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Aline Camargo Ramos, PhD @JessicaJulioti @EquipeMySete PSICOFARMACOLOGIA Aula 1 – Transtornos de Ansiedade @aline_cramos PSICOFARMACOLOGIA Fármacos psicoativos e reações psíquicas: Humor, cognição, comportamento, psicomotricidade e personalidade Antidepressivos, antipsicóticos, estabilizadores de humor, ansiolíticos e estimulantes Agem no SNC Atravessar a barreira hematoencefálica ANSIEDADE Resposta normal perante circunstâncias de ameaça Reação de luta e fuga necessária para a sobrevivência Cessa com a normalização da situação Nível adequado para bom desempenho TRANSTORNOS DE ANSIEDADE Sentimentos de medo e preocupação excessivos TRANSTORNO ANSIEDADE TRANSTORNOS DE ANSIEDADE Sentimentos de medo e preocupação excessivos TAG, pânico, TAS, TEPT Comorbidos entre si Sintomas e tratamentos semelhantes Sobreposição de sintomas com depressão maior Problemas de sono, de concentração, fadiga e dificuldades psicomorotas Uso de ADs Comorbidade com outras condições psiquiátricas Uso abusivo de substâncias, TDAH, transtorno bipolar, transtorno doloroso, do sono, depressão TRANSTORNOS DE ANSIEDADE Sentimentos de medo e preocupação excessivos Sobreposição de sintomas com depressão maior TRANSTORNOS DE ANSIEDADE Sentimentos de medo e preocupação excessivos TRANSTORNOS DE ANSIEDADE Medo não é apenas um sentimento Respostas autonômicas Fuga, luta, paralização Amígdala Diversas conexões TRANSTORNOS DE ANSIEDADE Medo não é apenas um sentimento Amígdala Diversas conexões Substância cinzenta periaquedutal TRANSTORNOS DE ANSIEDADE Medo não é apenas um sentimento Amígdala Diversas conexões Hipotálamo TRANSTORNOS DE ANSIEDADE Medo não é apenas um sentimento Amígdala Diversas conexões Núcleo parabraquial (tronco encefálico) TRANSTORNOS DE ANSIEDADE Medo não é apenas um sentimento Amígdala Diversas conexões Locus coeruleus (NA) TRANSTORNOS DE ANSIEDADE Medo não é apenas um sentimento Amígdala Diversas conexões Hipocampo TRANSTORNOS DE ANSIEDADE Reguladores neurobiológicos da amígdala: Alvos terapêuticos TRANSTORNOS DE ANSIEDADE Preocupação: sofrimento ansioso, expectativas apreensivas, pensamentos catastróficos e obsessão Alças de retroalimentação corticoestriadotálamocortical (CETC) TRANSTORNOS DE ANSIEDADE Preocupação Alças CETC Alvos terapêuticos CONDICIONAMENTO E EXTINÇÃO Condicionamento: medo é aprendido durante experiências estressantes associadas a trauma emocional Predisposição genética e exposição prévia capaz de sensibilizar circuitos cerebrais do estresse Situação adequada: situações amedrontadoras são controladas e esquecidas Transtorno de ansiedade (30% da população): medo aprendido não é esquecido CONDICIONAMENTO E EXTINÇÃO Condicionamento: medo é aprendido durante experiências estressantes associadas a trauma emocional CONDICIONAMENTO E EXTINÇÃO Extinção: redução da resposta de medo perante estímulo amedrontador Estímulo apresentado com frequência sem consequência adversa Não há esquecimento, só redução da resposta Não há perda da sinapses, só nova consolidação de aprendizado Ativação da amígdala pelo CPFvm, porém hipocampo recorda que situação não trouxe efeito adverso Transmissão GABAérgica CONDICIONAMENTO E EXTINÇÃO Extinção: redução da resposta de medo perante estímulo amedrontador HIPOCAMPO CONDICIONAMENTO E EXTINÇÃO Balanço entre condicionamento e extinção Ansiedade situacional x transtorno CONDICIONAMENTO E EXTINÇÃO Balanço entre condicionamento e extinção Ansiedade situacional x transtorno TRATAMENTO Sistema