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Aula 08
Filosofia p/ ENEM - 2019
Raphael de Oliveira Reis
 
 
 
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Filosofia Temática I: Ética e Artes 
 
SUMÁRIO PÁGINA 
1. Ética 3 
2. Estética e Artes 12 
3. Resumo 16 
4. Lista de Exercícios ENEM 19 
5. Exercícios Comentados 23 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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1 A Ética 
 
Até o momento vimos questões que relacionam o ser e o saber. A partir 
deste momento iremos refletir acerca de problemáticas associadas ao fazer : 
ética, estética, artes, ciência e política. 
Certamente, nas mais diversas situações da vida, você já se pegou 
pensando: “como devo agir nesta questão?” ou “procedi de maneira correta com 
aquela pessoa?” 
Ao escolher ou tomar uma decisão acerca de alguma coisa podemos nos 
deparar com as noções de bem, mal, justo, correto, errado, ético . Quando 
isso ocorre estamos diante de um julgamento moral , a partir do qual vamos 
orientar nossa ação ou ações de outras pessoas. 
Quando se faz um julgamento moral o ser humano está expressando 
valores sob determinados códigos morais. Isso quer dizer que as nossas ações 
são hierarquizadas conforme os valores de bem, mal, justo, injusto, certo, errado, 
em determinado momento histórico. Nesse sentido, o ser humano é também 
um ser moral, que avalia sua própria conduta e a de outras pessoas a partir 
de valores morais. 
 
Ética é a disciplina filosófica que investiga a moral, os diversos 
sistemas morais elaborados pelos seres humanos, buscando compreender 
a fundamentação das normas que orientam o comportamento humano . Em 
resumo, ética é uma disciplina que trata da prática humana, de seu 
comportamento moral. 
Diferente da norma jurídica, a norma moral é seguida a partir de 
valores da pessoa ou de seu grupo social. A norma jurídica vem 
acompanhada de uma punição legal estabelecida pelo Estado em caso de 
desobediência. A coercibilidade da norma moral depende da aceitação de cada 
indivíduo ou grupo social para ser cumprida, isto é, não está vinculada ao Estado. 
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Alguns pensadores por entenderem que a norma moral depende da 
escolha de cada um, ela costuma ser associada à ideia de liberdade. Se o 
homem tem consciência moral, isto é, observa e julga a sua própria conduta e a 
de outros, formulando juízos sobre atos passados, presentes e futuros, tem 
condições de escolher suas ações, por isso, se fala em liberdade. 
Nessa perspectiva, consciência moral e liberdade andam juntas. Só se 
pode julgar moralmente uma conduta se esta ação foi praticada em liberdade, 
portanto, se em determinada situação o indivíduo não tem escolhas, sendo 
coagido a tomar determinada decisão, é impossível decidir entre o bem e o mal. 
Por exemplo, um pai que tem o filho sequestrado não pode ser julgado se se ele 
segue as ordens do sequestrador. Contudo, se tomamos uma decisão livremente 
para escolher esta ou aquela ação, somos responsáveis pelo que praticamos e 
podemos ser julgados moralmente. 
Responsabilidade pelo ato entendida como estar em condições de 
responder pela escolha feita, ou seja, de justificar e assumir o que foi feito. 
Uma problemática que se coloca nesta relação entre consciência moral e 
liberdade de escolha, é se de fato os indivíduos são livres para decidir. Vamos 
ver algumas abordagens: 
 
Determinismo Nessa perspectiva, não existe 
liberdade. O ser humano é sempre 
determinado pela sua natureza 
biológica (instinto e necessidades), 
bem como por sua natureza social 
(leis, normas, costumes). As ações 
individuais estão condicionadas por 
fatores naturais e constrangimentos 
sociais. 
Liberdade Essa interpretação defende que os 
indivíduos são sempre livres. Mesmo 
existindo determinações de ordem 
externa, a liberdade moral está acima 
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dessas determinações. Portanto, há 
sempre uma possibilidade de escolha. 
Entre o determinismo e a liberdade Nessa perspectiva, o ser humano é 
determinado e livre ao mesmo tempo. 
Assim, não haveria uma liberdade 
absoluta, tampouco um determinismo 
absoluto. 
Todo o indivíduo poderá atuar em prol 
de ampliar a sua liberdade e isso 
acontecerá na medida em que maior 
for sua consciência a respeito dos 
fatores que influenciam em suas 
decisões. A liberdade é entendida 
como a compreensão da 
necessidade. 
 
1.1 Ética na Antiguidade 
Podemos recordar que é no período socrático, no qual a pólis e o espaço 
da ágora estão desenvolvidos, é que surgem as reflexões filosóficas 
preocupadas com as questões do ser, isto é, questões morais, políticas e sociais. 
Vale lembrar o diálogo crítico de Sócrates com os sofistas. Estes 
afirmavam que não existiam normas e verdades universalmente válidas. Dessa 
forma, a concepção de ética dos sofistas era relativa. Já Sócrates , criticava os 
sofistas por não buscarem o conhecimento verdadeiro e defendia que existia 
um saber universalmente válido, que decorre da essência humana. Através 
da razão se poderia fundamentar normas e costumes morais válidos para 
todos . Assim, a ética racionalista de Sócrates apregoa que o indivíduo ao 
agir de forma racional está agindo corretamente . 
Seu discípulo, Platão, aprofunda o racionalismo ético . Sabemos que 
ele não confiava nos sentidos e o que o mundo sensível é o mundo das 
aparências. Para depurar o mundo material e atingir o mundo inteligível, que 
é o mundo das ideias, é preciso utilizar o intelecto . Ao fazer isso se alcança 
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a ideia do bem, que é sinônimo de felicidade. Essa busca não se dá sozinha, 
mas na pólis, na sociedade. Por isso, nessa concepção felicidade individual está 
associada à felicidade coletiva. Em resumo, o indivíduo ético para Platão é o 
bom cidadão . 
Diferente do dualismo corpo e alma, mundo sensível e mundo das ideias, 
Aristóteles procurou desenvolver uma ética mais prática, também 
fundamentada na razão . Podemos lembrar que para ele o fim último das 
ações humanas é a maior virtude de todas: a felicidade . Esta se encontra na 
razão, no exercício intelectual, na vida contemplativa. Assim, o indivíduo 
aprende a agir corretamente (praticar virtudes) à medida em que pratica 
constantemente as ações gerando o hábito. 
É válido recordar que para Aristóteles, virtude é um meio termo, um 
equilíbrio entre aquilo que falta e aquilo que há de excesso. Por exemplo, a 
coragem é o meio-termo entre a covardia (ausência) e a valentia (excesso). 
Por fim, a ética de Aristóteles se aproxima da ética de Platão na 
medida em que está vinculada a pólis, a vida política dos cidadãos . 
Como já sabemos, no período pós-clássico, isto é, helenístico e greco-
romano, tanto o epicurismo como o estoicismo estabeleceram uma ética fora da 
esfera política, ou seja, uma ética fundamentadana paz interior e no 
autocontrole do indivíduo. 
 
