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Metabolismos fotossintéticos e adaptações ao ambiente A relação que existe entre o mecanismo fotossintético e o nicho onde as plantas habitam pode ser observada quando falamos de plantas como C3,C4 e CAM; As plantas C3 ocorrem em alguns lugares do Brasil, mas é mais comum em florestas fechadas, onde o ambiente é úmido e frio; As plantas C3 presentes na caatinga, para conviver em um ambiente com muita luz, são caducifólias (perdem as folhas); As plantas C4 ocorrem predominantemente em ambientes mais quentes, secos e iluminados (tropicais e subtropicais) As plantas CAM ocorrem em ambientes áridos e semiáridos. Respostas fotossintéticas As respostas fotossintéticas das folhas intactas são em relação a concentração intracelular de CO2, luz e temperatura; Importâncias: Fisiológicas, no ponto de vista metabólico; Ecológicas; Econômicas, no ponto de vista agrônomo. IRGA: é um equipamento que é capaz de "clipar" a folha e mensurar a entrada e saída (um delta) de água e CO2 na folha; Durante o dia, a planta vai apresentar fotossíntese, respiração e fotossíntese bruta; Quando a planta faz fotossíntese, ela absorve uma parte do CO2, então a entrada vai ser maior que a saída; Só é possível mensurar a concentração, pois é uma fotossíntese líquida; Não dá para saber se o CO2 captado vem, somente, da fotossíntese, pois a planta faz respiração, fotossíntese e fotorrespiração. Então, para saber exatamente a fotossíntese líquida, usa a equação: Fotossíntese líquida Fotossíntese bruta Essa condição é típica de uma planta C3, pois na planta C4 a fotorrespiração é reduzida. FL = FB - (R - FR) Taxa fotossintética líquida Proporção Fotorrespiração Concentração atmosférica de CO2 A atmosfera atual tem muito nitrogênio e muito oxigênio; Há menos de 2% de vapor de água; Tem cerca de 0,040% de CO2 na atmosfera; A curva de resposta ao CO2 mostra o que acontece com a assimilação líquida fotossintética quando varia o CO2. Isso mostra a quantidade de CO2 fora da planta, com isso, mede-se o quanto de CO2 externo vai impactar no CO2 interno a folha (CI); Quando o CO2 é igual a 0 não tem fotossíntese porque não tem substrato. O aumento do CO2 vai aumentar a fotossíntese. A fotossíntese aumenta tanto na planta C4 quanto na C3; O ponto de compensação é quando a fotossíntese é igual a 0; Em uma região da curva (marcadas em verde), as plantas estão sofrendo mais carboxilação (assimilação), sofrendo uma limitação pela mesma. Quanto mais carboxilação, mais assimilação, mais produtos. As plantas C4 começam a ter fotossíntese liquida com menos concentração que as plantas C3; As plantas C3 precisam de mais CO2 por causa da fotorrespiração, portanto seu ponto de compensação é mais elevado. As plantas C4 precisam de menos O2 para conseguir assimilar mais CO2, conferindo uma cinética de saturação nessas espécies. A saturação dessa assimilação depende dos produtos fotoquímicos e da regeneração da RuBP. As plantas CAM captam CO2 pela noite para realizar a fotossíntese; As CAM obrigatórias só abrem seus estômatos durante a noite; As CAM facultativas abrem os estômatos durantes o dia e realizar a via C3 pra fixar carbonos, desde que haja condições menos severas em relação ao fornecimento de água. Aspectos Ecofisiológicos sexta-feira, 5 de março de 2021 Página 1 de Aspectos ecofisiologicos Plantas C3 apresentam o uso eficiente de água menor que C4. Já as plantas C4 apresentam menos que as plantas CAM. Isso porque há uma necessidade de concentrar mais CO2 em seu interior; Quanto maior a concentração de CO2, menos há a necessidade de aberturas estomáticas. Então, as plantas C4 são mais eficientes nesse processo que as C3, e as CAM são mais eficientes que ambas, pois durante o dia as plantas CAM permanecem com os seus estômatos fechados. Eficiência do uso da água Absorção e utilização de energia solar Nem toda a radiação que chega na terra é útil. A radiação útil fica no espectro visível da luz; Sempre há perdas em formas de calor; Nem toda luz, mesmo que visível, não é absorvida; Em sol pleno, a radiação chega nas plantas em 2000 μmol m-2 s-1. Já sob dosséis, chega em < 10 μmol m-2 s-1; A energia solar tem um total de 100%, no entanto, há uma perda de 50% de comprimentos de onda não absorvidos. Na reflexão e transmissão, há uma perda de 15%. 