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TEMA: FERNANDO PESSOA, O HOMEM DE MUITAS FACES AO MESMO TEMPO. . 1. INTRODUÇÃO Dentro da Literatura Portuguesa, Fernando Pessoa (1888-1935) é considerado não só um dos maiores poetas da nossa língua, mas também um dos grandes poetas na literatura universal. Fernando Pessoa vivenciou tão profundamente a questão do eu poético que, ao construir sua extensa obra, lançou mão de um recurso que até hoje fascina seus leitores: ele deu nomes próprios (e biografias) a cada um de seus eu poéticos. Pessoa viveu em um período conturbado por crises políticas em Portugal: final da monarquia com o assassinato do rei D. Carlos (1908), revolução republicana (1910) e ascensão do ditador Salazar (1932). Seus poemas mais significativos são meditações líricas de intensa complexidade intelectual. Dotado de uma inteligência indagadora, analítica e dialética, além de um “humor transcendental”, Pessoa via a realidade como um campo de contradições e verdades opostas, paralelas e complementares. Considerava a dúvida como parte íntima do pensamento paradoxal “a única forma de pensar para se chegar ao conhecimento”, (SEABRA, 1991). Pessoa constrói uma obra imprimindo-lhe sua visão de mundo. Como viveu num tempo em que a relatividade era a “pedra de toque” para a compreensão da cultura, ele partiu do relativo para explicar o real, tentando colocar-se diante dos seres, das coisas e dos fenômenos reconstruindo o mundo a partir do nada. Esse processo fenomenológico pressupõe a multiplicidade do Poeta: tendo diferentes “visões” relativas do mundo, seria possível ter uma imagem do universo e poder resgatá-lo do caos da relatividade (MOISES, 1990). A cosmovisão pessoana tinha um significado, um sentido: era preciso ser “todos”, ser um “eu-cidade”, um “eu-humanidade”, para conhecer a realidade como um “absoluto possível”. Desse múltiplo desdobramento do “eu”, motivado pela carência de afeto de um amigo íntimo segundo autores como Duarte (1985, p.9), é que nascem os heterônimos de Fernando Pessoa. Heterônimo é um nome imaginário a que um escritor atribui obras suas. Assim, o autor “inventado” por um escritor apresenta características de estilo diferentes das do criador. A palavra ‘heterônimo’ começou a circular depois do surgimento de Fernando Pessoa, que criou vários heterônimos que assinavam suas obras, cada um destes estilos com biografias próprias, além de estilos e conteúdos diversos (não confundir com um mero pseudônimo, este é um nome falso ou suposto adotado por um artista). Os três mais importantes e principais heterônimos de Fernando Pessoa são: Alberto Caeiro um poeta que prega a vida simples, que não se deve se guiar pelo pensamento, mas pelas sensações; Ricardo Reis: apresenta uma visão de mundo concentrada nos valores da antiguidade clássica, valoriza a vida natural e a simplicidade das coisas, assim como Caeiro. No entanto, se para Caeiro o importante é sentir a natureza e entregar-se a ela, para Ricardo Reis o mundo moderno apresenta-se como decadente e ele pensa sobre essa decadência; Álvaro de Campos: o habitante da cidade grande, o poeta moderno, agressivo, voltando para seu tempo, o presente. É o heterônimo cujo estilo mais se aproxima da Vanguarda (FARACO E MOURA, 1999, p.431-3). Sobre o tema questiona-se: como desvendar o sentido e o significado da heteronímia em Fernando Pessoa? Possíveis respostas poderão ser respondidas com a pesquisa e pela análise da desintegração da sua personalidade poética que fez dele, sendo um, ser também vários ao mesmo tempo. Justifica-se a escolha do tema pela admiração à poesia