência de auditoria obtida, que as 
demonstrações contábeis tomadas em conjunto apresentam distorções 
relevantes; ou 
(b) não conseguir obter evidência de auditoria apropriada e suficiente 
para concluir se as demonstrações contábeis tomadas em conjunto não 
apresentam distorções relevantes. 
O modelo relativo ao Relatório do Auditor Independente será utilizado 
pelo acadêmico conforme sua opinião em relação às demonstrações contábeis 
auditadas em relatório de estágio.
5 ESTRUTURA E CODIFICAÇÃO DOS 
PAPÉIS DE TRABALHO
Caro(a) acadêmico(a)! Depois de concluir todas as etapas da auditoria 
e finalizado o Relatório do Auditor Independente, como forma de organização 
documental sugerimos utilizar o modelo demonstrado a seguir. Nele é possível 
dimensionar todos os trabalhos realizados e documentos anexados de forma 
estrutural, facilitando a identificação e localização do papel de trabalho, bem 
como sua referência de auditoria.
UNIDADE 4 | RELATÓRIO FINAL DE ESTÁGIO: AUDITORIA INDEPENDENTE E ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
228
QUADRO 24 – MODELO DE ESTRUTURA E CODIFICAÇÃO DOS PAPÉIS DE TRABALHO
FONTE: Os autores
229
TÓPICO 5
RELATÓRIO DE ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES 
CONTÁBEIS DA EMPRESA AUDITADA
UNIDADE 4
1 INTRODUÇÃO
2 PREPARAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES 
CONTÁBEIS PARA ANÁLISE
Neste tópico será abordada a análise econômico-financeira da empresa 
no período base auditado, considerando para análise a avaliação de desempenho 
dos indicadores de liquidez, estrutura de capitais, rentabilidade, lucratividade.
Desta forma, o(a) acadêmico(a) deverá, com base nas demonstrações 
contábeis ajustadas, aplicar os conceitos de análise das demonstrações contábeis.
A análise dos índices econômico-financeiros de uma demonstração 
contábil, independente da empresa ou atividade, não deve ser realizada pela 
simples análise de seus saldos. Na realidade, para que as informações analisadas 
não sejam distorcidas por estes saldos, visto que algumas são agrupadas de acordo 
com a necessidade de representar o valor econômico de uma conta ou grupo de 
contas, sob a ótica de uma análise de balanço, elas requerem uma reorientação, 
que denominamos de reclassificação. 
Um exemplo clássico seria a conta “duplicatas descontadas”, que são 
representadas no ativo como redutoras da conta duplicatas a receber, cuja 
necessidade é evidenciar o valor real da conta clientes, visto que, ao efetuar 
operação de desconto bancário, a propriedade do título é transferida. Contudo, 
trata-se de uma operação de crédito e, como tal, deve ser reclassificada como uma 
conta obrigação financeira, portanto, transferida para o passivo.
Lembre-se, acadêmico(a), de utilizar o caderno de Análise de 
Demonstrações Contábeis para rever os conteúdos necessários para a elaboração 
desta etapa do seu estágio!
IMPORTANT
E
UNIDADE 4 | RELATÓRIO FINAL DE ESTÁGIO: AUDITORIA INDEPENDENTE E ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
230
Para que você consiga realizar as reclassificações no balanço patrimonial 
e demonstração de resultado do exercício, deve seguir as orientações do Caderno 
de Estudos de Análise das Demonstrações Contábeis, Unidade 1, Tópico 2.
3 ANÁLISE PARA AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO
As análises para avaliação de desempenho através dos indicadores 
econômico-financeiros têm grande importância para muitos usuários da 
informação contábil, visto que podem ser utilizadas como mecanismo preventivo 
de falência e análise de liberação de crédito por parte de fornecedores de serviços, 
instituições financeiras, entre outras.
Os indicadores econômico-financeiros que devem ser analisados estão 
totalmente explicitados no caderno de Análise das Demonstrações Contábeis, 
Unidade 2, Tópico 1 a Tópico 4, cujo embasamento conceitual deve servir de 
orientação técnica para elaboração deste material.
Neste contexto, a empresa auditada deve ser avaliada sob a ótica de quatro 
grandes grupos de indicadores, assim constituídos: (i) indicadores de liquidez, 
(ii) indicadores de estrutura de capitais, (iii) indicadores de rentabilidade e (iv) 
indicadores de lucratividade.