10% é perdido na dissipação de calor e 20% é perdido no metabolismo. Os 5% restante é utilizado para a síntese de carboidratos. Anatomia foliar, heliotropismo e intercepção de luz A anatomia e o posicionamento das folhas vão ter importância na captação de luz; A luz pode incidir sob um cloroplasto diretamente (A); Ou pode ocorrer um efeito peneira (B), onde não há cloroplastos posicionados na superfície da folha, então alguns raios vão chegar nos cloroplastos sem ser aproveitados; As células da epiderme tem uma forma convexa ( C ), que pode ter um efeito de lente de aumento, aumentando a absorção de luz; Pode ter, também, a canalização da luz (D), ou seja, a luz pode não incidir numa região que não é absorvida, mas pode ser desviada para chegar nos cloroplastos. Página 2 de Aspectos ecofisiologicos Além disso, a posição das folhas permite que ela capte mais luz; Folhas dia-heliotrópicas: ficam perpendiculares a luz; Folhas para-heliotrópicas: que ficam paralelas a luz; Se há uma baixa intensidade de luz, algumas plantas mudam sua posição para captar mais luz. Os cloroplastos podem mudar de posição para conseguir captar mais luz; Folhas dia-heliotrópicas Folhas para-heliotrópicas Curva de resposta à luz Pela noite, as plantas C3 e C4 fazem respiração, tendo portanto, uma assimilação negativa; Ao aumentar a luz e a fotossíntese líquida atingir o ponto 0, vai estar atingindo seu ponto de compensação; Na planta C3, a captação de CO2 equivale à liberação de CO2, explicando a fotossíntese líquida igual a 0. Essa liberação de C O2 é oriunda da respiração e da fotorrespiração; Quando aumenta mais ainda a luz, a assimilação aumenta também, chegando à uma cinética de saturação; Se houver mais luz, mais fotossíntese e mais produto fotoquímico, permitindo mais captação de CO2; Além disso, quando chega no platô de carboxilação, indica que a bioquímica está saturada, interferindo na captação do CO2; As plantas C4 tem um mecanismo concentrador, cujo aumenta a quantidade de CO2 disponível para a rubisco, e isso minimiza a fotorrespiração; As plantas C3 não acompanha a quantidade de luz que chega e a quantidade de CO2 na qual ela tem acesso; Página 3 de Aspectos ecofisiologicos As plantas C3 não acompanha a quantidade de luz que chega e a quantidade de CO2 na qual ela tem acesso; Aclimatação e adaptação a ambientes ensolarados e sombrios Existem plantas que conseguem se adaptar a muito sol, outras a muita sombra e outras às duas condições; As plantas que conseguem se aclimatar, elas têm mais plasticidade; As folhas de sol, por terem mais radiação disponível, suas folhas são espessas, para aproveitar mais a absorção; As folhas de sombra têm folhas mais delgadas; Os indivíduos crescidos em sombra saturam com menor intensidade de luz, enquanto as que cresceram com muita luminosidade vão apresentar uma maior saturação; As folhas de sol tendem a investir mais na Rubisco, pois se tem muita luz disponível, ela precisa de maquinaria para aproveitar essa luz; As folhas de sombra investem mais nas clorofilas (principalmente a B), pois ela tenta utilizar mais o espectro de luz disponível e investir mais na captação, para maximizar sua chance de ter êxito no ambiente que ela se encontra. Fotoinibição É a diminuição da taxa fotossintética líquida por excesso de luz; Se uma planta está sob um sol pleno, ela pode estar recebendo mais energia do que aquela que ela é capaz de suportar e processar; Isso pode acarretar no estresse oxidativo de O2; Para que isso não ocorra, a planta desenvolveu o mecanismode fotoinibição; Mecanismos de dissipação de energia Página 4 de Aspectos ecofisiologicos Existem três formas do excesso energia ser dissipado, mais comum é a dissipação em forma de calor; Quando toda superfície é exposta a aquecimento, ela dissipa o calor em forma de radiação; A convecção é quando há uma massa de ar quente próxima a superfície e uma massa de ar fria mais acima, a massa de ar quente se movimenta, gerando um transporte de ar. Então, se as folhas aquecem, o ar das redondezas aquece e isso é uma forma de convecção, conhecida também como perda de calor sensível; Outra possibilidade é o esfriamento evaporativo, ou seja, a transpiração. A fotoinibição crônica: é quando a planta está exposta à radiação por mais tempo, causando danos; A fotoinibição dinâmica: está exposta à radiação passageiramente, então para isso ela reduz a sua eficiência para conseguir dissipar sua energia e atinge a máxima fotossintética para evitar o dano. No caso de folhas da mesma espécie, como mostra no gráfico, uma folha sofreu uma radiação mais branda, enquanto a outra, uma exposição mais severa. Curva de resposta a temperatura Temperatura mais baixa, a atividade enzimática tende a ser mais baixa; Temperatura mais alta, atividade enzimática mais alta; A planta precisa de uma temperatura ótima para alcançar uma maior assimilação fotossintética; A temperatura, quando está muito elevada, pode levar a desnaturação das proteínas e movimentação alta dos lipídios de membra na, podendo causar o desacoplamento da membrada, causando um prejuízo ao fluxo de elétrons; As plantas C3 tem um ótimo de temperatura mais baixo que a C4, e isso tem reação com a adaptação e o habitat dessas plantas; Se a temperatura estiver muito alta, a planta C3 pode realizar a fotorrespiração. Página 5 de Aspectos ecofisiologicos