Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Fisiologia da visão
Descrever as principais estruturas do olho e
entender a função delas 
Compreender como os fotorreceptores
formam os potenciais de ação
Descrever o processamento da via visual
Compreender os principais distúrbios clínicos
associados à visão 
OBJETIVOS 
 
 
 O OLHO É UM ÓRGÃO SENSORIAL
A luz entra no olho e a lente do cristalino a focaliza na retina 
Os fotorreceptores (cones e bastonetes) transduzem a energia luminosa em um sinal elétrico 
As vias neurais transmitem os sinais elétricos para o cérebro, que os processam como imagens
visuais 
SISTEMA VISUAL 
1.
A visão é o processo pelo qual a luz refletida pelos objetos em nosso meio externo entra no olho e
é traduzida em uma imagem mental 
Região do espectro 
Cada cor possui um 
 
1.1 Os olhos são responsáveis pela detecção de luz visível
eletromagnético com 
comprimentos de onda 
variando entre 400 e 700 nm
 
comprimento de onda 
correspondente 
FIGURA 1: espectro eletromagnético
 
FONTE: TORTORA, Gerald J.; GRABOWSKI, Sandra Reynolds. Princípios de 
Anatomia e Fisiologia. 9ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2002.
SISTEMA VISUAL 
FIGURA 2: anatomia do olho
 
FONTE: 2ª ed, 1996. -SILVERTHORN, D. Fisiologia Humana: 
Uma Abordagem Integrada, 7ª Edição, Artmed, 2017.
Constituído pelo bulbo do olho 
Protegido pela órbita (cavidade 
 
 
2. ANATOMIA DO OLHO
e o nervo óptico. 
óssea), onde encontra-se além do 
bulbo do olho, as estruturas acessórias, 
as quais incluem as pálpebras, os cílios, 
os supercílios, o aparelho lacrimal 
(produtor de lágrimas) e os músculos 
extrínsecos do bulbo do olho. 
SISTEMA VISUAL 
Córnea: revestimento transparente que cobre a íris e atua na refração 
Esclera: fornece o formato e protege as partes internas 
Cristalino: lente biconvexa que focaliza a luz 
Íris: parte colorida do bulbo do olho, contém a pupila 
Corioide: membrana interna, rica em vasos 
Corpo ciliar 
Retina – detecta os raios luminosos e desenvolve sinais nervosos 
Disco óptico
Mácula 
Ponto cego
2.1 Regiões do bulbo do olho
TÚNICA FIBROSA: 
TÚNICA VASCULAR: 
TÚNICA INTERNA: 
SISTEMA VISUAL 
FIGURA 3: Secção sagital do olho
 
FONTE: 2ª ed, 1996. -SILVERTHORN, D. Fisiologia Humana: Uma Abordagem
 Integrada, 7ª Edição, Artmed, 2017.
FIGURA 4: Vista da parede posterior do olho
 
FONTE: 2ª ed, 1996. -SILVERTHORN, D. Fisiologia Humana: 
Uma Abordagem Integrada, 7ª Edição, Artmed, 2017.
.
 
SISTEMA VISUAL 
FÓVEA ÓPTICA: lateralmente ao disco óptico, a fóvea e o tecido a sua volta, a mácula lútea, são as
regiões da retina com a visão mais acurada. 
PONTO CEGO: local que não contém fotorreceptores, assim, não é possível o processamento de
imagens que atinjam essa área 
CÂMARA ANTERIOR: anteriormente ao cristalino, contém humor aquoso, que ajuda a manter o
formato do bulbo do olho, além de fornecer oxigênio e nutrientes à lente e à córnea.
CÂMARA POSTREMA: posteriormente ao cristalino, contém humor vítreo, que ajuda a manter o
formato do bulbo do olho e a manter a retina ligada à corioide.
 
2.2 Aprofundamento de algumas estruturas relevantes
 
SISTEMA VISUAL 
Estrato pigmentoso: lâmina de células epiteliais contendo melanina responsáveis por captar a luz
difusa
Estrato nervoso (sensorial) da retina: possui múltiplas camadas responsáveis por processar os
dados visuais e enviar impulsos nervosos para os axônios que formam o nervo óptico
 
