Prévia do material em texto
XXIII SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA - PIBIC A metodologia participativa como estratégia para o desenvolvimento e conservação da Amazônia GOVERNO DO BRASIL PRESIDENTE DA REPÚBLICA Dilma Vana Rousseff MINISTRO DA CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO José Aldo Rebelo Figueiredo CONSELHO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO CIENTÍFICO E TECNOLÓGICO REPRESENTANTE DO PIBIC/CNPq Lucimar Batista de Almeida MUSEU PARAENSE EMÍLIO GOELDI DIRETOR Nilson Gabas Júnior COORDENADORA DE PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO Ana Vilacy Galúcio COORDENADORA DE COMUNICAÇÃO E EXTENSÃO Maria Emília da Cruz Sales PROGRAMA INSTITUCIONAL DE BOLSAS DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA • PIBIC/MPEG COMITÊ INTERNO Presidente: Wolmar Benjamin Wosiacki (CZO) Vice-presidente: Márlia Coelho Ferreira (CBO) MEMBROS Glenn Harvey Shepard (CCH) Maria Candida Barros (CCH) Pedro Viana(CBO) Alberto Akama (CZO) Cristine Bastos do Amarante (CCTE) Rogério Rosa da Silva (CCTE) COMITÊ EXTERNO DE AVALIAÇÃO Ana Maria Giulietti Harley Instituto Tecnológico Vale de Desenvolvimento Sustentável Marcia Bezerra Universidade Federal do Pará José Antônio Marin Fernandes Universidade Federal do Pará Regilene Angélica da Silva Souza Universidade Federal Rural da Amazônia Suezilde Amaral Ribeiro Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará Museu Paraense Emílio Goeldi Coordenação de Pesquisa e Pós-Graduação Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica 29 de junho a 3 de julho de 2015 Museu Goeldi - Auditório Paulo Cavalcante Campus de Pesquisa - Av Perimetral, 1901 Terra Firme, Belém, Pará XXIII SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA - PIBIC A metodologia participativa como estratégia para o desenvolvimento e conservação da Amazônia NÚCLEO EDITORIAL DE LIVROS (MPEG) PRODUÇÃO EDITORIAL Iraneide Silva Angela Botelho Tereza Lobão PROJETO GRÁFICO E EDITORAÇÃO Andréa Pinheiro FOTOS Claudia López Juliano Almeida Sol González APOIO Hidro • Fadesp • Hileia IMPRESSÃO Graphitte Belém-PA Seminário de Iniciação Científica – PIBIC (23: 2015: Belém, PA). A metodologia participativa como estratégia para o desenvolvimento e conservação da Amazônia – Belém: Museu Paraense Emílio Goeldi, 2015. 114 p. 1. História Natural – Brasil – Amazônia. 2. Iniciação Científica – Resumos – Seminário. 3. Iniciação Científica – Interdisciplinaridade Científica – Brasil – Amazônia. 4. Botânica. 5. Ecologia. 6. Sistemática. 7. Ciências da Terra. 8. Zoologia. 9. Antropologia. 10. Arqueologia. 1. Título. CDD 508.072 Apresentação A METODOLOGIA PARTICIPATIVA COMO ESTRATÉGIA PARA O DESENVOLVIMENTO E CONSERVAÇÃO DA AMAZÔNIA O planejamento da ocupação e desenvolvimento da Amazônia sempre foi centrado em decisões verticais, impostas por governantes ou agentes externos, sem preocupação com as sociedades locais, como observado na ocupação para exploração da borracha no início do século XX; na colonização da região, organizada pelo governo militar, com a abertura da rodovia Transamazônica na década de 1970; na década de 1990, com a força da exploração madeireira e do agronegócio, caracterizado atualmente pelo arco do desmatamento. Mais recentemente, a implantação de hidrelétricas na região convulsionou populações locais em Rondônia, no Pará e no Mato Grosso. Surge como resposta uma nova visão de desenvolvimento, com o ideal da “Amazônia para o amazônida”. Além disso, para compreender a dimensão e a diversidade da região, é necessária uma análise integrada de diversos saberes, que nomeamos de interdisciplinar. Essas duas vertentes, fomentadas e integradas por muitos pesquisadores recentes, que priorizam os anseios dos residentes e suas diversas culturas materiais e imateriais, passam a ser fundamentais para a implantação de políticas públicas. No entanto, o amazônida continuou a ser analisado e gerenciado sob uma ótica externa, com um abismo separando o pesquisador e o pesquisado. Talvez a grande mudança de paradigma para o desenvolvimento sustentável da Amazônia possa ocorrer de maneira mais singela, com uma mudança no enfoque metodológico que possibilite, de fato, alterar as realidades locais. É nesse contexto que a adoção de metodologias participativas pode auxiliar não só numa melhor compreensão das dimensões estudadas (retorno esperado para o pesquisador), como também contribuir para a emancipação política dos grupos sociais estudados (retorno necessário ao pesquisado). Essa busca de uma visão mais holística e integradora, que leve em consideração os anseios e as necessidades locais, também servirá como bússola moral para os futuros pesquisadores que trabalham na Amazônia. Em consonância com esses ideais, o Museu Paraense Emílio Goeldi, no XXIII Seminário de Iniciação Científica busca contribuir para a formação das novas gerações que irão determinar o destino futuro da região com a maior biodiversidade do mundo. Alberto Akama Coordenação de Zoologia Museu Paraense Emílo Goeldi Índice COMUNICAÇÕES ORAIS Taxocenose de serpentes de Serra do Navio, Amapá, Brasil ANDRÉ LUIZ SOARES NUNES ........................................................................................ 17 Identificação e organização dos exemplares da família Potamotrygonidae do acervo ictiológico do Museu Paraense Emílio Goeldi ALFREDO MÁRCIO MIRANDA CARDOSO .......................................................................... 18 Filogenia e filogeografia de Cymbilaimus lineatus (Aves: Thamnophilidae) BERNARDO ONÇA PRESTES .......................................................................................... 19 Ictiofauna dos ecossitemas aquáticos do municipio de Ourém (PA) CAMILA FERREIRA LEÃO .............................................................................................. 20 Revisão taxonômica de Rhynchocyclus olivaceus (Aves: Rhynchocyclidae) com base em morfometria, caracteres de plumagem e caracteres moleculares CARLYNNE CHINA SIMÕES ........................................................................................... 21 Riqueza, composição e abundância de Calliphoridae e Sarcophagidae (Diptera) em áreas de várzea e terra firme na Vila de Calafate, Magalhães Barata, Pará, Brasil CAROLINE COSTA DE SOUZA ........................................................................................ 22 Diversidade de Araneidae (Araneae) da Floresta Nacional de Caxiuanã, Portel/ Melgaço, Pará: subsídios à compreensão de modificações ambientais no arquipélago do Marajó CLÁUDIA CRISTINA MONTEIRO CASTELO BRANCO XAVIER .................................................... 23 Mantodea da grande Belém: levantamento, desenvolvimento e comportamento CÉSAR AUGUSTO CHAVES FAVACHO .............................................................................. 24 Inventário de vespas sociais (Hymenoptera: Vespidae, Polistinae) do Parque Ecológico Gunnar Vingren, Belém, Pará FÁBIO SILVA DO ROSÁRIO ............................................................................................ 25 Filogeografia de Dendrexetastes rufigula (Aves: Dendrocolaptidae) com base em marcadores moleculares mitocondriais e nucleares GILMAX GONÇALVES FERREIRA ...................................................................................... 26 Anfíbios e répteis da Floresta Nacional do Pau-Rosa, Amazonas, Brasil GISELE CASSUNDÉ FERREIRA ......................................................................................... 27 Variação geográfica em Kentropyx striata (Daudin, 1802) (Reptilia: Squamata: Teiidae) GIOVANNI SAMPAIO PALHETA ....................................................................................... 28 Distribuição das borboletas frugívoras (Lepidoptera, Nymphalidae) na coleção entomológica do Museu Paraense Emílio Goeldi IAN DE SOUSA MENEZES ............................................................................................ 29 Coleta e identificação de moscas (Diptera: Calyptratae) visitantes de materiais orgânicos e em lixo no mercado Ver-o-Peso, Belém, Pará, Brasil JÉSSICA MARIA MENEZES SOARES .................................................................................30 Variação morfológica cefálica da tribo Hydropsini na Amazônia brasileira (Dipsadidae, Xenodontinae) JORGE FELIPE ABREU COSENZA ................................................................................... 31 Levantamento de Tabanidae (Insecta: Diptera) em campina do Baixo Tocantins, Cametá, Pará KAMILA MONTEIRO DE SOUZA ..................................................................................... 32 Insetos de dossel obtidos com um novo método de coleta LUCAS DOS ANJOS RODRIGUES .................................................................................... 33 Inventário do grupo Drosophila tripunctata (Diptera, Drosophilideae) em recursos naturais LUIZ HENRIQUE DA SILVA GOUVEIA ............................................................................... 34 Mecanismo de defesa dos Membracídeos: um estudo de Palatabilidade LAYS JOSINO GUERREIRO ............................................................................................. 