Prévia do material em texto
ASPECTOS RADIOGRÁFICOS DA CÁRIE o A cárie é uma doença multifatorial que depende do hospedeiro, da flora, da alimentação e do tempo. o A bactéria coloniza a superfície dentária formando juntamente com os carboidratos da dieta o biofilme. o Esses micro-organismos são capazes de alterar a estrutura dentária e formar o ácido lático. o O ácido lático atua na superfície do dente que é mineralizada levando a sua desmineralização (perda mineral) – processo dinâmico. o Essa perda mineral substancial aparece como uma IMAGEM RADIOLÚCIDA DIFUSA (bordas não são muito regulares). RADIOGRAFIA o Suplemento valioso para um exame clínico completo na detecção de lesões de cáries, principalmente quando não tem a cavitação da superfície. o Em casos em que a superfície está integra, a análise mais meticulosa pode não revelar a desmineralização abaixo da superfície externa. o Estudos clínicos mostraram que a radiografia pode revelar lesões de cárie oclusais e proximais que permaneceriam indetectáveis. o A imagem radiográfica é um exame complementar – detecção da lesão, mas não informa sua atividade. Portanto, o exame clínico é soberano nesse quesito. TIPOS DE EXAMES RADIOGRÁFICOS o RADIOGRAFIAS INTERPROXIMAIS (BITE WING) – utilizada apenas para dentes posteriores (apenas a coroa) sendo a técnica mais útil para detectar lesões cariosas – lesões proximais e oclusais com menores distorções (90º). Lesão cariosa no dente 37 com grande proximidade pulpar podendo haver inflamação e necrose da polpa dentária. o RADIOGRAFIA PERIAPICAL – para alterações no osso periapical, ocasionadas pela necrose pulpar por lesão cariosa. o Nos dentes anteriores é mais fácil identificar as proximais através do exame clínico. LIMITAÇÕES DA IMAGEM RADIOGRÁFICA o As lesões são maiores clinicamente que radiograficamente, a radiografia a subestima. Isso ocorre pois quando há perda mineral é necessário que haja pelo menos 30% para que o feixe de radiação incida de uma forma diferente do objeto, ou seja, se tiver 10% de perda mineral o feixe vai ser barrado do mesmo jeito se não houvesse nenhuma perda logo não vai aparecer na imagem. o Lesões incipientes (pequenas, iniciais) muitas vezes não são visualizadas radiograficamente. o De acordo com a incidência do feixe de raios X a imagem pode ser afetada. o Diferentes fatores de exposição (tempo de exposição, kV, mA) e processamento radiográfico -> contraste -> detecção e imagem radiográfica Há uma lesão cariosa no dente 46 no qual já ocorreu necrose pulpar. É possível a obtenção dessa conclusão devido a imagem radiolúcida no ápice. o Imagem tridimensional X Receptor bidimensional: A lesão é vestibular ou lingual? A radiografia da esquerda está mais nítida em relação a direita. Essa lesão cariosa está na face vestibular, lingual ou oclusal? É necessário a realização do exame clínico. o Imagem tridimensional X Receptor Bidimensional: Qual seria a extensão vestíbulo-lingual da lesão? o Imagem tridimensional X Receptor Bidimensional: Qual seria a distância da lesão ao tecido pulpar? Análise a situação descrita anteriormente nessa imagem radiográfica. o Imagem tridimensional X Receptor Bidimensional: Lesões apenas esmalte são obscurecidas pelo esmalte vestibular e lingual podendo não serem visualizadas. o Presença de lesões cariosas em dentes com restaurações: Variações angulações de técnicas. o Presença de lesões cariosas em dentes com restaurações: restauração pode esconder a lesão. CLASSIFICAÇÃO DE CÁRIES DENTÁRIAS – pode haver cáries compostas. 1. Superfícies Lisas – V e L 2. Cáries Oclusais o Iniciam-se normalmente no fundo de fissuras. o Início em fissuras e quando atingem a junção amelodentinária (JAD) -> aspecto triangular com base voltada para a junção amelodentinária Imagens radiolúcidas pouco definidas na porção central das coroas, muitas vezes sobrepostas a câmara pulpar No esmalte a lesão cariosa segue a disposição dos primas de esmalte e pode até não aparecer tão bem. Porém quando alcança a dentina subadjacente que é menos mineralizada e a cárie tem mais condições para se propagar. Cáries Oclusais 3. Cáries Proximais – Esmalte o São visíveis após 30 a 40% de perda mineral. o Aspecto radiográfico: triangular, base para a superfície do dente, em geral abaixo do ponto de contato até a margem gengival. Burn out – imagem radiolúcida cervical em todos os dentes pelo excesso de exposição na região. Quando tenho perda óssea o burn out vai se estender. 4. Cáries Proximais – Esmalte e Dentina o Aspecto radiográfico de dois triângulos: esmalte (base para a superfície do esmalte) e dentina (base na junção amelodentinária) 5. Cáries Proximais em Dentes Anteriores - São confundidas com restaurações estéticas ou preparos cavitários (observar o contorno regular) 6. Cáries Radiculares o Lesões radiolúcidas difusas passando da região de junção amelodentinária, associadas à retração gengival. o Detectadas clinicamente e mais frequentemente radiografias não são necessárias para o diagnóstico. Imagens radiolúcidas na coroa sugestivas de restauração. 7. Cáries primárias o Em superfícies não restauradas 8. Cáries Secundárias ou Recorrentes o Adjacentes às restaurações Lesão cariosa corono-radicular no 23. TODA IMAGEM RADIOLÚCIDA DEVE SER DESCRITA: o Imagem radiolúcida na coroa o Imagem radiolúcida na raíz ▪ Sugestiva de cárie ▪ Sugestiva de preparo cavitário/material restaurador