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Extração em fase Sólida (SPE) UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS – UFAL INSTITUTO DE QUÍMICA E BIOTECNOLOGIA – IQB QUÍMICA ANALÍTICA INSTRUMENTAL 2 Graduando: José Jorge Araújo e Silva Professora: Dra. Janaina Heberle Bertoluzzi A extração em fase sólida ( SPE ) é uma técnica de extração pela qual os compostos que estão dissolvidos ou suspensos em uma mistura líquida são separados de outros compostos na mistura de acordo com suas propriedades físicas e químicas. Comumente usa-se a extração em fase sólida para concentrar e purificar as amostras para análise. A extração em fase sólida pode ser usada para isolar analitos de interesse de uma ampla variedade de matrizes, incluindo urina, sangue, água, bebidas, solo e tecido animal. Importância do preparo de amostras: - Remover interferentes (aumentar vida útil da coluna, reduzir custo de manutenção, produzir análise mais rápidas) - Concentrar analitos de interesse - Tornar a amostra compatível com o sistema analítico Vantagens e desvantagens da SPE A extração em fase sólida (SPE) hoje consiste no método mais popular de preparo de amostra, utilizada pela maioria dos cromatografistas em análises de rotina. O campo de aplicação pode ser análises de fármacos, alimentos e meio ambiente e nas áreas de bioquímica e de química orgânica. As VANTAGENS apresentadas pela SPE em comparação com a extração líquido-líquido clássica são: menor consumo de solvente orgânico, não formação de emulsões, facilidade de automação, altas porcentagens de recuperação do analito, volumes reduzidos de resíduos tóxicos, capacidade de aumentar seletivamente a concentração do analito e disponibilidade comercial de muitos equipamentos e sorventes para SPE. Como DESVANTAGENS o tempo elevado de análise, os altos custos dos cartuchos e dos dispositivos comerciais multivias (manifolds) e, eventualmente, a dificuldade em selecionar o sorvente adequado para a aplicação desejada. Além disso, os cartuchos são utilizados uma única vez e, geralmente, há baixa reprodutibilidade de lote para lote de cartucho. Formatos Afinal como funciona? Artigos 1 2 Artigo 1: UTILIZAÇÃO DA EXTRAÇÃO EM FASE SÓLIDA (SPE) NA DETERMINAÇÃO DE HIDROCARBONETOS POLICÍCLICOS AROMÁTICOS EM MATRIZES AQUOSAS AMBIENTAIS Os hidrocarbonetos policíclicos aromáticos (HPAs) são de grande interesse ambiental, em virtude do seu potencial tóxico, mutagênico e carcinogênico. Os HPAs que apresentam entre 4 e 6 anéis aromáticos são altamente mutagênicos e carcinogênicos, enquanto os de 2 a 3 anéis aromáticos, apesar de menos mutagênicos, são altamente tóxicos1-3. Os HPAs são introduzidos no ambiente por fontes naturais e antrópicas. As principais fontes naturais incluem a queima natural de florestas, as emissões vulcânicas e os afloramentos naturais de petróleo. Alguns organismos, tais como bactérias, algas e fungos, também podem produzir naturalmente HPAs, todavia as fontes naturais são infinitamente insignificantes frente às fontes antrópicas. As fontes antropogênicas de HPAs geralmente estão ligadas ao manuseio ou à combustão incompleta de matéria orgânica, especialmente combustíveis fósseis e seus derivados. Artigo 1: A ELL é a técnica mais utilizada de extração de compostos orgânicos provenientes de matrizes aquosas, porém com a diminuição dos custos e praticidade no processo, a extração em fase sólida (SPE) está crescentemente sendo utilizada na quantificação de HPAs. A SPE, além de extrair, concentrar e pré-purificar os analitos, também utiliza pequenos volumes de solventes e pouca manipulação da amostra, o que corrobora para a redução no tempo da análise16. Apesar da considerável eficiência da SPE na análise de compostos orgânicos, existe um número de fatores que influenciam na recuperação de HPAs. Consequentemente, este artigo se propôs a investigar a utilização da SPE na determinação de HPAs em matrizes aquosas ambientais. Os HPAs estudados foram: - Naftaleno (NAP); - Acenaftileno (ACY); - Acenafteno (ACE ); - Fluoreno (FL); - Fenantreno (PHEN); - Antraceno (ANT); - Fluoranteno (FLR); - Pireno (PYR); - Benzo(a)antraceno (BaA); - Criseno (CHRY); - Benzo(b)fluoranteno (BbF); - Benzo(k)fluoranteno (BkF); - Benzo(a)pireno (BaP); - Indeno(1,2,3-cd)pireno (INP); - Dibenzo(a,h)antraceno (DahA) e - Benzo(g,h,i)perileno (BghiP). Artigo 1: Comparação entre ELL e SPE Para efeito de comparação, as mesmas matrizes ambientais fortificadas com HPAs foram também analisadas através da técnica ELL do “Standard Methods”. Em termos de análises rotineiras, a técnica de SPE é relativamente simples, eficiente, reprodutível e considerando-se a utilização de um sistema de vácuo “manifold”, é mais rápida e menos exaustiva quando comparada à ELL. Além do mais, consome um volume de solvente menor, sendo importante salientar a utilização de um grande volume de diclorometano DCM (carcinogênico) consumido na ELL. Conclusão A otimização da técnica de SPE para análise de HPAs em matrizes ambientais apresentou melhor recuperação quando se utilizou acetona 30% como co-solvente, fluxo de percolação entre 10 e 15 mL/min e 2 mL de acetona/tetraidrofurano como mistura de eluição. A técnica de SPE apresentou satisfatória eficiência na recuperação e reprodutibilidade frente à comparação com o método padrão, além de reduzido consumo de solvente e facilidade na etapa do preparo da amostra. Utilização Essa técnica poder ser utilizada nos laboratórios das estações de tratamento de efluentes para monitorar os resíduos das refinarias de petróleo. Artigo 2: DETERMINAÇÃO SIMULTÂNEA DE ESTRIOL, β-ESTRADIOL, 17α- ETINILESTRADIOL E ESTRONA EMPREGANDO-SE EXTRAÇÃO EM FASE SÓLIDA (SPE) E CROMATOGRAFIA LÍQUIDA DE ALTA EFICIÊNCIA (HPLC) Os hormônios β-Estradiol, estrona, estriol e 17α-etinilestradiol vêm sendo detectados em efluentes principalmente porque os atuais processos de tratamento de esgotos são incapazes de removê-los, sendo uma parte descartada em corpos receptores. Estas substâncias causam danos à saúde humana e ambientais (organismos aquáticos e terrestres) por isso o seu monitoramento é necessário. Artigo 2: DETERMINAÇÃO SIMULTÂNEA DE ESTRIOL, β-ESTRADIOL, 17α- ETINILESTRADIOL E ESTRONA EMPREGANDO-SE EXTRAÇÃO EM FASE SÓLIDA (SPE) E CROMATOGRAFIA LÍQUIDA DE ALTA EFICIÊNCIA (HPLC) No presente trabalho foi desenvolvida uma metodologia de extração e clean-up utilizando cartuchos de extração em fase sólida (SPE) comerciais (C18) e também uma metodologia via cromatografia líquida de alta eficiência (HPLC) para a determinação simultânea de estriol, β-estradiol, 17α-etinilestradiol e estrona em amostra de agua do córrego Tubarão na divisa entre Santo André e Mauá que deságua na Represa Billings. Artigo 2: A partir dos testes experimentais realizados e após a quantificação dos extratos SPE obtidos através da metodologia HPLC desenvolvida pode-se afirmar que o processo que gerou os melhores resultados, avaliados em termos de recuperação para os compostos analisados (%R) (Miller e Miller, 2005) foi a rota de extração utilizando o condicionamento do cartucho SPE com 3 mL de ACN;H2O (50%, v/v) seguida da eluição em metanol (MEOH) Artigo 2: Referências: Extração de fase sólida. Disponível em: https://en.wikipedia.org/wiki/Solid-phase_extraction. Acesso em 11/03/2021 Simplificando o Preparo de Amostra - Extração em Fase Sólida (SPE e dSPE): conceitos e dicas. Disponível em: https://videos.waters.com/detail/video/6121534381001/simplificando-o-preparo-de- amostra---extra%C3%A7%C3%A3o-em-fase-s%C3%B3lida-spe-e-dspe-:-conceitos-e-dicas. Acesso em 11/03/2021 Extração em Fase Sólida: Fundamentos Teóricos e Novas Estratégias para Preparação de Fases Sólidas. Disponível em: https://www.iicweb.org/scientiachromatographica.com/files/v2n1a2.pdf . Acesso em 11/03/2021. Utilização da extração em fase sólida (SPE) na determinação de hidrocarbonetos policíclicos aromáticos em matrizes aquosas ambientais. Disponível em:https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-40422007000300010. Acesso em 11/03/2021. Revista Ambiente & Água. Disponível em: https://www.scielo.br/scielo.php?pid=S198093X20140004 00011&script=sci_abstract&tlng=pt. Acesso em: 11/03/2021.