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 O sangue é tecido conjuntivo fluído 
que circula nos vasos sanguíneos 
(veias, Vênulas, artérias e 
arteríolas); 
 Tem função de transporte de 
nutrientes, gases (O2 X CO2), 
hormônios e produtos do 
metabolismo celular (excreção); 
 O exame bioquímico do sangue 
reflete na fisiologia de diferentes 
órgãos e tecidos; 
 Defesa imunitária do organismo por 
células, imunoglobulinas e sistema 
complexo; 
 Defesa contra agressão 
(coagulação): plaquetas e 
fibrinogênio; 
 Manutenção da homeostasia da 
temperatura corporal 
(vasoconstrição e vasodilatação), 
pressão oncótica (pressão que 
mantém o líquido dentro dos vasos), 
equilíbrio do pH; 
 
 
 O volume sanguíneo é de acordo 
com o peso corpóreo, sendo entre 
6 a 10% do peso corpóreo. No 
entanto, tem uma grande variedade 
intra e interespécie; 
 O sangue circula no organismo do 
animal interior das veias e artérias; 
 Sangue arterial: é rico em oxigênio, 
do coração aos tecidos. Vermelho; 
Hemostasia e a cascata da coagulação 
 Sangue venoso: rico em gás 
carbônico, vai dos tecidos para o 
coração; 
 Composto pela parte líquida (plasma) 
e células; 
 Plasma (40-60%) e elementos 
celulares (leucócitos, plaquetas e 
eritrócitos); 
 
Plasma: 
 É semelhante ao líquido intersticial; 
 É a parte fluída; 
 Formada de água (90%), proteínas 
plasmáticas (9%)-albumina 
(transporte e pressão oncótica), 
fibrinogênio (coagulação sanguínea) e 
globulinas (anticorpos). 
 E o resto são metabólitos, 
eletrólitos, nutrientes, minerais e 
hormônios; 
OBS: plasma é o sangue com 
anticoagulante (EDTA) e o soro é o 
sangue coagulado, ou seja, o soro não 
tem fibrinogênio, pois já consumiu na 
coagulação; 
 
Elementos celulares: 
 
Hemácias (eritrócitos): 
 Bicôncava e anucleada. 
 Capaz de sofrer alterações para 
passar em vasos de pequeno 
calibre, sem sofrer danos. 
 Tem grande elasticidade; 
OBS: em répteis e aves as hemácias 
são nucleadas; 
 Contem hemoglobina. 
 Apresentam 120 dias de vida 
 Morfologia eritrocitária: formada 
por proteínas (52%), lipídeos (40%) 
e carboidratos (8%). 
 Citoesqueleto: rede de proteínas 
que são responsáveis pela 
integridade e elasticidade da 
membrana → habilidade de 
deformações reversíveis durante 
sua vida útil na circulação e de se 
manter estruturalmente íntegras 
 IMPORTÂNCIA da grande 
flexibilidade devido do arranjo da 
membrana dos eritrócitos. 
 HEMOGLOBINA: proteína 
quaternária, com parte 
estritamente proteica (globina) e 
parte não proteica (heme-grupo 
prostético). 
 Heme: formada por 
protoporfirina ligada ao ferro 
 Tem função de transporte de 
O2 e CO2. 
Plaquetas: 
 São fragmentos de uma célula, 
chamada de megacariócito- 
presente na medula óssea. 
 Sua função é tampão na coagulação 
sanguínea e liberação de 
substâncias ativas. 
 Não possui núcleo. 
 Tem vida de 7 a 15 dias. 
 É um sistema contrátil de cálcio 
dependente. 
 É um tampão plaquetário no 
endotélio. 
Hemostasia: 
 É a capacidade do organismo em 
manter o sangue fluído dentro dos 
vasos. Controle de (lesões) 
hemorragia ou trombose. 
OBS: Homeostasia é manter o estado 
de equilíbrio do organismo dinâmico do 
meio interno. Vários parâmetros 
biológicos são regulados ou controlados 
dentro de limites muito estreitos. 
 O tampão plaquetário na parede de 
vaso é chamado de coagulo. 
 Quando o tampão plaquetário se 
desgruda da parede do vaso se 
forma um trombo 
 Vaso normal produz substâncias 
anticoagulantes, mantendo a 
hemostasia, não formando trombo 
ou coágulo. 
 Hemostasia se inicia com uma lesão 
na parede do vaso, gerando uma 
resposta hemostática, que previne 
a hemorragia. 
 
Constituintes do sistema hemostático: 
1. Plaquetas: Sua função é tampão na 
coagulação sanguínea e liberação de 
substâncias ativas. É um sistema contrátil 
de cálcio dependente. É um tampão 
plaquetário no endotélio. 
2. Fatores de coagulação: pró-enzimas 
(proteínas zimogênicas, que são 
produzidas no fígado, estão inativas) 
hepáticas que produzem fibras de fibrina. 
Todos os fatores têm a função ativar a 
trombina. 
3. fatores fibrinolíticos: dissolvem a 
fibrina para o controle da extensão, 
importante para que se normalize. 
4. inibidores proteicos: regulam os 
fatores de coagulação. 
5. Células endoteliais: revestem os vasos 
sanguíneos. Produzem fatores anti e pró-
coagulação. Responsável pela coagulação 
(quando necessário) e por manter o 
sangue líquido dentro do vaso. 
Hemostasia primária: 
Formação do tampão plaquetário, ou seja, 
plaquetas aderidas na parede do vaso. 
Estão presentes a fase vascular (lesão 
do vaso) e a fase plaquetária. 
Fase vascular: 
 A lesão tecidual leva ao contato com 
o colágeno sub-endotelial, gerando o 
início da coagulação. 
 O sangue não ativa coagulação 
quando está em contato com o 
endotélio. 
 Ocorre o espasmo vascular, 
fazendo com que o vaso realize a 
vasoconstrição, diminuindo o fluxo 
sanguíneo. 
 Primeiro sistema é a exposição da 
camada de colágeno e a segunda é 
o espasmo muscular (contração). 
 As células endoteliais são capazes 
de sintetizar várias substâncias 
vasoativas relaxantes e contráteis. 
 Vasodilatação: auxilia na perda de 
calor. As células endoteliais 
produzem óxido nítrico e 
prostaciclina. 
 Vasoconstrição: impede a perda de 
sangue. As células endoteliais 
produzem endotelina 1 e 
tromboxano A2. 
 Substâncias que mantém o fluxo 
sanguíneo normal: 
 