2.3. Aprofundamento da região da retina
A retina é formada por um estrato pigmentoso e por um estrato nervoso. 
 
Há as camadas das células fotorreceptoras, das células bipolares (possui dois tipos de células, as
horizontais e as amácrinas) e a das células ganglionares. Elas são separadas por duas zonas, as camadas
sinápticas interna e externa, locais onde ocorrem sinapses. 
SISTEMA VISUAL 
Fotorreceptores: 
funcionam na presença de pouca luz e são responsáveis pela visão noturna, em que os objetos são
vistos em preto e branco 
são responsáveis pela visão de alta acuidade e pela visão colorida durante o dia, quando a
quantidade de luz é alta. 
Os fotorreceptores são células especializadas na camada fotorreceptora da retina, responsáveis por
iniciar o processo de conversão dos raios luminosos em impulsos nervosos 
Existem dois tipos de fotorreceptores: os bastonetes e os cones. 
Bastonetes: 
Cones: 
SISTEMA VISUAL 
FIGURA 5: camadas da retina
 
FONTE: 2ª ed, 1996. -SILVERTHORN, D. Fisiologia Humana: Uma Abordagem Integrada, 7ª Edição, Artmed, 2017.
A refração é um desvio sofrido pela luz ao passar por meios de diferentes densidades 
Aproximadamente 75% da refração total da luz ocorre na córnea, enquanto a lente do cristalino é
responsável por 25% 
O cristalino está associado à capacidade de foco e também à modulação do foco para a observação de
objetos próximos ou distantes, ele curva os raios de modo que o foco incida exatamente sobre a fóvea
central, onde a visão é mais nítida. 
 
3. FORMAÇÃO DE IMAGENS
Para entender como o olho forma imagens claras de objetos na retina, é preciso entender três processos: 
3.1 REFRAÇÃO OU DESVIO DA LUZ 
 
SISTEMA VISUAL 
Quando relaxado, as zônulas puxam a lente, que fica com o formato achatado (objeto distante) 
Quando contraído, libera a tensão das zônulas e a lente obtém o formato arredondado (objeto
próximo) 
 
 
3.2 ACOMODAÇÃO DO CRISTALINO 
O músculo ciliar modifica a tensão das fibras zonulares com o intuito de adequar o formato da lente de
acordo com a distância do objeto: 
 As fibras parassimpáticas do nervo oculomotor (III) inervam o músculo ciliar do corpo ciliar e,
portanto, controlam o processo de acomodação. 
 
SISTEMA VISUAL 
FIGURA 6: mudanças na forma da lente controlada pelo músculo ciliar
 
FONTE: 2ª ed, 1996. -SILVERTHORN, D. Fisiologia Humana: Uma Abordagem Integrada, 7ª Edição, Artmed, 2017.
SISTEMA VISUAL 
Músculo radial da íris através de estímulo dos neurônios simpáticos promove a dilatação da pupila 
Músculo circular da íris através de neurônios parassimpáticos promove a constrição da pupila
3.3 CONSTRIÇÃO OU DILATAÇÃO DA PUPILA 
Íris (parte colorida do bulbo do olho) tem como função principal a regulação da quantidade de luz que
entra no bulbo através da pupila 
 
Além da regulação da quantidade de luz que chega à retina, as pupilas contribuem para o que é
conhecido como profundidade de campo. 
 
SISTEMA VISUAL 
FIGURA 7: respostas da pupila à variação da intensidade da luz
FONTE: TORTORA, Gerald J.; GRABOWSKI, Sandra Reynolds. Princípios de Anatomia e Fisiologia. 9ed. Rio de
Janeiro: Guanabara Koogan, 2002.
SISTEMA VISUAL 
Absorção da luz por um fotopigmento e transformação da energia luminosa em um potencial
receptor 
Retinal: parte que absorve luz de todos os fotopigmentos visuais. 
Opsinas: três tipos nos cones e uma nos bastonetes (rodopsina) 
 
 
4. FISIOLOGIA DA VISÃO
4.1 TRANSDUÇÃO VISUAL: 
Bastonetes só possuem como fotopigmento a rodopsina, enquanto os cones apresentam três tipos, os
quais são excitados por diferentes comprimentos de onda da luz, o que nos permite a visão colorida 
Cada fotopigmento possui duas partes: uma glicoproteína conhecida como opsina e um derivado da
vitamina A chamado de retinal: 
SISTEMA VISUAL 
FIGURA 8: estrutura microscópica da retina
 
