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Micologia – Morfologia e Classificação das micoses – 26.04.21 Os fungos fazem parte do domínio Eukarya, que engloba microrganismos eucariontes, uni e multicelulares. Ubíquos – estão difundidos na natureza. Quimiorganotróficos – produzem energia pela decomposição e utilização de compostos orgânicos. Saprofíticos – maioria no ambiente decompondo matéria orgânica. Os fungos não tem característica de serem patogênicos, mas são microrganismos oportunistas em caso de indivíduos imunossuprimidos. Apenas minoria dos fungos são capazes de causar micoses. Fungos filamentosos também podem ser chamados de bolores. Importância clínica – filamentosos e leveduras. pp. = principalmente. Considerados de maior praga e maior causador de prejuízos na produção de grãos. Algumas espécies podem se adaptar melhor a determinados ambientes que outros. Micorrizas – associações com as raízes das plantas, melhorando a absorção de nutrientes e de água. Utilizados no controle de parasitos – controle biológico. Produção de micotoxinas fúngicas – grãos armazenados de forma incorreta. Morfologia dos Fungos: A estrutura básica dos fungos filamentosos é a formação de filamentos – chamados hifa. Micélio é o conjunto de hifas (filamentos). Cada espécie apresentará diferentes colorações/fenótipos. Ramificações das hifas que compõem o micélio podem atingir a superfície acima do substrato – micélio reprodutivo. Nesse micélio reprodutivo são encontrados os esporos denominados conídios – esporos assexuados dos fungos. Esporos são sinônimos de conídios. Esses conídios são altamente pigmentados e resistentes ao dessecamento. Quando os conídios caem em outro ambiente e encontram características favoráveis (parâmetros fisiológicos, nutrientes, temperatura, pH...), eles germinam e formam uma nova estrutura fúngica. Se soltam, são carreados pelo ar e podem chegar a até 1 km de distância da estrutura fúngica em que foi formado e liberado. Os septos não são totalmente fechados – possuem poros que permitem a passagem de componentes: água, nutrientes e organelas celulares. Os fungos possuem parede celular que está adjacente à membrana. No citoplasma são encontradas as organelas das células eucariotas. Forma vegetativa – micélio relacionado com a unidade estrutural do fungo, que fixa o fungo no substrato, assimilando nutrientes e gerando novas estruturas. A hifa funciona como raiz. Existe também o micélio reprodutivo, que cresce acima do substrato. Os conídios são responsáveis pela reprodução assexuada/anamorfa do fungo. Se as hifas apresentam septos, estes serão bem frequentes, dividindo a estrutura. As hifas que apresentam septos muito espaçados, não sendo possível visualizar na microscopia, são consideradas não septadas - hifas cenocíticas. O micélio reprodutivo culmina com estruturas que vão formar os conídios, responsáveis pela reprodução assexuada do fungo. A forma das hifas também é uma forma de identificar esses fungos filamentosos. Hifa em espiral – gênero Trycophyton Hifa em raquete – gênero Microsporum Hifa em forma de raiz (rizoide) – gênero Rhizopus O micélio vegetativo pode ser classificado em: Endobiótico – hifas se infiltram no substrato. Epibiótico – hifas se desenvolvem na superfície do nutriente e gera o micélio reprodutivo. A observação do micélio reprodutivo também é um fator importante para identificação da estrutura fúngica. O gênero Aspergillus, por exemplo, possui característica específica do micélio reprodutivo – modelo bisseriado ou monosseriado. O conídio germina e gera uma nova estrutura fúngica. Os conídios podem ser hialinos (transparentes) ou escuros, compostos de melanina, chamados dematiáceos. Existem fungos que produzem macroconídios. O processo de formação de conídios é chamado conidiogênese e pode ser de duas formas: Blástica – temos apenas a porção final da hifa aérea formando o conídio. Brotamento da parte final da estrutura reprodutiva. Tálica – toda a extensão da hifa é fragmentada e utilizada para produção de conídios. Os fungos filamentosos também produzem estruturas de resistência ao ambiente chamados clamidósporos. São estruturas globosas, muitas vezes apresentam parede dupla, que permitem a resistência à debilidade de nutrientes, provendo uma reserva de energia e de material genético. Cada pontinho observado no tipo pulverulento é um conídio. Estruturas de ornamentação (hifas) – se são septadas ou não e o formato; Estrutura de frutificação (conídios) – macroconídios, formas específicas; Aspecto da colônia – algodonosa, aveludada, pulverulenta, coloração. Esporangênicas – conídios no interior de uma bolsa que os delimita. Conídiogênicas – esporos/conídios livres no ambiente. Brotamento – a partir de uma célula, há