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As plantas desenvolveram mecanismos de resposta, justamente pelo fato de serem sésseis As plantas podem adoecer em condições naturais, mas é mais comum em cultivo; Os principais patógenos são os fungos e vírus. As bactérias são menos comuns em plantas, apesar de existir a possibilidade; As plantas expressam diferentes programas endógenos, como: embriogênese, germinação e floração; Existem programas genéticos que determinam o formato da folha, por exemplo; Os mecanismos de sinalização celular envolvem a percepção de estímulos ambientais, integração com programas endógenos e integração com processos metabólicos. Interação das plantas por estímulos ambientais e programas endógenos Via de sinalização em plantas Em plantas, o sinal se liga a um receptor que vão sinalizar para proteínas sinalizadora, em seguida vai haver uma indução de respostas pela inativação de repressores, isso porque a planta tem que responder metabolicamente mais rápido, uma vez que é um organismo séssil; Os sinais moleculares são distintos, pois aparentemente as vias de sinalização evoluíram depois dos grupos serem separados; As proteínas são semelhantes umas às outras. Hormônios vegetais ou fitormônios Os hormônios são sinais moleculares que agem em células alvo; Nas plantas, os tecidos jovens ou tecidos feridos produzem hormônios, podendo ter uma ação próxima ao local de síntese, chamada de sinalização parácrina; Existem transporte a curta e longa distância; Podem agir em concentrações baixas; Sinalização em Plantas - Hormônios quinta-feira, 8 de abril de 2021 16:45 Página 1 de Sinalização em Plantas - Hormônios Recorte de tela efetuado: 08/04/2021 17:37 Auxina Os primeiros hormônios descobertos em plantas foram as auxinas, descobertos por Charles Darwin e seu filho em experimentos com coleóptilos de gramíneas por meio de fototropismo; As auxinas em geral são compostos indólicos, estes são ácidos carboxílicos que apresentam um anel duplo que representa o indol (ácido indol-3-acético). O IAA é responsável por todos os processos de desenvolvimento; Recorte de tela efetuado: 08/04/2021 17:53 A auxina é derivada do triptofano; É encontrada em meristemas apicais de caule, folhas e frutos jovens e ápices radiculares; A auxina em alta concentração é tóxica. No entanto, o ácido 2,4-diclorofenoxiacético pode ser utilizado como regulador de crescimento. As auxinas agem no processo de alongamento celular e diferenciação de tecido vascular Página 2 de Sinalização em Plantas - Hormônios Giberelinas (GAs) Com o alongamento do caule do arroz, cujo não é lenhoso, a planta sofreu acamamento, que é quando há um tombamento. Isso não é tão favorável para a economia, pois se esse acamamento ocorre, o arroz não nasce. Diante disso, foi descoberto o motivo do problema, no qual era causado por um fungo fitopatogênico chamado Gibberella fujikuroi; Isso ocorre porque esse fungo produz um composto químico chamado diterpeno tetracíclico, que é uma molécula com quatro anéis, com a função de alongar os entrenós; As giberelinas são sintetizadas por isoprenóides. Metabolicamente, os IPPs sofrem fusões e passam por estágios até chegar ao citosol, onde vão ter reações que levam a forma ativa GA20 oxidase e GA3 oxidase, e existe um passo de inativação promovido por GA12 oxidase. As plantas não produzem GA3, mas sim a GA1 e GA4; As giberelinas têm um efeito fundamental na germinação; A giberelina, de maneira geral, age nos entrenós da planta Citocininas (CKs) Os cultivos in vitro trabalhados com explante (pedaço do tecido) são induzidos a gerar estruturas de plantas, utilizando a via de organogênese indireta, na qual há uma alta concentração de auxina e uma certa concentração de citocinina, gerando um calo. Quando utiliza uma auxina forte, as células começam a se dividir formando esse calo. No entanto, o meio pode ser manipulado para chegar ao resultado que se quer; Se no sistema for utilizado o balanço for favorável à auxina, induz a raiz. Se for mais favorável à citocinina, induz parte aérea; As citocininas são derivadas da adenina, sendo então as citocininas naturais são derivadas do ADP e ATP; A trans-zeatina é a citocinina amplamente distribuída; São produzidas no floema das raízes e primórdios radiculares. São capazes de realizar a divisão celular Agem no ciclo celular Etileno É um hormônio gasoso; É uma substância envolvida no processo de abscisão foliar; Não tem como transportar etileno na planta, a não ser por difusão; Página 3 de Sinalização em Plantas - Hormônios Não tem como transportar etileno na planta, a não ser por difusão; Está relacionado a situações de estresse e ferimento; É produzido a partir da metionina; O ácido-1-amino-cinopropânico-1-carboxilico (ACC) é um comporto que pode dar origem ao etileno através de uma enzima que pode ser transportado; Ácido abscísico (ABA) O ABA não promove abscisão, mas sim dormência; Promove dormência e fechamento estomático se a planta estiver sobre estresse hídrico, além de