GABAérgico GABA: principal neurotransmissor inibitório do SNC Participa da regulação da redução de atividade de diversos neurônios Amígdala e alça CETC TRATAMENTO Sistema GABAérgico TRATAMENTO Sistema GABAérgico e benzodiazepínicos BDZ: intensifica a ação do GABA na amígdala e CPF alívio dos sintomas de ansiedade GABA + BDZ aumento da frequência de abertura dos canais de Cl- Maior inibição TRATAMENTO Sistema GABAérgico e benzodiazepínicos BDZ: intensifica a ação do GABA na amígdala e CPF alívio dos sintomas de ansiedade TRATAMENTO Sistema GABAérgico e benzodiazepínicos BDZ: intensifica a ação do GABA na amígdala e CPF alívio dos sintomas de ansiedade TRATAMENTO Sistema GABAérgico e benzodiazepínicos Tolerância Aumento de dose Abuso Flumazenil (antagonista) Reverte superdosagem TRATAMENTO Canais de Ca2+ sensível á voltagem (VSCC) Gabapentina e pregabalina Bloqueiam liberação de GLU na amígdala e CETC TRATAMENTO Canais de Ca2+ sensível á voltagem (VSCC) Gabapentina e pregabalina Bloqueiam liberação de GLU na amígdala e CETC TRATAMENTO Sistema serotoninérgico Inerva amígdala e alça CETS Regulação do medo e preocupação ISRS, IRSN e buspirona (agonista parcial) Aumento da transmissão 5-HT TRATAMENTO Sistema serotoninérgico Inerva amígdala e alça CETS Regulação do medo e preocupação ISRS, IRSN e buspirona (agonista parcial) Aumento da transmissão 5-HT TRATAMENTO Sistema noradrenérgico NA é reguladora da amígdala e CETC IRSN e inibidor do NAT tardio Redução dos Infraregula/dessensibiliza receptores – efeito NA sintomas de medo e preocupação TRATAMENTO Sistema noradrenérgico NA é reguladora da amígdala e CETC IRSN e inibidor do NAT tardio Redução dos Infraregula/dessensibiliza receptores – efeito NA sintomas de medo e preocupação SUBTIPOS Transtorno de ansiedade generalizada SUBTIPOS Transtorno de pânico SUBTIPOS Transtorno de ansiedade social SUBTIPOS Transtorno de estresse pós-traumático O conteúdo desse curso foi oferecido pelo Centro Educacional Sete de Setembro em parceria com a Professora Aline Camargo Ramos aline-camargo@hotmail.com OBRIGADA! Aline Camargo Ramos, PhD @JessicaJulioti @EquipeMySete PSICOFARMACOLOGIA Aula 2 – Depressão @aline_cramos DEPRESSÃO Transtorno de humor Pouco afeto positivo e muito afeto negativo DEPRESSÃO Transtorno de humor Pouco afeto positivo e muito afeto negativo DEPRESSÃO Transtorno de humor Pouco afeto positivo e muito afeto negativo DEPRESSÃO Déficit de neurotransmissores monoamínicos DA, NA e 5-HT DEPRESSÃO Déficit de neurotransmissores monoamínicos Redução de BDNF DEPRESSÃO Déficit de neurotransmissores monoamínicos Pouco afeto positivo e muito afeto negativo DEPRESSÃO Fatores genéticos e ambientais Suscetibilidade ou resiliência a fatores estressantes DEPRESSÃO Fatores genéticos e ambientais Suscetibilidade ou resiliência a fatores estressantes DEPRESSÃO Estresse crônico Morte neuronal e menor neurogênese DEPRESSÃO Estresse crônico Morte neuronal e menor neurogênese Aminoácidos NT AA NT Ação Enzimática NT NT NT NT NT NT NT R R R R Efeito MAO Monoaminas DA, NA e 5-HT Aminoácidos DEPRESSÃO TRATAMENTOS Antidepressivos Resposta – redução maior/igual a 50% dos sintomas TRATAMENTOS Antidepressivos Remissão costuma não ser alcançada com primeiro tratamento escolhido – 1/3 dos pacientes TRATAMENTOS Antidepressivos Possível alcançar resposta, remissão completa e evitar recaída Tratamento longo TRATAMENTOS Antidepressivos Falta de persistência com tratamento por tempo suficiente TRATAMENTOS Antidepressivos Sintomas residuais TRATAMENTOS