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XXIII SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA - PIBIC
A metodologia participativa como estratégia para
o desenvolvimento e conservação da Amazônia
GOVERNO DO BRASIL
PRESIDENTE DA REPÚBLICA
Dilma Vana Rousseff
MINISTRO DA CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO
 José Aldo Rebelo Figueiredo
CONSELHO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO CIENTÍFICO E TECNOLÓGICO
REPRESENTANTE DO PIBIC/CNPq
Lucimar Batista de Almeida
MUSEU PARAENSE EMÍLIO GOELDI
DIRETOR
Nilson Gabas Júnior
COORDENADORA DE PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO
Ana Vilacy Galúcio
COORDENADORA DE COMUNICAÇÃO E EXTENSÃO
Maria Emília da Cruz Sales
 PROGRAMA INSTITUCIONAL DE BOLSAS
DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA • PIBIC/MPEG
COMITÊ INTERNO
Presidente: Wolmar Benjamin Wosiacki (CZO)
Vice-presidente: Márlia Coelho Ferreira (CBO)
MEMBROS
Glenn Harvey Shepard (CCH)
Maria Candida Barros (CCH)
Pedro Viana(CBO)
Alberto Akama (CZO)
Cristine Bastos do Amarante (CCTE)
Rogério Rosa da Silva (CCTE)
COMITÊ EXTERNO DE AVALIAÇÃO
Ana Maria Giulietti Harley
 Instituto Tecnológico Vale de Desenvolvimento Sustentável
Marcia Bezerra
Universidade Federal do Pará
José Antônio Marin Fernandes
Universidade Federal do Pará
Regilene Angélica da Silva Souza
Universidade Federal Rural da Amazônia
Suezilde Amaral Ribeiro
 Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará
Museu Paraense Emílio Goeldi
Coordenação de Pesquisa e Pós-Graduação
Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica
29 de junho a 3 de julho de 2015
Museu Goeldi - Auditório Paulo Cavalcante
Campus de Pesquisa - Av Perimetral, 1901
Terra Firme, Belém, Pará
XXIII SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA - PIBIC
A metodologia participativa como estratégia para
o desenvolvimento e conservação da Amazônia
NÚCLEO EDITORIAL DE LIVROS (MPEG)
PRODUÇÃO EDITORIAL
Iraneide Silva
Angela Botelho
Tereza Lobão
PROJETO GRÁFICO E EDITORAÇÃO
Andréa Pinheiro
FOTOS
Claudia López
Juliano Almeida
Sol González
APOIO
Hidro • Fadesp • Hileia
IMPRESSÃO
Graphitte
Belém-PA
Seminário de Iniciação Científica – PIBIC (23: 2015: Belém, PA). A
metodologia participativa como estratégia para o desenvolvimento
e conservação da Amazônia – Belém: Museu Paraense Emílio Goeldi,
2015.
114 p.
1. História Natural – Brasil – Amazônia. 2. Iniciação Científica –
Resumos – Seminário. 3. Iniciação Científica – Interdisciplinaridade
Científica – Brasil – Amazônia. 4. Botânica. 5. Ecologia. 6.
Sistemática. 7. Ciências da Terra. 8. Zoologia. 9. Antropologia. 10.
Arqueologia. 1. Título.
CDD 508.072
Apresentação
A METODOLOGIA PARTICIPATIVA COMO ESTRATÉGIA PARA
O DESENVOLVIMENTO E CONSERVAÇÃO DA AMAZÔNIA
O planejamento da ocupação e desenvolvimento da Amazônia sempre foi
centrado em decisões verticais, impostas por governantes ou agentes externos,
sem preocupação com as sociedades locais, como observado na ocupação para
exploração da borracha no início do século XX; na colonização da região,
organizada pelo governo militar, com a abertura da rodovia Transamazônica
na década de 1970; na década de 1990, com a força da exploração madeireira
e do agronegócio, caracterizado atualmente pelo arco do desmatamento. Mais
recentemente, a implantação de hidrelétricas na região convulsionou populações
locais em Rondônia, no Pará e no Mato Grosso.
Surge como resposta uma nova visão de desenvolvimento, com o ideal da
“Amazônia para o amazônida”. Além disso, para compreender a dimensão e a
diversidade da região, é necessária uma análise integrada de diversos saberes,
que nomeamos de interdisciplinar. Essas duas vertentes, fomentadas e integradas
por muitos pesquisadores recentes, que priorizam os anseios dos residentes e
suas diversas culturas materiais e imateriais, passam a ser fundamentais para a
implantação de políticas públicas. No entanto, o amazônida continuou a ser
analisado e gerenciado sob uma ótica externa, com um abismo separando o
pesquisador e o pesquisado.
Talvez a grande mudança de paradigma para o desenvolvimento sustentável da
Amazônia possa ocorrer de maneira mais singela, com uma mudança no enfoque
metodológico que possibilite, de fato, alterar as realidades locais. É nesse
contexto que a adoção de metodologias participativas pode auxiliar não só numa
melhor compreensão das dimensões estudadas (retorno esperado para o
pesquisador), como também contribuir para a emancipação política dos grupos
sociais estudados (retorno necessário ao pesquisado).
Essa busca de uma visão mais holística e integradora, que leve em consideração
os anseios e as necessidades locais, também servirá como bússola moral para
os futuros pesquisadores que trabalham na Amazônia. Em consonância com
esses ideais, o Museu Paraense Emílio Goeldi, no XXIII Seminário de Iniciação
Científica busca contribuir para a formação das novas gerações que irão
determinar o destino futuro da região com a maior biodiversidade do mundo.
Alberto Akama
Coordenação de Zoologia
Museu Paraense Emílo Goeldi
Índice
COMUNICAÇÕES ORAIS
Taxocenose de serpentes de Serra do Navio, Amapá, Brasil
ANDRÉ LUIZ SOARES NUNES ........................................................................................ 17
Identificação e organização dos exemplares da família Potamotrygonidae do
acervo ictiológico do Museu Paraense Emílio Goeldi
ALFREDO MÁRCIO MIRANDA CARDOSO .......................................................................... 18
Filogenia e filogeografia de Cymbilaimus lineatus (Aves: Thamnophilidae)
BERNARDO ONÇA PRESTES .......................................................................................... 19
Ictiofauna dos ecossitemas aquáticos do municipio de Ourém (PA)
CAMILA FERREIRA LEÃO .............................................................................................. 20
Revisão taxonômica de Rhynchocyclus olivaceus (Aves: Rhynchocyclidae) com
base em morfometria, caracteres de plumagem e caracteres moleculares
CARLYNNE CHINA SIMÕES ........................................................................................... 21
Riqueza, composição e abundância de Calliphoridae e Sarcophagidae (Diptera) em
áreas de várzea e terra firme na Vila de Calafate, Magalhães Barata, Pará, Brasil
CAROLINE COSTA DE SOUZA ........................................................................................ 22
Diversidade de Araneidae (Araneae) da Floresta Nacional de Caxiuanã, Portel/
Melgaço, Pará: subsídios à compreensão de modificações ambientais no
arquipélago do Marajó
CLÁUDIA CRISTINA MONTEIRO CASTELO BRANCO XAVIER .................................................... 23
Mantodea da grande Belém: levantamento, desenvolvimento e comportamento
CÉSAR AUGUSTO CHAVES FAVACHO .............................................................................. 24
Inventário de vespas sociais (Hymenoptera: Vespidae, Polistinae) do Parque
Ecológico Gunnar Vingren, Belém, Pará
FÁBIO SILVA DO ROSÁRIO ............................................................................................ 25
Filogeografia de Dendrexetastes rufigula (Aves: Dendrocolaptidae) com base em
marcadores moleculares mitocondriais e nucleares
GILMAX GONÇALVES FERREIRA ...................................................................................... 26
Anfíbios e répteis da Floresta Nacional do Pau-Rosa, Amazonas, Brasil
GISELE CASSUNDÉ FERREIRA ......................................................................................... 27
Variação geográfica em Kentropyx striata (Daudin, 1802) (Reptilia: Squamata: Teiidae)
GIOVANNI SAMPAIO PALHETA ....................................................................................... 28
Distribuição das borboletas frugívoras (Lepidoptera, Nymphalidae) na coleção
entomológica do Museu Paraense Emílio Goeldi
IAN DE SOUSA MENEZES ............................................................................................ 29
Coleta e identificação de moscas (Diptera: Calyptratae) visitantes de materiais
orgânicos e em lixo no mercado Ver-o-Peso, Belém, Pará, Brasil
JÉSSICA MARIA MENEZES SOARES .................................................................................30
Variação morfológica cefálica da tribo Hydropsini na Amazônia brasileira (Dipsadidae,
Xenodontinae)
JORGE FELIPE ABREU COSENZA ................................................................................... 31
Levantamento de Tabanidae (Insecta: Diptera) em campina do Baixo Tocantins,
Cametá, Pará
KAMILA MONTEIRO DE SOUZA ..................................................................................... 32
Insetos de dossel obtidos com um novo método de coleta
LUCAS DOS ANJOS RODRIGUES .................................................................................... 33
Inventário do grupo Drosophila tripunctata (Diptera, Drosophilideae)
em recursos naturais
LUIZ HENRIQUE DA SILVA GOUVEIA ............................................................................... 34
Mecanismo de defesa dos Membracídeos: um estudo de Palatabilidade
LAYS JOSINO GUERREIRO ............................................................................................. 35
Variação morfológica em Sapajus apella (Linnaeus, 1758) (Primates: Cebidae)
LUÍZA DE CARVALHO BARROS ....................................................................................... 36
Descrição de uma nova espécie do gênero Bunocephalus (Siluriformes: Aspredinidae)
do Médio Amazonas
MANUELA DOPAZO DE VASCONCELLOS LEÃO .................................................................. 37
Inventário de vespas sociais (Hymenoptera: Vespidae) na área do Clube da Aeronáutica
de Belém (CAER-BE)
MILEUDIANE OLIVEIRA PINHEIRO ................................................................................... 38
Riqueza e composição em espécies de aranhas da Floresta Nacional de Caxiuanã,
Amazônia Oriental
PAULO ROBERTO PANTOJA GOMES ............................................................................... 39
Inventário de vespas sociais e abelhas (Hymenoptera: Vespidae, Apidae) no Jardim
Botânico Bosque Rodrigues Alves em Belém, Pará, Brasil
SUZY MELRY CARDOSO DOS SANTOS ............................................................................ 40
Lista de espécies e catálogo ilustrado de Salticidae (Arachnida, Araneae) da região
de Juruti, Pará
SÁVIO BENEDELAK FARIAS ............................................................................................ 41
Filogeografia de Phaethornis hispidus (Gould, 1846) (Aves – Trochilidae)
TÂNIA FONTES QUARESMA ......................................................................................... 42
Morfologia dos adultos e imaturos de Agroiconota judaica (Fabricius, 1781)
(Coleoptera, Chrysomelidae, Cassidinae)
TATIANE GOUVEIA C. B. BARATA ................................................................................. 43
Inventário da comunidade de formigas (Hymenoptera: Formicidae) em Nova
Ipixuna, Pará, Brasil
WANDERLEY DIAS DAS CHAGAS JUNIOR ....................................................................... 44
Avaliação química do óleo essencial das folhas/ramos e flores de Ocimum
campechianum Mill. (Lamiaceae) por cromatografia de fase gasosa/espectrometria
de massas (CG/EM)
ALBERTO RAY CARVALHO DA SILVA .............................................................................. 45
Informatização e digitalização da coleção de macrofungos do Herbário João
Murça Pires (MG)
EDMAR FERNANDES BORGES FILHO ............................................................................... 46
Levantamento florístico de daninhas Eudicotiledôneas em gramas fornecidas no
mercado de Belém, Pará, Brasil
EMILENE BALGA CARRILHO ......................................................................................... 47
Riqueza e composição de briófitas do Parque Natural Municipal Arivaldo Gomes
Barreto, Macapá, Amapá
FÚVIO RUBENS OLIVEIRA DA SILVA ................................................................................ 48
Biometria e germinação de três espécies de palmeiras nativas da Amazônia
HELIO BRITO DOS SANTOS JUNIOR ................................................................................ 49
Anatomia foliar do ipê-amarelo [Handroanthus serratifolius (A.H. Gentry) S. Grose
– Bignoniaceae]
KAREN CIBELLE LAMEIRA DA SILVA ............................................................................... 50
Caracterização anatômica de Eleocharis R. Br. (Cyperaceae) ocorrentes em praias
dos municípios de Soure e Salvaterra, ilha do Marajó-Pará ......................... 51
LETÍCIA CUNHA DE ANUNCIAÇÃO
Estudos taxonômicos do gênero Rhynchospora Vahl (Cyperaceae) nas restingas
do estado do Pará, Brasil
LAYLA J. C. SCHNEIDER .............................................................................................. 52
Comparação do estoque de raízes finas e liteira de solo em uma cronossequência de
florestas secundárias na Estação Cientifica Ferreira Penna, Caxiuanã, na Amazônia Oriental
JAINE DA SILVA RIBEIRO ............................................................................................. 53
Informatização, organização e digitalização da coleção histórica e de typus
nomenclaturais de fungos Pucciniales do Herbário João Murça Pires (MG)
JAMILLE RABELO DE OLIVEIRA ...................................................................................... 54
Levantamento florístico de daninhas Monocotiledôneas em gramas fornecidas
no mercado de Belém, Pará, Brasil
QUÉSIA SÁ PAVÃO ................................................................................................... 55
Contribuição ao conhecimento taxonômico do gênero Annona L., com ocorrência na
localidade Vila Nova, Magalhães Barata, microrregião do Salgado paraense
RONIELTON COELHO .................................................................................................. 56
Flora rupestre das cangas da Serra dos Carajás: Chloridoideae (Poaceae)
RAISSA LIMA PRAIA RAMOS ....................................................................................... 57
Caracterização anatômica de Pariana campestris Aubl. (Poaceae: Bambusoideae)
RODRIGO COSTA PINTO ............................................................................................. 58
Flórula da Serra dos Carajás: Bambusoidea (Poaceae)
SIDNEY SANTOS PEREIRA ............................................................................................ 59
Caracterização anatômica de Sporobolus virginicus (L.) Kunth. (Poaceae) ocorrente
em restinga e apicum no município de Salinópolis, Pará
SUZANE SILVA DE SANTA BRÍGIDA ................................................................................ 60
Riqueza e composição de briófitas do Parque Natural Municipal do Cancão, Serra
do Navio, Amapá
THAÍS SCARLLETY DE ALMEIDA ALMADA ........................................................................ 61
Caracterização anatômica de Eleocharis geniculata (L.) Roem. & Schult (Cyperaceae)
ocorrente em restinga e apicum no município de Salinópolis, Pará
WENDELL VILHENA DE CARVALHO .................................................................................. 62
Florística e estrutura da regeneração de palmeiras do estado do Pará
WILSON FILGUEIRA BATISTA JÚNIOR .............................................................................. 63
Influência dos resíduos antrópicos sobre os atributos carbono e nitrogênio da
biomassa microbiana do solo, município de Tailândia, Pará
ARIANA DO ROSÁRIO RODRIGUES ................................................................................. 64
Estudo taxonômico dos Ostracodes e interpretação paleoambiental da Formação
Solimões (Mio-Plioceno), município de Eirunepé (AM), Brasil
ALLAN MATOS DE LIMA ............................................................................................. 65
Estudos arqueométricos de artefatos cerâmicos provenientes dos sítios
arqueológicos Marinaldo, Pau Preto, P32 da região de Salobo (Marabá-PA) e
Jacarequara (Barcarena-PA)
CLAUBER JACYNTO DA SILVA ....................................................................................... 66
Extração e identificação de compostos voláteis da infrutescência de
Montrichardia linifera(Arruda) Schott.
DAYANE DANTAS DA SILVA ......................................................................................... 67
Populações tradicionais em paisagens costeiras do estado do Pará: trajetórias
históricas e uso da terra
DIMAS ALMEIDA DE ASSUNÇÃO ................................................................................... 68
Paisagem, percepção e meio ambiente: uma análise geográfica em uma
comunidade rural na zona costeira paraense
FELIPE KEVIN RAMOS DA SILVA .................................................................................... 69
Caracterização química de compostos voláteis presentes na inflorescência de
Montrichardia linifera (Arruda) Schott
FERNANDA MENEZES COSTA ........................................................................................ 70
Estudo arqueométrico de artefatos cerâmicos provenientes do sítio Jabuti-
Bragança e dos sítios de Mirim, Reginaldo e Dique BF2, região do Salobo-Marabá,
no estado do Pará
INGLEDIR SUELY SILVA BARRA ...................................................................................... 71
Biologia da formiga Dolichoderus attelaboides (Hymenoptera, Formicidae,
Dolichoderinae) na Amazônia brasileira
KELLEN BEATRIZ ARAÚJO ROCHA ................................................................................. 72
Estudo taxonômico da família Cytheruridae Mueller, 1894, (Ostracoda-Crustacea)
da Formação Pirabas (Oligo-Mioceno), Pará, Brasil
LAYLANA LÍGIA RODRIGUES DE ALMEIDA ........................................................................ 73
Extração e análise dos compostos voláteis presentes nas folhas da espécie
Montrichardia linifera (Arruda) Schott.
LEANDRO CORDOVIL DOS SANTOS ................................................................................ 74
Taxonomia de sirênios da Formação Pirabas (Oligo-Mioceno), Pará-Brasil
RAUL DE AZEVEDO CARVALHO .................................................................................... 75
Caracterização granulométrica, mineralógica e geoquímica dos sedimentos
de fundo do canal do Quiriri e rio Pará, baía de Marajó
THIAGO PEREIRA DE SOUZA ........................................................................................ 76
O Batismo nos escritos de João Felipe Bettendorff: a aplicação do sacramento
para o “bem morrer” dos índios
ADRIANO CORRÊA DE SOUSA ...................................................................................... 77
Conservação preventiva na Reserva Técnica da Coleção Etnográfica do Museu
Paraense Emílio Goeldi: monitoramento e análise de condições climáticas
BIANCA CRISTINA RIBEIRO VICENTE ............................................................................... 78
Catalogação, higienização e organização documental da Coleção Arqueológica
do Projeto Médio Urubu presente na Reserva Técnica Mário Ferreira Simões
ELAÍNA MONTEIRO FERREIRA CUNHA ............................................................................ 79
Estudo da cultura material arqueológica do sítio Engenho Jaguarari
GERSON DE FIGUEIREDO DOS SANTOS ............................................................................ 80
Sistema de informação geográfica para caracterização e espacialização de
engenhos dos séculos XVII e XIX no estuário amazônico
TAÍS JULIANE DO CARMO ARAÚJO ............................................................................... 81
Xamanismo & urbanização num território índigena – o papel dos rezadores em
São Gabriel da Cachoeira (Alto Rio Negro - Amazonas)
ELLANA FIAMA SOUZA DA SILVA ................................................................................. 82
Música ka’apor, a práxis musical como medicina: contribuições para uma
aproximação à etnomusicologia médica
HUGO MAXIMINO CAMARINHA .................................................................................... 83
A formação de solos antrópicos na Amazônia Oriental
JULLYA ROSA A. S. DOS SANTOS ................................................................................. 84
A tradição regional Saracá do rio Urubu, estudada a partir do Sítio Arqueológico
Sucuriju
LUÍZA SILVA DE ARAÚJO .............................................................................................. 85
A prática social do lazer no meio pesqueiro do litoral paraense
MARCUS DOS REIS FERREIRA ....................................................................................... 86
O impacto das atividades humanas do passado nas propriedades do solo
PRISCYLA NEVES CARDOSO ......................................................................................... 87
O Museu do Marajó: interação e criatividade no espaço museológico
SANDRA REGINA COELHO DA ROSA ............................................................................. 88
Análise iconográfica das urnas funerárias Maracá – Coleção AP-MZ-27: gruta
do Pocinho
TAYNARA SOARES DO NASCIMENTO SALES ...................................................................... 89
Água na Reserva – um exercício etnográfico sobre mananciais, usos e gestão
dos recursos hídricos em um ambiente de Reserva Extrativista
YASMIN AINÁ MARTINS BARBOSA LOUREIRO ................................................................... 90
O uso da Indicação Geográfica (IG) para a geração de negócios sustentáveis no
estado do Pará
ANDREDY MURILO TRINDADE AMORIM .......................................................................... 91
O conceito de identidade nas comunidades de remanescentes de quilombos
(Taperinha) do Rio Capim, nordeste paraense
CLÁUDIO LÍSIAS MOREIRA XIMENES ............................................................................... 92
PAINÉIS
Squamata (Reptilia) da Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns, Amazônia
Central, Brasil
FELIPE COSTA POMBO ............................................................................................... 95
Inventário de algumas famílias de Diptera de duas matas urbanas de Belém
HEITOR ANTUNES DE CASTRO ...................................................................................... 96
Besouros rola-bostas (Coleoptera: Scarabaeidae: Scarabaeinae) no remanescente
florestal do Campus de Pesquisa do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG),
Belém, Pará
MILCELENE CRISTINA BARROS DA SILVA .......................................................................... 97
Filogeografia de Dendrocolaptes picumnus (Aves: Dendrocolaptidae) com base
em marcadores moleculares mitocondriais e nucleares
NAYRON FRANCÊS DO NASCIMENTO .............................................................................. 98
Diversidade de Euglossíneos (Hymenoptera – Apidae) no Centro de Endemismo Belém
RAFAEL LOBO RAIOL ................................................................................................. 99
Descrição de uma nova espécie de Micrathena (Arachnida, Araneae) da Floresta
Nacional de Caxiuanã, Pará
VANESSA CAROLINNA RIBEIRINHO VIDAL ...................................................................... 100
Estudo taxonômico de Lecythis Loefl. (Lecythidaceae) da microrregião de Santarém,
no estado do Pará, Brasil
SOFIA FRANÇA SOBRAL ........................................................................................... 101
Estudo taxonômico de Tachigali Aublet (Leguminosae – Caesalpinioideae) da
mesorregião do Baixo Amazonas
AGIRLAYNE DE SOUZA REIS ....................................................................................... 102
Monitoramento e caracterização da fauna de mamíferos na ilha de Marajó
RAISSA TANCREDI CERVEIRA ...................................................................................... 103
Saber dos funcionários do Museu Emílio Goeldi sobre a reciclagem de resíduos
sólidos
GABRIEL POMPEU ROSA ........................................................................................... 104
A estrutura e composição do solo determinam a morfologia da fauna de formigas
subterrâneas?
ÍSIS CAROLINE SIQUEIRA SANTOS ................................................................................ 105
Análise dos vestígiosarqueológicos da vila histórica, sítio Carrazedo
PABLO HENRIQUE SANTOS DA SILVA ........................................................................... 106
Cultura material e distribuição espacial dos sítios arqueológicos do Baixo
Amazonas
MAYARA CRISTINA PEREIRA MARIANO ......................................................................... 107
Mapeamento, caracterização e distribuição dos recursos naturais na paisagem e
sua transformação ao longo do tempo na área do Parque Estadual de Monte Alegre
CALIL TORRES AMARAL ............................................................................................ 108
A legislação internacional da pesca em ambiente marítimo: reflexo no caso do
estado do Pará
JOSEFINA JOSÉ DA SILVA .......................................................................................... 109
Modo de vida na comunidade do Pesqueiro, no município de Soure: as tecnologias
e a relação com a biodiversidade na ilha do Marajó
EVANDRO CARLOS COSTA NEVES ............................................................................... 110
Levantamento socioeconômico dos quintais no município de Belém/PA
CAICK MARCELO ROSA MARTINS ............................................................................... 111
Principais espécies manejadas por comunidades tradicionais localizadas ao longo
do Rio Capim, nordeste paraense
HEMELYN SOARES DAS CHAGAS ................................................................................. 112
Criação do modelo de dados para a Botânica, padronização e informatização dos
dados da família Euphorbiaceae presentes na coleção do herbário do Museu
Paraense Emílio Goeldi
JULIANA CORRÊA DOS SANTOS .................................................................................. 113
Desenvolvimento de uma proposta de navegabilidade para o Portal do Programa
de Pesquisa em Biodiversidade da Amazônia Oriental – PPBio
DÉBORA CAMPOS RODRIGUES ................................................................................... 114
COMUNICAÇÕES ORAIS
resumos > > >
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osTaxocenose de serpentes de Serra do Navio, Amapá, Brasil
André Luiz Soares Nunes¹
Ana Lúcia da Costa Prudente²
João Fabrício Melo Sarmento²
A Amazônia é reportada pela sua heterogeneidade no estudo de comunidades. A
sinecologia de grau taxonômico, denominada taxocenose, tem a sua estrutura
alicerçada no padrão de composição, riqueza, abundância, dieta e forrageio das
espécies. Seus resultados auxiliam na compreensão dos hábitats e hábitos, na
biologia e nas relações inter e intraespecíficas às quais as espécies são submetidas.
Este tipo de estudo ainda é incipiente na região das Guianas, incluindo o estado do
Amapá. Portanto, este trabalho objetivou estudar a distribuição e a riqueza de
serpentes do município da Serra do Navio, no Amapá, bem como descrever a
composição, levantar informações da literatura sobre dieta (itens alimentares,
sentido de ingestão e frequência de ocorrência de todos os itens), aspectos
reprodutivos das espécies, relacionando-as com dados sobre hábitat, hábito e micro-
hábitat. Foram analisados 96 espécimes coletados em inventário de herpetofauna,
utilizando-se métodos de Armadilhas de Interceptação e Queda (AIQ) e Procura
Limitada por Tempo (PLT), além dos encontros ocasionais e por terceiros, no período
de abril a dezembro de 2000. O material analisado correspondeu a uma matriz de
dados quantitativa para estimativa (Jack 1) de riqueza no EstimateS. Desse modo, a
taxocenose de serpentes de Serra do Navio foi descrita em 49 espécies de serpentes,
pertencentes a 31 gêneros e oito famílias. Estas espécies correspondem a 32,66%
das espécies válidas registradas para a Amazônia brasileira. No entanto, estima-se
uma riqueza de 35,5% de espécies a mais do que o observado neste estudo, através
do estimador Jack 1. As espécies com maior abundância relativa foram Atractus
latifrons (7,29%), Atractus zidoki (5,21%), Phylodryas viridissima (5,21%), Micrurus
lemniscatus (5,21%) e Bothrops brazili (5,21%). Ao avaliarmos as serpentes quanto ao
forrageio, foram registradas 25 espécies (54,34%) terrestres e/ou criptozoicas, nove
espécies (16,56%) arborícolas, três espécies (6,52%) aquáticas e nove espécies
(19,56%) com hábitos fossoriais. Com relação à atividade diária houve maior
expressividade das serpentes diurnas, representadas por 22 espécies (47,82%),
seguida por 13 espécies (28,26%) em atividade noturna e 11 espécies (23,91%) em
atividade diuturna. Novos registros foram feitos para o estado do Amapá, entre estes
a extensão leste da distribuição de Atractus punctiventris e a descrição de uma nova
espécie para o gênero Erythrolamprus.
Palavras-chave: Riqueza. Distribuição. Novos registros.
1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/08/2014 a 31/07/2015). Curso: Ciências Biológicas/UNAMA.
2 Orientadores; pesquisadores – Coordenação de Zoologia (CZO/MPEG).
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Identificação e organização dos exemplares da família
Potamotrygonidae do acervo ictiológico
 do Museu Paraense Emílio Goeldi
Alfredo Márcio Miranda Cardoso¹
Wolmar Benjamin Wosiacki²
Atualmente a família Potamotrygonidae está constituída em quatro gêneros
(Potamotrygon, Paratrygon, Plesiotrygon e Heliotrygon), cujas espécies
apresentam como características morfológicas a coloração variada nas superfícies
dorsal e ventral, o tamanho do disco, dentículos dérmicos bem distribuídos em
algumas espéciese o surgimento de variações das cores nos ocelos (ex.
P. motoro), que são restritos ao gênero Potamotrygon. A família apresenta ampla
distribuição na Bacia Amazônica e Paraná-Paraguai, com destaque para algumas
espécies endêmicas dos rios Xingu e Tocantins (P. henlei e P. leopoldi,
respectivamente). Com isso, foi realizada uma análise externa objetivando a
identificação e organização das espécies pertencentes à família, que se
encontram depositados no backlog do acervo ictiológico do Museu Paraense
Emílio Goeldi (MPEG). A análise foi viabilizada através de estudo comparativo
dos exemplares do acervo com a bibliografia disponível para o grupo
taxonômico em questão. Foram analisados 299 exemplares da família
Potamotrygonidae, cujo gênero predominante neste trabalho foi Potamotrygon,
contabilizando o total de 278 exemplares, seguido por Plesiotrygon, com 16
exemplares, Paratrygon com quatro e Heliotygon com um exemplar, que tiveram
como áreas de procedência os municípios de Colares, Muaná, Afuá, Cachoeira
do Arari e Ilha de Cotijuba. A partir da identificação do material, boa parte das
informações sobre as espécies, que apresentavam procedência e data, está sendo
resgatada e o material incorporadoao acervo do MPEG. Além disso, foram
encontrados exemplares que, em uma primeira análise, provavelmente
representam duas novas espécies procedentes da Ilha do Marajó, por não
compartilharem as características das espécies conhecidas.
Palavras-chave: Myliobatiformes. Arraias de água doce. Morfologia.
¹ Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/09/2014 a 31/07/2015). Curso: Licenciatura em Ciências
Biológicas/UNAMA.
2 Orientador; Pesquisador – Coordenação de Zoologia (CZO/MPEG).
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osFilogenia e filogeografia de Cymbilaimus lineatus
(Aves: Thamnophilidae)
Bernardo Onça Prestes¹
Leonardo de Sousa Miranda²
A avifauna da região Neotropical possui uma grande riqueza de espécies
endêmicas. O presente trabalho propõe a análise molecular da espécie
Cymbilaimus lineatus, amplamente distribuída no território amazônico, como
também dos níveis de variabilidade genética e o grau de diferenciação entre as
populações deste táxon. Foram analisadas 87 amostras de tecidos, das quais
foram sequenciados um gene mitocondrial e dois loci nucleares, abrangendo
toda a área de distribuição. Realizaram-se análises de genética populacional para
calcular os índices de polimorfismos entre as sequências, quantificados pela
diversidade nucleotídica e de haplótipos; a expectativa de evolução neutradas
sequências, através dos testes estatísticos Fs de Fu e D de Tajima, além do grau
de estruturação das populações na espécie. Foram sequenciados 1.051 pb para
o ND2 (mtDNA), 598 pb para o BF5 e 409 pb para o G3PDH (nDNA), o primeiro
contendo 148 sítios polimórficos e 23 haplótipos; o segundo 52 sítios
polimórficos e 33 haplótipos; e o terceiro 32 sítios polimórficos e 18 haplótipos.
Encontramos baixos índices de diversidade nucleotídica e altos de diversidade
haplotípica, possivelmente resultado de eventos de gargalo de garrafa, seguidos
de rápido crescimento populacional. Tal suposição é corroborada pelos valores
negativos nos testes de neutralidade, sendo indicativos de expansão populacional
recente. Grande parte do padrão de diversificação de aves amazônicas de terra
firme relaciona-se ao fato de os rios impedirem o fluxo gênico entre populações
de margens opostas. Entretanto, de acordo com o teste de estruturação
populacional, essa correspondência não foi detectada neste estudo. É mais
provável que existam cinco linhagens, sendo a mais bem definida referente aos
indivíduos do Escudo das Guianas. Os demais apresentam sinais fortes de
admistura. Novos estudos são necessários para quantificar parâmetros
populacionais como níveis de fluxo gênico, tamanho populacional efetivo e
tempo de divergência.
Palavras-chave: Cymbilaimus lineatus. Genética de populações. Estruturação
populacional.
¹ Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/08/2014 a 31/07/2015). Curso: Ciências Naturais-Biologia/UEPA.
² Doutorando do Programa de Pós-Graduação em Zoologia (PPGZOOL/MPEG/UFPA).
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Ictiofauna dos ecossistemas aquáticos
do município de Ourém (PA)
Camila Ferreira Leão1
Alberto Akama2
A bacia amazônica possui a maior riqueza de espécies de peixes da Região
Neotropical. Sua diversidade contribui com 60% das espécies de água doce da
região. Essa diversidade está sendo afetada pelas modificações antrópicas
associadas à urbanização, como, por exemplo, o desmatamento e a exclusão de
espécies. Essas atividades alteram o funcionamento do hábitat e da cadeia
alimentar. Para evitar a degradação ambiental do meio aquático, bem como
realizar atividades de manejo, o primeiro passo é reconhecer e diagnosticar os
componentes biológicos. As informações obtidas com inventários são a base para
estudos mais detalhados, relacionados à ecologia e à conservação das espécies.
