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Beatriz Nicoli – Medicina Ufes T106 
• Conceito 
o As vísceras abdominais são a maior parte dos órgãos do sistema digestório, sendo elas: a parte 
terminal do esôfago, o estômago, os intestinos, o baço, o pâncreas, o fígado, a vesícula biliar, os rins 
e as glândulas suprarrenais 
o Fígado, estomago e baço → ocupam a maior parte da cúpula do diafragma 
o Ligamento falciforme: divide o fígado superficialmente em lobo esquerdo e lobo direito 
o Omento maior: oculta quase todo o intestino 
o A irrigação do sistema digestório provém da parte abdominal da aorta. Os três principais ramos da 
aorta que irrigam o intestino são o tronco celíaco e as artérias mesentéricas superior e inferior. 
o A veia porta é formada pela união das veias mesentérica superior e esplênica. É o principal canal do 
sistema venoso porta, que recebe sangue da parte abdominal do sistema digestório, pâncreas, baço 
e da maior parte da vesícula biliar, e o conduz ao fígado. 
• Esôfago 
o Tubo muscular (aproximadamente 25 cm de comprimento) com um diâmetro médio de 2 cm, que 
conduz alimento da faringe para o estômago 
o Possui três constrições, em que estruturas adjacentes deixam impressões 
▪ Constrição cervical (esfíncter superior do esôfago): em seu início na junção faringoesofágica, 
a aproximadamente 15 cm dos dentes incisivos; causada pela parte cricofaríngea do músculo 
constritor inferior da faringe; 
▪ Constrição broncoaórtica (torácica): uma constrição combinada, no local onde ocorre 
primeiro o cruzamento do arco da aorta, a 22,5 cm dos dentes incisivos, e depois o 
cruzamento pelo brônquio principal esquerdo, a 27,5 cm dos dentes incisivos; a primeira 
constrição é observada em vistas anteroposteriores, a segunda em vistas laterais 
▪ Constrição diafragmática: no local onde atravessa o hiato esofágico do diafragma, a 
aproximadamente 40 cm dos dentes incisivos 
o Características importantes do esôfago 
▪ Segue a curva da coluna vertebral ao descer através do pescoço e do mediastino – a divisão 
mediana da cavidade torácica 
▪ Tem lâminas musculares circulares internas e longitudinais externas. Em seu terço superior, a 
lâmina externa consiste em músculo estriado voluntário; o terço inferior é formado por 
músculo liso, e o terço médio tem os dois tipos de músculo 
▪ Atravessa o hiato esofágico elíptico no pilar muscular direito do diafragma, logo à esquerda 
do plano mediano, no nível da vértebra T X 
▪ Termina entrando no estômago no óstio cárdico do estômago, à esquerda da linha mediana, 
no nível da 7a cartilagem costal esquerda e da vértebra T XI 
▪ É circundado pelo plexo 
nervoso esofágico distalmente 
o Possui ação peristáltica, fazendo com 
que o alimento o atravesse 
rapidamente 
o A junção esofagogástrica situa-se à 
esquerda da vértebra T XI no plano 
horizontal que atravessa a 
extremidade do processo xifoide 
o Linha Z: uma linha irregular em que há 
mudança abrupta da túnica mucosa 
esofágica para a túnica mucosa 
gástrica, como a junção. 
Beatriz Nicoli – Medicina Ufes T106 
Imediatamente acima dessa junção, a musculatura do pilar direito do diafragma que forma o hiato 
esofágico funciona como um esfíncter esofágico inferior extrínseco que contrai e relaxa, geralmente 
em conjunto com um revestimento muscular espessado de modo variável em torno do óstio cárdico 
do estômago. 
o A drenagem linfática da parte abdominal do esôfago se faz para os linfonodos gástricos esquerdos; os 
vasos linfáticos eferentes desses linfonodos drenam principalmente para os linfonodos celíacos. 
o O esôfago é inervado pelo plexo esofágico, formado pelos troncos vagais (que se tornam os ramos 
gástricos anteriores e posterior) e pelos troncos simpáticos torácicos por meio dos nervos 
esplâncnicos (abdominopélvicos) maiores e plexos periarteriais ao redor das artérias gástrica 
esquerda e frênica inferior. 
• Estômago 
o Parte expandida do sistema digestório entre o esôfago e o intestino delgado 
o Especializado para o acúmulo de alimento ingerido 
o Mistura os alimentos e atua como reservatório 
o Principal função: digestão enzimática 
o O suco gástrico converte gradualmente a massa de alimento em uma mistura semilíquida, o quimo, 
que passa rapidamente para o duodeno 
o Posição, partes e anatomia de superfície do estômago: 
▪ Na posição de decúbito dorsal, o estômago costuma estar nos quadrantes superiores direito 
e esquerdo, ou no epigástrio, região umbilical, hipocôndrio esquerdo e região lateral esquerda 
(flanco) 
▪ O estômago possui quatro partes: 
• Cárdia: a parte que circunda o óstio cárdico, a abertura superior do estômago. No 
decúbito dorsal, o óstio cárdico geralmente está situado posteriormente à 6a 
cartilagem costal esquerda, a 2 a 4 cm do 
plano mediano, no nível da vértebra T XI 
• Fundo gástrico: a parte superior 
dilatada que está relacionada com a cúpula 
esquerda do diafragma, limitada 
inferiormente pelo plano horizontal do óstio 
cárdico. A incisura cárdica está situada entre 
o esôfago e o fundo gástrico. O fundo 
gástrico pode ser dilatado por gás, líquido, 
alimento ou pela combinação destes. Em 
decúbito dorsal, o fundo gástrico geralmente 
está situado posteriormente à costela VI 
esquerda, no plano da LMC 
• Corpo gástrico: a parte principal do 
estômago, entre o fundo gástrico e o antro 
pilórico 
• Parte pilórica: a região afunilada de 
saída do estômago; sua parte mais larga, o 
antro pilórico, leva ao canal pilórico, sua 
parte mais estreita. O piloro é a região 
esfincteriana distal da parte pilórica. É um 
espessamento acentuado da camada 
circular de músculo liso que controla a saída 
do conteúdo gástrico através do óstio 
pilórico (abertura inferior do estômago) para o duodeno. 
▪ O estômago também tem duas curvaturas: 
• Curvatura menor: forma a margem direita côncava mais curta do estômago. A 
incisura angular, parte inferior da curvatura, indica a junção do corpo gástrico com a 
Beatriz Nicoli – Medicina Ufes T106 
parte pilórica do estômago. A incisura angular situa-se logo à esquerda da linha 
mediana 
• Curvatura maior: forma a margem convexa mais longa do estômago. Segue 
inferiormente à esquerda da junção do 5o espaço intercostal e LMC; a seguir, curva-
se para a direita, passando profundamente à 9a ou à 10a cartilagem esquerda 
enquanto continua medialmente para alcançar o antro pilórico. 
▪ Em razão dos comprimentos diferentes da curvatura 
menor à direita e da curvatura maior à esquerda, na 
maioria das pessoas o estômago tem formato 
semelhante ao da letra J. 
o Parte interna do estômago: 
▪ A superfície lisa da túnica mucosa gástrica, em vida, é 
coberta por uma camada de muco continua que serve 
para proteger a superfície gástrica contra o ácido 
gástrico secretado pelas glândulas gástricas 
▪ Quando contraída, a túnica mucosa gástrica forma 
estrias longitudinais denominadas pregas gástricas, 
mais acentuadas em direção à parte pilórica e ao 
longo da curvatura maior. 