1.2 Ética na Idade Média 
Diferente da ética grega, a ética medieval (cristã) abandonou a visão 
mundana de que a felicidade ou o fim último das ações humanas estariam neste 
mundo, portanto, a perfeição moral está no amor de Deus . Ademais, a moral 
cristã é uma relação do indivíduo com Deus perpassando pela mediação 
institucional da Igreja Católica. 
São Tomás de Aquino, maior expoente da escolástica, influenciado pelas 
concepções aristotélicas, ressignificou a concepção de felicidade como fim 
último das ações humanas, atribuindo a Deus a fonte dessa felicidade . 
Já Santo Agostinho, expoente da patrística, transformou a ideia de 
depuração da alma de Platão numa necessidade de elevação ascética, com 
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objetivo de compreender os desígnios de Deus . A ética na concepção de 
Agostinho está associada à ideia de livre-arbítrio. Cabe nos lembrar que para 
ele, Deus é a bondade maior e não poderia gerar o mal. Assim, o homem teria 
livre-arbítrio para fazer suas escolhas, podendo ser afastar de Deus (praticando 
o mal) ou aproximar-se dele (agindo bem e aceitando suas verdades). Dessa 
forma, Agostinho esvazia o conceito de liberdade grega, que defendia a 
realização plena dos indivíduos em sua sociedade . 
 
1.3 Ética na Idade Moderna 
Você que é um aluno astuto, vai lembrar que o Renascimento (XVI) coloca 
o homem novamente no centro das questões filosóficas, orientando uma 
concepção moral centrada na autonomia humana. Isso vai ficar mais forte com 
o Iluminismo (XVIII), já que os filósofos dessa corrente defendiam que a 
moral deveria ser desvinculada dos valores religiosos, e sim naqueles 
oriundos da compreensão do que é a natureza humana. 
 
A concepção mais expressiva do período moderno é de um velho 
conhecido nosso, Immanuel Kant (1724-1804), que desenvolveu a concepção 
de natureza racional, razão pura. Para ele, a razão humana é vista como 
uma razão legisladora, capaz de elaborar normas universais, já que é uma 
capacidade encontrada em todas as pessoas . 
As normas morais devem ser obedecidas como deveres e isto se 
confunde com a ideia de liberdade, já que ao obedecer uma norma moral o 
indivíduo atende a liberdade da razão, a qual estabeleceu aquilo que é correto. 
Kant denominou de imperativo categórico a ação que deve ser 
universalizada (realizada por todos sem prejuízo para a humanidade). 
Portanto, aquelas ações que não podem ser universalizadas não serão 
moralmente corretas, podendo em algumas situações ocorrer como exceção, e 
não como regra. 
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Para ele, também se faz necessário educar à vontade para alcançar 
a boa vontade guiada pela razão, já que as inclinações (desejos, paixões, 
medos) podem afetar a nossa vontade em escolher determinada ação. 
Em resumo, Kant defende o dever como norma universal (aplicável a 
todos), cujo o imperativo categórico estabelece a ação moralmente correta. Por 
outro lado, não aprofundou qual seria o conteúdo do que devemos fazer 
moralmente (corretamente) em determinadas situações da vida concreta. 
 
ENEM 2017 
Uma pessoa vê-se forçada pela necessidade pedir dinheiro emprestado. Sabe 
muito bem que não poderá pagar, mas vê também que não lhe emprestarão 
nada se não prometer firmemente pagar em prazo determinado. Sente a 
tentação de fazer a promessa; mas tem ainda consciência bastante para 
perguntar a si mesma: não é proibido e contrário ao dever livrar-se de apuros 
desta maneira? Admitindo que se decida a fazê-lo, a sua máxima de ação 
seria: quando julgo estar em apuros de dinheiro, vou pedi-lo emprestado e 
prometo pagá-lo, embora saiba que tal nunca sucederá. 
Fonte: KANT, I. Fundamentação da metafísica dos costumes. 
 
De acordo com a moral antilhana, a “falsa promessa de pagamento” 
representada no texto 
A) Assegura que a ação seja aceita por todos a partir da livre discussão 
participativa. 
B) Garante que os efeitos das ações não destruam a possibilidade da vida 
futura na terra. 
C) Opõe-se ao princípio de que toda ação do homem possa valer como 
norma universal. 
D) Materializa-se no entendimento de que os fins da ação humana podem 
justificar os meios. 
E) Permite que a ação individual produza a mais ampla felicidade para as 
pessoas envolvidas. 
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Análise: o texto de suporte não ajudou muito, né?! Esse tal Kant tem uma 
linguagem bem difícil rsrs Contudo, aluno astuto, o enunciado é moleza, além 
de que você acabou de ver que para o filósofo em questão uma ação para ser 
ética carece de ser validada como uma norma moral. Portanto, a falsa 
promessa do pagamento não é algo ético, logo opõe-se ao princípio de que 
toda ação do homem possa valer como norma universal – para isso, somente 
as ações éticas. 
Gabarito: C 
 
 
1.4 Ética na Idade Contemporânea 
 Diferente do período anterior, a ética na contemporaneidade preocupa-
se com o indivíduo concreto, afastando-se da abstração e recusando uma 
fundamentação exterior da moralidade. 
O filósofo Hegel era um crítico de Kant. Não concordava com o formalismo 
da ética kantiana, pois para ele essa concepção não levava em consideração a 
história e a relação do ser humano com a sociedade, isto é, a ética kantiana não 
percebia os conflitos reais existentes nas decisões morais. 
Para Kant, a moral é uma questão pessoal, íntima, na qual o indivíduo 
deve se decidir entre suas inclinações e sua razão. Diferente dessa visão, 
Hegel vai apontar que a moral se apresenta de forma distinta nas 
sociedades, e a vontade individual seria apenas um elemento da vida ética . 
Portanto, para Hegel ética é a relação entre o ser humano e o conjunto 
social. Assim, a moral se manifesta nos códigos normativos, na cultura, nas 
instituições sociais, ou seja, a ética está relacionada ao processo histórico e 
à sociedade. 
Outro filósofo contemporâneo que irá pensar sobre ética é Marx. Em sua 
perspectiva, a moral é uma forma de consciência própria a cada momento 
do desenvolvimento da existência social, portanto, assim como Heg el, 
Marx percebe a ética como construção histórica e social. Para ele, os valores 
morais derivam da existência social e não são universais para todos os 
indivíduos e para todos os tempos. Como são valores que são gerados na 
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existência social, isto é, nas relações em que os indivíduos estabelecem entre si 
numa determinada sociedade, chega à conclusão de que as normais morais são 
frutos da classe dominante. 
A moral em Marx assume aspecto ideológico, pois difunde a forma 
de pensar, sentir e agir na sociedade conforme os valores dominantes e 
necessários à manutenção da sociedade. 
 