Este estudo teve como objetivo realizar um levantamento da comunidade de
peixes do município de Ourém, estado do Pará. Identificaram-se as espécies
presentes e foi elaborada uma listagem contendo a descrição da biologia das
espécies. Foram realizadas duas expedições – uma em novembro de 2014 e
outra em maio de 2015. Foram selecionados trechos do rio Guamá para as coletas
em três turnos: manhã, tarde e noite. Os métodos utilizados foram redes de
cerco, redes de arrasto, peneira e malhadeira. O esforço de coleta foi
padronizando, sendo quatro coletores durante um período de três horas por
turno. Os exemplares capturados foram fixados com formalina a 10%,
acondicionados em álcool 70% e levados para o laboratório de triagem. Obteve-
se um total de 61 espécies, pertencentes a 15 famílias e cinco ordens, sendo a
família Characidae a de maior riqueza, com 27 espécies (44%), seguida de
Loricariidae com oito (13%) e Callichthyidae com seis (9%). O gênero de maior
riqueza foi o Astyanax, com sete espécies, seguido de Moenkhausia e Corydoras
com cinco espécies.
Palavras-chave: Neotropical. Inventário. Conservação.
1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/08/2014 a 31/07/2015). Curso: Ciências Biológicas/UFPA.
2 Orientador; Pesquisador – Coordenação de Zoologia (CZO/MPEG).
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osRevisão taxonômicade Rhynchocyclus olivaceus (Aves:
Rhynchocyclidae) com base em morfometria, caracteres de
plumagem e caracteres moleculares
Carlynne China Simões1
Alexandre Aleixo2
Estudos recentes têm atestado a existência de grandes lacunas no conhecimento
sobre a avifauna. Algumas espécies reconhecidas como tal, na verdade são
complexos de espécies, ou seja, conjuntos de populações parapátricas ou
alopátricas bem diferenciadas vocal e geneticamente, que constituem unidades
evolutivas distintas. O objetivo deste trabalho é elucidar a história filogeográfica
da espécie Rhynchocyclus olivaceus (Aves: Rhynchocyclidae) e verificar o grau de
diferenciação evolutiva entre as suas subespécies, com base em marcadores
mitocondriais (Citocromo b (Cyt b), NADH desidrogenase subunidade 2 (ND2)
e Citocromo Oxidase subunidade 1 (COI)). No total, foram selecionadas 51
amostras, representando cinco subespécies (R. o. guianensis; R. o. sordidus;
R. o. olivaceus; R. o. aequinoctialis e R. o. bardus). Para o isolamento do material
genético utilizou-se a técnica de fenol-clorofórmio e, posteriormente, o material
extraído foi amplificado através da reação em cadeia da polimerase (PCR), sendo
em seguida purificado, utilizando PEG 8.000 (Polietileno Glicol 8.000). Após esse
processo, o material foi submetido à reação de sequenciamento para posterior
análise das sequências obtidas. Com 27 amostras já extraídas, realizou-se o
sequenciamento destas para o gene ND2, e de nove amostras para o gene COI.
O gene Cyt b está em processo de padronização, assim como a extração e
amplificação das demais amostras. Com as sequências editadas e alinhadas
foi possível estimaras filogenias para cada marcador separadamente, com base
em um banco de dados concatenado (considerando os três genes selecionados).
Os resultados obtidos permitiram analisar as relações filogenéticas entre as
subespécies, fornecendo uma primeira análise do seu grau de diferenciação
evolutiva.
Palavras-chave: Diversidade críptica. Ornitologia. Bico-chato-grande.
¹ Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/08/2014 a 31/07/2015). Curso: Ciências Biológicas/UFPA.
² Orientador; Pesquisador – Coordenação de Zoologia (CZO/MPEG).
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Riqueza, composição e abundância de Calliphoridae e
Sarcophagidae (Diptera) em áreas de várzea e terra firme na
Vila de Calafate, Magalhães Barata, Pará, Brasil
Caroline Costa de Souza¹
Inocêncio de Sousa Gorayeb²
Fernando da Silva Carvalho-Filho²
A Amazônia é composta por diversos ecossistemas, dentre estes, floresta de terra
firme e várzea. Os insetos estão entre os seres mais biodiversos, sendo a ordem
Diptera uma das quatro megadiversas. Para a Amazônia, são conhecidas 22
espécies de Calliphoridae. Quanto aos Sarcophagidae, esta informação não está
organizada, porém existem aproximadamente 150 espécies. O objetivo deste
trabalho foi estudar a riqueza, a composição e a abundância de Calliphoridae e
Sarcophagidae em áreas de várzea e de terra firme, caracterizando, comparando
e calculando a similaridade dessa fauna, visto que os estudos em áreas de várzea
são incipientes. O estudo foi desenvolvido na vila de Calafate, no município de
Magalhães Barata (PA). Foram realizadas duas campanhas de coleta, de quatro dias
cada, utilizando armadilhas de captura de moscas. Cada armadilha funcionou
durante 72 horas, sendo revisadas a cada 24 horas. Como unidade amostral,
utilizou-se uma armadilha funcionando por três dias. Onze armadilhas foram
distribuídas aleatoriamente, a uma distância de 100 m entre si. Obteve-se 684
espécimes, sendo 353 califorídeos e 84 sarcofagídeos, dentre os quais 437
alfinetados e 247 em álcool 70%. Foram coletadas seis espécies de califorídeos
na terra firme (TF) e na várzea (VZ): Chrysomya albiceps (TF: 47,8%; VZ: 50,6%);
C. megacephala (TF: 39,4%; VZ: 44,3%); C. putoria (TF: 5,5%; VZ: 1,3%); Hemilucilia
semidiaphana (TF: 3,6%; VZ: 2,5%), Mesembrinella bicolor (TF: 3,3%; VZ: 1,3%) e
Eumesembrinella quadrilineata (TF: 0,4%), que é exclusiva de terra firme. Onze
espécies de sarcofagídeos coletadas: Peckia chrysostoma (TF: 69,8%; VZ: 54,8%);
Pc. Collusor (TF: 5,7%; VZ: 3,2%); Pc. Intermutans (TF: 1,9%; VZ: 6,5%); Pc. Lutzi
(TF: 1,9%); Oxysarcodexia amorosa (TF: 3,8%; VZ:12,9%); O. timida (TF: 9,4%;
VZ: 3,2%); O. angrensis (TF: 1,9%); O. carvalhoi (TF: 3,8%); O. intonna (TF: 1,9%);
Peckiamyia abnormalis (VZ: 12,9%) e Pm. minutipenis (VZ: 6,5%), sendo que
Pc. lutzi, O. angrensis, O. carvalhoi e O. intonna são exclusivas de terra firme; e
todas do gênero Peckiamyia são exclusivas de várzea.
Palavras-chave: Oestroidea. Diversidade. Moscas.
1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/08/2014 a 31/07/2015). Curso: Ciências Biológicas/UNAMA.
2 Orientador; Pesquisador – Coordenação de Zoologia (CZO/MPEG).
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osDiversidade de Araneidae (Araneae) da Floresta Nacional de
Caxiuanã, Portel/Melgaço, Pará: subsídios à compreensão de
modificações ambientais no arquipélago do Marajó
Cláudia Cristina Monteiro Castelo Branco Xavier1
Regiane Saturnino2
As aranhas constituem um grupo de reconhecida importância biológica, pois
consistem nos maiores predadores dentre os invertebrados. Araneidae, por sua
vez, abundante em regiões neotropicais, é a terceira família mais rica em espécies,
além de contar com ampla revisão taxonômica. Ecologicamente, os araneídeos
são considerados como bem relacionados com aspectos estruturais do ambiente,
dada a dependência da fitofisionomia da paisagem para a fixação das teias. Neste
contexto, pesquisas podem fornecer bases para estudos populacionais de
comunidades e ecossistêmicos, além de projetos conservacionistas. Desta forma,
o objetivo deste projeto é determinar a riqueza e composição da assembleia de
Araneidae da Floresta Nacional de Caxiuanã, assim como a complementaridade
de espécies entre os pontos amostrados, a fim de fornecer subsídios a um
projeto de monitoramento na região. O material utilizado neste trabalho foi
coletado em sete áreas distintas da Flona de Caxiuanã entre 2005 e 2006.
Foram selecionadas 20 amostras de cada área, totalizando 140, das quais
os araneídeos foram triados e identificados sob estereomicroscópio, até o
menor nível taxonômico possível. Foram obtidos 1.267 indivíduos, sendo 284
adultos e 983 jovens. Aproximadamente 97% do material já foi identificado em
gênero e 72% em espécie. Até o momento, foram identificadas 31 espécies e 13
morfoespécies. Alpaida, Micrathena e Mangora figuram como os gêneros mais
abundantes, com 88, 76 e 34 indivíduos, respectivamente. Preliminarmente, a área
TEAM 2 apresentou a maior abundância de indivíduos (42) e riqueza em espécies
(21). Contudo, proporcionalmente ao número de indivíduos, a área TEAM 1
aparenta ser a mais diversa, uma vez que foram registradas 21 espécies, com
apenas 29 indivíduos. A composição em espécies de ambas as áreas mostrou-
se bastante similar. O menor número de espécies foi registrado para IBAMA (13)
e Terra Preta (12). Análises mais refinadas serão realizadas ao término das
identificações.
Palavras-chave: Inventário de fauna. Aranhas. Amazônia.
1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/09/2014 a 31/07/2015). Curso: Licenciatura em Ciências
Naturais-Biologia/UEPA.
2 Orientadora; Pesquisadora; Bolsista FADESP (Processo n° 3362) – Coordenação de Zoologia
(CZO/MPEG).
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Mantodea da grande Belém: levantamento,
desenvolvimento e comportamento
César Augusto Chaves Favacho1
Inocêncio de Souza Gorayeb2
A ordem Mantodea é caracterizada principalmente pelo seu formato
corporalmimético de folhas, galhos e sua coloração críptica, com pernas
anteriores raptoriais, pronoto alongado, cabeça triangular extremamente móvel
e aparelho bucal hipognato. Existem pouquíssimos estudos sobre os louva-a-deus
da Região Norte do país, e menos ainda sobre o seu comportamento e biologia.
O objetivo deste trabalho foi conhecer mais da diversidade de mantódeos da
região e elaborar uma cartilha de identificação para os principais gêneros
encontrados. Os exemplares foram coletados nas dependências do Campus do
Museu Paraense Emílio Goeldi, no Parque do Utinga, em outros pontos da grande
Belém e no município de Cametá (PA). Os exemplares foram mantidos em
cativeiro até a fase adulta e depois fixados em alfinetes. Foram utilizadas chaves
dicotômicas para a identificação dos gêneros e espécies. Os espécimes foram
fotografados em fundo branco e na natureza, para a criação de uma cartilha/
guia para a identificação geral dos insetos da ordem Mantodea da grande Belém.
No total, já foram coletados 36 exemplares, dentro de 14 gêneros e seis famílias.
Novos dados foram encontrados sobre mimetismo de ninfas de Metriomantis,
que se assemelham a percevejos predadores. Também foram registrados dados
sobre o gênero Musoniella encontrado nas areias quentes das campinas de
Cametá, como exemplares adultos de ambos os sexos, ootecas, jovens e detalhes
da biologia dos mesmos. Além disso, observou-se o comportamento predatório
de Chaeteessa, cuja alimentação é composta de formigas. Um exemplar de
Cardioptera foi coletado pela primeira vez na Região Norte do país, sendo um
novo registro que se somará às duas outras ocorrências novas encontradas nos
anos anteriores. Uma fêmea de Acanthops criada em cativeiro depositou várias
ootecas inférteis, algo nunca registrado para o gênero. Ademais, foi coletado o
raro gênero Mantoida, e as observações sobre o seu comportamento mostraram
que esses insetos também se alimentam predominantemente de formigas.
Palavras-chave: Mantodea. Desenvolvimento. Comportamento.
1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/08/2014 a 31/07/2015). Curso: Ciências Biológicas/UFPA.
2 Orientador; Pesquisador – Coordenação de Zoologia (CZO/MPEG).
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osInventário de vespas sociais (Hymenoptera: Vespidae,
Polistinae) do Parque Ecológico Gunnar Vingren, Belém, Pará
Fábio Silva do Rosário1
Orlando Tobias Silveira2
A ordem Hymenoptera compreende aproximadamente 115 mil espécies, com
distribuição cosmopolita, despertando o interesse e admiração do homem, por
seus representantes exibirem uma grande diversidade de hábitos e complexidade
de comportamentos, que culmina na organização social de vespas, abelhas e
formigas. O Parque Ecológico Gunnar Vingren visa preservar um ecossistema
de importância local e regional, bem como manter e restaurar a Unidade de
Conservação. Contudo, a carência de informações, principalmente relacionadas
à entomofauna, demonstra a necessidade de se conhecer a área. Assim, tendo
como base a diversidade da ordem Hymenoptera e sua importância no
ecossistema terrestre, notadamente por ser composta de parasitoides e
predadores alimentando-se de outros insetos e regulando o crescimento de
algumas populações, este trabalho objetivou inventariar as espécies de vespas
sociais (Polistinae) do Parque Ecológico Gunnar Vingren. A partir dos resultados,
pretende-se elaborar uma cartilha com fotos e informações adicionais sobre as
espécies ocorrentes. As coletas foram realizadas de outubro de 2014 a abril de
2015, no período matutino. Para a captura dos insetos, foram utilizados os
métodos de busca ativa com rede entomológica, armadilha suspensa e armadilha
Malaise. Foram coletados 534 exemplares e, desses, foram registradas 12
espécies de vespas, distribuídas em três tribos e seis gêneros: Agelaia Lepeletier
(1836), Angiopolybia Araújo (1946), Polybia Lepeletier (1836), Polistes Latreille
(1836), Synoeca de Saussure (1852) e Mischocyttarus de Saussure (1852). O
gênero de maior representatividade em número de espécies foi Polybia (5),
distribuídas em P. bistriata (Fabricius, 1804), P. chrysothorax (Lichtenstein, 1796),
P. quadricincta (Saussure, 1854), P. rejecta (Fabricius, 1789) e P. sericea (Oliver,
1791). Com exceção deste, os demais gêneros foram representados por uma a
três espécies, sendo as mais comuns Polistes infuscatus (81,25%), Polybia rejecta
(68,75%) e P. sericea (62,5%).
Palavras-chave: Polistinae. Fragmento florestal. Inventário estruturado.
1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/09/2014 a 31/07/2015). Curso: Engenharia Florestal/UFRA.
2 Orientador; Pesquisador – Coordenação de Zoologia (CZO/MPEG).
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Filogeografia de Dendrexetastes rufigula (Aves:
Dendrocolaptidae) com base em marcadores
moleculares mitocondriais e nucleares
Gilmax Gonçalves Ferreira¹
 Alexandre Aleixo²
Neste estudo, busca-se avaliar a existência de grupos geneticamente distintos na
espécie politípica Dendrexetastes rufigula, com o objetivo de identificar possíveis
unidades evolutivas independentes, seguindo o conceito filogenético de espécie.
Para tanto, foram utilizadas amostras de 14 espécimes depositados na coleção de
recursos genéticos do Museu Paraense Emilio Goeldi, pertencentes a todas as
subespécies descritas para a espécie: D. r. devillei (n=7), D. r. moniliger (n=4),
D. r. rufigula (n=2) e D. r. paraensis (n=1, considerada ameaçada). Foram
sequenciados 2.437 pares de bases (pb), sendo 997 pb e 1.015 pb dos genes
mitocondriais Citocromo b (Citb) e ND2, respectivamente; e 425 bp para o gene
nuclear G3PDH. As diversidades haplotípica e nucleotídica encontradas foram de
0,989±0,031 e 0,01153±0,00154 para Citb, 0,923±0,060 e 0,01070±0,00165 para
ND2 e 0,378±0,110 e 0,00097±0,00031 para G3PDH, respectivamente. A distância
genética entre as subespécies de D. rufigula, considerando os dois marcadores
mitocondriais concatenados, variou de 0,5% a 1,9%, enquanto que dentro de cada
subespécie a mesma variou de 0,1% a 0,5%. A árvore filogenética de máxima
verossimilhança, obtida também com as sequências concatenadas, recuperou três
grandes clados em D. rufigula, D. r. rufigula e D. r. devillei, e formaram clados
reciprocamente monofiléticos, indicando a sua independência evolutiva. O terceiro
clado incluiu D. r. moniliger e D. r. paraensis, sendo a primeira parafilética. Os
resultados indicam que a diferenciação genética destas duas subespécies é tênue
(0,5%), apesar da diferença morfológica documentada, sendo D. r. paraensis
considerada ameaçada e a subespécie menos conhecida, bem como enfatizam a
relevância de uma melhor avaliação das relações filogenéticas de D. r. moniliger
e D. r. paraensis. Paralelamente, estão sendo analisadas sequências de mais regiões
intrônicas de genes nucleares (MUSK 594 pb e BF5 561 bp), que permitirão análises
multilocus, como, por exemplo, árvores de espécies.
Palavras-chave: Conservação. Dendrexetastes rufigula paraensis. Sistemática.
Filogenética. Taxonomia.
¹ Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/09/2014 a 31/07/2015). Curso: Licenciatura em Ciências
Biológicas/UNAMA.
² Orientador; Curador da Coleção Ornitológica – Coordenação de Zoologia (CZO/MPEG).
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osAnfíbios e répteis da Floresta Nacional
do Pau-Rosa, Amazonas, Brasil
Gisele Cassundé Ferreira¹
Alexandre Luis Padovan Aleixo²
Pedro Luiz Vieira Peloso³
A Floresta Nacional do Pau-Rosa (FNPR) é uma unidade de conservação de uso
sustentável, inserida em um trecho da área de endemismo de Rondônia. A FNPR
está localizada no município de Maués, estado do Amazonas, Brasil. A região do
estudo apresenta uma enorme diversidade, porém muitas áreas ainda carecem
de estudos direcionados ao inventário da fauna e da flora. Durante os meses de
fevereiro e março de 2009, foi realizado o levantamento faunístico na área, com
o objetivo de conhecer a diversidade de anfíbios e répteis da FNPR. As coletas
concentraram-se na região do rio Paraconi, principalmente nas comunidades de
Bragança e São Tomé, e se deram basicamente por meio de 20 armadilhas do
tipo interceptação-e-queda (também chamada de Pitfall) – no formato de Y,
contendo quatro baldes de 60l – um central, dois anteriores e um posterior,
ligados por lona plástica. Além dessas armadilhas, foram realizadas coletas ativas
diurnas e noturnas. Para este estudo, o material da FNPR foi completamente
reavaliado, sendo necessárias diversas reidentificações. No total, foram analisados
294 espécimes: 72 répteis e 222 anfíbios. Em termos de diversidade, foram
encontradas 21 espécies de répteis, sendo 19 Squamata, uma Chelonia e uma
Crocodilia, além de 30 anfíbios, sendo duas Gymnophiona e 37 Anura. Cinco
espécies novas de anuros foram descobertas durante o estudo (três já descritas).
O material foi incorporado ao acervo da coleção herpetológica do Museu
Paraense Emílio Goeldi (MPEG).
Palavras-chave: Herpetofauna. Diversidade. Inventário.
1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/11/2014 a 31/10/2015). Curso: Ciências Biológicas/UFPA.
2 Orientador; Pesquisador – Coordenação de Zoologia (CZO/MPEG).
3 Pesquisador; Colaborador – Coordenação de Zoologia (CZO/MPEG).
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Variação geográfica em Kentropyx striata (Daudin, 1802)
(Reptilia: Squamata: Teiidae)
Giovanni Sampaio Palheta¹
Teresa Cristina Sauer de Ávila Pires2
São reconhecidas nove espécies de Kentropyx, das quais cinco ocorrem na
Amazônia. Kentropyx striata difere das demais congêneres por possuir escamas
dorsais distintamente maiores que as laterais, quilhadas e dispostas em fileiras
longitudinais. A espécie ocorre no norte da América do Sul, incluindo o Brasil
(Amapá, Pará, Roraima), Suriname, Guiana, Venezuela, Colômbiae Trinidad. É
restrita a áreas de vegetação aberta, implicando em várias populações disjuntas,
separadas pela floresta amazônica. Atualmente é considerada monotípica, porém
Hoogmoed, em estudo sobre os lagartos do Suriname (1973), propôs o
reconhecimento de uma subespécie distinta para os campos de Sipaliwini. Em
vista desses dados, o projeto buscou verificar se existem linhagens
independentes que justifiquem o reconhecimento de mais de um táxon. Foram
analisados caracteres merísticos, morfométricos e hemipenianos dos exemplares
de Kentropyx striata da Coleção Herpetológica Osvaldo Rodrigues da Cunha, do
Museu Paraense Emílio Goeldi, além de dados da literatura. Foram estudados
288 exemplares, divididos geograficamente em seis grupos: Amapá, Marajó,
Roraima, Santarém, Suriname (exceto Sipaliwini) e Sipaliwini. Os caracteres
merísticos mais variáveis foram selecionados a partir de gráficos de frequência
e analisados através de uma análise discriminante (DA). Os caracteres
morfométricos foram analisados em separado, também por uma DA, utilizando-
se os resíduos de cada caráter em relação ao eixo 1 de uma análise de
componentes principais, para retirar o efeito do tamanho. Os caracteres
merísticos separaram, em parte, os vários grupos, mas com grande sobreposição
entre eles. Quando os caracteres são analisados separadamente, a variação
geográfica observada não é consistente. Os caracteres morfométricos, assim
como os hemipênis examinados, tampouco apresentaram diferenças entre os
grupos. Portanto, os dados analisados não corroboram a existência de linhagens
independentes que justifiquem o reconhecimento de mais de um táxon.
Palavras-chave: Amazônia. Variação populacional. Taxonomia.
¹ Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência 01/09/2014 a 31/07/2015). Curso: Licenciatura em Ciências
Biológicas/UNAMA.
² Orientadora; Pesquisadora – Coordenação de Zoologia (CZO/MPEG).
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osDistribuição das borboletas frugívoras (Lepidoptera,
Nymphalidae) da coleção entomológica
do Museu Paraense Emílio Goeldi
Ian de Sousa Menezes1
Marlúcia Bonifácio Martins2
Alessandra Monteiro Lopes3
A coleção entomológica do Museu Paraense Emílio Goeldi contribui para o
conhecimento taxonômico e biogeográfico das espécies amazônicas, sendo
composta por uma grande diversidade de insetos, dentre os quais destacam-se
as borboletas. Apesar de ser um grupo bem estudado sob vários aspectos, o
conhecimento sobre a distribuição das espécies ainda é escasso, principalmente
no bioma amazônico. O objetivo deste estudo foi mapear a distribuição geográfica
das borboletas frugívoras Lepidoptera (Insecta) na Amazônia, com base no
material depositado na coleção do MPEG, e disponibilizar os dados no site da
instituição. Para o desenvolvimento deste estudo foram utilizadas pranchas de
identificação coloridas, fundamentadas em Lamas (1999), D’Abrera (1984), Seitz
(1924) e Lewis (1973); comparações com materialidentificado e depositado na
coleção, além de consultas a especialistas. Foram realizados os tombamentos
dos espécimes em backlog e a incorporação das informações no banco de dados
Specify. As imagens das espécies de borboletas serão disponibilizadas online no
site do PPBio (MPEG), visando facilitar o uso da coleção para fins de ensino e
pesquisa. Até o momento, foram revisados 1.518 espécimes de borboletas de
vários estados da Amazônia, sendo a maior quantidade encontrada no estado
do Pará, perfazendo um total de 1.492 espécimes, dos quais 1.242 são
provenientes do município Melgaço (Caxiuanã). A espécie mais representativa
foi Tigridia acesta, com 620 indivíduos, seguida de Bia actorion e Nessaea obrinus,
com 253 e 125 indivíduos, respectivamente, apresentando distribuição restrita
ao estado do Pará. A espécie Callicore sorana tem distribuição mais ampla, sendo
encontrada em quatro dos 10 estados representados na coleção, haja vista que
sete dos nove estados amazônicos estão representados na coleção, incluindo
Caquetá, na Colômbia, num total de 40 municípios, sendo 28 do Pará. A
representatividade geográfica da coleção mostra um padrão de coleta bastante
intensificado no Pará, mais especificamente em Caxiuanã.
Palavras-chave: Borboletas. Revisão. Mapear.
1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/09/2014 a 31/07/2015). Curso: Engenharia Florestal/UFRA.
2 Orientadora; Pesquisadora – Coordenação de Zoologia (CZO/MPEG).
3 Colaboradora; Mestranda em Zoologia (CZO/MPEG/UFPA).
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Coleta e identificação de moscas (Diptera: Calyptratae)
visitantes de materiais orgânicos e em lixo no
Mercado Ver-o-Peso, Belém, Pará, Brasil
Jéssica Maria Menezes Soares¹
Inocêncio de Sousa Gorayeb²
Fernando da Silva Carvalho-Filho²
Os dípteros caliptrados são popularmente conhecidos no Brasil como moscas,
e podem ser considerados um dos grupos de insetos mais comuns do mundo,
tendo em vista a sua ampla distribuição e ocorrência em diferentes ambientes.
Apenas dois trabalhos com dípteros foram realizados em feiras livres da região
metropolitana de Belém, ambos sobre moscas de frutas (Tephritidae). Desse
modo, o objetivo deste trabalho foi coletar e identificar as moscas visitantes de
materiais orgânicos e em lixo no mercado Ver-o-Peso, em Belém (PA), situado às
margens da baía do Guajará. Foram realizadas três campanhas de coleta: uma
em dezembro de 2014, para reconhecimento do local e identificação dos detritos
mais atrativos aos dípteros, e as outras em janeiro e abril de 2015. As armadilhas
e as coletas ativas foram dispostas próximas a lixeiras e setores com materiais
orgânicos mais atrativos. Em cada área foram expostas de 1 a 3 armadilhas, no
total de 10, funcionando durante 72 horas, sendo revisadas a cada 24 horas
para a retirada das moscas. Para a captura dos dípteros nas coletas ativas,
cada setor do mercado foi percorrido durante 15 a 20 minutos. Foram obtidas
258 moscas, pertencentes a quatro famílias: Muscidae (76,4%), Calliphoridae
(19,0%), Sarcophagidae (3,1%) e Faniidae (1,6%). As espécies são: Muscidae:
Musca domestica e Atherigona reversura; Calliphoridae: Chrysomya albiceps, C.
megacephala, C. putoria, Luclia eximia e L. cuprina; Sarcophagidae: Sarcophaga
lambens, Sarcodexia ruficornis e Peckia sp.; Faniidae: Fania sp.
Palavras-chave: Feira livre. Amazônia. Caliptrados.
1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/08/2014 a 31/07/2015). Curso: Ciências Biológicas/UNAMA.
2 Orientador; Pesquisador – Coordenação de Zoologia (CZO/MPEG).
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osVariação morfológica cefálica da tribo Hydropsini na
Amazônia brasileira (Dipsadidae, Xenodontinae)
Jorge Felipe Abreu Cosenza¹
Ana Lúcia da Costa Prudente²
Alexandre Felipe Raimundo Missassi³
A tribo Hydropsini é composta por serpentes aquáticas dos gêneros Helicops,
Hydrops e Pseudoeryx, as quais apresentam diversas adaptações morfológicas
cefálicas relacionadas à captura, subjugação e ingestão de presas. Estas serpentes
apresentam dieta basicamente piscívora, sendo que algumas podem ainda se
alimentar de anuros e lagartos. Alguns estudos revelaram que serpentes
exclusivamente piscívoras tendem a apresentar a cabeça delgada e mais curta,
quando comparadas àquelas que se alimentam de anuros e lagartos. Dessa forma,
serpentes pequenas não podem utilizar os mesmos recursos alimentares de
serpentes maiores, o que sugere uma utilização de diferentes nichos. O objetivo
deste estudo foi analisar potenciais divergências e convergências no formato da
cabeça de seis espécies de serpentes da tribo Hydropsini presentes na Amazônia
brasileira, relacionando com a dieta e o substrato de forrageio. Para tanto, as
espécies foram divididas em dois grupos, segundo a frequência relativa de sua
dieta e ambiente de forrageio: espécies presentes em ambientes lênticos
(Helicops hagmanni, Hydrops martii, H. triangularis e Pseudoeryx plicatilis) e
espécies presentes em ambientes lóticos (Helicops angulatus e H. polylepis). Para
a análise do formato das cabeças utilizou-se a morfometria geométrica, sendo
definidos 19 landmarks em vista dorsal e 12 em vista lateral. Preliminarmente
observou-se que as espécies que forrageiam em ambiente lêntico apresentam
a cabeça mais delgada e curta, olhos menores e focinho mais afilado, justificando
a menor distância entre as narinas. O grupo de serpentes que forrageia em
ambiente lótico apresenta a cabeça mais larga e longa, olhos maiores e focinho
mais largo, justificando a maior distância entre as narinas. Esta diferença nos
caracteres mostra que os grupos apresentaram convergências adaptativas no
formato da cabeça para a utilização de diferentes substratos.
Palavras-chave: Adaptações morfológicas cefálicas. Recursos alimentares.
Ambientes de forrageio.
1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/08/2014 a 31/07/2015). Curso: Ciências Biológicas/UNAMA.
2 Orientadora; Pesquisadora – Coordenação de Zoologia (CZO/MPEG).
3 Pesquisador; Bolsista – Coordenação de Zoologia (CZO/MPEG).
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Levantamento de Tabanidae (Insecta: Diptera)
em campina do Baixo Tocantins, Cametá, Pará
Kamila Monteiro de Souza¹
Inocêncio de Sousa Gorayeb²
As campinas amazônicas são ambientes bastante alterados pela ação antrópica,
porém, pouco estudadas. Quanto aos estudos entomológicos, este é o primeiro
realizado nas campinas do Baixo Tocantins. Uma das principais causas da perda da
biodiversidade na região é a fragmentação de hábitats causada pelo homem. Esta
pesquisa tem o objetivo de analisar a riqueza, abundância, sazonalidade de
espécies endêmicas, raras e comuns; comparar a tabanofauna da campina com a
de outras áreas abertas de capoeira e com a de matas adjacentes a estas; organizar
uma coleção de tabanídeos das campinas do Baixo Tocantins e incorporá-la à
Coleção Entomológica do Museu Paraense Emílio Goeldi. O estudo foi
desenvolvido em áreas de campinas do município de Cametá, na margem
esquerda do rio Tocantins. As coletas foram realizadas com armadilha de malaise,
armadilha suspensa baixa e em copas de árvores de florestas nas margens das
campinas, nos meses de outubro de 2014, e janeiro e abril de 2015, quando as
armadilhas funcionaram por 15 dias em cada período. Os insetos estão sendo
conservados a seco, montados em alfinetes e em mantas de papelão com algodão.
Foram coletados 1.227 exemplares de 20 espécies, de sete gêneros. Na campina,
a espécie mais abundante foi Phaetabanus cajennensis, seguida deTabanus
importunus. Nas matas adjacentes à campina a espécie mais abundante foi
T. importunus, seguida de Chrysops varians. As espécies Dichelacera marginata
e T. angustifrons ocorreram exclusivamente na campina. As espécies Acanthocera
gorayebi, Chrysops varians, Phaeotabanus fervens e T. sorbillans ocorreram
exclusivamente nas matas. O material coletado em abril de 2015 ainda está sendo
processado. Ainda serão realizadas duas campanhas de campo – em julho e
outubro de 2015, respectivamente, para fechar o cicloanual.
Palavras-chave: Fragmentação. Espécies endêmicas. Biodiversidade.
1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/09/2014 a 31/07/2015). Curso: Licenciatura em Ciências
Biológicas/UNAMA.