▪ Durante a deglutição, forma-se um sulco ou um canal 
gástrico temporário entre as pregas longitudinais ao longo da curvatura menor 
▪ As pregas gástricas diminuem e desaparecem quando o estômago está distendido. 
o Relações do estomago 
▪ É coberto por peritônio – exceção dos locais em que há vasos sanguíneos e em uam pequena 
área posterior ao óstio cardíaco; 
▪ As duas lâminas do omento menor estendem-se ao redor do estômago e separam-se de sua 
curvatura maior como o omento maior 
▪ Anteriormente: relaciona-se com o diafragma, lobo hepático esquerdo e a parede anterior do 
abdome 
▪ Posteriormente: relaciona-se com a bolsa omental e o pâncreas; sua face posterior do 
estômago forma a maior parte da parede anterior da bolsa omental 
▪ O colo transverso tem relação inferior e lateral com o estômago e segue ao longo da curvatura 
maior do estômago até a flexura esquerda do colo 
▪ Leito do estomago: formado pelas estruturas que formam a parede posterior da bolsaomental. Da região superior para a inferior, o leito do estômago é formado pela cúpula 
esquerda do diafragma, baço, rim e glândula suprarrenal esquerdos, artéria esplênica, 
pâncreas e mesocolo transverso 
o Vasos e nervos do estomago 
▪ A abundante irrigação arterial do estômago tem origem no tronco celíaco e em seus ramos. A 
maior parte do sangue provém de anastomoses formadas ao longo da curvatura menor pelas 
artérias gástricas direita e esquerda, e ao longo da curvatura maior pelas artérias 
gastromentais direita e esquerda. O fundo gástrico e a parte superior do corpo gástrico 
recebem sangue das artérias gástricas curtas e posteriores. 
▪ As veias gástricas acompanham as artérias em relação à posição e ao trajeto. As veias 
gástricas direita e esquerda drenam para a veia porta; as veias gástricas curtas e as veias 
gastromentais esquerdas drenam para a veia esplênica, que se une à veia mesentérica 
superior (VMS) para formar a veia porta. A veia gastromental direita drena para a VMS. Uma 
veia pré-pilórica ascende sobre o piloro até a veia gástrica direita. Como essa veia é 
facilmente visível em pessoas vivas, os cirurgiões a utilizam para identificação do piloro. 
▪ Os vasos linfáticos gástricos acompanham as artérias ao longo das curvaturas maior e menor 
do estômago. Eles drenam linfa de suas faces anterior e posterior em direção às suas 
curvaturas, onde estão localizados os linfonodos gástricos e gastromentais. Os vasos 
Beatriz Nicoli – Medicina Ufes T106 
eferentes desses linfonodos acompanham as grandes artérias até os linfonodos celíacos. A 
seguir, é apresentado um resumo da drenagem linfática do estômago: 
• A linfa dos dois terços superiores do estômago drena ao longo dos vasos gástricos 
direito e esquerdo para os linfonodos gástricos; a linfa do fundo gástrico e da parte 
superior do corpo gástrico também drena ao longo das artérias gástricas curtas e dos 
vasos gastromentais esquerdos para os linfonodos pancreaticoesplênicos 
• A linfa dos dois terços direitos do terço inferior do estômago drena ao longo dos vasos 
gastromentais direitos até os linfonodos pilóricos 
• A linfa do terço esquerdo da curvatura maior drena para os linfonodos 
pancreaticoduodenais, que estão situados ao longo dos vasos gástricos curtos e 
esplênicos. 
▪ A inervação parassimpática do estômago provém dos troncos vagais anterior e posterior e de 
seus ramos, que entram no abdome através do hiato esofágico. 
▪ O tronco vagal posterior, maior, derivado principalmente do nervo vago direito, entra no 
abdome na face posterior do esôfago e segue em direção à curvatura menor do estômago. O 
tronco vagal posterior envia ramos para as faces anterior e posterior do estômago. Emite um 
ramo celíaco, que segue para o plexo celíaco, e depois continua ao longo da curvatura menor, 
dando origem aos ramos gástricos posteriores. 
▪ A inervação simpática do estômago, proveniente dos segmentos T6 a T9 da medula espinal, 
segue para o plexo celíaco por intermédio do nervo esplâncnico maior e é distribuída pelos 
plexos ao redor das artérias gástricas e gastromentais. 
• Intestino delgado 
o É formado pelo duodeno, jejuno e íleo 
o Principal local de absorção de nutrientes dos alimentos ingeridos 
o Estende-se do piloro até a junção ileocecal – união do íleo ao ceco (primeira parte do intestino grosso 
o 
o Duodeno: 
▪ É a primeira e a mais curta – possui apenas 25 cm – parte do intestino delgado, sendo também 
a mais larga e mais fixa. 
▪ Ele começa no pilo, no lado direito, e termina na flexura duodenojejunal, no lado esquerdo. 
Beatriz Nicoli – Medicina Ufes T106 
▪ Flexura duodenojejunal: ocorre aproximadamente no nível da vértebra L II, 2 a 3 cm à 
esquerda da linha mediana; forma um ângulo agudo 
▪ A maior parte do duodeno está fixada pelo peritônio a estruturas na parede posterior do 
abdome e é considerada parcialmente retroperitoneal. 
▪ O duodeno é dividido em quatro partes: 
• Parte superior (primeira): curta (aproximadamente 5 cm), situada 
anterolateralmente ao corpo da vértebra L I; seus primeiros 2 cm, imediatamente 
distais ao piloro, têm mesentério e são móveis. Essa parte livre, chamada ampola 
(bulbo duodenal), tem uma aparência diferente do restante do duodeno quando 
observada em radiografia com contraste. Os 3 cm distais da parte superior e as outras 
três partes do duodeno não têm mesentério e são imóveis porque são 
retroperitoneais; ela ascende a partir do piloro e é superposta pelo fígado e pela 
vesícula biliar. O peritônio cobre sua face anterior, mas não há peritônio 
posteriormente, com exceção da ampola. A parte proximal tem o ligamento 
hepatoduodenal (parte do omento menor) fixado superiormente e o omento maior 
fixado inferiormente 
• Parte descendente (segunda): mais longa (7 a 10 cm), desce ao longo das faces 
direitas das vértebras L I a L III; segue inferiormente, curvando-se ao redor da cabeça 
do pâncreas. Inicialmente, situa-se paralelamente à direita da VCI. Os ductos colédoco 
e pancreático principal entram em sua parede posteromedial. Esses ductos 
geralmente se unem para formar a ampola hepatopancreática, que se abre em uma 
eminência, chamada papila maior do duodeno, localizada posteromedialmente na 
parte descendente do duodeno. A parte descendente do duodeno é totalmente 
retroperitoneal. A face anterior de seus terços proximal e distal é coberta por 
peritônio; entretanto, o peritônio é refletido de seu terço médio para formar o 
mesentério duplo do colo transverso, o mesocolo transverso. 