35 Variação morfológica em Sapajus apella (Linnaeus, 1758) (Primates: Cebidae) LUÍZA DE CARVALHO BARROS ....................................................................................... 36 Descrição de uma nova espécie do gênero Bunocephalus (Siluriformes: Aspredinidae) do Médio Amazonas MANUELA DOPAZO DE VASCONCELLOS LEÃO .................................................................. 37 Inventário de vespas sociais (Hymenoptera: Vespidae) na área do Clube da Aeronáutica de Belém (CAER-BE) MILEUDIANE OLIVEIRA PINHEIRO ................................................................................... 38 Riqueza e composição em espécies de aranhas da Floresta Nacional de Caxiuanã, Amazônia Oriental PAULO ROBERTO PANTOJA GOMES ............................................................................... 39 Inventário de vespas sociais e abelhas (Hymenoptera: Vespidae, Apidae) no Jardim Botânico Bosque Rodrigues Alves em Belém, Pará, Brasil SUZY MELRY CARDOSO DOS SANTOS ............................................................................ 40 Lista de espécies e catálogo ilustrado de Salticidae (Arachnida, Araneae) da região de Juruti, Pará SÁVIO BENEDELAK FARIAS ............................................................................................ 41 Filogeografia de Phaethornis hispidus (Gould, 1846) (Aves – Trochilidae) TÂNIA FONTES QUARESMA ......................................................................................... 42 Morfologia dos adultos e imaturos de Agroiconota judaica (Fabricius, 1781) (Coleoptera, Chrysomelidae, Cassidinae) TATIANE GOUVEIA C. B. BARATA ................................................................................. 43 Inventário da comunidade de formigas (Hymenoptera: Formicidae) em Nova Ipixuna, Pará, Brasil WANDERLEY DIAS DAS CHAGAS JUNIOR ....................................................................... 44 Avaliação química do óleo essencial das folhas/ramos e flores de Ocimum campechianum Mill. (Lamiaceae) por cromatografia de fase gasosa/espectrometria de massas (CG/EM) ALBERTO RAY CARVALHO DA SILVA .............................................................................. 45 Informatização e digitalização da coleção de macrofungos do Herbário João Murça Pires (MG) EDMAR FERNANDES BORGES FILHO ............................................................................... 46 Levantamento florístico de daninhas Eudicotiledôneas em gramas fornecidas no mercado de Belém, Pará, Brasil EMILENE BALGA CARRILHO ......................................................................................... 47 Riqueza e composição de briófitas do Parque Natural Municipal Arivaldo Gomes Barreto, Macapá, Amapá FÚVIO RUBENS OLIVEIRA DA SILVA ................................................................................ 48 Biometria e germinação de três espécies de palmeiras nativas da Amazônia HELIO BRITO DOS SANTOS JUNIOR ................................................................................ 49 Anatomia foliar do ipê-amarelo [Handroanthus serratifolius (A.H. Gentry) S. Grose – Bignoniaceae] KAREN CIBELLE LAMEIRA DA SILVA ............................................................................... 50 Caracterização anatômica de Eleocharis R. Br. (Cyperaceae) ocorrentes em praias dos municípios de Soure e Salvaterra, ilha do Marajó-Pará ......................... 51 LETÍCIA CUNHA DE ANUNCIAÇÃO Estudos taxonômicos do gênero Rhynchospora Vahl (Cyperaceae) nas restingas do estado do Pará, Brasil LAYLA J. C. SCHNEIDER .............................................................................................. 52 Comparação do estoque de raízes finas e liteira de solo em uma cronossequência de florestas secundárias na Estação Cientifica Ferreira Penna, Caxiuanã, na Amazônia Oriental JAINE DA SILVA RIBEIRO ............................................................................................. 53 Informatização, organização e digitalização da coleção histórica e de typus nomenclaturais de fungos Pucciniales do Herbário João Murça Pires (MG) JAMILLE RABELO DE OLIVEIRA ...................................................................................... 54 Levantamento florístico de daninhas Monocotiledôneas em gramas fornecidas no mercado de Belém, Pará, Brasil QUÉSIA SÁ PAVÃO ................................................................................................... 55 Contribuição ao conhecimento taxonômico do gênero Annona L., com ocorrência na localidade Vila Nova, Magalhães Barata, microrregião do Salgado paraense RONIELTON COELHO .................................................................................................. 56 Flora rupestre das cangas da Serra dos Carajás: Chloridoideae (Poaceae) RAISSA LIMA PRAIA RAMOS ....................................................................................... 57 Caracterização anatômica de Pariana campestris Aubl. (Poaceae: Bambusoideae) RODRIGO COSTA PINTO ............................................................................................. 58 Flórula da Serra dos Carajás: Bambusoidea (Poaceae) SIDNEY SANTOS PEREIRA ............................................................................................ 59 Caracterização anatômica de Sporobolus virginicus (L.) Kunth. (Poaceae) ocorrente em restinga e apicum no município de Salinópolis, Pará SUZANE SILVA DE SANTA BRÍGIDA ................................................................................ 60 Riqueza e composição de briófitas do Parque Natural Municipal do Cancão, Serra do Navio, Amapá THAÍS SCARLLETY DE ALMEIDA ALMADA ........................................................................ 61 Caracterização anatômica de Eleocharis geniculata (L.) Roem. & Schult (Cyperaceae) ocorrente em restinga e apicum no município de Salinópolis, Pará WENDELL VILHENA DE CARVALHO .................................................................................. 62 Florística e estrutura da regeneração de palmeiras do estado do Pará WILSON FILGUEIRA BATISTA JÚNIOR .............................................................................. 63 Influência dos resíduos antrópicos sobre os atributos carbono e nitrogênio da biomassa microbiana do solo, município de Tailândia, Pará ARIANA DO ROSÁRIO RODRIGUES ................................................................................. 64 Estudo taxonômico dos Ostracodes e interpretação paleoambiental da Formação Solimões (Mio-Plioceno), município de Eirunepé (AM), Brasil ALLAN MATOS DE LIMA ............................................................................................. 65 Estudos arqueométricos de artefatos cerâmicos provenientes dos sítios arqueológicos Marinaldo, Pau Preto, P32 da região de Salobo (Marabá-PA) e Jacarequara (Barcarena-PA) CLAUBER JACYNTO DA SILVA ....................................................................................... 66 Extração e identificação de compostos voláteis da infrutescência de Montrichardia linifera(Arruda) Schott. DAYANE DANTAS DA SILVA ......................................................................................... 67 Populações tradicionais em paisagens costeiras do estado do Pará: trajetórias históricas e uso da terra DIMAS ALMEIDA DE ASSUNÇÃO ................................................................................... 68 Paisagem, percepção e meio ambiente: uma análise geográfica em uma comunidade rural na zona costeira paraense FELIPE KEVIN RAMOS DA SILVA .................................................................................... 69 Caracterização química de compostos voláteis presentes na inflorescência de Montrichardia linifera (Arruda) Schott FERNANDA MENEZES COSTA ........................................................................................ 70 Estudo arqueométrico de artefatos cerâmicos provenientes do sítio Jabuti- Bragança e dos sítios de Mirim, Reginaldo e Dique BF2, região do Salobo-Marabá, no estado do Pará INGLEDIR SUELY SILVA BARRA ...................................................................................... 71 Biologia da formiga Dolichoderus attelaboides (Hymenoptera, Formicidae, Dolichoderinae) na Amazônia brasileira KELLEN BEATRIZ ARAÚJO ROCHA ................................................................................. 72 Estudo taxonômico da família Cytheruridae Mueller, 1894, (Ostracoda-Crustacea) da Formação Pirabas (Oligo-Mioceno), Pará, Brasil LAYLANA LÍGIA RODRIGUES DE ALMEIDA ........................................................................ 73 Extração e análise dos compostos voláteis presentes nas folhas da espécie Montrichardia linifera (Arruda) Schott. LEANDRO CORDOVIL DOS SANTOS ................................................................................ 74 Taxonomia de sirênios da Formação Pirabas (Oligo-Mioceno), Pará-Brasil RAUL DE AZEVEDO CARVALHO .................................................................................... 75 Caracterização granulométrica, mineralógica e geoquímica dos sedimentos de fundo do canal do Quiriri e rio Pará, baía de Marajó THIAGO PEREIRA DE SOUZA ........................................................................................ 