Prévia do material em texto
Beatriz Nicoli – Medicina Ufes T106
• Face:
o Superfície anterior da cabeça, que vai da fronte ao queixo e de uma orelha a outra;
o Seu formado é dado a partir dos ossos subjacentes, sendo que a individualidade resultada da variação
anatômica que os indivíduos possuem
o Corpos adiposos da bochecha: impede que os lactentes colapsem as bochechas durante a sucção –
lactação
• Couro cabeludo
o Possui 5 camadas:
▪ Pele: fina, exceto na região occipital; contém muitas glândulas sudoríferas e sebáceas, além
de folículos pilosos. A irrigação arterial é abundante e há boa drenagem venosa e linfática
▪ Tela subcutânea - tecido conjuntivo denso
• Espessa
• Tecido conjuntivo denso
• Contém artérias, veias e nervos
▪ Aponeurose epicrânica (gálea aponeurótica)
• Também é conhecida como músculo epicrânio → se prende a pele
• Músculo occipitofrontal (inserido na protuberância occipital externa e na frente
próximo ao supercilio); sua parte frontal puxa o couro cabeludo anteriormente e
forma as rugas na testa, elevando o supercílios; sua parte occipital puxa o couro
cabeludo posteriormente, alisando a pele da fronte
• Músculo temporoparietal
• Aponeurose epicranica
•
▪ Tecido conjuntivo frouxo (subaponeurótico)
• Area perigosa - fácil disseminação de pus ou sangue (hematomas)
• Contém as veias emissárias - disseminação de infecções
• Facilmente rompida em feridas profundas do couro cabeludo
• A infecção pode se difundir facilmente (ex. orbita)
• É essa camada que permite o livre movimento do couro cabeludo propriamente dito
sobre a calvária
▪ Pericrânio - periósteo que reveste o
crânio
o Pelo fato de a tela subcutânea ser
densa, ela junta as 3 primeiras camadas,
recebendo o nome de couro cabeludo
propriamente dito.
o Os vasos sanguíneos que seguem em
direção a linha mediana sofrem
anastomoses com os vasos sanguíneos
presentes do lado oposto do crânio
Beatriz Nicoli – Medicina Ufes T106
• Músculos da face e do couro cabeludo:
o Músculos da face:
▪ Também são chamados de músculo da expressão facial
▪ Se localizam na tela subcutânea da parte anterior e posterior do couro cabeludo, face e
pescoço
▪ A maioria dos músculos se fixa ao osso ou fáscia e atua mediante a tração da pele → essa é a
diferença entre os músculos da face com os músculos do restante do corpo (eles se fixam sob
superfícies moles como a pele)
▪ Todos os músculos da face se desenvolvem pelo mesoderma nos segundos arcos faríngeos
o Músculos do couro cabeludo, da fronte e do supercílios
▪ Músculo occipitofrontal: músculo epicrânico; formado pelos ventres frontais e occipitais e
unidos pela aponeurose epicrânica
o Músculos da boca, dos lábios e das bochechas
▪ Ligados a comunicação
▪ Vários músculos estão ligados a atividade de falar e são capazes de alterar o formato da boca
e dos lábios durante a fala, canto, assovio e na mímica
▪ O formato da boca e dos lábios é controlado por um grupo tridimensional complexo de alças
musculares, que incluem:
• Músculos elevadores, retratores e eversores do lábio superior
• Músculos depressores, retratores e eversores do lábio inferior
• Músculo orbicular da boca, o esfíncter ao redor da boca
• Músculo bucinador na bochecha
▪ Lateralmente aos ângulos da boca ou comissuras labiais (as junções dos lábios superiores e
inferiores), fibras de até nove músculos da face se entrelaçam ou se fundem em uma formação
muito variável e multiplanar denominada modíolo, que é a principal responsável pelas
covinhas observadas em muitas pessoas
o Músculos da abertura da orbita:
▪ Função das pálpebras: proteger os bulbos dos olhos contra lesões e luzes excessivas, além de
distribuir as lágrimas e manter a córnea úmida
▪ A contração do músculo orbicular do olho estreita a rima das pálpebras, por unir as duas
pálpebras; ele possui três partes:
• Parte palpebral: originada no ligamento
palpebral medial e localizada principalmente
nas pálpebras, as quais fecha suavemente
(como ao piscar ou dormir) para evitar o
ressecamento da córnea
• Parte profunda: passa posteriormente ao saco
lacrimal e movimenta as pálpebras
medialmente, auxiliando a drenagem das
lágrimas
• Parte orbital: sobrejacente à margem orbital e fixada ao frontal e à maxila
medialmente, fecha as pálpebras com firmeza (como ao piscar com força ou
semicerrar os olhos) para proteger os bulbos dos olhos contra a luz e a poeira.
o Músculo do nariz e das orelhas:
▪ Músculos que nos humanos possuem importância relativamente pequenas, sendo utilizados
mais em termos de expressão facial e nas cirurgias plásticas estéticas
▪ Sinalizam movimentos respiratórios
MÚSCULOS FUNÇÕES
Occipitofrontal: Elevar supercílios e enrugar a fronte
Corrugador do supercílio: Aproxima os supercílios medial e inferiormente
Beatriz Nicoli – Medicina Ufes T106
Orbicular do olho: Fechar as pálpebras e enruga a fronte verticalmente
Prócero: Abaixar os supercílios
Nasal: Realizar inspiração profunda
Levantador do lábio Superior: Levantar o lábio superior
Levantador do ângulo da boca: Alargar a rima da boca, produz sorriso com dente
Zigomático maior: Levantar a comissura labial
Zigomático menor: Levantar o lábio superior
Risório: Sorriso da monalisa
Abaixador do lábio Inferior: Abaixar o lábio inferior
Abaixador do ângulo da boca: Abaixar a comissura labial
Orbicular da boca: Fechar a boca e protrair o lábio
Bucinador: Resistir a distenção da bochecha
Mentual: Levantar a pele do queixo e o lábio inferior, além de protrair o lábio inferior
Platisma: Abaixa a mandíbula (contra resistência); tensiona a pele da região inferior da face e do pescoço
(exprimindo tensão e estresse)
Parte da asa do nariz + levantador do lábio superior e asa do nariz: Abaixa a asa lateralmente, dilatando a abertura
nasal anterior (i.e., “alargando as narinas”, como durante a raiva ou o esforço)
Beatriz Nicoli – Medicina Ufes T106
• Nervos da face e do couro cabeludo
o Nervo trigêmeo (NC V): Principal responsável pela inervação cutânea (SENSITIVA) da face e da parte
anterossuperior do couro cabeludo
o Nervo facial (NC VII): responsável pela inervação motora dos músculos faciais
o Nervos cutâneos da face e do couro cabeludo:
▪ Nervo trigêmeo (NC V) se origina na face lateral da ponte do mesencéfalo por meio de duas
raízes: motora e sensitiva
▪ A raiz sensitiva do NC V consiste em prolongamentos centrais de neurônios pseudounipolares
localizados em um gânglio sensitivo (gânglio trigeminal) na extremidade distal da raiz, que é
contornado pelos axônios neuronais multipolares que formam a raiz motora.
▪ O NC V é o nervo sensitivo da face e o nervo motor dos músculos de mastigação e de vários
pequenos músculos
▪ Os prolongamentos periféricos dos neurônios do gânglio trigeminal constituem as três
divisões do nervo: o nervo oftálmico (NC V1) – sensitiva –, o nervo maxilar (NC V2) – sensitiva
– e o componente sensitivo do nervo mandibular (NC V3), que recebe as fibras motoras do NC
V, que supre os músculos da mastigação. Esses nervos são nomeados de acordo com as
principais áreas onde terminam: olho, maxila e mandíbula, respectivamente.
▪ Os nervos cutâneos do pescoço superpõem-se aos da face. Os ramos cutâneos de nervos
cervicais oriundos do plexo cervical estendem-se sobre a face posterior do pescoço e do couro
cabeludo.
▪ O nervo auricular magno supre a face inferior da orelha externa e grande parte da região
parotideomassetérica da face (a área sobre o ângulo da mandíbula).
▪
o Nervo oftálmico:
▪ O nervo oftálmico (NC V1), a divisão superior do nervo trigêmeo, é a menor das três divisões
do NC V.
▪ Origina-se do gânglio trigeminal como um nervo completamente sensitivo e supre a área de
pele derivada da proeminência frontonasal embrionária.
▪ Ao entrar na órbita através da fissura orbital superior, o NC V1 trifurca-se em nervos frontal,
nasociliare lacrimal.
▪ Com exceção do nervo nasal externo, os ramos cutâneos do NC V1 chegam à pele da face
através da abertura da órbita.
▪ Nervo frontal: maior ramo produzido pela trifurcação do NC V1, segue ao longo do teto da
órbita em direção à abertura da órbita, bifurcando-se aproximadamente no meio do caminho
para formar os nervos cutâneos supraorbital e supratroclear, distribuídos para a fronte e o
couro cabeludo.
▪ Nervo nasociliar: o ramo intermediário da trifurcação do NC V1, envia ramos para o bulbo do
olho e divide-se na órbita em nervos etmoidal posterior, etmoidal anterior e infratroclear. Os
nervos etmoidais posterior e anterior deixam a órbita, e este último segue um trajeto
Beatriz Nicoli – Medicina Ufes T106
tortuoso através das cavidades do crânio e nasal. Seu ramo terminal, o nervo nasal externo,
é um nervo cutâneo que supre a parte externa do nariz. O nervo infratroclear é um ramo
terminal do nervo nasociliar e seu principal ramo cutâneo.
▪ Nervo lacrimal: menor ramo da trifurcação do NC V1, é basicamente um ramo cutâneo, mas
também tem algumas fibras secretomotoras, enviadas através de um ramo comunicante, de
um gânglio associado ao nervo maxilar para inervação da glândula lacrimal
o Nervo maxilar:
▪ É a divisão intermediária do nervo trigêmeo, também se origina como um nervo
completamente sensitivo
▪ Da origem ao nervo zigomático e ao nervo infraorbital
▪ Nervo zigomático: segue até a parede lateral da órbita, dando origem a dois dos três ramos
cutâneos do NC V2, os nervos zigomaticofacial e zigomaticotemporal. O nervo zigomático
então continua um ramo comunicante que leva fibras secretomotoras para o nervo lacrimal.
▪ Nervo infraorbital: dá origem a ramos palatinos, ramos para a túnica mucosa do seio maxilar
e ramos para os dentes superiores. Chega à pele da face através do forame infraorbital na
face infraorbital da maxila.
o Nervo mandibular:
▪ É a divisão maior e inferior do nervo trigêmeo
▪ Única divisão do NC V que possui fibras motoras
▪ É formado pela união de fibras sensitivas do gânglio sensitivo com a raiz motora do NC V no
forame oval na asa maior do esfenoide, através do qual o NC V3 emerge do crânio.
▪ O NC V3 tem três ramos sensitivos que suprem a área da pele derivada da proeminência
mandibular embrionária. Também envia fibras motoras para os músculos da mastigação
▪ Os principais ramos cutâneos do NC V3 são os nervos auriculotemporal, bucal e mentual. No
trajeto até a pele, o nervo auriculotemporal segue profundamente à glândula parótida,
levando até ela fibras secretomotoras oriundas de um gânglio associado a essa divisão do NC
V.
o Nervos do couro cabeludo:
▪ A inervação do couro cabeludo anterior às orelhas é feita por ramos de todas as três divisões
do NC V, o nervo trigêmeo
▪ Na região posterior às orelhas, a inervação provém dos nervos cutâneos espinais (C2 e C3).
o Nervos motores da face:
▪ Nervo facial: músculos da expressão facial
▪ Raiz motora do nervo trigêmeo/nervo mandibular: músculos da mastigação (masseter,
temporal, e pterigóideos medial e lateral).
o Nervo facial:
▪ O NC VII, o nervo facial, tem uma raiz motora e uma raiz sensitiva/parassimpática (sendo esta
última o nervo intermédio).
▪ A raiz motora do NC VII supre os músculos da expressão facial, inclusive o músculo superficial
do pescoço (platisma), músculos auriculares, músculos do couro cabeludo e alguns outros
músculos derivados do mesoderma no segundo arco faríngeo embrionário
▪ Da origem a:
• Nervo auricular posterior: supre o músculo auricular posterior e o ventre occipital do
m. occipitofrontal
• Plexo intraparotídeo: origina-se quando o NC VII é englobado pela glândula
parotídea; dá origem a 5 ramo terminais do nervo facial:
o Ramo temporal: supre os músculos auricular superior e auricular anterior; o
ventre frontal do músculo occipitofrontal; e, mais importante, a parte
superior do músculo orbicular do olho
o Ramo zigomático: supre a parte inferior do músculo orbicular do olho e
outros músculos faciais inferiores à orbita
o Ramo bucal: supre o músculo bucinador e os músculos do lábio superior
Beatriz Nicoli – Medicina Ufes T106
o Ramo marginal da mandíbula: supre os músculos risório e do lábio inferior e
do queixo
o Ramo cervical: supre o músculo platisma
• Linhas de clivagem
o Linhas de tensão de Langer
o São as linhas nas quais as incisões são realizadas
o As rugas são formadas sempre perpendicularmente a direção das fibras
• Vasculatura superficial da face e do couro cabeludo
o Artérias superficiais da face:
▪ A maioria delas é ramo ou deriva de ramo da artéria carótida externa
▪ Artéria facial: principal responsável pelo suprimento arterial da face; emite ramos que vão
para os lábios superior e inferior (Aa. Labiais superior e inferior); se anastomosa com o ramo
nasal dorsal da artéria oftálmica; seu ramo terminal é a artéria angular
▪ Artéria temporal superficial: menor ramo terminal da A. carótida externa; o outro ramo é a
artéria maxilar; termina no couro cabeludo dividindo-se em ramos frontal e parietal, que
acompanham ou seguem muito próximos dos ramos correspondentes do nervo
auriculotemporal.
