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FICHAMENTO DO TEXTO - “O compromisso do professor com a aprendizagem do
aluno: contribuições da Análise do Comportamento”
● O artigo começa falando sobre a crise educacional, dando prioridade a crise
no ensino fundamental e enfatizando que esse tema vem sendo amplamente
discutido.
● Entende-se por educação um sistema que contempla,de um lado, as
relações imediatas que se estabelecem entre professor-aluno e aluno-aluno
dentro de uma sala de aula, e, de outro lado, o quadro político-econômico;
● Sendo a educação um sistema tão complexo é difícil conseguir encontrar
uma solução para a crise educacional;
● A finalidade da educação é o aprendizado por parte do aluno e, segundo a
autora do artigo, os métodos de avaliação do sistema educacional deveriam
concentrar-se no êxito da aprendizagem; entretanto, a literatura vem
mostrando que esse objetivo não está sendo alcançado;
● Usando como referência estudos feitos por Goldemberg mostra-se que o
principal problema nas escolas é a repetência e não a evasão escolar;
● Com base no mesmo estudo citado acima, elegeu-se dois motivos para o
fracasso educacional: a inadequação do currículo e a incompetência dos
professores; ao longo do texto aparece um terceiro motivo que seria o
método de ensino;
● Sobre a qualidade dos professores enfatiza-se que esses profissionais
trabalhariam melhor se possuíssem condições para tanto;
● O objetivo desse artigo seria, portanto, entender as relações entre professor
e aluno a partir de apontamentos feitos por Goldemberg;
● Analisando a fala dos professores vê-se que os mesmo raramente atribuem o
fracasso escolar ao seu trabalho, tendem a culpar o aluno e sua família.
● É apontado o problema na forma em que os currículos são elaborados, pois
estes consideram um tipo padrão de alunos, sem considerar a diversidade
presente na escola;
● “(...) sem levar em conta que, ao oferecer condições iguais para grupos que
não são iguais, a escola reforça as diferenças sociais originais.” (PEREIRA,
2004, p.15);
● As avaliações bimestrais são padronizadas e acabam por não medir o real
aprendizado dos alunos, muito menos demonstra suas dificuldades;
● O professor é controlado por instâncias superiores, pelos outros professores,
bem como pelo plano de aula que é voltado para o professor e não para o
aluno; o comportamento dos alunos também influência nas atitudes do
professor e está ligado diretamente com outro fator influenciador que é a
relação professor-aluno; o relacionamento dos pais com a escola gera nos
professores crenças de como devem atuar em sua profissão, pois crêem que
são responsáveis pelo desempenho do aluno; os educadores também são
controlados por fatores burocráticos e pela pressão que sofrem em relação a
sua formação, assim como as expectativas que criam sobre o seu trabalho;
● Em relação a formação, os professores dizem ter dificuldade para conciliar
teoria e prática, para manejar aspectos psicológicos da criança, para dominar
a sala de aula e relacionar o conteúdo com a vivência dos alunos;
● Geralmente os professores sempre tem chances de fazer cursos de
especialização e a grande maioria aproveita essas oportunidades;
● Mesmo com o número elevado de cursos não são obtidos grandes
resultados;
● Os cursos oferecidos geralmente não tem continuidade e seguem
“modismos” políticos educacionais;
● Frequentemente os professores vão para os cursos e se deparam com novas
propostas pedagógicas, mas não recebem informações sobre as falhas do
método que utilizavam até o momento, além disso, muitas vezes essas novas
propostas são criadas sem muitos estudos; Trocando várias vezes de
referencial teórico o professor acaba por não conhecer profundamente
nenhuma metodologia.
● Outro fator apontado é que os professores entendem muito bem os temas
que lhe são apresentados nos cursos e conseguem falar deles com grande
dominação do assunto, porém não sabem colocar em prática os
conhecimentos;
● A ênfase dos cursos tende a ser o comportamento verbal dos professores;
● Princípios que, segundo a análise do comportamento, podem servir de base
para o planejamento do ensino: manter o aluno sempre em atividade, não
deixá-lo somente ouvindo e avaliando-o constantemente; Reforçar
positivamente comportamentos dos alunos; Evitar consequências aversivas,
mesmo que essas sejam mais fáceis de serem executadas quando
comparadas ao reforço positivo; Priorizar consequências naturais em relação
às arbitrárias; Envolver o aluno na avaliação de seu próprio desempenho;
● Considera-se que se o aluno não aprende o professor torna-se um simples
orador que fala em quanto seu público está ansioso pelo término de discurso;
● O autor lembra que só seria possível um bom trabalho do professor se este
tivesse poucos alunos na sala de aula, pois em uma turma de 40 alunos
torna-se improvável que todos recebam a mesma atenção;
● Sendo assim, para um bom aprendizado é necessário o comprometimento do
professor, mas esse por sua vez precisa que melhorem suas condições de
trabalho.

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