de Fernando Pessoa e sua obra e também pelo interesse em compreender como um homem conseguiu extrair de um “eu mais profundo” (ele mesmo), “outros eus” (seus heterônimos). O poeta é quem é e seus heterônimos têm um conteúdo plural e individualizante que não deixa de ser máscaras que se olham (“personas”), mas ao mesmo tempo, são desdobramentos do eu mesmo de Pessoa (“persona”) (REGO, 2004). A proposta dessa pesquisa é desvendar as faces ocultas dos heterônimos em Fernando Pessoa, o que contribuirá como referencial teórico para trabalhos de estudantes da Literatura Portuguesa e a Poesia nos séculos XX e XXI. Objetivou, ainda, compreender o sentido da heteronímia em Fernando Pessoa e refletir sobre o processo de “mascaramento” da sua arte poética; identificar os perfis dos três principais heterônimos de Pessoa; caracterizar os heterônimos quanto à inspiração e arte poéticas e à visão de mundo e de vida; analisar o sentido e significado da heteronímia em Fernando Pessoa. Adotou-se como metodologia a pesquisa bibliográfica, por se tratar de um estudo reflexivo e descritivo e uma abordagem qualitativa, tendo como base os dados de Scielo, Unicamp, USP, Revista da Educação, Mackenzie, entre outros sites da internet, além de pesquisas em dissertações e teses de mestrado e doutorado. Os passos para esta investigação foram: levantamento bibliográfico, interpretação, análise, seleção e organização de dados pesquisados. O trabalho teve como referencial teórico “O guardador de Rebanhos”, “O Eu Profundo e Outros Eus”, e outros poemas e artigos de outros autores. 1. REFERENCIAL TEÓRICO 2.1 Heterônimos Os heterônimos (“heteros: outros onymo: nomes”) são “sujeitos”, instrumentos e metáforas, por meio dos quais é possível conhecer a complexidade do real. O Poeta intuía de que era inconcebível o conhecimento da complexidade cósmica a uma única pessoa: sempre cada uma divisa a realidade de sua exclusiva perspectiva. Por outro lado, sabia que não poderia multiplicar-se em todos os seres a fim de apreender-lhes suas “visões”. Decide-se, portanto, multiplicar-se em “heterônimos-símbolos” que expressassem as “cosmovisões arquétipicas” e nas quais se conjugariam as infinitas “cosmovisões particulares”. O Poeta extrairia do seu “eu profundo” os outros “eus” (REGO, 2004). Os heterônimos podem ser compreendidos como as máscaras sucessivas, que se sobrepõem, máscaras de máscaras (“persona”/pessoa: “o desconhecido de si mesmo”), que o Poeta experimentou uma após outra: “Todas as máscaras que a alma humana / para si mesmo usa, eu arranquei (...)/ e inda depois outras máscaras...”(PESSOA, 1990, p.18). Produto da “despersonalização dramática”, os heterônimos são máscaras que o Poeta usou para ocultar-se atrás delas para melhor revelar-se, mais se revelando às avessas, exigindo do leitor um árduo trabalho de recomposição do trajeto percorrido pelo Poeta no seu mascaramento, “As máscaras olham-se sabendo-se máscaras” (SARAMAGO, 1985, p.10). A diversidade heteronímica de Pessoa ser enraíza numa unidade, decorrente das semelhanças existentes entre os heterônimos que constituem alter-egos do Poeta (era vários em um) que via a realidade como se fosse mais de um. Cada heterônimo é uma consciência a ver o mundo de sua intrínseca perspectiva; é uma entidade autônoma, com caráter próprio, vida própria e uma visão pessoal do mundo, que se completam entre si e mais o seu criador, numa “unidade na diversidade” (PASSONI, 1995). Pessoa se debruça sobre si e sobre o mundo como se fosse seres incontáveis, procurando “ver” a realidade: “multipliquei-me, para me sentir. E há em cada canto da minha