▪ Artéria facial transversa: Divide-se em muitos ramos que suprem a glândula parótida e seu
ducto, o músculo masseter e a pele da face. Anastomosa-se com ramos da artéria facial.
▪ Artéria mentual: único ramo superficial originado da artéria maxilar.
▪ As artérias supraorbitais e supratrocleares, ramos da artéria oftálmica, acompanham nervos
do mesmo nome através dos supercílios e da fronte
o Artérias do couro cabeludo:
▪ Estão inseridas na tela subcutânea;
▪ Estão associadas a hemorragias abundante
▪ A sua irrigação advém de ramos da artéria carótida externa, por meio das artérias occipital,
auricular posterior e temporal superficial e das artérias carótidas internas por intermédio
das artérias supratroclear e supraorbital.
▪ As artérias do couro cabeludo levam pouco sangue para o neurocrânio, que é suprido
basicamente pela artéria meníngea média.
o Veias externas da face:
▪ Acompanham as artérias
▪ Veias faciais: são veias valvulares, responsáveis pela drenagem superficial primária da face;
As tributárias da veia facial incluem a veia facial profunda, que drena o plexo venoso
pterigóideo da fossa infratemporal; drena para a veia jugular interna;
▪ Veia retromandibular: passa atras da mandíbula e do lado
da carótida externa; formado pela união da veia temporal
superficial com a veia maxilar, que drena para o plexo
pterigóideo.
▪ Artéria vai ter um trajeto mias tortuoso, enquanto a veia
possui um trajeto mais retilíneo
▪ Plexo venoso pterigóideo - drena o sangue da região e
forma a veia maxilar
▪ Veia facial profunda possui conexão com o plexo venoso
pterigóideo
▪ Da mesma forma que a artéria, a veia facial se comunica
com a veia oftálmica
▪ Triangulo perigoso da face: região muito vascular próximo
ao nariz e que está sujeita a infecções patológicas; essas
infecções ocorrem quando um patógeno adentra por meio
dessa região e vai para o plexo pterigóideo e causa uma
infecção profunda pela veia facial
Beatriz Nicoli – Medicina Ufes T106
o Veias do couro cabeludo:
▪ A drenagem venosa das partes superficiais do couro cabeludo é feita pelas veias
acompanhantes das artérias do couro cabeludo, as veias supraorbitais e supratrocleares.
▪ As veias temporais superficiais e veias auriculares posteriores drenam as áreas do couro
cabeludo anteriores e posteriores às orelhas, respectivamente.
▪ As veias occipitais drenam a região occipital do couro cabeludo. A drenagem venosa de partes
profundas do couro cabeludo na região temporal se faz por meio das veias temporais
profundas, que são tributárias do plexo venoso pterigóideo.
o Drenagem linfática da face e do couro cabeludo:
▪ O couro cabeludo não tem linfonodos e, com exceção das regiõesparotideomassetérica/oral,
a face não tem linfonodos.
▪ A linfa do couro cabeludo, da face e do pescoço drena para o anel superficial de linfonodos –
submentual, submandibular, parotídeo, mastóideo e occipital – localizado na junção da
cabeça e pescoço.
▪ Os vasos linfáticos da face acompanham outros vasos faciais. Os vasos linfáticos superficiais
acompanham as veias, e os linfáticos profundos acompanham as artérias.
▪ Todos os vasos linfáticos da cabeça e do pescoço drenam direta ou indiretamente para os
linfonodos cervicais profundos, uma cadeia de linfonodos localizada ao longo da VJI no
pescoço.
▪ A linfa desses linfonodos profundos segue até o tronco linfático jugular, que se une ao ducto
torácico no lado esquerdo e à VJI ou veia braquiocefálica no lado direito.
▪ A seguir é apresentado um resumo da drenagem linfática da face:
• A linfa da parte lateral da face e do couro cabeludo, inclusive das pálpebras, drena
para os linfonodos parotídeos superficiais
• A linfa dos linfonodos parotídeos profundos drena para os linfonodos cervicais
profundos
• A linfa proveniente do lábio superior e das partes laterais do lábio inferior drena para
os linfonodos submandibulares
• A linfa proveniente do mento e da parte central do lábio inferior drena para os
linfonodos submentuais.
• Região Parotideomassetérica:
o A região parotideomassetérica é a parte posterolateral da região facial (Figura 8.23A), cujos limites
são:
▪ Arco zigomático, superiormente
▪ Orelha externa e margem anterior do músculo esternocleidomastóideo, posteriormente
▪ Ramo da mandíbula, medialmente
▪ Margem anterior do músculo masseter, anteriormente
▪ Ângulo e margem inferior da mandíbula, inferiormente.
o A região parotideomassetérica inclui a glândula parótida e seu ducto, o plexo intraparotídeo do nervo
facial (NC VII), a veia retromandibular, a artéria carótida externa e o músculo masseter.
o Glândula parótida:
▪ Maior dos três pares de glândulas salivares
▪ A glândula parótida é revestida por uma cápsula fascial resistente e inflexível, a fáscia
(cápsula) parotídea, derivada da lâmina superficial da fáscia cervical
▪ Ocupa o leito parotídeo → formato irregular
▪ Ducto parotídeo: Na margem anterior do músculo masseter, o ducto volta-se medialmente,
perfura o músculo bucinador e entra na cavidade oral através de uma pequena abertura em
frente ao 2o dente molar maxilar.
▪ Inseridos na substância da glândula parótida, da região superficial para a profunda, estão o
plexo intraparotídeo do nervo facial (NC VII) e seus ramos, a veia retromandibular e a artéria
carótida externa. Na fáscia parotídea e na glândula estão os linfonodos parotídeos
Beatriz Nicoli – Medicina Ufes T106
o Inervação da Glândula parótida e estruturas relacionadas
▪ Apesar de atravessar a glândula parótida, o nervo fascial não está ligado à sua inervação
▪ O nervo auriculotemporal, um ramo do NC V3, está intimamente relacionado com a glândula
parótida e segue superiormente a ela com os vasos temporais superficiais.
▪ O nervo auriculotemporal e o nervo auricular magno, um ramo do plexo cervical formado por
fibras dos nervos espinais C2 e C3, inervam a fáscia parotídea e a pele sobrejacente.
▪ O componente parassimpático do nervo glossofaríngeo (NC IX) envia fibras secretoras pré-
ganglionares para o gânglio ótico.
▪ As fibras parassimpáticas pós-ganglionares são conduzidas do gânglio até a glândula parótida
pelo nervo auriculotemporal.
▪ A estimulação das fibras parassimpáticas produz saliva fluida e aquosa.
▪ As fibras simpáticas são derivadas dos gânglios cervicais através do plexo nervoso carotídeo
externo sobre a artéria carótida externa.
▪ A atividade vasomotora dessas fibras reduz a secreção da glândula. Fibras nervosas sensitivas
seguem até a glândula através dos nervos auricular magno e auriculotemporal.
• Região temporal:
o Inclui a área lateral do couro cabeludo e os tecido moles mais profundos sobre a fossa temporal do
crânio, superior ao arco zigomático;
o A fossa temporal, ocupada principalmente pela parte superior do músculo temporal, é limitada:
▪ Posterior e superiormente pelas linhas temporais
▪ Anteriormente pelos frontal e zigomático
▪ Lateralmente pelo arco zigomático
▪ Inferiormente pela crista infratemporal
o O assoalho da fossa temporal é formado por partes dos quatro ossos que formam o ptério: frontal,
parietal, temporal e asa maior do esfenoide.
o O músculo temporal em forma de leque origina-se do assoalho ósseo e da fáscia temporal
sobrejacente, que forma o teto da fossa temporal.
o Essa fáscia resistente cobre o músculo temporal, fixando-se superiormente à linha temporal superior.
Inferiormente, a fáscia divide-se em duas lâminas, que se fixam às faces lateral e medial do arco
zigomático.
o A fáscia temporal também se fixa ao arco zigomático superiormente. O forte músculo masseter está
fixado à margem inferior do arco. Quando ele se contrai, exercendo forte tração descendente sobre
o arco zigomático, a fáscia temporal oferece resistência.
o
• Fossa infratemporal:
o A fossa infratemporal é um espaço irregular, situado profunda e inferiormente ao arco zigomático,
profundamente ao ramo da mandíbula e posteriormente à maxila.
o Comunica-se com a fossa temporal através do intervalo entre o arco zigomático e os ossos cranianos,
profundamente ao primeiro e superficialmente aos últimos.
Beatriz Nicoli – Medicina Ufes T106
o Os limites da fossa infratemporal são os seguintes:
▪ Lateral: o ramo da mandíbula
▪ Medial: a lâmina lateral do processo pterigoide
▪ Anterior: a face posterior da maxila
▪ Posterior: a lâmina timpânica e os processos mastoide e estiloide do temporal
▪ Superior: a face inferior (infratemporal) da asa maior do esfenoide
▪ Inferior: onde o músculo pterigóideo medial se fixa à mandíbula, perto de seu ângulo.
o A fossa infratemporal contém:
▪ Parte inferior do músculo temporal
▪ Músculos pterigóideos lateral e medial
▪ Artéria maxilar
▪ Plexo venoso pterigóideo
▪ Nervos mandibular, alveolar inferior, lingual, bucal e corda do tímpano
▪ Gânglio ótico
• Articulação temporomandibular (ATM):
o A articulação temporomandibular (ATM) é sinovial do tipo gínglimo, que permite o deslizamento
(translação) e um pequeno grau de rotação (giro), além dos movimentos de flexão (elevação) e
extensão (abaixamento) típicos das articulações do tipo gínglimo.
o As faces articulares ósseas participantes são a fossa mandibular e o tubérculo articular do temporal
superiormente, e a cabeça da mandíbula inferiormente;
o COMPONENTES
▪ Membrana fibrosa da cápsula articular.
▪ Ligamentos de reforço da capsula articular:
• Extrínsecos: ligamentos estilomandibular e esfenomandibular.
• Intrínseco: ligamento lateral.
▪ OBS: Ação dos ligamentos na mandíbula
• Os 3 ligamentos unem a mandíbula ao crânio.
• O lig. lateral + tubérculo pós-glenoidal evitam a luxação posterior da ATM.
• O lig. esfenomandibular é responsável pela sustentação passiva da mandíbula.
▪ Disco articular: fibrocartilagem interposta as duas faces articulares ósseas.
▪ Cavidades articulares superior e inferior.
▪ Membranas sinoviais superior e inferior.
▪ OBS: O disco articular se fixa na face interna da cápsula articular, por isso separa totalmente
a cavidade articular em duas, as quais são revestidas por membranas sinoviais.
▪ MOVIMENTOS DA ATM: Produzidos pelos músculos da mastigação.
• Elevação: fecha a boca.
• Depressão: abre a boca.
• Protrusão: protrai o queixo.
• Retrusão: retrai o queixo.
• Movimentos laterais: rangido dos dentes e mastigação.
o
Beatriz Nicoli – Medicina Ufes T106
• Músculos da mastigação
o Todos se desenvolveram a partir do 1º arco faríngeo, por isso, são inervados pelo mesmo nervo, o
nervo mandibular (NC V).