2 Orientador; Pesquisador – Coordenação de Zoologia (CZO/MPEG).
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osInsetos de dossel obtidos com um novo método de coleta
Lucas dos Anjos Rodrigues¹
Fernando da Silva Carvalho Filho²
Os artrópodes são o grupo mais diverso dentre os eucariontes, com
aproximadamente 1.170.000 espécies descritas. O dossel da floresta desempenha
um papel importante nos processos ecológicos, influenciando no fluxo de
energia e na dinâmica climática em escala regional e global. Além disso, este
também é um dos mais ricos e desconhecidos ambientes do planeta. Estudos
sobre os artrópodes de dossel da Amazônia ainda são escassos, principalmente
sobre as espécies muito pequenas e difíceis de coletar. O objetivo deste estudo
foi avaliar a composição e abundância de insetos coletados com um novo método
denominado de prato amarelo suspenso. Este método consiste na utilização de
pratos amarelos contendo água, sal e detergente, que são içados para o dossel
em plataformas plásticas a uma altura aproximada de 40 a 50 metros. As
armadilhas foram colocadas em árvores no Campus de Pesquisa do MPEG e a
coleta dos artrópodes foi realizada diariamente. Os espécimes foram depositados
na coleção entomológica do MPEG. Até o momento, foram obtidas 10 ordens
de insetos: Diptera, Coleoptera, Hemiptera, Hymenoptera, Orthoptera, Blattaria,
Psocoptera, Collembola, Trichoptera e Thysanoptera. As três ordens mais
abundantes foram Hymenoptera, Hemiptera e Diptera; e a menos abundante
foi Trichoptera. Na ordem Hymenoptera, foram coletados três espécimes de
uma espécie nova de microvespa do gênero Idris (Ceratobaeus) (família
Platygastridae). Além disso, foram obtidos espécimes de Protopolybia emortualis
(família Vespidae), que é uma espécie de vespa raramente encontrada, que só
havia sido coletada nas margens de rios de matas pristinas. Na ordem Diptera, o
único representante da família Tachinidae coletado pertence ao gênero
Cryptocladocera, que ainda não havia sido registrado para o Brasil.
Palavras-chave: Artrópode. Prato amarelo. Floresta tropical.
1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/08/2014 a 06/06/2015). Curso: Licenciatura em Ciências
Biológicas/UNAMA.
2 Orientador; Pesquisador – Coordenação de Zoologia (CZO/MPEG).
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Inventário do grupo Drosophila tripunctata (Diptera,
Drosophilideae) em recursos naturais
Luiz Henrique da Silva Gouveia¹
Marlúcia Bonifácio Martins2
O grupo tripunctata de Drosophila tem sido mal representado nas coletas com
métodos tradicionais de captura de drosofilídeos na Amazônia. Estes métodos
utilizam frequentemente iscas de frutas. Este trabalho objetiva a realização de um
inventário para o grupo. O método utilizado foi recolher os recursos caídos no
solo e levá-los ao laboratório para verificação dos insetos emergentes. Os recursos
foram: frutos, fungos e flores em quatro áreas de parques e praças do município
de Belém do Pará (Bosque Rodrigues Alves-BRA, Praça das Castanheiras-PC, Parque
do Museu Goeldi-MPEG e Reserva Florestal do Mocambo-MOC). Dois tipos de coleta
foram realizados: a coleta dos recursos e a coleta de adultos sobrevoando os
recursos no campo. Os Drosophilidae foram identificados ao nível específico. A
identificação se concretizou pela análise da terminália do macho, através de
comparação com a literatura e/ou material de referência. As fêmeas foram
identificadas somente até o grupo. Algumas fêmeas do grupo tripunctata foram
mantidas vivas após a coleta ou emergência em laboratório. As linhagens obtidas
a partir dessas fêmeas serviram para testar a emergência do grupo em meios de
cultura distintos. Este teste foi realizado deixando 10 fêmeas fecundadas em cada
tipo de meio de cultura por três dias, variando os tipos de meios a que cada fêmea
foi exposta. Flores de Eschweilera ovata (Lecythidaceae) foram encontradas no BRA,
na PC e no MOC. Sobrevoando estas flores foram coletados 209 insetos, sendo
107 do gênero Drosophila, com 77 indivíduos do grupo tripunctata. Sobrevoando
frutos de Averrhoa carambola (Oxalidaceae) no MPEG foram encontrados 49
insetos, dentre estes 43 drosófilas, mas somente seis pertencentes ao grupo
tripunctata. No mesmo local foram encontradas flores de Centrosema virginianum
(Fabaceae), com cinco insetos, todos tripunctata. Dos recursos trazidos ao
laboratório emergiram 126 tripunctatas de E. ovata e mais 90 indivíduos de outra
flor de Lecythidaceae não identificada, na qual não foram coletados drosofilídeos
no campo. Dos frutos de carambola emergiram 24 drosofilideos, sendo um único
indivíduo de tripunctata. O meio de cultura preparado com E. ovata foi o que
obteve maior sucesso na emergência do grupo (53 emergidos). Os demais meios
testados foram: banana, carambola, mamão e manga. Os resultados mostraram
que flores caídas sobre o solo foram o recurso mais visitado pelas espécies do
grupo tripunctata, e também o efetivamente utilizado para a reprodução. Neste
estudo destacaram-se as flores de E. ovata, porém flores de outras espécies de
Lecythidacea caídas sobre o solo, e provavelmente de outras famílias botânicas,
podem constituir recursos para este grupo de espécies, que aparentemente
formam uma guilda distinta dos demais drosofilideos.
Palavras-chave: Recursos. Emergentes. Meio. Cultura.
1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/09/2014 a 31/07/2015). Curso: Ciências Biológicas/UFPA.
2 Orientadora; Pesquisadora – Coordenação de Zoologia (CZO/MPEG).
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osMecanismo de defesa dos Membracídeos:
um estudo de Palatabilidade
Lays Josino Guerreiro¹
Fernando da Silva Carvalho Filho²
Os membracídeos são popularmente conhecidos no Brasil como soldadinhos, e
apresentam mais de 600 gêneros e cerca de 3.300 espécies descritas e distribuídas
em todos os continentes, exceto na Antártida. Para o Brasil, já foram registradas
aproximadamente 1.000 espécies, ainda pouco estudadas. O pronoto dos
membracídeos apresenta uma grande variedade de cores, tamanhos e formas, bem
como projeções semelhantes a espinhos e tubérculos. Existem várias hipóteses sobre
a função do pronoto: camuflagem de algumas espécies, já que se parecem com
espinhos, acúleos, flores, brotos e sementes, enquanto outras se parecem com fezes
de pássaros. No entanto, há espécies que apresentam pronoto com coloração
totalmente destoante do ambiente, como as do gênero Membracis, que são pretas
com manchas amarelas e/ou brancas. Neste caso, a hipótese é de que estas cores
serviriam como coloração de advertência (ou aposemática), anunciando a sua
impalatabilidade para os predadores. Portanto, o objetivo deste estudo foi verificar
se a espécie Membracis lunata é impalatável para vertebrados e invertebrados. Os
membracídeos foram coletados no Campus de Pesquisa do MPEG, com uso de rede
entomológica. Como predadores, foram utilizados 26 louva-a-deus (Stagmatoptera
sp.), 26 aranhas saltadoras (Plexippus paykulli) e 26 osgas (Hemidactylus mabouia)
coletados na área urbana de Belém, sendo que 13 de cada tipo de predador
receberam os soldadinhos e 13 do grupo controle receberam somente gafanhotos.
Os membracídeos e gafanhotos foram colocados nos potes dos três tipos de
predadores e observados por 30 minutos. Somente os louva-a-deus conseguiram
alimentar-se das espécies de membracídeos utilizadas no experimento, enquanto
que as aranhas e as osgas as capturaram, mas não conseguiram comê-las. Os
gafanhotos foram comidos por todos os predadores. Estes resultados indicam que
os membracídeos possuem alguma espécie de substância repulsiva no corpo, e que
a coloração do pronoto desta espécie serve como coloração de advertência.
Palavras-chave: Soldadinho. Coloração de advertência. Coloração aposemática.
1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/08/2014 a 06/06/2015). Curso: Licenciatura Plena emCiências Naturais-Biologia/UEPA.
2 Orientador; Pesquisador – Coordenação de Zoologia (CZO/MPEG).
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Variação morfológica em Sapajus apella
(Linnaeus, 1758) (Primates: Cebidae)
Luíza de Carvalho Barros¹
 José de Sousa e Silva Jr.²
Os macacos-prego (gênero Sapajus) são animais de médio porte, exclusivos da
América do Sul, e podem ser encontrados em diversos tipos de vegetação,
ocupando estratos médios e sub-bosque. Esse grupo possui uma taxonomia
bastante confusa, devido ao grande polimorfismo presente em suas espécies e
deficiência de amostragem. Estudos anteriores evidenciaram que quanto maior
a distribuição geográfica das espécies maior a sua variação morfológica. Sapajus
apella é a espécie que possui maior distribuição geográfica do gênero, ocupando
cinco áreas de endemismo: Guiana, Belém, Xingu, Tapajós e Rondônia. O objetivo
deste estudo é investigar a natureza da variação morfológica da espécie, ao longo
de sua distribuição geográfica. A primeira fase da pesquisa foi examinar se existe
dimorfismo sexual e, em caso positivo, se essa condição deve ser levada em
consideração na análise das diferenças entre as populações das diferentes áreas
de endemismo. Para isso, foram examinados os crânios dos espécimes adultos
presentes na coleção do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG). Foram realizadas
21 medidas para representar as dimensões da caixa craniana e da mandíbula.
Essas medidas foram usadas na Análise de Componentes Principais (PCA) e
Análise de Função Discriminante (DFA). Os resultados confirmaram a existência
de dimorfismo sexual na espécie, evidenciado principalmente pelo comprimento
do canino e espessura da mandíbula. Os resultados indicaram que a análise da
variação geográfica deve ser realizada utilizando os dados de sexo.
separadamente. Com a tomada das medidas no restante das amostras, serão
verificadas as diferenças entre as áreas de endemismo para cada grupo definido,
com base no dimorfismo sexual.
Palavras-chave: Macaco-prego. Biogeografia. Morfologia.
1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/09/2014 a 31/08/2015). Curso: Bacharelado em Ciências
Biológicas/UFPA.
2 Orientador; Pesquisador – Coordenação de Zoologia (CZO/MPEG)
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osDescrição de uma nova espécie do gênero Bunocephalus
(Siluriformes: Aspredinidae) do Médio Amazonas
Manuela Dopazo de Vasconcellos Leão1
Wolmar Benjamin Wosiacki2
As espécies de peixes da família Aspredinidae são conhecidas como “peixe-
banjo”, devido à forma do seu corpo, que se assemelha ao instrumento musical
conhecido como banjo. Bunocephalus é o gênero mais especioso da família, com
10 espécies válidas, distribuídas nas drenagens das bacias dos rios Magdalena,
Orinoco, Amazonas, São Francisco, Paraná-Paraguai, Uruguai, Laguna dos Patos
e em alguns rios da encosta ocidental dos Andes. Foi descrita uma nova espécie
do gênero Bunocephalus proveniente do Médio Amazonas, município Coari, estado
do Amazonas. Análises morfométricas, merísticas, osteológicas e de padrão de
colorido foram realizadas, seguindo a bibliografia padrão para o grupo
taxonômico, e posteriormente comparadas com as outras espécies do gênero.
Bunocephalus sp. n. distingue-se dos congêneres por possuir tubos não
uniformes e irregulares ao longo da linha lateral (vs. tubos simples e uniformes),
pela presença de dois ossos infraorbitais (vs. presença de três ossos
infraorbitais, exceto B. verrucosus), pela porção anterior do espinho da nadadeira
peitoral não ossificado, exceto B. aleuropsis, B. amaurus, B. colombianus (vs.
ossificado). Bunocephalus sp. n. difere de B. aleuropsis e B. amaurus pela ausência
da ornamentação do processo posterior do epoccipital (vs. presença). Difere
também de B. aleuropsis pelo comprimento do espinho da nadadeira peitoral
21.1-26.3% (vs. 27.6-29.2%); de B. amaurus. por possuir dois ossos infraorbitais
(vs. três); e de B. colombianus pelo número de vértebras 34 (vs. 36-38). São
apresentados comentários sobre alocação genérica e relações interespecíficas.
Palavras-chave: Peixe-banjo. Siluriformes. Taxonomia.
1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/09/2014 a 31/07/2015). Curso: Bacharelado em Ciências
Biológicas/UFPA.
2 Orientador; Pesquisador – Coordenação de Zoologia (CZO/MPEG).
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Inventário de vespas sociais (Hymenoptera: Vespidae)
na área do Clube da Aeronáutica de Belém (CAER-BE)
Mileudiane Oliveira Pinheiro1
Orlando Tobias Silveira2
A ordem Hymenoptera é uma das mais diversas, tanto em número de espécies
quanto em biologia e estilos de vida. Vespas sociais neotropicais pertencentes
à família Vespidae e à subfamília Polistinae assumem um papel considerável
nas interações ecológicas que induzem à regulação natural das populações de
outros insetos. Com o objetivo de potencializar as informações existentes sobre
a fauna de vespas sociais da região metropolitana de Belém, realizou-se um
inventário na área do Clube da Aeronáutica de Belém (CAER-BE), que apresenta
características típicas de floresta secundária. O trabalho realizado maximiza o
conhecimento do grupo nesta parte da Amazônia Oriental, gerando dados que
podem ser comparados com dados de outras localidades de vegetação
semelhante. Para tanto, os espécimes foram coletados por meio de busca ativa,
com auxílio de rede entomológica, e por armadilha de interceptação de voo,
durante sete meses. Foram capturados 537 espécimes de 24 espécies,
distribuídos em 10 gêneros, quais sejam: Agelaia Lepeletier, Angiopolybia Araujo,
Charterginus Fox, Chartergus Lepeletier, Mischocyttarus de Saussure, Parachartergus
R. Von Ihering, Polistes Latreille, Polybia Lepeletier, Protopolybia Ducke e Synoeca
de Saussure. Os maiores números de registros foram de espécies dos gêneros
Polistes, Polybia e Mischocyttarus, enquanto os registros de espécies dos gêneros
Charterginus e Chartergus foram mais raros. Portanto, a área inventariada
proporcionou a geração de dados expressivos para um remanescente florestal
urbano, que poderão subsidiar estudos futuros sobre impactos ambientais e
suas consequências sobre a fauna de vespas sociais.
Palavras-chave: Polistinae. Inventário. Fragmentos florestais.
1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 05/09/2014 a 15/06/2015). Curso: Licenciatura em Ciências
Naturais-Biologia/UEPA.
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osRiqueza e composição em espécies de aranhas da Floresta
Nacional de Caxiuanã, Amazônia Oriental
Paulo Roberto Pantoja Gomes1
Regiane Saturnino2
A araneofauna da Floresta Nacional de Caxiuanã vem sendo estudada mais
intensamente desde 1996. Após quase 20 anos, e com algumas compilações sobre
a diversidade de aranhas da região, atingiu-se um status razoável de
conhecimento sobre o grupo. Desta forma, o maior número de espécies de
aranhas na região amazônica foi registrado para a Flona de Caxiuanã, no total
de 643 espécies. Mesmo assim, ainda há muito a ser feito e testado para a área,
principalmente no que se refere à compreensão de fatores ecológicos
determinantes da distribuição da comunidade. Em vista disso, este trabalho
objetiva ampliar o conhecimento sobre a riqueza e composição da araneofauna
da Flona de Caxiuanã, com base no teste da seguinte hipótese: áreas próximas
à Baía de Caxiuanã apresentam maior riqueza em espécies de aranhas. Esta
hipótese será testada ao complementar a base de dados de estudos anteriores
através de uma análise integrada, sendo relevante aos projetos de
monitoramento. A Flona de Caxiuanã localiza-se nos municípios de Portel e
Melgaço (PA), onde predomina a floresta ombrófila densa. Foram selecionadas
160 amostras, coletadas entre 2005 e 2006, em quatro áreas próximas à Baía
de Caxiuanã, obtidas através de guarda-chuva entomológico e coleta manual
noturna. Foram triadas 8.930 aranhas, sendo 6.272 imaturas e 2.658 adultas
(1.511 fêmeas e 1.147 machos). As três famílias com maior número de indivíduos
adultossão Theridiidae (647), Araneidae (370) e Salticidae (334). Até o momento,
foram determinadas 60 espécies/morfoespécies das famílias Anyphaenidae,
Ctenidae, Pisauridae, Sparassidae, Thomisidae e Uloboridae, totalizando 707
indivíduos. Tmarus sp. 1 é a espécie mais abundante, com 121 indivíduos, seguida
de Ctenus crulsi Mello-Leitão, 1930 e Tobias sp. 1, com 112 e 80 indivíduos,
respectivamente. Quando as identificações forem finalizadas, serão conduzidas
análises integradas com a base de dados das aranhas de Caxiuanã.
Palavras-chave: Araneofauna. Biodiversidade. Flona de Caxiuanã.
1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/09/2014 a 31/07/2015). Curso: Licenciatura em Ciências
Biológicas-Biologia/UFPA.
2 Orientadora; Pesquisadora – Coordenação de Zoologia (CZO/MPEG).
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Inventário de vespas sociais e abelhas (Hymenoptera:
Vespidae, Apidae) no Jardim Botânico Bosque
Rodrigues Alves em Belém, Pará, Brasil
Suzy Melry Cardoso dos Santos1
Orlando Tobias Silveira2
A ordem Hymenoptera é um dos mais diversos grupos de animais no planeta,
havendo duas vezes mais espécies desses insetos do que em todos os grupos
de vertebrados tomados conjuntamente. Pertencem a esta ordem insetos como
abelhas, vespas e formigas, entre outras de aspectos mais ou menos semelhantes,
porém sem designações vulgares. Objetivando gerar informações sobre a fauna
de abelhas e vespas sociais (Polistinae) da região metropolitana de Belém,
realizou-se um inventário no Bosque Rodrigues Alves, um resquício de floresta
primária em meio ao espaço urbano da cidade de Belém (PA), que abriga as
mais diversas espécies da fauna e flora amazônicas. A captura dos espécimes
foi realizada por meio de busca ativa com rede entomológica e armadilhas de
interceptação de voo, no período de agosto de 2013 a abril de 2015, em 44
campanhas durante 17 meses. Foram coletados 645 exemplares e, desses, foram
registradas 24 espécies de vespas sociais, distribuídas em três tribos – Polistini,
Mischocyttarini e Epiponini – e nove gêneros: Agelaia Lepeletier, 1836;
Metapolybia Ducke, 1905; Mischocyttarus de Saussure, 1853; Polybia Lepeletier,
1836; Polistes Latreille, 1802; Protopolybia Ducke, 1905; Parachartegus Von
Ihering, 1904; Pseudopolybia Von Dalla, 1894 e Synoeca de Saussure. As espécies
consideradas constantes foram Agelaia pallipes Oliver, 1791 (n= 286), Polistes
infuscatus Lepeletier, 1836 (n= 49) e Polybia bistriata Fabricius, 1804 (n= 77).
Espécies não abundantes, mas que merecem menção por serem raras em
ambientes urbanos foram: Mischocyttarus surinamensis de Saussure, 1854,
Mischocytarus oecotrix Richards, 1940 e Mischocyttarus heliconius Richards, 1945,
que são comumente encontradas em ambientes de mata fechada. Foram
coletados 151 exemplares de abelhas, distribuídos em duas famílias: Apidae,
representada por 20 espécies distribuídas em quatro tribos – Apini, Euglossini e
Meliponini e Xylocopini; e Halictidae, representada por quatro espécies,
distribuídas em dois gêneros – Megalopta Smith, 1853 e Augochlora Smith, 1853.
Palavras-chave: Inventário. Apidae. Polistinae.
1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 05/09/2014 a 15/06/2015). Curso: Licenciatura Plena em
Ciências Naturais-Biologia/UEPA.
2 Orientador; Pesquisador – Coordenação de Zoologia (CZO/MPEG).
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osLista de espécies e catálogo ilustrado de Salticidae
(Arachnida, Araneae) da região de Juruti, Pará
Sávio Benedelak Farias1
Alexandre BragioBonaldo2
Gustavo Ruiz3
Salticidae é considerada a família de aranhas mais diversa do mundo, com
5.790 espécies distribuídas nos mais diversos ambientes, inclusive em áreas
antropizadas. O grupo é de fácil amostragem e reconhecimento (este último se
dá principalmente por sua forma de locomoção e tamanho dos olhos médios
anteriores). Com esses aspectos, a família tem sido considerada uma boa
candidata a indicadora de diversidade de aranhas, mas somente após uma
ampliação considerável do número de inventários de araneofauna será possível
testar essa confiabilidade. Os objetivos deste estudo são: Identificar espécies e
unificar morfoespécies de Salticidae, gerando uma lista unificada de espécies
da família para a região; Fotografar as espécies determinadas, a fim de gerar um
banco de imagens e um catálogo ilustrado. Com os resultados de todas as
amostragens realizadas entre os anos de 2002 e 2014 será possível criar
condições para a indicação de táxons potencialmente importantes para o projeto
de “Monitoramento dos programas ambientais do meio biótico da mineração
Alcoa em Juruti, Pará”. Conduzimos o estudo de taxonomia alfa de espécimes
de Salticidae coletados nas áreas de licenciamento ambiental da empresa
ALCOA/OMNIA, instalada no município de Juruti, Pará. As amostras foram obtidas
utilizando técnicas de guarda-chuva entomológico, Winkler, coleta manual
noturna e Pitfall. Até o momento, obtve-se 674 indivíduos, sendo 336 jovens e
338 adultos, distribuídos nos seguintes gêneros: Acragas, Amphidraus, Amycus,
Asaracus, Ashtabula, Chira, Corcovetella, Corythalia, Cotinusa, Cylistela,
Dendryphantes, Euophryinae, Fluda, Freinae Gen.1, Freya, Helvetia, Hypaeus,
Itata, Kalcerrytus, Lyssomanes, Maeota, Mago, Martella, Noegus, Onofre,
Rishaschia, Rudra, Scopocira, Soesilarishius e Synemosyna. Foram determinadas
13 espécies e 62 morfoespécies, das quais 43 foram fotografadas. Os táxons
restantes estão em processo de obtenção de imagens e confirmação das
identificações.
Palavras-chave: Inventário. Jumping spiders. ALCOA/OMNIA.
1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/09/2014 a 31/07/2015). Curso: Ciências Biológicas-
Bacharelado/UFPA.
2 Orientador; Pesquisador Titular – Coordenação de Zoologia (CZO/MPEG).
3 Professor – Instituto de Ciências Biológicas (UFPA).
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Filogeografia de Phaethornis hispidus (Gould, 1846)
(Aves – Trochilidae)
Tânia Fontes Quaresma¹
Lucas Eduardo Araújo-Silva²
A filogeografia envolve o estudo da filogenia dos organismos, relacionando-a
com processos biogeográficos, a fim de examinar o grau de congruência entre
a distribuição de clados e barreiras ecogeográficas. Essa abordagem também pode
ser utilizada no estudo comparativo de várias linhagens simpátricas, revelando
importantes processos evolutivos que, de alguma forma, afetaram toda uma
determinada biota. Desse modo, Phaetornis hispidus, uma espécie de beija-flor
que se distribui por quase toda a Amazônia, torna-se um bom táxon para a
realização deste estudo, que objetiva: averiguar se há congruência entre os
dados moleculares e a taxonomia atual da espécie, e reconstruir a história
evolutiva, inferindo sobre os processos que levaram a esta diversificação da
espécie. O trabalho foi realizado utilizando 80 amostras de tecidos de toda a
distribuição, coletadas em campo e incorporadas à Coleção Ornitológica Fernando
C. Novaes, do Museu Paraense Emílio Goeldi. Foram utilizados dois genes, sendo
um mitocondrial: NADH dehidrogenase 2 (ND2); e um nuclear: Gliceraldeido-3-
fosfo-dehidrogenase intron 11 (G3PDH). As filogenias foram estimadas por meio
de Máxima Verossimilhança e Inferência Bayesiana. Utilizaram-se amostras de
Phaethornis bourcieri e Phaethornis philippii como grupo externo. Além disso, uma
rede de haplótipos foi construída com o gene nuclear, para averiguar se há alguma
estruturação populacional em P. hispidus. Os resultados mostraram que P. hispidus
é uma espécie monofilética; e reunindo tais dados moleculares, pode ser
verificado também que existe congruência com a taxonomia atual. Mesmo sendo
importante acrescentar mais marcadores mitocondriais e nucleares, já é possível
afirmar, tanto por meio da árvore filogenética quanto pela rede de haplótipos,
que os rios da Amazônia não podem ser considerados barreiras geográficas para
P. hispidus. Sugere-se que isso ocorra devido a esta ser uma espécie que habita
a várzea, podendo atravessar as cabeceiras dos grandes rios, mantendo assim o
provável fluxo genético apresentadona rede de haplótipos.
Palavras-chave: Processos biogeográficos. Diversificação. História evolutiva.
1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/08/2014 a 31/07/2015). Curso: Licenciatura em Ciências
Biológicas/UNAMA.
2 Bolsista CNPq (160865/2012-3); Doutorando do Programa de Pós-Graduação em Zoologia
(PPGZOOL/MPEG/UFPA).
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osMorfologia dos adultos e imaturos de Agroiconota judaica
(Fabricius, 1781) (Coleoptera, Chrysomelidae, Cassidinae)
Tatiane Gouveia C. B. Barata¹
Flávia Rodrigues Fernandes²
Cassidini é a maior tribo de Cassidinae, e geralmente apresenta brilho dourado,
corpo oval, pronoto desenvolvido e élitros com amplas extensões laterais. São
reconhecidas 1.535 espécies distribuídas globalmente, sendo mais abundantes
nos trópicos. O gênero Agroiconota compreende 25 espécies, distribuídas dos
Estados Unidos até a Argentina. Dentre estas, Agroiconota judaica (Fabricius,
1781) ocorre amplamente na América Central e do Sul, sendo encontrada em
nove estados brasileiros. O objetivo deste trabalho é descrever os imaturos de
A. judaica, obter imagens e ilustrações de todos os estágios, redescrever o adulto
e identificar a planta hospedeira. Foram realizadas 30 coletas manuais no
Campus de Pesquisa do Museu Paraense Emílio Goeldi, no período de agosto a
dezembro de 2014. Procedeu-se a criação em laboratório, buscando obter ovos,
larvas e pupas, as quais foram mantidas em placa de Petri contendo algodão
umedecido, onde diariamente eram oferecidas folhas da planta hospedeira. Os
indivíduos utilizados para a realização de imagens, dissecações e ilustrações
foram fixados em álcool 70%. O tempo de desenvolvimento do ovo é de 10 a 15
dias. A larva de primeiro ínstar leva de um a dois dias para realizar a primeira
muda, e as demais mudanças de ínstar ocorrem entre um e três dias. A emersão
do adulto ocorre entre 10 e15 dias de pupa. O período total do ciclo até a
emersão do adulto é de 20 a 30 dias. A larva de quinto ínstar possui corpo 2,2
vezes mais longo que sua maior largura; levemente achatado dorso-ventralmente;
lados subparalelos, convergindo levemente anteriormente a partir do metatórax
e fortemente posteriormente a partir do sexto tergo. Pupa dorsalmente convexa,
ventralmente aplanada; cerca de 1,6 vezes mais longa que sua maior largura,
excluídos os escolos. Cinco primeiros escolos com cerdas laterais grossas, fortes
e eretas. Oito pares de escolos abdominais, sendo um par por segmento.
Palavras-chave: Criação. Descrição. Larvas. Pupa. Morfologia.
1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/08/2014 a 31/07/2015). Curso: Licenciatura Plena em
Ciências Naturais-Biologia/UFPA.
2 Orientador; Pesquisador; Bolsista PCI-DB – Coordenação de Zoologia (CZO/MPEG).
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Inventário da comunidade de formigas (Hymenoptera:
Formicidae) em Nova Ipixuna, Pará, Brasil
Wanderley Dias das Chagas Junior¹
Ana Yoshi Harada²
As formigas são um dos grupos megadiversos da Classe Insecta, e importantes
na manutenção e dinâmica dos ecossistemas, principalmente nos trópicos, onde
correspondem a 10% da biomassa animal. Este estudo objetivou conhecer a
fauna de formigas de Nova Ipixuna, Pará, Brasil. A Amazônia vem sofrendo
constantes mudanças na sua paisagem devido ao grande índice de
desmatamento e de outras perturbações ambientais, causando a perda grande
parte da biodiversidade local. Assim, torna-se importante conhecer o que ainda
existe, a fim de entender a dinâmica dos processos ambientais e manter
testemunhos biológicos, visando melhorar o conhecimento taxonômico e
biogeográfico de grupos hiperdiversos como as formigas, que servirão para
basear propostas de uso e conservação no bioma Amazônia. A pesquisa foi
desenvolvida na fazenda Bom Retiro, município de Nova Ipixuna, Pará, Brasil. As
coletas ocorreram em cinco transectos de 100 metros, com 10 pontos
distanciados a 10 m entre si, onde foi colhida a serrapilheira para o extrator de
Winkler e instaladas as armadilhas tipo Pitfall, que permaneceram em campo
por 48 horas. O material foi conservado em álcool 70% e levado ao Laboratório
de Ecologia e Sistemática de Formigas do Museu Paraense Emílio Goeldi para
ser processado. Obteve-se 337 registros (1.703 indivíduos), pertencentes a 68
espécies de 41 gêneros, em nove subfamílias. As subfamílias mais abundantes
foram Myrmicinae (187 registros), Ponerinae (65) e Ectatomminae (42). Dos
gêneros, os mais representativos foram Pheidole (41 registros), Solenopsis (40)
e Pachycondyla (28). As espécies mais representativas foram Strumigenys
subdentata (17 registros), Ectatomma lugens (16) e Gnamptogenys striatula (15).
Pela metodologia Pitfall, obteve-se 46 espécies de 30 gêneros, em sete
subfamílias, sendo uma subfamília, oito gêneros e 22 espécies peculiares. No
extrator de Winkler, obteve-se 38 espécies de 26 gêneros, em oito subfamílias,
sendo duas subfamílias, 15 gêneros e 30 espécies peculiares.
Palavras-chave: Amazônia. Riqueza. Diversidade.
1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/09/2014 a 31/07/2015). Curso: Licenciatura em Ciências
Biológicas/UFPA.
2 Orientadora; Pesquisadora – Coordenação de Zoologia (CZO/MPEG).
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osAvaliação química do óleo essencial das folhas/ramos e flores
de Ocimum campechianum Mill. (Lamiaceae) por cromatografia
de fase gasosa/espectrometria de massas (CG/EM)
Alberto Ray Carvalho da Silva1
Eloisa Helena de Aguiar Andrade2
Lamiaceae é uma das famílias mais importantes do ponto de vista econômico e
etnobotânico. Muitas de suas espécies são cultivadas devido às suas propriedades
aromáticas e medicinais, e por serem produtoras de óleos essenciais. O objetivo
desta pesquisa foi avaliar a composição química e o rendimento de óleo essencial
das folhas/ramos e inflorescências de Ocimum campechianum, por seis meses.
A espécie foi cultivada no município de Abaetetuba (PA), e os óleos essenciais
foram obtidos das folhas/ramos (material in natura e seco) por hidrodestilação,
utilizando sistemas de Clevenger, original (ORI) e modificado (MOD); e para
inflorescência foi utilizado o sistema MOD. A composição química dos óleos foi
analisada por cromatografia de fase gasosa/espectrometria de massas (CG-EM)
em sistema Thermo DSQ-II. A identificação foi realizada através da comparação
dos espectros de massas e índices de retenção (IR) com os existentes na
biblioteca do sistema e da literatura. O rendimento de óleo essencial (mL/100g)
obtido das coletas de setembro e novembro na inflorescência in natura e seca
variou de 1,47% a 2,35% e de 2,45% a 2,25%, respectivamente; nas folhas/ramos,
de 2,04% a 2,44% no sistema ORI e de 2,04% a 2,07% no MOD, no mês de
setembro; na coleta de novembro variaram de 2,04% a 2,63% no ORI e de 2,51%
a 3,74% no MOD. O fenilpropanoide metileugenol (ME) foi o constituinte
majoritário em todos os óleos obtidos, e variou de 75,72% nas inflorescências in
natura a 91,97% nas folhas/ramos secos extraídos no sistema ORI, seguido dos
hidrocarbonetos sesquiterpênicos â-cariofileno, â-elemeno, á- e â-selineno.
Até o momento, o maior rendimento de óleo essencial foi obtido das folhas/
ramos secos (3,74%) no sistema MOD, no mês de novembro. O constituinte
principal, ME, é usado na indústria de cosméticos, na fabricação de sabões e
xampus; como agente flavorizante nas geleias, em bebidas não alcoólicas e
possui atividade antibacteriana, entre outros.
