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Exercício de Fixação de Tocotraumatismo
1. O que são os Tocotraumatismos?
2. Fatores de risco para o tocotraumatismo?
3. Por que o oligoâmnio é um fator de risco para o tocotraumatismo?
4.
5. Por que a diabetes materna é um fator de risco para o
tocotraumatismo?
6. Quais são os tocotraumatismos nos bebês macrossômicos?
7. O que são as versões uterinas?
8. O que é a Manobra de Kristeller?
9. V ou F:A cesárea eletiva não previne os tocotraumatismos.
10. Tipos de tocotraumatismo?
11. Quais são os tipos de lesões de cabeça e pescoço que podem
ocorrer?
12. Quais são os tipos de lesões de nervos cranianos, da medula
espinal e de nervos periféricos?
13. Quais são os tipos de lesões ósseas ?
14. Quais são os tipos de Lesões intra-abdominais ?
15. Quais são os tipos de Lesões de tecido mole?
16. Como os tocotraumatismos podem ser classificados em relação
a gravidade e quais os tipos de lesões que são incluídas em cada
tipo?
17. Quais são os tipos de hemorragia extracraniana mais comuns
nos tocotraumatismos e quais suas características?
18. Qual é o tipo de hemorragia extracraniana que causa acúmulo
de sangue subperiosteal. Respeita as suturas, consistência
cística, mais frequente nos ossos parietais e aparece dias após o
parto?
19. Qual é o tipo de hemorragia extracraniana que causa acúmulo
subcutâneo de líquido extraperiosteal, tem as margens mal
definidas, não respeita as suturas e tem resolução espontânea
nos primeiros dias de vida?
20. Qual a causa das lesões de cabeça e pescoço?
21. O que é o vacuum caput ?
22. O que é Hematoma subgaleal?
23. Em quanto tempo pode se dar a resolução de um
cefalohematoma?
24. Qual lesão de cabeça e pescoço que a criança terá palidez,
tônus muscular diminuído , tumefação flutuante no couro
cabeludo,edema periorbital e equimose do couro cabeludo ?
25. Qual lesão de cabeça e pescoço que a criança terá icterícia
prolongada devido à hemólise, e comumente é bilateral ?
26. Quais são os tipos de hemorragia intracraniana?
27. Em que situações é comum ocorrer hemorragia intracraniana ?
28. Qual a principal causa das fraturas deprimidas e occipital nos
crânios dos bebês ?
29. Qual é o osso que é atingido na fratura de crânio do tipo linear?
30. Causas de fraturas faciais ou mandibulares?
31. Qual é a lesão nasal mais frequente e a sua causa?
32. Quais lesões oculares que o fórceps pode causar?
33. Em qual tipo de parto é mais comum que o bebê desenvolva
hemorragias retinianas e subconjuntivais?
34. Quais são as lesões de orelha que são comuns devido ao
posicionamento fetal e ao uso do fórceps?
35. Qual é o músculo lesionado no torcicolo congênito?
36. Quais podem ser as causas do torcicolo congênito?
37. Características de uma lesão do nervo facial no bebê que
ocorre durante o parto?
38. Causas de lesão no nervo laríngeo recorrente?
39. Características clínicas de lesão no nervo laríngeo recorrente ?
40. Tratamento para lesão no nervo laríngeo recorrente?
41. Fatores de risco para lesão raquimedular?
42. Quais são as características clínicas de lesão medula espinhal?
43. Fatores de risco para lesões no nervo frênico (parte de C3, C4
ou C5)?
44. Quadro clínico de uma lesão no nervo frênico (parte de C3, C4
ou C5)?
45. Características da síndrome da Síndrome de Klumpke?
46. Características da síndrome da Síndrome Erb-Duchenne?
47. Características das lesões que acometem C5-T1?
48. Características das lesões de fratura de clavícula?
49. Características das lesões de fratura Ossos longos?
50. Características das lesões intra-abdominais?
51. Característica das lesões de tecidos moles?
Gabarito de Tocotraumatismo
1.É o comprometimento de função ou estrutura corporal do
recém-nascido, causado por traumas que ocorrem no nascimento, pode
acontecer no período pré-natal, parto, reanimação, de forma natural ou
iatrogênica, sendo evitáveis ou não.