MÚSCULO e AÇÃO
Masseter: Elevar e protrair a mandíbula
Temporal: Elevar e retrair a mandíbulaPterigoideo medial: Elevar e protrair a mandíbula; produzir movimento menores de rangido
Pterigoideo lateral: Protrair a mandíbula e abaixar o queixo; balançar a mandíbula para o outro lado e
produzir maiores movimentos laterais de mastigação
• Neurovasculatura da fossa infratemporal:
o A artéria maxilar é o maior dos dois ramos terminais da artéria carótida externa. Origina-se
posteriormente ao colo da mandíbula e é dividida em três partes com base em sua relação com o
músculo pterigóideo lateral
o O plexo venoso pterigóideo está parcialmente localizado entre os músculos temporal e pterigóideo. É
o equivalente venoso da maior parte da artéria maxilar – isto é, a maioria das veias que acompanham
os ramos da artéria maxilar drena para esse plexo.
o O nervo mandibular origina-se do gânglio trigeminal na fossa média do crânio. Recebe imediatamente
a raiz motora do nervo trigêmeo e desce através do forame oval até a fossa infratemporal. Os ramos
do NC V3 são os nervos auriculotemporal, alveolar inferior, lingual e bucal. Os ramos do NC V3 também
Beatriz Nicoli – Medicina Ufes T106
suprem os quatro músculos de mastigação, mas não o músculo bucinador, que é suprido pelo nervo
facial
o O nervo auriculotemporal circunda a artéria meníngea média e divide-se em muitos ramos, sendo que
o maior deles segue posteriormente, medial ao colo da mandíbula, e envia fibras sensitivas para a
orelha e a região temporal. O nervo auriculotemporal também envia fibras articulares (sensitivas) para
a ATM. Conduz fibras secretomotoras parassimpáticas pós-ganglionares do gânglio ótico para a
glândula parótida.
o O nervo alveolar inferior entra no forame mandibular e atravessa o canal mandibular, formando o
plexo dental inferior, que envia ramos para todos os dentes mandibulares do seu lado. Outro ramo do
plexo, o nervo mentual, atravessa o forame mentual e supre a pele e a túnica mucosa do lábio inferior,
a pele do mento e a gengiva vestibular dos dentes incisivos mandibulares.
o O nervo lingual situa-se anteriormente ao nervo alveolar inferior. É sensitivo nos dois terços anteriores
da língua, o assoalho da boca e a gengiva lingual. Entra na boca entre o músculo pterigóideo medial e
o ramo da mandíbula, e segue anteriormente sob o revestimento da mucosa oral, logo inferior ao 3o
dente molar. O nervo corda do tímpano, um ramo do NC VII que recebe fibras gustativas dos dois
terços anteriores da língua, une-se ao nervo lingual na fossa infratemporal. O nervo corda do tímpano
também conduz fibras secretomotoras para as glândulas salivares submandibulares e sublinguais.
o O gânglio ótico (parassimpático) está localizado na fossa infratemporal, logo abaixo do forame oval,
medialmente ao NC V3 e posteriormente ao músculo pterigóideo medial. As fibras parassimpáticas
pré-ganglionares, derivadas principalmente do nervo glossofaríngeo, fazem sinapse no gânglio ótico.
As fibras parassimpáticas pós-ganglionares, que são secretoras para a glândula parótida, seguem do
gânglio ótico até essa glândula através do nervo auriculotemporal.
• Fossa pterigopalatina
o Apresenta a forma de uma gota invertida, sendo formada principalmente pela aproximação dos ossos:
maxila, palatino e esfenóide. Abriga o nervo maxilar, o gânglio pterigopalatino (parassimpático) e a
última parte da a. maxilar, entre outras estruturas.
o O conteúdo da fossa pterigopalatina é:
▪ Parte terminal (pterigopalatina ou terceira) da artéria maxilar, as partes iniciais de seus ramos
e veias acompanhantes (tributárias do plexo venoso pterigóideo)
▪ Nervo maxilar (NC V2), ao qual está associado o gânglio pterigopalatino. Ramos originados do
gânglio na fossa são considerados ramos do nervo maxilar
▪ Bainhas neurovasculares dos vasos e nervos e uma matriz adiposa ocupam todo o espaço
remanescente.
o Seus limites e comunicações são:
▪ Medial:
• Lâmina perpendicular do palatino (face maxilar): situa-se entre a fossa pterigopalatina
e a cavidade nasal. Em sua margem superior apresenta dois processos: processo
esfenoidal que se articula com o esfenóide e o processo orbital, que se dirige para o
assoalho da órbita. Entre esses dois processos está presente a incisura esfenopalatina,
a qual é completada superiormente pelo corpo do esfenoide e, portanto, passa a
receber o nome de forame esfenopalatino, que comunica a fossa pterigopalatina com
a cavidade nasal.
▪ Anterior:
• Face infratemporal (posterior) da maxila. Essa parede separa a fossa pterigopalatina
do seio maxilar
• Assim como a fossa infratemporal, a fossa pterigopalatina comunica-se
anterosuperiormente com a órbita pela fissura orbital inferior.
▪ Posterior:
• Processo pterigóide do esfenoide.
• Canal pterigoideo: comunica, posteriormente, a fossa pterigopalatina com a base
externa do crânio.
Beatriz Nicoli – Medicina Ufes T106
• Canal palatovaginal: canal entre o processo vaginal do processo pterigoideo e o
processo esfenoidal do palatino. Comunica a fossa pterigopalatina com o teto da
faringe.
• Forame redondo: comunicação posterosuperior com a fossa média do crânio.
▪ Inferior:
• Pouco precisa é defina basicamente pelo encontro das paredes anterior e posterior.
Portanto, é a junção do processo pterigóide do esfenóide, face infratemporal da
maxila e processo piramidal do palatino.
• Apresenta uma abertura, o canal palatino, que comunica inferiormente a fossa
pterigopalatina com o palato ósseo, abrindo-se nos forames palatinos maior e
menores.
▪ Superior:
• Corpo do esfenoide.
• Processo orbital do palatino.
▪ Lateral:
• Como já visto, as fossas pterigopalatina e infratemporal comunicam-se entre si, sendo
a fissura pterigomaxilar a transição entre elas.
• Região oral
o Compreende a cavidade oral, os dentes, a gengiva, a língua, o palato e a região das tonsilas palatinas
o Cavidade oral
▪ Possui duas partes: vestíbulo da boca e cavidade própria da boca
▪ O vestíbulo da boca é o espaço semelhante a uma fenda entre os dentes e a gengiva e os
lábios e as bochechas.
▪ O vestíbulo comunica-se com o exterior através da rima (abertura) da boca.
▪ Cavidade própria da boca: espaço entre os arcos dentais maxilar (superior) e mandibular
(inferior) (arcos alveolares maxilar e mandibular e os dentes que sustentam).
• É limitada lateral e anteriormente pelos arcos dentais.
• O teto da cavidade oral é formado pelo palato.
• Posteriormente, a cavidade oral comunica-se com a parte oral da faringe (orofaringe).
• Quando a boca está fechada e em repouso, a cavidade oral é totalmente ocupada pela
língua.
o Lábios
▪ São pregas musculofibrosas móveis que circundam a boca, indo dos sulcos nasolabiais e
narinas lateral e superiormente até o sulco mentolabial inferiormente
▪ Contêm o músculo orbicular da boca e músculos, vasos e nervos dos lábios superior e inferior
Beatriz Nicoli – Medicina Ufes T106
▪ Os lábios são cobertos externamente por pele e internamente por túnica mucosa
▪ Sua mucosa pode ser continua com a mucosa da cavidade oral
▪ Os frênulos dos lábios são pregas de margem livre da túnica mucosa na linha mediana, que se
estendem da gengiva vestibular até a túnica mucosa dos lábios superior e inferior.
▪ As artérias labiais superior e inferior, ramos das artérias faciais, anastomosam-se entre si nos
lábios para formar um anel arterial
▪ O lábio superior é irrigado por ramos labiais superiores das artérias facial e infraorbital.
▪ O lábio inferior é vascularizado por ramos labiais inferiores das artérias facial e mentual.
▪ O lábio superior é suprido pelos ramos labiais superiores dos nervos infraorbitais (do NC V2),
e o lábio inferior é suprido pelos ramos labiais inferiores dos nervos mentuais (do NC V3).
▪ A linfa do lábio superior e das partes laterais do lábio inferior segue principalmente para os
linfonodos submandibulares, enquanto a linfa da parte medial do lábio inferior segue
inicialmentepara os linfonodos submentuais.
o Bochechas
▪ Estrutura similar com a estrutura dos lábios, sendo continua com eles
▪ As bochechas são as paredes móveis da cavidade oral.
▪ A proeminência da bochecha ocorre na junção das regiões zigomática e bucal. O osso
zigomático, subjacente à proeminência, e o arco zigomático, que continua posteriormente,
formam o contorno da parte superolateral da face
▪ Os principais músculos das bochechas são os bucinadores. Várias pequenas glândulas bucais
situam-se entre a túnica mucosa e os músculos bucinadores.
▪ Superficialmente aos músculos bucinadores há coleções encapsuladas de gordura. Esses
corpos adiposos da bochecha são proporcionalmente muito maiores em recém-
nascidos/lactentes, provavelmente para reforçar as bochechas e evitar seu colapso durante a
sucção.
▪ As bochechas são irrigadas por ramos bucais da artéria maxilar e recebem ramos bucais do
nervo mandibular.
o Gengiva
▪ Formada por tecido fibroso coberto por túnica mucosa
▪ A gengiva propriamente dita está firmemente presa aos processos alveolares da mandíbula e
da maxila e aos colos dos dentes
• Dentes
o Principais funções
▪ Cortar, reduzir e misturar o alimento à saliva durante a mastigação
▪ Ajudar sua própria sustentação nos alvéolos dentais, auxiliando o desenvolvimento e a
proteção dos tecidos que os sustentam
▪ Participar da articulação (fala conectada distinta).
o Um dente é identificado e descrito como decíduo (primário) ou permanente (secundário), o tipo de
dente e sua proximidade da linha mediana ou da parte anterior da boca (p. ex., incisivos mediais e
laterais; o 1o molar é anterior ao 2o).
o As crianças têm 20 dentes decíduos; os adultos normalmente têm 32 dentes permanentes
o Podem ser: incisivos, margens cortantes finas; caninos, cones proeminentes únicos; pré-molares
(bicúspides), duas cúspides; e molares, três ou mais cúspides
Dentes decíduos Incisivo central Incisivo lateral Canino 1o molar 2o molar
Erupção (meses) 6 a 8 8 a 10 16 a 20 12 a 16 20 a 24
Esfoliação ou queda (anos) 6 a 7 7 a 8 10 a 12 9 a 11 10 a 12
Dentes
permanentes
Incisivo
central
Incisivo
lateral
Canino 1o pré-
molar
2o pré-
molar
1o molar 2o molar 3o molar
(serotino)
Erupção (anos) 7 a 8 8 a 9 10 a 12 10 a 11 11 a 12 6 a 7 12 13 a 25
Beatriz Nicoli – Medicina Ufes T106
o Partes e estruturas dos dentes
▪ A coroa projeta-se da gengiva.
▪ O colo está situado entre a coroa e a
raiz.
▪ A raiz está fixada no alvéolo dental
pelo periodonto (tecido conjuntivo
que circunda as raízes)
▪ A maior parte do dente é formada por
dentina, que é coberta por esmalte
sobre a coroa e por cemento sobre a
raiz. A cavidade pulpar contém tecido
conjuntivo, vasos sanguíneos e
nervos. O canal da raiz (canal pulpar)
dá passagem a nervos e vasos que
entram e saem da cavidade pulpar
através do forame do ápice do dente.
▪ As raízes dos dentes são unidas ao
osso do alvéolo por uma suspensão maleável que forma um tipo especial de articulação
fibrosa denominada sindesmose dentoalveolar ou gonfose.
o Vasculatura dos dentes
▪ As artérias alveolares superior e inferior, ramos da artéria maxilar, suprem os dentes maxilares
e mandibulares, respectivamente.
▪ As veias alveolares com os mesmos nomes e distribuição acompanham as artérias.
▪ Os vasos linfáticos dos dentes e gengivas seguem principalmente para os linfonodos
submandibulares
o Inervação dos dentes
▪ Os ramos nomeados dos nervos alveolares superior (NC V2) e inferior (NC V3) dão origem aos
plexos dentais que suprem os dentes maxilares e mandibulares
• Palato
o Forma o teto curvo da boca e o assoalho das cavidades nasais
o A face superior (nasal) do palato é coberta por túnica mucosa respiratória, e a face inferior (oral) é
coberta por túnica mucosa oral, densamente povoada por glândulas.
o O palato tem duas regiões: o palato duro, anterior, e o palato mole, posterior.
o Palato duro
▪ O palato duro é abobadado (côncavo).
▪ Esse espaço é ocupado principalmente pela língua quando está em repouso.
▪ Os dois terços anteriores do palato têm um esqueleto ósseo formado pelos processos
palatinos da maxila e as lâminas horizontais dos palatinos
▪ Os nervos nasopalatinos partem do nariz através de um número variável de canais e forames
incisivos que se abrem na fossa incisiva
▪ Forame palatino maior: perfura a margem lateral do palato ósseo; local de passagem dos
vasos e nervos palatinos maiores
▪ Forames palatinos menores: perfuram o processo piramidal do palatino; local de passagem
dos nervos e vasos palatinos menores
o Palato mole
▪ Terço posterior móvel do palato e fica suspenso na margem posterior do palato duro
▪ O palato mole não tem esqueleto ósseo; mas sua parte aponeurótica anterior é reforçada pela
aponeurose palatina, que se fixa à margem posterior do palato duro.
▪ Na parte posteroinferior o palato mole tem margem livre curva da qual pende um processo
cônico, a úvula.
▪ Na parte lateral, o palato mole é contínuo com a parede da faringe e é unido à língua e à
faringe pelos arcos palatoglosso e palatofaríngeo, respectivamente
Beatriz Nicoli – Medicina Ufes T106
▪ As fauces são o espaço entre a cavidade oral e a faringe
▪ O istmo das fauces é o espaço estreito e curto que faz a conexão entre a cavidade própria da
boca e a parte oral da faringe.