células horizontais fazem sinapse
com os fotorreceptores e com as
células bipolares
células amácrinas modulam a
informação que flui entre as células
bipolares e as células ganglionares. NTE: TORTORA, Gerald J.; GRABOWSKI, Sandra Reynolds. Princípios de Anatomia e
Fisiologia. 9ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2002.
A partir dos fotorreceptores, a
informação flui através da camada
sináptica externa até as células
bipolares e delas para a camada
sináptica interna e para as células
ganglionares 
SISTEMA VISUAL 
CAMPO DE VISÃO: um grupo de
fotorreceptores adjacentes forma o campo visual
de uma célula da retina
Células bipolares: 
 ON (luz-ligada): são ativadas na luz quando a
secreção de glutamato pelos fotorreceptores
diminui
 OFF(luz-desligada), que são excitadas pela
liberação de glutamato no escuro. 
Células ganglionares: campos visuais divididos
em duas porções: um centro circular e uma
periferia. É o contraste entre o centro e a sua
periferia que permite às células interpretar a
informação visual. FONTE: 2ª ed, 1996. -SILVERTHORN, D. Fisiologia Humana: Uma Abordagem Integrada
7ª Edição, Artmed, 2017.
FIGURA 9: representação dos campos visuais SISTEMA VISUAL 
Isomerização - Em ambientes escuros, o retinal apresenta formato dobrado (cis-retinal) e está
encaixado na opsina. Quando o cis-retinal absorve fótons de luz, ele muda de conformação e é
denominado por trans-retinal 
Clareamento - o trans-retinal se separa da opsina, gerando um produto incolor 
Regeneração - retinal isomerase converte o trans-retinal em cis-retinal, permitindo que a ligação entre
opsina e cis-retinal seja retomada e o fotopigmento restaurado
 
4.2. COMO OS FOTOPIGMENTOS RESPONDEM À LUZ
 
SISTEMA VISUAL 
FONTE: TORTORA, Gerald J.; GRABOWSKI, Sandra Reynolds. Princípios de Anatomia e Fisiologia. 9
Rio de Janeiro: Guanabara Koogan 2002
FIGURA 10: O clareamento e a regeneração
cíclicos do fotopigmento.
 
CURIOSIDADE! 
Fotopigmentos dos cones se regeneram muito mais rápido
do que a rodopsina nos bastonetes: após o clareamento
completo, a regeneração de metade da rodopsina demora
cerca de cinco minutos, metade dos fotopigmentos dos
cones se regenera em apenas 90 s. 
Isso explica, em parte, porque o processo de adaptação ao
escuro ocorre lentamente em comparação ao de adaptação
à luz.
 
SISTEMA VISUAL 
Íons sódio (Na+) fluem para dentro do segmento externo do fotorreceptor através de canais de Na+
sensíveis a ligantes, nos quais o ligante é o monofosfato cíclico de guanosina (GMP cíclico/ cGMP) 
Influxo de Na+ despolariza parcialmente o fotorreceptor, gerando um potencial de membrana de
aproximadamente – 30v 
Despolarização parcial dispara a liberação contínua de neurotransmissor nos terminais sinápticos,
geralmente o glutamato. 
Em sinapses entre bastonetes e algumas células bipolares, o glutamato é um neurotransmissor inibitório:
ele dispara potenciais pós-sinápticos inibitórios (PPSI) 
PPSI hiperpolarizam as células bipolares, evitando que elas transmitam sinais para as células ganglionares 
 
AMBIENTE ESCURO: Liberação de neurotransmissor por fotorreceptores
 
 
SISTEMA VISUAL 
Cis-retinal sofre isomerização e são ativadas enzimas que clivam o cGMP. 
Canais de Na+ sensíveis a cGMP se fecham, influxo de Na+ diminui e o potencial de membrana se
torna mais negativo, chegando a –70 mV. 
Com isso, há a produção de um potencial receptor hiperpolarizante que diminui a liberação de
glutamato. 
Bastonetes fazem sinapses com as células bipolares, excitando-as 
Células bipolares excitadas estimulam as células as ganglionares a formarem potenciais de ação em
seus axônios 
Células ganglionares da retina fornecem informações da retina para o encéfalo por meio do nervo
óptico (II). 
 
AMBIENTE COM LUMINOSIDADE: a absorção de luz e a isomerização 
do retinal provocam a inibição da liberação do neurotransmissor 
SISTEMA VISUAL 
FONTE: TORTORA, Gerald J.; GRABOWSKI, Sandra Reynolds. Princípios de Anatomia e Fisiologia. 9ed.
Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2002.
FIGURA 11: ação dos bastonetes em ambientes
escuros
 
FIGURA 12: bastonetes em ambientes com luminosidade
 
Axônios das células ganglionares da retina em cada um dos olhos deixam o bulbo do olho no disco do
nervo óptico e formam o nervo óptico 
No quiasma óptico (ponto de cruzamento dos nervos óptico), os axônios da metade temporal de cada
retina não cruzam e continuam diretamente para o núcleo do corpo geniculado lateral do tálamo
naquele mesmo lado. Enquanto os axônios da metade nasal de cada retina cruzam o quiasma óptico e
seguem para o tálamo oposto. 
Cada trato óptico é formado por axônios cruzados e não cruzados que se projetam a partir do quiasma
óptico para o tálamo de um dos lados. 
Axônios dos neurônios talâmicos formam as radiações ópticas conforme se projetam do tálamo para a
área visual primária do córtex no mesmo lado (área 17 de Brodmann) 
 