76 O Batismo nos escritos de João Felipe Bettendorff: a aplicação do sacramento para o “bem morrer” dos índios ADRIANO CORRÊA DE SOUSA ...................................................................................... 77 Conservação preventiva na Reserva Técnica da Coleção Etnográfica do Museu Paraense Emílio Goeldi: monitoramento e análise de condições climáticas BIANCA CRISTINA RIBEIRO VICENTE ............................................................................... 78 Catalogação, higienização e organização documental da Coleção Arqueológica do Projeto Médio Urubu presente na Reserva Técnica Mário Ferreira Simões ELAÍNA MONTEIRO FERREIRA CUNHA ............................................................................ 79 Estudo da cultura material arqueológica do sítio Engenho Jaguarari GERSON DE FIGUEIREDO DOS SANTOS ............................................................................ 80 Sistema de informação geográfica para caracterização e espacialização de engenhos dos séculos XVII e XIX no estuário amazônico TAÍS JULIANE DO CARMO ARAÚJO ............................................................................... 81 Xamanismo & urbanização num território índigena – o papel dos rezadores em São Gabriel da Cachoeira (Alto Rio Negro - Amazonas) ELLANA FIAMA SOUZA DA SILVA ................................................................................. 82 Música ka’apor, a práxis musical como medicina: contribuições para uma aproximação à etnomusicologia médica HUGO MAXIMINO CAMARINHA .................................................................................... 83 A formação de solos antrópicos na Amazônia Oriental JULLYA ROSA A. S. DOS SANTOS ................................................................................. 84 A tradição regional Saracá do rio Urubu, estudada a partir do Sítio Arqueológico Sucuriju LUÍZA SILVA DE ARAÚJO .............................................................................................. 85 A prática social do lazer no meio pesqueiro do litoral paraense MARCUS DOS REIS FERREIRA ....................................................................................... 86 O impacto das atividades humanas do passado nas propriedades do solo PRISCYLA NEVES CARDOSO ......................................................................................... 87 O Museu do Marajó: interação e criatividade no espaço museológico SANDRA REGINA COELHO DA ROSA ............................................................................. 88 Análise iconográfica das urnas funerárias Maracá – Coleção AP-MZ-27: gruta do Pocinho TAYNARA SOARES DO NASCIMENTO SALES ...................................................................... 89 Água na Reserva – um exercício etnográfico sobre mananciais, usos e gestão dos recursos hídricos em um ambiente de Reserva Extrativista YASMIN AINÁ MARTINS BARBOSA LOUREIRO ................................................................... 90 O uso da Indicação Geográfica (IG) para a geração de negócios sustentáveis no estado do Pará ANDREDY MURILO TRINDADE AMORIM .......................................................................... 91 O conceito de identidade nas comunidades de remanescentes de quilombos (Taperinha) do Rio Capim, nordeste paraense CLÁUDIO LÍSIAS MOREIRA XIMENES ............................................................................... 92 PAINÉIS Squamata (Reptilia) da Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns, Amazônia Central, Brasil FELIPE COSTA POMBO ............................................................................................... 95 Inventário de algumas famílias de Diptera de duas matas urbanas de Belém HEITOR ANTUNES DE CASTRO ...................................................................................... 96 Besouros rola-bostas (Coleoptera: Scarabaeidae: Scarabaeinae) no remanescente florestal do Campus de Pesquisa do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG), Belém, Pará MILCELENE CRISTINA BARROS DA SILVA .......................................................................... 97 Filogeografia de Dendrocolaptes picumnus (Aves: Dendrocolaptidae) com base em marcadores moleculares mitocondriais e nucleares NAYRON FRANCÊS DO NASCIMENTO .............................................................................. 98 Diversidade de Euglossíneos (Hymenoptera – Apidae) no Centro de Endemismo Belém RAFAEL LOBO RAIOL ................................................................................................. 99 Descrição de uma nova espécie de Micrathena (Arachnida, Araneae) da Floresta Nacional de Caxiuanã, Pará VANESSA CAROLINNA RIBEIRINHO VIDAL ...................................................................... 100 Estudo taxonômico de Lecythis Loefl. (Lecythidaceae) da microrregião de Santarém, no estado do Pará, Brasil SOFIA FRANÇA SOBRAL ........................................................................................... 101 Estudo taxonômico de Tachigali Aublet (Leguminosae – Caesalpinioideae) da mesorregião do Baixo Amazonas AGIRLAYNE DE SOUZA REIS ....................................................................................... 102 Monitoramento e caracterização da fauna de mamíferos na ilha de Marajó RAISSA TANCREDI CERVEIRA ...................................................................................... 103 Saber dos funcionários do Museu Emílio Goeldi sobre a reciclagem de resíduos sólidos GABRIEL POMPEU ROSA ........................................................................................... 104 A estrutura e composição do solo determinam a morfologia da fauna de formigas subterrâneas? ÍSIS CAROLINE SIQUEIRA SANTOS ................................................................................ 105 Análise dos vestígiosarqueológicos da vila histórica, sítio Carrazedo PABLO HENRIQUE SANTOS DA SILVA ........................................................................... 106 Cultura material e distribuição espacial dos sítios arqueológicos do Baixo Amazonas MAYARA CRISTINA PEREIRA MARIANO ......................................................................... 107 Mapeamento, caracterização e distribuição dos recursos naturais na paisagem e sua transformação ao longo do tempo na área do Parque Estadual de Monte Alegre CALIL TORRES AMARAL ............................................................................................ 108 A legislação internacional da pesca em ambiente marítimo: reflexo no caso do estado do Pará JOSEFINA JOSÉ DA SILVA .......................................................................................... 109 Modo de vida na comunidade do Pesqueiro, no município de Soure: as tecnologias e a relação com a biodiversidade na ilha do Marajó EVANDRO CARLOS COSTA NEVES ............................................................................... 110 Levantamento socioeconômico dos quintais no município de Belém/PA CAICK MARCELO ROSA MARTINS ............................................................................... 111 Principais espécies manejadas por comunidades tradicionais localizadas ao longo do Rio Capim, nordeste paraense HEMELYN SOARES DAS CHAGAS ................................................................................. 112 Criação do modelo de dados para a Botânica, padronização e informatização dos dados da família Euphorbiaceae presentes na coleção do herbário do Museu Paraense Emílio Goeldi JULIANA CORRÊA DOS SANTOS .................................................................................. 113 Desenvolvimento de uma proposta de navegabilidade para o Portal do Programa de Pesquisa em Biodiversidade da Amazônia Oriental – PPBio DÉBORA CAMPOS RODRIGUES ................................................................................... 