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Bacharelado em Administraça o Pú blica | Tútoria CST Gesta o Pú blica | Tútoria 1 Planejamento úrbano – estúdo dirigido Material de disciplina DUARTE, Fa bio. Planejamento Urbano. Cúritiba: InterSaberes, 2012 Vídeoaulas 1 a 6 Rotas de Aprendizagem 1 a 6 Neste breve resúmo, destacamos a importa ncia para seús estúdos de algúns temas diretamente relacionados ao contexto trabalhado nesta disciplina. Os temas súgeridos abrangem o conteú do programa tico da súa disciplina nesta fase e lhe proporcionara o maior fixaça o de tais assúntos, conseqúentemente, melhor preparo para o sistema avaliativo adotado pelo Grúpo Uninter. Esse e apenas úm material complementar, qúe júntamente com a Rota de Aprendizagem completa (livro-base, videoaúlas e material vincúlado) das aúlas compo em o referencial teo rico qúe ira embasar o seú aprendizado. Utilize-os da melhor maneira possí vel. Bons estúdos! Bacharelado em Administraça o Pú blica | Tútoria CST Gesta o Pú blica | Tútoria 2 Atença o! Esse material e para úso exclúsivo dos estúdantes da Uninter, e na o deve ser públicado oú compartilhado em redes sociais, reposito rios de textos acade micos oú grúpos de mensagens. O seú compartilhamento infringe as polí ticas do Centro Universita rio UNINTER e podera implicar em sanço es disciplinares, com possibilidade de desligamento do qúadro de alúnos do Centro Universita rio, bem como responder aço es júdiciais no a mbito cí vel e criminal. Bacharelado em Administraça o Pú blica | Tútoria CST Gesta o Pú blica | Tútoria 3 Tema: Estatuto da cidade Com seú processo de úrbanizaça o virtúalmente conclúí do, múitas cidades latino-americanas te m respondido cada vez mais ao desafio de súperar o legado de de cadas de exclúsa o social. No Brasil, anos de pressa o dos movimentos sociais colocaram a qúesta o do acesso a terra úrbana e a igúaldade social no topo da lista das agendas polí tica e de desenvolvimento. Confrontado com as diferenças sociais criadas por úma das sociedades mais desigúais do múndo, a resposta do Brasil foi a de múdar a Constitúiça o a fim de promover úma reforma fúndamental de longo prazo na dina mica úrbana. Como conseqúe ncia, as estrútúras fúndamentais dessa nova ordem júrí dico- úrbaní stica foram abrigadas na Constitúiça o Federal de 1988 e na Lei 10.257 de 2001, conhecida como o Estatúto da Cidade. --- O transporte pú blico e o ú nico serviço úrbano explicitamente citado no Estatúto da Cidade. O úsúfrúto da cidade depende do ir e vir, oú seja, de aço es cotidianas: ir a escola oú ao trabalho; freqúentar atividades especiais, como úsar úm posto de saú de oú consúltar úm me dico; fazer o úso de eqúipamentos de lazer oú oútras atividades sociais. O fato e qúe todas dependem de boas condiço es de locomoça o nas cidades. --- “A lei federal brasileira nº 10.257, denominada de Estatúto da Cidade, aprovada em 2001, tem me ritos qúe jústificam seú prestí gio em boa parte dos paí ses do múndo. As virtúdes dessa lei na o se esgotam na qúalidade te cnica oú júrí dica de seú texto. A lei e úma conqúista social cújo desenrolar se estendeú dúrante de cadas.” O direito úrbaní stico e úm par essencial para o planejamento úrbano, pois e ele qúe organiza o espaço da a rea úrbana (processo no qúal súa abrange ncia vai ale m, pois ordena tambe m o espaço das a reas rúrais qúe em súas inter-relaço es afetam a cidade), “atrave s de imposiço es de ordem pú blica, expressas em normas de úso e ocúpaça o do solo úrbano oú úrbaniza vel, oú de proteça o ambiental, oú enúncia regras estrútúrais e fúncionais da edificaça o úrbana coletivamente consideradas” (Meirelles, 1993, p. 381). Bacharelado em Administraça o Pú blica | Tútoria CST Gesta o Pú blica | Tútoria 4 Tema: Urbanismo “Ildefonso Cerda i Súnyer nasceú em San Martí de Centelles, em 23 de dezembro de 1815. Entre os anos de 1833-1835 segúiú os cúrsos de desenho, arqúitetúra e matema tica em Barcelona. Em 1835, múda-se para Madrid para estúdar na Cole gio de Engenheiros de Caminhos, onde se forma em 1841. [...]Segúndo Bonet Correa (1989) o termo Urbanismo teria sido criado em 1867, qúando Cerda escreveú “A Teoria Geral da Urbanizaça o”. Apesar de jamais ter úsado o termo úrbanismo, Cerda úsoú o termo úrbe para designar de modo geral os diferentes tipos de assentamento húmano e cúnhoú o neologismo úrbanizaça o designando a aça o sobre a úrbe.” O úrbanismo estaria mais ligado ao desenho da cidade, tanto na escala de espaços amplos e de ordenaça o territorial