Aos indicadores de liquidez cabe avaliar a situação financeira da empresa, 
dando-nos a percepção através destes indicadores da capacidade de saldar seus 
compromissos financeiros. Devem ser demonstrados os indicadores de liquidez 
corrente, seca, geral e imediata.
Para os indicadores da estrutura de capitais cabe avaliar o grau de 
endividamento da empresa, visto que evidenciam as decisões financeiras da 
empresa baseadas na captação e aplicação dos recursos. Devem ser demonstrados 
os indicadores de participação de capitais de terceiros, composição do 
endividamento, imobilização do patrimônio e imobilização de recursos não 
correntes.
Indicadores de rentabilidade avaliam em que nível o retorno dos capitais 
investidos na empresa ocorre. Devem ser demonstrados os indicadores de retorno 
sobre investimentos e retorno sobre patrimônio líquido.
O grupo indicadores de lucratividade avalia a capacidade de eficiência 
do uso dos recursos da empresa no processo organizacional, quer sejam como 
margem das suas operações ou mesmo como margem líquida. Devem ser 
demonstrados pelo menos os indicadores de lucratividade bruta, operacional e 
líquida do exercício.
TÓPICO 5 | RELATÓRIO DE ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS DA EMPRESA AUDITADA
231
4 MODELO DE RELATÓRIO DE ANÁLISE DAS 
DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
Apresenta-se a seguir um modelo de análise sugerida como proposta 
para utilização no desenvolvimento do seu trabalho. Contudo, é importante 
ressaltar que cada trabalho deve manter a sua individualidade e exclusividade, 
pois a natureza dos eventos contábeis resultantes e a particularidade de cada 
negócio proporcionarão demonstrações contábeis com evolução econômica e 
patrimonial distintas.
Caro(a) acadêmico(a)! Após a revisão da base conceitual-teórica contida 
no Caderno de Estudos de Análise das Demonstrações Contábeis, você poderá 
elaborar as análises econômico-financeiras com base nos indicadores propostos.
Para facilitar o desenvolvimento da entrega desta etapa, vamos demonstrar 
um exemplo prático de relatório de análise, para sua prévia observação. O modelo 
está disponível no Ambiente Virtual de Aprendizagem.
Utilizou-se como modelo de balanço patrimonial e demonstração de 
resultado do exercício o modelo proposto no Livro de Estudos de Análise das 
Demonstrações Contábeis, Unidade 1, Tópico 2, página 19, que se demonstra nos 
quadros a seguir.
Fique atento(a)! O balanço patrimonial e a DRE da empresa após a auditoria 
e reclassificada juntamente com o cálculo dos indicadores econômico-financeiros e o 
parecer são uma de suas entregas nesta etapa! 
ATENCAOUNIDADE 4 | RELATÓRIO FINAL DE ESTÁGIO: AUDITORIA INDEPENDENTE E ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
232
QUADRO 9 – BALANÇO PATRIMONIAL RECLASSIFICADO
FONTE: Caderno de Análise das Demonstrações Contábeis (FLORIANI, 2010, p. 19)
QUADRO 10 – DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO RECLASSIFICADO
FONTE: Caderno de Análise das Demonstrações Contábeis (FLORIANI, 2010, p. 19)
TÓPICO 5 | RELATÓRIO DE ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS DA EMPRESA AUDITADA
233
As demonstrações servirão de base para a elaboração do modelo de cálculo 
dos indicadores econômico-financeiros propostos, conforme se demonstra no 
quadro a seguir. Importante lembrar que este modelo encontra-se disponível no 
Ambiente Virtual de Aprendizagem.