alma um altar a um deus diferente” (PESSOA,1990, p.15). Era preciso ser “todos sem deixar de ser o que se é” e, ao mesmo tempo, “ser todos como se deixasse de ser o que se é”. Invenção, histeria, loucura, simulação, fingimento (nos sentidos de dissimulação e de ficção), inconsciente frustrado ou desvios de natureza sexual, tudo isso faz parte dos estudos sobre a gênese e o sentido dos heterônimos de Pessoa. Nada, porém, reduz a imensa complexidade psicológica e poética desse Poeta que penetrou no labirinto do conhecimento, através de seus heterônimos: “Chevalier de Pas”, heterônimo surgido na infância (1894); Alberto Caeiro, o “mestre” (1889), o pastor lírico de idéias, o poeta do olhar bucólico da natureza; Ricardo Reis (1887), o anti-Caeiro, o poeta “a beira rio”, do bem e do belo, do “carpe diem” e do passado remoto; Álvaro de Campos (1890), opoeta sensacionista, o poeta da cidade, “a beira-mar”, o mais romântico e o poeta mais moderno da dialética fundamental. A heteronímia é uma criação genial, repercussão do espírito de época, emanada do inconsciente coletivo presente em Fernando Pessoa. A naturalidade bucolizante de Caeiro remonta à antiguidade greco-latina, enquanto o classicismo pagão de Ricardo Reis propõe o ideal da restauração do antigo e Álvaro de Campos enfatiza o novo e o moderno contrapondo-se a mesmice reinante. Os três encarnam três soluções existenciais permanentes e cíclicas. (A multifacetação do Poeta, deve ser interpretada à luz da teoria do conhecimento ou da sociologia ou até da filosofia). Os heterônimos são criados pelas obras: eles nascem com o nascimento dos poemas. Alberto Caeiro nasceu do poema bucólico, Ricardo Reis nasceu do poema de índole pagã e Álvaro de Campos surgiu da “Ode Triunfal”. Em todos os heterônimos encontramos a obsessão da identidade dos contrários: “verdade, mentira, certeza, incerteza são as mesmas?” pergunta-se Caeiro; “Tudo quanto sugere, ou exprime o que não exprime. Tudo o que diz o que não diz”, fala Álvaro de Campos; “... finge sem fingimento?” pergunta Ricardo Reis; “Mas o olhar, de estar olhando / onde não olha, voltou: / e estamos os dois falando / o que se não conversou./ Isto acaba ou começou?” diz o próprio Pessoa “ele mesmo” (PESSOA,1990, p.20). A trilogia Caeiro-Reis-Campos insere-se intertextualmente na obra poética de Pessoa. As convergências e as divergências que se manifestam entre os heterônimos, traduzem suas diferenças mútuas, a partir de um fundo comum de identidade (CLARET, 2005), o que se pode detectar através do sentido das leituras em que essas diferenças se vão tecendo. 2.2 Os Heterônimos por eles mesmos De acordo com estudiosos sobre os heterônimos de Fernando Pessoa como Passoni (1995), Rego (2004) e Silva; Nascimento; Pereira (2006), encontram-se identidade, ambiguidade e multiplicidade de linguagens poéticas no interior das obras dos heterônimos de Pessoa como pode ser observado “por eles mesmos”. Alberto Caeiro, o mestre. (Heterônimo Oriental). Perfil: ingênuo, aberto, expansivo, simples, inculto, instintivo, lírico espontâneo, antimetafísico, objetivo: “O que nós vemos das coisas são as coisas. Por que veríamos nós uma coisa se houvesse outra?” “Porque a Natureza não tem dentro: senão não era a Natureza” (CAEIRO,2004,p.32). Inspiração poética: a natureza, o campo: “Depois de amanhã não há”. “Quero as coisas que existem, não o tempo que as mede”. “Eu não tenho filosofia, tenho sentidos”. Caeiro ensina que o mundo não é um enigma e o que se vê tem um sentido oculto por trás das aparências. Concepção de mundo e de vida: viver o presente através das sensações (realismo sensorial); Agnosticismo: recordar é atraiçoar a Natureza. “Sou o Descobridor da Natureza. Sou o Argonauta das sensações verdadeiras”. Estilo poético e arte poética: versos livres e brancos, linguagem simples e impessoal, vocabulário limitado, prosaísmo e objetividade: “a minha poesia é natural como levantar-se ao vento”. Como afirmam Rodrigues et al. (1994, p.222) , “o caráter paradoxal da teoria de Caeiro se manifesta também no plano estilístico: seus poemas evitam tudo o que se costuma tomar por poesia. Seus versos parecem prosa, pois são uma forma ritmicamente frouxa de verso livre, cujo andamento dá a impressão de naturalidade, de espontaneidade sem qualquer premeditação artística, o que é, na verdade, um efeito artístico dessa poesia. Seu vocabulário é restrito e as mesmas palavras e expressões se repetem com pequeno intervalo, sem nenhum esforço aparente de evitar o que é tradicionalmente considerado “pobreza de estilo”. “Por mim, escrevo a prosa dos meus versos / E fico contente.” “Procuro dizer o que sinto sem pensar em que o sinto. Procura encostar as palavras à idéia/ E não precisar dum corredor/ Do pensamento para as palavras. (Poeta-metáfora “O guardador de rebanhos”). Ricardo Reis, o discípulo direto de Caeiro (Heterônimo Neoclássico). Perfil: cético, pagão conservador, contemplativo, sonhador, resignado, ansioso do prazer, da disciplina e da perfeição, subjetivo: “Quem quer pouco, tem tudo; / quem quer nada / é livre; quem não tem, e não deseja / homem, é igual aos deuses”. “Não há tristezas / em alegrias na nossa vida. / Assim saibamos; / sábios incautos, / não a viver,/mas decorrê-la,/tranquilos...” “Cumpramos o que somos. Nada mais nos é dado.” (MOISÉS,1990,p.42). Inspiração Poética: Horácio, Epicuro e os Estóicos. “Essa atitude hedonista (voltada para o prazer) ou epicurista (decorrente da filosofia Epicuro) é associada a uma postura estoica, que propõe comedimento na fruição dos prazeres (“Prazer,mas devagar”), pois seremos tanto mais felizes quanto menores forem nossas necessidades (RODRIGUES, 1994, p.229) ”Tão cedo passa tudo quanto passa! Circunda-te de rosas, ama, bebe. E cala. O mais é nada” (...) “Mas se Deus é as flores e as árvores / E os montes e sol e o luar, / Então acredito nele,”... “Senta-te ao sol.Abdica / E sê sei de ti próprio.” “Dia após dia a mesma vida é a mesma./ Hoje,Destino sempre, e nesta ou nessa / Forma alheio e invencível .” Concepção de mundo e de vida: aproveitar o momento presente (Carpe Diem), pois o futuro é incerto; panteísmo; dedicação ao próprio destino, com prazer imediato. Estilo poético e arte poética: versos descritivos, discursivos e metrificados (quase prosa), linguagem clássica latina (Odes), vocabulário erudito, sintaxe tortuosa. “Assim quisesse o verso: meu e alheio/ E por mim mesmo lido”. “As rosas amo dos jardins de Adônis, Amo Lídia essas rosas volucres”... (Poeta - Metonímia “Para ser grande, sê inteiro”). Álvaro de Campos, o não menos discípulo de Caeiro (Heterônimo Ocidental). Perfil: moderno, inconformado, amargo, solitário, eu civilizado, romântico, angustiado e preocupado com o existencial, amigo do tédio e do cansaço, niilista rebelde, sensacionista e subjetivo. “Fui, como ervas, e não me arrancaram”. “Por ter pensado o tudo, e o ter chegado deliberadamente a nada”. “Ah, poder exprimir-me todo como um motor se exprime!” (PESSOA, 1979, p. 58). Inspiração poética: Nietzche, Hegel, Walt Whitman e Marinetti. “E eu, que amo a civilização moderna, eu que beijo com a alma as máquinas”... “Quando quis tirar a máscara, / Estava pegada à cara. Quando tirei e me vi ao espelho, / Já