• Parte inferior (terceira): 6 a 8 cm de comprimento, cruza a vértebra L III; segue 
transversalmente para a esquerda, passando sobre a VCI, a aorta e a vértebra L III. É 
cruzada pela artéria e veia mesentéricas superiores e pela raiz do mesentério do 
jejuno e íleo. Superiormente a ela está a cabeça do pâncreas e seu processo uncinado. 
A face anterior da parte inferior é coberta por peritônio, exceto na parte em que é 
cruzada pelos vasos mesentéricos superiores e pela raiz do mesentério. 
Posteriormente, é separada da coluna vertebral pelo músculo psoas maior direito, 
VCI, aorta e vasos testiculares ou ováricos direitos. 
• Parte ascendente (quarta): curta (5 cm), começa à esquerda da vértebra L III e segue 
superiormente até a margem superior da vértebra L II; segue superiormente e ao 
longo do lado esquerdo da aorta para alcançar a margem inferior do corpo do 
pâncreas. Aí, ela se curva anteriormente para se unir ao jejuno na flexura 
duodenojejunal, sustentada pela inserção do músculo suspensor do duodeno 
(ligamento de Treitz). Esse músculo é formado por uma alça de músculo esquelético 
do diafragma e uma faixa fibromuscular de músculo liso da terceira e quarta partes 
do duodeno. A contração desse músculo alarga o ângulo da flexura duodenojejunal, 
facilitando o movimento do conteúdo intestinal. O músculo suspensor do duodeno 
passa posteriormente ao pâncreas e à veia esplênica e anteriormente à veia renal 
esquerda. 
▪ Irrigado por, principalmente, 2 artérias: 
• A. pancreaticoduodenal superior, esta irriga a parte proximal do duodeno até a 
entrada do ducto colédoco. (tronco celíaco → a. hepática comum → a. 
gastroduodenal → a. pancreaticoduodenal superior). 
• A. pancreaticoduodenal inferior, esta irriga a parte distal do duodeno até a entrada 
do ducto colédoco. (A. mesentérica superior → a. pancreaticoduodenal inferior) 
▪ Veias: As veias acompanham as artérias e drenam para a veia porta. 
Beatriz Nicoli – Medicina Ufes T106 
▪ Drenagem linfática: Linfonodos pancreáticos e pancreáticoduodenais que vão para os 
linfonodos celíacos, a linfa também é drenada para os linfonodos mesentéricos superiores e 
depois todos esses vão terminar na cisterna do quilo. 
o Jejuno e íleo 
▪ Jejuno: segunda parte do intestino delgado, que se 
inicia da flexura duodenojejunal – local em que o 
sistema digestório volta a ser intraperitoneal; 
▪ Íleo: terceira e última partedo intestino delgado, 
que termina na junção ileocecal 
▪ Juntos, eles têm cerca de 6/7 metros de 
comprimento (jejuno = 2/5 e o íleo = 3/5) 
▪ Embora não haja uma demarcação nítida entre os 
dois, eles possuem características distintas que são 
cirurgicamente importantes 
▪ O mesentério é uma prega de peritônio em forma 
de leque que fixa o jejuno e o íleo à parede 
posterior do abdome. 
▪ A origem ou raiz do mesentério (com 
aproximadamente 15 cm de comprimento) tem 
direção oblíqua, inferior e para a direita. Estende-
se da flexura duodenojejunal no lado esquerdo da vértebra L II até a junção ileocólica e a 
articulação sacroilíaca direita. 
▪ O comprimento médio do mesentério, desde a raiz até a margem do intestino, é de 20 cm. A 
raiz do mesentério cruza (sucessivamente) as partes ascendente e horizontal do duodeno, 
parte abdominal da aorta, VCI, ureter direito, músculo psoas maior direito e vasos testiculares 
ou ováricos direitos. Entre as duas camadas do mesentério estão os vasos mesentéricos 
superiores, linfonodos, uma quantidade variável de gordura e nervos autônomos 
▪ O jejuno é tudo mais (diâmetro maior, mais pregueado, arcadas maiores), mas o íleo tem 
maior nodos linfoides e mais gordura. 
▪ Artérias: As artérias que irrigam o jejuno e o íleo vem da a. mesentérica superior (AMS), e 
são denominadas aa. jejunais e aa. ileais, a AMS envia de 15 a 18 ramos para o jejuno e o íleo. 
As aa. jejunais e aa. ileais se fundem formando os arcos arteriais, desses arcos saem os 
chamados vasos retos que levam o sangue ao intestino por fim. 
▪ Veias: A drenagem dessa parte ocorre pela veia mesentérica superior, que como já dito 
anteriormente, forma a veia porta na altura do colo do pâncreas quando se junta com a veia 
esplênica. 
▪ Drenagem linfática: Possuem vasos lactíferos que drenam um líquido leitoso do intestino, daí 
a linfa passa por 3 grupos de linfonodos: linfonodos justaintestinais (que ficam próximos a 
parede do intestino), linfonodos mesentéricos (que ficam nos arcos arteriais) e os linfonodos 
centrais superiores (parte proximal da a. mesentérica superior), que drenam para os 
linfonodos mesentéricos superiores e seguem o trajeto. 
▪ Inervação: 
• Simpática: Fibras pré-sinapticas saem de T8 a T10 e fazem sinapse em gânglios 
celíacos e mesentéricos superiores (pré-vertebral); Os nn. esplâncnicos torácicos 
abdominopélvico e os troncos simpáticos formam o plexo mesentérico superior; 
Ação: diminui a peristalse e a atividade secretora e provoca vasoconstrição. 
• Parassimpática: Troncos vagais posteriores (N. vago direito); Fibras pré-sinapticas 
fazem sinapse nos plexos mioentérico e submucoso; Ação: aumenta a peristalse e a 
atividade secretora e provoca vasodilatação 
• Intestino grosso: 
o Local de absorção da água dos resíduos indigeríveis do quimo líquido, convertendo-o em fezes 
semissólidas, que serão eliminadas na defecação 
Beatriz Nicoli – Medicina Ufes T106 
o É formado pelo ceco; apêndice 
vermiforme; partes ascendente, 
transversa, descendente e sigmoide do 
colo; reto e canal anal 
o Ele pode ser distinguido do intestino 
delgado por: 
▪ Apêndices omentais do colo: 
projeções pequenas, adiposas, 
semelhantes ao omento 
▪ Tênias do colo: três faixas 
longitudinais distintas: (1) 
tênia mesocólica, à qual se 
fixam os mesocolos transverso 
e sigmoide; (2) tênia omental, 
à qual se fixam os apêndices 
omentais; e (3) tênia livre, à 
qual não estão fixados mesocolos nem apêndices omentais 
▪ Saculações: dilatações da parede do colo entre as pregas semilunares 
▪ Calibre (diâmetro interno) muito maior. 