4.3. PROCESSAMENTO NO CÓRTEX 
SISTEMA VISUAL 
Axônios colaterais (ramos) das células ganglionares retinais se projetam para o mesencéfalo, no
núcleo pré-tectal, onde contribuem para os reflexos de acomodação e o pupilar. Além disso, os
axônios colaterais também se estendem para o hipotálamo, no núcleo supraquiasmático, que está
relacionado ao ritmo circadiano 
Uma parte das fibras do trato óptico ainda termina no colículo superior, auxiliando no controle dos
músculos extrínsecos do bulbo do olho 
 
Outros percursos:
SISTEMA VISUAL 
FONTE: TORTORA, Gerald J.; GRABOWSKI, Sandra Reynolds. Princípios de Anatomia e Fisiologia. 9ed. Rio de Janeiro: Guanabara
Koogan, 2002.
FIGURA 13: representação do processamento no córtex
 
Miopia: ponto focal incide à frente da 
Hipermetropia: ponto focal incide atrás 
 
5. CORRELAÇÕES CLÍNICAS
5.1. Distúrbios relacionados a 
defeitos na focalização:
 
retina 
da retina 
FONTE: 2ª ed, 1996. -SILVERTHORN, D. Fisiologia Humana:
 Uma Abordagem Integrada, 7ª Edição, Artmed, 2017.
FIGURA 14: representação da miopia e da hipermetropia
 
SISTEMA VISUAL 
Presbiopia: com o envelhecimento, a lente perde sua flexibilidade, resultando na perda da
acomodação 
Astigmatismo: causado geralmente por uma córnea que não possui uma curvatura perfeita,
resultando em imagens distorcidas. 
Catarata: cristalino opaco com coloração branca ou branca-acinzentada 
 
 
SISTEMA VISUAL 
 
5.2. Descolamento da retina: 
Pode resultar de um trauma ou da degeneração relacionada com a idade 
 O descolamento ocorre entre o estrato nervoso da retina e o estrato pigmentoso, resultando na
acumulação de líquido entre essas camadas, o que força a retina a se soltar para frente. Como
consequência, há uma distorção na visão e a cegueira no campo de visão correspondente. 
5.3. Cegueira Noturna 
Causada pela deficiência prolongada de vitamina A e a quantidade de rodopsina abaixo do normal,
resulta na incapacidade de enxergar bem sob baixa luminosidade 
SISTEMA VISUAL 
Monocromático: Causada pela ausência de dois ou três tipos de cones, é uma deficiência visual que
faz com que as pessoas não consigam distinguir qualquer cor, enxergando tudo em tons de cinza. 
Dicromático: ocorre quando um tipo de cone não está presente na retina 
 
5.4. Daltonismo 
Incapacidade hereditária de distinguir determinadas cores, o daltonismo resulta da ausência ou deficiência
de um dos três tipos de cones. O tipo mais comum é o daltonismo vermelho-verde, em que os cones
vermelhos ou verdes estão ausentes.
 
 
SISTEMA VISUAL 
Protanopia: os cones do tipo L (captam
comprimentos de onda longos, onde o pico é
por volta dos 560nm (vermelho)) não estão
presentes na retina 
Deuteranopia: os cones do tipo M (captam
comprimentos de onda médios, onde o pico é
por volta dos 530nm (verde)) não estão
presentes na retina 
Tritanopia: os cones do tipo S (comprimentos
de onda curtos, onde o pico é por volta dos
420nm (azul)) não estão presentes na retina 
 FONTE: https://lenscope.com.br/blog/tipos-de-daltonismo/ 
FIGURA 15: tipos de daltonismo dicromático
 
SISTEMA VISUAL 
https://lenscope.com.br/blog/tipos-de-daltonismo/
Fisiologia da audição e do equilíbrio
Descrever a anatomia da orelha: orelha
externa, média e interna 
Conhecer as funções dos componentes dos
compartimentos da orelha 
Compreender os principais eventos da
fisiologia da audição e do equilíbrio 
Entender o funcionamento dos órgãos
sensitivos da audição e do equilíbrio 
Compreender os principais distúrbios clínicos
associados à audição e ao equilíbrio 
OBJETIVOS 
 
