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Biossíntese de Lipídeos ● FUNÇÕES -principal forma de armazenamento de energia na maioria dos organismos -principais constituintes das membranas celulares; -Lipídeos especializados atuam como pigmentos (retinal, caroteno) -cofatores 1 (vitamina K) 2 ; -detergentes (sais biliares >> são potentes detergentes que preparam os triglicerídeos da dieta para a hidrólise pela lipase pancreática através da sua ação emulsificante, formando as micelas) >> porque são moléculas anfipáticas, ou seja, consegue interagir tanto com a água (substâncias polares) como com a sujeira (substâncias apolares) formando micelas que conseguem limpar; -transportadores (dolicóis, os lipídios transportam vitaminas que são solúveis em gordura,A,D,E,K); -hormônios (derivados da vitamina D,cortisol e a aldosterona nas glândulas adrenais, hormônios sexuais como progesterona, os diversos estrógenos, testosterona); -mensageiros extracelulares e intracelulares (eicosanóides, derivados do fosfatidilinositol) -âncoras para proteínas de membrana (ácidos graxos covalentemente ligados, grupos prenila e fosfatidilinositol) ● Grande parte dos ácidos graxos utilizados pelo corpo é suprida pela dieta, quantidades excessivas de carboidratos e proteínas obtidas pela dieta podem ser convertidas em ácidos graxos, e armazenados como triacilgliceróis >> a síntese é realizada por exemplo quando há excesso de glicose; ● ocorre principalmente no fígado e glândulas mamárias, e em menor grau, no tecido adiposo e no rim; ● O processo incorpora os carbonos da acetil CoA na cadeia de ácido graxo em formação, utilizando ATP e NADPH. ● A porção acetil da acetil CoA é transportada ao citosol como citrato, produzido pela condensação do oxaloacetato e acetil CoA, primeira reação do ciclo do ácido cítrico, isso ocorre quando a concentração de citrato mitocondrial está elevada, observada quando há alta concentração de ATP e a isocitrato 2 atua como cofator essencial na reação de carboxilação de resíduos específicos de ácido glutâmico (Glu), levando à formação de Gla, que é um ácido gama carboxiglutâmico constituinte dos fatores de coagulação >> atuando na coagulação sanguínea; 1 são moléculas pequenas, orgânicas ou inorgânicas que tem papel no funcionamento de diversas enzimas, auxiliando e possibilitando a catálise enzimática. Moléculas de cofatores orgânicas, são chamadas de coenzimas, então temos cofatores e coenzimas enzimáticos. desidrogenase é inibida >> porque se ela não for inibida ela vai dar continuidade ao ciclo de krebs e vai usar o citrato daí ele não vai ser transportado para fora da mitocôndria ● estratégias utilizadas para sintetizar esses produtos insolúveis em água a partir de precursores hidrossolúveis, como o acetato. Assim como outras vias biossintéticas, essas sequências de reações são endergônicas e redutoras. Utilizam ATP como fonte de energia metabólica e um transportador de elétrons reduzido (geralmente o NADPH) como agente redutor. ● BIOSSÍNTESE DE ÁCIDOS GRAXOS -Após a descoberta de que a oxidação dos ácidos graxos ocorre pela remoção oxidativa e sucessiva de unidades com dois átomos de carbono (acetil-CoA), os bioquímicos pensaram que a biossíntese dos ácidos graxos poderia ocorrer pela simples inversão dos mesmos passos enzimáticos. No entanto, como eles vieram a descobrir, a biossíntese e a degradação dos ácidos graxos ocorrem por meio de diferentes vias, são catalisadas por diferentes grupos de enzimas e localizam-se em compartimentos distintos na célula. Além disso, a -biossíntese requer a participação de um intermediário de três carbonos, a malonil-CoA, que não está envolvido na degradação dos ácidos graxos; A malonil-CoA é formada a partir de acetil-CoA e bicarbonato >> processo irreversível, catalisado pela acetil-CoA-carboxilase; -As células vegetais têm os dois tipos de acetil-CoA-carboxilase; Em todos os casos, a enzima contém um grupo prostético, a biotina, covalentemente