QUADRO 25 – MODELO DE CÁLCULO DOS INDICADORES ECONÔMICO-FINANCEIROS
CONCLUSÕES BÁSICAS
(Em R$ 1 Mil)
DESCRIÇÃO DA COMPOSIÇÃO Ano X8 Ano X9
LIQUIDEZ
Liquidez Corrente
Ativo Circulante 405.000 445.000 
Passivo Circulante 259.000 252.000 
Quociente 1,56 1,77 
Liquidez Seca
Ativo Circulante - Estoque 215.000 225.000 
Passivo Circulante 259.000 252.000 
Quociente 0,83 0,89 
Liquidez Geral
Ativo Circulante a Curto e Longo Prazo 405.900 445.600 
Passivo Circulante a Curto e Longo Prazo 318.900 341.100 
Quociente 1,27 1,31 
Liquidez Imediata
Disponibilidades 30.000 20.000 
Passivo Circulante 259.000 252.000 
Quociente 0,12 0,08 
ESTRUTURA DE CAPITAL
Endividamento
Exigível Total 346.900 383.100 
Patrimônio Líquido 240.500 294.000 
Total Aplicado 587.400 677.100 
Percentagem 59,06% 56,58%
Composição do Endividamento
Passivo Circulante 259.000 252.000 
Exigível Total 346.900 383.100 
Percentagem 74,66% 65,78%
Imobilização do Patrimônio Líquido
Imobilizado 155.000 195.000 
Patrimônio Líquido 240.500 294.000 
Percentagem 64,45% 66,33%
Imobilização de Recursos Não Correntes
Imobilizado 155.000 195.000 
Patrimônio Líquido e Exigível de Longo Prazo 300.400 383.100 
Percentagem 51,60% 50,90%
RENTABILIDADE
UNIDADE 4 | RELATÓRIO FINAL DE ESTÁGIO: AUDITORIA INDEPENDENTE E ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
234
Retorno sobre Investimentos
Lucro Líquido 1.200.000 
Ativo Total Médio 632.250 
Quociente 1,90 
Retorno sobre Patrimônio Líquido
Lucro Líquido 1.200.000 
Patrimônio Líquido Médio 267.250 
Quociente 4,49 
LUCRATIVIDADE
Lucratividade Bruta
Lucro Operacional bruto 3.300.000 
Receita Operacional Líquida 8.200.000 
Percentagem 40,24%
Lucratividade Operacional
Lucro Operacional Líquido 1.300.000 
Receita Operacional Líquida 8.200.000 
Percentagem 15,85%
Lucratividade Líquida do Exercício
Lucro Líquido do Exercício 1.200.000 
Receita Operacional Líquida 8.200.000 
Percentagem 14,63%
FONTE: Adaptado de Savytzky (2010)
Depois de efetuados todos os cálculos e analisadas as informações, será 
necessário elaborar uma análise com base nas informações geradas na planilha 
de cálculo de conclusões básicas.
QUADRO 26 – MODELO DE PARECER – ANÁLISE ECONÔMICO-FINANCEIRA
ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS – PARECER
LIQUIDEZ
- A situação financeira é boa, com os índices de liquidez favoráveis. Apenas a 
liquidez imediata demonstra variação desfavorável.
ESTRUTURA DE CAPITAIS
- Os capitais de terceiros situam em torno de 56,6% do total as aplicações da 
empresa. Índice aceitável, tendo em vista a boa capacidade de pagamento (bons 
índices de liquidez e geração de lucros).
 
RENTABILIDADE
- Vem obtendo significativos resultados operacionais. O retorno do ativo é de 
1,9 vezes, enquanto o do patrimônio líquido é de 4,49 vezes, o que reflete a boa 
situação dos índices de liquidez.
 
TÓPICO 5 | RELATÓRIO DE ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS DA EMPRESA AUDITADA
235
LUCRATIVIDADE
- A empresa tem se mostrado com boas práticas operacionais que têm gerado 
boas margens. A lucratividade bruta foi no último ano de 40,24%, sua atividade 
operacional gerou um lucro operacional de 15,85% e lucro líquido de 14,63%.
CONCLUSÃO
 - Conclui-se que a empresa se encontra em boa situação econômico-financeira.
FONTE: Adaptado de Savytzky (2010)
Como se pode observar neste modelo, utilizou-se uma classificação 
baseada nos quatro grupos principais de análises em que o acadêmico deve relatar 
as principais observações analisadas e, por fim, fazer um desfecho referente à sua 
conclusão em relação à análise da demonstração contábil da empresa auditada.
Caro(a) acadêmico(a)! Agora que você chegou ao final da última etapa do seu 
estágio e concluiu a terceira entrega, você deve preparar o paper nos moldes relacionados 
com o anexo neste caderno. Prepare-se para a socialização e entrega do paper! 