Por último, destacamos o filósofo Jurgen Habermas, com sua ética 
discursiva . Esta é fundamentada no diálogo e no consenso entre as pessoas , 
a qual procura por meio da razão a fundamentação última para a ação moral. 
Diferente da razão iluminista, a razão de Habermas é a razão 
comunicativa, que não é pronta e acabada, mas sim um processo que se 
constrói a partir da argumentação que leva ao consenso dos indivíduos em 
determinadas situações. Portanto, é uma razão interpessoal e em constante 
construção. Para isso, se faz necessárioque o diálogo seja livre e sem 
impedimentos, fundamentado em argumentos válidos e coerentes. 
Assim, Habermas aposta numa ética discursiva estruturada na 
linguagem e na capacidade de entendimento entre as pessoas na busca de 
uma ética democrática e não autoritária , com valores construídos 
consensualmente aceitos e validados. 
A crítica que se faz a esta construção é de que nem todos conseguem 
participar das esferas de decisão e de que um diálogo livre pautado em 
argumentos válidos e coerentes é impossível em sociedades marcadas pelas 
desigualdades sociais e por constrangimentos de diversas ordens. 
 
 
 
 
 
 
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 Prepare a pipoca e o guaraná. Chame o (a) namorado (a). 
Convide algum amigo (a). Reúna a família. Assista ao filme O Julgamento de 
Nuremberg. Este filme retrata o julgamento de 4 juízes alemães acusados de 
apoiar a perseguição a inocentes durante o regime nazista, realizado após a 2ª 
G.M. Mostra os dilemas morais vividos pelo povo alemão sob o governo de Hitler, 
bem como os do juiz que preside o tribunal pós-guerra. Boa sessão! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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2 A Estética e as Artes 
 
O estudo da estética tem relação intrínseca com a produção artística, com 
as artes. Refere-se especificamente a tudo que pode ser percebido como 
agradável e belo pelos sentidos . 
Diferente do conhecimento lógico-matemático fundamentado na razão e 
das ciências, a estética parte da experiência sensorial, dos sentimentos , 
para chegar a um resultado que não apresenta a mesma clareza e distinção 
como defendia Descartes, pois o seu objetivo é investigar o fenômeno artístico 
que se traduz na obra de arte. 
Já vimos que o ser humano pode emitir juízos morais, mas também 
pode emitir juízos estéticos . Assim, podemos julgar se algum objeto, 
acontecimento, pessoa ou outro ser é belo ou feio. Mas, socraticamente, 
podemos indagar: o que é beleza? 
Como você já sabe, essa é uma questão que certamente irá variar de 
pessoa para pessoa e os nossos filósofos também não são unânimes sobre essa 
questão. Para uns, beleza é algo que está objetivamente nas coisas, 
enquanto para outros é um juízo subjetivo, portanto, pessoal. 
Para Platão, a beleza é algo que existe em si, é objetiva . Beleza é uma 
forma ideal que aparece no mundo sensível como um modelo próximo do que 
há no mundo das ideias. Assim, aquilo que achamos bonito no mundo sensível 
é uma cópia (imitação) da ideia de beleza que trazemos “armazenada” na alma 
quando esta estava no mundo inteligível. 
 
Por ser uma imitação, Platão rejeita a arte em seu estado ideal, 
porque ela é capaz de enganar, já que o mundo sensível é um mundo das 
aparências, da ilusão dos sentidos . 
De modo contrário ao pensamento de Platão, Aristóteles vai criticar o 
modelo de estética de Platão . Como já sabemos, para Aristóteles a realidade 
é o mundo sensível. A imitação é bem-vinda nessa perspectiva, porque a 
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experiência artística está fundamentada na verossimilhança com aquilo que 
pode vir acontecer (potência). Assim, representa narrativas que mostram 
experiências possíveis e tem caráter pedagógico , pois o seu efeito (catarse) 
para a vida em comunidade desperta sentimentos comuns e universais. 
Já para os empiristas que também são considerados como materialistas 
como, por exemplo, David Hume , a beleza não está nos objetos e não trazemos 
ideias inatas de outro mundo, porque tudo é matéria. Para ele, depende do 
gosto individual, da maneira como cada um vê e valoriza determinado 
objeto, portanto, o juízo estético é subjetivo e é influenciado pela cultur a. 
 O iluminista Immanue l Kant, embora reconhecesse que o juízo 
estético sobre as coisas envolve a capacidade subjetiva (pessoal), dizia 
que há aspectos universais na percepção estética dos indivíduos como a 
estrutura sensível (os órgãos dos sentidos) e a imaginação . A estrutura 
sensível e a imaginação são formas a priori, ou seja, é comum a todos os 
indivíduos. 
 Para Kant, o juízo estético é uma faculdade da imaginação, não é 
lógico ou racional. É subjetivo porque relaciona prazer ou desprazer, 
tornando os juízos algo específico de cada indivíduo . Por outro lado, quando 
uma pessoa diz que determinado objeto é belo está afirmando que aquilo 
pertence ao objeto e espera que as demais pessoas concordem com esse 
julgamento. Assim, esse juízo pretende ser universal, ao conter uma expectativa 
de que aquilo que julgamos belo seja de fato belo. Essa expectativa do juízo 
estético se vincula universalmente ao belo e ao sentimento de prazer, 
despertando a mesma percepção em vários indivíduos, garantindo assim certa 
universalidade aos juízos estéticos. 
 Novamente, diferente de Kant, Hegel pensou a beleza numa 
perspectiva histórica. Para ele, o entendimento do que é belo depende do 
momento histórico e do desenvolvimento cultural de cada sociedade . 
Esses dois elementos determinam a visão de mundo, as noções do que é belo 
ou não. 
 Hegel demonstrou que a noção de belo variou conforme a época e lugar, 
desde a Antiguidade Clássica. Assim, a beleza vai além de uma sensação, 
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porque sintetiza o conteúdo cultural de determinado momento histórico. As artes, 
nessa concepção, vão além do prazer, retratando o avanço da evolução 
espiritual dos seres humanos ao longo da História, da realização da razão do 
“espírito absoluto”. Nesse sentido, se uma obra consegue isso ela é bela, mesmo 
representando algo que é feio – quanto mais uma obra de arte conseguir 
comunicar as pessoas o sentido de mostrar aquilo que é feio ou belo, ela está 
cumprindo com a sua função. 
 