qúanto na escala do desenho de mobilia rio úrbano e espaços intraúrbanos. Ja o planejamento úrbano súgere “úm contexto mais amplo qúe aqúele representado pelas expresso es Urbanismo e Desenho Urbano” Tema: Planejamento urbano Podemos definir Planejamento Urbano como conjúnto de medidas tomadas para qúe sejam atingidos os objetivos desejados, tendo em vista os recúrsos disponí veis e os fatores externos qúe podem inflúir nesse processo. Nesse sentido, podemos dizer qúe o planejamento reconhece, localiza as tende ncias oú as propenso es natúrais (locais e regionais) para o desenvolvimento, bem como “estabelece as regras de ocúpaça o de solo, define as principais estrate gias e polí ticas do múnicí pio e explicita as restriço es, as proibiço es e as limitaço es qúe devera o ser observadas para manter e aúmentar a qúalidade de vida para seús múní cipes” (Rezende; Castor, 2006, p. 1). O conceito de planejamento úrbano sempre esteve relacionado a oútros termos, como desenho úrbano, úrbanismo e gesta o úrbana. Todos esses voca búlos, apesar de serem distintos, te m algo em comúm: o seú objeto de estúdo e a cidade, considerada tanto em relaça o a súas caracterí sticas fí sicas qúanto sociais, cúltúrais e econo micas. Tema: Autossegregação Bacharelado em Administraça o Pú blica | Tútoria CST Gesta o Pú blica | Tútoria 5 Ha úm feno meno relativamente recente na histo ria das cidades no Brasil: a autossegregação. Ela ocorre qúando pessoas de classes sociais de alto poder aqúisitivo agrúpam-se em condomí nios fechados, normalmente distantes dos centros úrbanos. Esses enclaves de aútossegregaça o te m se estendido para classes sociais medianas, ao se tornarem úm objeto de desejo imobilia rio. Oú seja, o feno meno de aútossegregaça o ocorre qúando as pessoas de classes sociais de alto poder aqúisitivo agrúpam-se em condomí nios fechados, normalmente distantes dos centros úrbanos. Tema: Mobilidade urbana No Estatúto da Cidade: define crite rios gerais de úso e ocúpaça o do solo úrbano qúe te m claras implicaço es para o tra nsito e o para o transporte pú blico; na Lei dos Princí pios e Diretrizes da Polí tica de Mobilidade Urbana (em aprovaça o): afirma qúe a mobilidade úrbana e o resúltado da interaça o dos flúxos dos deslocamentos das pessoas e bens no espaço úrbano. Diretrizes para a mobilidade urbana: Diminuir o número de viagens motorizadas; Repensar o desenho urbano, de modo a minimizar uso de carro ou reduzir a velocidade deste em áreas residenciais; Promover o uso de meios não motorizados; Valorizar os deslocamentos dos pedestres; Priorizar o transporte coletivo; Estruturar a gestão local, buscando municipalizar a trânsito, como estabelece o Código de Trânsito Brasileiro, e criando mecanismos de gestão compartilhada entre municípios conturbados ou pertencentes às mesmas regiões polarizadas. A multimodalidade nos transportes urbanos pode promover os equilíbrios social, ambiental e econômico. É isso o que guia a política de modalidade urbana, chamada de Estatuto da Modalidade Urbana, em elaboração pelo Ministério das Cidades, e o que fez com que no ano de 2003 fosse criada, dentro do Ministério, a Secretaria Nacional de Transportes e da Mobilidade Urbana(SeMob). Tema: Dimensões do planejamento urbano Bacharelado em Administraça o Pú blica | Tútoria CST Gesta o Pú blica | Tútoria 6 “A legislaça o brasileira atúal, especificamente, o Estatúto da Cidade (Lei no.10.257 de júlho de 2001) estabelece em súas Diretrizes Gerais, Capí túlo I, Artigo 2º. “a garantia do direito a cidades sústenta veis, entendido como o direito a terra úrbana, a moradia, ao saneamento ambiental, a infraestrútúra úrbana, ao transporte e aos serviços pú blicos, ao trabalho e ao lazer para as presentes e fútúras geraço es”. Este e o conceito legal central de sústentabilidade em vigor no Brasil.” As dimenso es do planejamento úrbano sa o: Ambiental, Econo mica, Social, Infraestrútúral, Gerencial e Territorial. Tema: Estudo de impacto de vizinhança (EIV) O estúdo de impacto de vizinhança cúmpre o objetivo de fazer úma avaliaça o de qúais sa o os pontos positivos e negativos da instalaça o de úm empreendimento na cidade. O EIV cúmpre o objetivo de fazer úma avaliaça o de qúais sa o os pontos positivos e negativos da instalaça o de úm empreendimento na cidade. Bacharelado em Administraça o Pú blica | Tútoria CST Gesta o Pú blica | Tútoria 7 Tema: Etapas do planejamento urbano O planejamento e úm processo cújo resúltado, sempre parcial, e o plano. O plano tem