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DESENVOLVIMENTO EMBRIONARIO DA FACE Ana Vitória Mello Silva - UNISL · O desenvolvimento facial necessita de todos os seguintes componentes: · A proeminência nasal frontal, forma a fronte, o dorso e o ápice do nariz. · As proeminências nasais laterais formam as asas (lados) do nariz. · As proeminências nasais mediais formam o septo nasal, o osso etmoide e a placa cribriforme (aberturas para a passagem dos nervos olfatórios). · As proeminências maxilares formam as regiões das bochechas superiores e o lábio superior · As proeminências mandibulares formam o mento, o lábio inferior e as regiões das bochechas. COMO OCORRE? · Começa no início da 4ª semana. · Em torno do estomodeu (primórdio da boca) começam a aparecer proeminências: · Frontonasal = circunda a parte ventrolateral, e da origem às vesículas ópticas (origem dos olhos) e ao placoide nasal. · 1 par de proeminências maxilares e mandibulares = são originários do primeiro par de arcos faríngeos. · Mandíbula e lábio inferior são os primeiros a se formar, é a fusão das proeminências mandibulares no plano medial. · Final da 4ª semana placoides nasais (se diferenciam e contribuem para a formação das narinas) se desenvolvem inferolaterais na proeminência frontonasal. Acabam sofrendo uma depressão plana, e o mesênquima se prolifera ao redor, formando uma elevação em forma de ferradura (prominências nasais laterais e mediais). · As depressões formam as fossetas nasais (primórdio das narinas e cavidades nasais), as proeminências nasais laterais formam as asas do nariz. · Mesênquima se prolifera nas proeminências maxilares, com isso elas crescem em direção uma a outra, e faz com que as proeminências nasais mediais se juntem. As proeminências nasais laterais se separam das proeminências maxilar por uma fenda, o sulco lacrimonasal. · Final da 5ª semana, primórdios das aurículas começam a se formar a partir de 6 saliências auriculares, três em cada lado, localizadas em torno do 1º sulco faríngeo. Conforme a mandíbula se desenvolve, as orelhas ‘’vão subindo’’ na parte lateral da cabeça. · Final da 6ª semana, as proeminencias maxilares começam a se fundir com as proeminencias nasais laterais, ao longo do sulco lacrimonasal. · Com a junção, é formado o segmento intermaxilar (forma parte média do lábio superior, parte pré-maxilar, gengivas associadas a maxila e o palato primário). · Desenvolvimento dos lábios e das gengivas é através da lâmina labiogengival, que depois se degenera, deixando o sulco labiogengival, separando o lábio da gengiva. · Uma parte da lâmina permanece, para formar o frênulo do lábio superior, que liga a o lábio à gengiva. OBSERVAÇÕES DA CAVIDADE NASAL · Com a formação das fossetas nasais há a formação dos sacos nasais também, que crescem dorsalmente e em posição ventral. · No início a cavidade oral e nasal são separadas pela membrana buconasal, mas se rompe no fim da 6ª semana - Seios paranasais: · Alguns seios começam a se desenvolver durante o fim da vida fetal (maxilares), outros somente após o nascimento. · São formados a partir de divertículos das paredes das cavidades nasais e se tornam extensões pneumáticas. OBSERVAÇÕES DO DESENVOLVIMENTO DO PALATO · Começa na 6ª semana e vai até a 12ª semana. · Se desenvolve em 2 estágios: primário e secundário. - Primário (processo mediano): · Começa no início da 6ª semana. · Forma parte face anterior e da linha média da maxila, a parte pré-maxilar da maxila. · É a fusão das proeminências nasais. -Secundário (palato definitivo): · Começo da parte dura e mole do palato. · Processos palatinos latrias começam a se desenvolver nas faces internas das proeminências maxilares. · Na 7ª semana, os processos palatinos laterais se juntam e assumem uma posição horizontal. FENDA PALATINA · É mais comum em meninas. · Pode envolver apenas a úvula (úvula fendida), mas pode se estender no palato mole e duro. · É o resultado da falha de massas mesenquimais, ou seja, durante o desenvolvimento do feto o palato não se fecha inteiramente. · Para a correção é feita uma incisão em ambos os lados da separação, mexendo o tecido de cada um dos lados para o centro ou para a linha central do palato. Isto reconstrói o palato, juntando os músculos e tábuas ósseas, bem como fazendo com que o palato tenha as condições apropriadas para que a criança possa falar e se alimentar corretamente.