ligado por uma ligação amida ao grupo «-amino de um resíduo de Lys presente em um dos três polipeptídeos ou domínios da molécula da enzima; A reação em duas etapas catalisada por essa enzima é muito semelhante a outras reações de carboxilação dependente de biotina, como aquelas catalisadas pela piruvato-carboxilase e pela propionil-CoA-carboxilase -Primeiramente, um grupo carboxil derivado do bicarbonato (HCO3 – ) é transferido para a biotina em uma reação dependente de ATP. O grupo biotinila age como transportador temporário de CO2, transferindo-o para a acetil-CoA na segunda etapa, gerando malonil-CoA. I. síntese dos ácidos graxos ocorre em uma sequência de reações que se repetem - 4 etapas; catalisadas por um sistema conhecido como ácido graxo-sintase; II. condensação, redução, desidratação, redução; III. Existem duas variantes principais da enzima ácido graxo-sintase: a ácido graxo-sintase I (AGS I), encontrada em vertebrados e em fungos, e possui 7 sítios ativos para reações distintas presentes em domínios separados, a ácido graxo-sintase II (AGS II), encontrada em vegetais e bactérias; IV. Um grupamento acila saturado, produzido em cada série de reações em quatro etapas, torna-se o substrato da condensação subsequente com um grupo malonila ativado; V. Em cada uma das passagens pelo ciclo, a cadeia do grupo acila graxo aumenta em dois carbonos; VI. o agente redutor na via sintética é o NADPH e os grupos ativadores são dois grupos ¬SH diferentes ligados à enzima VII. Com os sistemas AGS I, a síntese dos ácidos graxos leva a um único produto, e não são liberados intermediários; Quando o comprimento da cadeia atinge 16 carbonos, esse produto (palmitato, 16:0;) deixa o ciclo; Os carbonos C-16 e C-15 do palmitato são derivados dos átomos de carbono dos grupos metil e carboxil, respectivamente, de uma acetil-CoA utilizada diretamente para iniciar o sistema; os outros átomos de carbono da cadeia são originados da acetil-CoA via malonil-CoA; VIII. A AGS II, de vegetais e bactérias, é um sistema dissociado; cada etapa da síntese é catalisada por uma enzima distinta e livremente difusível; Os intermediários também são difusíveis e podem ser desviados para outras vias (como a síntese de ácido lipoico). Ao contrário da AGS I, a enzima AGS II gera uma variedade de produtos, inclusive ácidos graxos saturados de vários comprimentos, assim como insaturados, ramificados e hidróxiácidos graxos. Um sistema AGS II também é encontrado nas mitocôndrias de vertebrados; IX. Em situações de abundância de acetil-CoA, o fígado e o tecido adiposo sintetizam ácidos gordos; X. ocorre no citoplasma. XI. o transportador de grupos acilo (R-CO-) é a ACP (Acyl Carrier Protein), e não a coenzima A; XII. A síntese de ácidos gordos é feita a partir de acetil-CoA. No entanto, o processo é endergónico, pelo que o acetil-CoA deve ser previamente ativado >> Este é portanto carboxilado pela acetil-CoA carboxilase, uma enzima que tal como as outras carboxilases (p.ex., do piruvato ou do propionil-CoA) possui biotina, formando o malonil >> que é transferido para a proteína transportadora de acilos (ACP), dando a origem a malonil-ACP; http://homepage.ufp.pt/pedros/bq/gluconeog.htm#carbox http://homepage.ufp.pt/pedros/bq/beta-oxida.htm#impar XIII. Os múltiplos domínios da AGS I de mamíferos atuam como enzimas distintas, porém ligadas >> o sítio ativo de cada enzima é encontrado em um domínio separado dentro do polipeptídeo maior; XIV. Ao longo do processo de síntese dos ácidos graxos, os intermediários permanecem covalentemente ligados como tioésteres a um de dois grupos tiol. Um ponto de ligação é o grupo -SH de um resíduo de Cys em um dos domínios da sintase (b-cetoacil-ACP-sintase; KS); o outro ponto é o grupo ¬SH de uma proteína transportadora de grupos acila, domínio distinto do mesmo polipeptídeo >> A hidrólise dos tioésteres é altamente exergônica, e a energia liberada ajuda a tornar termodinamicamente favoráveis