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SUS: Estrutura e Organização da Saúde Pública Palestrante: Jessica Lemos Pinheiro Fisioterapeuta Especialista em Atenção Básica e Saúde da Família Mestranda em Sistemas de Gestão de Saúde E-mail: jessica_lemosp@hotmail.com 1º AULA História e Implementação do Sistema Único de Saúde O Brasil seguia um modelo de saúde onde apenas alguns grupos da sociedade tinham acesso a assistência médica; O direito de fazer consultas, exames e cirurgias era controlado pelo Ministério da Previdência e pela Assistência Social; Sendo assim, só tinha acesso a assistência médica pessoas que trabalhavam com carteira assinada. O restante da população dependia de instituições filantrópicas, como por exemplo: Santa Casa de Misericórdia. ANTERIORMENTE AO SUS . . . MODELO DE SAÚDE CURATIVISTA Art. 196. A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e aos serviços de saúde. Dispõe sobre as condições para a promoção, proteção e recuperação da saúde, a organização e o funcionamento dos serviços correspondentes e dá outras providências. CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988 LEI Nº 8.080, DE 19 DE SETEMBRO DE 1990 CAPÍTULO II Dos Princípios e Diretrizes PRINCÍPIOS DOUTRINÁRIOS Universalidade Integralidade Equidade PRINCÍPIOS ORGANIZACIONAIS Participação da Comunidade Resolubilidade Descentralização Regionalização Hierarquização Fonte: Ministério da Saúde PRINCÍPIOS DOUTRINÁRIOS UNIVERSALIDADE: A saúde é um direito de cidadania de todas as pessoas e cabe ao Estado assegurar este direito, sendo que o acesso às ações e serviços deve ser garantido a todas as pessoas, independentemente de sexo, raça, ocupação, ou outras características sociais ou pessoais. Fonte: Ministério da Saúde EQUIDADE: O objetivo desse princípio é diminuir desigualdades. Apesar de todas as pessoas possuírem direito aos serviços, as pessoas não são iguais e, por isso, têm necessidades distintas. Em outras palavras, equidade significa tratar desigualmente os desiguais, investindo mais onde a carência é maior. PRINCÍPIOS DOUTRINÁRIOS Fonte: Ministério da Saúde PRINCÍPIOS DOUTRINÁRIOS INTEGRALIDADE: Este princípio considera as pessoas como um todo, atendendo a todas as suas necessidades. Para isso, é importante a integração de ações, incluindo a promoção da saúde, a prevenção de doenças, o tratamento e a reabilitação. Juntamente, o princípio de integralidade pressupõe a articulação da saúde com outras políticas públicas, para assegurar uma atuação intersetorial entre as diferentes áreas que tenham repercussão na saúde e qualidade de vida dos indivíduos. Fonte: Ministério da Saúde PARTICIPAÇÃO POPULAR: A sociedade deve participar no dia-a-dia do sistema. Para isso, devem ser criados os Conselhos e as Conferências de Saúde, que visam formular estratégias, controlar e avaliar a execução da Política de Saúde. PRINCÍPIOS ORGANIZACIONAIS LEI Nº 8.142, DE 28 DE DEZEMBRO DE 1990. Dispõe sobre a participação da comunidade na gestão do Sistema Único de Saúde (SUS) e sobre as transferências intergovernamentais de recursos financeiros na área da saúde e dá outras providências. Fonte: Ministério da Saúde http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/lei 8.142-1990?OpenDocument PRINCÍPIOS ORGANIZACIONAIS RESOLUBIDADE: É a exigência de que, quando um indivíduo busca o atendimento ou quando surge um problema de impacto coletivo sobre a saúde, o serviço correspondente esteja capacitado para enfrenta-lo e resolvê-lo até o nível de sua competência. Fonte: Ministério da Saúde PRINCÍPIOS ORGANIZACIONAIS