Palavras-chave: Lamiaceae. Ocimum campechianum. Óleo essencial.
1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/08/2014 a 31/07/2015). Curso: Biomedicina/FIBRA.
2 Orientadora; Pesquisadora – Coordenação de Botânica (CBO/MPEG).
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Informatização e digitalização da coleção de macrofungos do
Herbário João Murça Pires (MG)
Edmar Fernandes Borges Filho1
Helen Maria Pontes Sotão2
Os macrofungos são decompositores de lignina e celulose, e têm papel
importante nos ecossistemas, principalmente na transformação de matéria
orgânica em decomposição. Este trabalhotem como objetivo informatizar,
atualizar, digitalizar e organizar os exemplares da coleção de macrofungos
(Basidiomycota – Agaricomycetes – Polyporales) depositados no Herbário João
Murça Pires (MG). Após o levantamento das amostras no acervo do MG e na
planilha do arquivo RDE do programa BRAHMS, todo o material registrado no
RDE foi conferido, e verificada a condição de preservação e identificação do
material. Quando necessário, os dados foram atualizados ou corrigidos. Os
dados dos espécimes que ainda não estavam registrados no arquivo RDE estão
sendo digitados. Amostras de macrofungos ainda não tombadas no referido
herbário foram montadas; os dados digitados em uma nova planilha e
armazenados na coleção, para posterior tombamento no acervo. Como
resultados parciais obtidos no levantamento, foram encontrados 2.275 espécimes
de fungos Agaricomycetes no Herbário MG. Polyporales é a ordem mais bem
representada, com 1290 amostras. O maior número de amostras da coleção em
estudo tem procedência registrada para os estados do Amapá e Pará,
destacando-se o número de registros para a Flona de Caxiuanã (PA). Após a
digitação dos dados das amostras de macrofungos (Agaricomycetes –
Polyporales) incorporados ao Herbário MG, será iniciada a etapa de
digitalização das imagens dos espécimes e das informações das etiquetas, para
anexar ao banco de dados de fungos.
Palavras-chave: Fungos. Polyporales.
1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/09/2014 a 31/07/2015). Curso: Ciências Naturais-Biologia/UEPA.
2 Orientadora; Pesquisadora – Coordenação de Botânica (CBO/MPEG).
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osLevantamento florístico de daninhas Eudicotiledôneas em
gramas fornecidas no mercado de Belém, Pará, Brasil
Emilene Balga Carrilho1
Maria de Nazaré Lima do Carmo2
Os gramados têm assumido um lugar de destaque em todo o mundo, tanto
pelo seu admirável valor estético quanto pelas suas diversas funcionalidades.
O mercado de gramas ornamentais movimenta bilhões de dólares no mundo,
principalmente nos EUA e na Europa. No Brasil, com a valorização dos trabalhos
paisagísticos, tem aumentado a demanda para a produção e manutenção de
gramados. As plantas daninhas interferem de várias formas nestes, prejudicando
a sua formação, condução e estética, e concorrem por água, luz, nutrientes e
espaço físico, em muitos casos chegando a dizimá-los por completo. Na
implantação do gramado é importante verificar se as placas de grama estão
contaminadas, principalmente pelas espécies pertencentes à Oxalidaceae e
Cyperaceae. O objetivo deste trabalho é identificar as plantas invasoras
Eudicotiledôneas, nas gramas de fornecedores do mercado da região
metropolitana de Belém, Pará, Brasil. O estudo foi realizado no Horto Jacques
Huber, da Coordenação de Botânica, localizado no Campus de Pesquisa do
Museu Paraense Emílio Goeldi. O delineamento experimental foi de bloco
inteiramente casualizado (BIC), com 14 repetições. O experimento foi conduzido
de fevereiro a maio de 2015, a partir de dois fornecedores, em dois ambientes
diferentes (2x2), sendo um a pleno sol (A1) e outro à sombra (A2), com sombrite
a 50%, contabilizando quatro tratamentos, num total de 48 parcelas, sendo
24 para cada ambiente. As placas de grama medem 25 cm x 25 cm, postas em
substrato esterilizado, em autoclave constituído por serragem curtida e areia,
na proporção de 1:1, em recipientes plásticos do mesmo tamanho das placas.
O experimento será submetido à análise de variância (ANOVA), e as médias
serão comparadas pelo teste de Tukey, ao nível de 5% de significância. Serão
determinadas correlações para estimar o grau de relação entre as variáveis
ambientais e a incidência de espécies de plantas daninhas. Também será
calculado o desvio padrão das médias de cada tratamento. Até o momento,
percebeu-se que as gramas estão contaminadas.
Palavras-chave: Gramado. Plantas invasoras. Paisagismo.
1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/09/2014 a 31/07/2015). Curso: Agronomia/UFRA.
2 Orientadora; Pesquisadora – Coordenação de Botânica (CBO/MPEG).
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Riqueza e composição de briófitas do Parque Natural
Municipal Arivaldo Gomes Barreto, Macapá, Amapá
Fúvio Rubens Oliveira da Silva1
Anna Luíza Ilkiu-Borges2
O Amapá é o estado brasileiro mais bem protegido na faixa tropical, com 72%
do seu território dividido em 19 Unidades de Conservação. Visando à
preservação do meio ambiente e atividades científicas, também foram criados
os Parques Naturais do Amapá, entre eles o Parque Natural Municipal Arivaldo
Gomes Barreto (PNM Arivaldo Gomes Barreto), localizado a 12 km de Macapá,
no distrito de Fazendinha, um fragmento de floresta ombrófila densa (floresta
de terra firme) de aproximadamente 56 hectares, ameaçado pelo crescimento
urbano, o que aumenta o seu isolamento. O objetivo deste trabalho é investigar
a composição florística e a riqueza de espécies de briófitas do Parque Natural
Municipal Arivaldo Gomes Barreto. As coletas foram realizadas em outubro de
2010, em 10 parcelas, e por caminhada livre fora das parcelas, buscando
ampliar o número de espécies. Cada parcela apresentava 10 x 10 m, com
distância mínima de 200 m umas das outras. A coleta no interior das parcelas
foi realizada em cinco corredores de 2 x 10 m, para evitar a sobreposição de
áreas de coleta. Foram analisados 622 espécimes de briófitas, sendo 369
musgos e 253 hepáticas. Os musgos estão distribuídos em 26 espécies, 17
gêneros e 11 famílias, enquanto as hepáticas apresentaram 31 espécies, 15
gêneros e três famílias. As famílias mais representativas foram Lejeuneaceae
(26 spp.), Calymperaceae (8 spp.) e Sematophyllaceae (3 spp.), que, juntas,
representam mais de 82% da riqueza de briófitas encontrada no PNM Arivaldo
Gomes Barreto. O Parque abriga uma parcela importante da brioflora do Estado,
com o registro de 20 novas ocorrências para o Amapá, sendo Frullania
brasiliensis Raddi uma nova ocorrência para a Região Norte. Quanto à
composição, as espécies generalistas predominaram, com 455 ocorrências;
seguidas das especialistas de sombra, com 157 ocorrências; e especialistas de
sol, com quatro ocorrências. Este resultado era esperado, dada a proximidade
das áreas urbanas.
Palavras-chave: Bryophyta. Marchantiophyta. Brioflora.
1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/09/2014 a 31/07/2015). Curso: Engenharia Florestal/UEPA.
2 Orientadora; Pesquisadora – Coordenação de Botânica (CBO/MPEG).
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osBiometria e germinação de três espécies
de palmeiras nativas da Amazônia1
Hélio Brito dos Santos Júnior2
Mário Augusto Gonçalves Jardim3
A biometria consiste em analisar as estruturas físicas dos seres vivos, auxiliando
na caracterização morfológica das espécies. A germinação é caracterizada por
uma sequência ordenada de eventos bioquímicos, morfológicos e fisiológicos,
os quais resultam na retomada do crescimento embrionário da semente, que
favorecem o entendimento da variabilidade das espécies e da ecologia da
germinação. O objetivo da pesquisa foi caracterizar a biometria e o processo
de germinação de sementes de palmeiras nativas da Amazônia. O material
botânico foi coletado na Área de Proteção Ambiental Ilha do Combu, distante
2,5 km via fluvial da cidade de Belém (PA). Foram coletados 1.101 frutos de Bactris
major Jacq. (marajá-grande); 113 de Atallea huebneri Burret. Zona (urucuri) e
1.527 sementes de Socratea exorrhiza Mart. H. Wendl (paxiúba), acondicionados
em sacos e transportados para o Laboratório de Ecologia da Coordenação de
Botânica do Museu Paraense Emílio Goeldi. Os frutos foram despolpados com
auxílio de uma tesoura de poda, para obtenção das sementes. As sementes foram
pesadas em balança analítica marca Scout Ohaus, mensuradas em comprimento
e largura com um paquímetro marca Tramontina, e os dados inseridos em
planilha Excel. A análise estatística foi realizada com auxílio do programa
Bioestat 5.0. Para a germinação, o delineamento experimental foi de quatro
tratamentos com três repetições:T1- Terra preta com sementes não escarificadas
– controle; T2- Terra preta com sementes escarificadas; T3- Areia com sementes
escarificadas; e T4- Vermiculita com sementes escarificadas. Foram utilizadas
360 sementes de B. major, 480 de A. huebneri e 648 de S. exorrhiza, depositadas
em bandejas plásticas alocadas em viveiro suspenso, protegido com sombrite,
e umedecidas diariamente. A análise biométrica registrou a média de 4,79g,
2,13cm e 1,98cm para B. major; 24,9g, 5,68cm e 2,48cm para A. huebneri; e 3,77g,
1,86cm e 1,47cm para S. exorrhiza. O tratamento 4 foi responsável pelo menor
tempo de germinação e o maior número de sementes germinadas. A escarificação
reduziu o tempo de germinação das sementes, quando associada ao substrato
vermiculita, proporcionado alternativa viável à produção de mudas.
Palavras-chave: Processo germinativo. Substrato. Arecaceae.
1 Apoio do projeto de pesquisa Palmeiras da Amazônia Oriental como indicadoras de
conservação ambiental e qualidade de vida. CNPq-Processo: 305667/2013-0.
2 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/08/2014 a 31/07/2015). Curso: Engenharia Florestal/UEPA.
3 Orientador; Pesquisador; Bolsista de Produtividade do CNPq – Coordenação de Botânica (CBO/
MPEG).
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Anatomia foliar do ipê-amarelo [Handroanthus serratifolius
(A.H. Gentry) S. Grose – Bignoniaceae]
Karen Cibelle Lameira da Silva¹
Márlia Coelho-Ferreira²
Alba Lúcia Ferreira de Almeida Lins3
Handroanthus serratifolius, conhecida popularmente como ipê-amarelo, é uma
espécie nativa, ocorrendo em quase todos os biomas brasileiros, desde a
Amazônia até o estado do Paraná. Tem importância econômica, e particularmente
medicinal, com indicação no tratamento de ferimentos infectados, além de
alegada ação antitumoral, porém, a anatomia desta espécie ainda é pouco
estudada. Diante do exposto, o objetivo deste trabalho foi caracterizar
anatomicamente a folha de H. serratifolius, como contribuição à sua identificação.
O material botânico foi coletado no Campus de Pesquisa do Museu Paraense
Emílio Goeldi, em outubro de 2014, e destinou-se ao estudo da anatomia foliar
e ao preparo de exsicata, que será incorporada ao Hebário MG. As folhas foram
fixadas em FAA, incluídas em parafina e coradas em azul de astra e safranina.
Observou-se, preliminarmente, que, em vista frontal que, a epiderme foliolar
abaxial constitui-se decélulas heterodimensionais com paredes onduladas,
estômatos paracíticos e tricoma glandular peltado. A epiderme foliar adaxial é
constituída por células heterodimensionais com paredes retas, tricomas tectores
e peltados. Os tricomas glandulares peltados são semelhantes em ambas as
epidermes, e compostos por até 17 células. As células epidérmicas do folíolo,
em seção transversal, são heterodimensionais e unisseriadas em ambas as faces.
Na epiderme adaxial, porém, a cutícula é mais espessa e apresenta
tricomastectores, enquanto na abaxial os estômatos estão localizados acima
do nível das demais células. O mesofilo é dorsiventral, composto por duas
camadas de parênquima paliçádico e 2-3 camadas de parênquima lacunoso.
Os feixes vasculares são anfivasais e apresentam extensão de bainha. Esclereídes
alongados localizam-se ao longo do mesofilo e próximo à nervura central. Em
corte transversal, a nervura central apresenta formato biconvexo, epiderme
unisseriada, com células heterodimensionais revestidas por cutícula espessa e
tricomas secretores pateliformes na região abaxial. O tecido parenquimático é
mais desenvolvido na região abaxial e os feixes vasculares são circundados
por camadas irregulares de fibras.
Palavras-chave: Morfologia. Ipê-amarelo. Medicinal.
1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/08/2014 a 31/07/2015). Curso: Engenharia Florestal/UEPA.
2 Orientadora; Pesquisadora – Coordenação de Botânica (CBO/MPEG).
3 Pesquisadora; Colaboradora – Coordenação de Botânica (CBO/MPEG).
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osCaracterização anatômica de Eleocharis R. Br. (Cyperaceae)
ocorrentes em praias dos municípios de Soure
e Salvaterra, ilha do Marajó-Pará
Letícia Cunha de Anunciação¹
Alba Lúcia Ferreira Lins²
Eleocharis, planta aquática característica de áreas inundáveis e inundadas,
apresenta variações biométricas e fenotípicas que dificultam a sua
identificação. Tais variações estão relacionadas ao regime hídrico e aos tipos
de água a que cada espécie está sujeita. Nas praias de águas salobras da Ilha
do Marajó, Pará, Brasil, a dificuldade de identificação deve-se também ao
pastoreio por búfalos e peixes-bois. Diante do exposto, o objetivo deste
trabalho foi a caracterização morfológica e anatômica de órgãos vegetativos
de Eleocharis, como subsídio à identificação de espécies pastoreadas por
peixes-bois em praias do Marajó. O material botânico foi coletado nas praias
dos municípios de Soure e Salvaterra (PA), registrado no Herbário MG, fixado
em FAA 50, incluído em parafina e corado em azul de astra e safranina. Os
indivíduos férteis coletados na Praia do Porto, em Salvaterra, apresentaram
aquênios imaturos (hialinos) e em amadurecimento (negros), porém
característicos da espécie Eleocharis geniculata (L.) Roem. & Schult. O rizoma
apresenta, em média, de 1 a 2 cm de comprimento e 3 mm de espessura. As
raízes concentram-se na região proximal do rizoma, e têm, em média, 2 a
10 cm de comprimento e 1 mm de diâmetro. O escapo floral, em média, de
5 a 15 cm e espiguetas pardas. Os resultados anatômicos preliminares do
rizoma de indivíduos da Praia do Porto apresentaram, em seção transversal,
epiderme uniestratificada, com células arredondadas heterodimensionais. As
células da região cortical mais externa são heterodimensionais arredondadas,
e aquelas da região mais interna são alongadas e formam evidentes espaços
intercelulares e aerênquimas. O córtex é limitado por evidente endoderme com
espessamento em “U”. O Tecido vascular constitui-se de feixes concêntricos
dispersos no parênquima medular, que se diferencia em aerênquimas.
Idioblastos de compostos fenólicos encontram-se dispersos no córtex e no
parênquima medular.
Palavras-chave: Anatomia. Eleocharis. Macrófita aquática.
1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/03/2015 a 31/07/2015). Curso: Engenharia Florestal/UFRA.
2 Orientadora; Pesquisadora – Coordenação de Botânica (CBO/MPEG).
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Estudos taxonômicos do gênero Rhynchospora Vahl
(Cyperaceae) nas restingas do estado do Pará, Brasil
Layla J. C. Schneider1
André dos Santos Bragança Gil2
Maria de Nazaré do Carmo Bastos3
As restingas são ecossistemas de planícies arenosas, compostas por comunidades
vegetais particulares, devido a sua proximidade e estreita relação com os
oceanos. No estado do Pará, este ecossistema está presente nos municípios de
Colares, Vigia, São Caetano de Odivelas, Marapanim, Maracanã, Salinópolis, São
João de Pirabas, Tracuateua, Bragança, Augusto Corrêa e Viseu. Muitos estudos
botânicos foram desenvolvidos para as restingas paraenses, os quais destacam a
família Cyperaceae Juss. como uma das mais significativas. O gênero
Rhynchospora Vahl (Cyperaceae) apresenta ca. 270 espécies, distribuídas
principalmente nos Neotrópicos, com grande concentração nas Américas. É o
gênero de Cyperaceae mais representativo no Brasil, com cerca de 157 espécies,
sendo 40 endêmicas e 23 ocorrendo em todas as regiões geográficas brasileiras.
Apesar de sua evidente importância, o único trabalho taxonômico (não
publicado) da família, desenvolvido nas restingas paraenses, não abordou o
gênero Rhynchospora Vahl. O presente trabalho objetiva contribuir para o
conhecimento taxonômico das Rhynchospora ocorrentes nas restingas do estado
do Pará. Para tanto, foram analisados os acervos dos principais herbários paraenses
(MG, IAN e HBRA), e ainda dos herbários INPA, HURB, NY e UEC (online). As
determinações foram realizadas com auxílio de bibliografia especializada,
consulta às opera principes e typi digitalizados. Foram determinadas 10 espécies
de Rhynchospora paraas restingas paraenses: R. barbata (Vahl) Kunth, R. cephalotes
(L.) Vahl, R. filiformis Vahl, R. hirsute (Vahl) Vahl, R. holoschoenoides (Rich.) Herter,
R. nervosa (Vahl) Boeckeler, R. puber (Vahl) Boeckeler, R. riparia (Nees) Boeckeler,
R. rugosa (Vahl) Gale e R. spruceana C.B. Clarke. São apresentados chave de
identificação, caracteres diagnósticos, distribuição geográfica, ilustrações e
comentários taxonômicos de cada uma das espécies encontradas. Ainda está
sendo proposta a sinonimização da subespécie Rhynchospora pubera subsp.
Parvula W. W. Thomas em Rhynchospora puber (Vahl) Boeckeler.
Palavras-chave: Taxonomia. Sinonimização. Litoral paraense.
¹ Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/09/2014 a 31/07/2015). Curso: Biologia/UFPA.
² Orientador; Pesquisador – Coordenação de Botânica (CBO/MPEG).
³ Pesquisadora; Colaboradora – Coordenação de Botânica (CBO/MPEG).
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osComparação do estoque de raízes finas e liteira de solo em
uma cronossequência de florestas secundárias na Estação
Científica Ferreira Penna, Caxiuanã, na Amazônia Oriental
Jaine da Silva Ribeiro1
Leandro Valle Ferreira2
Priscila Sanjuan de Medeiros3
As capoeiras são vegetações secundárias que têm papel importante na
contribuição do restabelecimento das funções hidrológicas, recuperação da
biodiversidade, absorção de carbono, redução das perdas de nutrientes pela
erosão e lixiviação. Aponta-se que uma parte da cobertura original da floresta
amazônica esteja recoberta por florestas secundárias em diferentes estágios
de regeneração, e que as raízes finas (diâmetro ≤ 2 mm) apresentam de 3 a
7% da biomassa total dos ecossistemas tropicais, sendo a liteira responsável
pela maior parte do processo de retorno de matéria orgânica e de elementos
minerais para o solo florestal. O estudo da diversidade de espécies em florestas
secundárias tem sido assunto recorrente nos últimos anos, no entanto, ainda
há poucos estudos discutindo os processos ecossistêmicos que ocorrem nas
mesmas. O objetivo deste estudo é quantificar a biomassa de liteira e de raízes
finas em florestas secundárias em diferentes estágios de sucessão, em uma
cronossequência de floresta de terra firme na Amazônia Oriental. Este estudo
foi realizado na Estação Científica Ferreira Penna, localizada na Floresta Nacional
de Caxiuanã (1º13’86"S; 48º17’41.18"W), com coletas em 40 pontos, onde três
são de floresta primária e 37 de florestas secundárias de diferentes idades. O
período de coleta ocorreu em seis meses, sendo três no período mais chuvoso
e três no período menos chuvoso. A liteira coletada foi pesada e separada nos
seguintes grupos: fotossintetizantes, reprodutivos (flores, frutos, sementes) e
outros (material não identificado), e total (soma de todos os grupos). Houve
um aumento significativo da quantidade total de liteira, folhas e galhos em
relação à idade da floresta secundária, e a quantidade de liteira foi maior no
período menos chuvoso. Contudo, o grupo de flores, frutos e sementes foi
relacionado somente com a idade da vegetação secundária, e não aos períodos
de precipitação.
Palavras-chave: Vegetação secundária. Liteira. Raízes finas.
1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/08/2014 a 31/07/2015). Curso: Engenharia Agronômica/UFRA.
2 Orientador; Pesquisador – Coordenação de Botânica (CBO/MPEG).
3 Doutoranda em Ciências Ambientais (UFPA/Embrapa/MPEG).
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Informatização, organização e digitalização da coleção
histórica e de typus nomenclaturais de fungos
Pucciniales do Herbário João Murça Pires (MG)
Jamille Rabelo de Oliveira1
Helen Maria Pontes Sotão2
Os fungos conhecidos popularmente como ferrugens estão inseridos no reino
Fungi, filo Basidiomycota, classe Pucciniomycetes e ordem Pucciniales. São
considerados parasitas biotróficos (obrigatórios), pois necessitam da planta viva
para sobreviver. Este trabalho tem como objetivo informatizar, digitalizar e
organizar os exemplares de fungos Pucciniales da coleção histórica e dos typus
nomenclaturais depositados no Herbário João Murça Pires (MG). Para isto, foi
realizado um levantamento in loco de toda a coleção histórica e dos typus deste
herbário. Os nomes científicos das espécies estudadas foram corrigidos e
atualizados. Foi utilizada literatura específica com as descrições dos typus, para
a confirmação dos dados dos espécimes typus e nomes aceitos. Os dados das
etiquetas foram digitados em planilhas de arquivos RDE do programa Brahms,
para gerar novas etiquetas. Os envelopes e cartolinas dos espécimes foram
substituídos. Em complemento à incorporação e informatização do acervo do
Herbário MG, duas coleções procedentes da Flona do Amapá e da Região
Metropolitana de Belém, vinculadas ao projeto Rede Integrada em Taxonomia
de Plantas e Fungos (SISBIOTA), também estão sendo tratadas neste plano. As
amostras dos typus dos fungos em estudo estão sendo fotografadas. Até o
momento estão inseridas informações de 1.338 amostras de fungos da ordem
Pucciniales no banco de dados gerado em arquivo RDE, representando um total
de 206 espécies e 38 gêneros de ferrugens. Na coleção de fungos, considerada
histórica (1896-1908), estão 86 espécies, classificadas em 13 gêneros e seis
famílias de fungos da ordem Pucciniales: Chaconiaceae (Olivea, Maravalia),
Phakopsoraceae (Cerotelium), Pucciniaceae (Puccinia, Uromyces), Pucciniosiraceae
(Cronartium), Raveneliaceae (Dicheirinia, Ravenelia), Schizothyriaceae (Uleopeltis),
Uropyxidaceae (Dasyspora) e três gêneros anamorfos (Aecidium, Caeoma e
Uredo). Os principais coletores desta importante coleção são: Baker, Huber e
Ule. No acervo estão depositados 47 typus nomenclaturais da ordem Pucciniales,
e todos serão digitalizados.
Palavras-chave: Amazônia. Ferrugens em plantas. Pucciniomycetes.
1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/09/2014 a 31/07/2015). Curso: Agronomia/UFRA.
2 Orientadora; Pesquisadora – Coordenação de Botânica (CBO/MPEG).
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osLevantamento florístico de daninhas Monocotiledôneas em
gramas fornecidas no mercado de Belém, Pará, Brasil
Quésia Sá Pavão1
Ely Simone Cajueiro Gurgel2
André dos Santos Bragança Gil3
As plantas daninhas são vegetais considerados indesejados em determinada
área de interesse do homem. Em se tratando do cultivo de grama, além de
competição por luz, CO2, água e nutrientes, esses vegetais causam também a
depreciação dos gramados, em suas diferentes finalidades e locais. Há famílias
com maior registro em número de espécies em áreas ensolaradas, em
detrimento das sombreadas, como aquelas do grupo das monocotiledôneas, que
são caracterizadas por folhas com venação paralela e bainha, no embrião com
um único cotilédone, caules com feixes vasculares esparsos, no sistema radicular
adventício e nas flores pentacíclicas e trímeras. Este trabalho objetiva verificar
se as placas de grama fornecidas no mercado belenense estão contaminadas
com essas plantas, identificando-as. O experimento foi realizado no Horto
botânico “Jacques Huber”, da Coordenação de Botânica do Museu Paraense
Emílio Goeldi, Belém, Pará. O delineamento utilizado foi em blocos ao acaso,
com 14 repetições, a partir de dois fornecedores de grama (F1 e F2) e dois
ambientes diferentes (A1 e A2), com esquema fatorial (2x2), que corresponde,
respectivamente, à sombra (sombrite de 50%) (A1) e ao sol (A2), totalizando 48
parcelas, sendo 24 para cada ambiente. A grama utilizada foi a Zoysia japonica
Steud., conhecida como imperial (esmeralda). Os dados referentes ao número
de plantas daninhas monocotiledôneas emergidas em cada placa dentro dos
blocos serão submetidos à análise de variância (ANOVA). O substrato utilizado
foi serragem curtida mais areia branca, sendo estes dois previamente
processados em Autoclave Vertical CS-Prismatec, no Departamento de Solos
da Universidade Federal Rural da Amazônia. O processo foi em temperatura de
120ºC durante 40 minutos. Após este processo, o substrato foi colocado em
bandejas de 5 cm de altura. O experimentovem sendo conduzido desde
fevereiro de 2015, e já são visíveis plantas daninhas nas placas.
Palavras-chave: Gramado. Plantas invasoras. Zoysia japonica Steud.
1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/09/2014 a 31/07/2015). Curso: Engenharia Agronômica/UFRA.
2 Orientadora; Pesquisadora – Coordenação Botânica (CBO/MPEG).
3 Pesquisador; Colaborador – Coordenação Botânica (CBO/MPEG).
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Contribuição ao conhecimento taxonômico do gênero Annona
L., com ocorrência na localidade Vila Nova, Magalhães Barata,
Microrregião do Salgado paraense
Ronielton Coelho¹
Jorge Oliveira²
As Annonaceae pertencem à subclasse Magnoliidae, ordem Magnoliales, dividida
em duas subfamílias: Annonoideae e Monodoroideae, composta por 112 gêneros
e 2.150 espécies, dos quais 40 gêneros e cerca de 650 espécies são neotropicais.
O gênero Annona L. inclui aproximadamente 125 espécies, distribuídas da
América tropical até os Estados Unidos. São árvores, arbustos, subarbustos,
raramente lianas, com tricomas simples, raramente estrelados. Inflorescência
ou flores solitárias, bissexuais, terminais, opositifólias, infraxilares ou caulifloras;
pedicelo das inflorescências articulados ou não. Brácteas 2 por flor. Sépalas 3,
valvares, livres ou conadas na base. Pétalas 3 ou 6, valvares, ou algumas vezes
imbricadas, livres ou conadas na base. Estames numerosos, anteras lineares;
conectivo com ápice truncado, dilatado, raramente apiculado ou hemisférico,
glabro, piloso a glabros, estilete presente ou ausente. Óvulo 1, basal. Carpídios
sincárpos, ovoide a globoso, areolado ou não; séssil, apiculado ou não. Semente
1 por carpídio, elipsoide a aproximadamente obovoide, não arilada. O trabalho
faz parte do projeto “Estudos Botânicos da família Annonaceae Juss. na Amazônia”,
com o objetivo de contribuir para o conhecimento taxonômico dessa família,
bem como subsidiar dados para a elaboração da flora regional. Foi realizado
estudo com material proveniente da localidade de Vila Nova, município de
Magalhães Barata (00º47’58"S - 47º33’52’’W), microrregião do Salgado paraense,
com tratamento taxonômico de sete espécies do gênero Annona. As coletas
foram realizadas em áreas de floresta secundária de terra firme e floresta alagada,
A identificação foi realizada através de comparação com coleções herborizadas,
auxílio de chaves analíticas e bibliografia. A descrição compreendeu a análise
de material vivo e material desidratado, cujas exsicatas estão depositadas no
Herbário do Museu Paraense Emílio Goeldi. As espécies estudadas foram Annona
densicoma Mart., A. glabra L., A. exsucca DC. ex Dunal, A. montana Macfad, A.
mucosa Jacq., A. muricata L. e A. paludosa Aubl.
Palavras-chave: Taxonomia. Annonaceae. Microrregião do Salgado.
1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/08/2014 a 31/07/2015). Curso: Engenharia Agronômica/UFRA.
2 Orientador; Pesquisador – Coordenação de Botânica (CBO/MPEG).
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osFlora rupestre das cangas da Serra dos Carajás:
Chloridoideae (Poaceae)
Raíssa Lima Praia Ramos¹
Pedro Lage Viana²
A subfamília Chloridoideae é uma das 12 aceitas na família das gramíneas. Ela
compreende aproximadamente 1.500 espécies, em mais de 130 gêneros. No
Brasil, a subfamília Chloridoideae é representada por cerca de 250 espécies,
sendo os gêneros Eragrostis e Sporobolus os mais ricos na flora brasileira, com
51 e 22 espécies, respectivamente. Este trabalho objetiva realizar o estudo
florístico das espécies de Chloridoideae (Poaceae) que ocorrem na canga
carajasense, visando uma contribuição ao projeto “Flora rupestre da Serra dos
Carajás revisitada”. A serra dos Carajás é uma região montanhosa, e abrange
os municípios de Parauapebas e Canaã dos Carajás, no estado do Pará. Os
materiais utilizados são oriundos da Serra dos Carajás, constantes no acervo
do Herbário do Museu Paraense Emílio Goeldi (MG) e de empréstimos
provenientes do Herbário do Departamento de Botânica da UFMG (BHCB). Todo
o material foi devidamente identificado até espécie, com auxílio de literatura
especializada para Chloridoideae na Amazônia e sobre a Flora de Carajás, assim
como por comparação com espécimes de herbário identificados por
especialistas. Foram levantados 28 espécimes, correspondentes a nove
espécies distribuídas nos gêneros: Eragrostis [E. amabilis (L.) Wight & Arn.;
E. bahiensis Schrad. ex Schult.; E. ciliaris (L.) R. Br.; E. curvula (Schrad.) Nees;
E. maypurensis (Kunth.) Steud.; E. rufescens Schrad. ex Schult.]; e Sporobolus
(S. jacquemontii Kunth., S. multiramosus Longhi-Wagner & Boechat;
S. temomairemensis Judz. & P.M. Peterson). Foram elaboradas descrições
padronizadas para cada espécie, assim como uma chave de identificação.
Palavras-chave: Chloridoideae. Serra dos Carajás. Poaceae.
¹ Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/09/2014 a 31/07/2015). Curso: Biologia/UNAMA.
² Orientador; Pesquisador – Coordenação de Botânica (CBO/MPEG).
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Caracterização anatômica de Pariana campestris Aubl.
(Poaceae: Bambusoideae)
Rodrigo Costa Pinto1
Pedro Lage Viana2
Alba Lúcia Ferreira de Almeida Lins3
Pariana campestris é um bambu herbáceo (Poaceae, Bambusoideae, Olyreae)
encontrado principalmente em remanescentes florestais da Amazônia. Apesar
da grande representatividade do gênero na Amazônia brasileira, inexiste na
literatura estudo detalhado sobre a sua anatomia. O objetivo deste trabalho foi
caracterizar anatomicamente os órgãos vegetativos da Pariana campestris,
fornecendo subsídios para a taxonomia do gênero. O material botânico foi
coletado no Campus de Pesquisa do Museu Paraense Emílio Goeldi. Amostras
do terço médio da raiz, rizoma, colmo, lâmina foliar, pseudopecíolo e bainhas
foliares foram fixados e processados segundo as técnicas usuais em Anatomia
Vegetal. O rizoma aclorofilado, em seção transversal, apresenta epiderme
uniestratificada, córtex composto de três a cinco camadas de esclerênquima, e
de três a quatro camadas de parênquima, delimitadas por uma aparente
endoderme. Já o tecido vascular é formado por feixes anfivasais, dispostos
aleteriormente no parênquima central. O colmo apresentou cutícula lisa,
epiderme uniestratificada e vascularização constituída por feixes anfivasais
dispersos. As folhas são hipoestomáticas, com predominância de estômatos
paracíticos. A face abaxial apresenta tricomas tectores filiformes, papilas, cutícula
lisa e estômatos – estes geralmente protegidos por tricomas unicelulares
silicificados, enquanto que na face adaxial observam-se corpos silicosos crenados,
cutícula lisa e células buliformes. O mesofilo é formado por células fusoides,
clorênquima plicado e feixes vasculares colaterais com expansões de bainha.