Antidepressivos Necessidade de início do tratamento o quanto antes – alívio do sofrimento e impedir a evolução da doença TRATAMENTOS Antidepressivos Idade interfere TRATAMENTOS Antidepressivos TRATAMENTOS Inibidor seletivo da recaptura de serotonina (ISRS) Inibem SERT TRATAMENTOS Inibidor seletivo da recaptura de serotonina (ISRS) Efeitos colaterais iniciais Tolerância Diferentes fármacos exercem efeitos secundários além da ISRS Pacientes apresentam respostas variadas Fluoxetina, sertralina, paroxetina, fluvoxamina, citalopram, escitalopramTRATAMENTOS Agonista parcial e inibidor da recaptação da serotonina (APIRS) Inibem SERT + agonista parcial 5-HT1A TRATAMENTOS Agonista parcial e inibidor da recaptação da serotonina (APIRS) Ação mais rápida, maior efeito AD e maior tolerabilidade Redução da disfunção sexual Efeitos colaterais gastrointestinais Vilazodona TRATAMENTOS Inibidor da recaptura de serotonina e noradrenalina (IRSN) Inibem SERT e NAT TRATAMENTOS Inibidor da recaptura de serotonina e noradrenalina (IRSN) Mais eficaz – aumento de 5-HT e NA em mais regiões encefálicas Aumento de DA no CPF – melhora da cognição Venlafaxina, desvenlafaxina, duloxetina, milnaciprano TRATAMENTOS Inibidor da recaptura de noradrenalina e dopamina (IRND) Inibem NAT e DAT TRATAMENTOS Inibidor da recaptura de noradrenalina e dopamina (IRND) Fármaco ativo e precursor de outros fármacos ativos (metabolizado em metabólitos ativos) felicidade, interesse, prazer, Estimulante – melhora de sintomas como perda de alegria, energia, entusiasmo, vigilância e autoconfiança Não causa disfunção sexual nem efeitos colaterais relacionados com 5-HT Uso em combinação com ISRS e IRSN Bupropiona TRATAMENTOS Agomelatina – regulador de ciclo circadiano Agonista dos receptores de melatonina M1 e M2 e antagonista 5- HT2B e HT2C TRATAMENTOS Agomelatina – regulador de ciclo circadiano Ritmos circadianos alterados na depressão – defasagem de fase no ciclo sono-vigília Menor secreção de melatonina Ressincronização do ciclo Aumento de BDNF/neurogênese, redução da liberação de GLU induzida pelo estresse e aumento de NA e DA no CPF TRATAMENTOS Mirtazapina – antagonista α2 Desinibição dos neurônios NA (corte do freio) e maior liberação de 5-HT (pisar no acelerador) TRATAMENTOS Mirtazapina – antagonista α2 Combustível para foguetes da Califórnia Ação antidepressiva poderosa Tratamento combinado com IRSN TRATAMENTOS Inibidores da MAO (iMAO) Inibidores irreversíveis da enzima MAO Atividade só retorna após nova síntese (3-4 semanas) TRATAMENTOS Inibidores da MAO (iMAO) Níveis elevados de MAO em pacientes com depressão resistente ao tratamento Crise hipertensiva com consumo de alimentos ricos em tiamina – síndrome do queijo e vinho Níveis elevados de NA Interações medicamentosas – aumento da PA ou síndrome serotoninérgica Fenelzina, tranilcipromina e isocarboxazida TRATAMENTOS Antidepressivos tricíclicos (ATC) Bloqueio simultâneo da SERT e NAT e antagonismo 5-HT2A e 5- HT2C Agentes muito efetivos TRATAMENTOS Antidepressivos tricíclicos (ATC) Efeitos colaterais indesejáveis TRATAMENTOS Antidepressivos tricíclicos (ATC) Agentes de segunda linha para depressão – risco de morte Tratamento efetivo para TOC, pânico, dor neuropática e lombar – baixas doses Clomipramina, imipramina, amitriptilina TRATAMENTOS Potencialização dos ADs Estratégias farmacológicas ou não visando aumentar a eficácia antidepressiva em pacientes que não apresentam remissão completa Farmacológica: l-metilfolato, hormônios tireoidianos, complexos