 
A audição é a nossa percepção da energia das ondas sonoras. A transdução
O equilíbrio é mediado pelas células pilosas (ciliadas) do aparelho
dos sons transforma as ondas sonoras em vibrações mecânicas,
depois em ondas no líquido, as quais se transformam em sinaisquímicos,
e, por fim, em potenciais de ação.
vestibular e dos canais semicirculares da orelha interna. A gravidade
e a aceleração geram a força que movimenta os cílios.
SISTEMA AUDITIVO E VESTIBULAR 
A ORELHA É UM ÓRGÃO SENSORIAL ESPECIALIZADO EM DUAS
FUNÇÕES DISTINTAS: Audição e Equilíbrio
1.
2. ANATOMIA DA ORELHA
pavilhão auricular: parte visível da orelha, é uma aba constituída por cartilagem elástica
e com formato semelhante à extremidade de uma corneta. 
meato acústico externo: tubo curvado que liga a região do pavilhão à membrana
timpânica.
membrana timpânica (tímpano): membrana fina e semitransparente que separa o meato
acústico externo e a orelha média 
2.1. Orelha externa
Função: responsável por coletar as ondas sonoras e direcioná-las à orelha média
 
Constituição: 
SISTEMA AUDITIVO E VESTIBULAR 
FONTE: TORTORA, Gerald J.; GRABOWSKI, Sandra Reynolds. Princípios de Anatomia e Fisiologia. 9ed.
Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2002.
FIGURA 16: anatomia da orelha
 
Cavidade timpânica 
Ossículos da audição: martelo, bigorna e estribo (conectados por articulações sinoviais) 
Tuba auditiva (trompa de Eustáquio): conecta a orelha média com a parte nasal da faringe,
sendo responsável por equalizar a pressão na orelha média à pressão atmosférica 
2.2. Orelha Média
É uma cavidade cheia de ar e revestida por epitélio, situada na parte petrosa do osso temporal.
 
Função: condução das vibrações sonoras para a janela do vestíbulo (janela oval) 
Constituição: 
SISTEMA AUDITIVO E VESTIBULAR 
FONTE: TORTORA, Gerald J.; GRABOWSKI, Sandra Reynolds. Princípios de Anatomia e Fisiologia. 9ed.
Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2002.
FIGURA 17: anatomia da orelha
 
labirinto ósseo (canais semicirculares, vestíbulo, cóclea)
labirinto membranáceo (sacos e ductos comunicantes)
2.3. Orelha Interna
Função: contém o órgão vestibulococlear relacionado com a recepção do som e a manutenção do
equilíbrio 
Também formada por estruturas que estão na parte petrosa do osso temporal, a orelha interna
possui duas regiões principais: 
SISTEMA AUDITIVO E VESTIBULAR 
FONTE: TORTORA, Gerald J.; GRABOWSKI, Sandra Reynolds. Princípios de Anatomia e Fisiologia. 9ed.
Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2002.
FIGURA 18: anatomia da orelha
 
relacionados ao equilíbrio
Situam-se posterossuperiormente ao vestíbulo 
Canais semicirculares anterior, posterior e lateral
Onde estão alojados os ductos semicirculares (labirinto membranáceo)
Cada um apresenta uma extremidade onde há um alargamento, a ampola óssea:
Canais semicirculares:
 - as ampolas contêm áreas sensitivas, as cristas ampulares, as quais são capazes de registrar
os movimentos da endolinfa na ampola decorrentes da rotação da cabeça e de estimular neurônios
sensitivos primários, cujos corpos celulares estão situados nos gânglios vestibulares. 
SISTEMA AUDITIVO E VESTIBULAR 
Relacionado ao equilíbrio
Contínuo com a cóclea óssea anteriormente e os canais semicirculares posteriormente
Apresenta a janela do vestíbulo em sua parede lateral, ocupada pela base do estribo
Pequena câmera oval que contém o utrículo e o sáculo (labirinto membranáceo)
Vestíbulo:
 - Sacos comunicantes no vestíbulo do labirinto ósseo conectados por um pequeno ducto, o
utriculossacular 
 - Contêm áreas especializadas de epitélio sensitivo denominadas máculas. Estas possuem
células ciliadas inervadas por fibras da divisão vestibular do nervo vestibulococlear. 
SISTEMA AUDITIVO E VESTIBULAR 
Está associada à audição 
Canal espiral da cóclea começa no vestíbulo e faz duas voltas e meia ao redor de um centro
ósseo, o modíolo 
Apresenta a janela da cóclea, fechada pela membrana timpânica secundária 
Parte em forma de concha do labirinto ósseo que contém o ducto coclear (labirinto
membranáceo):
Cóclea: 
 - Atravessa o canal espiral da cóclea, dividindo-o em dois canais, a rampa do vestíbulo e a
rampa do tímpano. 
 - O teto do ducto coclear é formado pela membrana vestibular, enquanto o assoalho é
formado pela lâmina basilar. 
SISTEMA AUDITIVO E VESTIBULAR 
Órgão espiral ou órgão de Corti: 
 - Receptor dos estímulos auditivos
 - Está situado sobre a lâmina basilar, contém células pilosas, cujas extremidades com
estereocílios estão inseridas na membrana tectória (membrana gelatinosa e flexível), enquanto os
corpos das células ciliadas se encontram sobre a lâmina. 
 - O órgão é estimulado a responder por deformação do ducto coclear induzida pelas ondas de
pressão hidráulica na perilinfa, que ascendem e descem nas rampas do vestíbulo e no tímpano
adjacentes. 
 