▪ As tonsilas palatinas, frequentemente denominadas “as tonsilas”, são massas de tecido
linfoide, uma de cada lado da parte oral da faringe. Cada tonsila está localizada em uma fossa
(seio) tonsilar, limitada pelos arcos palatoglosso e palatofaríngeo e pela língua.
▪ O palato mole pode ser elevado de modo a ficar em contato com a parede posterior da faringe.
Isso fecha o istmo faríngeo e exige que a pessoa respire pela boca.
•
o Elementos superficiais do palato:
▪ Glândulas palatinas
• Profundas à túnica mucosa
• Dão a túnica mucosa uma aparência enrugada
▪ Pregas palatinas transversas:
• Auxiliam na manipulação do alimento durante a mastigação
▪ Rafe do palato
• Crista esbranquiçada e estreita
• Indica o local de fusão dos processos palatinos embrionários
▪ Tonsilas palatinas
• Mais conhecidas popularmente como amígdalas, são agregados de tecido linfóide,
delimitados anterior pelo arco palatoglosso e posteriormente pelo arco
palatofaríngeo. Possuem invaginações que facilitam sua exposição a antígenos
externos.
o Músculos do palato mole:
▪ MÚSCULOS e AÇÃO
▪ Tensor do véu palatino: Tensiona o palato mole e abre o óstio da tuba auditiva ao engolir e
bocejar.
▪ Levantador do véu palatino: Eleva o palato mole ao engolir
▪ Palatoglosso: Eleva a parte posterior da língua
▪ Palatofaríngeo: Tensiona o palato mole e traciona as paredes da faringe ao engolir.
▪ Músculo da úvula: Encurta a úvula e a traciona para cima
Beatriz Nicoli – Medicina Ufes T106
o Vascularização do palato
▪ Arterial
• Artéria palatina maior: Ramo da artéria palatina descendente; Entra no palato pelo
forame palatino maior.
• Artéria palatina menor: Ramo da artéria palatina descendente; Entre no palato pelo
forame palatino menor; Faz anastomose com a artéria palatina ascendente.
▪ Venosa
• Suas veias são tributárias do plexo venoso pterigóideo.
o Inervação do palato
▪ Os nervos sensitivos do palato são ramos do nervo maxilar (NC V2) originários do gânglio
pterigopalatino.
▪ O nervo palatino maior supre a gengiva, a túnica mucosa e as glândulas da maior parte do
palato duro.
▪ O nervo nasopalatino supre a túnica mucosa da parte anterior do palato duro.
▪ Os nervos palatinos menores suprem o palato mole. Os nervos palatinos acompanham as
artérias através dos forames palatinos maior e menor, respectivamente.
▪ Com exceção do músculo tensor do véu palatino suprido pelo NC V3, todos os músculos do
palato mole são supridos através do plexo faríngeo de nervos
o
• Língua
o Órgãomuscular recoberto por túnica mucosa.
o Parte localizada na cavidade oral e parte na região faríngea.
o Partes e faces da língua
▪ Raiz da língua: a parte posterior fixa que se estende entre a mandíbula, o hioide e a face
posterior, quase vertical, da língua.
▪ Corpo da língua: corresponde aproximadamente aos dois terços anteriores, entre a raiz e o
ápice.
▪ Ápice (ponta) da língua: a extremidade anterior do corpo, que se apoia sobre os dentes
incisivos.
▪ Dorso da língua: face mais extensa, superior e posterior
• Sulco terminal da língua: sulco em formato de V, que se abre posteriormente para o
forame cego e divide o dorso da língua em partes pré-sulcal e pós-sulcal.
• Forame cego: remanescente do ducto tireoglosso que originou a tireoide no embrião.
• Sulco mediano: Divide a parte anterior da língua em lateral direita e esquerda.
Beatriz Nicoli – Medicina Ufes T106
•
• Sua parte anterior possui uma túnica mucosa com textura áspera devido a existência
de papilas linguais.
o Papilas circunvaladas: grandes e com topo plano, situam-se diretamente
anteriores ao sulco terminal e estão dispostas em uma fileira em
formato de V. São circundadas por depressões circulares
profundas, cujas paredes estão repletas de calículos gustatórios. Os
ductos das glândulas serosas da língua abrem-se nas depressões
o Papilas folhadas: pequenas pregas laterais da túnica mucosa
lingual. São pouco desenvolvidas nos seres humanos
o Papilas filiformes: longas e numerosas, contêm terminações
nervosas aferentes sensíveis ao toque. Essas projeções cônicas e
descamativas são rosa-acinzentadas e estão organizadas em fileiras
com formato de V, paralelas ao sulco terminal, exceto no ápice,
onde tendem a se organizar transversalmente
o Papilas fungiformes: pontos em formato de cogumelo, rosa
ou vermelhos, dispersos entre as papilas filiformes, porém mais
numerosos no ápice e nas margens da língua
• OBS: Algumas papilas possuem calículos gustatórios, que contém receptores
gustativos.
• Sua parte posterior possui mucosa espessa, com aparência irregular devido a
presença de nódulos linfóides, cujo conjunto recebe o nome de tonsila lingual.
▪ Inferior: parte que descansa sobre o assoalho da boca
• Possui mucosa fina e transparente.
• Frênulo da língua: Fixa a língua à túnica mucosa oral. De cada lado do frênulo é
possível visualizar uma veia lingual profunda.
• Carúncula sublingual: Evaginações em ambos os lados do frênulo que dão abertura
ao óstio do ducto submandibular.
o Músculos da língua
▪ Existem 8 músculos na língua, que são
divididos
▪ em 2 grupos, músculos extrínsecos e
músculos
▪ intrínsecos.
▪ Em termos gerais, os músculos chamados
de extrínsecos, modificam a posição da
língua, e os músculos intrínsecos,
modificam seu formato;
▪ Músculos extrínsecos: Originam-se fora da
língua e se fixam a ela.
Beatriz Nicoli – Medicina Ufes T106
• Genioglosso: Abaixa, puxa anteriormente,
retrai o ápice da e balança a língua
• Hioglosso: Abaixa e retrai a língua
• Estiloglosso: Retrai a língua e eleva suas laterais
• Palatoglosso: Eleva a parte posterior da língua
ou abaixa o palato mole
▪ Músculos intrínsecos:
• Longitudinal superior: Curva para cima e retrai
a língua
• Longitudinal inferior: Curva para baixo e retrai
a língua
• Transverso: Estreita e alonga a língua
• Vertical: Achata e alarga a língua
o Inervação da língua
▪ Todos os músculos (com exceção do palatoglosso) são inervados pelo nervo hipoglosso (NC
XII)
▪ O músculo palatoglosso é um músculo palatino inervado pelo plexo faríngeo
o Vasculatura da língua
▪ As artérias da língua são derivadas da artéria lingual, que se origina da artéria carótida
externa. Ao penetrar na língua, a artéria lingual segue profundamente ao músculo hioglosso.
As artérias dorsais da língua vascularizam a raiz; as artérias profundas da língua vascularizam
o corpo da língua. As artérias profundas da língua comunicam-se entre si perto do ápice da
língua. O septo da língua impede a comunicação entre as artérias dorsais da língua.
▪ As veias da língua são as veias dorsais da língua, que acompanham a artéria lingual. As veias
profundas da língua, que começam no ápice da língua, seguem em sentido posterior além do
frênulo da língua para se unirem à veia sublingual. Em pessoas idosas, as veias sublinguais
costumam ser varicosas (dilatadas e tortuosas). Pode haver drenagem de parte dessas veias,
ou de todas elas, para a VJI, ou isso pode ser feito indiretamente, unindo-se primeiro para
formar uma veia lingual que acompanha a parte inicial da artéria lingual.
▪ A drenagem linfática da língua é excepcional. A maior parte da drenagem linfática converge
para a drenagem venosa e a acompanha; mas a linfa da extremidade da língua, do frênulo e
da parte central do lábio inferior segue um trajeto independente. A linfa de diferentes áreas
da língua drena por quatro vias:
• A linfa da raiz da língua drena bilateralmente para os linfonodos cervicais profundos
superiores
• A linfa da parte medial do corpo drena bilateral e diretamente para os linfonodos
cervicais profundos inferiores
• A linfa das partes laterais direita e esquerda do corpo drena para os linfonodos
submandibulares ipsilaterais
• O ápice e o frênulo drenam para os linfonodos submentuais, e a parte medial tem
drenagem bilateral.
▪ Toda a linfa da língua acaba drenando para os linfonodos cervicais profundos e chega, via
troncos venosos jugulares, ao sistema venoso nos ângulos venosos direito e esquerdo.
• Glândulas salivares
o São as parótidas, as submandibulares e as sublinguais
o A saliva secretada por essas glândulas e pelas glândulas da cavidade oral:
▪ Mantém a túnica mucosa da boca úmida
▪ Lubrifica o alimento durante a mastigação
▪ Inicia a digestão de amidos
▪ Atua como “colutório” intrínseco
▪ É importante na prevenção das cáries dentais e no paladar.
Beatriz Nicoli – Medicina Ufes T106
o O palato possui pequenas glândulas salivares acessórias, assim como os lábios, nas bochechas, nas
tonsilas e na língua
o
o Glândulas submandibulares
▪ Estão ao longo do corpo da mandíbula
▪ Ducto submandibular: possui cerca de 5 cm de comprimento; origina-se da parte da glândula
situada entre os músculos milo-hióideo e hioglosso
▪ Os óstios dos ductos submandibulares são visíveis, e pode-se ver o gotejamento da saliva (ou
a pulverização durante o bocejo).
▪ A irrigação arterial das glândulas submandibulares provém das artérias submentuais.
▪ As veias acompanham as artérias.
▪ Os vasos linfáticos das glândulas terminam nos linfonodos cervicais profundos, sobretudo no
linfonodo júgulo-omo-hióideo
o Glândulas sublinguais:
▪ As menores e mais profundas das glândulas salivares
▪ Muitos pequenos ductos sublinguais abrem-se no assoalho da boca ao longo das pregas
sublinguais.
▪ A irrigação arterial das glândulas sublinguais é feita pelas artérias sublinguais e submentuais,
ramos das artérias lingual e facial, respectivamente.
▪ Os nervos das glândulas acompanham os nervos da glândula submandibular. As fibras
secretomotoras parassimpáticas pré-ganglionares são conduzidas pelos nervos facial, corda
do tímpano e lingual e fazem sinapse no gânglio submandibular
• Nariz
o O nariz é a parte do sistema respiratório situada acima do palato duro, contendo o órgão periférico
do olfato.
o Inclui a parte externa do nariz e a cavidade nasal, que é dividida em direita e esquerda pelo septo
nasal.
Beatriz Nicoli – Medicina Ufes T106
o As funções do nariz são olfação, respiração, filtração de poeira, umidificação do ar inspirado, além
de recepção e eliminação de secreções dos seios paranasais e ductos lacrimonasais.
o Parte externa do nariz
▪ É a parte que se projeta na face;
▪ Sua face inferior é perfurada por duas aberturas piriformes, as narinas, limitadas pelas asas
▪ Possui pelos, que sãoresponsáveis por filtrar as partículas de poeira do ar que entram na
cavidade nasal pelo vestíbulo.
▪ Partes
• Raiz
• Ápice
• Dorso
• Asas
▪ Estratimeria
• 1ª Pele
• 2ª Tela subcutânea
o Conjuntivo frouxo
o Ausência de adiposo
o É ela que permite a mobilidade do dorso do nariz
• 3º Músculos
• 4º Esqueleto do nariz
o Osteocartilagíneo
▪ Esqueleto
• Formado por osso e cartilagem hialina
• 1. Ossos nasais
• 2. Processos frontais das maxilas
• 3. Parte nasal do frontal
• 4. Cartilagem do septo nasal
o Processos laterais ("nasais
laterais")
• 5. Cartilagem alar maior
o Ramo medial
o Ramo lateral
• 6. Cartilagens alares menores
▪ Septo nasal:
• Responsável por dividir a câmara do nariz em duas cavidades nasais
• Os principais componentes do septo nasal são a lâmina perpendicular do etmoide, o
vômer e a cartilagem do septo.
o Cavidades nasais
▪ Pode se referir a toda cavidade nasal ou à sua metade direita ou esquerda
▪ Abre-se na parte posterior na parte nasal da faringe, por meio dos cóanos
▪ É revestida por túnica mucosa, com exceção do vestíbulo nasal, que é revestido por pele
▪ A túnica mucosa é contínua com o revestimento de todas as câmaras com as quais as
cavidades nasais se comunicam: a parte nasal da faringe na parte posterior, os seios
paranasais nas partes superior e lateral, e o saco lacrimal e a túnica conjuntiva na parte
superior.
▪ Paredes
• Teto - estreito
• Assoalho - palato
• Septo nasal - continuo, vai da abertura nasal até a corna (coana) da cavidade nasal
• Laterais - com as conchas (projeções ósseas), que eram chamadas de cornetos (na
clínica)
Beatriz Nicoli – Medicina Ufes T106
▪ Subdivisões
• Vestíbulo (verde)
• Parte respiratória (azul): dois terços inferiores da
túnica mucosa do nariz; O ar que passa sobre a
área respiratória é aquecido e umedecido antes de
atravessar o restante das vias respiratórias
superiores até os pulmões.