 Já para o filósofo Arthur Schopenhauer (1788-1860), a arte tem um 
papel diferente, porque ela traz alívio ao sofrimento humano diante da 
permanente insatisfação da vontade . 
 A arte para ele está fora das perturbações do querer da vontade, portanto, 
os seres humanos encontrariam nela algo que liberta da vontade associada às 
coisas transitórias, acessando aquilo que é eterno. Por exemplo, a música seria 
a forma mais imaterial da arte, constituindo a sua grande expressão. 
Dessa forma, para Schopenhauer, o belo é universal porque permite vislumbrar 
aspectos do mundo em sua plenitude, para além da transitoriedade das coisas. 
 Mas, afinal, o que é arte? 
A partir do que já vimos podemos definir de maneira simples artes como 
conjunto de coisas criadas pelos seres humanos que se distinguem por 
revelar talento, habilidade, técnica e beleza. São exemplos práticos: 
música, pintura, poema, romance, etc. 
A arte cria formas perceptíveis expressivas do sentimento humano , 
ou seja, é produto do fazer humano combinando trabalho e imaginação . 
Constitui um fenômeno social , porque o artista é um ser social e uma obra é 
percebida socialmente por um determinado público. Assim, a arte é produzida 
em determinada condições e dentro de uma determinada cultura, sendo 
dinâmica e variando conforme o contexto histórico. 
Por outro lado, a arte também não pode ser reduzida aos 
condicionamentos de seu tempo ou de fatores ideológicos, porque em sua 
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expressão pode romper com a ideia de tempo imediato e vincular o encontro do 
ser humano com a eternidade. Em outras palavras, a criação estética tende 
a se universalizar e permanecer viva através dos tempos, sendo 
ressignificadas, atraindo pessoas de diferentes culturas . 
 
2.1 Arte, educação e indústria cultural 
É muito comum a estética ser relacionada à ética em nosso cotidiano. 
Muitas vezes associamos aquilo que é belo (estético) àquilo que é bom (ético). 
Aliás, Platão defendia que o bom é belo. Assim, o belo despertaria o bom no 
indivíduo. 
 
 Aristóteles dizia que as artes têm caráter pedagógico – não é à toa que 
na educação básica “artes” é uma disciplina. Ou seja, pretende-se conciliar o 
belo a uma forma de moralidade , educando os sentidos e a sensibilidade 
com o objetivo de construir um ser melhor socialmente . 
Por outro lado, não é qualquer arte que conseguiria atingir o idea l 
acima, já que a indústria cultural inverte o ideal de arte, porque submete as 
expressões artísticas aos interesses do capitalismo, não passando de 
meros negócios . 
Os produtos da indústria cultural oferecem o lazer e o divertimento para 
agradar imediatamente as massas, portanto, não têm nenhuma preocupação 
com a educação estética, com a sensibilidade e com a crítica social. Além disso, 
estão comprometidos ideologicamente na “colonização do espírito” por meio dos 
valores da classe dominante do sistema capitalista. Portanto, para a arte atingir 
o seu ideal é necessário romper com a visão mercadológica, assumindo a 
expressão sensível e crítica de uma realidade que pode se tornar mais 
humana . 
 
 
 
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3 Resumo 
 
Ética: noções de bem, mal, justo, correto, ético -> capacidade de fazer 
julgamento moral -> o ser humano avalia a sua própria conduta e a de outras 
pessoas. 
 
Sócrates: defendia que há uma moral universal, que decorre da essência 
humana. Por meio da razão, é possível fundamentar costumes e normas 
válidas para todos. 
 
Platão: aprofunda o racionalismo ético. O indivíduo ético para Platão é o bom 
cidadão. 
 
Aristóteles: a ética tem fundamentação na razão e é um saber prático. Como é 
um hábito (prática) é preciso exercitar as virtudes na pólis, buscando também 
ser um bom cidadão. 
 
Filosofia Medieval: a perfeição moral está no amor de Deus. Para Santo 
Agostinho, o ser humano tem livre-arbítrio para fazer suas escolhas. O indivíduo 
ético seria aquele que se esforça para aproximar-se de Deus (agindo bem e 
aceitando suas verdades). 
 
Immanuel Kant: a razão humana é uma razão legisladora, capaz de elaborar 
normas universais. Estas devem ser obedecidas como deveres. Moral é uma 
questão pessoal (íntima), a qual o indivíduo deve decidir entre suas inclinações 
e sua razão. 
 
Hegel: critica Kant de que a vontade do indivíduo é só um aspecto da ética. Esta 
se mostra diferente em várias sociedades, portanto, não é universal. Ética está 
relacionada com determinado processo histórico e cultural. 
 
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Marx: moral corresponde a uma forma de consciência própria a cada momento 
do desenvolvimento da existência social. Como moral faz parte da 
superestrutura de uma sociedade, ela é um aspecto ideológico, que visa à 
manutenção da sociedade pela classe dirigente em cada momento histórico. 
 
Jurgen Habermas: elabora a ética discursiva, fundamentada no diálogo e no 
consenso entre as pessoas. A razão comunicativa não é pronta e acabada 
(como, por exemplo, aprece no pensamento dos filósofos gregos clássicos). É a 
partir da argumentação que se constrói verdades intersubjetivas (entre os 
sujeitos), acreditando na linguagem e no entendimento para a construção de 
uma ética democrática . 
É frequente questões desse autor no ENEM! 
 