vitamínicos, ômega-3 Não farmacológicas: Eletroconvulsoterapia, estimulação magnética transcraniana, estimulação cerebral profunda e psicoterapia TRATAMENTOS Potencialização dos ADs L-metilfolato: sintetizado a partir do folato obtido através da alimentação Importante para síntese de NTs monoamínicos TRATAMENTOS Potencialização dos ADs L-metilfolato: sintetizado a partir do folato obtido através da alimentação Níveis reduzidos por causa genética, ambiental, alimentar Menor produção de monoaminas Sintomas de depressão ou má resposta aos tratamentos TRATAMENTOS Potencialização dos ADs L-metilfolato: sintetizado a partir do folato obtido através da alimentação Níveis reduzidos por causa genética, ambiental, alimentar Menor metilação do gene da COMT Maior metabolização e níveis reduzidos de DA no CPF Disfunção cognitiva Reposição – melhora cognitiva TRATAMENTOS Potencialização dos ADs L-metilfolato TRATAMENTOS Tratamentos futuros Esquetamina Spray intranasal – doses subanestéticas Efeito AD imediato em pacientes resistentes aos tratamentos convencionais e redução de ideação suicida Efeitos por apenas alguns dias TRATAMENTOS Tratamentos futuros Esquetamina O conteúdo desse curso foi oferecido pelo Centro Educacional Sete de Setembro em parceria com a Professora Aline Camargo Ramos aline-camargo@hotmail.com OBRIGADA! Aline Camargo Ramos, PhD @JessicaJulioti @EquipeMySete PSICOFARMACOLOGIA Aula 3 – Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade @aline_cramos TDAH Tríade de sintomas Desatenção, hiperatividade e impulsividade TDAH Transmissão DA e NA no CPF NA – receptores α2 Conectividade das redes pré-frontais DA – receptores D1 Redução de ruído e controle de conexões inapropriadas Atenção guiada e adequada, foco em tarefa específica e controle das emoções e impulsos TDAH Transmissão DA e NA no CPF Atenção guiada e adequada, foco em tarefa específica e controle das emoções e impulsos TDAH Desregulação dos sistemas DA e NA no CPF Níveis reduzidos de DA e NA Baixa estimulação dos receptores α2 e D1 Aumento de ruído e baixo sinal Envio incorreto de sinal Hiperatividade, desatenção e impulsividade TDAH Desregulação dos sistemas DA e NA no CPF TDAH Desregulação dos sistemas DA e NA no CPF Desatenção – CPFdl Manutenção de atenção TDAH Desregulação dos sistemas DA e NA no CPF Desatenção – Córtex cingulado anterior Atenção seletiva TDAH Desregulação dos sistemas DA e NA no CPF Impulsividade – CPFof TDAH Desregulação dos sistemas DA e NA no CPF Hiperatividade motora – Córtex motor TDAH Desregulação dos sistemas DA e NA no CPF Comorbidades TDAH Neurodesenvolvimento TDAH Neurodesenvolvimento Maturação encefálica TDAH Neurodesenvolvimento Início por volta dos 7 anos Anormalidades em circuitos pré- frontais que começam antes desta idade e podem durar por toda a vida Alguns indivíduos são capazes de compensar essas anormalidades com formação de novas sinapses Não desenvolvem/prosseguir com os sintomas TDAH Neurodesenvolvimento Anormalidades em circuitos pré-frontais Fatores genéticos – diversos genes com pequeno efeito cada DA, α2 adrenérgico, 5-HT Fatores ambientais Nascimento prematuro, baixo peso ao nascer, tabagismo e consumo de álcool durante a gravidez, infecções TDAH Neurodesenvolvimento Diferentes manifestações em crianças e adultos Desatenção não é observada em crianças pré-escolares (CPF não é maduro o suficiente) Tende a permanecer posteriormente por toda a vida Hiperatividade declina ao longo da vida Comorbidades tendem a aumentar na vida adulta Abuso