formação de um broto, que se separa e origina uma nova célula. Pseudo-hifas – quando o brotamento não se desprende. Observadas em microscópio com lente de 40 vezes sem óleo de imersão (maiores que as bactérias). Por serem unicelulares, suas colônias lembram colônias de bactérias. Sua colônia pode ser de aspecto cremoso, cerebriforme (lembra um cérebro) ou mucoide (presença de cápsula com polissacarídeos dá aspecto mucoide à colônia). Organelas no citoplasma. Saccharomyces cerevisiae (imagem à esquerda) - possui brotamento que deixa uma cicatriz ao se desligar da célula original. Paracoccidioides brasilliensis (imagem do meio – tudo uma única célula) – apresenta projeções. Cryptococcus neoformans (imagem à direita) – possui cápsula (o que não está corado, é a cápsula, então sua colônia apresenta aspecto mucoide). No brotamento ou gemulação, a célula filha é menor do que a célula mãe. Na divisão binária ou cissiparidade não há diferença de tamanho entre as células. Ao final do processo de divisão há duas células leveduriformes do mesmo tamanho. Testes bioquímicos auxiliares – fermentação de açúcares, degradação de diferentes componentes/substratos... Alguns fungos têm capacidade de fazer reprodução teleomorfa/sexuada. Todo processo que envolve troca de material genético é importante para adaptação do microrganismo – variabilidade genética. Todos os fungos fazem reprodução assexuada, mas só alguns são capazes de fazer reprodução sexuada. Micose de praia - pano branco. Onicomicose – fungos nas unhas. Geralmente restritos à camada externa da pele. O paciente deve estar muito imunocomprometido para que esses agentes possam desencadear uma infecção sistêmica. Quando a Malassezia se encontra no folículo piloso, ela fica protegida e pode retornar à superfície através da haste pilosa – recidiva. Lesão hipopigmentada – deficiência na melanogênese. Lesão furfurácia – passa a mão e sai um pozinho. A gravidez produz uma “chuva de hormônios” que pode desequilibrar o organismo e favorecer as infecções. Ao observar na lâmina estruturas ovais, arredondadas em cacho de uva com hifas num processo de parasitismo – Malassezia furfur. A malassezia furfur é uma levedura! Hifas relacionadas ao processo infeccioso. Azeite – fonte de lipídio para favorecer o crescimento da Malassezia. Queratinofílicos – afinidade pela queratina do estrato córneo. Queratinolíticos – produzem queratinases que irão degradar a queratina. Causam lesões em estruturas que contem queratinas – tanto em homens quanto em animais. Uma das patologias de maior ocorrência. Se limita ao estrato córneo, onde há presença de queratina. Formação de conídios do tipo tálico – formado a partir da segmentação da hifa. Artroconídios – fragmentos da hifa que quebram formando o conídio infeccioso. A forma infectante dos dermatófitos é a presença de artroconídios ou da própria hifa inteira do fungo na superfície da pele. Depende da capacidade do artroconídio de competir com a microbiota residente. Para se estabelecer, o artroconídio precisa vencer, além da microbiota, a camada de gordura da pele para que entra em contato com a queratina do estrato córneo. Utiliza queratina nas suas reações metabólicas. Pode levar a lesões do pelo – sai o bulbo do pelo. Presença de artroconídiosna estrutura do pelo: Ectotrix – dentro do pelo. Endotrix ou fávico – dentro do pelo. No endotrix é possível observar as camadas de artroconídios ligados – filamentos de hifas cheios de artroconídios. No fávico – oberva-se os artroconídios dentro pelo, mas em estrutura mais globosas como se fossem favos de mel. Os fungos crescem de forma centrífuga – fazer exame na borda das lesões. Depende da localização da lesão. Espécie do dermatófito; Concentração do inóculo – precisa transpor algumas barreiras, então uma carga considerável de artroconídios pode favorecer a infecção; Sítio anatômico – dá nome ao processo; Sistema imunológico do hospedeiro. Duas variantes: Tonsurante microspórica – causada por um Microsporum. Tonsurante tricofítica – causada por um Trycophyton. Tonsurante por estar relacionado ao couro cabeludo. O pelo com coloração fluorescente ao ser iluminada pela lâmpada de Wood indica presença do fungo. Na tonsurante tricofítica os pelos não ficam fluorescentes quando iluminados pela lâmpada de Wood. Lesão de grande pregas – interior de coxas, bolsa escrotal. Comum apresentar infecções secundárias por bactérias. Podem ser isoladas ou confluir, formando grandes zonas. Casos crônicos de difícil tratamento. Exame direto – avaliação da amostra (depende do tipo de lesão) buscando artroconídios. Os clarificantes não colorem nada, eles desfazem algumas estruturas permitindo que possamos olhar através delas. Na imagem podem ser vistos cordões/cadeias de hifas.