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Tripanossomíase: Doença do Sono e de Chagas

Resumo sobre tripanossomíases (doença do sono e doença de Chagas): agentes (T. brucei — gambiense/rhodesiense; T. cruzi), ciclo e formas, mecanismo de evasão, sinais e fases clínicas, métodos diagnósticos (esfregaço, sorologia, ELISA, xenodiagnóstico) e opções de tratamento.

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TRIPANOSSOMÍASE
 Agente etiológico: Trypanosoma brucei-> causa: doença do sono/ vetor: moscas tsé-tsé
 Trypanosoma cruzi-> causa: doença de chagas/ vetor: hemípteros(barbeiros)
DOENÇA DO SONO OU TRIPANOSSOMÍASE AFRICANA
-é uma doença exótica.
-Existem ainda duas formas que afetam o homem.
· Trypanosoma brucei gambiense: progressão lenta, recorrente na áfrica ocidental.
· Trypanosoma brucei rhodesiense: progessão rápida e fatal, observada na áfrica oriental/ acometimento rápido do SNC.
Ciclo de vida do protozoário
-Reprodução: assexuada por divisão binária ou longitudinal.
- A T. b. rhodesiense apresenta reservatório animal como carneiro e gado diferente da T. b. gambiense.
- As moscas tsé-tsé se tornam infectantes d 4 a 6 semanas depois de se alimentarem de um doente.
- A forma infectante nos mamíferos é a tripomastigota (1 flagelo livre e 1 membrana ondulante). A forma residente nas glândulas salivares das moscas é a epimastigota (1 flagelo livre e uma membrana ondulante parcial).
- Os tripomastigotas no homem permanecem vivos dentro dos macrófagos. MECANISMO DE EVASÃO: mudança numa glicoproteína de adesão que atrapalha a opsonização do protozoário, pelos anticorpos, permitindo a multiplicação do protozoário.
Patogenia e sintomas
-Primeiramente, observa-se uma infecção persistente no local da picada. Nos pacientes não africanos a infecção persistente é mais duradoura.
-Na ocorrência da disseminação linfática pode ocorrer linfadenopatia (sinal de winterbotton)------------> sintomas: febre, mal estar geral, dor de cabeça, naúsea, vômitos, sudorese noturna e apatia
-O acometimento do sistema nervoso pode ocorrer de 6 meses a 1 ano após o aparecimento dos sintomas. Consiste em um caso de meningoencefalite---> sintomas: fadiga, convulsão, apatia, sonolência, falta de coordenação, parestesia, aumento da sensação de dor (sinal de kerandel - profunda hiperestesia com forte dor à pressão ou percussão branda dos tecidos) rebaixamento do nível de consciência até o quadro de coma.
Diagnóstico
-Exame sorológico - hipergamaglobulinemia: a determinação de IgM.
-Esfregaço sanguíneo: pesquisa do parasita no sangue - as preparações devem ser coradas e logo em seguida analisadas p evitar a morte do tripomastigota.
Tratamento
-Fármacos
· Primeira escolha: suramina.
· Segunda escolha: pentamidina (antimicrobiano – usado também p tratar Pneumonia por Pneumocystis jiroveci comum em pacientes com HIV)
· Melarsoprol é o medicamento de escolha quando há o envolvimento do SNC.
DOENÇA DE CHAGAS OU TRIPANOSSOMÍASE AMERICANA
Agente etiológico: Trypanosoma cruzi.
Ciclo de vida
 
-Apresenta as formas tripomastigota, epimastigota e amastigota (sem flagelo e membrana ondulante – forma intracelular)
-A forma amastigota invade as células do m. cardíaco, fígado e cérebro.
-Reprodução: divisão binária.
Patogenia e sintomas
Fase aguda
-Presença do sinal de Romaña/chagoma - edema elástico das pálpebras unilateral e indolor.
-Sintomas :febre, calafrios, mal-estar, mialgia e fadiga. ESSA FASE TAMBÉM PODE SER ASSINTOMÁTICA.
-Os parasitas podem estar dispersos no sangue e nas células sanguíneas - cél. Kupffer (macrófago do fígado e macrófago do baço).
-Apenas a fase aguda é passível de tratamento, por isso é fundamental o diagnóstico ainda nesse estágio.
-Diagnóstico
· Primeiro momento (prova ouro): exame parasitológico direto (esfregasso) – é realizado com a amostra a fresco ou a partir da sua concentração. A sua positivação já fecha o diagnóstico.
· Segundo momento: exame sorológico (identificação de imunoglobulinas) - deve ser realizada quando o exame quando houver negativação do exame parasitológico e como um segundo teste.
IgM: sua taxa elevada infere um quadro agudo. MESMO EM UM QUADRO AGUDO O IgM PODE TER SUA QUANTIDADE REDUZIDA POR ESTAR SENDO MOBILIZADO EM GRANDES QUANTIDADES NO COMBATE AO AE.
IgG: sua taxa elevada infere um caso crônico e sua baixa taxa, um caso agudo.
 
Apenas a negativação de dois testes exclui o diagnóstico de chagas.
Outras formas de diagnóstico 
· Métodos imunológicos (ELISA): detecção de anticorpos
· Xenodiagnóstico: Um barbeiro não contaminado (criado em laboratório) é colocado em contato com o indivíduo com suspeita de Chagas. Caso o paciente esteja contaminado, a forma epimastigota, adquirida na picadura, irá se multiplicar no intestino do inseto, permitindo o diagnóstico.
Fase crônica
-A maioria dos casos é assintomática e os indivíduos apresentam uma baixa parasitemia.
-Sintomas: miocardite, hepatoesplenomegalia, megacolon, megaesôfago, magacardia...
Tratamento
· Primeira linha: benzonidazol - já existem cepas resistentes para esse medicamento, apresenta efeitos colaterais, tratamento prolongado.
· Segunda linha: nifurtimox - negativação da parasitemia entre o 7° e o 33° dia.

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