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SINAPSES Sinapse, o que é? “É uma junção especializada onde uma parte do neurônio faz contato e se comunica com outro neurônio ou tipo celular (p. ex., uma célula muscular ou glandular)”. Contudo, pode-se dizer que é a forma como a informação passa de um neurônio para a célula seguinte. Tipos de sinapse Podem ser elétricas ou químicas. ● Elétrica: os neurônios são interconectados por junções comunicantes (Figura 1), de maneira que íons e pequenas moléculas podem passar em ambos os sentidos através desses canais. Se estivermos falando de potencial de ação (PA) esses íons são positivos, e a onda despolarizante passará para a célula seguinte. Figura 1. Uma junção comunicante é formada por canais, que fazem uma ponte entre os citoplasmas das células. A sinapse elétrica é tão rápida que neurônios que se comunicam através dela ficam sincronizados (Figura 2) Figura 2. Uma junção comunicante é formada por canais, que fazem uma ponte entre os citoplasmas das células. Figura 2. Sinapses elétricas ajudam os neurônios a sincronizar suas atividades ● Químicas: dependem de um mediador químico para que a informação passe de um neurônio para outro. Esse mediador é o neurotransmissor. Observe na figura 3 o passo a passo de uma sinapse química. Figura 3. Sequência de etapas da sinapse química. A célula pós sináptica possui receptor do neurotransmissor liberado pela célula pré-sináptica. É necessária a chegada de um PA ao terminal axonal para que as vesículas contendo neurotransmissores sejam ancoradas na membrana plasmática, fazendo a exocitose dos mesmos. Mediante influxo de cálcio, proteínas SNAREs das vesículas e das membranas garantem esse ancoramento (Figura 4). Interessante que a toxina botulínica, utilizada no botox, atua destruindo essas proteínas SNAREs, e assim, impedindo a sinapse na junção neuromuscular. Figura 4. Participação das proteínas SNAREs na exocitose de neurotransmissores para a fenda sináptica Além de ligar ao seu receptor, na membrana pós sináptica, um neurotransmissor pode ter outros destinos. A imagem 5 abaixo mostra alguns dos destinos de um neurotransmissor liberado na fenda sináptica. Figura 5. Possíveis destinos do neurotransmissor na fenda sináptica Na membrana da célula pós sináptica, o neurotransmissor vai encontrar seu receptor. Essa ligação pode desencadear diferentes mudanças na célula, dependendo do tipo de neurotransmissor e receptor (parecido com o que vimos no sistema endócrino). Se a ligação do neurotransmissor causar uma despolarização, dizemos que aconteceu um PEPS – Potencial Excitatório Pós-Sináptico. Se a ligação do neurotransmissor causar uma hiperpolarização, dizemos que aconteceu um PIPIS - Potencial inibitório Pós Sináptico. Perceba que um neurônio despolarizado (que apresenta PEPS após a sinapse) fica mais excitável, ou seja, mais provável de atingir o limiar, e gerar um PA. Em contrapartida, um neurônio que está hiperpolarizado, está menos excitado. Com isso, se uma sinapse é excitatória, essa sinapse causa um PEPS no neurônio pós sináptico. Se uma sinapse é inibitória, ela causa um PIPS no neurônio pós sináptico.