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CURSO: RELAÇÕES INTERNACIONAIS DEBATES EM RELAÇÕES
INTERNACIONAIS: CONCEITOS E
PRÁTICAS
NOME: Carolina Batista Figueiredo MATRÍCULA: 20211104172
DATA: 06/04/2021 GRAU: 1º
Período
RESENHA TURMA: Manhã
 
 
Obra: Princípios de Relações Internacionais
Autor (a): Karen A. Mingst , Ivan M. Arreguin- Toft
6ª edição (2014)
Capítulo: primeiro
O primeiro capítulo do livro “ Princípios das Relações Internacionais” aborda
conceitos introdutórios sobre os estudos das interações entre países, entre eles
algumas maneiras de perceber as relações internacionais em nossa rotina, o porquê
de estudá- las, a utilização da História, Filosofia e, também, do behaviorismo nesse
campo de estudos e as novas perspectivas em contrapartida das antigas.
A escolha dessa obra ocorreu devido a sua linguagem didática e pela exploração
de exemplificações que facilitam o entendimento dos assuntos tratados, além de
perceber, após algumas pesquisas, que trata- se de um trabalho tido como
referência para iniciar os estudos nessa área.
De início, é demonstrado como essas relações se fazem presentes no nosso dia a
dia, como, por exemplo, as notícias sobre os conflitos no Oriente Médio, às quais
temos acesso de forma, praticamente, instantânea, ou até mesmo pelos produtos de
origem estrangeira que consumimos frequentemente, fazendo com que se amplie a
conexão entre os mais variados lugares. Consequentemente, essas ações, que
antes eram concentradas nas mãos dos governos, passaram a ser cada vez mais
praticadas também pela população de forma geral e em diferentes âmbitos, que vão
desde a participação em pequenas organizações não governamentais até a
paradiplomacia. Dessa forma, o estudo das relações internacionais passa a
abranger novos integrantes, incluindo governos, diferentes tipos de organizações,
os indivíduos e a maneira como esses atuam, o que justifica, portanto, sua
interdisciplinaridade.
As quatro teorias que a autora traz para análise são: o realismo e neorrealismo;
liberalismo e institucionalismo neoliberal; perspectivas radicais cujas origens
remontam ao marxismo; e construtivismo. A autora demonstra que a consideração
dessas teorias, tanto de seus pontos positivos quanto negativos, facilita a melhor
interpretação dos processos que envolvem as interações internacionais. Para
fundamentar tais teorias, a história e a filosofia tornam-se essenciais, de modo que
a história permite entender as origens de determinados fatos, como por exemplo a
questão entre Israel e Palestina, que tem seu início narrado ainda nos relatos
bíblicos. Já a filosofia, permite o aprofundamento na busca por compreender as
relações que envolvem os indivíduos e as sociedades e, por conseguinte, as
características dos Estados e suas lideranças. É assim, também, que tornam-se
possíveis os questionamentos acerca dos temas que englobam essa área de
estudo. No que diz respeito ao behaviorismo, o pressuposto de que os indivíduos
agem de forma previsível leva a entender que de semelhante modo agiriam os
Estados, e, portanto, seria possível fazer previsões baseadas nos comportamentos
humanos. Entretanto, esse é um modo altamente questionado, pelo fato de não
levar em consideração alguns pontos sobre o indivíduo e o meio social no qual ele
está inserido.
Por último, a respeito das abordagens alternativas, a autora explica que os
estudiosos pós-modernistas buscam incluir nos estudos das relações internacionais
disciplinas para além das já apresentadas, consideradas tradicionais. Com isso,
começa a ocorrer o rompimento de concepções já estabelecidas, dando lugar a
ideias com maiores possibilidades de explicação. Além disso, há também uma
preocupação em fazer valer os direitos das minorias dentro dos assuntos
internacionais. Com isso, entende-se que a união dos pontos de vistas modernos
com os já antes estabelecidos é a forma mais adequada de solucionar
questionamentos no âmbito das relações internacionais.
Por fim, conclui- se que os estudos das teorias das relações internacionais são
fundamentais para entender o que ocorre no mundo e buscar evoluir essas
vinculações, não só por parte dos chefes de Estado e demais grandes líderes, mas
do ser humano em suas atividades consideradas mais simples, e que trazem
diversas indagações que devem ser refletidas, visto que sua presença é notória em
todo nosso redor e as constantes mudanças sofridas pela sociedade justificam a
necessidade de novas abordagens para tratar todas essas temáticas, partindo das
mais habituais ciências aos métodos mais recentes.

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