dois passos distintos (➊ e ➎ na Figura 21-6) da síntese dosácidos graxos (condensação); XV. A proteína transportadora de grupos acila (ACP, do inglês acyl carrier protein) é o transportador que mantém o sistema unido -Antes que as reações de condensação que constroem a cadeia do ácido graxo possam iniciar, os dois grupos tióis do complexo enzimático devem ser carregados com os grupamentos acila corretos; -primeiramente, o grupo acetila da acetil-CoA é transferido para a ACP, em uma reação catalisada pelo domínio malonil/acetil-CoA-ACP-transferase (MAT na Figura 21-6) do polipeptídeo multifuncional. O grupo acetila é, então, transferido para o grupo ¬SH da Cys da b-cetoacil-ACP- -sintase (KS); A segunda reação, a transferência do grupo malonila da malonil-CoA para o grupo ¬SH da ACP, também é catalisada pela malonil/acetil-CoA-ACP-transferase. No complexo sintase carregado, os grupos acetila e malonila são ativados para o processo de alongamento da cadeia; ● Etapas 1. Condensação 3 : envolvendo os grupos acetila e malonila ativados, formando acetoacetil-ACP, grupo acetoacetil ligado à ACP pelo grupo ¬SH da fosfopanteteína; simultaneamente, uma molécula de CO2 é produzida; catalisada pela b-cetoacil-ACP-sintase, o grupamento acetil é transferido do grupo ¬SH da Cys da enzima para o grupo malonila ligado ao grupo ¬SH da ACP, tornando-se a unidade de dois carbonos metil-terminal do novo grupo acetoacetila; -O átomo de carbono do CO2 formado nessa reação é o mesmo carbono originalmente introduzido na malonil-CoA a partir do HCO3 – pela reação da acetil-CoA-carboxilase. Assim, a ligação covalente do CO2 durante a 3 reação de condensação é uma reação química em que duas moléculas se combinam para formar uma única molécula, descartando outra molécula menor durante o processo; biossíntese dos ácidos graxos é apenas transitória; ele é removido assim que cada unidade de dois carbonos é adicionada; Por que as células têm o trabalho de adicionar CO2 para formar o grupo malonila a partir do grupo acetila apenas para perder o CO2 durante a formação de acetoacetato? O uso de grupos malonila ativados em vez de grupos acetil é o que torna as reações de condensação termodinamicamente favoráveis. O carbono metileno (C-2) do grupo malonila, situado entre os carbonos da carbonila e da carboxila, forma um bom nucleófilo. a descarboxilação do grupo malonila facilita o ataque nucleofílico do carbono metileno sobre a ligação tioéster entre o grupo acetil e a b-cetoacil-ACP-sintase, deslocando o grupo ¬SH da enzima; O acoplamento da condensação à descarboxilação do grupo malonila torna o processo global altamente exergônico -Por meio do uso de grupos malonila ativados na síntese dos ácidos graxos e de acetato ativado em sua degradação, a célula torna os dois processos termodinamicamente favoráveis, apesar de um ser efetivamente o inverso do outro. A energia extra necessária para tornar a síntese dos ácidos graxos favorável é fornecida pelo ATP utilizado na síntese de malonil-CoA a partir de acetil-CoA e HCO3 – 2. Redução do grupo carbonila do carbono beta :porque ela não vai ser necessária, pois os ácidos graxos só possuem 1 carbonila; por meio do NADPH; reduzir a uma hidroxila; A acetoacetil-ACP formada na etapa de condensação sofre agora redução do grupo carbonil em C-3, formando D-b-hidroxibutiril-ACP; catalisada pela b-cetoacil-ACP-redutase (KR) e o doador de elétrons é o NADPH; 3. Desidratação: água são agora removidos dos carbonos C-2 e C-3 da D-b-hidroxibutiril-ACP, formando uma ligação dupla no produto, trans-D2 -butenoil-ACP. A enzima que catalisa essa desidratação é a b-hidroxiacil-ACP-desidratase (DH); 4. Redução da ligação dupla: a ligação dupla da trans-D2 -butenoil-ACP é reduzida (saturada), formando butiril-ACP pela ação da enzima enoil-ACP-redutase (ER); mais uma vez, NADPH é o doador de elétrons; marca a conclusão de uma rodada por meio do complexo da ácido graxo-sintase formado um composto de 4 