DESCENTRALIZAÇÃO E COMANDO ÚNICO: Descentralizar é redistribuir poder e responsabilidade entre os três níveis de governo. Com relação à saúde, descentralização objetiva prestar serviços com maior qualidade e garantir o controle e a fiscalização por parte dos cidadãos. No SUS, a responsabilidade pela saúde deve ser descentralizada até o município, ou seja, devem ser fornecidas ao município condições gerenciais, técnicas, administrativas e financeiras para exercer esta função. Fonte: Ministério da Saúde PRINCÍPIOS ORGANIZACIONAIS REGIONALIZAÇÃO E HIERARQUIZAÇÃO: Os serviços devem ser organizados em níveis crescentes de complexidade, circunscritos a uma determinada área geográfica, planejados a partir de critérios epidemiológicos, e com definição e conhecimento da população a ser atendida. A Regionalização é um processo de articulação entre os serviços que já existem, visando o comando unificado dos mesmos. Já a Hierarquização deve proceder à divisão de níveis de atenção e garantir formas de acesso a serviços que façam parte da complexidade requerida pelo caso, nos limites dos recursos disponíveis numa dada região. Fonte: Ministério da Saúde HIERARQUIZAÇÃO DOS NÍVEIS DE COMPLEXIDADE DE ATENÇÃO À SAÚDE Fonte: Ministério da Saúde • Organizado por componentes isolados e de forma hierárquica; • Orientados para a atenção às condições agudas e para agudizações das condições crônicas; • Voltados para o individuo ou sujeito; • Ênfase nas ações curativas e reabilitadoras; • Sistema de entrada aberta e sem coordenação da atenção; • Ênfase no cuidado profissional; • Gestão da oferta; • Pagamento por procedimentos. CARACTERÍSTICAS DOS SISTEMAS FRAGMENTADOS DE ATENÇÃO À SAÚDE REDES DE ATENÇÃO À SAUDE • As Redes de Atenção à Saúde (RAS) são arranjos organizativos de ações e serviços de saúde, de diferentes densidades tecnológicas que, integradas por meio de sistemas de apoio técnico, logístico e de gestão, buscam garantir a integralidade do cuidado. Portaria nº 4.279, de 30/12/2010 REDES DE ATENÇÃO À SAÚDE - RAS O Decreto nº 7.508, de 28 de julho de 2011, que regulamenta a Lei nº 8.080/90, define que “o acesso universal, igualitário e ordenado às ações e serviços de saúde se inicia pelas portas de entrada do SUS e se completa na rede regionalizada e hierarquizada”. Nesse sentido, a atenção básica deve cumprir algumas funções para contribuir com o funcionamento das Redes de Atenção à Saúde, são elas: Fonte: Política Nacional de Atenção Básica – PNAB – 2012 PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DAS RAS: • Formação de relações horizontais entre os pontos de atenção; • Possui a Atenção Básica como centro de comunicação; • Centralidade nas necessidades de saúde da população; • Responsabilização por atenção contínua e integral; • Cuidado multiprofissional; • Compartilhamento de objetivos e o compromisso com resultados sanitários e econômicos. Fonte: DIRETRIZES PARA ORGANIZAÇÃODA REDE DE ATENÇÃO À SAÚDE DO SUS DIFERENÇAS ENTRE O SISTEMA FRAGMENTADO E A REDE DE ATENÇÃO À SAUDE • A importância da Constituição de 1988 para o SUS; • Leis Orgânicas 8.080/90 e 8.142/90; • Princípios doutrinários e organizacionais; • Níveis de Atenção à saúde; • Redes de Atenção à Saúde. Recapitulando . . . Me encontre . . . jessica_lemosp@hotmail.com @reabilitaja https://m.youtube.com/channel/UC4 QjiCvyj1nCJpgkqAZ4q4g Reabilita Já Reabilita Já https://m.youtube.com/channel/UC4QjiCvyj1nCJpgkqAZ4q4g O conteúdo desse curso foi oferecido pelo Centro Educacional Sete de Setembro em parceria com a Professora Jessica Lemos Pinheiro.