ser um potente inibidor da germinação; É um terpeno cujo a síntese se inicia no cloroplasto (plastídios) e é derivado de xantofila. Suas etapas finais são citosólicas; Bracinosteróide (BR) Promovem a germinação de grãos de pólen; Sua biossíntese é derivada do campesterol; Estão relacionados com o alongamento do caule; São esteroides que possuem um anel heptagonal; Os Brassinolídeos são hormônios esteroides das plantas. Jasmonatos (JAs) As plantas são capazes de utilizar o ácido linolênico, a partir de uma via que começa no cloroplasto, que dá origem a um composto intermediário chamado oxilipina. Esse composto se assemelha aos compostos gerados pelo ácido araquidônico. No final do processo, há a formação do jasmonato; As plantas utilizam ácidos graxos para produzir sinalizadores, que são os hormônios; O JAs está relacionado à defesa da planta; Quando há uma herbivoria, por exemplo, um ácido jasmônico é formado e espalhado pelo restante da planta; O JAs aumenta de concentração em locais distantes, induzindo a síntese de inibidores de protease, causando uma ação nas proteases do aparelho digestivo do herbívoro; Há uma resistência sistêmica a aferimentos. Ácido salicílico (SA) Página 4 de Sinalização em Plantas - Hormônios A planta quando é atacada por um fungo, o tecido entra em estado de morte celular programada, criando um local onde o fungo não consegue se propagar. Isso é uma resposta de hipersensibilidade; Essa reação é induzida pelo Ácido salicílico; O SA também pode produzir proteínas relacionadas à patogênese, que é um arsenal bioquímico de defesa. Quando a planta é atacada em uma região, ela se defende, evitando uma disseminação. Para evitar a disseminação sistêmica ou a doença em outros locais, o aumento de SA em outros pontos da planta é capaz de produzir proteínas de defesa, como por exemplo, quitinases (para fungo) Estrigolactonas (STs) São derivados terpenos; As STs são substâncias capazes de promover a germinação de plantas parasitas; As STs, no entanto, são sintetizadas nas raízes e quando liberadas são capazes de promover a colonização por fungo micorrízicos; Inibe a ramificação das plantas; São produzidas a partir de carotenóides (caroteno), dentro dos plastídios. Regulação hormonal em plantas O mecanismo de ação de auxinas, giberelinas, jasmonatos e estrigolactonas envolve a via ubiquitina-proteassomo Os hormônios podem surgir por biossíntese; Podem ser transportados pelo organismo e isso pode manter a regulação; Através de estímulos ambientais ou desenvolvimento programado, os hormônios podem ser sintetizados e transportados para o sítio de ação, onde um receptor vai obter uma resposta limiar ao término da resposta ou para a síntese de hormônios. A ubiquitina é uma proteína pequena que serve para marcar proteínas para a degradação, sendo processada por enzimas EI EII e EIII. A ubiquitina é ativadapela enzima EI, ligada na EII que interage com a EII, que é uma ligase de ubiquitina. Isso faz com que a proteína de ligação receba uma cauda de ubiquita para marcar uma proteína que deve ser degradada, diferenciando das que não precisam ser; O proteassomo recebe a proteína marcada para ser degradada, e a ubiquitina é liberada; Os mecanismos de ação das auxinas, giberelinas, jasmonatos e estrigolactonas, envolvem a via ubiquitina proteassoma. Para que o hormônio funcione, alguma proteína tem que ser degradada; A transcrição está ligada ao fator de transcrição, no entanto ele não funciona porque tem uma proteína repressora (na ausência de auxina). Já na presença, o repressor é degradado e os genes que respondem as auxinas são expressos, ou seja, o fator de transcrição fica livre. Página 5 de Sinalização em Plantas - Hormônios O mecanismo de ação das citocinas e do etileno envolve sistemas de “dois componentes” O mecanismo de ação do ácido abscísico envolve a ação coordenada de fosfatases e quinases Nos procariotos tem uma proteína de membrana que funciona como sensor que é ativada por um sinal de fosforilação (que é uma proteína solúvel), ativando o fator de transcrição; O exemplo em plantas envolve a participação de etileno. Na ausência dele, o receptor do etileno está ativo, mantendo ativa uma proteína de resposta, que é citosólica, desencadeando uma via. O fator de transcrição é degradado, inativando os genes. Na presença, o etileno se liga no receptor, deixando-o inativo e inativando a proteína de resposta, o fator de transcrição dispara a resposta ao etileno. As quinases e fosfatastes são interruptores celulares; Com ABA ausente, o receptor está inativo, existe uma fosfatase citosólica que é capaz de manter uma quinase no estado desfosforilado. Isso impede a capacidade de transcrição Quando o ABA está presente se liga no receptor, cujo se liga a fosfatase, inativando-a. Com isso a quinase fica ativada, ativando os fatores de transcrição, que são capazes de promover os fatores de transcrição em resposta ao ABA. Página 6 de Sinalização em Plantas - Hormônios Página 7 de Sinalização em Plantas - Hormônios