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1 
Thiago Mendes- MED 104- AMEC 
formações linfoides e timo 
✓ A principal função desse sistema é a de proteção contra microrganismos que podem liberar toxinas, 
substâncias. Nesse sistema ocorre o “combate” das moléculas próprias do corpo contra as moléculas 
estranhas. Ainda, ocorre a identificação que pode evoluir para 1) inativação ou 2) destruição. 
✓ O sistema imunitário é composto pelos: 
1. órgãos linfáticos (baço, timo, linfonodos, nódulos linfáticos- esse último não é um órgão 
propriamente dito dependendo da literatura, pois órgão possui uma cápsula revestindo) e; 
2. células residentes (linfócitos, granulócitos, células do sistema mononuclear fagocitário e células 
apresentadoras de antígenos). 
✓ Ainda, o órgãos linfáticos são subdivididos em órgãos linfáticos centrais/primários → são os que vão dar 
origem as células de defesas, principalmente os linfócitos, são órgãos primários cujas células se originam da 
medula óssea, células do tipo linfócitos que irão se transformar em linfócito B (que já são maturados na 
medula óssea) ou linfócito T (que migra para o timo para sofrer a maturação/ amadurecimento) órgãos 
linfáticos periféricos/secundários → que irão alojar essas células de defesa até que elas são liberadas. 
✓ Células do tecido linfoide: 
➔ LINFÓCITOS T: resposta imune celular, helper CD4, supressor CD4, citotóxico CD8, memória longa- a 
resposta imune celular é mais específica. 
➔ LINFÓCITOS B: resposta imune humoral, originam plasmócitos, memória fraca- a resposta imune 
humoral é menos específica, combate qualquer substancia química, o linfócito b não faz acepção, 
ou seja, é mais universal. 
➔ CÉLULAS APRESENTADORAS DE ANTÍGENOS: células dendríticas de linfonodos, células de 
Langerhans da pele, macrófagos do conjuntivo, células epiteliais reticulares do timo. 
✓ O tecido linfoide pode ser: 
DIFUSO→ BALT (tecido linfoide associado ao brônquio), GALT (associado ao intestino) e folículos 
linfoides. MALT significa tecido linfoide associado a mucosa, esses agregados de células é para 
serem uma primeira barreira de defesa em locais estratégicos. 
LOCALIZADO→ existem os encapsulados (timo, linfonodo e baço) e os não encapsulados( placas de 
Peyer- no íleo do intestino delgado-, tonsilas e apêndice) 
 BALT(pode ser chamado de MALT pois sabemos que é um brônquio intrapulmonar) Placas de Peyer no íleo distal, folículos ou nódulos linfoides que 
. começam na lâmina própria e se estendem até a submucosa, centro mais . 
. claro→ centro germinativo e região mais escura→ manto 
 
 
Nesta imagem ao lado observa-se as 
placas de peyer do apêndice 
vermiforme e na segunda imagem é 
nítida a adivisão entre centro 
germinativo (mais claro) e manto 
(mais escuro), caracterizando um 
foliculo linfoide secundário. 
 
 
2 
Thiago Mendes- MED 104- AMEC 
Órgãos linfoides: 
Primários➔ Timo (maturam os linfócitos T) e Medula Óssea 
Vermelha (linfócitos T e B) e o figado fetal. 
Secundários➔ Anel de Waldeyer ( conjunto de tonsilas: linfonodos, 
amígdalas, e adenoides), Linfonodos (linfonodos mesentéricos), 
Baço, Nódulos linfoides, MALT (tecido linfoide associados à 
mucosas) 
Não se pode dizer que alguns são órgãos porém são estruturas 
linfoides. 
Todos os vasos linfáticos da parte inferior do corpo escoam-se por 
fim para o ducto torácico que, por sua vez, escoa-se para o sistema 
venoso de sangue. 
 