 O endotélio produz substâncias que 
inibem a agregação de plaquetas e 
da vasodilatação, que ativam a 
liberação de anticoagulantes, inibem 
a cascata da coagulação. 
 A trombomodulina inativa caso 
tenha trombina ativada no vaso, 
impedindo a formação de trombo. 
 Quando ocorre a lesão vascular, 
induz à produção de um potente 
vasoconstritor (endotelina-1) e 
formação de uma superfície 
prócoagulante. 
 O fator de Von Willerbrand 
(produzido no megacariócito e 
endotélio, armazenada nos grânulos 
alfa plaquetário) só é ativado quando 
o colágeno do vaso está exposto. É 
importante para formar o tampão 
plaquetário. 
 O fator tecidual é importante para 
ativar a cascata da coagulação. 
 
 As plaquetas inativadas possuem 
proteínas em sua superfície. GPI b 
alfa (glicoproteína), alfa dois b beta 
3 inativada e receptor para 
colágeno. 
Fase plaquetária: 
 Ocorre a formação do tampão 
plaquetário, com atração, adesão, 
ativação e agregação das plaquetas 
circulantes. 
 Quando ocorre a lesão do vaso, o 
colágeno é exposto. O endotélio 
secreta o fator de Von Willerbrand. 
 Esse FvW possui um receptor para 
colágeno, receptor para alfa dois b 
beta 3 e receptor para GPI b alfa. 
Isso permite que plaqueta se ligue a 
esse fator e forme uma rede 
entre FvW e plaquetas. 
 A plaqueta tem fibrinogênio, quando 
ativada abre o receptor de 
fibrinogênio. Essa rede forma o 
tampão plaquetário. 
 Ainda não ocorre a transformação 
de fibrina. 
 
 
 
 
 A plaqueta é ativada quando se liga 
ao colágeno ou FvW. 
 A plaqueta ativada é quando ocorre 
a contrai (miosina e actina) e joga 
seus grânulos para fora, sofrendo 
modificação da sua estrutura. Ela 
possui substâncias para atração de 
plaquetas, FvW, faz contração do 
vaso, ativam coagulação... 
 O tampão plaquetário ainda não 
possui fibrina. 
 
 Os pseudópodes das plaquetas 
ativadas, são responsáveis por 
atrair mais plaquetas para a região. 
Hemostasia secundária: ocorre a 
conversão de fibrinogênio em fibrina 
(forma não solúvel do fibrinogênio), 
formando o coagulo. Estão presentes a 
fase plasmática e fase de fibrinólise. 
 Transformação do tampão 
plaquetário em coagulo, para isso 
ocorre a transformação do 
fibrinogênio (solúvel) em fibrina 
(insolúvel). 
 A coagulação sanguínea necessita 
da cascata de ativação dos fatores 
de coagulação. 
 Para ativar o fibrinogênio é 
necessário formar o ativador de 
trombina. O fator X é responsável 
por essa ativação. 
 A protrombina (fator II) deve ser 
ativado para formar a trombina(fator IIa). 
OBS: dentro do organismo as duas vias 
são ativadas. 
Via extrínseca 
 Necessita do fator tecidual 
(tromboplastina ou fator III). 
 Necessita de substâncias que estão 
fora da circulação. 
 Fator III ativa o fator VII. 
 O fator VII a e cálcio ativam o fator 
X. 
 Ativando a protrombina. 
 O ativador de protrombina junto ao 
cálcio libera a trombina. 
Via intrínseca 
 Via de contato com paredes 
carregadas negativamente, pois 
todos os componentes necessários 
estão na circulação sanguínea. 
 Essa parede carregada mais a 
calicreina ativam o fator XII. 
 O fator XII a ativa o fator XI. 
 O fator XI a ativa o fator IX. 
 O fator IX a mais cálcio ativam o 
fator VIII. 
 O fator VIII a ativa o fator X. 
 O fator Xa ativa o ativador de 
protrombina. 
Via comum 
 Ativação do fator X. 
 O fator X a é o ativador da 
protrombina. 
 A protrombina (fator II) quando 
ativada se transforma em trombina 
(fator II a). 
 A trombina faz com que o 
fibrinogênio (Fator I) se transforme 
em monômeros de fibrina. 
 O fator XIII é estabilizador de 
coagulo. Esse fator é ativado pela 
trombina. 
 Quando ocorre a estabilização do 
coagulo mais a retenção do coagulo, 
ocorre o fim da hemostasia 
secundária. 
Cicatrização ou regeneração 
 Cicatrização: substituição do tecido 
original por tecido conjuntivo. 
 Regeneração: reparação do tecido 
original. 
 Ocorre a lise do coagulo (fibrinólise). 
 Enquando o tecido vai sendo 
reparado, ocorre a liberação do 
fator ativador do plasminogênio. 
 O plasminogênio se transforma em 
plasmina. 
 As plasmina faz a digestão 
(destruição) do coagulo.

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