Estética 
 Juízos estéticos -> o que é belo e agradável? 
 Platão: beleza existe em si, é objetiva. A beleza no mundo sensível é uma 
imitação (cópia imperfeita) do que há no mundo inteligível. Portanto, ela 
pode enganar, por ser ilusória, aparente. 
 Aristóteles: critica a concepção de Platão. A imitação é bem-vinda, 
porque ela é potência e tem caráter pedagógico. 
 David Hume: o juízo estético é subjetivo, isto é, depende do indivíduo, de 
seu gosto e é influenciado pela cultura. 
 Kant: reconhece que o juízo estético depende do indivíduo, mas há 
aspectos universais na percepção do julgamento estético, por meio das 
formas a priori da estrutura sensível (sentidos) e da imaginação, isto 
é, são formas comuns a todos . Além disso, destaco que para ele, o juízo 
estético não é racional, mas, sobretudo, advindo da imaginação (relaciona 
prazer ou desprazer). 
 Hegel: o entendimento do que é belo depende do desenvolvimento 
cultural de cada sociedade. As artes vão além do prazer ou desprazer, 
retratando o avanço da evolução espiritual dos seres humanos e da 
realização do espírito absoluto. 
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 Schopenhauer: a arte traz alívio a existência do ser humano frente ao 
sofrimento e insatisfação. 
 Adorno e Horkheimer: a arte na sociedade capitalista segue a lógica do 
lucro, da homogeneização de subjetividades e comportamentos. 
 Educação atual: tem influência da concepção pedagógica de Aristóteles, 
isto é, educa os sentidos e a sensibilidade, com objetivo de construir um 
ser socialmente melhor. A estética (belo) está relacionada também à ética 
(bom cidadão). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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4 Lista de Exercícios ENEM 
1 ENEM 2016) 
 
2 ENEM 2016) 
 
 
 
 
 
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3 ENEM 2015) 
 
 
4 ENEM 2014) 
 
A) refinar os gostos dos cristãos. 
B) incorporar ideais heréticos. 
C) educar os fiéis através do olhar. 
D) divulgar a genialidade dos artistas católicos. 
E) valorizar esteticamente os templos religiosos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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5 ENEM 2010) 
 
A) Instrumento de garantia de cidadania, porque através dela os cidadãos 
passam a pensar e agir de acordo com valores coletivos. 
B) Mecanismo de criação de direitos humanos, porque é da natureza do 
homem ser ético e virtuoso. 
C) Meio para resolver os conflitos sociais no cenário da globalização, pois a 
partir do entendimento do que é efetivamente a ética, a política 
internacional se realiza. 
D) Parâmetro para realizar o exercício político primando pelo interesses e 
ação privada dos cidadãos. 
E) Aceitação de valores universais implícitos numa sociedade em que busca 
dimensionar sua vinculação à outras sociedades. 
6 ENEM 2010) 
 
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 22A) os conteúdos decorrentes das ideologias político-partidários. 
B) O valor da ação humana derivada de preceitos metafísicos. 
C) A sistematização de valores desassociados da cultura. 
D) O sentido coletivo e político das ações humanas individuais. 
E) O julgamento da ação ética pelos políticos eleitos democraticamente. 
 
7 (ENEM 2011) O brasileiro tem noção clara dos comportamentos éticos e 
morais adequados, mas vive sob o espectro da corrupção, revela pesquisa. Se 
o país fosse resultado dos padrões morais que as pessoas dizem aprovar, 
pareceria mais com a Escandinávia do que com Bruzundanga (corrompida 
nação fictícia de Lima Barreto). 
 
O distanciamento entre “reconhecer” e “cumprir” efetivamente o que é moral 
constitui uma ambiguidade inerente ao humano, porque as normas morais são 
a) decorrentes da vontade divina e, por esse motivo, utópicas. 
b) parâmetros idealizados, cujo cumprimento é destituído de obrigação. 
c) amplas e vão além da capacidade de o indivíduo conseguir cumpri-las 
integralmente. 
d) criadas pelo homem, que concede a si mesmo a lei à qual deve se submeter 
e) cumpridas por aqueles que se dedicam inteiramente a observar as normas 
jurídicas. 
 
Questão Gabarito 
1 A 
2 E 
3 C 
4 C 
5 A 
6 D 
7 D 
 
 
 
 
 
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5 Exercícios Comentados 
 
 
 
 
1 ENEM 2016) 
 
Análise: essa é uma questão que precisa ter atenção na compreensão 
textual. Aristóteles está falando sobre ética (ação boa ou má dos seres 
humanos). Para ele, a ética é a capacidade verdadeira de agir racionalmente a 
respeito daquilo que é bom ou mau. Portanto, a alternativa correta é a [A]. 
[B] a sabedoria prática (ética) não é ciência. 
[C] errada, porque ética para Aristóteles é prática. 
[D] não é técnica e nem arte, mas uma capacidade de ação racional ao 
fazer aquilo que é bom o mau. 
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[E] esta alternativa não tem nenhuma relação com o conceito de ética de 
Aristóteles, até mesmo porque ela não depende de padrões democráticos. 
Gabarito: A 
 
2 ENEM 2016) 
 
Análise: o texto de suporte mostra uma preocupação com o meio 
ambiente e sua respectiva destruição em amplas proporções. O autor defende 
uma ética da responsabilidade de todos para um compromisso de uma relação 
amigável e cooperativa para preservar a natureza e, por conseguinte, o futuro da 
espécie humana. Dessa forma, a alternativa que mais aproxima dessa proposta 
é a [E]. 
[A] aqui seria o inverso, pois a proposta da responsabilidade é coletiva, 
válida para todas as pessoas e não a partir de uma ação individual válida para 
os demais. 
[B] esta alternativa se aproxima do pensamento de Habermas, que 
propunha uma ética através do discurso e da razão comunicativa entre os 
sujeitos para se chegar a um consenso, a uma ética. A proposta da ética da 
responsabilidade já parte de um conceito universal para todos, isto é, todos 
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devem de forma individual e coletiva realizar ações de proteção e preservação 
do meio ambiente. 
[C] não há relação com felicidade, mas sim uma preocupação de 
preservar o meio ambiente e garantir a existência das gerações futuras. 
[D] esta alternativa está totalmente destoante da proposta da ética da 
responsabilidade, porque se assim fosse a destruição, a poluição e a 
contaminação do meio ambiente seria justificada pelos seus fins de avanço 
industrial, lucratividade, geração de empregos e consumo. 
Gabarito: E 
 
3 ENEM 2015) 
 
Análise: quando falamos de Kant é necessário lembrar que o sujeito tem 
primazia em relação ao objeto e recordar também das suas formas a priori. No 
caso específico, ele está falando de um valor (lealdade na amizade), que é 
imposto a todo homem (característica universal) e pelo fato de ser um dever 
precede a experiência, isto é, não surge da experiência, mas sim na ideia de 
uma razão que determina os homens a quererem ser leais. 
[A] se não tem relação com a experiência (empiria), já podemos descartar 
esta alternativa. 
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[B] esta é absurda, porque em nenhum momento o autor falar no texto 
sobre valores judaico-cristãos. 
[C] esta alternativa está correta porque Kant não fundamenta a moral por 
meio da experiência, e sim pelos princípios a priori de uma razão que determina 
a vontade. 
[D] ética para ele não tem nada a ver com valores matemáticos, mas com 
uma razão de característica universal, colocada para todos. 
[E] o texto não faz nenhuma menção a isso e se é uma imposição de um 
valor para todos, não pode ser uma relação democrática. 
Gabarito: C 
 