114 COMUNICAÇÕES ORAIS resumos > > > 17 CO M U N IC AÇ Õ ES O RA IS - r es um osTaxocenose de serpentes de Serra do Navio, Amapá, Brasil André Luiz Soares Nunes¹ Ana Lúcia da Costa Prudente² João Fabrício Melo Sarmento² A Amazônia é reportada pela sua heterogeneidade no estudo de comunidades. A sinecologia de grau taxonômico, denominada taxocenose, tem a sua estrutura alicerçada no padrão de composição, riqueza, abundância, dieta e forrageio das espécies. Seus resultados auxiliam na compreensão dos hábitats e hábitos, na biologia e nas relações inter e intraespecíficas às quais as espécies são submetidas. Este tipo de estudo ainda é incipiente na região das Guianas, incluindo o estado do Amapá. Portanto, este trabalho objetivou estudar a distribuição e a riqueza de serpentes do município da Serra do Navio, no Amapá, bem como descrever a composição, levantar informações da literatura sobre dieta (itens alimentares, sentido de ingestão e frequência de ocorrência de todos os itens), aspectos reprodutivos das espécies, relacionando-as com dados sobre hábitat, hábito e micro- hábitat. Foram analisados 96 espécimes coletados em inventário de herpetofauna, utilizando-se métodos de Armadilhas de Interceptação e Queda (AIQ) e Procura Limitada por Tempo (PLT), além dos encontros ocasionais e por terceiros, no período de abril a dezembro de 2000. O material analisado correspondeu a uma matriz de dados quantitativa para estimativa (Jack 1) de riqueza no EstimateS. Desse modo, a taxocenose de serpentes de Serra do Navio foi descrita em 49 espécies de serpentes, pertencentes a 31 gêneros e oito famílias. Estas espécies correspondem a 32,66% das espécies válidas registradas para a Amazônia brasileira. No entanto, estima-se uma riqueza de 35,5% de espécies a mais do que o observado neste estudo, através do estimador Jack 1. As espécies com maior abundância relativa foram Atractus latifrons (7,29%), Atractus zidoki (5,21%), Phylodryas viridissima (5,21%), Micrurus lemniscatus (5,21%) e Bothrops brazili (5,21%). Ao avaliarmos as serpentes quanto ao forrageio, foram registradas 25 espécies (54,34%) terrestres e/ou criptozoicas, nove espécies (16,56%) arborícolas, três espécies (6,52%) aquáticas e nove espécies (19,56%) com hábitos fossoriais. Com relação à atividade diária houve maior expressividade das serpentes diurnas, representadas por 22 espécies (47,82%), seguida por 13 espécies (28,26%) em atividade noturna e 11 espécies (23,91%) em atividade diuturna. Novos registros foram feitos para o estado do Amapá, entre estes a extensão leste da distribuição de Atractus punctiventris e a descrição de uma nova espécie para o gênero Erythrolamprus. Palavras-chave: Riqueza. Distribuição. Novos registros. 1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/08/2014 a 31/07/2015). Curso: Ciências Biológicas/UNAMA. 2 Orientadores; pesquisadores – Coordenação de Zoologia (CZO/MPEG). CO M U N IC AÇ Õ ES O RA IS - r es um os 18 Identificação e organização dos exemplares da família Potamotrygonidae do acervo ictiológico do Museu Paraense Emílio Goeldi Alfredo Márcio Miranda Cardoso¹ Wolmar Benjamin Wosiacki² Atualmente a família Potamotrygonidae está constituída em quatro gêneros (Potamotrygon, Paratrygon, Plesiotrygon e Heliotrygon), cujas espécies apresentam como características morfológicas a coloração variada nas superfícies dorsal e ventral, o tamanho do disco, dentículos dérmicos bem distribuídos em algumas espéciese o surgimento de variações das cores nos ocelos (ex. P. motoro), que são restritos ao gênero Potamotrygon. A família apresenta ampla distribuição na Bacia Amazônica e Paraná-Paraguai, com destaque para algumas espécies endêmicas dos rios Xingu e Tocantins (P. henlei e P. leopoldi, respectivamente). Com isso, foi realizada uma análise externa objetivando a identificação e organização das espécies pertencentes à família, que se encontram depositados no backlog do acervo ictiológico do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG). A análise foi viabilizada através de estudo comparativo dos exemplares do acervo com a bibliografia disponível para o grupo taxonômico em questão. Foram analisados 299 exemplares da família Potamotrygonidae, cujo gênero predominante neste trabalho foi Potamotrygon, contabilizando o total de 278 exemplares, seguido por Plesiotrygon, com 16 exemplares, Paratrygon com quatro e Heliotygon com um exemplar, que tiveram como áreas de procedência os municípios de Colares, Muaná, Afuá, Cachoeira do Arari e Ilha de Cotijuba. A partir da identificação do material, boa parte das informações sobre as espécies, que apresentavam procedência e data, está sendo resgatada e o material incorporadoao acervo do MPEG. Além disso, foram encontrados exemplares que, em uma primeira análise, provavelmente representam duas novas espécies procedentes da Ilha do Marajó, por não compartilharem as características das espécies conhecidas. Palavras-chave: Myliobatiformes. Arraias de água doce. Morfologia. ¹ Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/09/2014 a 31/07/2015). Curso: Licenciatura em Ciências Biológicas/UNAMA. 2 Orientador; Pesquisador – Coordenação de Zoologia (CZO/MPEG). 19 CO M U N IC AÇ Õ ES O RA IS - r es um osFilogenia e filogeografia de Cymbilaimus lineatus (Aves: Thamnophilidae) Bernardo Onça Prestes¹ Leonardo de Sousa Miranda² A avifauna da região Neotropical possui uma grande riqueza de espécies endêmicas. O presente trabalho propõe a análise molecular da espécie Cymbilaimus lineatus, amplamente distribuída no território amazônico, como também dos níveis de variabilidade genética e o grau de diferenciação entre as populações deste táxon. Foram analisadas 87 amostras de tecidos, das quais foram sequenciados um gene mitocondrial e dois loci nucleares, abrangendo toda a área de distribuição. Realizaram-se análises de genética populacional para calcular os índices de polimorfismos entre as sequências, quantificados pela diversidade nucleotídica e de haplótipos; a expectativa de evolução neutradas sequências, através dos testes estatísticos Fs de Fu e D de Tajima, além do grau de estruturação das populações na espécie. Foram sequenciados 1.051 pb para o ND2 (mtDNA), 598 pb para o BF5 e 409 pb para o G3PDH (nDNA), o primeiro contendo 148 sítios polimórficos e 23 haplótipos; o segundo 52 sítios polimórficos e 33 haplótipos; e o terceiro 32 sítios polimórficos e 18 haplótipos. Encontramos baixos índices de diversidade nucleotídica e altos de diversidade haplotípica, possivelmente resultado de eventos de gargalo de garrafa, seguidos de rápido crescimento populacional. Tal suposição é corroborada pelos valores negativos nos testes de neutralidade, sendo indicativos de expansão populacional recente. Grande parte do padrão de diversificação de aves amazônicas de terra firme relaciona-se ao fato de os rios impedirem o fluxo gênico entre populações de margens opostas. Entretanto, de acordo com o teste de estruturação populacional, essa correspondência não foi detectada neste estudo. É mais provável que existam cinco linhagens, sendo a mais bem definida referente aos indivíduos do Escudo das Guianas. Os demais apresentam sinais fortes de admistura. Novos estudos são necessários para quantificar parâmetros populacionais como níveis de fluxo gênico, tamanho populacional efetivo e tempo de divergência. Palavras-chave: Cymbilaimus lineatus. Genética de populações. Estruturação populacional. ¹ Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/08/2014 a 31/07/2015). Curso: Ciências Naturais-Biologia/UEPA. ² Doutorando do Programa de Pós-Graduação em Zoologia (PPGZOOL/MPEG/UFPA). CO M U N IC AÇ Õ ES O RA IS - r es um os 20 Ictiofauna dos ecossistemas aquáticos do município de Ourém (PA) Camila Ferreira Leão1 Alberto Akama2 A bacia amazônica possui a maior riqueza de espécies de peixes da Região Neotropical. Sua diversidade contribui com 60% das espécies de água doce da região. Essa diversidade está sendo afetada pelas modificações antrópicas associadas à urbanização, como, por exemplo, o desmatamento e a exclusão de espécies. Essas atividades alteram o funcionamento do hábitat e da cadeia alimentar. Para evitar a degradação ambiental do meio aquático, bem como realizar atividades de manejo, o primeiro passo é reconhecer e diagnosticar os componentes biológicos. As informações obtidas com inventários são a base para estudos mais detalhados, relacionados à ecologia e à conservação das espécies. Este estudo teve como objetivo realizar um levantamento da comunidade de peixes do município de Ourém, estado do Pará. Identificaram-se as espécies presentes e foi elaborada uma listagem contendo a descrição da biologia das espécies. Foram realizadas duas expedições – uma em novembro de 2014 e outra em maio de 2015. Foram selecionados trechos do rio Guamá para as coletas em três turnos: manhã, tarde e noite. Os métodos utilizados foram redes de cerco, redes de arrasto, peneira e malhadeira. O esforço de coleta foi padronizando, sendo quatro coletores durante um período de três horas por turno. Os exemplares capturados foram fixados com formalina a 10%, acondicionados em álcool 70% e levados para o laboratório de triagem. Obteve- se um total de 61 espécies, pertencentes a 15 famílias e cinco ordens, sendo a família Characidae a de maior riqueza, com 27 espécies (44%), seguida de Loricariidae com oito (13%) e Callichthyidae com seis (9%). O gênero de maior riqueza foi o Astyanax, com sete espécies, seguido de Moenkhausia e Corydoras com cinco espécies. Palavras-chave: Neotropical. Inventário. Conservação. 1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/08/2014 a 31/07/2015). Curso: Ciências Biológicas/UFPA. 2 Orientador; Pesquisador – Coordenação de Zoologia (CZO/MPEG). 