 
TIMO 
Órgão bilobado na visão macroscópica que se localiza no 
mediastino superior, posterior ao esterno e anterior aos grandes 
vasos. É responsável pela maturação e diferenciação dos linfócitos 
T. 
Todo revestido por uma cápsula de tecido conjuntivo que emite 
projeções que formam as trabéculas e divide o timo em lóbulos. 
Importante saber que trabécula é diferente de septo. 
Septo ➔ divisão mais precisa e já as 
Trabéculas➔ formam espécie de “pseudo-divisão” e isso faz com 
que alguns lóbulos possam ter uma comunicação. 
No timo existe uma região CORTICAL e outra região mais interna chamada de região 
MEDULAR. 
✓ Órgão capsulado 
✓ Possui lobos 
✓ Não apresenta nodulos 
✓ Produz: timosina, timopoetina, timulina e fator tímico humoral (essas 
substâncias agem na proliferação das células T e expressão de marcadores de 
superfície). 
Existem linfócitos TCD4 e TCD8, essa diferenciação ocorre aqui no timo. 
Ainda, existem as células epiteliais reticulares que ajuda muito no diagnóstico 
de órgão e de núcleo mais corado são os linfócitos em processo de proliferação. 
 
CÓRTEX 
Mais corado, parênquima formado por 
linfócitos específicos denominados timócitos 
(que são células percursoras que se 
originaram da medula óssea), além dos 
timócitos existe uma célula reticular epitelial 
(tipo 1, tipo 2, tipo 3), essas células possuem 
funções especificas de acordo com o lugar 
que se localizam. 
3 
Thiago Mendes- MED 104- AMEC 
▪ Células Reticulares Epiteliais Tipo 1 ➔ se localizam na porção mais superior do 
córtex próximo a capsula de tecido conjuntivo e são menos coradas com mais 
citoplasma em formato de estrela, possuem a função de formar a barreira 
hematotímica por meio de junções de oclusão, para evitar o contato das células 
conjuntivas (macrófagos, células de defesa) com os linfócitos que estão sofrendo 
o processo de proliferação, maturação e diferenciação, e não pode ter contato. 
▪ Células Reticulares Epiteliais Tipo 2 ➔ formam junções de adesão que formam 
uma rede/arcabouço para ancorar e aparar as células que estão no processo de 
diferenciação que são os linfócitos, meio que para “deixar” essas células 
maturando no local certo, no meio do córtex. 
▪ Células Reticulares Epiteliais Tipo 3 ➔ função semelhante às do tipo 1, com 
junções de oclusão fazendo uma barreira separando as células que estão no 
córtex das que tão na medula, em outra fase de diferenciação. 
A imagem ao lado mostra as células reticulo-epiteliais 
MEDULA 
Predominância das células reticulares por isso é mais claro do que o córtex. Possui 
macrófagos, células dendríticas e linfócitos em proliferação. 
▪ Células Reticulares Epiteliais Tipo 4 ➔ mais profundamente na medula e formam, assim como a do tipo 2, 
arcabouços/locais que amparam essas células em processo de diferenciação. 
▪ Células Reticulares Tipo 5. 
▪ Células Reticulares Epiteliais Tipo 6 ➔ vai formar uma estrutura muito caracteristica do timo, uma 
estrutura arredondada denominada corpúsculo de Hassal ou corpúsculo tímicos que são um agregado de 
células reticulares epiteliais do tipo 6 com uma coloração intensa de eosina e pode sofrer um processo de 
calcificação, queratinização e por isso está muito corada. Sua função é secretar citocinas responsáveis pela 
maturação e desenvolvimento dos linfócitos, ainda são o local de morte de linfócitos T (conforme mostra 
no final da página 3 e começo da 4.) 
O timo é formado na vida intrauterina e quando o individuo 
atinge a puberdade esse órgão sofre um processo de 
involução e começa uma substituição do tecido do córtex e da 
medula por tecido adiposo, esse processo é mediado por 
hormônios da puberdade e o timo se torna um deposito de 
gordura e aos poucos só vai diminuindo o tamanho e 
aumentando o depósito de gordura. 
Apesar dessa involução nada acontece com a função tímica 
pois, o timo matura e diferencia linfócitos T, que são 
correspondentes da memória longa, ou seja, quando chegar 
na puberdade a memória imunológica longa já está formada, 
por isso ele reduz de tamanho, porém,mesmo com essa 
redução e aumento de tecido adiposo, caso ainda precise formar, maturar e diferenciar linfócitos T ele ainda é 
funcional, apesar de estar com tamanho e parênquima reduzido. 
PROCESSO DE DIFERENCIAÇÃO: os percursores 
oriundos da medula óssea vão até o córtex 
tímico onde irão se proliferar e ali existe o 
complexo de histocompatibilidade principal 
(MHC) onde as células epiteliais vão ter o 
primeiro contato antigênico com essas células 
que estão em processo de proliferação e 
diferenciação e daí começa a ter a expressão 
de marcadores (CD) nas superfícies desses 
timócitos (linfócitos ainda imaturos). Essas 
células que interagiram com as moléculas do 
MHC irão passar para a medula e as que não 
interagirem vão sofrer apoptose. No córtex 
tem uma seleção positiva e na medula tímica 
tem uma seleção negativa, pois existe a 
4 
Thiago Mendes- MED 104- AMEC 
apresentação de autoantígenos para essas células que passaram do córtex para a medula, as células autorreativas 
irão sofrer apoptose e as que não apresentarem irão entrar na corrente sanguínea para serem redistribuídas para 
órgãos/zonas “timo-dependentes”. 
Ou seja, existe dois processos de seleção, um no córtex e outro na medula. Algumas doenças autoimunes podem 
estar relacionadas com alguma falha na segunda seleção, assim células autorreativas não entram em apoptose e sim 
entram na corrente sanguínea, causando sérias problemáticas, pois essas células reconhecem antígenos do próprio 
corpo e começa a destruir o próprio corpo. 
 
