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1- Limite superior: diafragma 2- Limite inferior: musculatura do assoalho pélvico 3- Anterolateral: músculos oblíquos externos e internos, transverso e reto abdominal. 4- Posterior: músculos do quadrado lombar, psoas e coluna vertebral. 1.1- Tipos de abdome: Plano ou atípico - globoso - escavado - avental - pendular - ventre de batráquio. Semiologia do @waleska112 Med IX - UFOB 1.2- Assimetria Abaulamentos: presença de massas abdominais, como neoplasias ou hérnia da parede abdominal. Retrações (depressões): bridas pós-cirúrgicas, caquexia. Circulação colateral: pode ser visível em caso de obstrução do sistema venoso porta (cabeça de medusa) ou veia cava. 1.3- Lesões elementares - Teleangiectasias - Estrias (dilatação de vasos) - Equimoses hemorragia retroperitoneal Sinal de Cullen: equimoses em região periumbilical. Indica pancreatite aguda hemorrágica ou gravidez ectópica rota. - Cicatriz umbilical: plana, protusa, intrusa. Sinal de Sister Mary Joseph: trata-se de um nódulo palpável na região peri-umbilical, com origem em tumo- res metastáticos avançados intra-abdominais ou intra-pélvicos. - Cicatrizes por incisões cirúrgicas Principais: Incisão de Kocher: incisão subcostal paralela à margem costal, é usada para aceder à vesícula biliar, ou seja na colecistectomia. Outras variações da incisão de Kocher são: Incisão de Chevron - do outro lado do abdómen- e Incisão Mercedes-Benz - incisão Chevron com a adição de uma incisão vertical ate ao apêndice xifóide; é principalmente usada em transplante hepático. Incisão mediana: incisão que segue a linha alba (estrutura relativamente avascular) para aceder à maioria das vísceras abdominais. Incisão paramediana: incisão lateral à linha média (2 a 5 cm de distância); usada para aceder vísceras laterais (como os rins, baço e glândulas supra-renais); Abdome globoso por panículo adiposo Abdome globoso por ascite Abdome escavado Abdome em avental Abdome pendular Abdome pendular; pode aparecer na flacidez puerperal Ventre de batráquio Tipo veia porta Tipo veia cava Hérnia Sinal de Grey-Turner: equimoses em Sinal de Grey-Turner: equimoses em flancos. Indica pancreatite aguda hemorrágica. Incisão transversa: Incisão transversa supra-umbilical( oferece excelente exposição do abdómen superior) e Incisão de Pfannenstiel (infra-umbilical; usada em procedimentos ginecológicos e na obstetrícia); Incisão de Lanz e incisão de Gridiron: usadas para aceder ao apêndice, para realizar apendicectomia; ambas são feitas no ponto de McBurney. Em comparação com a incisão Gridiron, a incisão Lanz produz melhores resultados estéticos com redução de cicatrizes, uma vez que segue as linhas de Langer. Incisão de Rutherford-Morison: semelhante à incisão de Gridiron, mas o cirurgião estende a incisão para uma orientação oblíqua e curvilínea, facilitando o acesso ao cólon ascendente e sigmóide; incisão também usada nos transplantes renais. - Pulsações Hipertrofia de VE pode causar pulsações na região epigástrica. Aneurismas da aorta abdominal provocam pulsações na área correspondente à dilatação. - Movimentos peristálticos - Hérnias Manobra de Valsava Paciente, em decúbito dorsal, sopra no dorso de uma das mãos, ocasionando o aumento da pressão intra- abdominal, acentuando abaulamentos e hérnias. Manobra de Smith-Bates Paciente em decúbito dorsal levanta as pernas e contrai musculatura do abdome. Pode diferenciar abaulamentos na parede abdominal ou abaulamentos abaixo da parede (somente durante a manobra). Também evidencia hérnias. - Auscultar 3 pontos por quadrante, no máximo 2 min em cada ponto. -Realizar antes da palpação, pois este estimula o peristaltismo que pode alterar ruídos hidroaéreos. Ruídos hidroaéreos - Normal: 5 a 34 por minuto. - Aumentados: hiperperistálticos - Diminuídos: hipoperistálticos - Ausentes: aperistálticos O achado físico mais comum em adultos é o de uma protuberância/ aumento de volume na região da virilha, o que é notado frequentemente pelos pacientes e tende a ser o motivo da visita ao médico. Nesse ínterim, a avaliação da hérnia é feita de forma mais adequada com o paciente em pé e o médico sentado em frente ao paciente. A protuberância pode ser confirmada como uma hérnia por meio do exame físico, em que o médico deve colocar a mão sobre a protuberância e pedir ao paciente para tossir ou realizar uma manobra de Valsalva. Isso porque, ao tossir, as hérnias produzem um impulso distinto e suave que aumenta a protrusão. Borborigmo: ocorre quando houver predominância de gases em relação ao conteúdo liquido do órgão. É o ronco da barriga, que indivíduos normais podem apresentar quando estão