o Ceco e apêndice vermiforme 
▪ Ceco: 
• Primeira parte do intestino grosso 
• Continuo com o colo ascendente 
• Bolsa intestinal cega, que mede aproximadamente 7,5 cm de comprimento e largura 
• Localiza-se na fossa ilíaca do quadrante inferior direito do abdome 
• Quase totalmente revestido de peritônio e pode ser levantado livremente, porém não 
tem mesentério 
• Costuma estar ligado à parede lateral do abdome por uma ou mais pregas cecais de 
peritônio 
• Na dissecção, o óstio ileal projeta-se no ceco entre os lábios ileocólico e ileocecal 
(superior e inferior), pregas que se encontram lateralmente e formam a crista 
denominada frênulo do óstio ileal 
• O óstio, porém, geralmente é fechado por contração tônica, apresentando-se como 
uma papila ileal no lado cecal. A papila provavelmente atua como uma válvula 
unidirecional relativamente passiva, que impede o refluxo do ceco para o íleo quando 
houver contrações para impulsionar o conteúdo para o colo ascendente e colo 
transverso 
▪ Apêndice vermiforme 
• É um divertículo intestinal cego, que contêm massas de tecido linfoide 
• Origina-se na face posteromedial do ceco, inferiormente à junção ileocecal 
• Possui um mesentério triangular curto – mesoapêndice – que se origina da face 
posterior do mesentério da parte terminal do íleo e que se fixa ao ceco e à parte 
proximal do apêndice vermiforme 
• OBS: A apendicite (inflamação do apêndice) nos jovens é pelo acúmulo de nodos 
linfoides e em adultos e idosos é por obstrução de fezes. 
▪ Neurovascularização 
• O ceco é irrigado pela artéria ileocólica e o apêndice vermiforme é por um ramo dessa, 
a artéria apendicular. São drenados pela veia ileocólica (que vai para a mesentérica 
superior). 
• A drenagem linfática é feita pelos linfonodos do mesoapêndice, os ileocólicos, que 
por fim vão terminar nos mesentéricos superiores. 
Beatriz Nicoli – Medicina Ufes T106 
• São inervados por fibras que vem do plexo mesentérico superior, as fibras simpáticas 
vêm da parte inferior torácica da medula espinal e as fibras parassimpáticas vem do 
nervo vago. 
o Colo 
▪ O colo é dividido em quatro partes – ascendente, transversa, descendente e sigmoide – que 
sucedem uma à outra formando um arco 
▪ Ele circunda o intestino delgado, o colo ascendente à direita do intestino delgado, o colo 
transverso superior e/ou anteriormente a ele, o colo descendente à esquerda e, por fim, o 
colo sigmoide inferiormente a ele. 
▪ Colo ascendente: 
• Segunda parte do intestino grosso, seguindo para coma na margem direita da 
cavidade abdominal, do ceco ate o lobo hepático direito, onde vira pra esquerda na 
flexura direita do colo – flexura hepática 
• Mais estreito que o ceco 
• Coberto por peritônio anteriormente e lateralmente, mas possui um mesentério curto 
• É separado da parede anterolateral do abdome pelo omento maior 
• Lateralmente a ele tem o sulco paracólico direito. 
• É irrigado pela artéria cólica direita e pela ileocólica em sua parte proximal, formam 
anastomoses antes de chegar no intestino formando o arco justacólico ou artéria 
marginal (é continuada com as a. cólica média, esquerda e sigmóidea) desses arcos 
saem os vasos que irrigam diretamente o intestino. Drenado pela veia cólica direita e 
ileocólica para a v. mesentérica superior. 
• A drenagem linfática segue primeiro até os linfonodos epicólicos e paracólicos, perto 
dos linfonodos cólicos direitos intermediários e ileocólicos, e daí para os linfonodos 
mesentéricos superiores. A inervação do colo ascendente é derivada do plexo 
mesentérico superior 
▪ Colo transverso 
• Terceira parte do intestino grosso, é a mais longa e a mais flexível 
• Atravessa o abdome da flexura direita do colo até a flexura esquerda do colo, onde se 
curva para baixo e dá origem ao colo descendente. 
• A irrigação arterial do colo transverso provém principalmente da artéria cólica média, 
um ramo da AMS. Entretanto, o colo transverso também pode receber sangue arterial 
das artérias cólicas direita e esquerda por meio de anastomoses, parte da série de 
arcos anastomóticos que coletivamente formam o arco justacólico (artéria ou arco 
marginal do colo). 
• A drenagem venosa do colo transverso é feita pela VMS. A drenagem linfática do colo 
transverso se dá para os linfonodos cólicos médios, que, por suavez, drenam para os 
linfonodos mesentéricos superiores. 
• A inervação do colo transverso provém do plexo mesentérico superior via plexos 
periarteriais das artérias cólicas direita e média. Esses nervos conduzem fibras 
nervosas simpáticas, parassimpáticas (vagais) e aferentes viscerais (ver também 
“Resumo da inervação das vísceras abdominais”, mais adiante). 
▪ Colo descendente 
• Ocupa posição secundariamente retroperitoneal entre a flexura esquerda do colo e a 
fossa ilíaca esquerda, onde é contínua com o colo sigmoide 
• Ao descer, o colo passa anteriormente à margem lateral do rim esquerdo. Como o 
colo ascendente, o colo descendente tem um sulco paracólico (o esquerdo) em sua 
face lateral 
▪ Colo sigmoide 
• O colo sigmoide tem formato de S e possui o Mesocolo sigmoide – mesentério longo 
e com grande liberdade de movimento. 
Beatriz Nicoli – Medicina Ufes T106 
• Une o colo descendente ao reto 
• O fim das tênias do colo, a aproximadamente 15 cm do ânus, indica a junção 
retossigmoide. 
• Começa na fossa ilíaca e termina no terceiro segmento sacral. 
• Irrigado pela artéria cólica esquerda e pela artéria sigmóidea, essas derivam da artéria 
mesentérica inferior. São drenados pela veia mesentérica inferior. Inervado 
simpaticamente por fibras de nervos esplâncnicos lombares, plexo mesentérico 
superior e plexo mesentérico periarterial da AMI, parassimpaticamente por fibras de 
nervos esplâncnicos pélvicos. 
• Do meio para cima (oralmente) as fibras aferentes de dor seguem com fibras 
simpáticas e as fibras reflexas seguem com fibras parassimpáticas. Do meio para baixo 
(aboralmente) as fibras aferentes de dor e as reflexas seguem com fibras 
parassimpáticas. 
• A drenagem linfática do colo descendente e do colo sigmoide é conduzida por vasos 
que seguem até os linfonodos epicólicos e paracólicos e depois através dos linfonodos 
cólicos intermediários ao longo da artéria cólica esquerda. A linfa desses linfonodos 
segue para os linfonodos mesentéricos inferiores situados ao redor da AMI. 
Entretanto, a linfa proveniente da flexura esquerda do colo também pode drenar para 
os linfonodos mesentéricos superiores. 
▪ Reto e canal anal 
▪ O reto é a parte terminal fixa (basicamente retroperitoneal e subperitoneal) do intestino 
grosso. É contínuo com o colo sigmoide no nível da vértebra S III. A junção ocorre na 
extremidade inferior do mesentério do colo sigmoide. O reto é contínuo inferiormente com o 
canal anal. 