tinha envelhecido”... “Sentir tudo de todas as maneiras./ Viver tudo de todos os lados”... (MOISÉS,1990, p. 50). Concepção de mundo e de vida: O mundo é um “continuum” vital: presente- passado-futuro conjugados. Viver é ser a mesma coisa de todos os modos e ao mesmo tempo. Estilo poético e arte poética: versos ritmados com pausas métricas, (Odes), linguagem discursiva, expressões com gradação de emoções ordenadas (excesso de expressão). “Senti demais para poder continuar a sentir. / Esgotou-se me a alma, ficou só um eco dentro de mim”. “Rugindo, rangendo, ciciando, estrugindo, ferreando”... (Poeta futurista, ”Ode Marítima” e “Tabacaria”) (PESSOA, 1992). Figura 1 – Caeiro, Reis e Campos em desenho de Almada Negreiros Os três heterônimos - Caeiro e sua poesia antiótica (negação da transcendência); Reis e sua poesia de linguagem latinizante; Campos e sua poesia decadentista,futurista e amarga (três fases)- retratam com personalidade diferentes, a personalidade de Fernando Pessoa. 3. CONSIDERAÇÕES FINAIS Por tudo exposto, entende-se o significado da heteronímia de Fernando Pessoa: ele se desdobrou em múltiplos eus para mostrar suas diferentes concepções e visões de mundo, de vida, seu espírito e estilo poéticos originados de uma inteligência indagadora e dialética. Alberto Caeiro, o poeta da natureza, Ricardo Reis, o poeta latino e Álvaro de Campos, o poeta moderno, são diferentes máscaras que se sobrepõem de um Poeta plural, Poetas em poetas, cujo talento mal cabia numa só Pessoa. Com a invenção dos heterônimos, a poesia de Fernando Pessoa mostra-se original e a originalidade se estendetambém a sua arte e estilo poéticos por ser uma poesia reflexiva e questionadora, ao contrário da poesia tradicional voltada aos sentimentos e emoções. Ela leva o leitor a pensar, a raciocinar e não apenas a vivenciar emoções. Em uma linguagem nada artificial e rebuscada, mas clara e direta, estimula o leitor a interpretar os enigmas e indagações do “eu profundo e outros eus”. Apesar da linguagem acessível, a obra poética pessoana é, sem dúvida, paradoxal e enigmática e é justamente por isso, que ela excita e fascina quem a lê, suscitando uma variedade de estudos, conforme se percebeu na revisão de literatura. REFERÊNCIAS ACHCAR. Francisco. Poemas completos de Alberto Caeiro. São Paulo: 1984. CAEIRO, Fernando Pessoa. In: FUVEST II Fernando Pessoa, Manuel Bandeira, Guimarães Rosa, Clarice Lispector. São Paulo: Objetivo FUVEST II, 2004. CLARET, Martim. Fernando Pessoa – Pensamento Vivo. São Paulo: Martim Claret, 2005. DUARTE, José Afrânio Moreira. Fernando Pessoa e os caminhos da solidão. Rio de Janeiro: José Olympio, 1958. MOISÉS, Massaud. O Guardador de rebanhos e outros poemas. São Paulo: Círculo do livro S.A, 1990. PASSONI, Célia. As múltiplas faces de Fernando Pessoa. 2 ed. São Paulo: Núcleo, 1995. PESSOA, Fernando. O Eu Profundo e Outros Eus. Rio de Janeiro: José Olympio, 1979. PESSOA, Fernando. Poesias de Álvaro de Campos. São Paulo: FTD, 1992. REGO, Thiago. Identidades, Modernidade e Ambiguidade em Fernando Pessoa. Rev. Espaço Acadêmica. Rio de Janeiro: Feuduc, abril/2004. RODRIGUES, Medina et al. Literatura Portuguesa. São Paulo: Ática, 1994 SARAMAGO, José. As máscaras que se olham. In: Folhetim. São Paulo. Arte, n. 460, 24 de novembro 1985. SEABRA, José Augusto. Fernando Pessoa ou o poeta drama. 2 ed. São Paulo: Perspectiva, 1991. SILVA, Alessandra; NASCIMENTO, Milsolange; PEREIRA, Valéria. A multiplicidade de linguagens poéticas no interior das obras dos heterônimos de Fernando Pessoa – (Monografia) – Instituto de Ensino Superior de Nova Venécia, 2006.