carbonos 5. Na etapa ➎, o grupo butirila é transferido do grupo ¬SH da fosfopanteteína da ACP para o grupo ¬SH de uma Cys da b-cetoacil-ACP-sintase, que sustentará inicialmente o grupo acetil; Para dar início ao próximo ciclo de quatro reações que alonga a cadeia em mais 2 átomos de carbono (etapa ➏), outro grupo malonila liga-se ao grupo ¬SH da fosfopanteteína da ACP, agora desocupado A condensação ocorre à medida que o grupo butirila, atuando como o grupo acetil no primeiro ciclo, é ligado aos 2 átomos de carbono do grupo malonil-ACP, com a consequente perda de CO2; produto dessa condensação é um grupo acila com 6 carbonos, covalentemente ligado ao grupo ¬SH da fosfopanteteína. Seu grupo b-cetônico é reduzido nas três etapas seguintes do ciclo da sintase, formando o grupo acila saturado, exatamente como no primeiro ciclo de reações – neste caso formando o produto de seis carbonos 6. 7 ciclos de condensação e redução produzem o grupo palmitoila de 16 carbonos saturados, ainda ligado à ACP alongamento da cadeia pelo complexo da sintase geralmente é interrompido neste ponto e o palmitato é liberado da ACP pela ação de uma atividade hidrolítica (tioesterase; TE) da proteína multifuncional; reação global , Primeiro, a formação de sete moléculas de malonil-CoA: 7 Acetil-CoA + 7 CO2 + 7 ATP → 7 malonil-CoA + 7ADP + 7Pi em seguida, sete ciclos de condensação e redução: Acetil-CoA + 7 malonil-CoA + 14NADPH + 14H+ → palmitato + 7CO2 + 8 CoA + 14NADP+ + 6H2O * apenas seis moléculas de água são produzidas, porque uma é utilizada para hidrolisar a ligação tioéster entre o produto palmitato e a enzima processo global: 8 Acetil-CoA + 7 ATP + 14NADPH + 14H+ → palmitato + 8 CoA + 7ADP + 7Pi + 14NADP+ + 6H2O -biossíntese dos ácidos graxos como o palmitato requer acetil-CoA e o fornecimento de energia química de duas formas: o potencial de transferência de grupos do ATP e o poder redutor do NADPH. -ATP é necessário para ligar o CO2 à acetil-CoA formando malonil-CoA; -as moléculas de NADPH são necessárias para reduzir o grupo a-ceto e a ligação dupla. -existe um custo adicional para a síntese dos ácidos graxos, já que a acetil-CoA é gerada na mitocôndria e deve ser transportada para o citosol >> consome 2 ATP por molécula de acetil-CoA transportada, aumentando o custo energético da síntese dos ácidos graxos para três ATP por unidade de dois carbonos; ● o complexo da ácido graxo-sintase é encontrado exclusivamente no citosol, assim como as enzimas biossintéticas dos nucleotídeos, dos aminoácidos e da glicose >> Esta localização segrega os processos sintéticos das reações de degradação; ● Existe uma separação correspondente dos cofatores transportadores de elétrons utilizados no anabolismo (geralmente processos redutivos) e aqueles utilizados no catabolismo (geralmente oxidativos) NADPH >> transportador de elétrons para as reações anabólicas e o NAD+ atua nas reações catabólicas. No citosol de hepatócitos, a relação [NADPH]/[NADP+ ] é muito alta, gerando um ambiente fortemente redutor para a síntese redutora dos ácidos graxos e de outras biomoléculas; A relação citosólica [NADH]/ [NAD+] é muito menor, de modo que o catabolismo oxidativo da glicose, dependente de NAD+ , pode ocorrer no mesmo compartimento e ao mesmo tempo que a síntese dos ácidos graxos; A relação [NADH]/ [NAD+ ] é muito maior na mitocôndria do que no citosol, devido ao fluxo de elétrons para o NAD+ a partir da oxidação de ácidos graxos, aminoácidos, piruvato e acetil-CoA; Essa relação alta entre [NADH]/[NAD1] na mitocôndria favorece a redução do oxigênio pela cadeia respiratória; ● Nos hepatócitos e adipócitos, NADPH citosólico é amplamente gerado pela via das pentoses-fosfato e pela enzima málica ● Nos hepatócitos e em glândulas mamárias de animais lactentes, o NADPH necessário para a biossíntese dos ácidos graxos é fornecido principalmente pela via das pentoses-fosfato piruvato entra na mitocôndria -Em eucariotos, praticamente toda a acetil-CoA