Seleção de células T, divisão de trabalho entre os microambientes tímicos ➔ 
no córtex tímico: ocorre o screening para reatividade com o MHC onde há uma 
seleção positiva reconhecimento de MHC no epitélio cortical. Na medula: 
screening para a auto reatividade das células que ultrapassaram a primeira 
barreira, podendo ocorrer uma seleção negativa gerando a apoptose, ou pode 
ser uma célula T auto tolerante a qual irá para o sangue. 
 
A imagem ao lado mostra o timo, 
importante destacar que existem vasos 
nas trabéculas e por isso é importante a 
barreira hematotímica. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5 
Thiago Mendes- MED 104- AMEC 
TONSILAS 
✓ Não podem ser consideradas órgãos pois não possuem a capsula 
revestindo. 
✓ Podem ser: 
1. Palatina/”Amigdalas”→ criptas revestidas por epitélio 
pavimentoso estratificado não queratinizado- Linfócito B, 
entre o arco palatoglosso e palatofaríngeo. 
2. Faríngea/Adenoide→ pseudo- cápsula incompleta, pregas- 
epitélio pseudo estratificado cilíndrico ciliciado 
3. Lingual→ criptas recebem ductos das glândulas salivares 
Na imagem abaixo da esquerda observa-se a tonsila palatina com 
criptas, epitélio de revestimento característico da região e logo 
abaixo na lâmina própria existem folículos/ nódulos linfoides. 
Nesta imagem ao lado observa-se parte de uma 
cápsula/pseudo cápsula 
(tanto na faringea quanto 
na palatina) representado 
por Cap, porém não reveste 
a tonsila inteiramente. 
Esses foliculos podem ser 
secundários com manto 
(mais escuro) e centro 
germinativo (mais claro) e 
primários onde não é 
possível identificar esse 
centro germinativo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
sistema imune, linfático e formações linfoides 
A principal função do sistema linfático é drenar o excesso de liquido intersticial dos tecidos, a maior vai pelas vênulas 
porem o linfático drena também e no final drena para as veias. 
Dinâmica dos Fluidos➔ o material quando passa do interstício para dentro dos capilares linfáticos se chama linfa. 
6 
Thiago Mendes- MED 104- AMEC 
Circulação Linfática➔ os vasos/ductos linfáticos drenam para as veias e passam, pelo menos um vez, por dentro dos 
linfonodos que funcionam como um filtro imune dessa linfa, importante ressaltar que a estrutura interna de um 
vaso linfático é semelhante ao da veia com as valvas (até que formam varizes quando estão frouxas). 
Células e Organização Histológica➔ linfócitos principais células, organizados em folículos, cordões ou difusos. 
 
