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A cavidade abdominal avança dentro do gradil costal, até onde tem-se o diafragma. Ela vai até 
o 6º EIC. 
Do ponto de vista funcional, a cavidade abdominal engloba a cavidade pélvica. 
 Diafragma constitui o limite superior 
 Músculos do assoalho pélvico constitui o limite inferior 
 Parede posterior: músculos iliopsoas, pilar direito e pilar esquerdo, quadrado lombar 
e psoas. 
 Parede anterolateral: músculos largos como obliquo externo, interno e transverso + 
músculo reto e piramidal fazem a delimitação dessa parede. 
Importância cirúrgica e de exames laboratoriais. 
As melhores incisões são aquelas que acompanham as linhas de força do abdômen. 
Quanto maior o ângulo infraesternal, maior a facilidade de acesso. 
 
Abaixo da cicatriz umbilical, há um acúmulo de gordura. 
Devido a projeção do músculo reto do abdome, há uma margem lateral que forma um sulco, 
chamadas de linhas para medianas. 
Há uma imprecisão entre a divisão da parede anterolateral e a parte posterior que é a região 
lombar. 
A linha alba corresponde a linha longitudinal mediana que vai desde a sínfise púbica até a 
terminação do esterno. 
 
Do ponto de vista de camadas/estratigrafia 
1. Epiderme/derme 
2. Camada subcutânea (camada areolar) (camada lamelar) 
 
 Divisão da parede anterolateral do abdome: 
 
Divisão em zona: Zona epigástrica, zona mesogástrica e zona hipogástrica. Ex: pancreatite é 
caracterizada por dor em faixa na zona mesogástrica. Ex: dor em faixa na zona hipogástrica 
pensar em bexiga, útero, reto e etc. 
 
Na camada subcutânea tem-se uma camada areolar (amarela) espessa, de acordo com o tipo 
do paciente (magro ou gordo). Abaixo da camada areolar, tem-se a fáscia superficial, 
separando a camada areolar da camada lamelar. Abaixo da camada da fáscia, tem-se a camada 
lamelar cuja as fibras estão dispersas em lamelas (longitudinais). Durante o emagrecimento, 
a camada lamelar é a primeira a ser perdida. 
Acima da cicatriz umbilical, a inervação é mais transversal e sobrepostas (metameria) e abaixo, 
é uma inervação obliqua. 
As incisões de parede abdominal tendem a seguir as linhas de força do abdome, para ter uma 
melhor cicatrização. Acima o ideal é incisões transversas e abaixo da cicatriz umbilical é ideal 
incisões obliquas. 
 
 Irrigação: 
A artéria epigástrica superior provem da torácica interna (mamária). 
A epigástrica inferior e artéria circunflexa ilíaca profunda provem da ilíaca externa. 
Artéria epigástrica superficial e artéria circunflexa ilíaca superficial provem da artéria 
femoral. 
 Inervação: 
Nervos toracoabdominais: 7º ao 12º, provenientes dos nervos intercostais. 
 Drenagem venosa: 
Feita pela epigástrica superficial que desemboca na veia safena e a veia toracoepigástrica que 
desemboca na veia axilar 
 
 Drenagem linfática 
Abaixo da cicatriz umbilical drena-se para os linfonodos inguinais 
Acima da cicatriz umbilical, drena-se para os linfonodos axilares. 
A primeira camada de músculos é: 
 Músculo obliquo externo 
Fibras de direcionamento “mão no bolso” da parte lateral para medial e de cima para 
baixo. 
Sua inserção é alta, ou seja, na sua origem ele se entremeia com o serrátil anterior, peitoral 
maior e intercostais externos. 
Na espinha ilíaca anterossuperior, normalmente, há a transição da parte carnosa para a 
aponeurótica. Na margem lateral do músculo reto do abdome há essa transformação. 
 
As aponeuroses se unem e formam a linha alba (mediana). 
Ligamento inguinal  da espinha ilíaca anterossuperior até o tubérculo púbico. Divide a 
parede anterolateral do abdome e a raiz da coxa. 
 
Anel inguinal 
O anel inguinal superficial da origem ao funículo espermático no homem e na mulher ao 
ligamento redondo do útero e se prende nos grandes lábios do pudendo. 
O anel inguinal tem três pilares que o mantem aberto e em posição: 
 Pilar lateral 
 Pilar medial 
 Pilar anterior/Colles 
 