• Baço 
o É uma massa oval, arroxeada, carnosa, que tem aproximadamente o mesmo tamanho e formato da 
mão fechada 
o Localiza-se no quadrante superior esquerdo ou na região do hipocôndrio – protegido pela caixa 
torácica 
o Maior dos órgãos linfáticos 
o Período pré-natal: órgão hematopoiético, mas após o nascimento participa basicamente da 
identificação, remoção e destruição de hemácias antigas e de plaquetas fragmentadas, e da 
reciclagem de ferro e globina 
o É um reservatório de sangue, armazenando hemácias e plaquetas 
o A fina cápsula é recoberta por uma camada de peritônio visceral, que circunda todo o baço, exceto o 
hilo esplênico, por onde entram e saem os ramos esplênicos da artéria e da veia esplênicas. 
Consequentemente, é capaz de sofrer expansão acentuada e alguma contração relativamente rápida 
o Possui as seguintes relações: 
▪ Anteriormente, o estômago 
▪ Posteriormente, a parte esquerda do diafragma, que o separa da pleura, do pulmão e das 
costelas IX a XI 
▪ Inferiormente, a flexura esquerda do colo 
▪ Medialmente, o rim esquerdo. 
o Face diafragmática do baço: tem a superfície convexa para se encaixar na concavidade do diafragma 
e nos corpos curvos das costelas adjacentes 
o As margens anterior e superior do baço são agudas e frequentemente entalhadas, ao passo que sua 
extremidade posterior (medial) e a margem inferior são arredondadas 
o A fina cápsula fibrosa esplênica é formada por tecido conjuntivo fibroelástico, não modelado e denso, 
que é mais espesso no hilo esplênico 
o Internamente, as trabéculas (pequenas faixas fibrosas), originadas na face profunda da cápsula, 
conduzem vasos sanguíneos que entram e saem do parênquima ou polpa esplênica, a substância do 
baço. 
Beatriz Nicoli – Medicina Ufes T106 
o O baço toca a parede posterior do estômago e está unido à curvatura maior pelo ligamento 
gastroesplênico e ao rim esquerdo pelo ligamento esplenorrenal. 
o Irrigação arterial realizada pela artéria esplênica, que imite ramos que o irá drenar 
o Sua drenagem venosa é realizada pela veio esplênica que vai para a VMS e por fim na veia porta 
o Drenagem linfática: Feita pelos linfonodos pancreaticoesplênicos que vão para os celíacos e depois 
para cisterna do quilo 
o Inervação: Os nervos esplênicos, derivados do plexo celíaco, são distribuídos principalmente ao longo 
de ramos da artéria esplênica e têm função vasomotora. 
o 
• Pâncreas 
o Glândula acessória da digestão 
o Situa-se atrás do estômago, entre o duodeno à direita e o baço à esquerda. O mesocolo transverso 
está fixado à sua margem anterior 
o Ele é uma glândula mista, por isso produz: 
▪ Secreção exócrina (suco pancreático produzido pelas células acinares) que é liberada no 
duodeno através do ducto pancreático e do ducto acessório 
▪ Secreções endócrinas (glucagon e insulina, produzidos pelas ilhotas pancreáticas [de 
Langerhans]) que passam para o sangue 
o Ele é dividido em quatro partes 
▪ Cabeça 
• Parte expandida da glândula, que é circundada pela curvatura em forma de c do 
duodeno. 
• Firmemente fixada à face medial das partes descendente e horizontal do duodeno 
• Processo uncinado: é uma projeção da parte inferior da cabeça do pâncreas, estende-
se medialmente para a esquerda, posteriormente à MAS 
• Em seu trajeto para se abrir na parte descendente do duodeno, o ducto colédoco 
situa-se em um sulco na face posterossuperior da cabeça ou está inserido em sua 
substância 
▪ Colo 
• Curto e está situado sobre os vasos mesentéricos superiores, que deixam um sulco 
em sua face posterior 
• Face anterior, coberta por peritônio, está situada adjacente ao piloro do estomago 
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▪ Corpo 
• Prosseguimento do colo 
• A face anterior do corpo do pâncreas é coberta por peritônio, está situada no assoalho 
da bolsa omental e forma parte do leito do estômago. 
• A face posterior do corpo do pâncreas não tem peritônio e está em contato com a 
aorta, AMS, glândula suprarrenal esquerda, rim esquerdo e vasos renais esquerdos 
▪ Cauda 
• Está situada anteriormente ao rim esquerdo, estando intimamente relacionada ao 
hilo esplênico e à flexura esquerda do colo 
• É relativamente móvel 
o Ducto pancreático: começa na cauda do pâncreas e atravessa o parênquima da glândula até a cabeça 
do pâncreas: aí ele se volta inferiormente e tem íntima relação com o ducto colédoco. O ducto 
pancreático e o ducto colédoco geralmente se unem para formar a ampola hepatopancreática (de 
Vater) curta e dilatada, que se abre na parte descendente do duodeno, no cume da papila maior do 
duodeno 
o O suco pancreático é secretado para o duodeno pelo ducto pancreático principal, até a ampola 
hepatopancreática, onde se encontra com o ducto colédoco (fica num sulco na parte posterossuperior 
da cabeça do pâncreas) que leva a bile. A ampola hepatopancreática desemboca na papila maior 
doduodeno. Pode haver um outro ducto, que é o ducto pancreático acessório, que vai desembocar na 
papila menor do duodeno, conduzindo também suco pancreático. 
o Irrigação arterial: 
▪ CABEÇA E COLO: Aa. Pancreaticoduodenais superior e inferior 
▪ CORPO E CAUDA: Ramos da A. Esplênica 
▪ DRENAGEM VENOSA: Tributárias das Vv. Esplênica e Mesentérica superior: Vv. Pancreáticas 
→ Drenagem para V. Porta. 
▪ DRENAGEM LINFÁTICA: Linfonodos: Pancreaticoesplênicos, pilóricos, mesentéricos 
superiores e celíacos. 
▪ INERVAÇÃO 
• SIMPÁTICA: As fibras pré-ganglionares saem de T5 aT9 pelos Nervos Esplâncnicos 
maiores (abdominopélvicos), fazem sinapse nos Gânglios celíacos e chegam ao 
pâncreas pelos plexos celíaco e mesentérico superior. 
• PARASSIMPÁTICA: Nervo Vago. 
▪ RELAÇÕES 
▪ Relações Estruturas 
• Anterior Estômago e 
bolsa omental 
• Lateral E Baço 
• Lateral D Duodeno 
• Posterior Vasos 
mesentéricos 
superiores 
• Superior A.Esplênica 
e hepática comum 
 
 
 
 
 
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• Fígado 
o É a maior glândula do corpo, produz bile, 
faz a desintoxicação, glicogênese, atua no 
metabolismo, atua em todo o processo 
hematopoiético do feto (produz as celulas 
sanguíneas do feto), absorve nutrientes 
como proteínas e carboidratos, a gordura 
é emulsificada pela bile. Se localiza no 
quadrante superior direito, mais 
especificamente no hipocôndrio direito, 
epigástrio e parte do hipocôndrio 
esquerdo (da 7ª a 11ª costela). 
o Se localiza no quadrante superior direito, 
mais especificamente no hipocôndrio 
direito, epigástrio e parte do hipocôndrio 
esquerdo (da 7ª a 11ª costela). 
o É consistente, arroxeado, com aproximadamente 
1,5 kg, é 2,5% do peso corporal no adulto e 5% do 
peso corporal da criança (é maior por causa da 
produção de celulas sanguíneas). 
o É um órgão peritonizado (envolvido por 
peritônio), porém possui a área nua do fígado, 
que se comunica diretamente com o diafragma. 
o Tem uma face diafragmática que é convexa, lisa e 
voltada para a cúpula do diafragma e uma face 
visceral que é voltada para as vísceras, e possui a 
porta do fígado que é por onde entra a tríade 
portal. 
o Há um recesso subfrênico (D e E, divididos pelo 
ligamento falciforme) que fica entre o diafragma 
e o fígado, tem o recesso sub-hepático, logo 
abaixo do fígado. 
o Ligamento falciforme liga o fígado a parede 
anterolateral do abdome, separa a face diafragmática 
em lobo esquerdo e direito (muito maior). Forma os 
ligamentos coronais quando chega na parte superior do 
fígado pois ele meio que se abre, ai se divide em 
lâminas. 
o DICA: O alfinete só vai identificar o ligamento falciforme 
quando estiver fixado na a partir da face diafragmática. 