LINFONODOS 
✓ Órgãos linfoides secundários ou periféricos, 
ou seja as células vão para este órgão depois 
de estarem formadas/maduras. 
✓ Espalhados pelo trajeto dos vasos linfáticos 
→ dilatações dos vasos 
✓ Circulação unidirecional da linfa (entram por 
vasos linfáticos aferentes e saem por vasos 
linfáticos eferentes na região do hilo, que 
vão continuar pelo caminho passando por 
outros linfonodos ou vão desembocar nas 
veias. 
HISTOLOGIA: 
✓ Cápsula de tecido conjuntivo denso envia 
trabéculas dividindo o parênquima em 
compartimentos incompletos 
✓ Células e fibras reticulares formam o 
arcabouço 
✓ Dividido em córtex (onde chega os vasos) e medula. 
REGIÃO CORTICAL➔ Tecido linfoide frouxo, que forma seios 
subcapsulares e Peritrabeculares+ Nódulos/Folículos Linfoides. 
Principais células Linfócitos B e plasmócitos, macrófagos, células 
reticulares e células foliculares dendríticas. 
 
REGIÃO PARACORTICAL➔ NÃO apresenta nódulos linfáticos ou 
folículos. Predomínio de linfócitos T, ao lado de células reticulares e 
alguns plasmócitos e macrófagos. 
 
REGIÃO MEDULAR➔ seios medulares. Cordoes medulares formados 
principalmente por linfócitos B, fibras e células reticulares e 
macrófagos. 
 
 
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Thiago Mendes- MED 104- AMEC 
Abaixo da cápsula de tecido conjuntivo existe uma região chamada de seio 
subcapsular que é local por onde a linfa irá chegar, vasos linfáticos aferentes 
→ para essa região. 
Ademais, essa região quando acompanha as trabéculas (que não dividem os 
linfonodos em lobos pois existe uma comunicação ainda) é chamada de seio 
peritrabecular, o qual possui as mesmas características do subcapsular, só 
muda a nomenclatura. 
A imagem ao lado ilustra essas regiões e a partir dessa região a linfa segue pelo 
parênquima do linfonodo até sair pelo hilo na parte medular desse órgão 
linfoide. 
 
CÓRTEX E NÓDULOS/FOLÍCULOS 
No córtex é muito evidente os nódulos linfáticos e esses se classificam de 
acordo com o estágio de maturação, ou seja, podem ser primários 
(densamente empacotados sem a presença da região clara no meio, pois não 
estão ativos proliferando linfócitos B, diferenciando em plasmócitos etc.) ou 
secundários (possuem cordão/coroa/manto com muitos linfócitos e possuem 
um centro germinativo {claro, onde os linfócitos estão se multiplicando}, pois estão mais ativos). 
Íngua➔ aumento/inchaço do linfonodo (também chamados de gânglios linfáticos) onde se torna possível apalpar, 
principalmente nas regiões da virilha, pescoço, axila. Essa íngua pode ser causada por um aumento de nódulos 
linfáticos secundários, os primários vão se ativando para conter essa infecção, aumentando, dessa forma, o tamanho 
do órgão. 
PARACÓRTEX E VÊNULAS ENDOTELIAIS ALTAS (HEV) 
 Linfa passa do córtex para o paracórtex- região rica em linfócitos T maturados pelo timo. Ainda, nessa região é 
encontrado vênulas endoteliais altas (HEV) que, diferente de vasos sanguíneos comuns que possuem células 
achatadas compondo o endotélio, são compostas na parede do vaso por células altas. Essas células altas “grudam” 
os linfócitos B e T da corrente sanguínea sendo a principal porta de entrada 
desses linfócitos no linfonodo, essas vênulas penetram o paracórtex. 
Isso é importante pois, por exemplo, ocorre uma infecção no dedo do pé, daí vai 
iniciar uma resposta imune inata/ inflamatória a partir do tecido que foi lesado 
que por meio da linfa chega ao primeiro linfonodo e começa o reconhecimento 
dos antígenos do organismo causador dessa infecção, depois dessa filtração, o 
linfócito atinge a corrente sanguínea para combater esse antígeno, mas muitas 
das vezes dependendo da gravidade da infecção é necessário uma resposta 
imune global do corpo, e esses linfócitos conseguem entrar por essas células 
endoteliais altas ficam anunciando a infecção em vários linfonodos, 
orquestrando uma resposta imune mais globalizada. 
✓ Endotelio com celulas cuboides 
✓ Expressão de moléculasde adesão para linfócitos (para grudarem ali quando passarem igual no vídeo que o 
alexandre mostrou) 
✓ Recirculação de linfócitos 
linfonodo→ vasos eferentes→ circulação sanguínea→ capilares→ HEV→ linfonodo→ vasos 
eferentes 
MEDULA 
Parte mais interna, linfócitos organizados em cordões celulares (linhas escuras), em volta 
células mais claras (células reticulares, macrófagos, linfócitos.), ainda possui os seios 
medulares. 
 