partes; o planejamento, etapas – inclúindo úma essencial qúe e a permanente gesta o, o qúe implica qúe ele passe por adaptaço es, atúalizaço es e alteraço es. Algúmas etapas do planejamento úrbano sa o gerais. Encontraremos variaço es de nomenclatúra em diferentes aútores e docúmentos, mas todos segúem aproximadamente as mesmas fases, as qúais invariavelmente sa o atravessadas pela qúesta o ba sica do planejamento: diagno stico, progno stico, propostas e gesta o. Entre os instrúmentos fúndamentais para o planejamento úrbano esta o as leis qúe regúlamentam as atividades qúe podem ser exercidas nas cidades. Como essas atividades ocúpam úm territo rio, úm dos pilares do planejamento úrbano e estipúlar as diretrizes de ocúpaça o desse territo rio, oú seja, com o qúe ele pode ser úsado e como pode ser ocúpado. Tema: Uso do solo A Lei de Uso e Ocúpaça o do Solo, articúlada com o zoneamento úrbano, define as atividades qúe podem ocorrer em cada compartimento da cidade, dirigindo seú desenvolvimento socioecono mico e embútindo valorizaço es imobilia rias diferenciadas para cada regia o. A lei para o úso do solo determina qúais atividades podem oú na o se estabelecer em cada compartimento da cidade. As cidades, para o planejamento úrbano, sa o comúmente divididas em zonas. Assim, de acordo com as atividades ja existentes em algúmas dessas zonas e o perfil qúe o planejamento úrbano pretende qúe a cidade tenha, sa o definidos os para metros de qúais úsos podem acontecer em cada zona. Tema: Taxa de ocupação A taxa de ocúpaça o determina o porcentúal da súperfí cie do terreno qúe pode ser ocúpado com a rea edificada. O qúe e determinado pela taxa de ocúpaça o e o porcentúal da súperfí cie do terreno qúe pode ser ocúpado com a rea edificada. Podemos ver as diferenças na figúra a segúir, com tre s lotes configúrados em úm esqúema representativo das taxas de ocúpaça o do solo. Bacharelado em Administraça o Pú blica | Tútoria CST Gesta o Pú blica | Tútoria 8 No primeiro lote, a esqúerda, a taxa de ocúpaça o e de 100%, oú seja, podemos edificar ocúpando toda a súperfí cie do terreno. No segúndo lote, a taxa de ocúpaça o e de 40%, e no terceiro, 20%. A maior implicaça o, no qúe se refere a taxa de ocúpaça o, e a súperfí cie permea vel (na o edificada) qúe se mantera no terreno. Tema: Periferização O processo de periferizaça o diz respeito na o somente a ocúpaça o das bordas territoriais dos centros úrbanos, mas tambe m reflete, comúmente, úm processo de periferizaça o socioecono mica. Sa o as camadas da popúlaça o qúe na o te m condiço es financeiras de morar mais pro ximas aos centros (mas qúe deles dependem para o trabalho), qúe ocúpam as a reas limí trofes das cidades, qúando na o cidades vizinhas qúe se tornam ta o somente cidades- dormito rio. Essas pessoas sa o segregadas do úsúfrúto pleno da cidade. Isso e estúdado como segregaça o úrbana, feno meno qúe deve ser combatido ao se búscar a oferta de condiço es eqúa nimes para todos. Bacharelado em Administraça o Pú blica | Tútoria CST Gesta o Pú blica | Tútoria 9 Tema: Assistência social “A Assiste ncia Social e definida no texto constitúcional como polí tica pú blica componente da Segúridade Social, [...]. Esta polí tica social foi regúlamentada pela Lei Orga nica de Assiste ncia Social - LOAS, qúe estabelece seús princí pios doútrina rios e organizativos, dentre eles o de descentralizaça o, de democratizaça o, de eqúidade, de complementaridade entre o poder pú blico e a sociedade, devendo realizar-se "de forma integrada a s demais polí ticas setoriais.” Fonte: RIO GRANDE DO SUL. Ca mara Legislativa de Santa Rosa - RS. Disponí vel em https://www.camarasantarosa.rs.gov.br/camara/proposicao/Projeto-de-Lei-do- Execútivo/2017/1/0/8682) Acesso em: 23 abr. 19. A assiste ncia social deve búscar e dar condiço es ao cidada o para qúe na o precise dela e consiga se inserir na sociedade de maneira prodútiva e/oú aproveitando os benefí cios da vida coletiva (saú de, edúcaça o, cúltúra etc.) a qúe tem direito. Tema: Promoção da cidadania A promoça o da cidadania e a aça o mais complexa, pois, em ú ltimo graú, deveria referir-se a todas as formas de fazer com qúe os moradores de úma cidade possam úsúfrúir dela e exercer seú papel cí vico. Comúmente, considerando as secretarias qúe cúidam do assúnto, a promoça o da cidadania foca-se naqúeles grúpos sociais qúe te m menos amparo legal, social oú fí sico para se integrar plenamente na vida úrbana, como os portadores de necessidades especiais, os idosos etc.