2.Primiparidade,baixa estatura materna, anomalias pélvicas maternas,
oligoâmnio, diabetes materna, trabalho de parto prolongado ou muito
rápido, situações em que é necessário realizar versões uterinas, nos RN
de baixo peso, na apresentação distócica do feto e o parto instrumental
3.O líquido amniótico serve como amortecedor para o feto, sua
diminuição pode predispor a lesões
4.Macrossomia, bebês Hipotônicos e chances de Hipoglicemia
5.Distocia de ombro e lesão no plexo braquial
6.É uma manobra para tentar mudar a apresentação do feto de pélvica
para a cefálica que pode gerar traumatismos no bebê.
7-É uma pressão abaixo do rebordo costal materno na hora do parto, na
tentativa de “ajudar” na expulsão do feto, caracteriza uma violência
obstétrica. Além disso, pode gerar tocotraumatismos no bebê e danos à
mãe, como ruptura de fígado e baço.
8.V
9.Lesões de cabeça e pescoço,lesões de nervos cranianos, da medula
espinal e de nervos periféricos, Lesões ósseas,Lesões intra-abdominais
e Lesões de tecidos moles
10.Lesões associadas ao monitoramento fetal intraparto,hemorragia
intracraniana,hemorragia intracraniana,fratura de crânio,fraturas faciais
ou mandibulares,lesões nasais,lesões oculares,lesões de orelha e
lesões do músculo esternocleidomastoideo.
11.Lesões de nervos cranianos: facial e laríngeo, lesões da medula
espinal (raquimedular) e lesões de nervos periféricos ( frênico e
braquial)
12.Fratura de clavícula e de ossos longos.
13.Lesão hepática e esplênica, e hemorragia supra renal.
14.Petéquias, lacerações e escoriações, enecrose de tecido adiposo
15.
-Leves (Tipo I): lesão de pele (equimose, abrasão, hematoma);
ferimentos corto-contusos de partes moles; adiponecrose (por
compressão); bossa serossanguínea; hemorragia subconjuntival; fratura
de clavícula (muito frequente, especialmente a “fratura em galho verde”,
a que não parte)
- Moderados (Tipo II): paresia braquial, paresia facial, céfalo-hematoma,
trauma do músculo esternocleidomastoideo
- Graves (Tipo III): hemorragia intracraniana, rotura visceral (baço,
fígado, intestino), fratura de ossos da face, de crânio e de ossos longos,
paralisia diafragmática, trauma de coluna e medula espinhal, paralisia
facial ou braquial, paralisia bilateral de cordas vocais
16.Em 1ª lugar a bossa serossanguinolenta e em 2ª o cefalohematoma,
já o hematoma subgaleal é mais raro.
17.Cefalohematoma
18.Bossa serossanguinolenta
19.São lesões associadas ao monitoramento fetal intraparto
20.É uma bossa com as margens bem demarcadas , causada pelo uso
de vácuo extrator no parto, se assemelha à um edema, deprimindo à
digitopressão
21.Hemorragia sob a aponeurose do couro cabeludo, frequente em
partos por fórceps ou vácuo, o hematoma aumenta lenta ou
rapidamente e pode resultar em choque , o sangue é reabsorvido
lentamente, mortalidade, de 14 a 22%
22.Ocorre uma resolução espontânea por reabsorção entre a 6 ª e 8ª
semanas.
23.Hematoma subgaleal
24. É o Cefalohematoma
25. Podem ser subdural; subaracnóidea; intracerebelar e
intraventricular.
26.Ocorre em partos laboriosos, de maior duração
27.Nas fraturas deprimidas a principal causa é pelo uso de fórceps, por
isso ocorre nos ossos parietais ou frontal , já a do osso occipital ocorre
por conta da apresentação pélvica.
28. Osso parietal
29.Podem ser causadas pela passagem pelo canal de parto, uso de
fórceps, passagem da cabeça em apresentação pélvica
30.A lesão nasal mais comum é o deslocamento da cartilagem nasal,
promovido pela pressão aplicada pela sínfise púbica ou promontório
materno
31. Pode resultar em lesão ocular e periorbital, como hemorragia
vítrea, lacerações, fratura orbital, lesão da glândula ou canal lacrimal e
ruptura da membrana de Descemet da córnea, que pode levar à
astigmatismo e ambliopia.
32. Parto vaginal
33.Podem ocorrer escoriações, hematomas, lacerações.
34.Músculo esternocleidomastoideo.