21 CO M U N IC AÇ Õ ES O RA IS - r es um osRevisão taxonômicade Rhynchocyclus olivaceus (Aves: Rhynchocyclidae) com base em morfometria, caracteres de plumagem e caracteres moleculares Carlynne China Simões1 Alexandre Aleixo2 Estudos recentes têm atestado a existência de grandes lacunas no conhecimento sobre a avifauna. Algumas espécies reconhecidas como tal, na verdade são complexos de espécies, ou seja, conjuntos de populações parapátricas ou alopátricas bem diferenciadas vocal e geneticamente, que constituem unidades evolutivas distintas. O objetivo deste trabalho é elucidar a história filogeográfica da espécie Rhynchocyclus olivaceus (Aves: Rhynchocyclidae) e verificar o grau de diferenciação evolutiva entre as suas subespécies, com base em marcadores mitocondriais (Citocromo b (Cyt b), NADH desidrogenase subunidade 2 (ND2) e Citocromo Oxidase subunidade 1 (COI)). No total, foram selecionadas 51 amostras, representando cinco subespécies (R. o. guianensis; R. o. sordidus; R. o. olivaceus; R. o. aequinoctialis e R. o. bardus). Para o isolamento do material genético utilizou-se a técnica de fenol-clorofórmio e, posteriormente, o material extraído foi amplificado através da reação em cadeia da polimerase (PCR), sendo em seguida purificado, utilizando PEG 8.000 (Polietileno Glicol 8.000). Após esse processo, o material foi submetido à reação de sequenciamento para posterior análise das sequências obtidas. Com 27 amostras já extraídas, realizou-se o sequenciamento destas para o gene ND2, e de nove amostras para o gene COI. O gene Cyt b está em processo de padronização, assim como a extração e amplificação das demais amostras. Com as sequências editadas e alinhadas foi possível estimaras filogenias para cada marcador separadamente, com base em um banco de dados concatenado (considerando os três genes selecionados). Os resultados obtidos permitiram analisar as relações filogenéticas entre as subespécies, fornecendo uma primeira análise do seu grau de diferenciação evolutiva. Palavras-chave: Diversidade críptica. Ornitologia. Bico-chato-grande. ¹ Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/08/2014 a 31/07/2015). Curso: Ciências Biológicas/UFPA. ² Orientador; Pesquisador – Coordenação de Zoologia (CZO/MPEG). CO M U N IC AÇ Õ ES O RA IS - r es um os 22 Riqueza, composição e abundância de Calliphoridae e Sarcophagidae (Diptera) em áreas de várzea e terra firme na Vila de Calafate, Magalhães Barata, Pará, Brasil Caroline Costa de Souza¹ Inocêncio de Sousa Gorayeb² Fernando da Silva Carvalho-Filho² A Amazônia é composta por diversos ecossistemas, dentre estes, floresta de terra firme e várzea. Os insetos estão entre os seres mais biodiversos, sendo a ordem Diptera uma das quatro megadiversas. Para a Amazônia, são conhecidas 22 espécies de Calliphoridae. Quanto aos Sarcophagidae, esta informação não está organizada, porém existem aproximadamente 150 espécies. O objetivo deste trabalho foi estudar a riqueza, a composição e a abundância de Calliphoridae e Sarcophagidae em áreas de várzea e de terra firme, caracterizando, comparando e calculando a similaridade dessa fauna, visto que os estudos em áreas de várzea são incipientes. O estudo foi desenvolvido na vila de Calafate, no município de Magalhães Barata (PA). Foram realizadas duas campanhas de coleta, de quatro dias cada, utilizando armadilhas de captura de moscas. Cada armadilha funcionou durante 72 horas, sendo revisadas a cada 24 horas. Como unidade amostral, utilizou-se uma armadilha funcionando por três dias. Onze armadilhas foram distribuídas aleatoriamente, a uma distância de 100 m entre si. Obteve-se 684 espécimes, sendo 353 califorídeos e 84 sarcofagídeos, dentre os quais 437 alfinetados e 247 em álcool 70%. Foram coletadas seis espécies de califorídeos na terra firme (TF) e na várzea (VZ): Chrysomya albiceps (TF: 47,8%; VZ: 50,6%); C. megacephala (TF: 39,4%; VZ: 44,3%); C. putoria (TF: 5,5%; VZ: 1,3%); Hemilucilia semidiaphana (TF: 3,6%; VZ: 2,5%), Mesembrinella bicolor (TF: 3,3%; VZ: 1,3%) e Eumesembrinella quadrilineata (TF: 0,4%), que é exclusiva de terra firme. Onze espécies de sarcofagídeos coletadas: Peckia chrysostoma (TF: 69,8%; VZ: 54,8%); Pc. Collusor (TF: 5,7%; VZ: 3,2%); Pc. Intermutans (TF: 1,9%; VZ: 6,5%); Pc. Lutzi (TF: 1,9%); Oxysarcodexia amorosa (TF: 3,8%; VZ:12,9%); O. timida (TF: 9,4%; VZ: 3,2%); O. angrensis (TF: 1,9%); O. carvalhoi (TF: 3,8%); O. intonna (TF: 1,9%); Peckiamyia abnormalis (VZ: 12,9%) e Pm. minutipenis (VZ: 6,5%), sendo que Pc. lutzi, O. angrensis, O. carvalhoi e O. intonna são exclusivas de terra firme; e todas do gênero Peckiamyia são exclusivas de várzea. Palavras-chave: Oestroidea. Diversidade. Moscas. 1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/08/2014 a 31/07/2015). Curso: Ciências Biológicas/UNAMA. 2 Orientador; Pesquisador – Coordenação de Zoologia (CZO/MPEG). 23 CO M U N IC AÇ Õ ES O RA IS - r es um osDiversidade de Araneidae (Araneae) da Floresta Nacional de Caxiuanã, Portel/Melgaço, Pará: subsídios à compreensão de modificações ambientais no arquipélago do Marajó Cláudia Cristina Monteiro Castelo Branco Xavier1 Regiane Saturnino2 As aranhas constituem um grupo de reconhecida importância biológica, pois consistem nos maiores predadores dentre os invertebrados. Araneidae, por sua vez, abundante em regiões neotropicais, é a terceira família mais rica em espécies, além de contar com ampla revisão taxonômica. Ecologicamente, os araneídeos são considerados como bem relacionados com aspectos estruturais do ambiente, dada a dependência da fitofisionomia da paisagem para a fixação das teias. Neste contexto, pesquisas podem fornecer bases para estudos populacionais de comunidades e ecossistêmicos, além de projetos conservacionistas. Desta forma, o objetivo deste projeto é determinar a riqueza e composição da assembleia de Araneidae da Floresta Nacional de Caxiuanã, assim como a complementaridade de espécies entre os pontos amostrados, a fim de fornecer subsídios a um projeto de monitoramento na região. O material utilizado neste trabalho foi coletado em sete áreas distintas da Flona de Caxiuanã entre 2005 e 2006. Foram selecionadas 20 amostras de cada área, totalizando 140, das quais os araneídeos foram triados e identificados sob estereomicroscópio, até o menor nível taxonômico possível. Foram obtidos 1.267 indivíduos, sendo 284 adultos e 983 jovens. Aproximadamente 97% do material já foi identificado em gênero e 72% em espécie. Até o momento, foram identificadas 31 espécies e 13 morfoespécies. Alpaida, Micrathena e Mangora figuram como os gêneros mais abundantes, com 88, 76 e 34 indivíduos, respectivamente. Preliminarmente, a área TEAM 2 apresentou a maior abundância de indivíduos (42) e riqueza em espécies (21). Contudo, proporcionalmente ao número de indivíduos, a área TEAM 1 aparenta ser a mais diversa, uma vez que foram registradas 21 espécies, com apenas 29 indivíduos. A composição em espécies de ambas as áreas mostrou- se bastante similar. O menor número de espécies foi registrado para IBAMA (13) e Terra Preta (12). Análises mais refinadas serão realizadas ao término das identificações. Palavras-chave: Inventário de fauna. Aranhas. Amazônia. 1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/09/2014 a 31/07/2015). Curso: Licenciatura em Ciências Naturais-Biologia/UEPA. 2 Orientadora; Pesquisadora; Bolsista FADESP (Processo n° 3362) – Coordenação de Zoologia (CZO/MPEG). CO M U N IC AÇ Õ ES O RA IS - r es um os 24 Mantodea da grande Belém: levantamento, desenvolvimento e comportamento César Augusto Chaves Favacho1 Inocêncio de Souza Gorayeb2 A ordem Mantodea é caracterizada principalmente pelo seu formato corporalmimético de folhas, galhos e sua coloração críptica, com pernas anteriores raptoriais, pronoto alongado, cabeça triangular extremamente móvel e aparelho bucal hipognato. Existem pouquíssimos estudos sobre os louva-a-deus da Região Norte do país, e menos ainda sobre o seu comportamento e biologia. O objetivo deste trabalho foi conhecer mais da diversidade de mantódeos da região e elaborar uma cartilha de identificação para os principais gêneros encontrados. Os exemplares foram coletados nas dependências do Campus do Museu Paraense Emílio Goeldi, no Parque do Utinga, em outros pontos da grande Belém e no município de Cametá (PA). Os exemplares foram mantidos em cativeiro até a fase adulta e depois fixados em alfinetes. Foram utilizadas chaves dicotômicas para a identificação dos gêneros e espécies. Os espécimes foram fotografados em fundo branco e na natureza, para a criação de uma cartilha/ guia para a identificação geral dos insetos da ordem Mantodea da grande Belém. No total, já foram coletados 36 exemplares, dentro de 14 gêneros e seis famílias. Novos dados foram encontrados sobre mimetismo de ninfas de Metriomantis, que se assemelham a percevejos predadores. Também foram registrados dados sobre o gênero Musoniella encontrado nas areias quentes das campinas de Cametá, como exemplares adultos de ambos os sexos, ootecas, jovens e detalhes da biologia dos mesmos. Além disso, observou-se o comportamento predatório de Chaeteessa, cuja alimentação é composta de formigas. Um exemplar de Cardioptera foi coletado pela primeira vez na Região Norte do país, sendo um novo registro que se somará às duas outras ocorrências novas encontradas nos anos anteriores. Uma fêmea de Acanthops criada em cativeiro depositou várias ootecas inférteis, algo nunca registrado para o gênero. Ademais, foi coletado o raro gênero Mantoida, e as observações sobre o seu comportamento mostraram que esses insetos também se alimentam predominantemente de formigas. Palavras-chave: Mantodea. Desenvolvimento. Comportamento. 1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/08/2014 a 31/07/2015). Curso: Ciências Biológicas/UFPA. 2 Orientador; Pesquisador – Coordenação de Zoologia (CZO/MPEG). 