SISTEMA AUDITIVO E VESTIBULAR 
Rampa do vestíbulo: por meio da qual as vibrações da base do estribo ascendem até o ápice
da cóclea, passam pelo helicotrema (espaço de comunicação entre as duas rampas) e descem
à rampa do tímpano, o outro canal.
Membrana timpânica secundária (janela da cóclea): por onde a energia inicialmente recebida
pela membrana timpânica primária se dissipa para o ar da cavidade timpânica 
SISTEMA AUDITIVO E VESTIBULAR 
FONTE: Moore, Keith L.; DALLEY, Arthur F.. Anatomia orientada para a clínica. 6 ed. Rio De Janeiro:
Editora Guanabara Koogan S.A., 2011.
FIGURA 19: estrutura da cóclea
 
Nervo vestibulococlear: 
Dividido na parte coclear (nervo coclear) e na parte vestibular (nervo vestibular),
seus corpos celulares constituem os gânglios espiral e vestibular, respectivamente. 
FONTE: Moore, Keith L.; DALLEY, Arthur F.. Anatomia orientada para a clínica. 6 ed. Rio De Janeiro:
Editora Guanabara Koogan S.A., 2011.
FIGURA 20: nervo vestibulococlear
 
SISTEMA AUDITIVO E VESTIBULAR 
O pavilhão recebe as ondas sonoras e as direciona para o meato acústico externo. 
Ondas sonoras seguem pelo meato acústico externo e alcançam a membrana timpânica,
fazendo com que a membrana vibre. Se o som for de baixa frequência, ela vibrará lentamente;
se for de alta, ela vibrará rapidamente. 
3. FISIOLOGIA DA AUDIÇÃO
3.1. Eventos que ocorrem na orelha externa:
SISTEMA AUDITIVO E VESTIBULAR 
 O martelo, que está ligado à membrana, vibrará junto a ela, transmitindo o impulso à
bigorna, o qual transmitirá ao estribo. 
 3.2. Evento que ocorre na orelha média:
Resultado: O estribo, ao mover-se para frente e para trás pelo movimento vibracional, fará
vibrar a janela do vestíbulo. Tal ação amplifica as vibrações em cerca de 20 vezes, pois as
pequenas vibrações antes espalhadas por uma grande área superficial (a membrana timpânica)
são transformadas em vibrações maiores em uma superfície menor (a janela do vestíbulo). 
SISTEMA AUDITIVO E VESTIBULAR 
A transferência do estímulo à janela do vestíbulo provoca ondas de pressão no líquido da
perilinfa da cóclea, pois à medida que a janela do vestíbulo é empurrada para dentro, ela
empurra a perilinfa na rampa do vestíbulo. 
Com relação às ondas de pressão, uma parte atravessa a rampa do vestíbulo, passa para a
membrana vestibular e se move para a endolinfa dentro do ducto coclear. Enquanto, o
restante é transmitido da rampa do vestíbulo para a rampa do tímpano e, assim, para a
janela da cóclea, com o intuito de dissipar as ondas para a orelha média. 
3.3 Eventos que ocorrem na orelha interna:
 - Produção de ondas de pressão no endolinfa
SISTEMA AUDITIVO E VESTIBULAR 
Quando as ondas de pressão chegam na endolinfa elas fazem com que as membranas
basilares vibrem, o que provoca um movimento das células ciliadas do órgão espiral que se
movem contra a membrana tectória. 
O movimento das células ciliadas do órgão espiral promove o dobramento dos
estereocílios. Essas células são responsáveis por converter uma vibração mecânica
(estímulo) em um sinal elétrico (potencial receptor), ou seja, a transdução das vibrações. 
- Órgão espiral (órgão de corti) recebe o estímulo
 