• Parte olfatória (rosa): contém o órgão periférico
do olfato; a aspiração leva ar até essa área;
▪ Características das cavidades nasais
• As conchas nasais (superior, média e inferior) curvam-se em sentido inferomedial,
pendendo da parede lateral como persianas ou cortinas curtas.
• Conchas nasais: antigos cornetos
• Há a presença de um recesso ou meato nasal (passagem na cavidade nasal) sob cada
formação óssea.
• A cavidade nasal é dividida em cinco passagens: um recesso esfenoetmoidal
posterossuperior, três meatos nasais laterais (superior, médio e inferior) e um meato
nasal comum medial, no qual se abrem as quatro passagens laterais
• Concha nasal inferior: mais longa e mais longa das 3 conchas; é formada por osso
independente que é coberto por túnica mucosa que contém grandes espaços
vasculares que aumentam e controlam o calibre da cavidade nasal
• Conchas nasais médias e superiores: são processos mediais do etmoide; A infecção
ou irritação da túnica mucosa pode ocasionar o rápido surgimento de edema, com
obstrução de uma ou mais vias nasais daquele lado.
• Recesso esfenoetmoidal: recebe a abertura do seio esfeinoidal
• Meato nasal superior: passagem de ar estreita entre as conchas nasais superior e
média, no qual se abrem os seios etmoidais posteriores por meio de um ou mais
orifícios
• Meato nasal médio: mais longo e mais profundo do que o superior; a parte
anterossuperior dessa passagem leva a uma abertura afunilada, o infundíbulo
etmoidal, através do qual se comunica com o seio frontal
• Ducto frontonasal: passagem que segue inferiormente de cada seio frontal até o
infundíbulo
• Hiato semilunar: um sulco semicircular no qual se abre o seio frontal.
• Bolha etmoidal: uma elevação arredondada superior ao hiato, é visível quando a
concha média é removida. A bolha é formada por células etmoidais médias que
formam os seios etmoidais.
• Meato nasal inferior: uma
passagem horizontal situada
em posição inferolateral à
concha nasal inferior.
• Ducto lacrimonasal: drena
lágrimas do saco lacrimal,
abre-se na parte anterior
desse meato.
• Meato nasal comum: a
parte medial da cavidade
nasal entre as conchas e o
septo nasal, no qual se
abrem os recessos laterais e
o meato.
Beatriz Nicoli – Medicina Ufes T106
o
o Vascularização do nariz
▪ Parte externa do nariz
• Artéria nasal lateral → Ramo da artéria fácil.
• Artéria dorsal do nariz → Ramo da artéria oftálmica.
• OBS: Ambas possuem veias acompanhantes de mesmo nome.
▪ Cavidade nasal
• Sua irrigação pode ser dividida em duas partes: anterossuperior e posteroinferior.
• Essa divisão é feita traçando uma linha do seio frontal até o recesso esfenoetmoidal.
• Parte anterossuperior: Ramos da A. oftálmica.
o Artéria etmoidal anterior
o Artéria etmoidal posterior
o Ambas se dividem em ramos laterais e septais, ou seja, para as paredes e para
o septo.
o OBS: Parte anterossuperior do septo nasal também recebe irrigação de:
▪ Ramos da artéria palatina maior:
• Ramo da A. maxilar.
• Chega ao septo pelo canal incisivo.
▪ Ramos do septo nasal:
• Ramo da A. labial superior.
• Parte posteroinferior: Ramo da A. maxilar.
o Artéria esfenopalatina
o Divide-se em ramos laterais e septais.
• Área de Kiesselbach
o Plexo arterial anastomótico localizado na parte anterior do septo nasal.
o Sua vascularização é feita pelas 5 artérias citadas anteriormente e
identificadas a seguir.
o É uma área relacionada com epistaxe, ou seja, grandes sangramentos.
• Drenagem venosa
o Plexo venoso submucoso, ou seja, localizado profundamente à túnica mucosa
do nariz, drena por meio das veias esfenopalatina, facial e oftálmica.
o Esse plexo é responsável por aquecer o ar que entrará nos pulmões.
o É importante lembrar que ele está localizado no triângulo perigoso da face.
Beatriz Nicoli – Medicina Ufes T106
• Seios paranasais:
o Os seios paranasais são extensões, cheias de ar, da parte respiratória da cavidade nasal para os
seguintes ossos do crânio: frontal, etmoide, esfenoide e maxila.
o São nomeados de acordo com os ossos nos quais estão localizados.
o Seio frontal:
▪ Os seios frontais direito e esquerdo estão entre as lâminas externa e interna do frontal,
posteriormente aos arcos superciliares e à raiz do nariz
▪ Cada seio drena através de um ducto frontonasal para o infundíbulo etmoidal, que se abre no
hiato semilunar do meato nasal médio. Os seios frontais são inervados por ramos dos nervos
supraorbitais (NC V1).
o Células etmoidais
▪ São pequenas invaginações da túnica mucosa dos meatos nasais médio e superior para o
etmoide entre a cavidade nasal e a órbita
▪ As células etmoidais anteriores drenam direta ou indiretamente para o meato nasal médio
através do infundíbulo etmoidal.
▪ As células etmoidais médias abrem-se diretamente no meato médio e às vezes são
denominadas “células bolhosas” porque formam a bolha etmoidal, uma saliência na margem
superior do hiato semilunar.
▪ As células etmoidais posteriores abrem-se diretamente no meato superior.
▪ As células etmoidais são supridas pelos ramos etmoidais anterior e posterior dos nervos
nasociliares (NC V1)
o Seios esfenoidais
▪ São derivados de uma célula etmoidal posterior que invade o esfenoide por volta dos 2 anos
de idade.
▪ Localizam-se no osso esfenoide, logo abaixo da sela turca.
▪ Desembocam no meato nasal superior por meio do recesso esfenoetmoidal.
▪ São separados por finas lâminas ósseas de estruturas importantes, como: nervos ópticos,
hipófise, ACI e seios cavernosos.
o Seios maxilares:
▪ Os seios maxilares são os maiores seios paranasais. Ocupam os corpos das maxilas e se
comunicam com o meato nasal médio.
• O ápice do seio maxilar estende-se em direção ao zigomático e muitas vezes chega
até ele
• A base do seio maxilar forma a parte inferior da parede lateral da cavidade nasal
• O teto do seio maxilar é formado peloassoalho da órbita
• O assoalho do seio maxilar é formado pela parte alveolar da maxila. Muitas vezes as
raízes dos dentes maxilares, sobretudo dos dois primeiros molares, produzem
elevações cônicas no assoalho do seio.
▪ Cada seio maxilar drena através de uma ou mais aberturas, o óstio maxilar, para o meato nasal
médio da cavidade nasal por meio do
hiato semilunar.
SEIO FRONTAL: ROSA
SEIO MAXILAR: ROXO
CÉLULAS ETMOIDES: AZUL
SEIO ESFENOIDAL: AMARELO
Beatriz Nicoli – Medicina Ufes T106
• Faringe
o É a parte expandida superior do sistema digestório, posterior às cavidades nasal e oral, que se estende
inferiormente além da laringe
o A faringe estende-se da base do crânio até a margem inferior da cartilagem cricóidea anteriormente
e a margem inferior da vértebra C VI posteriormente.
o A faringe é dividida em três partes:
▪ Parte nasal da faringe (nasofaringe): posterior ao nariz e superior ao palato mole
▪ Parte oral da faringe (orofaringe): posterior à boca
▪ Parte laríngea da faringe (laringofaringe): posterior à laringe.
o A parte nasal da faringe tem função respiratória; é a extensão posterior da cavidade nasal.
o O nariz abre-se para a parte nasal da faringe através de dois cóanos (aberturas pares entre a cavidade
nasal e a parte nasal da faringe).
o O teto e a parede posterior da parte nasal da faringe formam uma superfície contínua situada
inferiormente ao corpo do esfenoide e à parte basilar do occipital
o O tecido linfoide abundante na faringe forma um anel tonsilar incompleto ao redor da parte superior
da faringe; um agregado de tecido linfoide em algumas regiões pode formar massas chamadas de
tonsilas;
o A tonsila faríngea (comumente chamada de adenoide quando aumentada) está situada na túnica
mucosa do teto e parede posterior da parte nasal da faringe.
o Uma prega vertical de túnica mucosa, a prega salpingofaríngea, estende-se inferiormente a partir da
extremidade medial da tuba auditiva.
o Ela cobre o músculo salpingofaríngeo, que abre o óstio faríngeo da tuba auditiva durante a deglutição.
o A coleção de tecido linfoide na tela submucosa da faringe perto do óstio faríngeo da tuba auditiva é a
tonsila tubária.
o Posteriormente ao toro tubário e à prega salpingofaríngea há uma projeção lateral da faringe,
semelhante a uma fenda, o recesso faríngeo, que se estende lateral e posteriormente.
o A parte oral da faringe tem função digestória. Os limites são: superior, palato mole; inferior, base da
língua; laterais, arcos palatoglosso e palatofaríngeo. Estende-se do palato mole até a margem superior
da epiglote.
o A deglutição é o processo complexo que transfere um bolo de alimento da boca através da faringe e
esôfago para o estômago. O alimento sólido é mastigado e misturado com a saliva para formar um
bolo macio e mais fácil de engolir. A deglutição ocorre em três estágios:
▪ Estágio 1: voluntário; o bolo é comprimido contra o palato e empurrado da boca para a parte
oral da faringe, principalmente por movimentos dos músculos da língua e do palato mole
▪ Estágio 2: involuntário e rápido; o palato mole é elevado, isolando a parte nasal da faringe das
partes oral e laríngea. A faringe alarga-se e encurta-se para receber o bolo alimentar enquanto
os músculos supra-hióideos e os músculos faríngeos longitudinais se contraem, elevando a
laringe
▪ Estágio 3: involuntário; a contração sequencial dos três músculos constritores da faringe cria
uma crista peristáltica que força a descida do bolo alimentar para o esôfago.
o Tonsilas palatinas: coleções de tecido linfoide de cada lado da parte oral da faringe no intervalo entre
os arcos palatinos. A tonsila não ocupa toda a fossa tonsilar entre os arcos palatoglosso e
palatofaríngeo em adultos. A fossa tonsilar, na qual está situada a tonsila palatina, situa-se entre esses
arcos. A fossa tonsilar é formada pelo músculo constritor superior da faringe e pela lâmina fibrosa e
fina da fáscia faringobasilar. Esta fáscia funde-se ao periósteo da base do crânio e define os limites da
parede faríngea em sua parte superior.
o A parte laríngea da faringe situa-se posteriormente à laringe, estendendo-se da margem superior da
epiglote e das pregas faringoepiglóticas até a margem inferior da cartilagem cricóidea, onde se estreita
e se torna contínua com o esôfago. Posteriormente, a parte laríngea da faringe mantém relação com
os corpos das vértebras C IV a C VI. As paredes posterior e lateral são formadas pelos músculos
constritores médio e inferior da faringe. Internamente a parede é formada pelos músculos
Beatriz Nicoli – Medicina Ufes T106
palatofaríngeo e estilofaríngeo. A parte laríngea da faringe comunica-se com a laringe através do ádito
da laringe em sua parede anterior.
o O recesso piriforme é uma pequena depressão da parte laríngea da faringe de cada lado do ádito da
laringe. Esse recesso revestido por túnica mucosa é separado do ádito da laringe pela prega
ariepiglótica. Lateralmente, o recesso piriforme é limitado pelas faces mediais da cartilagem tireóidea
e pela membrana tíreo-hióidea.
o Os ramos dos nervos laríngeo interno e laríngeo recorrente situam-se profundamente à túnica mucosa
do recesso piriforme e são vulneráveis à lesão quando um corpo estranho se aloja no recesso.
o Parte faríngea da língua:
▪ Onde se encontra a epiglote, que é formada por 3 pregas e duas valéculas.
▪ OBS: Anel tonsilar de Waldeyer
• Constituído por 4 estruturas tonsilares: tonsilas faríngeas, tubárias, palatinas e
linguais.
• Forma a primeira linha de defesa contra microorganismos que adentram o corpo por
meio das cavidades nasal e oral.
▪
o Estratimeria da faringe:
▪ Camada mucosa: Camada de revestimento, contínua com a mucosa das regiões vizinhas, fato
que permite a fácil disseminação de infecções da faringe para outras regiões.
▪ Fáscia faringobasilar: Revestimento fascial interno forte dos músculos constritores da faringe.
Inferiormente se funde à lâmina pré-traqueal da fáscia cervical profunda. Preenche os espaços
em que não há musculatura.
▪ Camada muscular: É na verdade formada por duas camadas musculares, uma interna
longitudinal e outra externa circular.
▪ Fáscia bucofaríngea: Revestimento fascial externo fino dos músculos constritores.
o Músculos da faringe
▪ A camada circular externa de músculos faríngeos consiste em três constritores da faringe:
superior, médio e inferior.
