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Pontifícia Universidade Católica de São Paulo Pró-Reitoria de Educação Continuada Coordenadoria Geral de Especialização, Aperfeiçoamento e Extensão CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM DIREITO CONTRATUAL Módulo III, Turma A Aluna: Francisca Wanessa da Silva Nunes RA 00280434 Estudos Dirigidos – Resíduos Sólidos A. Qual é a legislação que trata de resíduos sólidos no Brasil? Existem muitas leis pertinentes ao tema, contudo, a principal delas é a 12.305/2010 denominada de Politica Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). ANTT5232 que regula sobre normas gerais para o transporte do resíduos.NBR13.221/20/ Portaria 280/20 / Lei 11.445/2007, que estabeleceu diretrizes para o Plano de Saneamento Básico Nacional; Lei 9.974/2000, que obrigou o recolhimento das embalagens de produtos agrotóxicos pelos usuários, fabricantes e empresas comerciais; Dec. 875/1993, através do qual o Brasil aderiu à Convenção da Basileia (1989) que dispôs sobre o movimento transfronteiriço de rejeitos potencialmente perigosos e seu depósito; Lei 10.308/2001, que estabeleceu critérios para a destinação final de rejeitos radioativos. Já no âmbito administrativo, várias resoluções do Conselho Nacional do Meio Ambiente – Conama normatizaram a matéria de resíduos sólidos, podendo citar, dentre as mais importantes, a Res. 5/1993 que dispôs sobre o gerenciamento de resíduos sólidos gerados nos portos, aeroportos, terminais ferroviários e rodoviários; a Res. 23/1996 que dispôs sobre o controle do movimento transfronteiriço de resíduos perigosos; a Res. 235/1998 que classificou os resíduos nas classes I, II e III; a Res. 273/2000 que dispôs sobre a prevenção e controle da poluição em postos de combustíveis, regulando a obrigatoriedade de recolhimento e disposição adequada de óleo lubrificante usado; a Res. 307/2002 que estabeleceu diretrizes, critérios e procedimentos para a gestão dos resíduos da construção civil; a Res. 313/2002 que dispôs sobre o Inventário Nacional de Resíduos Sólidos Industriais; a Res. 316/2002 que disciplinou procedimentos e critérios para o funcionamento de sistemas de tratamento térmico de resíduos; a Res. 358/2005 que dispôs sobre o tratamento e a disposição final dos resíduos dos serviços de saúde; a Res. 401/2008 que disciplinou o recolhimento e destinação final de pilhas e baterias; a Res. 404/2008 que estabeleceu critérios e diretrizes para o licenciamento ambiental de aterro sanitário de pequeno porte de resíduos sólidos urbanos e a Res. 416/2009 que dispôs sobre a prevenção à degradação ambiental causada por pneus inservíveis e sua destinação ambientalmente adequada. B. O que é logística reversa? Qual é o tratamento jurídico a respeito no Brasil? A logística reversa conforme disposto no art. 3.º, XII, da Lei 12.305/2010 é o instrumento de desenvolvimento econômico e social caracterizado por um conjunto de ações, procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial, para reaproveitamento, em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos, ou outra destinação final ambientalmente adequada. O processo de logística reversa envolve três aspectos relevantes, conforme explicam Gonçalves e Marins: “Do ponto de vista logístico, o ciclo de vida de um produto não se encerra com a sua entrega ao cliente. Produtos que se tornam obsoletos, danificados ou não funcionam devem retornar ao seu ponto de origem para serem adequadamente descartados, reparados ou reaproveitados. Do ponto de vista financeiro, existe o custo relacionado ao gerenciamento do fluxo reverso, que se soma aos custos de compra de matéria-prima, de armazenagem, transporte e estocagem e de produção, já tradicionalmente considerados na Logística. E do ponto de vista ambiental, devem ser considerados e avaliados, os impactos do produto sobre o meio ambiente durante toda sua vida. Este tipo de visão sistêmica é importante para que o planejamento da rede logística envolva todas as etapas do ciclo do produto”. (REVISTA DOS TRIBUNAIS, Out / 2011) A Lei 12.305/2010 elenca, em seu art. 33, o rol de produtos que serão obrigados a integrar a cadeia de logística reversa: “São obrigados a estruturar e implementar sistemas de logística reversa, mediante retorno dos produtos após o uso pelo consumidor, de forma independente do serviço público de limpeza urbana e de manejo dos resíduos sólidos, os fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes de: I – agrotóxicos, seus resíduos e embalagens (…); II – pilhas e baterias; III – pneus; IV – óleos lubrificantes, seus resíduos e embalagens; V – lâmpadas fluorescentes, de vapor de sódio e mercúrio e de luz mista; VI – produtos eletroeletrônicos e seus componentes” (REVISTA DOS TRIBUNAIS, Out / 2011). C. Qual é a regra geral de responsabilidade civil ambiental e qual é o regramento de responsabilidade nos contratos de resíduos sólidos? A responsabilidade através dos acordos setoriais, que são contratos firmados entre o poder público, fabricantes, importadores, distribuidores ou comerciantes de determinados produtos para que seja feita a logística reversa daquele produto que não terá mais utilidade ao seu consumidor, devendo assim retornar para que tenha uma destinação correta, neste sentido, a responsabilidade será compartilhada entre estes e ainda com inclusão do consumidor final que deverá se ater ao seu papel de devolver o produto para essa logística reversa. Está definido na Lei 12.305/2010. (PLANALTOGOV, 2010). Art.3 Inciso XVII - responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos: conjunto de atribuições individualizadas e encadeadas dos fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes, dos consumidores e dos titulares dos serviços públicos de limpeza urbana e de manejo dos resíduos sólidos, para minimizar o volume de resíduos sólidos e rejeitos gerados, bem como para reduzir os impactos causados à saúde humana e à qualidade ambiental decorrentes do ciclo de vida dos produtos. (PLANALTOGOV, 2010) D. Selecione uma notícia ou uma jurisprudência recente (últimos 6 meses) referente ao tema justificando a escolha de forma a explicitar o impacto nos contratos de energia . Especifique, na sua resposta, se as questões apresentadas e discutidas na notícia ou jurisprudência selecionada afetam elementos subjetivos e/ou objetivos dos contratos em comento, sua causa, se dizem respeito a alterações de fontes normativas, interpretação de cláusulas típicas ou regime de responsabilidade. No Brasil, em 2018, foram geradas 79 milhões de toneladas de resíduos sólidos urbanos, um aumento de pouco menos de 1% em relação ao ano anterior. Desse montante, 92% (72,7 milhões) foram coletados - uma alta de 1,66% em comparação a 2017, o que mostra que a coleta aumentou num ritmo um pouco maior que a geração. Apesar disso, 6,3 milhões de toneladas de resíduos ficaram sem ser recolhidos nas cidades. Os dados fazem parte do Panorama dos Resíduos Sólidos, da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), lançado nesta sexta-feira (8). Comparando com os países da América Latina, o Brasil é o campeão de geração de lixo, representando 40% do total gerado na região (541 mil toneladas/dia, segundo a ONU Meio Ambiente). Os números mostrados no panorama colocam o Brasil numa posição muito abaixo de outros países que estão no mesmo nível de renda do Brasil. O nosso déficit é muito grande e nós precisamos realmente de medidas urgentes para não só recuperar esse déficit, como avançar em direção a melhores práticas de gestão de resíduos sólidos — disse o presidente da entidade, Carlos Silva Filho. Os resíduos sólidos urbanos correspondem a todos os tipos de resíduos sólidos - que resultam de atividades de origem industrial, doméstica, hospitalar, comercial, agrícola, de serviços e de varrição, e, em alguns casos, de coleta de entulhos - gerados nas cidades e coletados pelos serviços locais. A tendência de crescimento na geração de resíduos sólidos urbanos no país deve ser mantidanos próximos anos. Estimativas realizadas com base na série histórica mostra que o Brasil alcançará uma geração anual de 100 milhões de toneladas por volta de 2030. Há uma consolidação na geração de resíduos sólidos, o que não está sendo acompanhada na oferta da infraestrutura necessária para lidar com todos esses resíduos. O que a gente percebe é que a geração de lixo aumenta no Brasil, mas a destinação adequada, a reciclagem, a recuperação, não acompanham esse crescimento na geração — avaliou Silva Filho. Neste sentido, em linhas gerais, o Brasil precisa de uma política de conscientização com a finalidade de trazer as famílias, empresas e industrias maior potencial para reciclar e destinar melhor os recursos, neste sentido, reutilizando e diminuindo o índice de poluição e descarte incorreto.(GZH, 2019)