com fome. Em casos de obstrução incompleta do intestino o ruído hiperativo pode ser audível até dois metros do paciente. Sopros - Aórticos: abaixo do apêndice xilofóide - Renais: paramedianos e supraumbilicais - Ilíacos: paramedianos e supraumbilicais - Femorais: inguinal - Para observar: distribuição de gases, massas sólidas, preenchimentos por líquido e dimensão de órgãos. - Iniciar na fossa ilíaca direita e seguir no sentido horário. Tipos: Percussão direta (tapas) Percussão indireta (plexímetro e plexor) - Som timpânico: é predominante devido presença dos gases na parede abdominal. - Som hipertimpânico: pneumoperitônio - Som maciço/submaciço: no hipocôndrio direito devido ao fígado ou ainda na presença de fezes, líquidos, massas ou visceromegalias. O espaço de Traube (6° e 10° EICs esquerdos) tem som timpânico quando livre. Se ocupado tem som maciço ou submaciço (esplenomegalia). - Feita em zonas - Se dor, palpar a região por último. - Observar se o paciente sente dor à palpação. A) Superficial: - Início pela FID em sentido horário - Unimanual - Aprofundar até 1 cm Avaliação de: - Dor, resistência de parede, alteração de continuidade, pulsações massas superficiais palpáveis. B) Profunda: - Início pela FID em sentido horário - Unimanual, bimanual - Movimentos circulares e profundos - Caracterizar massas, visceromegalias ou tumorações, quanto à: localização, tamanho, formato, consistência e pulsações associadas. OBS.: Manobra de Galambos Quando há hipertonia da parede abdominal. Durante a expiração, deve promover uma depressão com a mão não dominante em uma região que pretende examinar. Isso deixa a região relaxada, facilitanto a palpação. OBS: pontos dolorosos: - Ponto epigástrico: sensível na úlcera péptica. - Ponto cístico: situa-se no ângulo formado pelo rebordo costal direito com a borda externa do músculo reto abdominal. Deve ser apalpado na busca do sinal de Murphy, que pode estar na colescistite aguda. - Ponto de McBurney: união do terço externo com os 2/3 internos da linha que une a espinha ilíaca ântero superior à cicatriz umbilical. Sugere apendicite aguda Sinal de Blumberg: dor à descompressão. O peritônio é uma membrana serosa que protege e sustenta os órgãos abdominais. É dividido em parietal (parede posterior) e visceral (vísceras). Entre eles há a cavidade peritoneal e nela fica o líquido peritoneal (impede atrito entre os folhetos). 1. Blumberg 2. Sinal do obturador 3. Sinal do Psoas 4. Rovsing 1) Manobra de Blumberg Paciente em decúbito dorsal, encontrar o ponto de McBurney (terço médio lateral). Fazer compressão lenta e descompressão brusca. - Se dor na descompressão: positivo - Apendicite 2) Sinal do obturador Paciente em decúbito dorsal, perna esquerda estendida e fletir a perna direita formando 90° entre a perna e coxa, fazer uma rotação interna de quadril, o que gera estiramento do músculo obturador interno. - Se dor: positivo - Sugestivo de apendicite - Atenção para grávidas: gravidez ectópica3) Sinal do Psoas Paciente e decúbito lateral esquerdo, realizar hiperextensão da articulação coxofemoral (uma mão no quadril, outra no tornozelo, puxe a perna direita do paciente na sua direção) causando o estiramento do músculo psoas. - Se dor: positivo - Irritação do músculo tendo como uma das causas, a apendicite. 4) Sinal de Lapinsky Paciente em decúbito dorsal, elevação do MMII direito em extensão (>70°). Isso comprime o ceco contra a parede posterior do abdome. - Se dor, positivo. - Apendicite. 5) Sinal de Rovsing Paciente em decúbito dorsal, fazer uma compressão do cólon descendente (flanco esquerdo) ocasionando o deslocamento de ar em direção ao ceco. - Se dor, positivo. - Apendicite. - Pode ser feito com a mão fechada ou espalmada. Importante que uma das mãos fique realizando um rechaço. 6) Sinal de Lenander Medir a temperatura retal e axilar do paciente e ver se há dissociação. Se a temperatura retal estiver mais de 1°C acima da axilar, positivo. - Processo inflamatório da pelve 7) Sinal de Guéneau Semiologia igual à manobra de Blumberg, mas a compressão deve ser feita em qualquer região abdominal com exceção para o ponto de McBurney. - Sugestivo de irritação peritoneal, ex: diverticulite. 5. Lapinsky 6. Lennander 7. Sinal de Guénau/ De Mussy/ Descompressão brusca dolorosa. Apendicite é a inflamação do apêndice, decorrente principalmente de obstruções (fecalitos, hipoplasia linfoite, tumores). O quadro clínico: começa com dor difusa na região periumbilical, náuseas, febre até chegar a uma dor intensa na fossa ilíaca direita. Ascite é um sintoma devido ao aumento de líquido livre na cavidade peritoneal. Tem origem diversa, por cirrose, doença hepática, cardíaca, renal, infeciosa, tuberculose, etc. 1. Sinal da poça 2. Semicírculo de Skoda 3. Macicez móvel 4. Sinal do piparote 1) Sinal da poça Paciente em posição genupalmar, então é feito uma percussão caudal-cranial na região periumbilical. - Se som maciço, positivo. - Ascite de pequeno volume. 