▪ Os músculos longitudinais internos são o palatofaríngeo, o estilofaríngeo e o salpingofaríngeo.
Esses músculos elevam a laringe e encurtam a faringe durante a deglutição e a fala.
▪ Os músculos constritores da faringe têm um revestimento fascial interno forte, a fáscia
faringobasilar e um revestimento fascial externo fino, a fáscia bucofaríngea
Beatriz Nicoli – Medicina Ufes T106
▪ A superposição dos músculos constritores da faringe deixa quatro aberturas na musculatura
para a entrada ou saída de estruturas da faringe:
• 1ª: Superiormente ao músculo constritor superior da faringe,
o músculo levantador do véu palatino, a tuba auditiva e a
artéria palatina ascendente atravessam uma abertura entre o
músculo constritor superior e o crânio. É aqui que a fáscia
faringobasilar funde-se à fáscia bucofaríngea para formar, com
a túnica mucosa, a parede fina do recesso faríngeo
• 2ª: Uma abertura entre os músculos constritores superior e
médio da faringe permite a passagem do músculo
estilofaríngeo, nervo glossofaríngeo e ligamento estilo-hióideo
até a face interna da parede da faringe
• 3ª: Uma abertura entre os músculos constritores médio e
inferior da faringe permite que o ramo interno do nervo
laríngeo superior e a artéria e veia laríngeas superiores sigam
até a laringe
• 4ª: Uma abertura inferior ao músculo constritor inferior da
faringe permite que o nervo laríngeo recorrente e a artéria
laríngea inferior sigam superiormente até a laringe.o Triângulo de Killian
▪ Área de maior fragilidade entre as fibras do músculo constritor inferior, acima do músculo
cricofaríngeo (constrição cricofaríngea).
o Vasculatura:
▪ Um ramo da artéria facial, o ramo tonsilar, atravessa o músculo constritor superior da faringe
e entra no polo inferior da tonsila palatina.
▪ A tonsila também recebe ramos arteriais das artérias palatina ascendente, lingual, palatina
descendente e faríngea ascendente.
▪ A grande veia palatina externa (veia paratonsilar) desce do palato mole e passa perto da face
lateral da tonsila antes de entrar no plexo venoso faríngeo.
▪ Os vasos linfáticos tonsilares seguem em sentido lateral e inferior até os linfonodos perto do
ângulo da mandíbula e o linfonodo jugulodigástrico, denominado linfonodo tonsilar em razão
de seu frequente aumento quando a tonsila está inflamada (tonsilite).
▪ As tonsilas palatinas, linguais e faríngeas formam o anel linfático (tonsilar) da faringe, uma
faixa circular incompleta de tecido linfoide ao redor da parte superior da faringe.
▪ A parte anteroinferior do anel é formada pela tonsila lingual na parte posterior da língua. As
partes laterais do anel são formadas pelas tonsilas palatinas e tubárias, e as partes posterior
e superior são formadas pela tonsila faríngea.
o Inervação
▪ A inervação da faringe (motora e a maior parte da sensitiva) deriva do plexo nervoso faríngeo
▪ As fibras motoras no plexo são derivadas do nervo vago (NC X) através de seu ramo ou ramos
faríngeos. Elas suprem todos os músculos da faringe e do palato mole, com exceção dos
músculos estilofaríngeo (suprido pelo NC IX) e tensor do véu palatino (suprido pelo NC V3).
▪ O músculo constritor inferior da faringe também recebe algumas fibras motoras dos ramos
laríngeos externo e recorrente do nervo vago.
▪ As fibras sensitivas no plexo faríngeo são derivadas do nervo glossofaríngeo. Elas são
distribuídas para as três partes da faringe.
▪ Além disso, a túnica mucosa das regiões anterior e superior da parte nasal da faringe é suprida
principalmente pelo nervo maxilar (NC V2). Os nervos tonsilares são derivados do plexo
nervoso tonsilar formado por ramos dos nervos glossofaríngeo e vago.
Beatriz Nicoli – Medicina Ufes T106
• OLHO, ÓRBITA, REGIÃO ORBITAL
o Olho = órgão da visão, composto pelo bulbo do oho e pelo nervo óptico
o Órbita = local que contêm o bulbo do olho e estruturas acessórias da visão
o Região orbital = área da face sobre a orbita e o bulbo do olho, que inclui as pálpebras (sup. E inf.) e o
aparelho lacrimal
• Órbitas
o É a cavidade óssea no esqueleto da face que contêm o bulbo e as estruturas acessórias da visão
o São semelhantes a pirâmides, tendo suas bases voltadas para a direção anterolateral e os ápices, na
direção posteromedial
o As paredes mediais das órbitas são separadas pelos seios etmoidais e pela parte superior da cavidade
nasal
o Os eixos das órbitas (eixos orbitais) divergem em cerca de 45°. No entanto, os eixos ópticos (eixos do
olhar, a direção ou linha de visão) dos dois bulbos dos olhos são paralelos, e na posição anatômica
estão voltados para frente. Essa posição dos bulbos dos olhos é denominada posição primária.
o Estruturas acessórias da visão:
▪ Pálpebras: limitam as órbitas anteriormente e controlam a exposição da região anterior do
bulbo do olho
▪ Músculos extrínsecos do bulbo do olho: posicionam os bulbos dos olhos e levantam as
pálpebras superiores
▪ Nervos e vasos no trajeto para os bulbos dos olhos e músculos
Beatriz Nicoli – Medicina Ufes T106
▪ Fáscia orbital circundando os bulbos dos olhos e os músculos
▪ Túnica mucosa (conjuntiva) que reveste as pálpebras e a face anterior dos bulbos dos olhos e
a maior parte do aparelho lacrimal, que a lubrifica.
o Todo o espaço dentro da orbita que não é preenchido por essas estruturas é preenchido por corpo
adiposo da orbita
o A orbita piramidal quadrandular possui uma base, quatro paredes e um ápice
▪ Base da órbita: delimitada pela margem orbital que circunda o ádito orbital. O osso que forma
a margem orbital é reforçado para proporcionar proteção ao conteúdo da órbita e oferece
inserção no septo orbital, uma membrana fibrosa que se estende até as pálpebras
▪ Parede superior: tmbem chamada de teto; é quase horizontal e é formada principalmente
pela parte orbital do frontal, que separa a cavidade orbital da fossa anterior do crânio. Perto
do ápice da órbita, a parede superior é formada pela asa menor do esfenoide. Na parte
anterolateral, uma depressão superficial na parte orbital do frontal, denominada fossa da
glândula lacrimal (fossa lacrimal), acomoda a glândula lacrimal
▪ Paredes mediais: são contralaterais e quase paralelas e são formadas principalmente pela
lâmina orbital do etmoide, juntamente com contribuições do processo frontal da maxila
lacrimal e esfenoide. Anteriormente, a parede medial é entalhada pelo sulco lacrimal e pela
fossa do saco lacrimal; a tróclea para o tendão de um dos músculos extrínsecos do bulbo do
olho está localizada superiormente
▪ Parede inferior: também conhecido como assoalho da órbita; é formada principalmente pela
maxila e, em parte, pelos ossos zigomático e palatino. A parede inferior é demarcada da
parede lateral da órbita pela fissura orbital inferior, um espaço entre as faces orbitais da
maxila e do esfenoide
▪ Parede lateral: formada pelo processo frontal do zigomático e pela asa maior do esfenoide.
Esta é a mais forte e mais espessa das quatro paredes, o que é importante porque é mais
exposta e vulnerável ao traumatismo direto. A parte posterior separa a órbita do temporal e
da fossa média do crânio. As paredes laterais das órbitas contralaterais são quase
perpendiculares entre si
▪ Ápice: situa-se no canal óptico na asa menor do esfenoide imediatamente medial à fissura
orbital superior.
o Conteúdo da órbita
▪ Bulbo do olho: órgão da visão
▪ Pálpebras e aparelho lacrimal: ligados à proteção
▪ Músculos extrínsecos do bulbo do olho e fáscias e corpo adiposo da órbita: ligados ao
movimento e sustentação
▪ Vasos sanguíneos e nervos e gânglio ciliar: ligado à nutrição e inervação
o Os ossos que formam a órbita são revestidos pela periórbita, o periósteo da órbita.
o A periórbita é contínua:
▪ No canal óptico e na fissura orbital superior com a lâmina periosteal da dura-máter
▪ Sobre as margens orbitais e através da fissura orbital inferior, com o periósteo cobrindo a face
externa do crânio (pericrânio)
▪ Com os septos orbitais nas margens orbitais
▪ Com a fáscia dos músculos extrínsecos do bulbo do olho
▪ Com a fáscia da órbita que forma a bainha fascial do bulbo do olho.
• Pálpebras e aparelho lacrimal
o Função: proteção da córnea o do bulbo do olho contra lesões e irritações.
o Pálpebras
▪ Pregas móveis cobertas externamente por pele fina e internamente por túnica mucosa
transparente – túnica conjuntiva da pálpebra – que é refletida sobre o bulbo do olho, onde é
contínua com a túnica conjuntiva do bolbo
▪ Túnica conjuntiva do bulbo: delgada, transparente e frouxamente inserida na face anterior
(esclera) do bulbo do olho onde contém pequenos vasos sanguíneos visíveis
Beatriz Nicoli – Medicina Ufes T106
▪ As linhas de reflexão da túnica conjuntiva da
pálpebra sobre o bulbo do olho formam recessos
profundos, os fórnices superior e inferior da conjuntiva
▪ Saco da conjuntiva: uma forma especializada
de “bolsa” mucosa que permite a livre movimentação
das pálpebras sobre a superfície do bulbo do olho
enquanto se abrem e se fecham. É um espaço fechado
quando as pálpebras estão fechadas, mas se abre
através de uma abertura anterior, a rima das
pálpebras, quando o olho é “aberto”
▪ O “esqueleto” das pálpebras é formado por
densas faixas de tecido conjuntivo, os tarsos superior e
inferior, que fortalecem as pálpebras
▪ As fibras da parte palpebral do músculo orbiculardo olho (o esfíncter da rima das pálpebras)
estão no tecido conjuntivo superficial aos tarsos e profundamente à pele das pálpebras
▪ Glândulas tarsais: integradas aos tarsos; produzem uma secreção lipídica que lubrifica as
margens das pálpebras e impede sua aderência quando elas se fecham; essa secreção também
forma uma barreira que o líquido lacrimal não cruza quando produzido em volume normal.
Quando a produção é excessiva, o líquido ultrapassa a barreira e desce sobre as bochechas
como lágrimas.
▪ Cílios: localizados nas margens das pálpebras
▪ Glândulas ciliares: grandes glândulas sebáceas associadas aos cílios
▪ Comissuras medial e lateral das pálpebras: formada pelas junções das pálpebras superior e
inferior → definem os ângulos medial e lateral do olho
▪ Ligamento palpebral medial: une os tarsos à margem medial da órbita; local de origem e
inserção do músculo orbicular do
olho;
▪ Ligamento palpebral lateral:
fixa o tarso à margem lateral da
órbita, mas não garante inserção
muscular direta.
▪ Septo orbital: uma membrana
fibrosa que se estende dos tarsos
até as margens da órbita, onde se
torna contínuo com o periósteo.
Contém o corpo adiposo da órbita
e, por causa de sua continuidade
com a periórbita, consegue limitar a
disseminação de infecção para a
órbita e desta para outros locais. O
septo constitui em grande parte a
fáscia posterior do músculo
orbicular do olho.
Beatriz Nicoli – Medicina Ufes T106
o Estratimeria
▪ Pele (muito fina)
▪ Tela subcutânea
• Conjuntivo frouxo
• Ausência de gordura
• Cílios e glândulas sebáceas
▪ Túnica muscular
• Músculo orbicular do olho
• espaço pré-septal - tecido conjuntivo frouxo e vasos
▪ Túnica fibrosa
• Tarsos e septo orbital
• Glândulas tarsais
• "esqueleto da pálpebra"
•
▪ Túnica mucosa
• Conjuntiva palpebral e bulbar
• Fórnice superior e inferior da conjuntiva
• Saco da conjuntiva
•
Beatriz Nicoli – Medicina Ufes T106
o Aparelho lacrimal:
▪ Consiste em:
• Glândula lacrimal: secreta líquido lacrimal, uma solução salina fisiológica aquosa que
contém a enzima bactericida lisozima. O líquido umidifica e lubrifica as superfícies da
conjuntiva e córnea e fornece à córnea alguns nutrientes e oxigênio dissolvido.
Quando produzido em excesso, o líquido forma lágrimas
• Dúctulos excretores da glândula lacrimal: conduzem líquido lacrimal das glândulas
lacrimais para o saco da conjuntiva
• Canalículos lacrimais: começam em um ponto lacrimal na papila lacrimal perto do
ângulo medial do olho e drenam líquido lacrimal do lago lacrimal (L. lacus lacrimalis;
um espaço triangular no ângulo medial do olho, onde se acumulam as lágrimas) para
o saco lacrimal (a parte superior dilatada do ducto lacrimonasal)
• Ducto lacrimonasal: conduz o líquido lacrimal para o meato nasal inferior (o espaço
abaixo da concha nasal inferior, que por sua vez é uma crista com curvatura para baixo
em posição mais inferior na parede lateral da cavidade nasal).