4 ENEM 2014) 
 
A) refinar os gostos dos cristãos. 
B) incorporar ideais heréticos. 
C) educar os fiéis através do olhar. 
D) divulgar a genialidade dos artistas católicos. 
E) valorizar esteticamente os templos religiosos. 
Análise: como você viu nas aulas de História, a Igreja Católica utilizou ao longo 
da Idade Média formas “pedagógicas” de instrução independentemente do 
estamento ou da alfabetização dos fiéis. Encontramos essas formas no templo 
através da estética (pinturas, músicas, rituais, etc.) O texto de suporte mostra 
uma estética preocupada em educar os fiéis através do olhar [C]. 
Gabarito: C 
 
 
 
 
 
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5 ENEM 2010) 
 
A) Instrumento de garantia de cidadania, porque através dela os cidadãos 
passam a pensar e agir de acordo com valores coletivos. 
B) Mecanismo de criação de direitos humanos, porque é da natureza do 
homem ser ético e virtuoso. 
C) Meio para resolver os conflitos sociais no cenário da globalização, pois a 
partir do entendimento do que é efetivamente a ética, a política 
internacional se realiza. 
D) Parâmetro para realizar o exercício político primando pelo interesses e 
ação privada dos cidadãos. 
E) Aceitação de valores universais implícitos numa sociedade em que busca 
dimensionar sua vinculação à outras sociedades. 
Análise: Há palavras-chave no texto de suporte, tais como: ética como 
empreendimento coletivo, produto da relação interpessoal e social, ética como 
responsabilidade de todos, repensar a ética para repensar também novas 
práticas políticas. Assim, o autor do texto defende que a ética garante a 
cidadania, na qual os cidadãos agiriam a partir de valores coletivos, 
fundamentados na responsabilidade [A]. 
[B] uma ética coletiva pode até propor a criação de direitos humanos, mas o texto 
não aponta para esse aspecto. 
[C] pode até contribuir para resolver alguns conflitos sociais (nem todos são 
oriundos de uma crise ética). Além disso, o texto não aponta que a partir do 
entendimento ético a política internacional se realiza. Pelo contrário, a partir de 
uma ética renovada pode também contribuir com uma nova política. 
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[D] a ética não é um parâmetro para o exercício político, mas pode contribuir com 
uma nova prática política, mas não fundamentada nos interesses privados, e sim 
nosinteresses coletivos. 
[E] o texto menciona a necessidade de retomar e discutir ética (isso é diferente 
de aceitar valores universais), e sim chegar a um consenso de valores sociais 
coletivos. Muito menos defende a vinculação de uma sociedade a outra. 
Gabarito: A 
 
6 ENEM 2010) 
 
A) os conteúdos decorrentes das ideologias político-partidários. 
B) O valor da ação humana derivada de preceitos metafísicos. 
C) A sistematização de valores desassociados da cultura. 
D) O sentido coletivo e político das ações humanas individuais. 
E) O julgamento da ação ética pelos políticos eleitos democraticamente. 
Análise: o autor do texto de suporte defende que o sujeito é um ser histórico-
social, portanto, a ética na contemporaneidade adquire uma dimensão política, 
porque a ação do sujeito é julgada coletivamente e socialmente. Assim, o autor 
ressalta o sentido coletivo e político das ações humanas individuais [D]. 
[A] não menciona nada de partido ou ideologia. 
[B] não menciona a preocupação com a origem do mundo e dos seres (preceitos 
metafísicos), mas sim uma preocupação da ética a partir das ações individuais 
inseridas na coletividade, logo há uma associação à dimensão política. 
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[C] pelo contrário, o sujeito é um ser histórico-social, isto é, uma produção 
cultural no tempo e no espaço. 
[E] o texto não aponta esta questão. Por inferência, podemos dizer que é a ética 
que julgaria as práticas políticas dos políticos eleitos. 
Gabarito: D 
 
7 (ENEM 2011) O brasileiro tem noção clara dos comportamentos éticos e 
morais adequados, mas vive sob o espectro da corrupção, revela pesquisa. Se 
o país fosse resultado dos padrões morais que as pessoas dizem aprovar, 
pareceria mais com a Escandinávia do que com Bruzundanga (corrompida 
nação fictícia de Lima Barreto). 
 
O distanciamento entre “reconhecer” e “cumprir” efetivamente o que é moral 
constitui uma ambiguidade inerente ao humano, porque as normas morais são 
a) decorrentes da vontade divina e, por esse motivo, utópicas. 
b) parâmetros idealizados, cujo cumprimento é destituído de obrigação. 
c) amplas e vão além da capacidade de o indivíduo conseguir cumpri-las 
integralmente. 
d) criadas pelo homem, que concede a si mesmo a lei à qual deve se submeter 
e) cumpridas por aqueles que se dedicam inteiramente a observar as normas 
jurídicas. 
Análise: o texto faz uma crítica ao comportamento dos brasileiros. Ao mesmo 
tempo em que compartilham valores morais adequados, convivem e aceitam 
cotidianamente a corrupção. Dessa forma, se os brasileiros praticassem aquilo 
que acreditam e defendem, o Brasil se assemelharia a Escandinávia (país 
considerado desenvolvido economicamente, socialmente e culturalmente). 
Dessa forma, a alternativa que mais aproxima o que se pede no enunciado é de 
que as normas morais são criadas pelos homens e estes optam por aquelas que 
vão se submeter [D]. 
[A] as normas morais não decorrem da vontade divina, mas sim de uma 
construção social e de suas escolhas. 
[B] parte-se do pressuposto de que o cumprimento é obrigatório. 
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 30 
 
 
[C] como é uma ação prática, quer que todos os indivíduos cumpram as normas 
integralmente. 
[E] norma moral é diferente da norma jurídica como vimos na aula. 
Gabarito: D 
 
8 Uel 2015 adaptado) Leia o texto a seguir. 
 
As leis morais juntamente com seus princípios não só se distinguem 
essencialmente, em todo o conhecimento prático, de tudo o mais onde haja 
um elemento empírico qualquer, mas toda a Filosofia moral repousa 
inteiramente sobre a sua parte pura e, aplicada ao homem, não toma 
emprestado o mínimo que seja ao conhecimento do mesmo. 
 