NOTA
236
ANEXOS DA UNIDADE
ANEXO 1 – GABARITO PARA CORREÇÃO DA PRIMEIRA 
ENTREGA REFERENTE AO PLANEJAMENTO, CARTA-PROPOSTA E 
PROCEDIMENTOS DE AUDITORIA
DESCRIÇÃO PARA O GABARITO DE CORREÇÃO DA PRIMEIRA ENTREGA
ITEM ATENDE ATENDE PARCIALMENTE
NÃO 
ATENDE
1. PONTUALIDADE NA ENTREGA
- Realizou a entrega dentro do prazo previsto?
1,00 0,50 0,00
2. PLANEJAMENTO DE AUDITORIA
2.1 ESTRUTURA
- As áreas de exames descritas no planejamento 
contemplam todas as contas do Balanço 
Patrimonial e DRE?
0,50 0,25 0,00
2.2 PREPARAÇÃO
- Elaborou cabeçalhos e foram adequadamente 
preenchidos?
- Identificou o nome da empresa de auditoria 
e dos auditores envolvidos?
- Preencheu e totalizou horas e valores 
apresentando coerência nas informações?
1,00 0,50 0,00
3. PROCEDIMENTOS DE AUDITORIA
3.1 ESTRUTURA
- O conteúdo está organizado e encadeado 
numa sequência lógica de trabalho: 
preliminar, execução e encerramento?
0,50 0,25 0,00
3.2 PREPARAÇÃO
- Elaborou cabeçalhos e foram adequadamente 
preenchidos?
- Identificou o nome da empresa de auditoria 
e dos auditores envolvidos?
- Definiu objetivos para cada área em exame?
- Os procedimentos descritos são claros e 
coerentes com o tipo de exame a ser realizado 
em cada área?
3,00 1,50 0,00
3.3 CORRELAÇÃO DAS INFORMAÇÕES
- Todas as áreas para exame definidas 
no planejamento estão contempladas no 
procedimento de auditoria?
1,50 0,75 0,00
4. CARTA-PROPOSTA DE AUDITORIA
4.1 ESTRUTURA
- O conteúdo contempla as informações 
mínimas previstas na norma NBC P1?
0,50 0,25 0,00
237
4.2 PREPARAÇÃO
- Preencheu adequadamente as informações 
de identificação da relação contratual?
0,50 0,25 0,00
4.3 CORRELAÇÃO DAS INFORMAÇÕES
- As horas estimadas e valores da carta- 
proposta convergem com o planejamento?
1,50 0,75 0,00
238
ANEXO 2 – GABARITO PARA CORREÇÃO DA SEGUNDA ENTREGA 
REFERENTE AOS PAPÉIS DE TRABALHO E CARTA DE RESPONSABILIDADE 
DA ADMINISTRAÇÃO
DESCRIÇÃO PARA O GABARITO DE CORREÇÃO DA SEGUNDA ENTREGA
ITEM ATENDE ATENDE PARCIALMENTE
NÃO 
ATENDE
1. PONTUALIDADE NA ENTREGA
- Realizou a entrega dentro do prazo 
previsto?
1,00 0,50 0,00
2. PAPÉIS DE TRABALHO
2.1 ESTRUTURA
- Todas as áreas descritas no procedimento 
de auditoria possuem papéis de trabalho 
evidenciando a realização dos exames?
- Definiu e estruturou uma codificação para 
os papéis de trabalho?
1,00 0,50 0,00
2.2 PREPARAÇÃO
- Elaborou cabeçalhos e foram 
adequadamente preenchidos?
- Identificou o nome da empresa de auditoria 
e dos auditores envolvidos?
- Utilizou adequadamente as simbologias 
de auditoria, como tiques, letras e notas 
explicativas nas elaborações dos papéis de 
trabalho?
- Conseguiu apresentar organização e 
clareza em seus papéis de trabalho?
3,001,50 0,00
2.3 CORRELAÇÃO DAS INFORMAÇÕES
- Conseguiu realizar as amarrações dos 
papéis de trabalho que foram referenciados 
adequadamente, conforme sua codificação 
estruturada?
2,00 1,00 0,00
3. CARTA DE RESPONSABILIDADE DA ADMINISTRAÇÃO
3.1 ESTRUTURA
- O conteúdo contempla as informações 
mínimas previstas na norma NBC TA 580?
0,50 0,50 0,00
3.2 PREPARAÇÃO
- Preencheu adequadamente as informações 
solicitadas pelo documento?
