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CET - JOÃO DE MENDONÇA FURTADO LÍNGUA PORTUGUESA CET - JOÃO DE MENDONÇA FURTADO DISCIPLINA: LÍNGUA PORTUGUESA PROFESSORA: SILVANIA DATA: 10/12/2020 APOSTO E VOCATIVO ALUNO: PEDRO GONDIM 8 ANO A APOSTO E VOCATIVO Aposto e vocativo são termos de uma oração. O aposto é uma palavra ou expressão que exerce algum tipo de relação com o substantivo ou pronome de uma oração. Já o vocativo é um termo independente. Assim, o aposto está subordinado a outro termo da oração, enquanto o vocativo, não. O aposto pode ser classificado em: explicativo, enumerativo, recapitulativo ou resumidor, comparativo, distributivo, circunstancial, de especificação, e da oração. O que é aposto? O aposto é uma palavra ou expressão que exerce uma função junto ao substantivo, pronome ou oração. Essa função pode ser explicar, especificar, resumir, comentar ou indicar algo, mas, atenção, o aposto não pode ser formado por adjetivo, apenas por substantivo ou pronome substantivo (um pronome que exerce função de substantivo). Para exemplificar, vamos analisar a seguinte oração: 1. Santos Dumont, o pai da aviação, foi um inventor genial. A expressão “o pai da aviação” é um aposto que exerce a função de explicar quem foi Santos Dumont. Vamos analisar agora uma segunda oração: 2. Santos Dumont, persistente e corajoso, foi um inventor genial. Nessa oração, os adjetivos “persistente” e “corajoso” exercem a função de predicativo do sujeito, isto é, atribuir uma condição ou qualidade ao sujeito; no caso, Santos Dumont. Assim, a oração 1 explica que o Santos Dumont a que ela se refere não é qualquer Santos Dumont, é o “pai da aviação”. Já a oração 2 aponta as características (qualidades) de Santos Dumont, um indivíduo persistente e corajoso. Tipos de aposto Existem os seguintes tipos de aposto: · Aposto explicativo: explica ou identifica o termo ao qual se refere: D. João VI, rei de Portugal, nasceu em 13 de maio de 1767. O aposto “rei de Portugal”, nessa oração, explica ou identifica quem foi d. João VI. · Aposto enumerativo: enumera, desdobra, os elementos contidos em um só termo: Elas só queriam isto: respeito, reconhecimento e dignidade. Nessa oração, o aposto “respeito, reconhecimento e dignidade” enumera, desdobra, o que está contido no termo “isto”. · Aposto recapitulativo ou resumidor: resume, com um só termo, uma série de elementos citados na oração: Escritores, pintores e escultores, todos são artistas e representam a realidade. O aposto “todos”, nessa oração, resume em si os três elementos citados. · Aposto comparativo: realiza uma comparação implícita, isto é, não direta: Crianças, pássaros selvagens, nunca deixam de surpreender. Nessa oração, “crianças” são comparadas, no aposto, a “pássaros selvagens”. · Aposto distributivo — distribui funções, objetos, ideias, qualificações etc. entre elementos da oração: Pegue dois pães: um para você e o outro para o seu pai. Com base no aposto “um para você e o outro para o seu pai”, observamos que, nessa oração, os dois pães são distribuídos entre o filho e o pai. · Aposto circunstancial — indica, além da qualidade de um ser, uma circunstância (tempo, lugar, causa etc.): Em criança, a sua vida passava mais devagar. Nessa oração, o aposto “Em criança” mostra uma circunstância (época) em que a vida passava mais devagar. Além disso, o termo “criança” também qualifica um ser. · Aposto de especificação — especifica, caracteriza, um termo genérico: Minha irmã Carolina. Nessa frase, o aposto “Carolina” especifica a qual irmã o enunciador refere-se. Mas não confunda aposto de especificação com adjunto adnominal. Observe a seguinte frase: A prosa de Machado de Assis é bastante irônica. Nesse caso, “de Machado de Assis” não é um aposto de especificação, mas um adjunto adnominal. Isso fica claro quando você substitui “de Machado de Assis” por “machadiana”: A prosa machadiana é bastante irônica. Portanto, o adjunto adnominal “de Machado de Assis” qualifica o substantivo “prosa”. · Aposto da oração — comentário sobre o fato expresso na oração ou palavra que sintetiza a oração. Antes da palestra, sentiu as pernas tremerem, indício de seu nervosismo. Assim, o aposto “indício de seu nervosismo” é um comentário sobre o fato indicado na oração, ou seja, sentir as pernas tremerem antes da palestra. Ou ainda: Podia estudar à noite, o que não o impedia de trabalhar. Nesse enunciado, o aposto “o” é uma palavra que sintetiza, resume, a oração “Podia estudar à noite”. Como separar o aposto? O aposto, normalmente, é separado, por vírgulas, da palavra ou expressão a que se refere. Isso ocorre nos seguintes tipos: explicativo, comparativo, circunstancial, e da oração. · Aposto explicativo: A França, um país europeu, tem um cinema excepcional. · Aposto comparativo: Livros, pontes para o futuro, devem ser preservados. · Aposto circunstancial: Devido às fortes chuvas, o espetáculo foi cancelado. · Aposto da oração: Não se pode vencer todas, o que não quer dizer que vamos desistir. O aposto enumerativo é separado, por dois-pontos, da palavra ou expressão a que se refere. Já os elementos do aposto devem ser separados entre si por vírgulas; às vezes, pela conjunção “e” entre os dois últimos termos: Ela só via isto: bicicletas, carros e confusão. Em relação ao aposto recapitulativo ou resumidor, ele deve ser separado, por vírgula, da série de elementos a que se refere. Já os elementos dessa série devem ser separados entre si por vírgulas; às vezes, pela conjunção “e” entre os dois últimos termos: Os rios, os mares e as florestas, tudo isso precisa ser preservado. O aposto distributivo pode ser separado, da palavra ou expressão a que se refere, por vírgula ou dois-pontos: Compre três livros: um para Judith, um para Ricardo e outro para Estêvão. Leve dois lápis, um para você e outro para a sua amiga. Já o aposto de especificação não deve ser separado nem por vírgula nem por dois-pontos: A atriz Sarah Bernhardt. A rua 13 de Maio. O que é vocativo? O vocativo é uma invocação, um chamamento, um apelo. Ele é um termo independente, pois não faz parte da estrutura da oração. Vejamos alguns exemplos: Ó vida! Por que não tenho sorte? Não pense, cara, que me esqueci daquele dia. Lidiane, preciso que você me diga toda a verdade. Observe as orações: 1. Amigos, vamos ao cinema hoje? 2. Lindos, nada de bagunça no refeitório! Os termos “amigos” e “lindos” são vocativos, usados para se dirigir a quem escuta de formas ou intenções diferentes, como nos períodos anteriores: a utilização de um substantivo na primeira frase e de um adjetivo na segunda. Podemos concluir que: Vocativo: é a palavra, termo, expressão utilizada pelo falante para se dirigir ao interlocutor por meio do próprio nome, de um substantivo, adjetivo (característica) ou apelido. Diferença entre aposto e vocativo O aposto mantém relação com um ou mais termos da oração, ou com toda a oração (no caso do aposto da oração). Portanto, ele é dependente desses termos ou oração: Chiquinha Gonzaga, a primeira maestrina brasileira, morreu em 28 de fevereiro de 1935. Note que o aposto “a primeira maestrina brasileira” não tem autonomia, ele depende do termo “Chiquinha Gonzaga” para fazer sentido. Já o vocativo é um termo independente na oração: Carolina, estudar é a coisa mais importante da vida. Observe que o vocativo “Carolina” não se relaciona a nenhum termo da oração; é, portanto, independente. Além disso, se for excluído, a oração continua a fazer sentido: “Estudar é a coisa mais importante da vida”. No entanto, às vezes, é a oração que depende do vocativo: Tu, que sonhas com riquezas, busca encontrar o teu caminho. Nesse caso, o vocativo “Tu” é independente na oração, pois refere-se à pessoa com quem se fala. No entanto, a oração “que sonhas com riquezas” está subordinada a “Tu”, devido ao uso do pronome relativo “que”, o qual se refere ao termo anterior, ou seja, “Tu”; é, portanto, dependente dele. FONTE: https://mundoeducacao.uol.com.br/gramatica/aposto-vocativo https://brasilescola.uol.com.br/gramatica/aposto-vocativo