▪ Glândula lacrimal:
• Localizada na fossa da glândula lacrimal na parte superolateral de cada órbita
• Ela é dividida em partes superior orbital e inferior palpebral pela expansão lateral do
tendão do músculo levantador da pálpebra superior
• Pode ter glândulas lacrimais acessórias
• São mais numerosas na pálpebra superior do que na pálpebra inferior
• A produção de líquido lacrimal é estimulada por impulsos parassimpáticos do NC VII.
• É secretado através de 8 a 12 dúctulos excretores que se abrem na parte lateral do
fórnice superior da conjuntiva do saco conjuntival.
• O líquido flui inferiormente no saco sob a influência da gravidade. Quando a córnea
fica ressecada, o olho pisca.
• O líquido lacrimal é deslocado pela pálpebra da sua parte lateral para a parte medial,
como um para-brisa, levando todo o material em direção ao ângulo medial do olho,
que vai ser acumulado no lago lacrimal
• A partir desse saco, o líquido drena para o meato nasal inferior da cavidade nasal
através do ducto lacrimonasal. Flui posteriormente através do assoalho da cavidade
nasal para a parte nasal da faringe e é, por fim, engolido. Além de limpar partículas e
irritantes do saco conjuntival, o líquido lacrimal fornece nutrientes e oxigênio para a
córnea.
▪ Inervação da glândula lacrimal
• Pode ser simpática ou parassimpática
• As fibras secretomotoras parassimpáticas pré-ganglionares são conduzidas do nervo
facial pelo nervo petroso maior e depois pelo nervo do canal pterigóideo até o gânglio
pterigopalatino, onde fazem sinapse com o corpo celular da fibra pós-ganglionar.
• Fibras simpáticas pós-ganglionares vasoconstritoras, trazidas do gânglio cervical
superior pelo plexo carótico interno e nervo petroso profundo, unem-se às fibras
parassimpáticas para formar o nervo do canal pterigóideo e atravessar o gânglio
pterigopalatino.
• O ramo comunicante terminal do nervo zigomático (oriundo do NC V2) leva os dois
tipos de fibras para o ramo lacrimal do nervo oftálmico, a fusão dos ramos ocorrendo
imediatamente antes ou logo após a penetração na glândula
Beatriz Nicoli – Medicina Ufes T106
▪
• Músculos extrínsecos do bulbo do olho
o Eles são os levantador da pálpebra superior, quatro retos (superior, inferior, medial e lateral) e dois
oblíquos (superior e inferior).
o Músculo levantador da pálpebra superior
▪ Ele expande-se e forma uma aponeurose bilaminar larga à medida que se aproxima de suas
inserções distais.
▪ Sofre a oposição da gravidade na maior parte do tempo e é o antagonista da metade superior
do músculo orbicular do olho, o esfíncter da rima das pálpebras.
▪ A lâmina profunda da parte distal (palpebral) do músculo contém fibras musculares lisas, o
músculo tarsal superior, responsável pelo alargamento adicional da rima das pálpebras,
sobretudo durante uma resposta simpática (p. ex., medo).
▪ No entanto, elas parecem funcionar continuamente (na ausência de resposta simpática)
porque uma interrupção dos estímulos simpáticos provoca ptose – queda da pálpebra
superior – permanente.
o Movimentos do bulbo do olho
▪ São rotações em torno de três eixos: vertical, transversal e anteroposterior
▪ São descritos de acordo com o a direção do movimento da pupila a partir da posição primaria
ou do polo superior a partir da posição neutra
▪ A rotação do bulbo do olho em torno do eixo vertical move a pupila em sentido medial (em
direção à linha mediana, adução) ou lateral (em direção oposta à linha mediana, abdução).
▪ A rotação em torno do eixo transversal move a pupila em sentido superior (elevação) ou
inferior (abaixamento).
▪ Os movimentos em torno do eixo anteroposterior (AP) (correspondente ao eixo do olhar na
posição primária) movem o polo superior do bulbo do olho em sentido medial (rotação medial
ou torção interna) ou lateral (rotação lateral ou torção externa).
▪ A ausência desses movimentos pode acarretar a presença da visão dupla
▪ O movimento pode ocorrer ao redor dos três eixos simultaneamente, exigindo assim o uso de
três termos para descrever a direção do movimento a partir da posição primária (p. ex., a
pupila está elevada, aduzida e rodada medialmente).
o Músculos retos e oblíquos
▪ Os quatro músculos retos seguem em sentido anterior até o bulbo do olho e originam-se de
uma bainha fibrosa, o anel tendíneo comum, que circunda o canal óptico e parte da fissura
orbital superior
▪ Os quatro músculos retos são nomeados de acordo com sua posição em relação ao bulbo do
olho
Beatriz Nicoli – Medicina Ufes T106
▪ Como eles seguem principalmente em sentido anterior para se fixarem às faces superior,
inferior, medial e lateral do bulbo do olho, anteriormente ao seu equador, as ações primárias
dos quatro retos na produção de elevação, abaixamento, adução e abdução são relativamente
intuitivas.
▪ O ápice da órbita ocupa posição medial em relaçãoà órbita, de modo que o eixo da órbita não
coincide com o eixo óptico.
▪ Portanto, quando o olho está em posição primária, os músculos reto superior (RS) e reto
inferior (RI) também chegam ao bulbo do olho pela face medial e sua linha de tração passa
medialmente ao eixo vertical. Isso confere aos dois músculos uma ação secundária de adução.
▪ Os músculos RS e RI também se estendem lateralmente, passando superior e inferiormente
ao eixo AP, respectivamente, o que proporciona ao músculo RS uma ação secundária de
rotação medial, e ao músculo RI uma ação secundária de rotação lateral.
▪ O músculo oblíquo inferior (OI) é o único a se originar da parte anterior da órbita
(imediatamente lateral à fossa lacrimal). O músculo oblíquo superior (OS) origina-se da região
do ápice, como os músculos retos (mas superomedialmente ao anel tendíneo comum)
▪
▪
Beatriz Nicoli – Medicina Ufes T106
▪ A principal ação do músculo oblíquo superior é o abaixamento da pupila na posição aduzida
(p. ex., direcionamento do olhar para o pé da página quando os dois olhos estão voltados
medialmente [convergentes] para a leitura)
▪ A principal ação do músculo oblíquo inferior é a elevação da pupila na posição aduzida (p. ex.,
direcionamento do olhar para o topo da página durante a convergência para a leitura).
o Nervos da órbita:
▪ Os grandes nervos ópticos conduzem nervos puramente sensitivos, que transmitem os
impulsos gerados pelos olhos
▪ Eles são nervos cranianos (NC II) por convenção, mas desenvolvem-se como extensões
anteriores pares do prosencéfalo e são, portanto, tratos de fibras do sistema nervoso central
(SNC) formados por neurônios de segunda ordem.
▪ Além do nervo óptico (NC II), os nervos da órbita incluem aqueles que atravessam a fissura
orbital superior e suprem os músculos oculares: nervos oculomotor (NC III); troclear (NC IV) e
abducente (NC VI)
▪ Há um mnemônico, semelhante a uma fórmula química, usado para memorizar a inervação
dos músculos extrínsecos que movimentam o bulbo do olho: RL6OS4TO3 (reto lateral, NC VI;
oblíquo superior, NC IV; todos os outros, NC III).
▪ Os nervos troclear e abducente seguem diretamente até o único músculo suprido por cada
nervo.
▪ O nervo oculomotor forma as divisões superior e inferior.
▪ A divisão superior inerva os músculos reto superior e levantador da pálpebra superior.
▪ A divisão inferior inerva os músculos retos medial e inferior e o músculo oblíquo inferior, além
de conduzir fibras parassimpáticas pré-ganglionares até o gânglio ciliar
▪ Gânglio ciliar
• Pequeno grupo de corpos de células nervosas parassimpáticas pós-ganglionares
associadas ao NC V1. Está localizado entre o nervo óptico e o músculo reto lateral em
direção ao limite posterior da órbita. O gânglio ciliar recebe fibras nervosas de três
origens:
o Fibras sensitivas do NC V1 pela raiz sensitiva ou nasociliar do gânglio ciliar
o Fibras parassimpáticas pré-ganglionares do NC III pela raiz parassimpática ou
oculomotora do gânglio ciliar
o Fibras simpáticas pós-ganglionares do plexo carótico interno pela raiz
simpática do gânglio ciliar.
• Parassimpático
o Oval, com 1-2mm de diâmetro
o Região posterior da órbita
o Entre o nervo ótico e músculo reto lateral
• Raizes
o Raiz sensitiva: do nervo nasociliar (V1)
o Raiz simpática: do plexo carótido interno
o Raiz parassimpática: do nervo oculomotor
• Nervos ciliares curtos: entre o gânglio e o bulbo do olho; originam-se do gânglio ciliar
e são considerados ramos do NC V1
o Drenagem Venosa
▪ Através das Veias Oftálmicas Superior e Inferior que atravessam a Fissura Orbital Inferior e
entram no Seio Cavernoso.
▪ Veia Central da Retina: direto no Seio Cavernoso
▪ Veias Vorticosas, do Vórtice da Túnica Vascular do Bulbo do Olho drenam para V. Oftálmica
Inferior Seio Venoso da Esclera, estrutura vascular que circunda a Câmara Anterior do Bulbo
do Olho através da qual o Humor Aquoso retorna à circulação.
Beatriz Nicoli – Medicina Ufes T106
o Irrigação Arterial
▪ Provém principalmente da Artéria Oftálmica, ramo da Carótida Interna. Cujos ramos
• A. supraorbital
• A. supratroclear
• A. lacrimal
• A. Dorsal do Nariz
• Aa. ciliares posteriores curtas
• Aa. ciliares posteriores longas
• A. Etmoidal Posterior
• A. Etmoidal Anteriores
• A. Ciliar Anterior, ramo das Musculares
▪ A. Central da Retina, se origina inferiormente ao Nervo Óptico, perfura sua bainha e segue
dentro do Nervo Até o Bulbo do Olho, emergindo no Disco Óptico. Seus ramos distribuem-se
sobre a face interna da retina.
▪ Artéria Infraorbital, ramo da Artéria Carótida Externa, também leva sangue pra estruturas
relacionadas ao assoalho da órbita
Beatriz Nicoli – Medicina Ufes T106
Beatriz Nicoli – Medicina Ufes T106
• Orelha
o É o órgão da audição e do equilíbrio
o Dividida em partes externa, média e
interna
o As partes externa e média estão
relacionadas principalmente com a
transferência de som para a orelha
interna, que contém o órgão do equilíbrio
e também da audição.
o A membrana timpânica separa a orelha
externa da orelha média.
o A tuba auditiva conecta a orelha média à
parte nasal da faringe.
• Orelha externa
o Formada pela orelho (pavilhão auditivo) e pelo meato externo
o Orelha
▪ Formada por uma lâmina de cartilagem elástica – formato irregular – coberta por pele fina
▪ Possui várias depressões e elevações
▪ Partes principais:
• Hélice (1)
• Antélice (2)
• Fossa triangular (3)
• Escafa (4)
• Concha (5)
• Antitrago (6)
• Trago (7)
• Lóbulo (8)
• 1 a 6 - cartilagem elástica
• 7 - tecido conjuntivo fibroso
• 8 - tecido adiposo e tecido conjuntivo frouxo
▪ A irrigação arterial da orelha é derivada principalmente das
artérias auricular posterior e temporal superficial
▪ Os principais nervos para a pele da orelha são o auricular
magno e o auriculotemporal.
▪ O nervo auricular magno supre a face cranial (medial) e a
parte posterior (hélice, antélice e lóbulo) da face lateral.
▪ O nervo auriculotemporal, ramo do NC V3, supre a pele da parte anterior da face lateral da
orelha externa, inclusive a margem da concha, o ramo da hélice e o trago.
▪ A pele da concha da orelha é suprida principalmente pelo ramo auricular do nervo vago com
contribuição mínima do nervo facial.
▪ Drenagem linfática:
• Face lateral da metade superior da orelha → linfonodos parotídeos superficiais
• Face cranial da metade superior da orelha → linfonodos mastóideos e linfonodos
cervicais profundos
• Resto da orelha → linfonodos cervicais superficiais
o Meato acústico externo
▪ Canal que segue internamente através da parte timpânica do temporal, da orelha, até a
membrana timpânica
▪ O terço lateral desse canal, que tem formato ligeiramente sigmoide, é cartilagíneo e revestido
por pele contínua com a pele da orelha.
Beatriz Nicoli – Medicina Ufes T106
▪ Os dois terços mediais do meato são ósseos e revestidos por pele fina e contínua com a
camada externa da membrana timpânica.