0,50 0,50 0,00
3.3 CORRELAÇÃO DAS INFORMAÇÕES
- Existe coerência das informações contábeis 
no documento com as demonstrações 
contábeis?
2,00 1,00 0,00
239
ANEXO 3 – GABARITO PARA CORREÇÃO DA TERCEIRA ENTREGA 
REFERENTE AO 
RELATÓRIO DE DIVERGÊNCIAS ENCONTRADAS, RELATÓRIO DO AUDITOR 
INDEPENDENTE E ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
DESCRIÇÃO PARA O GABARITO DE CORREÇÃO DA TERCEIRA ENTREGA
ITEM ATENDE ATENDE PARCIALMENTE
NÃO 
ATENDE
1. PONTUALIDADE NA ENTREGA
- Realizou a entrega dentro do prazo previsto?
1,00 0,50 0,00
2. RELATÓRIO DE DIVERGÊNCIAS ENCONTRADAS
2.1 COERÊNCIA
- O relatório foi descrito de forma clara e objetiva?
0,50 0,25 0,00
2.2 PREPARAÇÃO
- Fez referência a todas as áreas examinadas 
e nas áreas com divergências relatou o 
problema apontando soluções?
1,50 0,75 0,00
2.3 CORRELAÇÃO DAS INFORMAÇÕES
- Utilizou o papel de trabalho “Pontos de 
Recomendação” para embasar suas afirmações 
em relação às divergências encontradas?
1,00 0,50 0,00
3. RELATÓRIO DO(S) AUDITOR(ES) INDEPENDENTE(S)
3.1 ESTRUTURA
- O Relatório do Auditor Independente foi ela-
borado com as informações mínimas de acor-
do com as Normas Brasileiras de Contabilida-
de, aplicadas à Auditoria Independente?
0,50 0,25 0,00
3.2 PREPARAÇÃO
- O tipo de opinião emitida pelo auditor 
está coerente com os exames realizados na 
empresa auditada?
1,50 0,75 0,00
3.3 CORRELAÇÃO DAS INFORMAÇÕES
- Preencheu adequadamente todas as 
informações da empresa auditada e os dados 
de suas demonstrações contábeis no Relatório 
do Auditor Independente?
1,00 0,50 0,00
4. ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
4.1 ESTRUTURA
- O conteúdo apresenta todos os requisitos e 
documentos solicitados?
0,50 0,25 0,00
4.2 PREPARAÇÃO
- Efetuou as reclassificações das demonstrações 
contábeis de forma adequada?
- Realizou os cálculos dos indicadores econômico-
financeiros dentro dos conceitos teóricos?
1,00 0,50 0,00
4.3 CORRELAÇÃO DAS INFORMAÇÕES
- Conseguiu desenvolver raciocínio analítico 
na análise das demonstrações contábeis com 
base nos indicadores econômico-financeiros?
1,50 0,75 0,00
240
ANEXO 4 – GABARITO PARA CORREÇÃO DA QUARTA ENTREGA 
REFERENTE AO PAPER E AVALIAÇÃO DA SOCIALIZAÇÃO DO RELATÓRIO 
FINAL DE ESTÁGIO
DESCRIÇÃO PARA O GABARITO DE CORREÇÃO DA QUARTA ENTREGA
ITEM ATENDE ATENDE PARCIALMENTE
NÃO 
ATENDE
1. GABARITO DE CORREÇÃO DO PAPER
1.1 CABEÇALHO E RESUMO
- Apresentou título, autoria, filiação e data, 
configurados corretamente?
- Configurou resumo em um único 
parágrafo, em itálico, sem abertura de 
parágrafo e em modo justificado?
0,50 0,25 0,00
1.2 INTRODUÇÃO
- Conseguiu deixar claro do que trata o paper? 1,00 0,50 0,00
1.3 DESENVOLVIMENTO
- O/A acadêmico(a) relatou de forma clara 
o conhecimento adquirido em todos os 
tópicos referentes a cada assunto pontuado?
- Conseguiu citar, direta e indiretamente, as 
fontes usadas na construção do trabalho?
2,00 1,00 0,00
1.4 CONCLUSÃO
- Conseguiu mostrar os resultados obtidos 
na pesquisa e os mesmos estão de acordo ou 
não com os objetivos propostos?