Os resultados obtidos, ainda preliminares, são inéditos na literatura e serão úteis
para o maior entendimento acerca da morfologia dos bambus, e o seu uso
como ferramenta para a taxonomia do grupo.
Palavras-chave: Bambu. Olyreae. Órgãos vegetativos.
1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/09/2014 a 31/07/2015). Curso: Engenharia Florestal/UFRA.
2 Orientador; Pesquisador – Coordenação de Botânica (CBO/MPEG).
3 Pesquisadora; Colaboradora – Coordenação de Botânica (CBO/MPEG).
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osFlórula da Serra dos Carajás: Bambusoideae (Poaceae)
Sidney Santos Pereira¹
Pedro Lage Viana²
A subfamília Bambusoideae (Poaceae) inclui 1.641 spp. em 120 gêneros. O
Brasil é o país do Novo Mundo que apresenta a maior diversidade de bambus
nativos, com aproximadamente 240 espécies conhecidas. Destas, 80 são
referidas para a Amazônia. Este trabalho visa realizar um estudo florístico das
espécies de Bambusoideae na região da Serra dos Carajás. Estima-se,
entretanto, que a riqueza de bambus nativos da Amazônia esteja subestimada,
devido às extensas lacunas do conhecimento florístico neste domínio
fitogeográfico, e também às dificuldades práticas de coleta de material para
herbário. O complexo montanhoso Serra dos Carajás localiza-se no sudeste doestado do Pará, nos municípios de Parauapebas, Canaã dos Carajás e Água Azul
do Norte. Os materiais utilizados são oriundos da Serra dos Carajás, constantes
no acervo do herbário do Museu Paraense Emílio Goeldi (MG), além de
empréstimos provenientes do Herbário do Departamento de Botânica da UFMG
(BHCB). Os espécimes determinados até gênero foram identificados com auxílio
de literatura especializada para Bambusoideae na Amazônia, sobre a Flora de
Carajás já conhecida e por comparação com espécimes de herbário
identificados por especialistas. Foram identificadas 11 espécies (Actinocladumn
verticillatum (Nees) McClure ex Soderstr., Arthrostylidium scandens McClure,
Merostachys sp. 1 e sp.2, Olyracaudata Trin., O. ecaudata Döll, O. glaberrima
Raddi, O. latifolia L., Pariana sp., Parodiolyra micantha (Kunth) Davidse &
Zuloagae, Rhipidocladum parviflorum (Trin.) McClure, distribuídas em sete
gêneros. Arthrostylidium scandens constitui-se como o primeiro registro de
ocorrência para o Brasil. Foram elaboradas descrições padronizadas para cada
espécie, além de uma chave de identificação.
Palavras-chave: Bambus. Amazônia. Flórula.
¹ Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/09/2014 a 31/07/2015). Curso: Biologia/UFPA.
² Orientador; Pesquisador – Coordenação de Botânica (CBO/MPEG).
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Caracterização anatômica de Sporobolus virginicus (L.)
Kunth. (Poaceae) ocorrente em restinga e apicum
o município de Salinópolis, Pará
Suzane Silva de Santa Brígida1
Alba Lúcia Ferreira de Almeida Lins2
Sporobolus virginicus (L.) Kunth. é encontrada em todo o litoral brasileiro,
em formação halófita, psamófila reptante, brejo, campo entre restingas e
apicuns, geralmente formando uma cobertura homogênea, com biometria
variada e características de macrófita aquática anfíbia. O objetivo deste
trabalho foi caracterizar as estruturas anatômicas dos órgãos vegetativos
de S. virginicus, dando subsídio à taxonomia e às relações com o ambiente.
O material foi coletado em restinga e apicum no município de Salinópolis
(PA), em setembro de 2013 (período atípico de intensas chuvas), e fixado em
FAA 70%, incluído em parafina e corados em azul de astra e safranina. Os
espécimes coletados encontravam-se com escapo floral tanto em crescimento
caulinar cespitoso quanto rizomatoso, sendo que no apicum estavam férteis.
Os resultados anatômicos para os indivíduos rizomatosos da restinga e
apicum indicaram na lâmina foliar da região mediana, em seção transversal,
células com cutículas espessadas em ambas as faces. A epiderme adaxial é
papilosa e evagina formando sucos profundos a três a quatro camadas de
células da epiderme abaxial. A epiderme abaxial é formada por células
homogêneas, com paredes periclinais externas e anticlinais fortemente
espessadas. No mesofilo o parênquima paliçádico envolve a evidente
endoderme, caracterizando a síndrome Kranz. A extensão de bainha
esclerenquimática encontra-se nas duas faces da epiderme. O caule é
fistuloso, com epiderme bastante espessada, córtex interrompido por cordões
fibrosos na região periférica e feixes colaterais dispersos. A raiz possui
epiderme uniestratificada e hipoderme esclerótica de uma a três camadas, e
córtex mediano com amplos aerênquimas e endoderme possuindo um
espessamento em “O”.
Palavras-chave: Anatomia. Macrófitas aquáticas. Sporobolus.
1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/09/2014 a 31/01/2015). Curso: Agronomia/UFRA.
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osRiqueza e composição de briófitas do Parque Natural
Municipal do Cancão, Serra do Navio, Amapá
Thaís Scarllety de Almeida Almada1
 Anna Luíza Ilkiu-Borges2
Na faixa tropical, o Amapá é o estado mais preservado, e se destaca
mundialmente pelo conjunto de áreas legalmente protegidas. As Unidades de
Conservação foram criadas com o objetivo de preservar os ecossistemas que
vinham sendo degradados pela ação antrópica, e o Parque Natural Municipal do
Cancão (PMN do Cancão) é um exemplo disso. Este trabalho teve o objetivo de
inventariar a brioflora e analisar a riqueza e a composição desta no PNM do
Cancão na Serra do Navio, Amapá. Foram identificadas amostras coletadas nos
dias 7, 8 e 9 de outubro de 2012, em 10 parcelas de 10 x 10 m, distando no
mínimo 200 m umas das outras. Os táxons foram identificados e classificados
segundo a sua tolerância à luz solar, de acordo com literaturas, e analisada
a distribuição de sua ocorrência nos substratos e no Brasil. A brioflora local
é rica, apresentando 83 espécies, das quais 36 são musgos e 47 hepáticas, 38
novas ocorrências para o estado do Amapá e oito novas para a Região Norte.
Tronco vivo e tronco morto foram os substratos mais utilizados pelas briófitas.
Em sua amplitude ecológica, a maioria dos táxons é generalista, seguido pelas
especialistas de sombra.
Palavras-chave: Unidade de conservação. Musgos. Hepáticas.
1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/09/2014 a 31/07/2015). Curso: Engenharia Florestal/UEPA.
2 Orientadora; Pesquisadora – Coordenação de Botânica (CBO/MPEG).
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Caracterização anatômica de Eleocharis geniculata (L.) Roem.
& Schult (Cyperaceae) ocorrente em restinga e apicum
no município de Salinópolis, Pará
Wendell Vilhena de Carvalho¹
Alba Lúcia Ferreira Lins²
André dos Santos Bragança Gil³
Eleocharis destaca-se entre as macrófitas aquáticas típicas de áreas inundáveis e
inundadas. Tanto no Brasil quanto na Amazônia ainda são poucas as pesquisas
sobre plantas aquáticas, do ponto de vista ecológico, e principalmente anatômico.
Estas espécies geralmente apresentam variações biométricas e fenotípicas que
dificultam a sua identificação. Tais variações estão relacionadas ao substrato,
regime hídrico e aos tipos de água a que cada espécime está sujeita. O objetivo
deste trabalho é caracterizar as estruturas anatômicas de indivíduos de Eleocharis
geniculata ocorrentes em restinga e apicum, como subsídio à taxonomia e às
relações com o ambiente. O material botânico foi coletado na restinga da ilha de
Itarana e no apicum do distrito de Cuiarãna, Salinópolis (PA), em setembro de
2013 (período atípico de intensas chuvas), fixado em FAA e secionado em: raiz,
rizoma, colmo e espiga; posteriormente incluído em parafina e corado em azul de
astra e safranina. O colmo dos indivíduos de E. geniculata da restinga são maiores
do que os do apicum, e a epiderme de ambas é uniestratificada, de cutícula espessa
e constituída por células heterodimensionais. Porém, nos indivíduos do apicum
os estômatos são diminutos e intercalam-se a células epidérmicas de conteúdo
hialino. Estas células hialinas são adjacentes a feixe de fibras corticais e
subepidérmicas. O córtex do colmo é formado por parênquima clorofiliano de
células alongadas heterodimensionais, com muitos idioblastos de compostos
fenólicos dispersos em toda região cortical; tecido vascular formado por feixes
colaterais que circundam o parênquima medular constituído por aerênquimas de
células heterodimensionais e arredondadas. Os rizomas de indivíduos da restinga
apresentaram epiderme uniestratificada, córtex externo formado por células
arredondadas, o interno por aerênquimas e endoderme de espessamento em “U”.
O tecido vascular constitui-se por feixes concêntricos, distribuídos no parênquima
medular. Idioblastos de compostos fenólicos presentes no parênquima cortical e
medular.
Palavras-chave: Anatomia. Macrófita aquáticas. Eleocharis.
1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/09/2014a 31/07/2015). Curso: Engenharia Florestal/UEPA.
² Orientadora; Pesquisadora – Coordenação de Botânica (CBO/MPEG).
³ Pesquisador; Colaborador – Coordenação de Botânica (CBO/MPEG).
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osFlorística e estrutura da regeneração
de palmeiras do estado do Pará1
Wilson Filgueira Batista Júnior2
Mário Augusto Gonçalves Jardím3
A regeneração é o processo decorrente de interações bióticas e abióticas que
repõem novos indivíduosnas comunidades. A flora amazônica é rica em espécies
de palmeiras, que contribuem para a qualidade de vida e ambiental dos
ecossistemas. O objetivo da pesquisa foi conhecer a composição florística e a
estrutura da regeneração natural de palmeiras do estado do Pará. A pesquisa
foi realizada em uma floresta de várzea localizada na Área de Proteção Ambiental
Ilha do Combu (APA, Ilha do Combu), distante 2,5 km da cidade de Belém (PA), e
em uma floresta de terra firme no Parque Estadual do Utinga (PEUt), na região
metropolitana de Belém. Para análise da composição florística, foram
demarcadas aleatoriamente 269 parcelas de 1 m2 na APA Ilha do Combu e 59
parcelas no PEUt, com auxílio de 4 tubos de PVC com 1 m cada, unidos por
encaixes próprios (joelhos); e identificadas todas as espécies em nível de gênero
e família. Para a estrutura, foi utilizada uma vara de 1 m, posicionada ao centro
da parcela para quantificar as espécies/indivíduos nas seguintes classes de
altura: CT1 (até 15 cm), CT2 (15,1cm - 30 cm) e CT3 (30,1 cm - 1 m). Na APA Ilha
do Combu foram registrados 1.342 indivíduos, distribuídos em quatro gêneros e
seis espécies: Euterpe oleracea Mart. (1.061), Socratea exorrhiza (Mart.) H. Wendl.
(247), Desmoncus orthacanthos Mart. (14), Astrocaryum murumuru Mart. (12),
D. mitis Mart. (7) e D. polyacanthos Mart. (1); e a classe 2 apresentou o maior
número de indivíduos (652). No PEUt, 69 indivíduos em sete gêneros e nove
espécies: E. oleracea (19), Geonoma baculífera (Poit) Kunth (19), A. murumuru (9),
G. macrostachys Mart. (9), Maximiliana maripa (Aubl.) Drude (5), A. gynacanthum
Mart. (4), Bactris major Jacq. (2), D. orthacanthos (1) e S. exorrhiza (1); e a classe
2 com mais indivíduos (35). Conclui-se que a maior quantidade de indivíduos
regenerantes na APA Ilha do Combu está associada à ausência de antropização
e à facilidade de agentes dispersores.
Palavras-chave: Unidade de Conservação. Classe de altura. Arecaceae.
1 Apoio do projeto de pesquisa “Palmeiras da Amazônia Oriental como indicadoras de
conservação ambiental e qualidade de vida”. CNPq-Processo: 305667/2013-0.
2 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/08/2014 a 31/07/2015). Curso: Engenharia Florestal/UEPA.
3 Orientador; Pesquisador; Bolsista de Produtividade do CNPq – Coordenação de Botânica (CBO/
MPEG).
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Influência dos resíduos antrópicos sobre os atributos carbono
e nitrogênio da biomassa microbiana do solo, município de
Tailândia, Pará
Ariana do Rosário Rodrigues1
 Maria de Lourdes Pinheiro Ruivo 2
Quêzia Leandro de Moura3
As Terras Pretas Arqueológicas (TPAs) apresentam alta fertilidade e estabilidade,
e a matéria orgânica nesses solos é seis vezes mais estável que nos solos de
floresta. Aparentemente, as TPAs formam microecossistemas próprios, onde os
solos não exaurem facilmente suas propriedades químicas, mesmo nas condições
tropicais a que estão expostas ao longo do tempo. A necessidade de dar um
destino ecológico e econômico aos resíduos madeireiros possibilitou a realização
do experimento Terra Preta Nova (TPN) em Tailândia (PA), utilizando-se resíduos
madeireiros e de açougues (sangue, ossos, gordura), com o objetivo de dar um
destino final a esses resíduos problemáticos e, ao mesmo tempo, produzir um
solo mais fértil, semelhante à Terra Preta Arqueológica. O incremento de material
orgânico no solo permite a melhoria dos atributos edáficos, a racionalização das
estratégias de manejo e evita a poluição ambiental causada tanto pela má
deposição dos resíduos quanto pela redução do uso de fertilizantes. Há
necessidade de estudos que verifiquem as condições químicas e biológicas de
ambientes tão complexos, como é o caso do solo submetido ao experimento
TPN e dos solos TPAs. O objetivo deste estudo consiste em avaliar o C e o N da
biomassa microbiana do solo das diferentes parcelas de tratamento do
experimento TPN, que busca replicar as TPAs por meio da incorporação de
resíduos. A variação do pH foi de 4,90 a 5,20, indicando solos menos ácidos nos
resíduos de TPN, quando comparados aos TPAs. No Carbono e Nitrogênio, o total
foi de 7,89 a 16,19 e de 1,01 a 1,28, respectivamente. E a média do Cmic. foi
de 76,90 no tratamento 3 (resíduos de lâmina triturada) a 316,64 no tratamento
6 (Carvão + Resíduos de pó de serra); e do Nmic, 4,77 na parcela 11 (Carvão +
Resíduos de pó de serra + Resíduos de lâmina triturada) a 56,35 na parcela 10
(Resíduos de lâmina triturada + Resíduos de ossos).
Palavras-chave: Terra Preta. Biomassa. Nitrogênio. Carbono.
1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/09/2014 a 31/07/2015). Curso: Ciências Biológicas/UFPA.
2 Orientadora; Pesquisadora – Coordenação de Ciências da Terra e Ecologia (CCTE/MPEG).
3 Colaboradora; Doutoranda – Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais (UFPA/
MPEG/Embrapa).
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osEstudo taxonômico dos Ostracodes e interpretação
paleoambiental da Formação Solimões (Mio-Plioceno),
município de Eirunepé (AM), Brasil
Allan Matos de Lima1
Maria Inês Feijó Ramos2
Neste trabalho, apresenta-se o estudo taxonômico da classe Ostracoda da
localidade de Torre da Lua, município de Eirunepé (AM), correspondente a gêneros
pouco estudados para o Mioceno da Amazônia Ocidental. Em decorrência das
suas pequenas dimensões (0,2 - 0,3 mm), menores que o padrão desta classe
(0,5-1,0 mm), estes gêneros são dificilmente recuperados nas amostras, exigindo
a utilização da peneira de malha 115 mesh, mais fina que as usuais (60 e 80
mesh). Estes correspondem a três principais gêneros: Perissocytheridea, Cypretta
e Rhadinocytherura, os quais fornecem informações importantes devido às
peculiaridades ambientais a que se submetem (e.g. Perissocytheridea, marinho
marginal), auxiliando na interpretação paleoambiental da Formação Solimões.
O material do estudo provém de dez amostras coletadas no leito esquerdo do
rio Tarauacá (Eirunepé, AM), predominantemente pelíticas, embora ocorram
conglomerados ricos em fósseis. No material estudado, o registro dos gêneros
Rhadinocytherura, Perissocytheridea e Cypretta infere condições salobras para
a área da pesquisa. A presença de nódulos em valvas desta última pode indicar
mudança brusca no nível de salinidade do ambiente. Além destes, outros
gêneros mais abundantes também foram identificados, como Cyprideis, Cypria,
Cytheridella e Penthesilenula, cujas espécies são endêmicas para o Neógeno da
Amazônia e reforçam a evidência de ambientes lacustres salobros. A identificação
de outros microfósseis pouco conhecidos para a unidade durante o processo
de triagem, também constituem ferramentas importantes para o estudo desta
região. Dentre estas novas descobertas destacam-se os registros de
foraminíferos, que associados aos gêneros Rhadinocytherura e Perissocytheridea,
tipicamente mixohalinos, inferem estas condições para a área de estudo. [CNPq
160326/2014-1].
Palavras-chave: Ostracodes. Mixohalino. Sudoeste da Amazônia.
1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/09/2014 a 31/07 2015). Curso: Geologia/UFPA.
2 Orientadora; Pesquisadora – Coordenação de Ciências da Terra e Ecologia (CCTE/MPEG).
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Estudos arqueométricos de artefatos cerâmicos provenientes
dos sítios arqueológicos Marinaldo, Pau Preto, P32 da Região de
Salobo (Marabá-PA) e Jacarequara (Barcarena-PA)
Clauber Jacynto da Silva1
Dirse Clara Kern2
Maria do Perpétuo Socorro Progene Vilhena3
Os solos de Terra Preta Arqueológica são muito estudados por apresentarem
elevada fertilidade e alto teor de matéria orgânica, aspecto incomum nos solos
da região amazônica, que possuem baixa fertilidade e alto grau de intemperismo.
Os processos de formação dos solos de TPA são fundamentais para a compreensão
da sua alta fertilidade. Os fragmentos cerâmicos, normalmente encontrados nesses
solos, provavelmente têm sua parcela de contribuição para essa fertilidade. O
objetivo deste estudo é a investigação arqueométrica para a determinação da
composição química e mineralógicados fragmentos cerâmicos dos sítios
arqueológicos Marinaldo, Pau Preto, P32, da região de Salobo (Marabá-PA) e
Jacarequara (Barcarena-PA). Os solos foram coletados e preparados para
análise de fertilidade. As amostras de cerâmica foram obtidas da reserva técnica
do Museu Paraense Emílio Goeldi, lavadas e analisadas em lupa binocular e
submetidas à análise em lâmina delgada, e posteriormente identificadas as fases
mineralógicas por: Difração de Raios-X pelo método do pó. Os fragmentos de
cerâmica dos sítios Pau Preto, P32 e Marinaldo apresentam antiplásticos
semelhantes (quartzo, óxido de ferro ou feldspatos); os fragmentos do sítio
Jacarequara apresentam antiplásticos diferentes (quartzo, conchas, óxido de ferro
e carvão). As concentrações maiores nos solos são de: Fe, Al, Ti, Ca, K, Mg, Mn
e P. Alguns desses elementos são um dos principais constituintes dos
antiplásticos encontrados na cerâmica. Al, K e Ca correspondem a feldspatos, Fe
ao óxido de ferro, e Ca às conchas, o que confirma o uso intencional das matérias-
primas disponíveis em cada sítio na confecção das cerâmicas. As concentrações
de Al e Fe elevam com o aumento da profundidade, e os teores de Ti, Ca, K,
Mg, Mn e P diminuem. No sítio Jacarequara verificou-se locais de maior
concentração dos teores dos elementos Ca, Mg, P, Mn e K, que diminuíam para
as laterais e adjacências do sítio.
Palavras-chave: Terra Preta Arqueológica. Cerâmica arqueológica. Fertilidade.
1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/10/2014 a 31/07/2015). Curso: Bacharelado em Química/UFPA.
2 Orientadora; Pesquisadora – Coordenação de Ciências da Terra e Ecologia (CCTE/MPEG).
3 Pesquisadora; Colaboradora – Instituto de Geociências (IG/UFPA).
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osExtração e identificação de compostos voláteis da
infrutescência de Montrichardia linifera (Arruda) Schott.
Dayane Dantas da Silva1
Cristine Bastos do Amarante2
A aninga (Montrichardia linifera) é uma macrófita aquática encontrada em
diversos ecossistemas inundáveis da Amazônia, como igapós, margens de rios
e igarapés. Possui uma infrutescência que apresenta casca rugosa, de cor verde-
amarelada, semelhante ao abacaxi; quando, inteira não exala aroma, no entanto,
quando aberta emite odor adstringente, e sua estrutura é composta por casca,
polpa, sementes e talo interno. Esta infrutescência serve de alimento para peixes-
boi, tartarugas, búfalos, entre outros, porém sua composição química ainda é
pouco conhecida. Neste sentido, o objetivo deste trabalho foi extrair e identificar
os compostos voláteis (CV) presentes na infrutescência de M. linifera. As
amostras foram coletadas em Belém, no campus da Universidade Federal do Pará
(UFPA). Os CV foram extraídos utilizando-se 30 g da polpa seca e a técnica
microdestilação-extração simultânea em sistema Chrompack, durante 2 h e
pentano (4 mL) como solvente. Os CV presentes na solução pentânica foram
analisados por cromatografia em fase gasosa, acoplada à espectrometria de
massas em sistema Shimadzu QP-2010 Plus. O gás de arraste foi o hélio
(velocidade linear de 1 mL/min), injeção de 1 µL e o programa de temperatura
do forno foi 60-240 oC (3 oC/min). A identificação foi feita através da comparação
dos espectros de massas e índices de retenção (IR) com os existentes na
biblioteca NIST-05 do sistema e da literatura. Foram detectados 28 constituintes
voláteis, e até o momento foram identificados p-vinilguaiacol, 2-pentil furano,
metileugenol, hexadecanoato de metila e (2E)-nonenal. Destas substâncias,
p-vinilguaiacol é um dos compostos responsáveis pelo aroma natural do trigo-
sarraceno (Fagopyrum esculentum), cujos grãos são, na verdade, sementes de
um fruto. O aroma da substância pura foi descrito como: maçã, picante,
amendoim, vinho ou cravo e curry. A substânica 2-pentil furano é encontrada
nos grãos do café, conferindo notas de terra, madeira e óleo de anis.
Palavras-chave: Montrichardia linifera. Infrutescência. Compostos voláteis.
1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/09/2014 a 31/07/2015). Curso: Engenharia Ambiental/
IESAM.
2 Orientadora; Pesquisadora – Coordenação de Ciências da Terra e Ecologia (CCTE/MPEG).
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Populações tradicionais em paisagens costeiras do estado
do Pará: trajetórias históricas de uso da terra
Dimas Almeida de Assunção1
 Cristina do Socorro Fernandes de Senna2
O município de Quatipuru é a área focal da presente pesquisa, localizada na
mesorregião do nordeste paraense e na microrregião Bragantina – Pará. Este
trabalho tem como objetivo o resgate os momentos históricos da colonização da
Região do Salgado Paraense e sua relação com Quatipuru. O primeiro inicia-se no
século XVI – até metade do século XX. Neste período, o padrão de ocupação está
relacionado ao mar e aos rios que adentram a região amazônica, sendo assim
denominado padrão Rio-Várzea-Floresta, e grande parte das relações sociais,
econômicas, culturais, circulação, etc. aconteciam em torno dos rios. Na região
amazônica houve um momento impar, com a implantação do padrão cidade-
estrada-de-ferro-colônia, que influenciou diretamente as relações econômicas e
a circulação da extração gomífera. A construção da estrada de ferro Belém-Bragança
contribuiu para a criação de novos municípios, a partir da produção, escoamento
e circulação da produção agrícola, desde o final do século XIX até meados de 1960.
A partir de 1950, ocorreu a mudança de padrão de ocupação da Amazônia, focada
na implantação da estrada de rodagem Estrada-Terra firme-Subsolo. Outro objetivo
é compreender a relação da produção agrícola realizada na comunidade Taperinha
e o programa de alimentação escolar (FUNDEB) e, por fim, analisar as características
químicas e físicas de sedimentos oriundos dos campos inundáveis para avaliar o
impacto das ações antrópicas nas áreas de entorno do solo lacustre. O presente
trabalho tem como justificativa a compreensão da história da população, produção
agrícola, uso do solo, juntamente com os impactos que essas práticas refletem na
paisagem e no modo de vida de Quatipuru. Os dados foram obtidos a partir do
levantamento bibliográfico, com o referencial teórico obtido nas bibliotecas do
MPEG, UFPA e NUPAUB/USP. A coleta dos sedimentos, em forma de testemunhos,
foi realizada em ambientes lacustres/lagunares, sendo analisados em laboratório.
Como resultados parciais, pode-se inferir que é indiscutível que o município de
Quatipuru enfrentou momentos históricos distintos, com períodos de forte
desenvolvimento econômico, seguido por outros de rápido declínio. A produção
alimentar, que antes era destinada à subsistência familiar, e ocasionalmente à venda
nos centros urbanos, hoje tem outro papel, em virtude das relações econômicas
existentes entre as comunidades e o governo local. As análises laboratoriais dos
sedimentos coletados em testemunhos estão em processo de interpretação.
Palavras-chave: Populações tradicionais. Agricultura. Manejo.
 1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/09/2014 a 31/07/2015). Curso: Licenciatura Plena em
Geografia/UEPA.
 2 Orientadora; Pesquisadora – Coordenação de Ciências da Terra e Ecologia (CCTE/MPEG).
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osPaisagem, percepção e meio ambiente: uma análise geográfica
em uma comunidade rural na zona costeira paraense
Felipe Kevin Ramos da Silva1
Cristina do Socorro Fernandes de Senna2
A construção de uma geografia crítica ao analisar a relação homem-natureza, de
um lado trabalha essa relação como escopo de sua existência, mas também analisa
como esta se dá nas diferentes comunidades, em virtude da sua história de ocupação,
gerando questões sobre as estratégias de uso dos recursos. Há necessidade de expor
os conhecimentos tradicionais enquanto potência do processo de percepção, do
“ser-no-espaço”, que adquire uma importância socioambiental registrada na
memória de quem vive/habita o lugar. Afinal, habitar é autoconstruir-se no espaço,
fazendo dele a extensão da sua existência. A partir da comunidade de Taperinha,pôde-se analisar o modo de vida e a forte relação que a comunidade possui com o
seu meio, apreendendo as lições do cotidiano e aprendendo com ele. A pesquisa
objetiva analisar a percepção socioambiental das comunidades rurais que habitam
as diferentes unidades de paisagem do município de Quatipuru-PA, levando-se em
consideração a dinâmica ambiental, fortemente atuante em suas atividades sociais,
culturais e econômicas. A pesquisa foi conduzida a partir de levantamentos
bibliográficos, pesquisa de campo, com aplicação de entrevistas semiestruturadas,
registro fotográfico e observação participativa. Existe uma relação “sensível-
abstrato” constituída pelo modo de vida, em que através da dinâmica ambiental, a
comunidade percebe e extrai as possibilidades e estratégias que orbitam em função
da sobrevivência familiar. Esta consciência pode ser representada por um calendário
agrícola, que é construído a partir da percepção ambiental, de eventos e processos
ambientais que são bem aproveitados para práticas de fortalecimento de laços
familiares com o uso do espaço social ou para geração de renda. Deve-se levar em
conta que o conhecimento tradicional é apreendido pelos mais jovens, sempre
observando e/ou executando atividades junto aos mais velhos. A pesquisa
demonstrou a importância de um melhor entendimento das práticas socioambientais
na região, necessitando ser incorporada às políticas públicas, no âmbito das RESEXs
marinhas da costa brasileira, haja vista que a comunidade possui uma lógica de
reprodução e técnicas de manejo que merecem maior valorização.
Palavras-chave: Comunidade tradicional. Conhecimento tradicional. Percepção.
1 Bolsista PIBIC/ CNPq/ MPEG (Vigência: 01/09/2014 a 31/07/2015). Curso: Licenciatura Plena
em Geografia/UEPA.
2 Orientadora; Pesquisadora – Coordenação de Ciências da Terra e Ecologia (CCTE/MPEG).
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Caracterização química de compostos voláteis presentes
na inflorescência de Montrichardia linifera (Arruda) Schott.
Fernanda Menezes Costa1
Cristine Bastos do Amarante2
A espécie Montrichardia linifera, conhecida popularmente como aninga, é uma
macrófita que pertence à família Araceae. É uma planta aquática bastante comum
em regiões tropicais e ocorre em populações clonais em margens de rios e
igarapés de águas barrentas. M. linifera possui uma inflorescência de coloração
branca amarelada, que é constituída de duas partes – espádice e espata –
característica comum entre as espécies da família Araceae. Há relatos de
ribeirinhos de que nas regiões de ocorrência da aninga não há a presença do
mosquito causador da malária, apontando para uma possível ação repelente desta
planta para este inseto. Nesse sentido, o objetivo da pesquisa foi continuar os
estudos de caracterização química com a espécie M. linifera, utilizando a
inflorescência para análises de seus compostos voláteis. As amostras foram
coletadas no campus de Belém da Universidade Federal do Pará (UFPA). Os
compostos voláteis (CV) foram extraídos utilizando-se 30,17 g do material in
natura e a técnica microdestilação-extração simultânea em sistema Chrompack,
durante 2 horas, e pentano (4 mL) como solvente. Os CV presentes na solução
pentânica foram analisados por cromatografia em fase gasosa, acoplada à
espectrometria de massas em sistema Shimadzu QP-2010 Plus. O gás de arraste
foi o hélio (1 mL/min), injeção de 1 μL e o programa de temperatura do forno
foi 60-240oC, 3oC/min. A identificação foi feita através da comparação dos
espectros de massas e índices de retenção (IR) com os existentes na biblioteca
NIST-05 do sistema e da literatura. Foram encontrados 25 constituintes voláteis
presentes na parte superior da inflorescência. Os compostos identificados até o
momento foram 3-isopropil-2-metoxipirazina, 2-sec-butil-3-metoxipirazina, (Z)-
jasmona, 1,3,5-trimetoxibenzeno, (E)-nerolidol, espatulenol e tetracosano.
Destas substâncias, de acordo com a literatura, (Z)-jasmona participa do
mecanismo de defesa de algumas espécies de plantas, atuando contra pragas
e possuindo atividade repelente.
Palavras-chave: Montrichardia linifera. Inflorescência. Compostos voláteis.
1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/09/2014 a 31/07/2015). Curso: Licenciatura Plena em
Ciências Naturais-Química/UEPA.