25 CO M U N IC AÇ Õ ES O RA IS - r es um osInventário de vespas sociais (Hymenoptera: Vespidae, Polistinae) do Parque Ecológico Gunnar Vingren, Belém, Pará Fábio Silva do Rosário1 Orlando Tobias Silveira2 A ordem Hymenoptera compreende aproximadamente 115 mil espécies, com distribuição cosmopolita, despertando o interesse e admiração do homem, por seus representantes exibirem uma grande diversidade de hábitos e complexidade de comportamentos, que culmina na organização social de vespas, abelhas e formigas. O Parque Ecológico Gunnar Vingren visa preservar um ecossistema de importância local e regional, bem como manter e restaurar a Unidade de Conservação. Contudo, a carência de informações, principalmente relacionadas à entomofauna, demonstra a necessidade de se conhecer a área. Assim, tendo como base a diversidade da ordem Hymenoptera e sua importância no ecossistema terrestre, notadamente por ser composta de parasitoides e predadores alimentando-se de outros insetos e regulando o crescimento de algumas populações, este trabalho objetivou inventariar as espécies de vespas sociais (Polistinae) do Parque Ecológico Gunnar Vingren. A partir dos resultados, pretende-se elaborar uma cartilha com fotos e informações adicionais sobre as espécies ocorrentes. As coletas foram realizadas de outubro de 2014 a abril de 2015, no período matutino. Para a captura dos insetos, foram utilizados os métodos de busca ativa com rede entomológica, armadilha suspensa e armadilha Malaise. Foram coletados 534 exemplares e, desses, foram registradas 12 espécies de vespas, distribuídas em três tribos e seis gêneros: Agelaia Lepeletier (1836), Angiopolybia Araújo (1946), Polybia Lepeletier (1836), Polistes Latreille (1836), Synoeca de Saussure (1852) e Mischocyttarus de Saussure (1852). O gênero de maior representatividade em número de espécies foi Polybia (5), distribuídas em P. bistriata (Fabricius, 1804), P. chrysothorax (Lichtenstein, 1796), P. quadricincta (Saussure, 1854), P. rejecta (Fabricius, 1789) e P. sericea (Oliver, 1791). Com exceção deste, os demais gêneros foram representados por uma a três espécies, sendo as mais comuns Polistes infuscatus (81,25%), Polybia rejecta (68,75%) e P. sericea (62,5%). Palavras-chave: Polistinae. Fragmento florestal. Inventário estruturado. 1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/09/2014 a 31/07/2015). Curso: Engenharia Florestal/UFRA. 2 Orientador; Pesquisador – Coordenação de Zoologia (CZO/MPEG). CO M U N IC AÇ Õ ESO RA IS - r es um os 26 Filogeografia de Dendrexetastes rufigula (Aves: Dendrocolaptidae) com base em marcadores moleculares mitocondriais e nucleares Gilmax Gonçalves Ferreira¹ Alexandre Aleixo² Neste estudo, busca-se avaliar a existência de grupos geneticamente distintos na espécie politípica Dendrexetastes rufigula, com o objetivo de identificar possíveis unidades evolutivas independentes, seguindo o conceito filogenético de espécie. Para tanto, foram utilizadas amostras de 14 espécimes depositados na coleção de recursos genéticos do Museu Paraense Emilio Goeldi, pertencentes a todas as subespécies descritas para a espécie: D. r. devillei (n=7), D. r. moniliger (n=4), D. r. rufigula (n=2) e D. r. paraensis (n=1, considerada ameaçada). Foram sequenciados 2.437 pares de bases (pb), sendo 997 pb e 1.015 pb dos genes mitocondriais Citocromo b (Citb) e ND2, respectivamente; e 425 bp para o gene nuclear G3PDH. As diversidades haplotípica e nucleotídica encontradas foram de 0,989±0,031 e 0,01153±0,00154 para Citb, 0,923±0,060 e 0,01070±0,00165 para ND2 e 0,378±0,110 e 0,00097±0,00031 para G3PDH, respectivamente. A distância genética entre as subespécies de D. rufigula, considerando os dois marcadores mitocondriais concatenados, variou de 0,5% a 1,9%, enquanto que dentro de cada subespécie a mesma variou de 0,1% a 0,5%. A árvore filogenética de máxima verossimilhança, obtida também com as sequências concatenadas, recuperou três grandes clados em D. rufigula, D. r. rufigula e D. r. devillei, e formaram clados reciprocamente monofiléticos, indicando a sua independência evolutiva. O terceiro clado incluiu D. r. moniliger e D. r. paraensis, sendo a primeira parafilética. Os resultados indicam que a diferenciação genética destas duas subespécies é tênue (0,5%), apesar da diferença morfológica documentada, sendo D. r. paraensis considerada ameaçada e a subespécie menos conhecida, bem como enfatizam a relevância de uma melhor avaliação das relações filogenéticas de D. r. moniliger e D. r. paraensis. Paralelamente, estão sendo analisadas sequências de mais regiões intrônicas de genes nucleares (MUSK 594 pb e BF5 561 bp), que permitirão análises multilocus, como, por exemplo, árvores de espécies. Palavras-chave: Conservação. Dendrexetastes rufigula paraensis. Sistemática. Filogenética. Taxonomia. ¹ Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/09/2014 a 31/07/2015). Curso: Licenciatura em Ciências Biológicas/UNAMA. ² Orientador; Curador da Coleção Ornitológica – Coordenação de Zoologia (CZO/MPEG). 27 CO M U N IC AÇ Õ ES O RA IS - r es um osAnfíbios e répteis da Floresta Nacional do Pau-Rosa, Amazonas, Brasil Gisele Cassundé Ferreira¹ Alexandre Luis Padovan Aleixo² Pedro Luiz Vieira Peloso³ A Floresta Nacional do Pau-Rosa (FNPR) é uma unidade de conservação de uso sustentável, inserida em um trecho da área de endemismo de Rondônia. A FNPR está localizada no município de Maués, estado do Amazonas, Brasil. A região do estudo apresenta uma enorme diversidade, porém muitas áreas ainda carecem de estudos direcionados ao inventário da fauna e da flora. Durante os meses de fevereiro e março de 2009, foi realizado o levantamento faunístico na área, com o objetivo de conhecer a diversidade de anfíbios e répteis da FNPR. As coletas concentraram-se na região do rio Paraconi, principalmente nas comunidades de Bragança e São Tomé, e se deram basicamente por meio de 20 armadilhas do tipo interceptação-e-queda (também chamada de Pitfall) – no formato de Y, contendo quatro baldes de 60l – um central, dois anteriores e um posterior, ligados por lona plástica. Além dessas armadilhas, foram realizadas coletas ativas diurnas e noturnas. Para este estudo, o material da FNPR foi completamente reavaliado, sendo necessárias diversas reidentificações. No total, foram analisados 294 espécimes: 72 répteis e 222 anfíbios. Em termos de diversidade, foram encontradas 21 espécies de répteis, sendo 19 Squamata, uma Chelonia e uma Crocodilia, além de 30 anfíbios, sendo duas Gymnophiona e 37 Anura. Cinco espécies novas de anuros foram descobertas durante o estudo (três já descritas). O material foi incorporado ao acervo da coleção herpetológica do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG). Palavras-chave: Herpetofauna. Diversidade. Inventário. 1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/11/2014 a 31/10/2015). Curso: Ciências Biológicas/UFPA. 2 Orientador; Pesquisador – Coordenação de Zoologia (CZO/MPEG). 3 Pesquisador; Colaborador – Coordenação de Zoologia (CZO/MPEG). CO M U N IC AÇ Õ ES O RA IS - r es um os 28 Variação geográfica em Kentropyx striata (Daudin, 1802) (Reptilia: Squamata: Teiidae) Giovanni Sampaio Palheta¹ Teresa Cristina Sauer de Ávila Pires2 São reconhecidas nove espécies de Kentropyx, das quais cinco ocorrem na Amazônia. Kentropyx striata difere das demais congêneres por possuir escamas dorsais distintamente maiores que as laterais, quilhadas e dispostas em fileiras longitudinais. A espécie ocorre no norte da América do Sul, incluindo o Brasil (Amapá, Pará, Roraima), Suriname, Guiana, Venezuela, Colômbiae Trinidad. É restrita a áreas de vegetação aberta, implicando em várias populações disjuntas, separadas pela floresta amazônica. Atualmente é considerada monotípica, porém Hoogmoed, em estudo sobre os lagartos do Suriname (1973), propôs o reconhecimento de uma subespécie distinta para os campos de Sipaliwini. Em vista desses dados, o projeto buscou verificar se existem linhagens independentes que justifiquem o reconhecimento de mais de um táxon. Foram analisados caracteres merísticos, morfométricos e hemipenianos dos exemplares de Kentropyx striata da Coleção Herpetológica Osvaldo Rodrigues da Cunha, do Museu Paraense Emílio Goeldi, além de dados da literatura. Foram estudados 288 exemplares, divididos geograficamente em seis grupos: Amapá, Marajó, Roraima, Santarém, Suriname (exceto Sipaliwini) e Sipaliwini. Os caracteres merísticos mais variáveis foram selecionados a partir de gráficos de frequência e analisados através de uma análise discriminante (DA). Os caracteres morfométricos foram analisados em separado, também por uma DA, utilizando- se os resíduos de cada caráter em relação ao eixo 1 de uma análise de componentes principais, para retirar o efeito do tamanho. Os caracteres merísticos separaram, em parte, os vários grupos, mas com grande sobreposição entre eles. Quando os caracteres são analisados separadamente, a variação geográfica observada não é consistente. Os caracteres morfométricos, assim como os hemipênis examinados, tampouco apresentaram diferenças entre os grupos. Portanto, os dados analisados não corroboram a existência de linhagens independentes que justifiquem o reconhecimento de mais de um táxon. Palavras-chave: Amazônia. Variação populacional. Taxonomia. ¹ Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência 01/09/2014 a 31/07/2015). Curso: Licenciatura em Ciências Biológicas/UNAMA. ² Orientadora; Pesquisadora – Coordenação de Zoologia (CZO/MPEG). 