1,00 0,50 0,00
1.5 REFERÊNCIAS
- Conseguiu construir, corretamente, as 
referências das fontes citadas, direta ou 
indiretamente, no texto? 
- Existem fontes não referenciadas no paper?
0,50 0,25 0,00
1.6 ANEXOS 
- Todos os documentos solicitados foram 
anexados? 
- Construiu, corretamente, os documentos 
anexados, evidenciando o suporte 
necessário para o desenvolvimento e 
conclusão do trabalho?
1,00 0,50 0,00
2. GABARITO DE AVALIAÇÃO DA SOCIALIZAÇÃO
2.1 RELAÇÃO TEORIA-PRÁTICA 
- Demonstrou domínio de conhecimento 
teórico-prático? 
1,00 0,50 0,00
2.2 TEMPO PREDEFINIDO
- Respeitou o tempo predefinido 
adequadamente?
0,50 0,25 0,00
241
2.3 CLAREZA E OBJETIVIDADE
- Demonstrou clareza e objetividade na 
comunicação?
- Apresentou postura, movimento e habilidade 
no uso de recursos de forma adequada?
0,50 0,25 0,00
2.4 APRESENTAÇÃO DO TEMA
- O conteúdo foi apresentado de forma 
organizada e estruturada?
1,00 0,50 0,00
2.5 RELEVÂNCIA DAS CONCLUSÕES
- Os resultados apresentaram coerência com 
os objetivos?
1,00 0,50 0,00
242
ANEXO 5 – MODELO PAPER DO RELATÓRIO FINAL DE ESTÁGIO: 
AUDITORIA INDEPENDENTE E ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES 
CONTÁBEIS
RELATÓRIO FINAL DE ESTÁGIO
CIÊNCIAS CONTÁBEIS
Terceira Parte – Módulo 8
Nome do Aluno
Nome do Orientador
Centro Universitário Leonardo da Vinci - UNIASSELVI
Ciências Contábeis (CTB0000) – Estágio 
00/00/0000
Resumo
1 – Introdução
2 – Relatório de Análise das Demonstrações Contábeis
3 – Relatório das Divergências Encontradas na Contabilidade
4 – Relatório do(s) Auditor(es) Independente(s)
5 – Conclusão
REFERÊNCIAS
ANEXOS:
I – Estrutura e Codificação dos Papéis de Trabalho com todos os seus anexos
II – Demonstrações Contábeis (Apresentar as novas demonstrações elaboradas 
após a auditoria)
III – Planilhas de Análises das Demonstrações Contábeis (Anexar o balanço 
patrimonial e demonstração de resultado do exercício reclassificados e os 
índices econômico-financeiros)
243
REFERÊNCIAS
ATTIE, Willian. Auditoria: conceitos e aplicações. 3. ed. São Paulo: Atlas, 1998.
BRIDI, João Vitor. Empreendedorismo: caderno de estudos. Indaial: Grupo 
UNIASSELVI, 2007.
CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE. Resolução 1231 - NBC TA 700. 
Brasília: CFC, 2009.
______. Resolução 1209 - NBC TA 200. Brasília: CFC, 2009.
______. Resolução 1219 - NBC TA 505. Brasília: CFC, 2009.
______. Resolução 1311 - NBC PA 290. Brasília: CFC, 2010.
______. Resolução 1201 - NBC P 01. Brasília: CFC, 2009.
______. Resolução 1227 - NBC TA 580. Brasília: CFC, 2009.
______. Resolução 820 - NBC T 11. Brasília: CFC, 1997.
______. Princípios fundamentais de contabilidade. Brasília: CFC, 2003.
DOLZAN JÚNIOR, Natal. Matemática financeira: caderno de estudos. Indaial: 
Grupo UNIASSELVI, 2011.
FLORIANI, Arlete Regina. Análise das demonstrações contábeis: caderno de 
estudos. Indaial: Grupo UNIASSELVI, 2011.
KNUTH, Valdecir. Auditoria II: caderno de estudos. Indaial: Grupo 
UNIASSELVI, 2011.
KOWALSKI, Fábio Darci. Contabilidade comercial: caderno de estudos. 
Indaial: Grupo UNIASSELVI, 2011.
RECEITA FEDERAL DO BRASIL. Contribuição para o PIS/PASEP e COFINS. 
Disponível em: <http://www.receita.fazenda.gov.br/PessoaJuridica/DIPJ/2004/
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