Córtex, medula→ linfócitos B 
Paracórtex→ linfócitos T 
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Thiago Mendes- MED 104- AMEC 
HISTOFISIOLOGIA➔ a linfa vem trazendo antígenos que entram no linfonodo pelo vaso linfático eferente que caem 
no seio subcapsular/peritrabecular para passarem pelo filtro de linfócitos- que chegaram por artérias e pela vênula 
de endotélio alto (HAS)- daí ocorre o reconhecimento dos antígenos (células dendríticas apresentaram esses 
antígenos aos linfócitos) e os linfócitos começam a se multiplicar. 
A célula dendrítica chega ao linfonodo trazendo o antígeno, esse antígeno é apresentado ao linfócitos T naive que 
irão coordenar a multiplicação dos próprios linfócitos T (resposta imune celular) em células T efetoras e 
apresentaram os antígenos à célula B (resposta imune humoral) no folículo que começam a multiplicação também. 
Dessa forma os linfócitos T efetoras vão para a medula, passa pelo seios medulares e saem pela vaso linfático 
eferente e irão ao local da infecção ensinar as células de lá, pode ser células da imunidade inata, a como reagirem e 
produzirem anticorpos para combater esse antígeno. Além disso, ainda, esses linfócitos T podem por meio das HAS 
irem para outros linfonodos anunciarem essa infecção 
dependendo da gravidade da infecção. 
Essa figura mostra um 
linfonodo normal e 
outro inchado, indicando 
uma infecção, sinalizada 
por meio dessas ínguas 
(dialeto popular) que 
podem diagnosticar uma 
infecção antes de 
demonstrar outros 
sintomas, geralmente os linfonodos inchados indicam uma infecção próxima a esse local. Esse inchaço é causado 
pelo aumento de linfócitos que serão “drenados” por meio dos vasos linfáticos eferentes para o corpo combater a 
infecção. 
 
BAÇO 
✓ Maior órgão linfoide; 
✓ É um órgão linfoide secundário (onde os linfócitos estão formados e 
podem agir, os primários são timo e medula óssea vermelha que 
produzem a forma menos madura desses linfócitos) ; 
✓ Interposto na Circulação Sanguínea; 
✓ Recoberto por peritônio no quadrante superior esquerdo da cavidade 
abdominal; 
✓ Revestido por cápsula de tecido conjuntivo fibroelástico com algumas 
células musculares lisas+ peritônio visceral; 
9 
Thiago Mendes- MED 104- AMEC 
✓ Trabéculas para o interior do órgão; 
✓ Arcabouço de células e fibras reticulares. 
Funções do baço: 
1. Órgão hematopoiético no período fetal→ produção de células sanguíneas; 
2. Proliferação de células T e B (e produção de anticorpos); 
3. Destruição de eritrócitos/ hemácias senescentes (Hemocaterese)→ senescentes são células velhas 30 a 
100 dias a data de “validade” das hemácias; 
4. Captura de antígenos provenientes da corrente sanguínea. 
 