SISTEMA AUDITIVO E VESTIBULAR 
FONTE: TORTORA, Gerald J.; GRABOWSKI, Sandra Reynolds. Princípios de Anatomia e Fisiologia. 9ed.
Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2002.
FIGURA 21: órgão de cortiFONTE: TORTORA, Gerald J.; GRABOWSKI, Sandra Reynolds. Princípios de Anatomia e Fisiologia. 9ed.
Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2002.
FIGURA 22: Eventos na estimulação dos receptores auditivos 
 
À medida que os feixes se dobram em direção aos estereocílios mais altos, as proteínas de
ligações de extremidade (tip links) disparam canais de transdução, os quais permitem que
cátions, principalmente o K+ entrem no citosol da célula ciliada 
A entrada dos cátions geram uma despolarização nas células, induzindo a abertura dos
canais de Ca+ dependentes de voltagem. 
Com o influxo de cálcio, pode ocorrer o processo de exocitose de vesículas contendo
neurotransmissores. 
- Dobramento dos estereocílios provoca a liberação de neurotransmissores
 
SISTEMA AUDITIVO E VESTIBULAR 
Com a liberação dos neurotransmissores, os neurônios sensitivos estabelecem sinapses com
a base das células ciliadas.
- Neurônios sensitivos estabelecem sinapses com as células ciliadas 
Inibição do estímulo: À medida que os estereocílios dobram na direção oposta, os canais de
transdução são fechados, induzindo uma hiperpolarização e reduzindo a liberação do
neurotransmissores pelas células ciliadas e, portanto, a transmissão de impulsos nervosos 
 
SISTEMA AUDITIVO E VESTIBULAR 
FONTE: 2ª ed, 1996. -SILVERTHORN, D. Fisiologia Humana: Uma Abordagem Integrada, 7ª Edição,
Artmed, 2017.
FIGURA 23: transdução de sinal nas células pilosas
 
 Corpos celulares dos neurônios sensitivos recebem o estímulo (localizados nos gânglios
espirais)
Impulsos nervosos são transferidos para a parte coclear do nervo vestibulococlear (VIII)
Os neurônios auditivos primários projetam-se da cóclea para os núcleos cocleares do bulbo 
Do bulbo, os neurônios sensoriais secundários projetam-se para dois núcleos superiores,
um ipsilateral e outro contralateral (no lado oposto): 
Esses tratos ascendentes fazem sinapses em núcleos no mesencéfalo e no tálamo, antes de
se projetarem para o córtex auditivo 
Vias colaterais enviam informações à formação reticular e ao cerebelo
- Processamento no córtex
 - cada lado do cérebro recebe informação de ambas as orelhas.
SISTEMA AUDITIVO E VESTIBULAR 
FONTE: 2ª ed, 1996. -SILVERTHORN, D. Fisiologia Humana: Uma Abordagem Integrada, 7ª Edição,
Artmed, 2017.
FIGURA 24: via auditiva
Detecção da aceleração e da desaceleração rotacionais.
Há dois ductos verticais, os semicirculares anterior e posterior e há o ducto horizontal, o
semicircular lateral. 
Possuem uma região dilatada, a ampola, onde se encontra as cristas, um grupo de células
ciliadas e de células de sustentação. Recobrindo a crista, é possível encontrar uma massa de
material gelatinoso, a cúpula. 
4. FISIOLOGIA DO EQUILÍBRIO
4.1 Canais semicirculares e os ductos semicirculares estão associados ao equilíbrio dos
movimentos rotacionais 
 