Se for a partir da face visceral ele indicará ou ligamento 
redondo do fígado ou ligamento venoso. 
o A junção das lâminas do ligamento falciforme nas 
extremidades superior esquerda e direita do fígado 
formam os ligamentos triangular esquerdo e triangular 
direito. 
o A área nua do fígado é delimitada pela lâmina que se 
abre do ligamento falciforme na parte anterior e 
posterior do lado direito. 
o Separações anatômicas do fígado: 
▪ Face diafragmática: dividida em lobos direito e 
esquerdo pelo ligamento falciforme 
Beatriz Nicoli – Medicina Ufes T106 
▪ Face visceral: Dividida em 4 lobos pelas fissuras: 
• Fissura sagital direita: formada pela fossa da vesícula biliar e pelo sulco da veia cava 
• Fissura sagital esquerda: ou umbilical. É formada pelas fissuras do lig. redondo do 
fígado e do ligamento venoso, o qual é remanescente do ducto venoso. 
• Porta do fígado: por onde passam os vasos, plexo nervoso hepático e os ductos 
hepáticos. 
• 4 lobos formados: 
o Lobo direito 
o Lobo esquerdo 
o Lobo caudado 
o Lobo quadrado 
o Separação funcional do fígado 
▪ Não corresponde a divisão anatômica. 
▪ O critério utilizado são os componentes da tríade portal, ou seja, cada segmento possui sua 
própria vascularização e drenagem porta. 
▪ O fígado é segmentado, como o pulmão, porém não é visível, a segmentação anatômica não 
corresponde a segmentação funcional 
do fígado. São as estruturas da tríade 
portal que fazem essa separação 
funcional e no final haverá 8 segmentos 
hepáticos, ou seja, cada segmento 
hepático vai ser ter um ramo da veia 
porta, da artéria hepática própria e o 
ducto hepático. 
▪ OBS: A divisão funcional é feita pela 
segmentação primária, secundária e 
terciaria da tríade portal (2,4,8), como 
se fosse uma progressão, por isso no 
final há 8 lobos 
▪ As veias hepáticas são intersegmentares, ou seja, passam entre os segmentos e vão 
desembocar na veia cava inferior. 
▪ O lobo caudado é considerado um terceiro fígado pois sua vascularização é independente da 
divisão da tríade. Ele é o 1º segmento hepático, a partir dele a numeração é em sentido 
horário 
▪ Divisão primária: 
• Plano: fissura portal principal. 
• Sinônimos: Fissura sagital direita e Linha de Cantlie. 
• Divisor: Veia hepática média. 
• Lobos resultantes: Lobos direito e esquerdo. 
▪ Divisão secundária: 
• Planos: Fissura 
portal direita e 
fissura umbilical. 
• Divisores: Vv. 
hepáticas direita e 
esquerda. 
• Lobos resultantes: 
Lobos direito e 
esquerdo divididos 
em medial e 
lateral. 
Beatriz Nicoli – Medicina Ufes T106 
▪ Divisão terciária: 
• Plano: Plano hepático transverso. 
▪ OBS: O lobo “medial esquerdo” não é subdividido em posterior e anterior, por isso recebe o 
nome de Lobo Medial apenas. 
▪ OBS: O lobo caudado (da divisão anatômica corresponde ao Lobo I da divisão segmentar. 
▪ A fissura sagital direita corresponde ao local onde ocorre a divisão de lobo esquerdo e direito 
na face visceral, e se continua como uma linha imaginaria (cantlier) na face diafragmática, 
essas duas formam a fissura portal principal que é o local onde a tríade vai se dividir e 
possibilitar a divisão funcional do fígado e corresponde o local onde há a veia hepática 
média/intermedia. 
▪ A veia hepática esquerda e direita vão fazer divisão medial e lateral, respectivamente, dos 
segmentos. 
▪ OBS: Essa segmentação é boa como no caso do pulmão que em caso de doença isolada em 
algum segmento, como um câncer, pode tirar um segmento sem prejudicar muito a estrutura 
hepática como um todo. 
 
• Vesícula biliar 
o Os ductos biliares conduzem bile do fígado para o duodeno. A bile é produzida continuamente pelo 
fígado, armazenada e concentrada na vesícula biliar, que a libera de modo intermitente quando a 
gordura entra no duodeno. A bile emulsifica a gordura para que possa ser absorvida na parte distal do 
intestino 
o Mantém e armazena a bile. 
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o Fixada ao fígado na fossa da vesícula biliar. 
o Possui 3 partes: 
▪ Fundo: a extremidade larga e arredondada do órgão que geralmente se projeta a partir da 
margem inferior do fígado na extremidade da 9a cartilagem costal direita na LMC 
▪ Corpo: parte principal, que toca a face visceral do fígado, o colo transverso e a parte superior 
do duodeno 
▪ Colo: Une-se ao ducto cístico; extremidade estreita e afilada, oposta ao fundo e voltada para 
a porta do fígado; normalmente faz uma curva em forma de S e se une ao ducto cístico 
o Ductos hepáticos → Ducto hepático comum → Ducto colédoco → Ampola fechada → Retorna pelo 
ducto colédoco → Ducto cístico – Vesícula biliar 
• Rins, ureteres e glândulas suprarrenais 
o Os rins produzem urina que é conduzida pelos ureteres até a bexiga urinária na pelve. A face 
superomedial de cada rim normalmente está em contato com a glândula suprarrenal. Um delgado 
septo fascial separa as glândulas dos rins; assim, eles não estão realmente fixados um ao outro 
o Glândulas suprarrenais: atuam como parte do sistema endócrino, com função completamente 
separada dos rins 
o Cápsula adiposa: é uma gordura 
perirrenal que circunda os rins e seus 
vasos, estendendo-se até suas 
cavidades centrais, os seios renais 
o Fáscia renal: camada membranácea e 
condensada que circunda os rins, as 
glândulas suprarrenais e a capsula 
adiposa; ela continua em direção 
medial e envolve os vasos renais, 
fundindo-se com as suas bainhas 
vasculares 
o Fáscia periutreteral: extensão delicada 
da fáscia renal prolonga-se ao longo do 
ureter 
o Corpo adiposo pararrenal: 
externamente à fascia renal; é uma 
gordura pararrenal; 
o Rins 
▪ Possuem formato oval 
▪ Responsáveis por retirar o 
excesso de água, sais e 
resíduos do metabolismo 
proteico do sangue edevolvem nutrientes e 
substâncias químicas 
▪ Hilo renal: fenda vertical 
que conduz a um espaço no 
rim, o seio renal; As 
estruturas que servem aos 
rins (vasos, nervos e 
estruturas que drenam 
urina do rim) entram e 
saem do seio renal através do hilo renal 
▪ A pelve renal é a expansão afunilada e achatada da extremidade superior do ureter. O ápice 
da pelve renal é contínuo com o ureter. A pelve renal recebe dois ou três cálices maiores, e 
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cada um deles é formado por dois ou três cálices menores. Cada cálice menor é entalhado 
por uma papila renal, o ápice da pirâmide renal, de onde a urina é excretada. 