KANT, I. Fundamentação da Metafísica dos Costumes. Trad. de Guido A. de 
Almeida. São Paulo: Discurso Editorial, 2009. p.73. 
 
Com base no texto, assinale a alternativa correta. 
 
a) A fonte das ações morais pode ser encontrada através da análise psicológica 
da consciência moral, na qual se pesquisa mais o que o homem é, do que o que 
ele deveria ser. 
b) O elemento determinante do caráter moral de uma ação está na inclinação da 
qual se origina, sendo as inclinações serenas moralmente mais perfeitas do que 
as passionais. 
c) O sentimento é o elemento determinante para a ação moral, e a razão, por sua 
vez, somente pode dar uma direção à presente inclinação, na medida em que 
fornece o meio para alcançar o que é desejado. 
D) O princípio supremo da moralidade deve assentar-se na razão prática pura, e 
as leis morais devem ser independentes de qualquer condição subjetiva da 
natureza humana. 
 
Análise: para resolver esta questão basta lembrar que para Kant a filosofia moral 
(ética) precede a experiência (empiria), porque está associada a prática através 
da razão pura. Além disso, não é uma construção subjetiva de cada indivíduo, 
porque os valores morais são impostos universalmente a todos os indivíduos 
através da racionalidade. 
[A] se não está associada à subjetividade, podemos descartar a análise 
psicológica da consciência moral. Além disso, a norma moral é o que o ser 
deveria fazer. 
[B] não tem nenhuma relação com o pensamento de Kant. 
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[C] o elemento determinante é a razão – o sentimento é algo subjetivo, portanto, 
a questão está errada. 
[D] está correta, porque mostra que a moralidade se fundamenta na razão pura 
e as normas morais independem da subjetividade – o que depende da 
subjetividade é a estética! – cuidado para evitar confusão entre ética e estética. 
Gabarito: D 
 
9 Unesp 2014) 
 
A condenação à violência pode ser estendida à ação dos militantes em prol 
dos direitos animais que depredaram os laboratórios do Instituto Royal, em 
São Roque. A nota emocional é difícil de contornar: 178 cães da raça 
beagle, usados em testes de medicamentos, foram retirados do local. De 
um lado, por mais que seja minimizado e controlado, há o sofrimento dos 
bichos. Do outro lado, está nosso bem maior: nas atuais condições, não há 
como dispensar testes com animais para o desenvolvimento de drogas e 
medicamentos que salvarão vidas humanas. 
(Direitos animais. Veja, 25.10.2013.) 
 
 
Sob o ponto de vista filosófico, os valores éticos envolvidos no fato 
relatado envolvem problemas essencialmente relacionados 
a) à legitimidade do domínio da natureza pelo homem. 
b) a diferentes concepções de natureza religiosa. 
c) a disputas políticas de natureza partidária. 
d) à instituição liberal da propriedade privada. 
e) aos interesses econômicos da indústria farmacêutica. 
 
Análise: o texto mostra um conflito ético e político. De um lado, os defensores da 
causa animal realizaram uma ação de depredar um instituto de pesquisa que 
utilizou cachorros para realizar testes de medicamentos. Por outro lado, o autor 
do texto defende que mesmo que haja o sofrimento de animais, é o método mais 
adequado para realizar testes para o fim de salvar vidas humanas com a 
produção de futuros medicamentos. Portanto, a única alternativa que aponta 
para relação dos valores éticos envolvidos no texto de suporte é a alternativa [A], 
pois o autor defende que há a legitimidade do domínio da natureza pelo homem. 
As demais alternativas não têm nenhuma relação. 
Gabarito: A 
 
 
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10 Ufsj 2012 adaptado) 
 
Sobre a ética na Antiguidade, é CORRETO afirmar que 
 
a) o ideal ético perseguido pelo estoicismo era um estado de plena serenidade 
para lidar com os sobressaltos da existência. 
b) os sofistas afirmavam a normatização e verdades universalmente válidas. 
c) Platão, na direção socrática, defendeu a necessidade de uma razão pura que 
independe da experiência e da questão subjetiva. 
d) Sócrates repercutiu a ideia de uma ética intimista voltada para o bem 
individual, que, ao ser exercida, se espargiria por todos os homens. 
 
Análise: [A] esta alternativa corresponde à prática do estoicismo. [B] quem 
defendia essa concepção era Sócrates. [C] quem defendia a norma moral como 
valor universal, por meio da razão pura e independente da empiria e da 
subjetividade era Kant. [D] Sócrates defendia que haveria normas válidas para 
todos. 
Gabarito: A 
 
 
11 (Ufma 2006) 
 
Nos últimos anos, observa- se a presença considerável de questões ligadas 
à arte nas escolas formais e informais. Isto se dá, segundo alguns teóricos 
que se ocupam do discurso estético, porque a arte é uma forma de 
compreender e transformar a realidade. Aponte qual alternativa reflete essa 
visão. 
 
a) A arte conduz o espírito humano a uma forma de vida completamente destituída 
de interesses materiais e sociais. 
b) Muitos artistas contribuíram para grandes transformações sociais, provocando a 
supervalorização econômica das obras de arte. 
c) O discurso estético tem a capacidade de atrair as pessoas, porque lida 
fundamentalmente com a perspectiva de harmonia e beleza. 
d) Conhecendo a arte de cada época, as sociedades presentes têm melhores 
condições de decidir quanto à tendência estética atual. 
e) Há uma função pedagógica da arte que é traduzida pela ideia de que ela leva a 
conhecer o que escapa ao discurso da ciência e de outras linguagens 
discursivas. 
 