2 Orientadora; Pesquisadora – Coordenação de Ciências da Terra e Ecologia (CCTE/MPEG).
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osEstudo arqueométrico de artefatos cerâmicos provenientes
do sítio Jabuti-Bragança e dos sítios de Mirim, Reginaldo e
Dique BF2, região do Salobo-Marabá, no estado do Pará
Ingledir Suely Silva Barra1
Dirse Clara Kern2
Maria do Perpétuo Socorro Progene Vilhena3
A Amazônia apresenta áreas de ocorrências de solos que foram modificados por
populações, denominadas de Terra Preta Arqueológica (TPA). Trata-se de um solo de
coloração escura, com demasiada fertilidade, que contrasta com a baixa fertilidade
dos latossolos e argissolos geralmente encontrados na Amazônia, além de
apresentarem restos de materiais arqueológicos, como fragmentos cerâmicos (FC),
artefatos líticos e altos teores de Ca, Mg, Zn, Mn, P e C. Os FC são de grande valor
arqueológico, uma vez que resistem a distintas condições climáticas, oferecendo
informações da área de produção, matéria-prima, temperatura de queima e o
comportamento dos povos que os manuseavam, além de possibilitar uma comparação
entre a química do solo com a química dos fragmentos e um estudo mais detalhado
sobre o enriquecimento do solo. O objetivo deste trabalho é a caracterização química
e mineralógica dos solos e FCs dos sítios arqueológicos de Jabuti-Bragança, e Mirim,
Reginaldo e Dique BF2, localizados na região de Salobo, em Marabá. Os solos
coletados foram secos ao ar livre, peneirados e submetidos a análises de fertilidade;
os cacos cerâmicos foram obtidos na reserva técnica do Museu Paraense Emílio
Goeldi, lavados, analisados em lupa ocular, submetidos à análise em lâmina
delgada, posteriormente pulverizados e encaminhados para análise de Difração de
Raios-X. Os FC dos sítios arqueológicos da região de Salobo apresentam antiplásticos
minerais como quartzo e feldspatos, já os cacos cerâmicos do sítio de Jabuti
apresentam antiplásticos formados por conchas. Os solos alcançam teores de Al2O3
(7,54%), CaO (6757 ppm), MgO (732ppm), P2O5 (775 ppm), ZnO (112ppm) no sítio de
Mirim; já o sítio de Reginaldo apresenta os maiores teores para Fe2O3 (9,01%), K2O
(4671 ppm), MnO (3009 ppm); e o sítio Dique BF2 apresenta teores elevados de TiO2
(7322 ppm) e Na2O (239 ppm). De forma geral, pode-se concluir que a matéria-prima
empregada na confecção dos artefatos era comum em cada região, evidenciando
diferenças apenas nos antiplásticos utilizados. Os sítios Dique BF2 e Reginaldo,
embora não apresentem manchas de TPA, exibem teores elevados de P2O5, CaO, MgO
e MnO, similares aos encontrados nos sítios com manchas, como os sítios Mirim e
Jabuti.
Palavras-chave: Cerâmica. Terra preta. Arqueometria.
1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/09/2014 a 31/07/2015). Curso: Bacharelado em Química/UFPA.
2 Orientadora; pesquisadora – Coordenação de Ciências da Terra e Ecologia (CCTE/MPEG).
3 Pesquisadora – Instituto de Geociências/Universidade Federal do Pará (IG/UFPA).
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Biologia da formiga Dolichoderus attelaboides (Hymenoptera,
Formicidae, Dolichoderinae) na Amazônia brasileira
Kellen Beatriz Araújo Rocha¹
Rogério Rosa da Silva²
Fernando da Silva Carvalho-Filho³
As formigas pertencem à família Formicidae, uma das mais diversas da ordem
Hymenoptera, com cerca de 12.500 espécies descritas, pertencentes a 21
subfamílias, distribuídas em quase todos os ecossistemas terrestres. O gênero
Dolichoderus ocorre em todas as regiões biogeográficas, com exceção da
Afrotropical, e possui cerca de 131 espécies. Estas são predominantemente
arborícolas e nidificam em ninhos abandonados de cupim, em troncos de árvores
podres e ninhos feitos com fibras vegetais. Apesar de Dolichoderusattelaboides
ser uma espécie comum na Amazônia, ainda é pouco estudada, e muitos
aspectos da sua biologia permanecem desconhecidos. Portanto, o objetivo desta
pesquisa é realizar um estudo amplo sobre a biologia de D. attelaboides. As
coletas foram realizadas em dois locais de Belém: Bosque Rodrigues Alves e
Parque Estadual do Utinga. Foram realizadas observações e coletas nas trilhas
dentro e na borda das florestas; e as folhas contendo ninhos foram coletadas e
levadas para o laboratório do Museu Emílio Goeldi e depositados em caixas de
plástico. As colônias foram observadas semanalmente e os comportamentos
anotados. As plantas visitadas por D. attelaboides foram as que continham
nectários extraflorais ou hemípteros das famílias Aphididae e Membracidae, os
quais produzem substâncias açucaradas que eram consumidas pelas formigas.
Os ninhos encontrados estavam em uma folha seca e entre folhas vivas de uma
espécie exótica do gênero Cordyline sp. (Asparagaceae) e de uma espécie epífita
e nativa de Araceae. Os ninhos estavam protegidos por um invólucro composto
por fibras vegetais, pequenas sementes e fezes de morcego. Os
comportamentos mais comuns registrados foram: andar e patrulhar a entrada
do ninho, explorar áreas externas e alimentação. Não foi observado o
comportamento de trofalaxis, muito comum em várias espécies de formigas.
Palavras-chave: Artrópode. Inseto. Trofalaxis.
1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/09/2014 a 31/07/2015).Curso: Ciências Naturais – Biologia/UEPA.
2 Orientador; Pesquisador – Coordenação de Ciências da Terra e Ecologia (CCTE/MPEG).
3 Pesquisador; Colaborador – Coordenação de Zoologia (CZO/MPEG).
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osEstudo taxonômico da família Cytheruridae Mueller, 1894,
(Ostracoda-Crustacea) da Formação Pirabas
 (Oligo-Mioceno), Pará, Brasil
Laylana Lígia Rodrigues de Almeida1
Maria Inês Feijó Ramos²
Os ostracodes, juntamente com os foraminíferos, são os mais abundantes e
diversos na formação Pirabas, apresentando um dos raros registros de microfauna
marinha do Mioceno da região costeira do Brasil. A família Cytheruridae G. W.
Mueller, 1894, foco desta pesquisa, é representada por espécimes de tamanho
bastante reduzido, o que explica o motivo dela estar pouco representada na
maioria das listas já publicadas, principalmente de ostracodes de águas profundas.
Neste trabalho pretende-se desenvolver o estudo taxonômico e o apuramento
das interpretações paleoambientais, bioestratigráficas e paleozoogeográficas
com base nesta família. As amostras foram coletadas ao longo de um perfil
estratigráfico traçado da Mina B-17, situada no município de Capanema, Pará, e
preparadas pelos métodos convencionais, para recuperação de microfósseis
calcários. Os ostracodes foram triados em microscópio estereoscópico e
acondicionados em lâminas plummer por semelhança morfológica. Para a
identificação taxonômica foi utilizado o MEV e consultas às referências
bibliográficas especializadas. Foram analisadas as amostras dos níveis B-12, B-8
e B-7, cujos gêneros identificados foram Cytheropteron, Semicytherura e
Cytherura, pertencentes à família abordada. Além destes, outros gêneros
associados foram reconhecidos, dentre os quais Cyprideis e Perissocytheridea,
que são de fundamental importância nas interpretações paleoambientais. A
amostra B-12 teve especial atenção devido à peculiaridade genérica dos
ostracodes e por apresentar maior abundância de espécimes da família
Cytheruridae, os quais não ocorrem nas demais amostras. Este intervalo analisado
representa as fácies lagunares da Formação Pirabas.
Palavras-chave: Ostracodes. Capanema. Fácies lagunares.
¹ Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/09/2014 a 31/07/2015). Curso: Geologia/UFPA.
² Orientadora; Pesquisadora – Coordenação de Ciências da Terra e Ecologia (CCTE/MPEG).
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Extração e análise dos compostos voláteis presentes nas
folhas da espécie Montrichardia linifera (Arruda) Schott
Leandro Cordovil dos Santos1
Cristine Bastos do Amarante2
A Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que países como Brasil
apresentam uma grande parcela de sua população dependente de terapias com
plantas. A maior parte da imensa biodiversidade do Brasil é encontrada na
Amazônia, onde se utilizam matérias-primas naturais que possibilitam o
desenvolvimento de pesquisas que resultam em novas terapêuticas. Dentre as
milhares de espécies destaca-se a Montrichardia linifera (Arruda) Schott, pois
acredita-se que seja uma erva potencialmente rica em uma série de propriedades
bioativas devido ao seu uso tradicional como cicatrizante, expectorante,
tratamento de acne e impigens. O objetivo deste trabalho foi continuar os estudos
de caracterização dos constituintes químicos utilizando a folha para análise dos
componentes voláteis (CV). As amostras foram coletadas no campus da
Universidade Federal do Pará. Os CV foram extraídos utilizando-se 18 g do
material seco e a técnica de microdestilação-extração simultânea em sistema
Chrompack, durante 2 horas e pentano (4 mL) como solvente. Os CV presentes
na solução pentânica obtida foram analisados por cromatografia em fase gasosa,
acoplada à espectrometria de massas (CG/EM) em sistema Shimadzu QP-2010
Plus. O gás de arraste foi o hélio (velocidade linear 1 mL/min), injeção de 1 µL
e o programa de temperatura do forno foi de 60-240°C em uma taxa de 3°C/min.
A identificação foi feita através da comparação dos espectros de massas e índices
de retenção (IR) com os existentes na biblioteca NIST-05 do sistema e da
literatura. De acordo com os cromatogramas gerados, foram detectados 15
constituintes voláteis presentes nas folhas secas da espécie. As substâncias
identificadas até o momento foram: hexanal, (2E)-hexenal, benzaldeído,
fenilacetaldeído, nonanal, β-ciclocitral, metileugenol, (Z,E)-α-farneseno, α-ionona,
geranil acetona, β-ionona, pentadecano, α-calacoreno, (E)-nerolidol e
hexadecano. O benzaldeído, por exemplo, possui ação antifúngica comprovada
em estudos científicos, além de ser uma das substâncias de maior concentração
nas amostras analisadas.
Palavras-chave: Montrichardia linifera. Folhas secas. Compostos voláteis.
1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/09/2014 a 31/07/2015). Curso: Bacharelado em Farmácia/UFPA.
2 Orientadora; Pesquisadora – Coordenação de Ciências da Terra e Ecologia (CCTE/MPEG).
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osTaxonomia de sirênios da Formação Pirabas
(Oligo-Mioceno), Pará-Brasil
Raul de Azevedo Carvalho¹
Heloisa Maria Moraes Santos²
Os sirênios constituem um dos grupos de vertebrados mais diversos
encontrados na Formação Pirabas (Oligo-Mioceno), sendo, até o momento, o
único grupo de mamíferos ocorrente na formação. Está representado por três
gêneros: Rytiodus Lartet 1866, Dioplotherium Cope 1883 e Metaxytherium
Christol 1840, todos classificados na família Dugongidae. Sirenotherium
pirabense Paula-Couto 1967, outro táxon presente na formação, é considerado
nomen dubium. Desses táxons, Rytiodus é o que atingia as maiores dimensões,
e Metaxytherium as menores. Essa diversidade de sirênios na Formação Pirabas
é semelhante àquela documentada para a região da costa atlântica oeste-
caribenha. Dada a significativa diversidade de sirênios na formação, a
determinação taxonômica do grupo é importante para o melhor conhecimento
de sua diversidade e disponibilização para pesquisas. Coletas sistemáticas
realizadas recentemente contribuíram para ampliar o número de exemplares
recuperados. Aqui são apresentados os resultados do estudo taxonômico de
material de sirênios provenientes de depósitos da Formação Pirabas,
aflorantes na Praia do Atalaia (Salinópolis, Pará). Este material consta de
quatro espécimes, representados, em parte, por elementos de crânio e pós-
crânio incompletos, depositados no Acervo de Paleontologia do Museu
Paraense Emílio Goeldi (MPEG). O estudo dos espécimes baseou-se na
observação dos principais caracteres diagnósticos propostos em estudos
taxonômicos para sirênios:morfologia do crânio, morfologia geral dos
molariformes e dos incisivos (defesas), e comparação com os representantes
fósseis depositados no acervo e da literatura especializada. Foram
preliminarmente identificados três táxons distintos da família Dugongidae:
dois atribuídos a Metaxytherium; um a Dioplotherium; e um terceiro táxon, com
morfologia de incisivos típica dos dugongídeos, e porção caudal do crânio
semelhante a de Dioplotherium, cujas dimensões excedem a de um Dioplotherium
adulto, sendo aquém às de Rytiodus. Esta análise evidencia a presença de um
possível novo táxon Dugongidae na Formação Pirabas. Contudo, estudos
descritivos detalhados são necessários para a confirmação dos resultados.
Palavras-chave: Dugongidae. Praia do Atalaia. América do Sul.
¹ Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/09/2014 a 31/07/2015). Curso: Museologia/UFPA.
2 Orientadora; Pesquisadora – Coordenação de Ciências da Terra e Ecologia (CCTE/MPEG).
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Caracterização granulométrica, mineralógica e
geoquímica dos sedimentos de fundo do canal
do Quiriri e rio Pará, baía do Marajó
Thiago Pereira de Souza¹
José Francisco Berredo Reis da Silva²
A baía do Marajó, composta pelo rio Pará e o canal do Quiriri, caracteriza-se
por apresentar importantes descargas fluviais, com hidrodinâmica
diferenciada. O estudo teve como objetivo identificar as possíveis áreas-fonte
de sedimentos do rio Pará, com base nos minerais pesados e leves, e sua
distribuição granulométrica. A determinação granulométrica foi realizada pelo
granulômetro a laser Analysette 22 Microtec plus, e a difratometria de raios-
X por um equipamento marca Panalytical, modelo X’pert pro Mpd (Pw 3040/
60). As fases mineralógicas foram identificadas em amostra total (método do
pó) e os minerais de argila em lâmina orientada, glicolada e aquecida. A
aquisição dos registros foi realizada com o software X’Pert Data Colletor, e o
tratamento dos dados com o software X’Pert High Score versão 2.1b, da
PANalytical, no Instituto de Geociências/UFPA. Os minerais pesados foram
separados por decantação em líquido denso (bromofórmio). Os minerais
pesados transparentes consistiram de 12 diferentes espécies, dentre eles
zircão, turmalina, rutilo, cianita e estaurolita e de distribuição mais restrita,
como silimanita, andaluzita, epidoto, hornblenda, topázio, granada e diopsídio.
Os sedimentos são síltico-arenosos, compostos de silte (55%), areia grossa
(6%), areia média (14%), areia fina (24%) e areia muito fina (1%). O canal Quiriri
é composto por sedimentos mais grosseiros, ao passo de que na região da
porção interior do rio Pará houve a predominância de sedimentos finos. Tal
diferença é atribuída à hidrodinâmica das duas regiões. A quantidade
apreciável de minerais como cianita, silimanita e estaurolita sugere uma
possível fonte metamórfica.
Palavras-chave: Mineralogia. Granulometria. Sedimentos.
1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/09/2014 a 31/07/2015). Curso: Geologia/UFPA.
2 Orientador; Pesquisador – Coordenação de Ciências da Terra e Ecologia (CCTE/MPEG).
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osO Batismo nos escritos de João Felipe Bettendorff: a aplicação
do sacramento para o “bem morrer” dos índios
Adriano Corrêa de Sousa1
Cândida Barros2
Karl Arenz3
Entre meados do século XVII e a primeira metade do século XVIII, no norte da
América portuguesa, inúmeros ameríndios foram convertidos ao Cristianismo.
Símbolos da transformação indígena e do método catequético, surgem os
aldeamentos, que se configuraram como um sistema de interação sociocultural
entre europeus e nativos, com o intento de converter os indígenas ao
cristianismo através da divulgação do Evangelho por parte dos missionários
católicos. Nesse cenário, aparecem entre os jesuítas diversos atores, figurando
entre eles o padre João Felipe Bettendorff, que esteve em missão no estado do
Maranhão durante 37 anos, deixando uma Crônica (Crônica dos Padres da
Companhia de Jesus no Estado do Maranhão, em 1698) sobre as atividades
missionárias na região, e um catecismo com formulários em língua geral e
português (Compêndio da Doutrina Cristã na Língua Portuguesa e Brasílica, em
1687). Levando em consideração esses documentos, o objetivo deste trabalho
é comparar o tema do Batismo em caso de urgência diante de morte iminente,
nesses dois escritos do padre luxemburguês. A importância deste estudo sobre
o Batismo baseia-se no fato de que este sacramento marcava a conversão do
indígena ao cristianismo e, como tal, era de suma importância que fosse realizado
antes da morte de um nativo, em prol do seu “bem morrer” – termo utilizado
por Bettendorff para indicar que um índio não poderia falecer sem a realização
do referido sacramento. Apresentaremos o capítulo “Breve instrução para o
batismo de um índio pagão em caso de extrema necessidade”, do catecismo de
Bettendorff (1687), e o associaremos com as experiências dos padres relatadas
na crônica. A análise consistirá da parte em português do catecismo.
Palavras-chave: Batismo. Catecismo. Jesuíta.
1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência:01/10/2014 a 31/07/2015) Curso: Licenciatura em História/UFPA.
2 Orientadora; Pesquisadora – Coordenação de Ciências Humanas (CCH/MPEG).
3 Pesquisador – Faculdade de História, Universidade Federal do Pará (UFPA).
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Conservação preventiva na Reserva Técnica da
Coleção Etnográfica do Museu Paraense Emílio Goeldi:
monitoramento e análise de condições climáticas
Bianca Cristina Ribeiro Vicente1
Claudia Leonor López2
Sue Anne Regina Ferreira da Costa3
Os acervos etnográficos são constituídos por materiais originados do trabalho manual
de diferentes culturas ao longo dos tempos. No MPEG, aproximadamente 14 mil
objetos de origem indígena, africana e regional estão salvaguardados na Reserva
Técnica Curt Nimuendaju (RT). Zelar pela conservação deste acervo inclui práticas
como as de Conservação Preventiva, que prevê o prolongamento das boas condições
físicas e químicas dos objetos, a partir da redução da ação dos agentes de
degradação, tais como temperatura e umidade relativa. Estes, em valores
inadequados, são extremamente danosos, em especial para os materiais de origem
orgânica, a maior parte do acervo em questão. Sendo assim, fez-se o monitoramento
das condições ambientais da RT, objetivando analisar a temperatura e umidade
relativa (UR) dos ambientes macro (sala) e micro (armários, gavetas e embalagens),
com a utilização de três dataloggers (2 HT-500 e 1 HT-70), programados para coleta
a cada duas horas, durante 5 dias, em 10 diferentes pontos na RT. A temperatura
média encontrada foi de 30,25°C e UR de 55,90%, tendo ambas apresentado
variações de 2,03 e 10,35, respectivamente. Esses valores corroboram com os
propostos pelo sistema de climatização instalado na RT, o que mantém a UR em
padrões internacionais propostos para a preservação, especialmente contra os ataques
biológicos (ameaça constante ao acervo de origem orgânica), e a temperatura em
valores acima dos indicados pela literatura, o que aparentemente não tem sido um
problema, haja vista as condições superficiais do acervo. Porém, análises mais
específicas podem indicar se há ou não perda de água (hidrólise) nos materiais.
Outrossim, é importante destacar a baixa variação, que, em altos valores, aumenta
a movimentação dimensional dos materiais, acelerando a deterioração. Portanto, as
análises aqui apresentadas não só confirmam a eficácia do sistema de climatização
já estabelecido, como gera subsídios para políticas efetivas de curadoria, garantindo
assim a salvaguarda do patrimônio.
Palavras-chave: Conservação preventiva. Coleção etnográfica. Monitoramento
climático.
1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/09/ 2014 a 31/07/ 2015). Curso: Museologia/UFPA.
2 Orientadora; Pesquisadora e Curadora da Coleção Etnográfica Curt Nimuendaju – Coordenação
de Ciências Humanas (CCH/MPEG).
3 Professora; Colaboradora – Curso de Museologia (UFPA)
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1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência 01/09/2014 a 31/07/2015). Curso: Geografia/UFPA.
2 Orientadora; Pesquisadora – Coordenação de Ciências Humanas (CCH/MPEG).
Catalogação, higienização e organização documental da
Coleção Arqueológica do Projeto Médio Urubu presente
 na Reserva Técnica Mário Ferreira Simões
Elaína Monteiro Ferreira Cunha¹
 Helena Pinto Lima²
O universo de trabalho deste subprojeto consiste no gerenciamento dos dados
e salvaguarda das coleções arqueológicas do Projeto “Pesquisas Arqueológicas
no Médio Urubu” (Simões 1981), na esfera do Programa Nacional de Pesquisas
Arqueológicas na Bacia Amazônica (PRONAPABA). Diante da necessidade de
pesquisa do Projeto Baixo Urubu, em andamento no Museu Paraense Emílio
Goeldi e Museu Amazônico da Universidade Federal do Amazonas (UFAM),
objetivou-se estabelecer elos de comunicação entre os dados antigos e as novas
informações obtidas nas pesquisas em vigência na região. Seguindo os
parâmetros curatoriais atualmente adotados no MPEG, a coleção PRONAPABA/
Médio Urubu (AM-IT-#), presente na Reserva Técnica Mário Simões desde os anos
de 1970-1980, foi reacondicionada por meio de um novo procedimento de
curadoria. Tal gerenciamento do acervo dispõe nas coleções trabalhadas uma
acessibilidade mais clara às informações e aos dados. A coleção em estudo
compreende os materiais de 22 sítios arqueológicos, dispostos em 117 caixas
plásticas. O novo processo curatorial realizado incluiu: abertura e higienização
de peças, substituição das embalagens de papel por sacos plásticos, confecção
de novas etiquetas. Em seguida, foi efetuado o gerenciamento documental
(digitalização de documentos) e registro fotográfico das peças para alimentação
de um banco de dados contendo a numeração das peças e as informações sobre
a classificação e análise dos materiais contidos em cada embalagem. Uma vez
estabelecidos os procedimentos metodológicos, este processo foi finalizado em
seis desses sítios, correspondendo a 16 caixas. Este trabalho ainda deve continuar
nos demais sítios, permitindo que se conclua uma das principais implicações da
pesquisa, com vistas a uma melhora significativa na identificação e visualização
dos materiais arqueológicos da coleção, assim como na acessibilidade aos dados
para estudo.
Palavras-chave: Gerenciamento documental. Curadoria. Coleções arqueológicas.
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Estudo da cultura material arqueológica
do Sítio Engenho Jaguarari
Gerson de Figueiredo dos Santos1
Fernando Luiz Tavares Marques2
O processo de musealização é a ação que transfere um determinado objeto de
seu contexto histórico e/ou cultural, e insere-o no contexto do museu através
da aquisição, documentação, estudo, preservação e da divulgação do mesmo.
A partir deste conceito, este subprojeto vinculado ao projeto “Arqueologia e
História de Engenhos no Estuário Amazônico”, coordenado por Fernando Luiz
Tavares Marques, tem a finalidade de estudar a cultura material encontrada no
sítio Jaguarari (PA BA-075), localizado na margem esquerda do rio Moju, na
Rodovia Alça Viária, junto à ponte Moju-Alça Viária. Parte deste material refere-
se ao período em que a Fazenda Jaguarari esteve sob a administração dos
Jesuítas, por volta de 1660 até 1759. Nessa época, a fazenda era próspera não
somente em relação aos seus produtos e a sua comercialização, mas também
aos serviços, pois uma das formas de catequese foi o ensino de ofícios aos
indígenas, que eram a principal mão de obra local. Neste contexto também foram
encontradas cerâmicas indígenas no sítio. Devido à variedade da origem dos
objetos encontrados no sítio Jaguarari, foi necessário realizar um levantamento
bibliográfico, a fim de conhecer as populações que habitavam o local (colonos,
indígenas, jesuítas, militares e negros) e entender os contextos em que estavam
inseridos os achados. O próximo passo será a análise laboratorial da cultura
material e verificar, por meio de alguns procedimentos curatoriais (seleção,
estudo e produção de discurso expositivo), suas possibilidades para a
implementação de ações museográficas que venham a valorizar e preservar o
sítio Jaguarari. Este sítio foi impactado pelo projeto Alça-Viária, cujas obras da
rodovia atingiram os vestígios das antigas construções, como a igreja, que, devido
à sua frágil estrutura, encontra-se em avançado processo de arruinamento.
Entretanto, se houver uma valoração do sítio, é possível que este seja preservado,
e uma das formas de valorizá-lo e preservá-lo é transformando-o em um espaço
de visitação museal, que poderá contar com uma exposição permanente, sendo
a mediação feita pelos próprios habitantes do entorno, visto que estes têm
interesse no sítio, pois sabem do potencial turístico do local, pela sua
localização de fácil acesso.
Palavras-chave: Arqueologia. Engenho. Musealização.
1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/02/2015 a 31/07/2015). Curso: Bacharelado em Museologia/UFPA.
2 Orientador; Pesquisador – Coordenação de Ciências Humanas (CCH/MPEG).
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osSistema de informação geográfica para caracterização
e espacialização de engenhos dos séculos XVII e XIX
no estuário amazônico
Taís Juliane do Carmo Araújo1
Fernando Luiz Tavares Marques2
O estudo de engenhos na região do estuário amazônico está nas diversas
abordagens que podem ser relacionadas, por exemplo, à colonização e ocupação
humana, agricultura, identidade cultural, transculturação, especificidades
geográficas, além de outras possibilidades. O Sistema de Informação Geográfica
(SIG) torna-se uma importante ferramenta para auxiliar nesses estudos, através
do tratamento de uma base de dados com informação espacial a partir da
integração de dados georeferenciados. O objetivo do estudo foi elaborar Sistema
de Informações Geográficas para localização, catalogação e caracterização dos
engenhos coloniais no estuário amazônico, abrangendo áreas nos municípios
de Vigia, Bujaru, Belém, Barcarena Ponta de Pedras, Abaetetuba, Igarapé-Miri,
Acará e Moju. A metodologia utilizada consistiu em um levantamento
bibliográfico e cartográfico, para elaboração da base cartográfica de referência
e do SIG. Os resultados permitiram a montagem de um banco de dados
georreferenciado, em arquivo vetorial, relacionado a uma tabela de informações
dobtr a espacialização e identificação dos sítios encontrados, que totalizaram
55 engenhos movidos à energia da maré, e a elaboração de várias cartas de
imagens temáticas de localização ou distribuição dos engenhos. Após a análise
espacial dos engenhos foi possível constatar que a ocupação humana e as
atividades agrícolas são os fatores impactantes nos sítios arqueológicos, que
podem resultar na alteração drástica dos contextos arqueológicos, até mesmo
a sua perda irreversível.
Palavras-chave: Sistema de Informação Geográfica. Estuário amazônico.
Engenhos.
1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/09/2014 a 31/07/2015). Curso: Bacharelado em Ciências
Ambientais: Perícia e Gestão Ambiental.
2 Orientador; Pesquisador – Coordenação de Ciências Humanas (CCH/MPEG).
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1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/09/2014 a 31/07/2015). Curso: Ciências Sociais/UFPA.
2 Orientador; Pesquisador da Coordenação de Ciências Humanas (CCH/MPEG).
Xamanismo & urbanização num território indígena –
o papel dos rezadores em São Gabriel da
Cachoeira (Alto Rio Negro - Amazonas)
Ellana Fiama Souza da Silva1
Antonio Maria de Souza Santos2
Os estudos sobre saúde-doença, cura, corpo, morte e sobrenatural nas
sociedades indígenas têm no xamanismo uma refêrencia fundamental, pois a
atuação dos pajés (xamãs) é crucial nos processos de cura ligados à medicina
tradicional. Este estudo refere-se à região do Alto Rio Negro, Amazonas, que
representa uma grande província etnográfica, composta por vários grupos
indígenas: Tukano, Baré, Baniwa, Piratapuia, Tariano, Dessano, Karapanã,
Arapasso, Uanana, Barassano, Kubeua, Kamã (Maku). Todavia, nossa observaçãodireciona-se ao contexto urbano da sede municipal de São Gabriel da Cachoeira,
com uma população estimada em 30.000 habitantes, sendo 60% composta por
indígenas ligados às várias etnias aqui referidas, ao lado do segmento branco
e regional. O sistema local de saúde é representado por um pluralismo médico.
De um lado, a medicina ocidental; de outro, as medicinas tradicionais, com o
xamanismo, o herbalismo, o culto aos santos e, sobretudo, os rezadores, versão
urbana dos xamãs (pajés) das aldeias. A pesquisa abrange tanto levantamentos
bibliográficos e documentais referentes ao tema, bem como consultas a
profissionais que detêm conhecimentos sobre esta temática na região do Alto
Rio Negro. Salientamos, ainda, a importância das observações de campo na
cidade de São Gabriel da Cachoeira, bem como contatos com segmentos indígenas
no meio urbano na capital do Amazonas, Manaus. Os rezadores que atuam no
meio urbano de São Gabriel da Cachoeira tanto podem ser homens como
mulheres. Entre os moradores da região, além das doenças comuns de branco,
podem-se manifestar algumas situações atribuídas a causas não naturais que
merecem cuidados tradicionais específicos, principalmente com a atuação dos
rezadores.
Palavras-chave: Rio Negro. Pajés. Medicinas tradicionais.
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1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/09/2014 a 31/07/2015). Curso: Licenciatura em Música/UEPA.
2 Orientadora; Pesquisadora Titular – Coordenação de Ciências Humanas (CCH/MPEG).
Música Ka’apor, a práxis musical como medicina: contribuições
para uma aproximação à etnomusicologia médica
Hugo Maximino Camarinha1
Claudia Leonor López Garcés2
Como uma primeira abordagem à música Ka’apor, este projeto emerge de
indagações acerca do universo cosmológico deste povo e, por conseguinte,
singulariza a sua música do ponto de vista de sua aplicabilidade à saúde indígena.
Com população aproximada de 1.584 habitantes (IBGE, 2010), os Ka’apor estão
localizados na Terra Indígena Alto Turiaçu, no estado do Maranhão; falam uma
língua do tronco Tupi e são conhecidos por sua arte plumária. O objetivo deste
estudo foi investigar a música Ka’apor no contexto ritual das práticas da medicina
tradicional indígena, isto é, estudar a música em relação à cosmologia e às
práticas xamânicas Ka’apor. Na primeira fase da pesquisa foi efetuado o
levantamento bibliográfico, de aporte antropológico e etnomusicológico, mais
especificamente na subárea de etnomusicologia médica, com o intuito de
aproximação teórica ao objeto de estudo. A segunda fase, baseada na minha
primeira experiência etnográfica na aldeia Xiepihu-rena, recorre aos registros
no diário de campo, videográfico e fonográfico, como as principais técnicas
de pesquisa. A partir da perspectiva etnográfica, foi elaborado o relato do
ritual de pajelança Ka’apor, e com base no resultado desse levantamento,
posteriormente foi realizada a análise comparativa com um estudo prévio sobre
a pajelança Tembé. Destaca-se a gravação de cânticos Ka’apor do ritual de
pajelança, editados e compilados para posterior tombamento junto ao acervo
digital do MPEG. Com base nos elementos etnográficos e na compilação dos
cânticos, foram feitas aproximações a partir de contribuições da antropologia
e da etnomusicologia médicas, objetivando um melhor entendimento dos
processos de práxis musical como medicina indígena.
Palavras-chave: Música indígena. Povo Ka’apor. Etnomusicologia médica.
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1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/09/2014 a 31/07/2015). Curso: Engenharia Agronômica/UFRA.
2 Orientador; Pesquisador colaborador – Coordenação de Ciências Humanas (CCH/MPEG).
A formação de solos antrópicos na Amazônia Oriental
Jullya Rosa A. S. dos Santos1
Morgan J. Schmidt 2
A Terra Preta Arqueológica (TPA) é um solo antrópico, ou seja, um solo modificado
por atividades humanas, que contém evidências da sua formação, por diversos
vestígios arqueológicos. Este solo apresenta um alto potencial para a agricultura,
devido à sua fertilidade elevada e, por isso, a terra preta é procurada por diversos
habitantes da Amazônia para cultivo. Em sua grande maioria, a TPA apresenta
elevados teores de macro e micronutrientes, principalmente o P, que é
considerado por vários autores como um indicador de solo antrópico, baixos
teores de Fe, Al e pH elevado, bem como saturação por base, soma de bases e
CTC. Com enfoque na arqueologia, este projeto busca contribuir com novas
informações sobre os processos específicos de formação de solos antrópicos na
Amazônia, realizando estudos e análise das amostras de solos coletadas durante
escavações arqueológicas no município de Canaã do Carajás, Pará. O objetivo
consiste em analisar amostras coletadas em diversos sítios arqueológicos, para
entender a variabilidade entre os diferentes sítios, e criar uma base de informações
em que essas amostras sejam contextualizadas. As análises de fertilidade foram
realizadas na Coordenação de Ciências da Terra e Ecologia (CCTE) do Museu
Paraense Emílio Goeldi. No entanto, outros lotes de amostras foram enviados ao
laboratório da Embrapa-Belém. Os resultados mostram que há diferenças
marcantes nos teores de nutrientes disponíveis nos diferentes sítios. De acordo
com as análises químicas, é possível observar que alguns sítios arqueológicos
possuem grande capacidade na retenção de nutrientes e uma maior adsorção,
trazendo, então, maiores níveis de fertilidade, enquanto outros sítios não
apresentam modificações marcantes no solo.