▪ As glândulas ceruminosas e sebáceas no tecido subcutâneo da parte cartilagínea do meato
produzem cerume (cera de ouvido)
o Membrana timpânica
▪ Formato
• Oval (11x9 mm)
• Côncava
• Fina e semitransparente
▪ Orientação
• Oblíqua
▪ Composição
• Tecido conjuntivo fibroso
• Circunferência espessada: anel
fibrocartilagíneo
▪ Partes
• 1 umbigo
• 2 parte tensa
▪ Divisória entre o meato acústico externo e a cavidade timpânica da orelha média
▪ Parte flácida: acima do processo lateral do martelo, onde a membrana é fina; forma a parede
lateral do recesso superior
▪ Parte tensa: parte com fibras radiais e circulares
▪ Movimenta-se em resposta Às vibrações do ar que atravessam o meato acústico externo e
chegam até ela
▪ A pele das paredes superior e anterior do meato acústico externo e os dois terços
superoanteriores daface externa da membrana timpânica são supridos principalmente pelo
nervo auriculotemporal, um ramo do NC V3.
▪ A pele das paredes posterior e inferior do meato acústico e o terço posteroinferior da
membrana timpânica são supridos pelo ramo auricular do nervo vago (NC X).
▪ A face interna da membrana timpânica é suprida pelo nervo glossofaríngeo (NC IX)
• Orelha média
o Cavidade timpânica: câmara estreita e cheia de ar na parte petrosa do temporal; possui duas partes:
▪ Cavidade timpânica propriamente dita: espaço logo depois do tímpano
▪ Recesso epitimpânico: espaço superior a membrana timpânica
o Tuba auditiva: une a cavidade timpânica – parte anteromedial – a parte nasal da faringe
o Antro mastóideo: une a cavidade timpânica – parte posterossuperior – às células mastóideas
o A cavidade é revestida por túnica mucosa que é continua como revestimento da tuba auditiva, células
mastoideas e antro mastóideo
o O conteúdo da orelha média é composto por:
▪ Ossículos da audição (martelo, bigorna e estribo)
▪ Músculos estapédio e tensor do tímpano
▪ Nervo corda do tímpano, um ramo do NC VII
▪ Plexo timpânico de nervos.
o Paredes da cavidade timpânica
▪ A parede lateral, que é o tímpano, chamamos de parede membranácea.
▪ A parede medial já é uma própria separação com a orelha interna, que é composta por
labirintos, que dão nome a essa parede, parede labiríntica (inflamação dos labirintos é a
labirintite).
▪ O teto da cavidade é chamado de parede tegmental, separa a cavidade timpânica da fossa
média do crânio.
Beatriz Nicoli – Medicina Ufes T106
▪ O assoalho é chamado de parede jugular, pois se fosse atravessar essa parede você cai na
fossa jugular, onde fica o bulbo superior da veia jugular interna, é uma pequena camada de
osso que separa esses dois.
▪ A parede posterior é a parede mastoidea, que faz uma comunicação com o processo mastoide.
▪ A parede anterior, que é a parede carótica, tem uma relação com o vaso, que é a artéria
carótida interna, passando no canal carótico anteriormente, e tem uma relação com o início
da tuba auditiva.
▪ O antro mastóideo é uma cavidade no processo mastoide do temporal. O antro, como a
cavidade timpânica, é separado da fossa média do crânio por uma fina lâmina do temporal,
denominada tegme timpânico. Essa estrutura forma a parede tegmental das cavidades da
orelha e também faz parte do assoalho da parte lateral da fossa média do crânio. O antro
mastóideo é a cavidade comum na qual se abrem as células mastóideas. O antro e as células
mastóideas são revestidos por túnica mucosa contínua com o revestimento da orelha média.
Na parte anteroinferior, o antro está relacionado com o canal para o nervo facial.
▪
o Parede mastóidea
▪ Tem uma abertura localizada no recesso epitimpânico, chamada de ádito do antro mastóideo,
que permite a comunicação da cavidade timpânica com a o antro mastóideo, e esse faz
comunicação com as células mastóideas.
▪ Ainda nessa parede vemos duas elevações, sendo uma em forma de pirâmide, com uma
abertura no seu ápice e oca por dentro, pois dentro dela há um músculo, onde o ventre do
músculo fica dentro e seu tendão sai e se fixa no estribo, que é a eminência piramidal.
▪ Temos a proeminência do canal do nervo facial, relação do nervo facial passando dentro da
cavidade.
▪ Tem a proeminência do canal semicircular lateral, mas ele falou que não é pra se apegar muito
não pois esse canal semicircular é da orelha interna.
▪ Mostrou o canal do nervo facial, que tem uma parte na parede labiríntica e depois passa a
seguir seu trajeto na parede mastóidea.
▪ O que lembrar da parede mastóidea?
• Ádito do antro mastóideo
• Eminência piramidal
• Proeminência do canal do nervo facial.
• Proeminência do canal semicircular lateral.
Beatriz Nicoli – Medicina Ufes T106
o Parede Labiríntica
▪ Tem duas aberturas que in vivo estão tampadas e uma elevação entre elas.
▪ A abertura maior e superior chamamos de janela do vestíbulo, pois faz conexão com o
vestíbulo da orelha interna, mas também pode ser chamada de janela oval.
▪ A elevação se chama promontório.
▪ Abaixo do promontório tem uma abertura menor, que é a janela da cóclea, que pode ser
chamada de janela redonda, e faz a comunicação da cavidade timpânica com a cóclea.
▪ Segundo o livro, aqui vai ter as proeminências do nervo facial e do canal semicircular lateral
também.
▪ OBS: Membrana timpânica secundária é a coisa que recobre a janela do vestíbulo/oval.
▪ O que lembrar da parede labiríntica?
• Proeminências
• Promontório.
• Janela do vestíbulo/oval.
• Janela da cóclea/redonda.
o Parede carótida
▪ Recebe este nome por conta da relação com o vaso e o canal carótico.
▪ Possui uma comunicação com a tuba auditiva, por uma abertura denominada óstio timpânico
da tuba auditiva.
▪ Acima do início da tuba vai ter uma estrutura óssea que forma um gancho em direção lateral
e abriga um músculo, que é o semicanal para o músculo tensor do tímpano, e o tendão do
tímpano sai dele.
▪ O que lembrar da parede carótica?
• Óstio timpânico da tuba auditiva.
• Semicanal para o músculo tensor do tímpano.
o Tuba auditiva
▪ Comunica a cavidade timpânica à parte nasal da faringe (parte superior da faringe ou
nasofaringe), onde se abre posteriormente ao meato nasal inferior
▪ O terço posterolateral da tuba é ósseo e o restante é
cartilagíneo.
▪ A tuba auditiva é revestida por túnica mucosa, que é contínua
posteriormente com a túnica mucosa da cavidade timpânica e
anteriormente com a túnica mucosa da parte nasal da faringe.
▪ A tuba auditiva apresenta uma parte óssea e uma parte
cartilagínea que se abre na faringe, com alguns musculos associados
e o tório tubário.
▪ Sua orientação é de superior para inferior e de medial para
lateral, chegando na parede lateral da faringe.
▪ Tem relação com um músculo que passa inferiormente a ela, que é o levantador do véu
palatino e lateralmente a ela passa o músculo tensor do véu palatino, eles vão atuar na
abertura do óstio faríngeo, ou seja, quando se contraem eles abrem esse óstio, igualando a
pressão da orelha externa com a cavidade timpânica, isso corrobora para a integridade do
tímpano, fazendo com que ela fique livre para vibrar.
▪ Se essa regulação de pressão não ocorrer, o tímpano não está livre para vibrar e sua vibração
fica limitada, por isso a audição fica prejudicada.
▪ Para ativar esses músculos (que estão relacionados com a deglutição) e abrir o óstio para
regular tem as paradas de bocejar, mascar um chiclete (pois nessa ação há a produção de
saliva e gera a deglutição, que é o que abre o óstio).
▪ OBS: Na criança a tuba auditiva tem uma orientação mais horizontal, enquanto a de um adulto
é mais diagonal. Essa posição facilita a passagem de microrganismos pela tuba até a cavidade
timpânica, ou seja, crianças são mais comuns em apresentarem dor do ouvido com maior
frequência se comparadas com adultos.
Beatriz Nicoli – Medicina Ufes T106
▪ OBS: A tuba não está relacionada diretamente a audição, mas ela contribui para o bom
funcionamento do aparelho todo, se ela estiver entupida com muco, o aparelho pode não
funcionar tão bem assim, mas ele ainda vai funcionar, então tirar da cabeça que a tuba
auditiva tem um relação MUITO direta com a audição.
▪ OBS: As avós falam para as mães não amamentarem os filhos com a cabeça baixa, e isso tem
certo fundamento, pois na hora da deglutição, o óstio faríngeo da tuba auditiva abre, e um
pouquinho do leite pode entrar, gerando uma contaminação por bactérias, que podem chegar
até a orelha e dar uma dor de ouvido, otite, entre outras coisas.
▪ Faringe, pela tuba auditiva, chega na cavidade timpânica, gerando otite, se não for tratada
atravessa o ádito do antro mastóideo e chega nas células mastóideas gerando mastoidite,
sendo mais comum em criança por conta da orientação da tuba e tals.
▪ As artérias datuba auditiva provêm da artéria faríngea ascendente, um ramo da artéria
carótida externa, e da artéria meníngea média e artéria do canal pterigóideo, ramos da artéria
maxilar.
▪ As veias da tuba auditiva drenam para o plexo venoso pterigóideo. A drenagem linfática da
tuba auditiva se faz para os linfonodos cervicais profundos.
▪ Os nervos da tuba auditiva originam-se do plexo timpânico, formado por fibras do nervo
glossofaríngeo (NC IX). Anteriormente, a tuba também recebe fibras do gânglio
pterigopalatino.
o Ossículos da audição
▪ Formam uma cadeia móvel de
pequenos ossos através da cavidade
timpânica, desde a membrana timpânica até
a janela do vestíbulo (“oval”), uma abertura
oval na parede labiríntica da cavidade
timpânica que conduz ao vestíbulo do
labirinto ósseo
▪ São formados de osso
excepcionalmente denso.
▪ Os ossículos são cobertos pela túnica
mucosa que reveste a cavidade timpânica;
mas, ao contrário dos outros ossos, não têm
uma camada adjacente de periósteo
osteogênico.
▪ Martelo
• O martelo fixa-se à membrana timpânica. A cabeça do martelo, arredondada e
superior, situa-se no recesso epitimpânico. O colo do martelo situa-se contra a parte
flácida da membrana timpânica, e o cabo do martelo está inserido na membrana
timpânica, com sua extremidade no umbigo da membrana timpânica; assim, o
martelo move-se com a membrana.
• Sua cabeça está ligada a bigorna
• O tendão do tensor do tímpano se insere no cabo perto do colo.
• O corda do tímpano atravessa a face medial do colo do martelo.
• O martelo atua como uma alavanca, com o mais longo de seus dois processos e seu
cabo fixados à membrana timpânica.
▪ Bigorna
• Entre o martelo e o estribo
• Possui um corpo e dois ramos
• Seu corpo se articula com a cabeça do martelo
Beatriz Nicoli – Medicina Ufes T106
• O ramo longo situa-se paralelo ao cabo do martelo, e sua extremidade interna
articula-se com o estribo através do processo lenticular, uma projeção em direção
medial.
• O ramo curto está unido por um ligamento à parede posterior da cavidade timpânica.
▪ Estribo
• Menor ossículo
• Possui uma cabeça, dois ramos e uma base
• Sua cabeça articula-se com a bigorna
• A base do estribo encaixa-se na janela do vestíbulo na parede medial da cavidade
timpânica.
• A base oval está fixada às margens da janela do vestíbulo. A base é muito menor do
que a membrana timpânica; consequentemente, a força vibratória do estribo é
aumentada em cerca de 10 vezes em relação à da membrana timpânica.
• Assim, os ossículos da audição aumentam a força, mas diminuem a amplitude das
vibrações transmitidas da membrana timpânica através dos ossículos para a orelha
interna
▪
o Músculos associados aos ossículos da audição
▪ Dois músculos amortecem ou resistem aos movimentos dos ossículos da audição; um também
amortece os movimentos (vibração) da membrana timpânica.
▪ Músculo tensor do tímpano: puxa o tímpano para medial, ele sai daquele gancho do
semicanal, mudando sua direção consideravelmente – está na parede anterior e vai para a
lateral – para ir para o cabo do martelo; Esta ação tende a evitar lesão da orelha interna
quando é exposta a sons altos. O músculo tensor do tímpano é suprido pelo nervo mandibular
(NC V3)
▪ Músculo estapédio: só conseguimos ver o tendão, pois o ventre está dentro da eminência
piramidal; O músculo estapédio traciona o estribo posteriormente e inclina sua base na janela
do vestíbulo, tensionando, assim, o ligamento anular e reduzindo a amplitude oscilatória.
Também impede o movimento excessivo do estribo. O nervo para o músculo estapédio
origina-se do nervo facial (NC VII)
▪ O tendão do tensor do tímpano se insere no cabo do martelo e o tendão do estapédio se
insere no estribo.
▪ A base do estribo se encaixa perfeitamente na janela oval e veda perfeitamente essa janela.
Dois músculos amortecem ou resistem aos movimentos dos ossículos da audição; um também
amortece os movimentos (vibração) da membrana timpânica.