▪ 
▪ Irrigação arterial 
• As artérias renais se dividem próximo do hilo renal em cinco artérias segmentares (são 
ramos terminais da artéria renal); 
• As artérias segmentares são distribuídas para os segmentos renais do seguinte modo: 
o O segmento superior (apical) é irrigado pela artéria do segmento 
superior (apical); os segmentos anterossuperior e anteroinferior são 
supridos pelas artérias do segmento anterior superior e do segmento 
anterior inferior; e o segmento inferior é irrigado pela artéria do 
segmento inferior. Essas artérias originam-se do ramo anterior da artéria 
renal 
o A artéria segmentar posterior, que se origina de uma continuação do 
ramo posterior da artéria renal, irriga o segmento posterior do rim. 
▪ Drenagem venosa 
• Diversas veias renais drenam cada rim e se unem de modo variável 
para formar as veias renais direita e esquerda; estas situam-se 
anteriormente às artérias renais direita e esquerda. A veia renal 
esquerda, mais longa, recebe a 
veia suprarrenal esquerda, a 
veia gonadal (testicular ou 
ovárica) esquerda e uma comunicação com a 
veia lombar ascendente, e depois atravessa o 
ângulo agudo entre a AMS anteriormente e a 
aorta posteriormente. 
• Todas as veias renais drenam para a VCI. 
▪ Drenagem linfática: Os vasos linfáticos renais drenam 
para linfonodos lombares D e E (cavais ou aórticos). 
▪ Inervação: Plexo renal: → Simpática: Nn. 
esplâncnicos abdominopélvico 
o Ureteres: 
▪ Os ureteres são ductos musculares (25 a 30 cm de comprimento) com lumens estreitos que 
conduzem urina dos rins para a bexiga 
▪ Possuem parte abdominal e parte pélvica 
▪ Aderem intimamente ao peritônio parietal e possui trajeto retroperitoneal 
▪ Os ureteres ocupam um plano sagital que cruza as extremidades dos processos transversos 
das vértebras lombares. 
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▪ Eles normalmente apresentam constrições relativas – são áreas que são possíveis locais de 
obstrução por cálculos ureterais – em três locais: 
• Na junção dos ureteres e pelves renais; 
• Onde os ureteres cruzam a margem da abertura superior da pelve; 
• Durante sua passagem através da parede da bexiga urinária 
▪ Irrigação arterial e drenagem venosa dos ureteres. 
• Os ramos arteriais para a parte abdominal do ureter originam-se regularmente das 
artérias renais, com ramos menos constantes originando-se das artérias testiculares 
ou ováricas, da parte abdominal da aorta e das artérias ilíacas comuns. 
• Os ramos aproximam-se dos ureteres medialmente e dividem-se em ramos 
ascendente e descendente, formando uma anastomose longitudinal na parede do 
ureter. São chamados de ramos uretéricos 
• As veias que drenam a parte abdominal dos ureteres drenam para as veias renais e 
gonadais (testiculares ou ováricas) 
▪ Drenagem linfática: Linfonodos cavais e aórticos – parte superior. // Linfonodos ilíacos – parte 
inferior. 
▪ Inervação: Plexo renal, aórtico abdominal e hipogástrico superior e inferior. 
o Glândulas suprarrenais 
▪ São amareladas e estão localizadas entre as faces superomedial dos rins e o diafragma 
▪ São revestidas pela fáscia renal, pelas quais estão fixadas aos pilares do diafragma 
▪ São separadas dos rins por um septo fino 
▪ Elas se diferem quanto ao formato e relação 
• A glândula direita piramidal é mais apical (situada sobre o polo superior) em relação 
ao rim esquerdo, situa-se anterolateralmente ao pilar direito do diafragma e faz 
contato com a VCI anteromedialmente e o fígado anterolateralmente 
• A glândula esquerda em formato de crescente é medial à metade superior do rim 
esquerdo e tem relação com o baço, o estômago, o pâncreas e o pilar esquerdo do 
diafragma. 
▪ Cada glândula possui um hilo, por onde as veias e vasos linfáticos saem da glândula, enquanto 
as artérias e os nervos entram nas glândulas em diversos locais 
▪ Elas têm duas partes 
• Córtex suprarrenal: derivado do mesoderma e secreta corticosteroides e 
androgênios. Esses hormônios causam retenção renal de sódio e água em resposta ao 
estresse, aumentando o volume sanguíneo e a pressão arterial. Também afetam 
músculos e órgãos como o coração e os pulmões. 
• Medula suprarrenal: massa de tecido nervoso permeada por capilares e sinusoides 
derivados das células da crista neural associadas à parte simpática do sistema 
nervoso; Essas células secretam catecolaminas (principalmente epinefrina) para a 
corrente sanguínea em resposta a sinais de neurônios pré-ganglionares. Os potentes 
hormônios medulares epinefrina (adrenalina) e norepinefrina (noradrenalina) ativam 
o corpo para uma resposta de luta ou fuga ao estresse traumático. Também 
aumentam a frequência cardíaca e a pressão arterial, dilatam os bronquíolos e 
modificam os padrões de fluxo sanguíneo, preparando para o exercício físico. 
▪ Artérias e veias suprarrenais. 
• A função endócrina das glândulas suprarrenais torna necessária sua abundante 
irrigação. As artérias suprarrenais ramificam-se livremente antes de entrarem em 
cada glândula, de modo que 50 a 60 artérias penetram a cápsula que cobre toda a 
superfície das glândulas. As artérias suprarrenais têm três origens: 
• Artérias suprarrenais superiores (6 a 8) das artérias frênicas inferiores 
• Artérias suprarrenais médias (L I) da parte abdominal da aorta, perto do nível de 
origem da AMS 
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• Artérias suprarrenais inferiores (L I) das artérias renais. 
• A drenagem venosa das glândulas suprarrenais se faz para veias suprarrenais 
calibrosas. A veia suprarrenal direita curta drena para a VCI, enquanto a veia 
suprarrenal esquerda, mais longa, que frequentemente se une à veia frênica inferior, 
drena para a veia renal esquerda. 
▪ Drenagem Linfática: Linfonodos lombares. 
▪ Inervação: P. celíaco e Nn. esplâncnicos abdominopélvicos. 