 Irrigação: 
Através da epigástrica superficial, que irriga o plano superficial e profundo (ramo da artéria 
femoral). 
Artéria circunflexa superficial do ílio, ajuda na irrigação da raiz da coxa e da parte musculo 
aponeurótica do músculo obliquo externo 
Mais profundo temos a artéria epigástrica inferior e artéria epigástrica superior (proveniente 
da torácica interna). Essas duas artérias se anastomosam e dão origem a novas ramificações 
que contribuem para irrigação dos músculos largos do abdome 
 Drenagem: 
 Inervação: 
Desde o 5º nervo até o 11º com contribuição do nervo subcostal. 
A parte mais baixa é feita pelo ílio hipogástrico e o nervo ílio inguinal. São nervos 
provenientes do plexo lombar. Eles colaboram com a inervação inferior. O nervo ílio inguinal 
passa por dentro do anel inguinal e desce em direção a bolsa escrotal/grandes lábios e 
inervação perineal. 
O nervo ílio hipogástrico vai pra região do hipogástrio. 
 Músculo obliquo interno 
Fibras direcionam da parte lateral para medial e de baixo para cima. Essa direção contribui 
para formação da aponeurose e linha alba. A parte carnosa mais baixa, desce em direção a 
bolsa escrotal, formando o músculo cremaster (ajuda na manutenção da temperatura local). 
 
 Obliquo externo  (para o funículo) fáscia espermática externa 
 Obliquo interno  músculo cremaster 
 Transverso fáscia espermática interna 
Quanto mais alta a inserção do obliquo interno, mais ele deixa de proteger a parede 
anterolateral do abdome, dando origem as hérnias inguinais. 
 Inervação 
Mais baixa que a inervação do obliquo externo. 
Nervos toracoabdominais (7º, 8º, 9º, 10 e 11º). Nervo 12º nervo subcostal. 
O nervo ílio inguinal e ílio hipogástrico também contribui 
 Drenagem venosa 
Semelhante obliquo externo 
 Irrigação 
Semelhante obliquo externo. 
 
 Músculo transverso 
Linha semi lunar/Spiegle: transição da parte carnosa para parte aponeurótica. Se há uma 
fraqueza nesse local, pode haver herniações (hérnia de Spigel). 
Acima da linha arqueada, tem-se a interposição das fáscias aponeurótica dos músculos do 
abdome passando acima e abaixo do músculo reto do abdome. Abaixo da linha arqueada 
tem-se a interposição das fáscias sempre por cima do músculo reto o abdome (atrás do 
reto passa só fáscias). 
 
As fibras distribuem-se de forma transversais. 
 Inervação 
Através dos nervos que provem do dorso. Nervos do 5º ao 12º espaços intercostais, ílio 
hipogástrico e ílio inguinal. 
 Drenagem venosa 
Veias epigástricas superior (torácica interna) e inferior (ilíaca externa), veias 
toracoepigástricas e veia epigástrica superficiais (femoral). 
Artéria intercostais e ramos, artérias circunflexa superficial do ílio. 
 Irrigação 
Artérias epigástricas superior e inferior, artérias epigástricas 
 
Além disso, há uma fenda transversa, consistindo numa abertura chamada de anel inguinal 
profundo (passa as mesmas estruturas do anel inguinal superficial): funículo 
espermático/ligamento redondo. Esse trajeto é chamado de canal inguinal. 
 
 Músculo reto do abdome 
Possui várias intersecções tendíneas. Músculo poligástrico devido aos vários ventres. 
 
Formação de cintas obliquas e cintas transversas 
 Cintas transversas: união dos dois músculos transversos, se unindo ao centro na linha 
alba. 
 Cintas obliquas 
 
 
 
Abaixo do reto, abaixo da linha arqueada, tem só a fáscia transversalis. 
 
Imagem superior: acima da linha arqueada 
Anterior aponeurose do obliquo interno e externo. Posterior aponeurose do obliquo interno e 
do obliquo transverso. “Sanduiche” do reto do abdome. 
Imagem inferior: abaixo da linha arqueada 
 
A veia umbilical oblitera ao nascimento da criança, formando o ligamento redondo do fígado. 
Prega supraumbilical: 
Ligamento falciforme + ligamento redondo do fígado. 
 
Abaixo do umbigo: 
Pregas infraumbilicais 
 Prega umbilical mediana 
Substrato é o úraco (sai da bexiga e vai em direção a cavidade peritoneal) 
 Prega umbilical medial E/DArtérias umbilicais obliteradas que formavam o cordão umbilical. A parte mais distal da 
artéria umbilical é a parte obliterada. 
 Pregas umbilicais laterais E/D 
Artérias e veias umbilicais inferiores constituem esse canal 
 
Entre as pregas existem fossas. 
 Entre a prega umbilical mediana e a medial, tem-se a fossa supra vesical (em cima da 
bexiga). 
 Entre a prega umbilical medial e a lateral, tem-se a fossa inguinal medial. 
 Lateral aos vasos umbilicais laterais, tem-se a fossa inguinal lateral. 
 
 
 
Normalmente na fossa inguinal lateral: hérnias indiretas (pois o conteúdo da cavidade 
abdominal passa por dentro do anel inguinal e se exterioriza) pois acompanha o produto 
peritônio vaginal.

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