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Definição
O fibroma ossificante periférico (FOP) consiste em
uma lesão proliferativa não neoplásica bucal de
etiologia traumática. É uma lesão benigna,
nodular, firme à palpação, de base séssil ou
pediculada, com coloração semelhante à mucosa
e ao epitélio; pode estar íntegro ou ulcerado. 
A lesão apresenta aproximadamente, na maioria
dos casos, 2 cm de diâmetro. Porém, há relatos
na literatura de FOP com volumes maiores que o
mencionado, os quais podem deslocar elementos
dentários; eles recebem a nomenclatura de
gigantiforme.
As mulheres são afetadas mais frequentemente
que os homens por essa lesão, que ocorre
predominantemente na 2ª década de vida
 Fibroma ossificante periférico
Características histopatológicas
Hiperplasia fibrosa densa com intensa quantidade de
fibroblastos maduros, altas quantidades de colágeno
e pouca vascularização. Pode-se observar material
mineralizado (calcificação distrófica) semelhante a
osso (osteoide) ou mesmo cemento (cementoide).
Células inflamatórias crônicas presentes na periferia
da lesão. 
Aspecto radiográfico
Na radiografia, o FOP pode apresentar-se desde uma
lesão totalmente radiolúcida até a apresentação de
focos de calcificação dispersos na área central da
lesão, com um fino halo radiopaco. O exame
radiográfico é de grande valor para o diagnóstico,
Fibroma periférico de mandíbula. 
Tratamento
O tratamento de escolha para o FOP é a remoção
cirúrgica, devendo-se estender a incisão ao periósteo
e ligamento periodontal adjacente ao dente
envolvido para evitar recidivas por remover as
células que originam a lesão.
Lesões como granuloma piogênico,
hiperplasia fibrosa, fibroma de células
gigantes e lesão periférica de células
gigantes possuem grande semelhança com
o FOP devido à necessidade de agentes
irritantes para que ocorra seu surgimento;
portanto, vê-se a necessidade de um
diagnóstico diferencial.