29 CO M U N IC AÇ Õ ES O RA IS - r es um osDistribuição das borboletas frugívoras (Lepidoptera, Nymphalidae) da coleção entomológica do Museu Paraense Emílio Goeldi Ian de Sousa Menezes1 Marlúcia Bonifácio Martins2 Alessandra Monteiro Lopes3 A coleção entomológica do Museu Paraense Emílio Goeldi contribui para o conhecimento taxonômico e biogeográfico das espécies amazônicas, sendo composta por uma grande diversidade de insetos, dentre os quais destacam-se as borboletas. Apesar de ser um grupo bem estudado sob vários aspectos, o conhecimento sobre a distribuição das espécies ainda é escasso, principalmente no bioma amazônico. O objetivo deste estudo foi mapear a distribuição geográfica das borboletas frugívoras Lepidoptera (Insecta) na Amazônia, com base no material depositado na coleção do MPEG, e disponibilizar os dados no site da instituição. Para o desenvolvimento deste estudo foram utilizadas pranchas de identificação coloridas, fundamentadas em Lamas (1999), D’Abrera (1984), Seitz (1924) e Lewis (1973); comparações com materialidentificado e depositado na coleção, além de consultas a especialistas. Foram realizados os tombamentos dos espécimes em backlog e a incorporação das informações no banco de dados Specify. As imagens das espécies de borboletas serão disponibilizadas online no site do PPBio (MPEG), visando facilitar o uso da coleção para fins de ensino e pesquisa. Até o momento, foram revisados 1.518 espécimes de borboletas de vários estados da Amazônia, sendo a maior quantidade encontrada no estado do Pará, perfazendo um total de 1.492 espécimes, dos quais 1.242 são provenientes do município Melgaço (Caxiuanã). A espécie mais representativa foi Tigridia acesta, com 620 indivíduos, seguida de Bia actorion e Nessaea obrinus, com 253 e 125 indivíduos, respectivamente, apresentando distribuição restrita ao estado do Pará. A espécie Callicore sorana tem distribuição mais ampla, sendo encontrada em quatro dos 10 estados representados na coleção, haja vista que sete dos nove estados amazônicos estão representados na coleção, incluindo Caquetá, na Colômbia, num total de 40 municípios, sendo 28 do Pará. A representatividade geográfica da coleção mostra um padrão de coleta bastante intensificado no Pará, mais especificamente em Caxiuanã. Palavras-chave: Borboletas. Revisão. Mapear. 1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/09/2014 a 31/07/2015). Curso: Engenharia Florestal/UFRA. 2 Orientadora; Pesquisadora – Coordenação de Zoologia (CZO/MPEG). 3 Colaboradora; Mestranda em Zoologia (CZO/MPEG/UFPA). CO M U N IC AÇ Õ ES O RA IS - r es um os 30 Coleta e identificação de moscas (Diptera: Calyptratae) visitantes de materiais orgânicos e em lixo no Mercado Ver-o-Peso, Belém, Pará, Brasil Jéssica Maria Menezes Soares¹ Inocêncio de Sousa Gorayeb² Fernando da Silva Carvalho-Filho² Os dípteros caliptrados são popularmente conhecidos no Brasil como moscas, e podem ser considerados um dos grupos de insetos mais comuns do mundo, tendo em vista a sua ampla distribuição e ocorrência em diferentes ambientes. Apenas dois trabalhos com dípteros foram realizados em feiras livres da região metropolitana de Belém, ambos sobre moscas de frutas (Tephritidae). Desse modo, o objetivo deste trabalho foi coletar e identificar as moscas visitantes de materiais orgânicos e em lixo no mercado Ver-o-Peso, em Belém (PA), situado às margens da baía do Guajará. Foram realizadas três campanhas de coleta: uma em dezembro de 2014, para reconhecimento do local e identificação dos detritos mais atrativos aos dípteros, e as outras em janeiro e abril de 2015. As armadilhas e as coletas ativas foram dispostas próximas a lixeiras e setores com materiais orgânicos mais atrativos. Em cada área foram expostas de 1 a 3 armadilhas, no total de 10, funcionando durante 72 horas, sendo revisadas a cada 24 horas para a retirada das moscas. Para a captura dos dípteros nas coletas ativas, cada setor do mercado foi percorrido durante 15 a 20 minutos. Foram obtidas 258 moscas, pertencentes a quatro famílias: Muscidae (76,4%), Calliphoridae (19,0%), Sarcophagidae (3,1%) e Faniidae (1,6%). As espécies são: Muscidae: Musca domestica e Atherigona reversura; Calliphoridae: Chrysomya albiceps, C. megacephala, C. putoria, Luclia eximia e L. cuprina; Sarcophagidae: Sarcophaga lambens, Sarcodexia ruficornis e Peckia sp.; Faniidae: Fania sp. Palavras-chave: Feira livre. Amazônia. Caliptrados. 1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/08/2014 a 31/07/2015). Curso: Ciências Biológicas/UNAMA. 2 Orientador; Pesquisador – Coordenação de Zoologia (CZO/MPEG). 31 CO M U N IC AÇ Õ ES O RA IS - r es um osVariação morfológica cefálica da tribo Hydropsini na Amazônia brasileira (Dipsadidae, Xenodontinae) Jorge Felipe Abreu Cosenza¹ Ana Lúcia da Costa Prudente² Alexandre Felipe Raimundo Missassi³ A tribo Hydropsini é composta por serpentes aquáticas dos gêneros Helicops, Hydrops e Pseudoeryx, as quais apresentam diversas adaptações morfológicas cefálicas relacionadas à captura, subjugação e ingestão de presas. Estas serpentes apresentam dieta basicamente piscívora, sendo que algumas podem ainda se alimentar de anuros e lagartos. Alguns estudos revelaram que serpentes exclusivamente piscívoras tendem a apresentar a cabeça delgada e mais curta, quando comparadas àquelas que se alimentam de anuros e lagartos. Dessa forma, serpentes pequenas não podem utilizar os mesmos recursos alimentares de serpentes maiores, o que sugere uma utilização de diferentes nichos. O objetivo deste estudo foi analisar potenciais divergências e convergências no formato da cabeça de seis espécies de serpentes da tribo Hydropsini presentes na Amazônia brasileira, relacionando com a dieta e o substrato de forrageio. Para tanto, as espécies foram divididas em dois grupos, segundo a frequência relativa de sua dieta e ambiente de forrageio: espécies presentes em ambientes lênticos (Helicops hagmanni, Hydrops martii, H. triangularis e Pseudoeryx plicatilis) e espécies presentes em ambientes lóticos (Helicops angulatus e H. polylepis). Para a análise do formato das cabeças utilizou-se a morfometria geométrica, sendo definidos 19 landmarks em vista dorsal e 12 em vista lateral. Preliminarmente observou-se que as espécies que forrageiam em ambiente lêntico apresentam a cabeça mais delgada e curta, olhos menores e focinho mais afilado, justificando a menor distância entre as narinas. O grupo de serpentes que forrageia em ambiente lótico apresenta a cabeça mais larga e longa, olhos maiores e focinho mais largo, justificando a maior distância entre as narinas. Esta diferença nos caracteres mostra que os grupos apresentaram convergências adaptativas no formato da cabeça para a utilização de diferentes substratos. Palavras-chave: Adaptações morfológicas cefálicas. Recursos alimentares. Ambientes de forrageio. 1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/08/2014 a 31/07/2015). Curso: Ciências Biológicas/UNAMA. 2 Orientadora; Pesquisadora – Coordenação de Zoologia (CZO/MPEG). 3 Pesquisador; Bolsista – Coordenação de Zoologia (CZO/MPEG). CO M U N IC AÇ Õ ES O RA IS - r es um os 32 Levantamento de Tabanidae (Insecta: Diptera) em campina do Baixo Tocantins, Cametá, Pará Kamila Monteiro de Souza¹ Inocêncio de Sousa Gorayeb² As campinas amazônicas são ambientes bastante alterados pela ação antrópica, porém, pouco estudadas. Quanto aos estudos entomológicos, este é o primeiro realizado nas campinas do Baixo Tocantins. Uma das principais causas da perda da biodiversidade na região é a fragmentação de hábitats causada pelo homem. Esta pesquisa tem o objetivo de analisar a riqueza, abundância, sazonalidade de espécies endêmicas, raras e comuns; comparar a tabanofauna da campina com a de outras áreas abertas de capoeira e com a de matas adjacentes a estas; organizar uma coleção de tabanídeos das campinas do Baixo Tocantins e incorporá-la à Coleção Entomológica do Museu Paraense Emílio Goeldi. O estudo foi desenvolvido em áreas de campinas do município de Cametá, na margem esquerda do rio Tocantins. As coletas foram realizadas com armadilha de malaise, armadilha suspensa baixa e em copas de árvores de florestas nas margens das campinas, nos meses de outubro de 2014, e janeiro e abril de 2015, quando as armadilhas funcionaram por 15 dias em cada período. Os insetos estão sendo conservados a seco, montados em alfinetes e em mantas de papelão com algodão. Foram coletados 1.227 exemplares de 20 espécies, de sete gêneros. Na campina, a espécie mais abundante foi Phaetabanus cajennensis, seguida deTabanus importunus. Nas matas adjacentes à campina a espécie mais abundante foi T. importunus, seguida de Chrysops varians. As espécies Dichelacera marginata e T. angustifrons ocorreram exclusivamente na campina. As espécies Acanthocera gorayebi, Chrysops varians, Phaeotabanus fervens e T. sorbillans ocorreram exclusivamente nas matas. O material coletado em abril de 2015 ainda está sendo processado. Ainda serão realizadas duas campanhas de campo – em julho e outubro de 2015, respectivamente, para fechar o cicloanual. Palavras-chave: Fragmentação. Espécies endêmicas. Biodiversidade. 