de substâncias TDAH Neurodesenvolvimento Diferentes manifestações em crianças e adultos TRATAMENTO Aumento da liberação de DA e NA até alcançar níveis ótimos Estimulantes ou agentes noradrenérgicos Tratamento diferente em crianças e adultos Sintomas e comorbidades TRATAMENTO Aumento da liberação de DA e NA até alcançar níveis ótimos Ocupação de DAT Rápida, saturante e ação curta Uso compulsivo/barato TRATAMENTO Aumento da liberação de DA e NA até alcançar níveis ótimos Ocupação de DAT Lenta, saturação incompleta e efeito prolongado terapêutico Efeito TRATAMENTO Metilfenidato Bloqueio de transportadores de NA e DA TRATAMENTO Metilfenidato Bloqueio de transportadores de NA e DA Aumento dos níveis Tratamento recomendado para crianças, porém não adultos Exceto crianças e adolescentes com transtorno de conduta, transtorno opositor desafiador, transtorno psicótico ou bipolar Excesso de DA em algumas regiões encefálicas TRATAMENTO Anfetamina Bloqueio de transportadores de NA e DA e inibidor VMAT2 Efeito terapêutico Pequenas diferenças clínicas em relação ao MPHE TRATAMENTO Anfetamina Altas doses Excesso de liberação de DA na fenda Reforço,recompensa, euforia e uso abusivo TRATAMENTO Atomoxetina Inibidor do NAT – propriedades ADs Aumento de DA/NA no CPF sem aumento no núcleo accumbens Não tem potencial de uso abusivo Tratamento de escolha para adultos e pacientes com comorbidades TRATAMENTO Atomoxetina Inibidor do NAT Aumento de DA/NA no CPF sem aumento no núcleo accumbens TRATAMENTO Guanfacina Agonista α2 adrenérgico Melhora transmissão NA no CPF Regula desatenção, hiperatividade e impulsividade Fraca indução de sedação e redução de PA Indicado para pacientes com TOD sintomas de TAKE HOME MESSAGE Tempo correto, diagnóstico correto e tratamento correto O conteúdo desse curso foi oferecido pelo Centro Educacional Sete de Setembro em parceria com a Professora Aline Camargo Ramos aline-camargo@hotmail.com OBRIGADA! Aline Camargo Ramos, PhD @JessicaJulioti @EquipeMySete PSICOFARMACOLOGIA Aula 4 – Esquizofrenia @aline_cramos ESQUIZOFRENIA Transtorno mental com importante prevalência Atinge aproximadamente 21 milhões de pessoas no mundo Entre as 10 principais causas de incapacitação Redução na expectativa de vida de aproximadamente 15 anos estilo de vida e tratamentos ESQUIZOFRENIA Etiologia multifatorial Fatores genéticos e ambientais Fatores genéticos: Poligênica Diversos genes com pequeno efeito Neurogênese, plasticidade Fatores ambientais: formação sináptica, sistemas de transmissão, Complicações obstétricas Má nutrição Traumas e abusos ocorridos na infância Uso de substâncias psicoativas ESQUIZOFRENIA Início entre o final da adolescência e o início da vida adulta Fases pré-mórbida e prodrômica Neurodesenvolvimento ESQUIZOFRENIA Sintomas positivos, negativos e déficits cognitivos Positivos: Desorganização do pensamento Delírios Alucinação ESQUIZOFRENIA Sintomas positivos, negativos e déficits cognitivos Negativos: Embotamento afetivo (não interpretação e manifestação de afetos) Ausência de emoções Alogia (discurso pobre) Anedonia (ausência de prazer) Avolição (falta de iniciativa) Pobreza de desempenho social ESQUIZOFRENIA Sintomas positivos, negativos e déficits cognitivos Déficits cognitivos: Dificuldade de concentração e atenção Prejuízo de memória Funções executivas prejudicadas ESQUIZOFRENIA Sintomas positivos, negativos e déficits cognitivos ESQUIZOFRENIA Transmissão dopaminérgica Tirosina Tirosina hidroxilas DOPA DA DA Potencial de Ação DOPA descarboxilase ----- +++++++++++++ +++ ---------------------- Ca+2 Ca+2 Ca+2 Ca+2 Ca+2 Ca+2 Ca+2 Ca+2 Ca+2 DA DA DA Tirosina Tirosina hidroxilase DOPA DA DOPA descarboxilase DA DA DA DA D1/D5 D1/D5 D1/D5 Tirosina Tirosina hidroxilase DOPA DA DOPA descarboxilase DA DA DA DA D2/D3/D4 D2/D3/D4 D2/D3/D4 ESQUIZOFRENIA Vias dopaminérgicas ESQUIZOFRENIA Vias dopaminérgicas ESQUIZOFRENIA Vias dopaminérgicas Mesolímbica Sintomas positivos ESQUIZOFRENIA Vias dopaminérgicas Mesocortical Sintomas negativos ESQUIZOFRENIA Vias glutamatérgicas ESQUIZOFRENIA Vias glutamatérgicas Disfunção NMDA Sintomas positivos ESQUIZOFRENIA Vias glutamatérgicas Disfunção NMDA Sintomas negativos TRATAMENTO Antipsicóticos Redução da transmissão dopaminérgica Antagonistas dos receptores dopaminérgicos D2 Típicos e atípicos TRATAMENTO Antipsicóticos Melhora dos sintomas positivos TRATAMENTO Antipsicóticos Sem efeito/piora dos sintomas negativos Efeitos motores Controle dos Sintomas Positivos Controle dos Sintomas Negativos Controle dos Déficits Cognitivos Típico +++ +++ - - Atípico - +++ + (Clozapina) + (Clozapina) TRATAMENTO Antipsicóticos Típicos e atípicos TRATAMENTO Antipsicóticos Típicos Clorpromazina, levomepromazina, tioridazina, haloperidol TRATAMENTO Antipsicóticos Típicos – Efeitos colaterais Antagonismo M1 boca seca, visão turva, constipação, embotamento cognitivo Antagonismo H1 ganho de peso, sonolência Antagonismo α1 hipotensão ortostática, sonolência TRATAMENTO Antipsicóticos Típicos – Efeitos colaterais TRATAMENTO Antipsicóticos Típicos – Efeitos colaterais Via nigroestriatal Efeitos extrapiramidais TRATAMENTO Antipsicóticos Típicos – Efeitos colaterais Via nigroestriatal Discinesia tardia (longo prazo) TRATAMENTO Antipsicóticos Típicos – Efeitos colaterais Via tuberoinfundibular Hiperprolactinemia TRATAMENTO Antipsicóticos Atípicos Antagonismo 5-HT2A/D2 Clozapina Pouco/nenhum efeito extrapiramidal e hiperprolactinemia Efeito metabólico e agranulocitose Dissociação rápida dos receptores D2 Amisulpirida Menor efeito extrapiramidal Efeito metabólico Agonismo parcial D2 Aripiprazol Menor efeito extrapiramidal e hiperprolactinemia Menor risco metabólico TRATAMENTO Antipsicóticos Atípicos Antagonismo 5-HT2A/D2 Clozapina rafe - 5HT SN DA DA estriado Antipsicóticos atípicos serotonina receptor 5HT2A receptor D2 efeitos extrapiramidais DA DA Via nigroestriatal TRATAMENTO Antipsicóticos Atípicos Dissociação rápida dos receptores D2 Amisulpirida DA DA D2 D2 D2 D2 D2 D2 D2 Antipsicóticos típicos D2 D2 D2 DA DA DA Amisulpirida TRATAMENTO Antipsicóticos Atípicos – Efeito colateral Antagonismo 5-HT2A/D2 Clozapina Dissociação rápida dos receptores D2 Amisulpirida Efeito metabólico Aumento de Apetite Ganho de Peso Obesidade Resistência a Insulina Diabetes Aumento de Triglicérides Risco Cardiovascular PERDA DE 20 A 30 ANOS DE VIDA TRATAMENTO Antipsicóticos Atípicos Agonismo parcial D2 Aripiprazol TRATAMENTO Antipsicóticos Uso para quadro agudo, evitar recaída e recorrência Má aderência é a principal causa de recaída Efeitos colaterais são a principal causa de má aderência Necessidade de procurar um antipsicótico que seja mais tolerável para cada indivíduo Resposta limitada no início – 15% Refratariedade ao longo do tratamento – 30% TRATAMENTO Antipsicóticos Manutenção do tratamento TRATAMENTO Antipsicóticos Manutenção do tratamento TAKE HOME MESSAGE O conteúdo desse curso foi oferecido pelo Centro Educacional Sete de Setembro em parceria com a Professora Aline Camargo Ramos aline-camargo@hotmail.com OBRIGADA!