utilizada na síntese dos ácidos graxos éformada na mitocôndria a partir da oxidação do piruvato e do catabolismo dos esqueletos de carbono dos aminoácidos. A acetil-CoA gerada da oxidação dos ácidos graxos não é uma fonte significativa de acetil-CoA para a biossíntese dos ácidos graxos em animais, pelo fato de que as duas vias são reciprocamente reguladas; -A membrana interna da mitocôndria é impermeável a acetil-CoA, de modo que um transportador indireto transfere os equivalentes do grupo acetila pela membrana interna; -acetil coenzima se une com o oxaloacetato formando o citrato (reação do ciclo do ácido cítrico/enzima citrato-sintase); -O citrato, então, atravessa a membrana interna pelo transportador de citrato. No citosol, a clivagem do citrato pela citrato-liase regenera acetil-CoA e oxaloacetato em uma reação dependente de ATP; O oxaloacetato não pode retornar à matriz mitocondrial diretamente, já que não existe um transportador de oxaloacetato. Em vez disso, a malato-desidrogenase citosólica reduz o oxaloacetato a malato, o qual pode retornar à matriz mitocondrial pelo transportador malato-a-cetoglutarato na troca por citrato. Na matriz, o malato é reoxidado a oxaloacetato, completando o ciclo. No entanto, a maior parte do malato produzido no citosol é utilizada para gerar NADPH citosólico pela ação da enzima málica O piruvato produzido é transportado para a mitocôndria pelo transportador de piruvato, sendo convertido em oxaloacetato na matriz, pela enzima piruvato-carboxilase. O ciclo resultante consome 2 ATP (pela citrato-liase e pela piruvato-carboxilase) para cada molécula de acetil-CoA entregue para a síntese de ácidos graxos. Após a clivagem do citrato para gerar acetil-CoA, a conversão dos quatro carbonos remanescentes em piruvato e CO2 pela enzima málica gera aproximadamente a metade do NADPH necessário para a síntese de ácidos graxos. A via das pentoses-fosfato fornece o restante de NADPH necessário; ➔ REGULAÇÂO -Quando uma célula ou um organismo tem combustível metabólico mais que suficiente para suprir suas necessidades energéticas, geralmente o excesso é convertido em ácido graxo e estocado como lipídeos, como os triacilgliceróis. -A reação catalisada pela acetil-CoA-carboxilase é a etapa limitante na biossíntese de ácidos graxos, e essa enzima é um ponto importante de regulação > se torna irreversível. -O citrato desempenha uma função central na alteração do metabolismo celular de consumo de combustível metabólico (oxidação) para o de armazenamento de combustível na forma de ácidos graxos. Quando as concentrações de acetil-CoA e ATP mitocondrial aumentam, o citrato é transportado para fora da mitocôndria; ele torna-se, então, tanto o precursor citosólico de acetil-CoA quanto um sinal alostérico para a ativação da acetil-CoA-carboxilase; Ao mesmo tempo, o citrato inibe a atividade da fosfofruto-cinase-1, reduzindo o fluxo de carbono para a glicólise; -A acetil-CoA-carboxilase também é regulada por modificação covalente >> A fosforilação promovida pelas ações dos hormônios glucagon e adrenalina inativa a enzima e reduz sua sensibilidade à ativação por citrato, dessa forma reduzindo a velocidade da síntese de ácidos graxos; Na sua forma ativa (desfosforilada), a acetil-CoA-carboxilase polimeriza-se em longos filamentos >>> a fosforilação é acompanhada pela dissociação das subunidades monoméricas e perda da atividade; -Se a síntese de ácidos graxos e a b-oxidação ocorressem simultaneamente, os dois processos constituiriam um ciclo fútil, desperdiçando energia. - a b-oxidação é bloqueada por malonil-CoA, que inibe a enzima carnitina-aciltransferase I >> Assim, durante a síntese de ácidos graxos, a produção do primeiro intermediário, a malonil-CoA, desliga a b-oxidação no nível do sistema transportador na membrana interna da mitocôndria; Esse mecanismo de controle ilustra outra vantagem da separação das vias sintéticas e degradativas em compartimentos celulares distintos;