Análise: as artes são vistas como uma possibilidade pedagógica de instruir as 
sensibilidades, construindo uma linguagem crítica e de expressão dos 
sentimentos. Claro, entendendo as artes sem o compromisso com as 
concepções e valores capitalistas da indústria cultural. Assim, a alternativa 
correta é a [E]. 
[A] a arte sem ser aquela da concepção da indústria cultural pode até levar a uma 
forma de vida destituída de interesses materiais, mas ela tem uma relação social. 
[B] esta não é uma concepção que está relacionada às escolas. 
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 33 
 
 
[C] esta não é uma alternativa totalmente equivocada, porque a arte atrai as 
pessoas pela harmonia, pela beleza. No entanto, o enunciado pede a associação 
das artes nas escolas, isto é, uma concepção que pretende através das artes 
transformar a realidade social. 
[D] não faz o menor sentido ao que está disposto no texto de suporte. 
[E] está correta, porque as artes são inseridas nos currículos como uma linguagem 
diferente da ciência e de outras áreas do saber, ressaltando a sensibilidade, os 
sentimentos e a criticidade da sociedade. 
Gabarito: E 
 
 
12 (Uem 2009 adaptado ) 
 
O significado etimológico da palavra estética traduz a ideia de uma percepção 
totalizante e compreensão sensorial do mundo; como disciplina da filosofia, a 
estética estuda as teorias da criação e da percepção artística. Assinale a 
alternativa INCORRETA: 
. 
A) Aristóteles concebeu a arte como sendo expressão de um mundo ideal, a arte 
jamais deve imitar a realidade, pois, ao fazê-lo, degrada-se. 
B) A arte pode ser realizada com uma função pedagógica; o pensamento estético 
de esquerda atribui à arte uma tarefa de crítica social e política, a arte deve ser 
engajada, isto é, comprometida com o processo de mudança capaz de libertar e 
de emancipar o homem. 
C) Schiller acredita que, na prática de uma cultura estética, a humanidade pode 
reconciliar os impulsos sensuais e intelectivos, harmonizando-os; essa 
reconciliação se dá por um novo modelo de sociedade em que a arte, com seu 
poder de criatividade, pode libertar o homem do trabalho alienante, do 
sensualismo limitante, do prazer puramente físico e de um intelectualismo 
abstrato por teorias incompreensíveis. 
D) A arte é um caso privilegiado de entendimento intuitivo do mundo, tanto para 
o artista que cria obras concretas e singulares quanto para o apreciador que se 
entrega a elas para penetrar-lhes o sentido. 
 
Análise: a única alternativa INCORRETA é a [A]. A concepção de arte como 
cópia (imitação) daquilo que está no mundo das ideias é platônica e não 
aristotélica. 
Gabarito: A 
13 (Uenp 2009) 
Estética é um ramo da filosofia que tem por objeto o estudo da natureza do 
belo e dos fundamentos da arte. Ela estuda o juízo e a percepção do que é 
considerado belo, a produção das emoções pelos fenômenos estéticos, bem 
como as diferentes formas de arte e do trabalho artístico; a ideia de obra de 
arte e de criação; a relação entre matérias e formas nas artes. Por outro lado, a 
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estética também pode ocupar-se da privação da beleza, ou seja, o que pode 
ser considerado feio, ou até mesmo ridículo. Sobre filosofia estética julgue as 
proposições: 
I. Aristóteles desvaloriza as manifestações artísticas, posto que as considera 
como imitação da imitação. 
II. Platão desenvolve um conceito de beleza baseado na ideia de 
proporcionalidade, na simetria e na definição. 
III. Hume sugere uma teoria do gosto deslocando a noção de belo e feio do 
objeto para o sujeito. 
Assinale a alternativa correta: 
a) I, II e III estão corretas. 
b) I e III estão corretas. 
c) II e III estão corretas. 
d) apenas III está correta. 
e) todas estão incorretas. 
Análise: os filósofos Platão e Aristóteles refletiram a arte como imitação. Para 
Platão, a arte é a imitação daquilo que está no mundo inteligível. Aquilo que é 
desenvolvido no mundo sensível tende a reproduzir aquilo que está no mundo 
das ideias. Para Aristóteles, a arte é imitação, mas não na concepção de Platão. 
Logo, as sentenças I e II estão erradas. A sentença III está correta porque o 
posicionamento de Davi Hume, para o qual o gosto estético é individual e não 
está associado ao objeto, mas sim ao sujeito. 
Gabarito: D 
14 (Uema 2008) 
Considere o texto a seguir para responder à questão. 
O juízo estético em Kant é uma intuição do inteligível no sensível, em que o 
sujeito não proporciona nenhum conhecimento do objeto que provoca, não 
consiste em um juízo sobre a perfeição do objeto, é válido independentemente 
dos conceitos e das sensações produzidas pelo objeto. 
TAVARES, Manoel; FERRO, Mário. Análise da obra fundamentos da metafísica 
dos costumes de Kant. Lisboa- Portugal: Editorial Presença, [s.d.]. p. 43-44. 
Então, para Kant, a estética é uma intuição de ordem 
a) objetiva. 
b) cognitiva. 
c) subjetiva e cognitiva. 
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d) subjetiva e objetiva. 
e) subjetiva. 
 
Análise: cuidado, aqui está pedindo o posicionamento sobre estética para Kant, 
e não ética! 
Muito semelhante ao posicionamento de David Hume, Kant defende que a 
estética não depende dos conceitos e sensações produzidos pelo objeto, mas 
sim do fator subjetivo do sujeito. Em outras palavras, o juízo estético é oriundo 
do prazer gerado em contato com o objeto, mas sem a necessidade de estar 
relacionado com qualquer conhecimento acerca do objeto. É uma intuição 
subjetiva que varia de sujeito para sujeito ao perceber determinado objeto. 
Gabarito: E 
 
15 Exercício de Fixação) 
 
Como podemos diferenciar“moral” e “ética”? 
a) Não podemos diferenciar, são palavras sinônimas. 
b) Moral é um conjunto de valores, e Ética é a reflexão sobre esses valores. 
c) Moral é a prática da Ética no nosso dia a dia. 
d) Moral é sinônimo de “ética aplicada”. 
 
Análise: A palavra “ética” vem do grego éthikos e significa modos de ser. A ética 
pode ser entendida como a reflexão sobre o comportamento moral. 
Gabarito: B 
 
16 Exercício de Fixação) 
 
Estética é a parte da Filosofia que procura investigar os fundamentos da arte e 
do belo; os diferentes tipos de arte; as relações da arte com a sociedade. 
Considerando a arte como a prática de criar formas perceptíveis expressivas do 
sentimento humano, seu valor essencial é: 
 
a) A ênfase no fator utilidade, aplicação; 
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b) O produto de condicionamentos históricos ou ideológicos; 
c) A ênfase no fator beleza; 
d) A percepção social pelo público; 
e) A capacidade de transmitir os sentimentos da natureza humana. 
 
Análise: a única alternativa que poderia gerar dúvida seria a [C]. Mas o próprio 
texto aponta para a arte como forma perceptível expressiva do sentimento 
humano, isto é, a transmissão de sentimentos, sensibilidades, percepções e 
expressões da natureza humana. 
Gabarito: E 
 
 
 
 
 
 
 
 
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