Palavras-chave: Solo antrópico. Análise química. Fertilidade do solo.
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osA tradição regional Saracá do rio Urubu, estudada
a partir do Sítio Arqueológico Sucuriju
Luíza Silva de Araújo¹
 Helena Pinto Lima²
A região do rio Urubu (Itacoatiara e Silves/AM) apresenta uma cultura material
peculiar. Desde as pesquisas sistemáticas iniciais na região, que remontam ao
PRONAPABA, nos anos 1970-1980, é evidente a dificuldade em classificá-la
dentro das tradições ceramistas da Amazônia. Propôs-se, à época, a Tradição
Regional Saracá, uma variante da Tradição Incisa e Ponteada. Este estudo
objetivou reanalisar os materiais coletados por Simões no sítio arqueológico
AM-IT-41: Sucuriju, a fim de entender as particularidades da TR Saracá, e como
se chegou a essa classificação, procurando compreender os seus significados
no contexto da ocupação regional. Trata-se de um extenso sítio de terra preta,
em grande profundidade e densidade de materiais, que conta com uma
sequência de datações e uma tipologia cerâmica usadas como base de diálogo
para o trabalho. Foi aplicada uma ficha de análise por atributos, a partir da
cadeia operatória de produção cerâmica, individualmente, nos fragmentos do
sítio. A análise procurou associar os diferentes atributos tecnológicos, levando
em consideração o seu contexto de deposição e cronologia. A cerâmica Saracá
é caracterizada pelo amplo uso de ponteados, incisões e acanalados dispostos
em vasilhas com morfologias específicas, seguindo determinadas regras de
aplicação. Esta co-ocorre com fragmentos diagnósticos da fase Guarita (TPA)
em todos os níveis, sendo que algumas regras parecem comuns aos dois
conjuntos, levando-nos a questionar se realmente são duas culturas distintas.
Interpretamos a cultura Saracá como mais próxima da TPA do que da Tradição
Incisa e Ponteada. No entanto, as particularidades dessas cerâmicas permitem
considerá-la mais como uma mescla do que como variante de uma ou de outra
tradição. A hipótese de a região marcar uma fronteira cultural possibilita
inferir uma relação próxima entre diferentes culturas, que se reafirmaria em
um sistema cultural expresso na produção de uma cerâmica híbrida, mas
particular, e localmente representativa.
Palavras-chave: Cerâmica arqueológica da Amazônia. Tradição regional Saracá.
Fronteira cultural.
1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/09/2014 a 31/07/2015). Curso: Ciências Sociais/UFPA.
2 Orientadora; Pesquisadora – Coordenação deCiências Humanas (CCH/MPEG).
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1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 03/09/2014 a 31/07/2015). Curso: Licenciatura Plena em História/
FCAT; e Licenciatura Integrada em Educação em Ciências, Matemática e Linguagens/UFPA.
2 Orientadora; Pesquisadora Titular – Coordenação de Ciências Humanas (CCH/MPEG).
3 Pesquisadora Colaboradora; Bolsista de Capacitação Institucional – Coordenação de Ciências
Humanas (CCH/MPEG).
4 Pesquisadora Colaboradora; Tecnologista – Coordenação de Ciências Humanas (CCH/MPEG).
5 Professor Colaborador – Faculdade de Castanhal (FCAT).
A prática social do lazer no meio pesqueiro do litoral paraense
Marcus dos Reis Ferreira1
Lourdes Gonçalves Furtado2
Guilherme Bemerguy Chêne Neto3
Graça Santana4
Renato Aloízio de Oliveira Gimenes5
Este estudo visa compreender a realização das práticas de lazer nas populações
tradicionais pesqueiras. Essas atividades, sejam de entretenimento, diversão,
jogo ou mesmo o repouso, dentre outras que se traduzem como atividades de
lazer, estão vinculadas ao tempo, que, por sua vez, apresenta-se de maneira
distinta nas sociedades industriais, não sendo aplicado do mesmo modo para
as sociedades tradicionais. O objetivo deste trabalho foi identificar os
significados dessas práticas no cotidiano das populações pesqueiras,
verificando em que momento essas práticas são realizadas, e se as mesmas
refletem na qualidade de vida desses pescadores. O locus da pesquisa e coleta
de dados é denominado Bairro Alto, no município de Curuçá (PA). A área em
estudo é importante porque se insere em uma Unidade de Conservação chamada
de Reserva Extrativista Marinha Mãe Grande Curuçá, tendo como finalidade a
utilização dos recursos naturais de modo sustentável. A pesquisa baseou-se na
metodologia antropológica de caráter etnográfico, envolvendo também a revisão
bibliográfica, observação direta e entrevistas com os moradores. Assim, a relação
desses sujeitos sociais com o meio ambiente evidencia as suas formas e práticas
de lazer elaboradas a partir da cultura local, sendo que essas atividades não
exigem gastos elevados. Logo, os espaços aquáticos e terrestres em que a
comunidade está inserida configuram-se como áreas para a realização das
práticas de lazer, sendo de acesso e uso comum da comunidade, não havendo
uma distribuição desigual desses espaços.
Palavras-chave: Lazer. Populações tradicionais. Curuçá/PA.
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¹ Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/09/2014 a 31/07/2015). Curso: Agronomia/UFRA.
² Orientador; Pesquisador – Coordenação de Ciências Humanas (CCH/MPEG).
O impacto das atividades humanas do passado
nas propriedades do solo
Priscyla Neves Cardoso¹
Morgan Jason Schmidt²
Sítios arqueológicos na Amazônia são frequentemente identificados por solos
de coloração escura, conhecidos como terra preta. Estes solos antrópicos, ou
seja, solos modificados por atividades humanas, são caraterizados pela presença
de vestígios arqueológicos, carvão em abundância e altos índices de fertilidade
devido às atividades humanas durante a ocupação e uso do local. Estes solos
tipicamente apresentam elevados teores de C, N, P, K, Ca, Mg, Cu, Mn, Zn e
outros nutrientes, acidez reduzida e textura alterada, em comparação ao solo
circunvizinho, capaz de estimular o melhor desenvolvimento de cultivos e, por
esse motivo, são procurados por diversos agricultores na Amazônia. Este trabalho
tem por objetivo contribuir com novas informações sobre o uso do espaço em
um sítio pré-histórico e avaliar os impactos sofridos após o seu abandono na
pré-história, com a implantação da sede de uma fazenda no local. O sítio em
análise, Boa Esperança II, é um sítio de céu aberto, localizado no município de
Canaã dos Carajás, ao longo do rio Sossego. O método utilizado consiste na
análise química do solo, cruzando com dados das escavações arqueológicas. A
coleta das amostras de solo foi realizada através de sondagens e escavações
arqueológicas. As análises, que incluíram pH, CO, P, K, Mg, Cu, Fe e Al trocáveis,
foram realizadas nos laboratórios do Museu Paraense Emílio Goeldi e da Embrapa-
Belém, seguindo os métodos da Embrapa. Resultados também foram obtidos
por análises na Embrapa-Rio de Janeiro, que incluíram teores totais de P, Ca,
Mg, Cu, Fe, Mn, Zn, Ba, e Sr, pH, susceptibilidade magnética e condutividade
elétrica. Os resultados mostram diferenças na química do solo ao longo do sítio,
indicando uso diferenciado do espaço durante a sua ocupação pré-histórica.
Palavras-chave: Solo antrópico. Terra preta. Análise química.
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1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/09/2014 a 31/07/2015). Curso: Bacharelado em
Museologia/UFPA.
2 Orientador; Pesquisador – Coordenação de Ciências Humanas-CCH/MPEG
O Museu do Marajó: interação e criatividade
no espaço museológico
Sandra Regina Coelho da Rosa1
João Aires da Fonseca2
O Museu do Marajó, localizado no município de Cachoeira do Arari, na Ilha
do Marajó, foi idealizado pelo padre jesuíta Giovanni Gallo, no final da década
de 1970. Os acervos são compostos de materiais arqueológicos relacionados
à ocupação indígena, bem antes do contato com os europeus; materiais
arqueológicos do período da colonização europeia, com a escravidão, concepção
do caboclo marajoara e os materiais biológicos constituídos por animais
taxidermizados (boto, jacaré, insetos e bezerro de duas cabeças). Também
compõem o seu acervo: Lendas, histórias, objetos, imagens e textos, os quais
trazem em comum o homem, o caboclo marajoara e o que a ele se refere. Esta
pesquisa se propõe a compreender o processo de construção conceitual e
estrutural da exposição interativa e criativa no espaço museológico, a partir
da análise dos documentos, fotografias, histórias orais, depoimentos, artigos,
jornais e outras fontes que fazem parte do acervo do MdM. A criatividade e a
interatividade são marcos no contexto da exposição, visando transformar o mseu
em um grande espaço lúdico, pois os visitantes são convidados a interagir com
os objetos de forma divertida, como o computador de marca caipira, que utiliza
recursos como barbante, ripas e placas móveis, inspirados em artefatos de estilo
popular, que ao ser manipulado pelo visitante revela-se um “computador de
verdade”; como o painel “Você fala tupi?”, no qual o visitante levanta as tabuinhas
identificadas por uma série de palavras indígenas; a “Pescaria da Saúde”, inspirada
na brincadeira de arraial; o painel “Marajó de ontem e hoje”, em que o visitante
interage com uma série de objetos que necessitam ser identificados e acoplados,
e monta uma trilha de curiosidades e explicações sobre a temática abordada.
Palavras-chave: Exposição. Criatividade. Interatividade.
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1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/09/2014 a 31/07/2015). Curso: Museologia/UFPA.
2 Orientador; Pesquisador convidado – Área de Arqueologia – Coordenação de Ciências
Humanas (CCH/MPEG).
Análise iconográfica das urnas funerárias Maracá –
Coleção AP-MZ-27: gruta do Pocinho
Taynara Soares do Nascimento Sales1
 Carlos Augusto Palheta Barbosa2
A maior representatividade da cultura Maracá são urnas funerárias encontradas
na superfície de cavernas localizadas no sudoeste do estado do Amapá. As urnas
são objetos confeccionados em cerâmica, que podem ser identificadas por três
tipos: representação humana (antropomorfa), animal (zoomorfa) ou tubular. As do
tipo antropomorfas e zoomorfas possuem uma riqueza de informações encontradas
nos detalhes decorativos plásticos e pintados; já nas urnas tubulares não existe
decoração. Na Reserva Técnica de Arqueologia do Museu Paraense Emílio Goeldi
(MPEG) estão salvaguardadas algumas coleções dessa cultura, entre as quais a
coleçãoAP-MZ-27: Gruta do Pocinho, que é o objeto de estudo desta pesquisa, cujo
objetivo consiste dar continuidade ao trabalho do arqueólogo Carlos Barbosa, que
investigou a iconografia existente nas urnas antropomorfasdo sítio AP-MZ-30: Gruta
das Caretas, e classificou os padrões iconográficos representados nas urnas. Para
a análise das peças da coleção AP-MZ-27: Gruta do Pocinho, foi utilizada uma ficha
catalográfica desenvolvida na pesquisa anterior. Nela são inseridas as informações
observadas em cada objeto, como estado de conservação, dimensões, padrões das
decorações pintadas e plásticas. Em seguida, essas informações são armazenada
sem um banco de dados elaborado especificamente para a pesquisa. Este processo
permite reconhecer os motivos pintados e representações plásticas que não foram
encontrados na coleção estudada anteriormente. A coleção AP-MZ-27: Gruta do
Pocinho possui 22 peças, sendo 16 antropomorfas, quatro zoomorfas e duas urnas
funerárias em forma de vaso com bojo, que fogem ao padrão recorrente na cultura
Macará. A análise das urnas antropomorfas revelou novos elementos plásticos e
pintados em algumas peças, como no caso de uma urna antropomorfa (GP-08). Nessa
urna existe uma protuberância na parte inferior dorsal, indicando a representação
de nádegas, além de um motivo pintado encontrado na lateral da urna,
confeccionado em pintura linear na cor branca, compondo uma figura fechada na
forma retangular. Para as urnas zoomorfas e em formato de vaso com bojo está
sento elaborada uma nova ficha catalográfica que aborda as características
específicas das mesmas, com o intuito de estudar elementos iconográficos ainda
não pesquisados nesses tipos de urnas funerárias Maracá.
Palavras-chave: Coleção arqueológica. Iconografia. Maracá.
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Água na Reserva – um exercício etnográfico sobre
mananciais, usos e gestão dos recursos hídricos
em um ambente de Reserva Extrativista
Yasmin Ainá Martins Barbosa Loureiro1
Lourdes Gonçalves Furtado2
Guilherme Bemerguy Chêne Neto3
Este exercício etnográfico teve como foco a comunidade do entorno do Rio das
Pedras, localizado na sede do munícipio de Curuçá (PA). No município e no seu
entorno foi criada, em 2002, a Reserva Extrativista Marinha Mãe Grande, o que
significa que toda a cidade de Curuçá, incluindo o rio das Pedras, tornou-se um
ambiente de Reserva Extrativista. Além disso, na região específica do Rio das
Pedras foi criada, em 2008, uma Área de Proteção Ambiental Municipal. Apesar
de a área ser duplamente demarcada como de conservação, o rio se encontra
em um estado de abandono, devido à poluição e assoreamento. A partir desse
contexto ambiental, com os trabalhos de campo e as entrevistas, pudemos
compreender como os moradores se relacionam com os recursos hídricos –
sejam eles a água encanada que vem de um poço do Bairro Alto, um dos que
cercam o Rio; ou mesmo a água do próprio Rio, que é retirada diretamente dos
olhos d’água, pela falta de água da encanada. A partir dos relatos dos moradores
locais, foi possível entender como funciona a lógica de conservação do meio
ambiente local, que está diretamente ligada à relação dessas pessoas com a
natureza, pois, além da questão de uso/consumo da água, os habitantes do
entorno do Rio das Pedras mantêm uma relação com o sagrado presente na
natureza, que pode ser entendido como um termômetro da conservação do
meio ambiente local.
Palavras-chave: Água. Meio ambiente. Conservação.
1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/11/2013 a /01/10/2015). Curso: Ciências Sociais/UFPA.
2 Orientadora; Pesquisadora Titular – Coordenação de Ciências Humanas (CCH/MPEG).
3 Pesquisador; Bolsista de Capacitação Institucional/CNPq – Coordenação de Ciências Humanas
(CCH/MPEG).
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osO uso da Indicação Geográfica (IG) para a geração de
negócios sustentáveis no estado do Pará
Andredy Murilo Trindade Amorim 1
Maria das Graças Ferraz Bezerra 2
O desafio da exportação brasileira e a crescente exigência por produtos de
qualidade demandadas pelo consumidor nacional aceleram a necessidade de
adoção de ferramentas inovadoras que possam manter e ampliar os mercados.
Uma das estratégias inovadoras têm sido as Indicações Geográficas (IG), que
identificam um produto como originário do território de um Membro, região ou
localidade deste território, quando determinada qualidade, reputação ou outra
característica do produto seja essencialmente atribuída à sua origem geográfica.
Foi realizada uma pesquisa bibliográfica de abordagem explicativa, tendo como
tópicos os conceitos, a importância e os tipos de indicação geográfica. O objetivo
do trabalho foi apresentar a importância das Indicações Geográficas, bem como
as suas vantagens para a geração de negócios sustentáveis, favorecendo o
desenvolvimento das comunidades envolvidas, além da geração de uma lista
de produtos paraenses com potencial para a certificação com o selo de uma IG.
Produtos ou serviços contemplados por uma IG, por agregarem peculiaridades,
sejam estas referentes a fatores naturais e/ou humanos, tornam-se produtos
diferenciados e únicos. A Amazônia é pródiga em produtos e serviços que
podem ser objeto desta forma de proteção, razão pela qual um esforço conjunto
visando à sua promoção é recomendado para assegurar um nicho de mercado
para os produtos amazônicos detentores do selo de proteção, impactando
diretamente a economia local e a melhoria da qualidade de vida da população.
Palavras-chave: Amazônia. Produto de qualidade. Vantagens competitivas.
¹ Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/09/2014 a 31/07/2015). Curso: Agronomia/UFRA.
² Orientadora; Analista em Ciência e Tecnologia Sênior – Núcleo de Inovação Tecnológica
(NIT/MPEG).
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O conceito de identidade nas comunidades de
remanescentes de quilombos (Taperinha)
do Rio Capim, nordeste paraense
Cláudio Lísias Moreira Ximenes1
Maria das Graças Ferraz Bezerra2
O processo de ocupação da região do rio Capim iniciou-se no séc. XVIII, quando
os primeiros portugueses receberam autorização da Coroa portuguesa para
instalarem benfeitorias nas margens dos rios. Ao longo dos anos, as freguesias
de São Domingos da Boa Vista e Sant’Anna do Capim e arredores exportaram
madeiras, como também farinha, breu, arroz e produtos derivados da cana-de-
açúcar. No século XIX, foram instalados alguns engenhos às margens do rio
Capim, para o beneficiamento de arroz e da cana-de-açúcar, entre estes o
APROAGA, próximo a Sant’Anna. Pela historiografia oficial, a principal mão de
obra utilizada nos engenhos foram os escravos oriundos de África, porém a
historiografia paraense durante muito tempo negou a existência de escravidão
negra no Pará. No entanto, nas últimas décadas, pesquisas provaram o contrário,
revelando uma significativa presença de escravos africanos nas diversas fazendas
e engenhos no Pará. No APROAGA houve a utilização do trabalho escravo, e
após a queda do regime escravagista e a posterior “libertação dos escravos”,
em 1888, os escravos do APROAGA, em sua maioria, permaneceram na região,
em alguns casos conseguiram ficar em áreas próximas do rio Capim. Seus
descendentes constituíram famílias, e viveram por muitos anos à margem da
sociedade, em geral, sem serem assistidos de forma digna pelo governo, situação
vivida pela maioria dos descendentes de escravos no Brasil. Através do Art. 68,
Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT, 1988), os direitos dos
remanescentes de quilombos foram assegurados. Com base nesses direitos, nos
últimos anos os remanescentes da localidade Taperinha reivindicam a sua
identificação como remanescentes de quilombolas, bem como a titulação de
suas terras. Eles se autoproclamam como povos do APROAGA, uma forma de
preservar a memória de seus antepassados que viveram em uma situação
desumana e injusta, numa tentativa de sensibilizar a todos para se engajar na
luta pela conquista de seus direitos.
Palavras-chave: Identidade quilombola. Titulação de terras. APROAGA.
1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/09/2014 a 31/07/2015). Curso: Licenciatura em História/FCAT.
2 Orientadora; Analista Sênior – Núcleo de Inovação Tecnológica em Ciência e Tecnologia(NIT/MPEG).
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1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/02/2015 a 31/07/2015). Curso: Licenciatura em Ciências
Biológicas/Faculdade Ipiranga.
2 Orientador; Pesquisador; Pós-Doutorado Júnior/CNPq (Processo n° 150279/2015-9) –
Coordenação de Zoologia (CZO/MPEG).
Squamata (Reptilia) da Reserva Extrativista
Tapajós-Arapiuns, Amazônia Central, Brasil
Felipe Costa Pombo1
Marcelo José Sturaro2
A Amazônia possui uma grande diversidade vegetacional, uma complexidade
geológica, além de uma variedade de outros recursos disponíveis, os quais podem
explicar a alta diversidade biológica nesse bioma. Anfisbenas, lagartos e serpentes
(Squamata) são importantes grupos em estudos de conservação, pois estão entre
os níveis mais altos nas cadeias alimentares, funcionando como indicadores
ambientais. Apesar de Squamata ser foco de estudos desde o século XVIII, a
diversidade ainda é incerta para esta região, pois espécies novas continuam sendo
descritas. A Reserva Extrativista Tapajoìs-Arapiuns (RESEX Tapajós-Arapiuns) está
situada entre os rios Madeira e Tapajós, uma região biogeográfica interessante e
carente de estudos sobre a composição de Squamata. Este estudo tem como
objetivo principal analisar a composição de Squamata da RESEX Tapajós-Arapiuns,
comparando-a com a fauna de Squamata de outras áreas da Amazônia. Foram
analisados espécimes de anfisbenas, lagartos e serpentes depositados na Coleção
Herpetológica Osvaldo Rodrigues da Cunha, do Museu Paraense Emílio Goeldi,
provenientes da RESEX Tapajós-Arapiuns, os quais foram identificados até o nível
específico. Além disso, será realizada uma Análise de Parcimônia de Endemismo
(PAE) para gerar um cladograma de área, inferindo as relações biogeográficas
desta RESEX com outras da região amazônica, e possíveis fatores que
promoveram essa diversificação. Até o momento, foram analisados 420
espécimes provenientes da RESEX Tapajós-Arapiuns depositados na Coleção
Herpetológica do MPEG, e registradas 49 espécies de Squamata (uma de
anfisbenas, 21 de lagartos e 27 de serpentes). A fauna de Squamata da RESEX
Tapajós-Arapiuns apresentou um elevado número de espécies, contribuindo
para o conhecimento da herpetofauna local e da região amazônica.
Palavras-chave: Anfisbenas. Lagartos. Serpentes.
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1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/03/2015 a 31/07/2015). Curso: Licenciatura Plena em
Ciências Naturais-Biologia/UFPA.
2 Orientador; Pesquisador – Coordenação de Zoologia (CZO/MPEG).
Inventário de algumas famílias de Diptera
de duas matas urbanas de Belém
Heitor Antunes de Castro¹
Fernando da Silva Carvalho Filho²
A urbanização é considerada como a principal causa da extinção de espécies
nativas através da eliminação, redução e fragmentação dos ambientes naturais.
No entanto, estudos têm mostrado que mesmo os pequenos fragmentos urbanos
mantêm várias populações de invertebrados. A região do município de Belém
tem sido amostrada desde o século XVIII, já que era a via de entrada dos
primeiros naturalistas que chegavam à Amazônia. Apesar disso, esta região
ainda carece de estudos faunísticos para vários grupos de invertebrados. A
ordem Diptera inclui insetos popularmente conhecidos como moscas, mosquitos
e afins, e é uma das quatro ordens mais diversas de insetos. No Brasil, já foram
identificadas aproximadamente 20.000 espécies, entretanto, muitas ainda não
foram descritas e devidamente estudadas, principalmente na região amazônica.
O objetivo deste estudo foi realizar um amplo inventário da fauna de algumas
famílias de Diptera de duas matas urbanas do Centro de Endemismo Belém, por
meio de coletas padronizadas. As famílias inventariadas foram as seguintes:
Sarcophagidae, Calliphoridae, Neriidae, Ropalomeridae, Asteiidae e Sepsidae.
Este estudo foi desenvolvido no Bosque Rodrigues Alves (BRA) e no Campus de
Pesquisa do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG). Foram utilizados seis
métodos de coleta: armadilha Malaise, armadilha suspensa, armadilha
VanSomeren-Rydon iscada com frutos, armadilha para moscas, busca ativa com
rede entomológica e criação de larvas obtidas em substratos específicos. Os
espécimes obtidos foram depositados na coleção entomológica do MPEG. Até o
momento, as coletas foram realizadas somente no MPEG, onde foram coletados
dois gêneros de Neriidae (Glyphidopse Nerius), sendo que a espécie mais comum
foi Glyphidops filosus. Além disso, obteve-se uma espécie de Asteiidae, do gênero
Sigaloessa, o qual ainda não havia sido registrado para o Pará. Larvas de
Peckiamyia abnormalis (Sarcophagidae) foram registradas pela primeira vez em
caracol morto.
Palavras-chave: Urbanização. Inventário. Moscas.
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1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/03/2015 a 31/07/2015). Curso: Engenharia Florestal/UEPA.
2 Orientador; Pesquisador – Coordenação de Zoologia (CZO/MPEG).
3 Pesquisador Colaborador – Coordenação de Zoologia (CZO/MPEG).
Besouros rola-bostas (Coleoptera: Scarabaeidae:
Scarabaeinae) no remanescente florestal do
Campus de Pesquisa do Museu Paraense
Emílio Goeldi (MPEG), Belém, Pará
Milcelene Cristina Barros da Silva1
William Leslie Overal2
Ivanei Souza Araújo3
A família Scarabaeidae apresenta cerca de 5.000 espécies distribuídas em todo
o mundo, coma sua maior diversidade em florestas e savanas tropicais. As
espécies da subfamília Scarabaeinae, composta por besouros coprófagos e
necrófagos, popularmente denominados de rola-bostas, são utilizadas para
monitorar ecossistemas tropicais. Além disso, eles providenciam o serviço
ecossistêmico de remoção de fezes de vertebrados. O objetivo deste trabalho é
inventariar os escarabeíneos e analisar a composição da comunidade da borda
ao centro do fragmento florestal que se localiza no Campus de Pesquisa do
Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG), no município de Belém, Pará. Foram
montadas 20 armadilhas de alçapão e queda (pitfall), divididas em cinco
transectos distantes 15 m entre si e 15 m entre armadilhas. Foram iscadas com
fezes humanas como atrativa. As coletas ocorreram no período de março a abril
de 2015. Os besouros coletados foram triados, montados, etiquetados e
identificados no laboratório de Entomologia do MPEG. Foram coletados 455
indivíduos de pelo menos 10 espécies. Foi observado que a diversidade de
escarabeíneos da borda se apresentou menor que do centro do remanescente
florestal, porém o resultado poderá sofrer alterações devido ao pouco tempo
de coleta neste trabalho ainda em andamento. Este pequeno fragmento florestal
pode constituir-se em um importante refúgio para a comunidade de
escarabeíneos, uma vez que foi determinado, através de vestígios, a presença
de vários mamíferos, tais como tatu-galinha (Dasypus novemcinctus (Lineu, 1758))
e cutia (Dasyprocta azarae Lichtenstein, 1823). Além disso, foi avistado um bando
de macacos-de-cheiro (Saimiri sciureus (Lineu, 1758)) forrageando sob a copa
das árvores deste remanescente. O uso de rola-bostas para monitorar uma floresta
urbana é uma novidade com potencial ainda não explorado.
Palavras-chave: Efeito de borda. Floresta urbana. Conservação. Bioindicador.
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¹ Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/02/ 2015 a 31/07/ 2015). Curso: Licenciatura em Ciências
Biológicas/UNAMA.
² Orientador; Curador da Coleção Ornitológica – Coordenação de Zoologia (CZO/MPEG).
Filogeografia de Dendrocolaptes picumnus (Aves:
Dendrocolaptidae) com base em marcadores moleculares
mitocondriais e nucleares
Nayron Francês do Nascimento¹
Alexandre Aleixo²
A Amazônia tem uma das mais ricas biodiversidades do planeta. Estudos acerca
dessa diversidade são extremamente importantes, visto que ainda há muitas
lacunas no conhecimento sobre a distribuição e filogenias desses organismos.
Um número crescente de estudos tem mostrado que muitas espécies com ampla
distribuição na Amazônia são, na verdade, populações alopátricas ou parapátricas
que se diferenciam fortemente em termos genéticos, podendo constituir
espécies distintas. Dessa maneira,este trabalho consiste em estudar a
filogeografia de Dendrocolaptes picumnus, uma espécie politípica, com várias
subespécies reconhecidas. Com base em marcadores genéticos mitocondriais
e nucleares, buscamos verificar a existência de uma diagnose de grupos
geneticamente distintos, e que, portanto, possam ser reconhecidos como
unidades evolutivas independentes. A amostragem consiste em um total de 43
tecidos, sendo 16 de D. p. validus, 11 de D. p. picumnus, 14 de D. p. transfasciatus
e 2 de D. p. pallescens, que estão depositadas na Coleção Ornitológica do Museu
Paraense Emílio Goeldi. Serão sequenciados dois genes mitocondriais: Citocromo
b (citb) e NADH desidrogenase subunidade 2 (ND2); e três loci nucleares (Intron
5 do β-fibrinogênio [β-f 5], Intron 3 do receptor muscular específico de tirosina-
kinase [MUSK] e Intron 11 do Gliceraldeido-3-fosfo-dehidrogenase [G3PDH]).
Estes serão isolados e amplificados via PCR, purificados utilizando-se PEG 8000
e sequenciados num sequenciador automático ABI3130. No software BioEdit as
sequências obtidas serão alinhadas e editadas, e posteriormente submetidas às
análises computacionais de faseamento alélico, Inferência Bayesiana e genética
de populações.
Palavras-chave: Filogeografia. Aves. Taxonomia.
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1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/02/2015 a 31/07/2015). Curso: Ciências Biológicas/UFPA.
2 Orientadora; Pesquisadora – Coordenação de Zoologia (CZO/MPEG).
Diversidade de Euglossíneos (Hymenoptera – Apidae)
no Centro de Endemismo Belém
Rafael Lobo Raiol¹
 Marlúcia Bonifácio Martins²
O bioma amazônico é considerado um dos mais importantes do planeta,
apresentando uma biodiversidade considerável e pouco conhecida. Uma em cada
dez espécies descritas no mundo vive na floresta amazônica e, dentre estas,
pelo menos cinco pertencem ao grupo dos insetos. Em relação às abelhas,
aproximadamente 3 mil das mais de 16 mil espécies descritas são encontradas
na Amazônia. No entanto, desde o início da sua colonização, a Amazônia vem
sofrendo desmatamento, e este processo vem se intensificando nos últimos 30
anos. A realização de um inventário faunístico de abelhas Euglossinae nessa
região fornece informações pertinentes à avaliação de como esses insetos
respondem às mudanças ambientais. O objetivo deste trabalho foi realizar um
inventário das espécies de Euglossinae coletadas na Área de Endemismo Belém
(AEB), até o ano de 2010, presentes na coleção entomológica do Museu Paraense
Emílio Goeldi, e determinara riqueza de espécies da subfamília Euglossinae na
AEB. A vantagem desta coleção é de ser praticamente toda oriunda de um
método padronizado de coleta, utilizando armadilha atrativa, o que permite uma
estimativa de riqueza de espécies para a área. O registro do material da coleção
foi armazenado em um banco de dados utilizando o gerenciador “Specify”,
adotado pelas coleções do Museu Goeldi. Dos 149 municípios que compõem a
Área de Endemismo Belém, as abelhas foram coletadas em 22 municípios
paraenses e quatro maranhenses, totalizando 890 indivíduos, representando os
cinco gêneros pertencentes à Tribo Euglossini. Dos quais, Euglossa (434) foi a
mais abundante em quantidade de indivíduos, seguida por Eulaema (303),
Eufriesea (70), Exaerete (68) e Aglae (16), sendo o exemplar mais antigo coletado
em 1918, no município de Benevides (PA).
Palavras-chave: Inventário de Abelhas. Coleção Entomológica. MPEG.
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Descrição de uma nova espécie de Micrathena (Arachnida,
Araneae) da Floresta Nacional de Caxiuanã, Pará
Vanessa Carolinna Ribeirinho Vidal1
Alexandre Bragio Bonaldo2
Regiane Saturnino3
Araneidae é uma das famílias de aranhas mais diversas, com mais de 3.000
espécies. Micrathena Sundevall, 1833, por sua vez, é abundante em inventários
neotropicais, sendo composto por tecedoras de teias orbiculares de fácil
reconhecimento. O objetivo deste estudo é a descrição de uma nova espécie
de Micrathena, até agora encontrada somente na Floresta Nacional de Caxiuanã,
Pará. O trabalho consiste em uma contribuição importante à taxonomia do grupo,
dada a raridade da descrição de táxons novos deste gênero, desde a revisão do
grupo realizada em 1985. Apenas duas espécies novas foram propostas nos
últimos 30 anos. Os espécimes serão descritos e fotografados com enfoque nas
estruturas do palpo do macho. As medidas (em milímetros) e as fotografias são
obtidas utilizando um estereomicroscópio Leica M205A, com software de
automontagem. Até o momento, a nova espécie é conhecida apenas por
espécimes machos de Caxiuanã, embora tenha sido feita uma busca por mais
espécimes, inclusive fêmeas, em material depositado na coleção de Aracnologia
do Museu Paraense Emílio Goeldi. Foi feito o exame detalhado das características
diagnósticas de Micrathena, que difere de outros araneídeos por ter o fêmur IV
mais longo que o I, pelo marcado dimorfismo sexual e presença de espinhos
abdominais. A espécie nova compartilha características com integrantes de quatro
grupos de espécies estabelecidos na revisão de 1985: 1) com os grupos guerini
e kirbyi, gancho na coxa I e depressão no fêmur II; 2) com o grupo gracilis,
abdômen mais longo do que duas vezes o comprimento da carapaça e com
aparência de segmentação posterior; 3) com o grupo schreibersi, apófise
paramediana unida ao condutor. Micrathenasp.n. difere dos demais integrantes
do gênero pelo embolo e condutor alongados. O posicionamento desta espécie
em um dos grupos acima precisa ser investigado, pois podem existir
inconsistências nas chaves apresentadas na literatura.