35.A causa mais provável é o posicionamento intrauterino, mas o parto
pélvico e o uso de fórceps também podem predispor
36.É frequente em partos com fórceps, fácies assimétrica durante o
choro (olho aberto do lado lesado) e a resolução é espontânea em 3
semanas,deve fazer o diagnóstico diferencial com a Síndrome de
Moebius e hemorragia intracraniana.
37.É secundária à tração excessiva sobre a cabeça fetal durante o parto
pélvico ou à tração lateral da cabeça com um fórceps.
38.É assintomático em repouso, mas há estridor respiratório, choro
rouco e disfagia e 25% das paralisias de cordas vocais são unilaterais,
mais frequente à esquerda.
39.Geralmente a resolução é espontânea em até 6 semanas.
40.Parto vaginal de um feto cuja cabeça/pescoço está em
hiperextensão; parto pélvico; distocia grave do ombro.
41.Podem ser hematomas epidurais espinais, lesões/oclusões das
artérias vertebrais, hematomielia cervical traumática e transecção
medular.
42.parto pélvico e fórceps
43.Leva à paralisia do diafragma ipsilateral (e geralmente é unilateral)
Na maioria dos casos os pacientes também apresentam lesões de plexo
braquial.Acarreta em desconforto respiratório e cianose.Elevação do
hemidiafragma acometido no RX.Recuperação espontânea de 1-3
meses.
44.Acomete C7, C8 e T1, em 20% dos casos de lesão do plexo
braquial, leva à paralisia da mão, preensão palmar ausente no lado
afetado. Comprometimento sensorial do lado ulnar do antebraço e da
mão. Pode apresentar Síndrome de Horner (miose, ptose, enoftalmia)
homolateral à lesão em caso de acometimento do plexo simpático.
45.Acomete C5, C6 e C7 e constitui 70% dos casos de lesão do plexo
braquial. O membro fica em adução e rotação interna com flexão do
punho (“gorjeta de garçom”); preensão palmar presente e melhor
prognóstico. Alguns músculos do membro superior no geral podem
apresentar fraqueza ou paralisia. O Reflexo de Moro estará sempre
ausente no lado afetado.
46.Ocorre em 10% dos casos de lesão do plexo braquial, nela haverá
braço inteiro flácido, sensibilidade e todos os reflexos ausentes.
47.Até 40% das fraturas de clavícula não são identificadas antes da alta
hospitalar.Fatores de risco: distocia do ombro, parto de apresentação
pélvica de braços estendidos e macrossomia. Geralmente a fratura é
“em galho verde” (incompleta). Apresenta crepitação perto do ombro
O primeiro sinal clínico pode ser um calo ósseo com 7-10 dias de
idade.O braço afetado pode ter pseudoparalisia, porque o bebê fica com
o braço parado devido à dor Reflexo de Moro assimétrico, pode ou não
estar presente. O tratamento: alívio da dor com analgésicos Não se
engessa, a imobilização é feita com a manga da camisa do bebê para
limitar o movimento.É esperada a consolidação completa.
48.Fratura de úmero: pode ocorrer durante a liberação dos braços de
um feto em apresentação pélvica e/ou dos ombros em apresentações
de vértice. A compressão direta do úmero também pode resultar em
fratura.
Fratura de fêmur: ocorrem após parto pélvico, RN com hipotonia
congênita corre maior risco. É vista no
exame físico como deformidade da coxa. Edema, diminuição dos
movimentos, dor à palpação.
OBS: em casos de osteogênese imperfeita, o parto pode ser feito da
forma mais adequada possível, mas pode ter fraturas do mesmo jeito,
devido a condições próprias do bebê.
49.Lesão hepática: é o órgão sólido mais comumente lesionado
durante o nascimento.Pode sofrer hematoma ou ruptura hepática
Fatores de risco: macrossomia, hepatomegalia e apresentação pélvica
▪ Lesão esplênica: fatores de risco são macrossomia, esplenomegalia
e apresentação pélvica
▪ Hemorragia suprarrenal: diagnóstico intrauterino, ocorrem distúrbios
hemorrágicos. Mais frequente à direita, os fatores de risco são
apresentação pélvica e macrossomia. Os sinais clássicos são febre,
massa no flanco, púrpura e palidez.
50.Petéquias: o bebê pode estar cefálico, mas com a face virada pra
fora na apresentação, por isso pode
nascer com petéquias
▪ Lacerações e escoriações
▪ Necrose de tecido adiposo
OBS: a pega do fórceps pode formar a Marca de Baudelocque.

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