 
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o 
• Diafragma: 
o Divisória musculo tendínea, com dupla cúpula, que separa as cavidades torácica e abdominal 
o Principal musculo da inspiração – ou respiração já que a expiração é um movimento passivo 
o Ele desce durante a inspiração – apenas a parte central 
o Ele se curva superiormente nas cúpulas direita e esquerda 
o Pericárdio situa-se na parte central do diafragma – deprimindo-o ligeiramente 
o O nível das cúpulas do diafragma varia de acordo com: 
▪ Fase da respiração (inspiração ou expiração) 
▪ Postura (p. ex., decúbito dorsal ou posição ortostática) 
▪ Tamanho e grau de distensão das vísceras abdominais. 
o A parte muscular do diafragma está situada na periferia com fibras que convergem radialmente na 
parte aponeurótica central trilaminar, o centro tendíneo, que não possui inserções ósseas e é dividido 
em três partes 
o Forame da veia cava: local em que a parte terminal da veia cava adentra o tórax; localizado dentroo 
do centro tendíneo 
o A parte muscular adjacente do diafragma forma uma lâmina contínua; entretanto, para fins descritivos 
é dividida em três partes, de acordo com suas inserções periféricas: 
▪ Parte esternal: formada por duas alças musculares que se fixam à face posterior do processo 
xifoide; essa parte nem sempre está presente 
▪ Parte costal: formada por alças musculares largas que se fixam às faces internas das seis 
cartilagens costais inferiores e suascostelas adjacentes de cada lado; as partes costais formam 
as cúpulas direita e esquerda 
▪ Parte lombar: originada de dois arcos aponeuróticos, os ligamentos arqueados medial e 
lateral, e das três vértebras lombares superiores; a parte lombar forma os pilares musculares 
direito e esquerdo que ascendem até o centro tendíneo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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o Pilares do diafragma: feixes musculotendíneos que se originam das faces anteriores dos corpos das 
três vertebras lombares superiores, do ligamento longitudinal anterior e dos discos intervertebrais 
▪ Pilar direito, maior e mais longo do que o pilar esquerdo, origina-se das três ou quatro 
primeiras vértebras lombares. Possui o hiato esofágico 
▪ Pilar esquerdo origina-se das duas ou três primeiras vertebras. 
o Os pilares direito e esquerdo e o ligamento arqueado mediano fibroso, que se une a eles enquanto se 
curva sobre a face anterior da aorta, formam o hiato aórtico. O diafragma também está fixado de cada 
lado aos ligamentos arqueados medial e lateral. 
▪ Ligamento arqueado medial é um espessamento da fáscia que recobre o músculo psoas 
maior, estendendo-se entre os corpos das vértebras lombares e a extremidade do processo 
transverso da vértebra L I. 
▪ Ligamento arqueado lateral cobre o músculo quadrado do lombo, continuando desde o 
processo transverso de L I ou L II até a extremidade da costela XII. 
o A face superior do centro tendíneo do diafragma está fundida à face inferior do pericárdio fibroso, a 
parte externa e forte do saco pericárdico fibrosseroso que envolve o coração. 
 
o Aberturas do diafragma 
▪ Forame da veia cava: 
• Abertura no centro tendíneo basicamente para a VCI 
• Além da VCI, passa nesse forame os ramos terminais do nervo frênico direito e alguns 
vasos linfáticos em seu trajeto do fígado até os linfonodos frênicos médios e 
mediastinais 
• Situa-se no nível do disco entre as vertebras T8 e T9 
• A VCI está aderida à margem do forame; consequentemente, quando o diafragma se 
contrai durante a inspiração, alarga a abertura e dilata a VCI. Essas alterações facilitam 
o fluxo sanguíneo através dessa grande veia até o coração. 
▪ Hiato esofágico 
• Abertura oval para a passagem do 
esôfago no músculo diretio do 
diafragma no nível da vertebra T10 
• Também serve de passagem para 
os troncos vagais anterior e 
posterior, para os ramos 
esofágicos dos vasos gástricos 
esquerdos e alguns vasos linfáticos 
Vasos e nervos Face superior do diafragma Face inferior do diafragma 
Irrigação arterial Aa. frênicas superiores da parte torácica da 
aorta/Artérias musculofrênicas e pericardicofrênicas 
das artérias torácicas internas 
Aa. frênicas inferiores da parte 
abdominal da aorta 
Drenagem venosa Vv. musculofrênicas e pericardicofrênicas drenam 
para as Vv. torácicas internas; a V. frênica superior 
(lado direito) drena para a VCI 
Vv. frênicas inferiores; a veia direita 
drena para a VCI; a veia esquerda é 
duplicada e drena para a VCI e veia 
suprarrenal 
Drenagem linfática Linfonodos frênicos para os linfonodos paraesternais 
e pré-vertebrais 
Linfonodos lombares superiores; 
plexos linfáticos nas faces superior e 
inferior comunicam-se livremente 
Inervação Inervação motora: nervos frênicos (C3–C5) Inervação 
sensitiva: central por nervos frênicos (C3–C5), 
periférica por nervos intercostais (T5–T11) e nervos 
subcostais (T12) 
 
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• Há decussação (cruzamento) das fibras do pilar direito do diafragma inferiormente ao 
hiato, formando um esfíncter muscular para o esôfago que o constringe quando o 
diafragma se contrai 
▪ Hiato aórtico 
• É a abertura posterior ao diafragma para a parte descendente da aorta 
• A aorta passa entre os pilares do diafragma, posteriormente ao ligamento arqueado 
mediano, que está no nível da margem inferior da vértebra T XII. 
• O hiato aórtico também dá passagem ao ducto torácico e, algumas vezes, às veias 
ázigo e hemiázigo. 
▪ Pequenas aberturas no diafragma 
• Trígono esternocostal (ou forame esternocostal): dá passagem aos vasos linfáticos da 
face diafragmática do fígado e aos vasos epigástricos superiores 
• Há duas pequenas aberturas em cada pilar do diafragma; uma dá passagem ao nervo 
esplâncnico maior e a outra, ao nervo esplâncnico menor. 
o Ações do diafragma 
▪ Descida do diafragma: 
• Contração do diafragma → cúpulas puxadas inferiormente → convexidade fica 
achatada levemente. 
• Quando ocorre a descida, o diafragma empurra as vísceras abdominais inferiormente; 
aumenta o volume da cavidade torácica; reduz a pressão intratorácica; tudo isso 
permite que o ar entre nos pulmões; também aumenta a pressão intra-abdominal 
• O aumento da pressão intra-abdominal e a diminuição da pressão intratorácica 
auxiliam o retorno do sangue venoso para o coração 
▪ A periferia tende a ser fixa, logo não participa dos movimentos 
▪ O diafragma alcança o nível superior máximo quando a pessoa está em decúbito dorsal (com 
a parte superior do corpo mais baixa, a posição de Trendelenburg). Nessa posição, as vísceras 
abdominais empurram o diafragma superiormente na cavidade torácica. 
▪ Quando uma pessoa está em decúbito lateral, o hemidiafragma alcança um nível superior 
porque as vísceras o empurram mais naquele lado. 
▪ Por outro lado, o nível do diafragma é inferior quando a pessoa está sentada ou de pé. 
▪ Por isso, pessoas com dispneia preferem ficar sentadas, não deitadas; o volume pulmonar não 
corrente (de reserva) aumenta e o diafragma trabalha a favor da gravidade em vez de se opor 
a ela.

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