Palavras-chave: Araneidae. Taxonomia. Aranhas.
1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/02/2015 a 31/07/2015). Curso: Licenciatura em Ciências
Biológicas/UFPA.
2 Orientador; Pesquisador – Coordenação de Zoologia (CZO/MPEG).
3 Pesquisadora Colaboradora; Bolsista FADESP (Processo n° 3362) – Coordenação de Zoologia
(CZO/MPEG).
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1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência 01/09/2014 a 05/01/2015). Curso: Engenharia Florestal/UFRA.
2 Orientadora; Pesquisadora – Coordenação de Botânica (CBO/MPEG).
3 Pesquisador colaborador – Coordenação de Botânica (CBO/MPEG).
Estudo taxonômico de Lecythis Loefl. (Lecythidaceae) da
microrregião de Santarém, no estado do Pará, Brasil
Sofia França Sobral1
Maria de Nazaré do Carmo Bastos2
Júlio dos Santos de Sousa3
As espécies de Lecythis Loefl. são popularmente conhecidas como sapucaias,
devido aos seus frutos capsulares, que apresentam grande potencial ecológico
e econômico. Este gênero foi estabelecido em 1758, pelo sueco Pedro Loefling,
e representa o tipo genérico da subfamília Lecythidodeae. Trata-se de um gênero
neotropical, com 27 espécies descritas. No Brasil, Lecythis está representada por
22 espécies e quatro subespécies, sendo 13 espécies endêmicas, ocorrendo nos
domínios fitogeográficos da Amazônia, Cerrado e Mata Atlântica. Este trabalho
teve como objetivo realizar o estudo taxonômico de Lecythis da Microrregião
de Santarém, no estado do Pará, Brasil. A metodologia do estudo envolveu a
análise dos espécimes depositados nos herbários: João Murça Pires do Museu
Paraense Emílio Goeldi (MG), Instituto Agronômico do Norte (IAN), Instituto
Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) e Jardim Botânico do Rio de Janeiro
(RB). A identificação foi realizada através de chaves analíticas, literatura
especializada, material tipo e coleções analisadas por especialistas. O gênero
caracteriza-se por apresentar árvores medianas a muito grandes, inflorescências
em racemos ou panículas compostas, flores com seis pétalas e seis sépalas, às
vezes com ductos mucilageníferos, androceu zigomorfo, capuz curvado ou plano,
achatado ou dilatado no ápice, apêndices do capuz com anteras, ovário
geralmente com quatro lóculos e frutos capsulares. Na microrregião de Santarém
foram registradoscinco táxons: L.corrugata Poit. subsp. corrugata, L. lúrida (Miers)
S.A. Mori, L. pisonis Cambess., L. serrata S.A. Mori e L. retusa Spruce ex O. Berg,
sendo esta última uma nova ocorrência parao estado do Pará.
Palavras-chave: Amazônia. Morfologia. Sapucaia.
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Estudo taxonômico de Tachigali Aublet (Leguminosae –
Caesalpinioideae) da mesorregião do Baixo Amazonas
Agirlayne de Souza Reis1
Júlio dos Santos de Sousa2
Tachigali Aublet possui 84 espécies, seis variedades e apresenta distribuição
neotropical. No Brasil, o gênero está representado por 58 espécies, sendo 26
endêmicas, ocorrendo nos domínios fitogeográficos Amazônia, Caatinga, Cerrado
e Mata Atlântica. A pesquisa teve como objetivo realizar o tratamento taxonômico
de Tachigali da mesorregião Baixo Amazonas, Pará, Brasil. Utilizou-se literatura
especializada, coleções identificadas por especialistas, exemplares-tipo ou suas
imagens para confirmar a identificação das espécies. Com auxílio de
estereomicroscópio com câmara clara acoplada, foram feitas as descrições
morfológicas das partes vegetativas e reprodutivas dos espécimes analisados e
as ilustrações dos caracteres diferenciais. O principal caráter diagnóstico para
reconhecimento de Tachigali é o fruto criptossâmara, caracterizado pelo epicarpo
deiscente e meso-endocarpo indeiscente. Na área estudada foram registradas
quatro espécies: Tachigalialba Ducke, Tachigali glauca Tulasne, Tachigali
micropetala (Ducke) Zarucchi & Pipoly e Tachigali paniculata Aubl. Na área de
estudo, os principais caracteres utilizados para a separação das espécies foram:
pecíolo, folíolos, bractéolas e pétalas. As espécies apresentam hábito arbóreo e
ocorrem em formação florestal de terra firme e áreas alagadas.
Palavras-chave: Amazônia. Fabales. Taxonomia.
1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/09/2014 a 31/12/2014). Curso: Engenharia Florestal/UFRA.
2 Orientador; Pesquisador Bolsista – Coordenação de Botânica (CBO/MPEG).
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1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/02/2015 a 31/07/2015). Curso: Licenciatura em Ciências
Biológicas/UFPA.
2 Orientadora; Pesquisadora – Coordenação de Ciências da Terra e Ecologia (CCTE/MPEG).
Monitoramento e caracterização da fauna
de mamíferos na ilha de Marajó
Raíssa Tancredi Cerveira1
Ana Luisa Kerti Mangabeira Albernaz2
Técnicas como o monitoramento e a produção de um inventário de fauna são
as formas mais diretas de acesso à diversidade animal de uma localidade, em
um determinado espaço e tempo. Estas podem ser consideradas como uma
“fotografia” da área, possuindo implicações e aplicações importantes. O objetivo
deste trabalho é a realização de um inventário de espécies de médios e grandes
mamíferos nas áreas de influência da Linha de Transmissão de Energia na Ilha de
Marajó, buscando avaliar possíveis impactos do empreendimento sobre a fauna
da região e prováveis diferenças na estrutura e composição de espécies, assim
como estimar a abundância de espécies conspícuas. A partir dos dados gerados,
tem-se uma das ferramentas mais importantes nas tomadas de decisão a respeito
do manejo de áreas naturais, sempre visando o menor risco às populações
animais. Falhas na coleta destes dados podem levar a consequências desastrosas
para as espécies, seus padrões e processos. O trabalho teve início com
treinamentos de análises de dados, a partir de uma base de dados já coletados,
a fim de contribuir para o entendimento e a agilidade do processo – e também
reaproveitar informações importantes para a mastofauna. Em campo, serão
conduzidas metodologias distintas, como levantamentos populacionais por
transecção linear e instalação de armadilhas fotográficas, buscando abranger
diversas tipologias e a área do empreendimento. Devido ao curto período de
amostragem por expedição, pretende-se coletar dados tendo como orientação
básica o Programa de Avaliação Rápida (RAP, em inglês), que consiste em estudos
de curta duração, realizados de modo a amostrar a maior riqueza de espécies
através de esforço de coleta concentrado, com foco em grupos que podem indicar
o status do hábitat.
Palavras-chave: Inventário. Mamíferos. Marajó.
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1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/09/2014 a 31/07/2015). Curso: Engenharia Ambiental/UFRA.
2 Orientadora; Mestre – Coordenação de Ciências da Terra e Ecologia (CCTE/MPEG).
3 Pesquisadora Colaboradora – Coordenação de Ciências da Terra e Ecologia (CCTE/MPEG).
Saber dos funcionários do Museu Emílio Goeldi sobre a
reciclagem de resíduos sólidos
Gabriel Pompeu Rosa1
Gilma Isabel d’Aquino2
Maria de Lourdes Ruivo3
O Museu Paraense Emílio Goeldi instituiu, em 2007, o Programa de Coleta Seletiva
Solidária, em cumprimento ao Decreto-Lei (MPEG/CCTE, 2008). O programa tem
como objetivo a separação seletiva dos resíduos sólidos recicláveis gerados
pelas atividades administrativas e de pesquisa desenvolvidas pela instituição,
sua correta destinação socioambiental, bem como contribuir para a inclusão
socioeconômica dos catadores de matérias recicláveis, valorizar e fortalecer
essa mão de obra por intermédio de associações e cooperativas, além da gestão
ecologicamente correta dos resíduos sólidos gerados na instituição. No âmbito
deste Programa, esta pesquisa foi desenvolvida com o objetivo de conhecer quais
as coordenações do Museu Goeldi que realizam a coleta seletiva, a reciclagem
dos resíduos sólidos da instituição e o nível de conhecimento dos funcionários
a respeito da coleta seletiva e reciclagem. O projeto foi desenvolvido nas
dependências do Museu Goeldi, tanto no Campus de Pesquisa quanto no Parque
Zoobotânico. Os dados foram coletados por meio de entrevistas, utilizando um
questionário previamente elaborado, enviado por e-mail para cada um dos
funcionários, com um prazo de 60 dias para recebimento dos mesmos. Foram
considerados todos os membros da comunidade goeldiana, de ambos os sexos,
que atuam como servidores, colaboradores, estagiários, terceirizados e outros.
Os resultados obtidos indicaram que nem todas as coordenações estão
realizando a coleta seletiva e reciclagem de seus resíduos adequadamente; existe
um baixo nível de conhecimento acerca da reciclagem e do programa de resíduos
sólidos da instituição, por parte dos funcionários, independentemente do nível
de escolaridade. O pequeno número de questionários respondidos e o pouco
conhecimento da grande maioria sobre o assunto, mostram que ações como
este projeto são de extrema importância e uma real necessidade no âmbito do
Museu Paraense Emílio Goeldi.
Palavras-chave: Reciclagem. Resíduos sólidos. Coleta seletiva.
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osA estrutura e composição do solo determinam a morfologia da
fauna de formigas subterrâneas?
Ísis Caroline Siqueira Santos1
Rogério Rosa da Silva2
As formigas são consideradas importantes organismos nos ecossistemas
terrestres, contribuindo para os processos e serviços através de interações com
plantas e animais, como, por exemplo, dispersão de sementes, predação e
ciclagem de nutrientes. A fauna de formigas subterrâneas é pouco estudada,
sendo considerada uma das fronteiras no conhecimento sobre as dimensões da
diversidade de formigas. O objetivo deste trabalho é estudar a morfologia da
fauna de formigas subterrâneas e sua associação com a estrutura física e
composição química do solo, tendo como área de estudo o Parque Estadual do
Utinga (PEUt), localizado na Região Metropolitana de Belém, uma área de
aproximadamente 1.300 hectares. O trabalho foi dividido nas seguintes fases:
(i) obtenção da literatura para o suporte e desenvolvimento da pesquisa;
(ii) determinação das áreas de coleta através de visitas às trilhas do PEUt,
com coleta de pontos georeferrenciados para o delineamento amostral
(espacialmente); (iii) coleta das amostras de solo com o trado holandês e,
então, uso de extratores do tipo mini-Winkler para extração da fauna presente;
(iv) análise das amostras de solo no laboratório da Coordenação de Ciências
da Terra e Ecologia do MPEG; (v) estudo morfológico da fauna subterrânea.
Para a descrição morfológica, características reconhecidamente importantes
na ecologia de formigas, serão medidas e usadas em análises de diversidade
morfológica.Para a especificação dos atributos físicos e químicos do solo, serão
realizadas análises físicas (granulometria, umidade, temperatura) e químicas
(carbono, nitrogênio, fósforo, cálcio, magnésio, sódio e potássio trocáveis,
capacidade de troca de cátions, saturação de bases e de alumínio). A fase final
do projeto prevê a construção de modelos estatísticos para avaliar a relação
entre morfologia e atributos físicos e químicos do solo, além da caracterização
da diversidade de formigas subterrâneas no PEUt.
Palavras-chave: Fauna do solo. Diversidade de espécies. Diversidade
morfológica.
1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/03/2015 a 31/07/2015). Curso: Agronomia/UFRA.
2 Orientador; Pesquisador – Coordenação de Ciências da Terra e Ecologia (CCTE/MPEG).
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Análise dos vestígios arqueológicos
da vila histórica, Sítio Carrazedo
Pablo Henrique Santos da Silva1
Helena Pinto Lima2
O sítio arqueológico Carrazedo localiza-se na foz do rio Xingu, no município de
Gurupá/PA. É um sítio multicomponencial, com grande quantidade de materiais
pré-coloniais, do período colonial e também de sua ocupação histórica (até ~50
anos atrás). A extensão do sítio, sua cultura material, assim como a
historiografia de Carrazedo (Arapijó) sugerem uma grande importância deste
lugar durante o período pré-colonial e colonial, no contexto regional do Baixo
Amazonas. A ocupação do sítio ocorreu até a década de 1960, quando a
comunidade se deslocou para a várzea. Carrazedo, portanto, representa um
palimpsesto de sucessivas ocupações. Este estudo é parte integrante do projeto
institucional do MPEG, OCA-Gurupá (Origem, Cultura e Ambiente) que realizou,
em 2014, realizou o mapeamento, delimitação e escavações no sítio Carrazedo.
Esta área possui estruturas que evidenciam a antiga cidade (distrito) de
Carrazedo. O objetivo é caracterizar a cultura material das ocupações históricas
do sítio e compreender os seus significados no contexto da ocupação regional,
principalmente no que diz respeito às transições sofridas durante o período
colono-histórico. O enfoque deste trabalho é a curadoria e a análise dos
artefatos arqueológicos e materiais estruturais ou arquitetônicos recolhidos na
escavação do setor denominado ”Vila Histórica” do sítio, de onde foram
recolhidos vários materiais, como telhas, tijoleiras, cerâmica, líticos, carvões,
metais (pregos) e ossos. Este estudo encontra-se em estágio inicial, no qual foi
concluída a higienização, a triagem dos materiais e o armazenamento dos
materiais coletados por número de catálogo. Para finalizar os cinco meses de
bolsa PIBIC, serão realizados os seguintes processos: concluir a análise dos
materiais, fotografar peças que identifiquem cada tipo de material, reunir o
acervo documental sobre Carrazedo/Arapijó e, por fim, contextualizar os
resultados. Esta pesquisa, com foco na arqueologia histórica, visa trazer ao
conhecimento um passado não muito distante de Carrazedo, para assim entendê-
lo dentro de uma perspectiva da longa duração.
Palavras-chave: Arqueologia histórica. Cultura material. Baixo Amazonas.
1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 10/03/2015 a 31/07/2015). Curso: Licenciatura em História/
UNAMA.
2 Orientadora; Pesquisadora – Coordenação de Ciências Humanas (CCH/MPEG).
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1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/02/2015 a 31/07/2015). Curso: Geografia/UFPA.
2 Orientadora; Pesquisadora; Bolsista de Produtividade do CNPq – Coordenação de Ciências
Humanas (CCH/MPEG).
Cultura material e distribuição espacial dos sítios
arqueológicos do Baixo Amazonas
Mayara Cristina Pereira Mariano1
Edithe da Silva Pereira2
As pesquisas arqueológicas desenvolvidas na Amazônia evidenciaram grandes
centros culturais ao longo do rio Amazonas e seus afluentes. Destacam-se a ilha
do Marajó e o Amapá na foz do Amazonas e, mais acima, Santarém e Oriximiná.
Há, no entanto, uma lacuna sobre a ocupação humana pré-colonial entre essas
áreas. Em 2012, visando à identificação de sítios arqueológicos na região
compreendida entre Almeirim e Oriximiná, foi realizado um inventário em oito
municípios do Baixo Amazonas (Óbidos, Oriximiná, Juruti, Almeirim, Prainha,
Monte Alegre, Alenquer e Curuá). Foram identificados diversos sítios e coletada
amostra de material arqueológico em 35 deles. A cerâmica é o vestígio mais
abundante dessa amostra e constitui a base dessa pesquisa. A partir de uma
análise técnico-morfológica, será feita a caracterização dessa coleção, a ser
comparada com o material proveniente de outras regiões como Santarém e
Oriximiná, a fim de entender se houve (ou não) influências desses complexos
cerâmicos ou de outras regiões conhecidas. Até o momento, foram analisadas
as cerâmicas provenientes de cinco sítios localizados em Almerim. Estas
apresentam como decoração plástica o digitado, excisão e incisão, engobo
vermelho e lábios e bordas recortadas; o antiplástico predominante é a rocha
triturada, ocorrendo também a cauxi e caraipé. Esse material foi comparado
com a coleção formada por Protásio Frikel para a região do rio Paru de Leste,
sendo possível observar como semelhança o antiplástico e o engobo vermelho,
e tendo como diferença a espessura das cerâmicas. Uma vez concluída a análise,
todos os sítios e as características das cerâmicas serão espacializadas em uma
base cartográfica, o que permitirá observar com facilidade as semelhanças,
diferenças e influências da cerâmica ao longo da área estudada.
Palavras-chave: Cultura material. Ocupação pré-colonial. Arqueologia
amazônica.
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1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/02/2015 a 31/07/2015). Curso: Geografia/UFPA.
2 Orientadora; Pesquisadora; Bolsista de Produtividade do CNPq – Coordenação de Ciências
Humanas (CCH/MPEG).
Mapeamento, caracterização e distribuição dos recursos
naturais na paisagem e sua transformação ao longo do tempo
na área do Parque Estadual de Monte Alegre
Calil Torres Amaral1
Edithe da Silva Pereira2
Dentro do Parque Estadual de Monte Alegre, localizado na zona do Baixo
Amazonas, encontra-se uma das regiões com ocupação humana mais antiga da
Amazônia, estimando-se um período de pelo menos 11.000 anos. Também é
antigo o interesse de viajantes, naturalistas e arqueólogos em estudá-la, devido
às características naturais peculiares de Monte Alegre que, apresentando um
grande mosaico de ambientes diversificados – florestas, savanas, serras com
abrigos naturais, campos, lagos e várzea – torna-se uma região privilegiada para
investigação de questões relativas às mudanças da paisagem. Dessa forma,
objetivamos nesta pesquisa estudar o efeito de variações climáticas e ações
antrópicas na distribuição e disponibilidade de recursos ao longo do tempo, e
como as populações humanas reagiram a essas mudanças, desde os paleoíndios
até os ceramistas mais recentes. Para tanto, comparamos mapas geológicos,
topológicos e imagens de satélite, além de relatórios de paisagem feitos em
campo por naturalistas. Ademais, construímos uma base cartográfica através do
programa ArcGis 10.3 para o mapeamento das variáveis levantadas, tanto
ambientais quanto arqueológicas. Os dados obtidos nesta pesquisa referem-se,
sobretudo, às mudanças percebidas desde o primeiro relato escrito sobre Monte
Alegre, do Frei Cristovam Acunha, no século XVII, até as últimas pesquisas
realizadas pelo projeto arqueológico “A Ocupação Pré-Colonial de Monte Alegre,
Pará”, ao qual este trabalho está vinculado. Dentre os resultados já alcançados
estão a percepção de modificações humanas no curso de igarapés, como ocorrido
no igarapé Paituna e a identificação das principais atividades econômicas que
já se estabeleceram em diferentes períodos na região, tais como serraria, pesca
de pirarucu, criação de gado, plantio de cacau, cana-de-açúcar, cará, algodão,
café, batata-da-terra e mandioca, exploração de salsaparrilha, fabricação de grude
ou cola de peixe, produção de balata, de telhas e potes em olarias, além da
produção artesanal de cuias.
Palavras-chave: Arqueologia da paisagem.Baixo Amazonas. Monte Alegre.
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1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 07/04/2015 a 31/07/2015). Curso: Relações Internacionais/
UNAMA.
2 Orientadora; Pesquisadora Titular – Coordenação de Ciências Humanas (CCH/MPEG).
3 Pesquisador Colaborador; Bolsista de Capacitação Institucional/CNPq – Coordenação de
Ciências Humanas (CCH/MPEG).
A legislação internacional da pesca em ambiente marítimo:
reflexo no caso do estado do Pará
Josefina José da Silva1
Lourdes Gonçalves Furtado2
Guilherme Bemerguy Chêne Neto3
A legislação internacional da pesca representa um panorama da ordem
internacional que protege efetivamente um dos maiores recursos no ambiente
marítimo. A atividade da pesca representa, hoje, um dos setores do
empreendedorismo mais lucrativo do agronegócio, no entanto, esta pesquisa
terá como princípios fazer uma explanação sobre a legislação internacional da
pesca no ambiente marítimo, refletir esse contexto num estudo bibliográfico
sobre o estado do Pará, sabendo que a legislação internacional, assim como as
nacionais, prevê e delimita, sempre que é necessária a preservação de uma
espécie, suspendendo até a captura da mesma. É necessário, porém, verificar
essa questão com o cotidiano dos pescadores na região nordeste do Estado, visto
que essa atividade representa a principal fonte de renda dos pescadores. A
importância de realizar este trabalho surgiu diante de uma demanda das leis
internacionais perante o valor da sobrevivência, e com o anseio de trazer este
tema internacional para refletir sobre a realidade regional.
Palavras-chave: Pesca. Estado do Pará. Legislação Internacional.
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1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/02/2015 a 31/07/2015). Curso: Licenciatura Plena em
Geografia/UEPA.
2 Orientadora; Pesquisadora Titular – Coordenação de Ciências Humanas (CCH/MPEG).
Modo de vida na comunidade do Pesqueiro,
no município de Soure: as tecnologias e a relação
com a biosiversidade na ilha do Marajó
Evandro Carlos Costa Neves 1
Lourdes Gonçalves Furtado2
Com o objetivo de estudar comunidades tradicionais, observando seus aspectos
culturais e econômicos, esta pesquisa reflete sobre o modo de vida da população
que vive na comunidade do Pesqueiro, no município de Soure, na Ilha do Marajó
(PA), considerada Unidade de Conservação (UC) em 2001. O interesse surge pela
demanda global, que favorece a proteção da natureza a partir das populações
tradicionais, que têm um papel relevante na proteção do ambiente natural no
qual estão inseridas. Dessa forma, a perspectiva conservacionista, ligada à
etnoconservação, é a escolha a ser desenvolvida na pesquisa, em contraponto à
ideia preservacionista, ligada à noção norte-americana de wilderness, em que a
dissociação entre homem e natureza foi marcada no debate ambiental. Surge o
interesse também através das diferentes percepções dos moradores sobre viver
em uma Unidade de Conservação e sobre território onde estão inseridos, do
processo de criação da Reserva Extrativista Marinha e das diferentes percepções
e usos do território. Pretende-se identificar as tensões existentes entre os
moradores antigos e o ICMBio, órgão responsável pela fiscalização da Resex, e
as diferentes percepções sobre como se vive em uma Unidade de Conservação.
Ocupada desde a década de 1960 por pescadores vindos da região do Salgado,
ao ser definida como Unidade de Conservação, a área passa a ser palco de
conflitos e de diferentes percepções acerca do território. Para tanto, o trabalho
de campo, baseado na concepção teórico-conceitual da pesquisa implicante, foi
fundamental para o levantamento de dados através de conversas informais com
moradores e representantes da Resex, além de um levantamento bibliográfico
sobre o tema da pesquisa. Espera-se que o estudo venha a contribuir para a
gestão compartilhada entre o Estado e as populações tradicionais do território, a
partir da etnoconservação.
Palavras-Chave: Unidades de Conservação. Populações tradicionais.
Etnoconservação. Modo de vida.
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1 PIBIC/CNPq (Vigência: 01/09/2014 a 31/07/2015). Curso: Agronomia/UFRA.
2 Orientadora; Analista em Ciência e Tecnologia Sênior – Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT/
MPEG).
Levantamento socioeconômico dos quintais
no município de Belém/PA
Caick Marcelo Rosa Martins1
Maria das Graças Ferraz Bezerra2
Os quintais podem ser definidos como espaços de um terreno alocado em volta
de uma casa, manejado rotineiramente, onde pode haver o cultivo de plantas, a
criação de animais domésticos e silvestres de pequeno porte. Os quintais são
considerados bancos de germoplasma, além de exercer influência sobre outros
aspectos, como segurança alimentar e cultural. O trabalho teve como objetivo
principal contribuir para o avanço do conhecimento sobre a realidade
socioeconômica e botânica de Belém (PA), através do estudo do quintal como
um relevante espaço urbano, objetivando, ainda, realizar levantamento florístico
nos quintais do município; fazer caracterização socioeconômica dos moradores
de Belém através do estudo dos respectivos quintais; e contribuir com dados para
a publicação de um livro comemorativo dos 400 anos da cidade de Belém. Quanto
à metodologia do trabalho, primeiramente realizou-se o mapeamento dos bairros
do município de Belém; em seguida, as informações foram coletadas por meio
de entrevistas aplicadas aos moradores que concordaram em receber as visitas
nos seus quintais e em responder oquestionário semiestruturado, direcionado aos
moradores/ocupantes/donos dos quintais, com o objetivo traçar as características
socioeconômicas das famílias visitadas. O levantamento florístico realizou-se com
a listagem, catalogação, identificação e a observação geográfica, levando em
consideração as espécies vegetais alocadas na área. O cultivo nos quintais de Belém
retrata, em parte, a agricultura de subsistência de pequenos agricultores familiares
da região amazônica, que não se preocupam em controlar/mensurar os custos de
mão de obra, de produção e comercialização (quando há excedentes dos produtos).
As áreas se caracterizam por serem pequenas e mantêm a produção de alimentos
para o consumo familiar; a criação de pequenos animais; o local para adaptação
de variedades ou espécies novas de plantas e o cultivo de plantas medicinais e
ornamentais. Diante disso, é clara a importância que os quintais urbanos
possuem para os moradores do município de Belém, atribuindo a essas áreas
grande relevância socioeconômica, pois nos quintais são evidenciados os aspectos
da segurança alimentar, complementação de renda familiar e atividades de lazer.
Palavras-chave: Quintal. Amazônia. Ecossistema.
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¹ Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/09/2014 a 31/07/2015). Curso: Agronomia/IFPA-Campus
Castanhal.
² Orientadora; Analista em Ciência e Tecnologia Sênior – Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT/
MPEG).
Principais espécies manejadas por comunidades tradicionais
localizadas ao longo do Rio Capim, nordeste paraense
Hemelyn Soares das Chagas1
Maria das Graças Ferraz Bezerra2
Na extensa área geográfica da Amazônia habitam povos de diversas etnias,
tendo seus costumes e suas culturas próprias. O homem que convive com o
ambiente florestal interage com ele, manejando-o de forma a usá-lo como
estratégia de sobrevivência. No nordeste paraense existe um grande número
de habitantes que residem nas proximidades de rios, tendo como principal
atividade econômica o uso dos recursos naturais. Nesse contexto, destacam-
se os povos que vivem ao longo do Rio Capim, fazendo as roças familiares
para a produção de alguns produtos básicos para a sua subsistência. O objetivo
da pesquisa é realizar análise do uso dos recursos agroextrativistas pelas
comunidades, fazendo um levantamento destes recursos, bem como
identificar o manejo realizado e as espécies manejadas, contribuindo, assim,
para a conservação da biodiversidade existente na região. Esta pesquisa foi
desenvolvida por meio da viagem de campo, coma utilização de ferramentas
metodológicas como entrevistas e caminhadas transversais pelas propriedades
visitadas, além de acompanhar o trabalho realizado nas propriedades, coletando
informações sobre as espécies manejadas e o seu uso pelos agricultores. Os
resultados obtidos até então indicam que a atividade mais expressiva na região
pesquisada está relacionada com a roça de mandioca (Manihot sculenta
Crantz), sendo um dos seus principais subprodutos a farinha, sendo,
consequentemente, o produto que mais contribui para a renda familiar. Os
conhecimentos empregados no manejo dessas roças são empíricos, isto é,
saberes tradicionais que foram repassados de geração em geração.
Palavras-chave: Populações tradicionais. Recursos agroextrativistas. Rio Capim.
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1 Bolsista PIBITI/CNPq (Vigência: 01/08/2014 a 31/07/2015).Curso: Bacharelado em Sistemas
de Informação/CESUPA.
2 Orientador; Tecnologista – Serviço de Tecnologia da Informação (STI/MPEG).
Criação do modelo de dados para a Botânica, padronização e
informatização dos dados da família Euphorbiaceae presentes
na coleção do Herbário do Museu Paraense Emílio Goeldi
Juliana Corrêa dos Santos¹
 Marcos Paulo Sousa²
O Museu Paraense Emílio Goeldi está inserido em uma política de pesquisa e
divulgação de dados de coleções científicas. Alinhado a isso, este projeto propõe
a modelagem dos dados que se aplica a todo o Herbário e a informatização dos
dados da família Euphorbiaceae. O Herbário é a principal coleção da Coordenação
de Botânica, com mais de 200.000 registros, com grande valor histórico e cultural,
sendo uma fonte de conhecimento importantíssima. A transferência destes
acervos para o Specify é de fundamental importância tanto institucional como
para a pesquisa sobre a biodiversidade na Amazônia Oriental, principalmente
taxonômica, e a inserção destes no banco de dados institucional e a divulgação
dos dados no SiBBr (Sistema de Informação sobre a Biodiversidade Brasileira)
representa uma grande contribuição ao gerenciamento e acessibilidade aos
dados. Foi necessário migrar os dados de outras arquiteturas como o Brahms,
para que os requisitos do modelo de dados fossem definidos, e realizado o
tratamento dos dados segundo o padrão Dawin Core. Este processo foi
acompanhado e validado junto aos pesquisadores da Coordenação de Botânica
responsáveis pelos dados. Após esta etapa, passou-se para a fase de estruturação
da modelagem de dados, que foram aplicados no sistema de gerenciamento
de banco de dados utilizando o software open source Specify, versão 6.6.01. Os
dados foram mapeados de acordo com a posição já definida nas tabelas do banco
de dados do Specify e foram importados através do utilitário WorkBench da
ferramenta. Atualmente, os 2.785 registros da família Euphorbiaceae já se
encontram na base de dados e publicados na plataforma do SiBBr. Para uma boa
utilização do software por parte dos usuários, serão realizados treinamentos de
capacitação, pois a partir daí eles serão responsáveis por alimentar ou transferir
os dados restantes para o banco de dados do Specify.
Palavras-chave: Banco de dados Specify. Coleções científicas. Botânica.
Modelagem de dados.
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Desenvolvimento de uma proposta de navegabilidade para
o Portal do Programa de Pesquisa em Biodiversidade da
Amazônia Oriental - PPBio
Débora Campos Rodrigues1
 Marcos Paulo Alves de Sousa2
O Programa de Pesquisa em Biodiversidade da Amazônia Oriental (PPBio) tem
na sua estrutura três componentes: Coleções Biológicas, Inventários Biológicos
e Projetos Temáticos, e vem contribuindo para a gestão da informação através
do desenvolvimento de bancos de dados biológicos e da manutenção de sites
com conteúdos de interesse científico e educativo, dentre outras atividades. Este
projeto propõe a reestruturação do site do PPBio, visando a disponibilização de
serviços, de conteúdos, de designer, da navegabilidade e de interatividade com
os serviços online referentes às coleções e inventários científicos, e garantindo
a adaptabilidade de interface para dispositivos móveis, assim como o
alinhamento com a tecnologia de acessibilidade e-MAG, atendendo à
recomendação do Governo Federal. Visando o atendimento aos padrões do
modelo e-MAG, implementou-se novos recursos de usabilidade e acessibilidade
do Portal do PPBio. Foi realizado o levantamento dos requisitos e das
necessidades do site, em seguida foi realizado um estudo de viabilidade técnica
sobre os principais softwares e ferramentas de gerenciamento de conteúdo e
de projeto de interface web, definindo os sistemas de desenvolvimento a serem
utilizados. Foram desenvolvidas várias prototipações até alcançar o wireframe
desejado. O processo final foi a validação do projeto junto aos responsáveis. Os
resultados apresentados foram o desenvolvimento do site com a utilização da
ferramenta Drupal, utilizando os padrões e-MAG, trabalhando as melhorias que
foram propostas no levantamento de requisitos.
Palavras-chave: Padrões e-MAG. Navegabilidade. Acessibilidade. PPBio.
1 Bolsista PIBITI/CNPq (Vigência: 01/08/2014 a 31/07/2015). Curso: Bacharelado em Sistemas
de Informação/CESUPA.
2 Orientador; Tecnologista – Serviço de Tecnologia da Informação (STI/MPEG).

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