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INTERPRETAÇÃO TEXTUAL PROFESSORA ANA PAULA SCHMITZ COMO INTERPRETAR UM TEXTO? 1) Leia lentamente o texto todo. •A primeira leitura do texto deverá ser feita com calma e sem interrupções. No primeiro contato com o texto, o mais importante é tentar compreender o sentido global do texto e identificar o seu objetivo. Não é essencial entender a totalidade do texto, nem o significado de todas as palavras. 2) Releia o texto quantas vezes forem necessárias. •Nas leituras seguintes, será mais fácil identificar as ideias principais de cada parágrafo e compreender o desenvolvimento do texto, ou seja, a relação que diversas ideias estabelecem umas com as outras. 3) Sublinhe as ideias mais importantes. • A realização de sublinhados deverá ser feita apenas quando já se tiver uma boa noção da ideia principal e das ideias secundárias do texto. De outra forma, pode haver excesso de sublinhados, o que complica mais do que ajuda. 4) Separe fatos de opiniões. • Na leitura do texto, o leitor deverá separar claramente o que é um fato (verdadeiro, objetivo e comprovável) do que é uma opinião (pessoal, tendenciosa e mutável). É importante também diferenciar as ideias transmitidas pelo autor das suas próprias ideias, que não deverão prevalecer sobre ou refutar as ideias transmitidas no texto. 5) Retorne ao texto sempre que necessário. • Deverá haver um retorno ao texto para nova leitura de parágrafos, frases, expressões,... (ou até do texto completo) quando for necessário responder a perguntas, identificar palavras, expressões, frases, pontuação, funções da linguagem,... É importante, também, entender com cuidado e atenção os enunciados das questões. 6) Reescreva o conteúdo lido. • Para melhor compreensão ou memorização, muitos estudantes recorrem à reescrita do texto feita com as suas próprias palavras. Para tal efeito podem ser feitos resumos, tópicos, esquemas,... AS VÁRIAS FACES DA VIOLÊNCIA. •Pesquisa da Unicef publicada em março de 2018 revelou que, em todo o mundo, metade dos estudantes entre 13 e 15 anos de idade- cerca de 150 milhões de jovens – já foi vítima de atos de violência por parte dos colegas dentro e fora do ambiente escolar. Essa é uma das faces da violência cotidiana vivida por muitas pessoas no dia a dia. •O que você entende por “ato de violência”? •Como você vê em seu dia a dia as várias faces da violência? •Em sua opinião, quais são as principais causas da violência? • Que sentimentos são transmitidos pela expressão facial e pelo gesto da mãe? • A menina compartilha dos mesmos sentimentos? Por quê? • Para onde a menina está indo? Que elementos fazem você deduzir isso? • Na imagem, há dois elementos que não se relacionam ao contexto escolar. Quais são eles? • Que crítica social essa charge revela? Você concorda ou discorda da crítica feita pelo cartunista? •Você acha que é possível acabar com a violência em nossa sociedade? Por quê? ARTIGO DE OPINIÃO: Há muitos textos nos quais o autor não chega a emitir sua opinião explicitamente. Não é o caso dos artigos de opinião, nos quais o autor, além de apresentar fatos, defende um ponto de vista. 1. Com base no tema da aula, quais informações você imagina que serão apresentadas no texto? 2. Que opiniões o autor deve apresentar num texto cujo título é “Paz Social”? PAZ SOCIAL Está provado que a violência só gera mais violência. A rua serve para a criança como uma escola preparatória. Do menino marginal esculpe-se o adulto marginal, talhado diariamente por uma sociedade violenta que lhe nega condições básicas de vida. Por trás de um garoto abandonado existe um adulto abandonado. E o garoto abandonado de hoje é o adulto abandonado de amanhã. É um círculo vicioso, em que todos são, em menor ou maior escala, vítimas. São vítimas de uma sociedade que não consegue garantir um mínimo de paz social. Paz social significa poder andar na rua sem ser incomodado por pivetes. Isso porque num país civilizado não existe pivete. Existem crianças desenvolvendo suas potencialidades. Paz é não ter medo de sequestradores. É nunca desejar comprar uma arma para se defender ou querer se refugiar em Miami. É não considerar normal a ideia de que o extermínio de crianças ou adultos garanta a segurança. Entender a infância marginal significa entender por que um menino vai para a rua e não à escola. Essa é, em essência, a diferença entre garoto que está dentro do carro, de vidros fechados, e aquele que se aproxima do carro para vender chiclete ou pedir esmola. E essa é a diferença entre um país desenvolvido e um país de Terceiro Mundo. É também entender a História do Brasil, marcada por um descaso das elites em relação aos menos privilegiados. Esse descanso é simbolizado por uma frase que fez muito sucesso na política brasileira: caso social é caso de polícia. A frase surgiu como uma justificativa para o tratamento dado ao trabalhador no começo do século. Em outras palavras, é a mesma postura que as pessoas assumem hoje em relação à infância carente e aos meninos de rua. DIMENSTEIN, Gilberto. O cidadão de papel: a infância, a adolescência e os direitos humanos no Brasil. 16. Ed. São Paulo: Ática, 1993.