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FORMAÇÃO DO DIAFRAGMA E CAVIDADE PLEURAL Os processos embriológicos envolvidos na formação do diafragma podem ser enumerados: 1. septo transverso 2. membranas pleuroperitoneais 3. mesentério dorsal do esôfago 4. mioblastos derivados dos somitos 5. mesoderma da parede do corpo O septo transverso é uma lâmina de tecido mesodérmico da camada visceral (esplâncnico) que adota uma posição entre as cavidades torácica e abdominal que estão em desenvolvimento. Dorsal a isso encontra- se o esôfago circundado pelo mesoderma e mesentério (mesentério dorsal do esôfago). Esse septo não separa totalmente as cavidades torácicas e abdominal deixando aberturas largas de cada lado do intestino médio, tais aberturas são chamadas de canais pericardioperitoneais. O fígado se desenvolve na parte caudal do septo transverso, enquanto a parte cranial dessa septo forma o tendão central do diafragma. Em seguida as membranas pleuroperitoneais se desenvolvem e fecham os canais pleuroperitoneais. Ocorre uma fusão entre o mesentério dorsal do esôfago e o septo transverso. Posteriormente, quando a comunicação entre as cavidades abdominais e peritoneais é interrompida, uma borda periférica se estabelece nas membranas pleuroperitoneais permitindo que os mioblastos que se originam dos somitos cervicais três a cinco (C3-C5) penetram na membrana para formar a porção muscular do diafragma. De cada lado, a cavidade pleural em desenvolvimento (canais pleuroperitoneais) penetra na parede lateral do corpo e se divide em duas camadas: a camada externa e a interna. • a camada externa forma a parede do corpo definitiva • a camada interna forma as partes periféricas do diafragma externo até as partes derivadas das membranas pleuroperitoneais. Agora em relação a formação da cavidade pleural. A formação da cavidade primitiva acontece durante a terceira e quarta semana, período em que acontece a neurulação. Separando a camada ectodérmica e endodérmica há o mesoderma intraembrionário, que se diferencia em mesoderma paraxial, mesoderma intermediário e mesoderma lateral. Essa última divisão irá se dividir em lâmina visceral (esplâncnica) e parietal (somática). O espaço entre essas duas lâminas é chamado de cavidade corporal primitiva, que irá se subdividir em regiões pericárdica, pleural e peritoneal. Primeiramente, vale ressaltar que as cavidades pleurais direita e esquerda se desenvolvem dos canais pleuroperitoneais direito e esquerdo do septo transverso. No início, a cavidade pleural localiza-se dorsolateral à cavidade pericárdica e se comunica com ela através dos canais pleuropericárdicas. A medida que as cavidades pleurais aumentam de tamanho e o coração desce, as membranas pleuropericárdicas derivadas das dobras pleuropericárdicas se projetam para dentro dos canais pleuropericárdicas e separam a cavidade pleural da pericárdica. Os brotos pulmonares surgem da parte traqueal do divertículo laringotraqueal e invaginam a primitiva cavidade pleural para formar a cavidade pleural definitiva. Enquanto isso, cada cavidade pleural se comunica caudalmente com a cavidade peritoneal por um estreito canal pleuroperitoneal. Mais tarde, essa comunicação é fechada pela membrana pleuroperitoneal. REFERÊNCIAS SINGH, Vishram; Textbook of Clinical Embriology. 1 ed. Índia: Editora Elsevier, 2012. p. 188-190 SADLER, Thomas W . Langman embriologia médica.13. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2016. p. 159-171