Capilares Sinusoides Esplênicos 
Artéria esplênica (penetra o baço passando pela cápsula de tecido conjuntivo) 
à medida que penetram no órgão essas artérias se ramificam e acompanham as 
trabéculas de tecido conjuntivo e passam a se chamar Artérias Trabeculares, 
depois essas artérias vão penetrar no parênquima/polpa esplênica 
(consistência de polpa pois ele está “encharcado” de sangue) e a partir da parte 
que elas penetram no parênquima são circundadas de uma bainha linfática 
periarterial (majoritariamente composta por linfócitos T naives, ou seja, já 
foram produzidos pela medula óssea, já foram maturados pelo timo porém 
ainda não tiveram contato com nenhum antígeno para desempenharem a suas 
funções), essa artéria revestida pela bainha é chamada de Artéria Central de 
Polpa Branca, ainda durante o percurso dessa artéria ocorre o espessamento 
da bainha para formar folículos (compostos majoritariamente por linfócitos B, 
na imagem é mostrado um folículo secundário), esse 
caminho com a artéria central de polpa branca e a 
bainha linfática periarterial é chamada de POLPA 
BRANCA, pois o restante do parênquima do órgão é 
mais encharcado de sangue. 
 
 
 
 
 
 
 
As arteríolas deixam a Polpa Branca e ocorre um espessamento elipsoide desses vasos, as células endoteliais 
começa a se espessar e a formar buracos entre elas, característico do elipsoide vasos com a parede muito fina, e 
esses espessamentos elipsoides são recobertos por células e fibras reticulares do próprio parênquima do órgão e 
esse espessamento serve para acumular sangue e tornar essa parte justamente a polpa vermelha. 
A partir daí esse sangue flui para os capilares, vênulas, veias 
esplênicas. Ainda não se sabe se essa circulação do baço é 
aberta ou fechada, aberta seria esse espessamento elipsoide 
acabava e o sangue era reabsorvido do parênquima e fechado 
é uma continuação entre os capilares, veias e as arteríolas com 
espessamento elipsoide. 
Artéria esplênica➔ artéria trabecular➔ artéria central de 
polpa branca➔ espessamento elipsoide➔ veia esplênica 
 
 
Divisão: 
10 
Thiago Mendes- MED 104- AMEC 
POLPA BRANCA➔ tecido linfático 
que compõe as bainhas 
periarteriais, majoritariamente 
compostos por linfócitos tipo T e 
ainda existem folículos durante o 
percurso compostos de linfócitos 
tipo B. 
POLPA VERMELHA➔ Cordões 
Esplênicos separados por sinusoides, 
chamados de Cordões de Billroth, 
onde ocorre hemocaterese. Ainda, possui células e fibras reticulares (arcabouço), macrófagos (fagocitose), 
linfócitos (T e B) e outras células sanguíneas sem núcleos (eritrócitos). 
A histologia do baço é toda montada a partir da vascularização, as veias esplênicas desembocam na v. porta hepática 
e a resposta aos antígenos presentes no sangue é muito importante pois ali no baço encontrará diversos linfócitos. 
T→ trabéculas 
W→ polpa branca, bainha linfática circundando um vaso 
sanguíneo. 
R→ polpa vermelha com muito menos linfócitos e mais 
células sanguíneas. 
Na primeira imagem logo abaixo desta ao lado evidencia-se 
céulas organizadas em cordões mas sem muitos núcleos de 
linfócitos, mais células sanguíneas. 
Na segunda imagem é evidente um nódulo linfático com 
centro germinativo e coroa, onde prolifera-se principalmente 
linfócitos B, e tem um vaso sanguíneo indicado pela seta 
preta. 
 
A Hemocaterese ocorre na polpa 
vermelha conforme evidencia as 
últimas imagens da página. Nessas 
imagens é notável os seios 
(brancos) formados por cordões 
celulares com material vindo dos 
sinusoides que se abrem ali e 
dentro desse seio (foto 2) é notável 
hemácias anucleadas e um 
arcabouço de fibras reticulares em 
volta. Os macrófagos que são responsáveis pela destruição e fagocitose dessas hemácias senescentes, macrófagos 
constituintes dos cordões celulares (última imagem fagócitos com hemácias dentro delas) e os resíduos que podem 
ser reaproveitados das hemácias voltam para fora dos macrófagos.

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