SISTEMA AUDITIVO E VESTIBULAR 
Ao realizar os movimentos rotacionais, os ductos semicirculares e as células ciliadas se movem,
entretanto, a endolinfa não. 
Nas ampolas, a endolinfa inclina a cúpula e suas células pilosas na direção oposta àquela para a qual
a cabeça está girando.
É o atrito entre a endolinfa estacionária e células ciliadas que faz com que os ramos dessas células se
dobrem, o que gera potenciais receptores. 
Os potenciais são direcionados aos nervo vestibular e os impulsos nervosos são levados ao cérebro
pelo nervo vestibulococlear. 
 - Funcionamento da via
SISTEMA AUDITIVO E VESTIBULAR 
FONTE: 2ª ed, 1996. -SILVERTHORN, D. Fisiologia Humana: Uma Abordagem Integrada, 7ª Edição, Artmed, 2017.
FIGURA 25: canais semicirculares FIGURA 26: cristas
As unidades sensoriais são as máculas, compostas por células pilosas, as quais possuem em
sua superfície o feixe piloso (estereocílios e os cinocílios), a membrana otolítica (massa
gelatinosa) e os otólitos (partículas de proteínas e carbonato de cálcio) 
A mácula do utrículo está relacionada ao plano horizontal, detectando a aceleração para a
frente ou a desaceleração, bem como quando a cabeça se inclina. 
A mácula do sáculo se relaciona com o plano vertical, sendo acionada quando o indivíduo
está deitado ou em um elevador, por exemplo. 
4.2. Os órgãos otolíticos, utrículo e o sáculo, são responsáveis por detectar as forças lineares 
SISTEMA AUDITIVO E VESTIBULAR 
Quando há uma aceleração ou desaceleração linear, a membrana otolítica é tracionada pela
gravidade. Assim, os otólitos, localizados na superfície da membrana, deslizam juntamente à
membrana, o que faz com que os cílios das células pilosas também se curvem 
O dobramento dos feixes pilosos em uma direção estica as ligações de extremidade, que
tracionam os canais de transdução, produzindo potenciais receptores despolarizantes 
As células ciliadas formam sinapses com neurônios sensitivos na parte vestibular do nervo
vestibulococlear (VIII) 
O dobramento na direção oposta fecha os canais de transdução e produz a hiperpolarização,
que cessa o estímulo 
SISTEMA AUDITIVO E VESTIBULAR 
FONTE: 2ª ed, 1996. -SILVERTHORN, D. Fisiologia Humana: Uma Abordagem Integrada, 7ª Edição, Artmed, 2017.
FIGURA 27: mácula
FONTE: 2ª ed, 1996. -SILVERTHORN, D. Fisiologia Humana: Uma Abordagem Integrada, 7ª Edição,
Artmed, 2017.
FIGURA 28: via do equilíbrio
 
5. CORRELAÇÕES CLÍNICAS
Perfuração do tímpano: caracterizada pelo
rompimento da membrana timpânica, a
perfuração pode ser causada pela pressão de
um cotonete, por traumatismo ou por uma
infecção na orelha média. Pode ser examinada
pelo uso de um otoscópio, aparelho que
ilumina e amplia a visão da membrana. 
 
FONTE:https://www.infoescola.com/audicao/perfuracao-do-timpano/
FIGURA 29: tímpano normal e tímpano perfurado
SISTEMA AUDITIVO E VESTIBULAR 
 
Otite média: infecção aguda da orelha média
causada principalmente por bactérias 
 provenientes da nasofaringe, está associada a
infecções do nariz e da garganta. Os principais
sintomas são dor, mal-estar, febre,
vermelhidão. Ocorre também a protrusão da
membrana timpânica, a qual pode se romper
caso a otite não for tratada. As crianças são
mais suscetíveis aos casos, pois suas tubas
auditivas são mais horizontais. 
 
FONTE:https://pediatriavirtual.com/otite/
FIGURA 30: otite média
SISTEMA AUDITIVO E VESTIBULAR 
Surdez central: quando há um dano na via neural, entre o nervo coclear e o córtex auditivo, ou no
próprio córtex. O acidente vascular encefálico (AVC), por exemplo, pode induzir ao quadro. 
Surdez neurossensorial: provocada por lesões em estruturas da orelha interna, incluindo morte de
células pilosas, pela exposição prolongada a barulhos altos, por exemplo. Pode ser provocada
também por determinados fármacos como ácido acetilsalicílico e estreptomicina; e/ou por fatores
genéticos 
Surdez de condução: causada por danos aos mecanismos de transmissão de sons das orelhas externa
e média para a cóclea. Entre as causas, pode-se citar: otosclerose, deposição de novos ossos ao redor
da janela do vestíbulo (oval), cerume impactado, lesões timpânicas e envelhecimento, que
frequentemente promovem espessamento da membrana timpânica e das articulações dos ossículos da
audição. 
 
Surdez: quadro clínico em que há perda total ou parcial da audição
SISTEMA AUDITIVO E VESTIBULAR 
REFERÊNCIAS 
2ª ed, 1996. -SILVERTHORN, D. Fisiologia Humana: Uma Abordagem Integrada, 7ª Edição, Artmed,
2017.
TORTORA, Gerald J.; GRABOWSKI, Sandra Reynolds. Princípios de Anatomia e Fisiologia. 9ed. Rio
de Janeiro: Guanabara Koogan, 2002.
Moore, Keith L.; DALLEY, Arthur F.. Anatomia orientada para a clínica. 6 ed. Rio De Janeiro: Editora
Guanabara Koogan S.A., 2011.

Mais conteúdos dessa disciplina