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UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO
CENTRO UNIVERSITÁRIO NORTE DO ESPÍRITO SANTO
DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO E CIÊNCIAS HUMANAS
KAROLYNE CLEMENTINO BARBOSA
ATIVIDADE ELABORADA PARA A DISCIPLINA PSICANÁLISE
EU NA PANDEMIA
SÃO MATEUS/ES
 2021
	KAROLYNE CLEMENTINO BARBOSA
ATIVIDADE ELABORADA PARA A DISCIPLINA PSICANÁLISE
EU NA PANDEMIA
Trabalho elaborado para a disciplina Psicanálise do Curso de Pedagogia do Departamento de Educação e Ciências Humanas do Centro Universitário Norte do Espírito Santo – Campus São Mateus da Universidade- Federal do Espírito Santo.
Profª Drª Regina Celia Mendes Senatore
SÃO MATEUS/ES
 2021
EU NA PANDEMIA
Com início em 2019, o novo coronavírus está causando uma pandemia mundial ao longo de 2020 e 2021. A pandemia da COVID-19 pelo novo coronavírus tem se apresentado como um dos maiores desafios deste século.
Os efeitos da pandemia do novo coronavírus extrapolam a área da saúde. Eles permeiam a sociedade como um todo, que vive e ainda vai passar por mais mudanças provocadas pela Covid-19. Isolamento social, distanciamento,depressão, ações de saúde pública, medidas econômicas, desemprego, um grande número de mortes,desafios,medo.
Devido a pandemia de Covid-19, as empresas precisaram se adaptar, por isso, o home Office, as atividades estão tornando mais flexíveis e automatizadas. O lockdown completo ou parcial das empresas, causado pela crise da Covid-19, também impactou as relações de trabalho, afetando o cotidiano. Eu e minha família sentiu esse impacto financeiro.
Outro impacto que sentimos foi a questão da educação. Sabe-se que o novo causa estranheza, medo, insegurança. De repente nos deparamos com aula síncrona, um novo normal. Para nós acadêmicos as adaptações são mais fáceis. O que percebi foi a dificuldade de meus parentes que tem filhos na Educação Básica. 
O contato com as novas tecnologias para a Educação Básica presencial emergencial causou um lugar de entrecruzamento, de intersecção, denominado por Bhabha (2010) como o “lugar fronteiriço”. A fronteira é composta de valores e costumes de um lugar como os do outro,ou seja, é no lugar fronteiriço que ocorrem os encontros com o estranho, o desconhecido, proporcionando a experiência do “além-limite”.
Em meio ao momento difícil de pandemia causado pelo novo coronavírus, que estamos vivendo coletivamente, o ensino remoto se tornou a saída para que os alunos não deixassem de estudar. No entanto, com a necessidade de suspensão das aulas presenciais, muitas questões foram surgindo a respeito do ensino remoto. No meio que convivo, pessoas que tem filhos na Educação Infantil e Ensino Fundamental entraram em desespero. Como orientar os filhos? O que fazer que nem todos têm acesso a internet?
O despreparo e o afastamento da família em relação a escola dificultou muito a orientação. A família agora vê a necessidade da valorização do professor(a), da valorização da escola. Com o método de ensino remoto, especialmente no caso da Educação Infantil, os professores da rede municipal que tenho contato precisaram se reinventar. A cada dia precisava-se ter uma ideia diferente para se trabalhar com as crianças pequenas desse segmento de ensino, ainda mais quando as crianças estão privados há meses do convívio escolar; com isso acabava-se sendo um desafio para os professores e para os familiares e responsáveis das crianças. Sem horário escolar estruturado, perdem a rotina e a convivência com amigos. Há também aqueles que dependem da merenda escolar para complementar a alimentação.
Sobre sentimentos e saúde mental na pandemia observei em meu convívio familiar o medo, tristeza, insegurança, ansiedade, angústia e incerteza. A falta do abraço dos netos, meus pais sentiram muito, a presença constante de minha irmã que mora em Linhares agora a saudade é minimizada pelas chamadas de vídeo. O relacionamento interpessoal passou a ter como base o mundo virtual. Breno Pires Ramos Silva(2020) pontua:
O isolamento social é primordial para que o contágio diminua. A redução do contato direto com outras pessoas faz com quea probabilidade de contaminação diminua, e desse modo, a necessidade de serviços de saúde e também o número de mortes. No entanto, a medida da OMS não é tão simples de ser adotada, já que muitas pessoas veem isso apenas pelo lado negativo, por causa dos impactos desencadeados pela quarentena.O afastamento dos amigos e familiares, a incerteza quanto à duração desta medida, tédio, medo e principalmente o consumo elevado de mídias sociais são pontos para geração de estresse e desconforto.
“O distanciamento nos afastou, mas nos permitiu analisar o quanto estamos envolvidos e o quanto a boa comunicação é necessária para criarmos laços e nos tornarmos presentes nas vidas uns dos outros”.A pandemia causada pelo coronavírus colocou o mundo em isolamento social.
Sabe-se que a mídia tem grande poder sobre a sociedade ,desde que começou a pandemia e com o aumento significativo do consumo de conteúdos online, esse poder ficou cada vez maior. No entanto, o acesso a informações pode contribuir para o aumento de doenças como depressão e ansiedade, já que, em um cenário desfavorável ao fim da pandemia, isso pode ter um impacto negativo.Uma postura que tomamos em minha casa e diminuir o acesso aos telejornais.
A pandemia levou minha família e alguns amigos a mudarem radicalmente sua rotina. Junto ao distanciamento social,aconteceram lives, ensino à distância, home office, sedentarismo, entre tantas outras mudanças, o risco de um indivíduo ter sua saúde afetada cresce tanto quanto, ou ainda mais que a mídia nesse período. 
Enfim, o mais importante é usar adequadamente os meios de comunicação ao nosso favor, para assim, preservar a saúde mental da população nesse período.
REFERENCIAS 
FREIRE, Paulo. Educação e Mudança.6. ed. São Paulo: Paz e Terra, 1983. p.27-41.
______. Pedagogia da Autonomia. Saberes necessários à prática educativa.São Paulo: Paz e Terra, 2001.
SILVA, Ninoda. Mídia em tempos de pandemia.Repense, 2020 Disponível em: <https://www.repense.com.br/noticias/detalhes/midia-em-tempos-de-pandemia>. Acesso em:06 de maio. De 2021. 
https://portal.fiocruz.br/documento/cartilha-saude-mental-e-atencao-psicossocial-na-pandemia-covid-19

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