2) Semicírculo de Skoda Percussão da cicatriz umbilical para as extremidades abdominais (flancos, fossa ilíaca, hipogástrio). Deve perceber a transição sonora entre som timpânico e maciço (líquido). - Se positivo, ascite de médio volume. 3) Macicez móvel Confirmação do semicírculo de Skoda com o paciente em decúbito lateral esquerdo/direito. Percutem-se os flancos. - Se o flanco para cima tiver som timpânico e o virado para baixo tiver som maciço, positivo. - Ascite de médio volume 4) Sinal do piparote Paciente com borda medial da mão na linha mediana e o examinador faz o piparote com a outra mão no flanco contralateral. Deve perceber a transmissão da onda líquida. - Se houver onda: positivo - Ascite de grande volume 1) Inspeção 2) Percussão 3) Palpação - Buscar alterações visíveis na loja hepática, grande abaulamentos (podem significar vesícula aumentada, massas, tumorações). - Quadrante superior direito e região epigástrica. 1)Lobo direito - Borda superior: transição som claro pulmonar para maciço -Borda inferior: transição do som timpânico para maciço 2) Lobo esquerdo - Borda superior: coincide ao apêndice xifoide - Borda inferior: transição do som timpânico para maciço. OBS.: sinais - Sinais de Torres-Homem: sensação dolorosa na percussão de áreas da zona de projeção do fígado, feita com as pontas dos dedos reunidas: sugestivo de abcesso hepático amebiano ou bacteriano. - Sinal de Jobert: percussão timpânica (normalmente é maciça). Pode sugerir pneumoperitônio, mas precisa de RX. - Sinal de Chilaidit: é um sinal radiológico, marcado pela transposição de alças intestinais sobre a loja hepática. Sinal de Chilaidit Técnicas: - Lemos Torres: mão espalmada e rechaço embaixo do quadrante superior direito. - Mathieu: em garra, ficar posterior ao paciente. Nessas técnicas, buscar: localização, consistência (fibrose - como na cirrose - ou amolecido - como na esteatose), superfície (lisa ou nodulada), borda (fina ou romba- como na esteatose), sensibilidade (dor ou indolor). Colescitite é uma inflamação da vesícula biliar. Paciente com dor em hipocôndrio direito, associado ao consumo de alimento gorduroso. Sinal de Murphy: identificar ponto cístico (linha hemiclavicular direita, abaixo do rebordo costal), aprofundar a mão na expiração. Ao respirar percebemos que a vesícula biliar inflamada encosta na mão conforme o diafragma abaixa. Paciente tem apneia e dor. Vesícula aumentada e sinal de Courvoisier-Terrier: paciente ictérico com vesícula palpável. Localizar espaço de Traube (entre linhas hemiclavicular e axilar anterior esquerda, do 6° ao 10°/11° EIC). Som timpânico quando espaço livre. - Caso haja esplenomegalia, o som pode ser maciço. - Linha de Ryorri: é uma linha imaginária que vai da fúrcula esternal até a extremidade distal da 1ª costela flutuante esquerda. A partir dela separamos o espaço de Traube em duas regiões, uma medial e outra lateral. Percute a região medial, se estiver maciça, confirma esplenomegalia. Não é palpável no adulto. Independente da posição ou técnica, a palpação do baço deve iniciar-se próximo a fossa ilíaca direita. Quando aumentado cresce anteriormente, inferiormente e medialmente, indo assim em direção à fossa ilíaca direita. Posição de Schuster: o paciente deve estar posicionado em decúbito lateral direito com o membro inferior esquerdo fletido a 90° e o joelho serve como ponto de apoio sobre a mesa do exame, garantindo equilíbrio ao paciente. O membro inferior direito deve estar estendido. O membro superior direito fica estendido enquanto o membro superior esquerdo deve ficar fletido sob a cabeça. Essa posição induz a movimentação do baço em direção ao rebordo costal, o que facilita a palpação. A palpação pode ser feita com a mão espalmada ou em garra. Além da posição de Schuster, a palpação pode ser realizada em decúbito dorsal. A manobra é bimanual, onde a mão esquerda fica localizada sob a área de projeção do baço pressionando-a para cima, e a mão direita é quem palpa o abdome, em direção ao rebordo costal esquerdo, na tentativa de palpar o baço. Há uma classificação de acordo com o quanto o baço aumenta seu volume, em 3 graus: Grau I: baço palpável apenas sob o rebordo costal; Grau II: baço palpável entre o rebordo costal e uma linha transversal a cicatriz umbilical; Grau III: baço palpável abaixo da cicatriz umbilical. Lemos Torres Mathieu Posição de Schuster