1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/09/2014 a 31/07/2015). Curso: Licenciatura em Ciências Biológicas/UNAMA. 2 Orientador; Pesquisador – Coordenação de Zoologia (CZO/MPEG). 33 CO M U N IC AÇ Õ ES O RA IS - r es um osInsetos de dossel obtidos com um novo método de coleta Lucas dos Anjos Rodrigues¹ Fernando da Silva Carvalho Filho² Os artrópodes são o grupo mais diverso dentre os eucariontes, com aproximadamente 1.170.000 espécies descritas. O dossel da floresta desempenha um papel importante nos processos ecológicos, influenciando no fluxo de energia e na dinâmica climática em escala regional e global. Além disso, este também é um dos mais ricos e desconhecidos ambientes do planeta. Estudos sobre os artrópodes de dossel da Amazônia ainda são escassos, principalmente sobre as espécies muito pequenas e difíceis de coletar. O objetivo deste estudo foi avaliar a composição e abundância de insetos coletados com um novo método denominado de prato amarelo suspenso. Este método consiste na utilização de pratos amarelos contendo água, sal e detergente, que são içados para o dossel em plataformas plásticas a uma altura aproximada de 40 a 50 metros. As armadilhas foram colocadas em árvores no Campus de Pesquisa do MPEG e a coleta dos artrópodes foi realizada diariamente. Os espécimes foram depositados na coleção entomológica do MPEG. Até o momento, foram obtidas 10 ordens de insetos: Diptera, Coleoptera, Hemiptera, Hymenoptera, Orthoptera, Blattaria, Psocoptera, Collembola, Trichoptera e Thysanoptera. As três ordens mais abundantes foram Hymenoptera, Hemiptera e Diptera; e a menos abundante foi Trichoptera. Na ordem Hymenoptera, foram coletados três espécimes de uma espécie nova de microvespa do gênero Idris (Ceratobaeus) (família Platygastridae). Além disso, foram obtidos espécimes de Protopolybia emortualis (família Vespidae), que é uma espécie de vespa raramente encontrada, que só havia sido coletada nas margens de rios de matas pristinas. Na ordem Diptera, o único representante da família Tachinidae coletado pertence ao gênero Cryptocladocera, que ainda não havia sido registrado para o Brasil. Palavras-chave: Artrópode. Prato amarelo. Floresta tropical. 1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/08/2014 a 06/06/2015). Curso: Licenciatura em Ciências Biológicas/UNAMA. 2 Orientador; Pesquisador – Coordenação de Zoologia (CZO/MPEG). CO M U N IC AÇ Õ ES O RA IS - r es um os 34 Inventário do grupo Drosophila tripunctata (Diptera, Drosophilideae) em recursos naturais Luiz Henrique da Silva Gouveia¹ Marlúcia Bonifácio Martins2 O grupo tripunctata de Drosophila tem sido mal representado nas coletas com métodos tradicionais de captura de drosofilídeos na Amazônia. Estes métodos utilizam frequentemente iscas de frutas. Este trabalho objetiva a realização de um inventário para o grupo. O método utilizado foi recolher os recursos caídos no solo e levá-los ao laboratório para verificação dos insetos emergentes. Os recursos foram: frutos, fungos e flores em quatro áreas de parques e praças do município de Belém do Pará (Bosque Rodrigues Alves-BRA, Praça das Castanheiras-PC, Parque do Museu Goeldi-MPEG e Reserva Florestal do Mocambo-MOC). Dois tipos de coleta foram realizados: a coleta dos recursos e a coleta de adultos sobrevoando os recursos no campo. Os Drosophilidae foram identificados ao nível específico. A identificação se concretizou pela análise da terminália do macho, através de comparação com a literatura e/ou material de referência. As fêmeas foram identificadas somente até o grupo. Algumas fêmeas do grupo tripunctata foram mantidas vivas após a coleta ou emergência em laboratório. As linhagens obtidas a partir dessas fêmeas serviram para testar a emergência do grupo em meios de cultura distintos. Este teste foi realizado deixando 10 fêmeas fecundadas em cada tipo de meio de cultura por três dias, variando os tipos de meios a que cada fêmea foi exposta. Flores de Eschweilera ovata (Lecythidaceae) foram encontradas no BRA, na PC e no MOC. Sobrevoando estas flores foram coletados 209 insetos, sendo 107 do gênero Drosophila, com 77 indivíduos do grupo tripunctata. Sobrevoando frutos de Averrhoa carambola (Oxalidaceae) no MPEG foram encontrados 49 insetos, dentre estes 43 drosófilas, mas somente seis pertencentes ao grupo tripunctata. No mesmo local foram encontradas flores de Centrosema virginianum (Fabaceae), com cinco insetos, todos tripunctata. Dos recursos trazidos ao laboratório emergiram 126 tripunctatas de E. ovata e mais 90 indivíduos de outra flor de Lecythidaceae não identificada, na qual não foram coletados drosofilídeos no campo. Dos frutos de carambola emergiram 24 drosofilideos, sendo um único indivíduo de tripunctata. O meio de cultura preparado com E. ovata foi o que obteve maior sucesso na emergência do grupo (53 emergidos). Os demais meios testados foram: banana, carambola, mamão e manga. Os resultados mostraram que flores caídas sobre o solo foram o recurso mais visitado pelas espécies do grupo tripunctata, e também o efetivamente utilizado para a reprodução. Neste estudo destacaram-se as flores de E. ovata, porém flores de outras espécies de Lecythidacea caídas sobre o solo, e provavelmente de outras famílias botânicas, podem constituir recursos para este grupo de espécies, que aparentemente formam uma guilda distinta dos demais drosofilideos. Palavras-chave: Recursos. Emergentes. Meio. Cultura. 1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/09/2014 a 31/07/2015). Curso: Ciências Biológicas/UFPA. 2 Orientadora; Pesquisadora – Coordenação de Zoologia (CZO/MPEG). 35 CO M U N IC AÇ Õ ES O RA IS - r es um osMecanismo de defesa dos Membracídeos: um estudo de Palatabilidade Lays Josino Guerreiro¹ Fernando da Silva Carvalho Filho² Os membracídeos são popularmente conhecidos no Brasil como soldadinhos, e apresentam mais de 600 gêneros e cerca de 3.300 espécies descritas e distribuídas em todos os continentes, exceto na Antártida. Para o Brasil, já foram registradas aproximadamente 1.000 espécies, ainda pouco estudadas. O pronoto dos membracídeos apresenta uma grande variedade de cores, tamanhos e formas, bem como projeções semelhantes a espinhos e tubérculos. Existem várias hipóteses sobre a função do pronoto: camuflagem de algumas espécies, já que se parecem com espinhos, acúleos, flores, brotos e sementes, enquanto outras se parecem com fezes de pássaros. No entanto, há espécies que apresentam pronoto com coloração totalmente destoante do ambiente, como as do gênero Membracis, que são pretas com manchas amarelas e/ou brancas. Neste caso, a hipótese é de que estas cores serviriam como coloração de advertência (ou aposemática), anunciando a sua impalatabilidade para os predadores. Portanto, o objetivo deste estudo foi verificar se a espécie Membracis lunata é impalatável para vertebrados e invertebrados. Os membracídeos foram coletados no Campus de Pesquisa do MPEG, com uso de rede entomológica. Como predadores, foram utilizados 26 louva-a-deus (Stagmatoptera sp.), 26 aranhas saltadoras (Plexippus paykulli) e 26 osgas (Hemidactylus mabouia) coletados na área urbana de Belém, sendo que 13 de cada tipo de predador receberam os soldadinhos e 13 do grupo controle receberam somente gafanhotos. Os membracídeos e gafanhotos foram colocados nos potes dos três tipos de predadores e observados por 30 minutos. Somente os louva-a-deus conseguiram alimentar-se das espécies de membracídeos utilizadas no experimento, enquanto que as aranhas e as osgas as capturaram, mas não conseguiram comê-las. Os gafanhotos foram comidos por todos os predadores. Estes resultados indicam que os membracídeos possuem alguma espécie de substância repulsiva no corpo, e que a coloração do pronoto desta espécie serve como coloração de advertência. Palavras-chave: Soldadinho. Coloração de advertência. Coloração aposemática. 1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/08/2014 a 06/06/2015). Curso: Licenciatura Plena emCiências Naturais-Biologia/UEPA. 2 Orientador; Pesquisador – Coordenação de Zoologia (CZO/MPEG). CO M U N IC AÇ Õ ES O RA IS - r es um os 36 Variação morfológica em Sapajus apella (Linnaeus, 1758) (Primates: Cebidae) Luíza de Carvalho Barros¹ José de Sousa e Silva Jr.² Os macacos-prego (gênero Sapajus) são animais de médio porte, exclusivos da América do Sul, e podem ser encontrados em diversos tipos de vegetação, ocupando estratos médios e sub-bosque. Esse grupo possui uma taxonomia bastante confusa, devido ao grande polimorfismo presente em suas espécies e deficiência de amostragem. Estudos anteriores evidenciaram que quanto maior a distribuição geográfica das espécies maior a sua variação morfológica. Sapajus apella é a espécie que possui maior distribuição geográfica do gênero, ocupando cinco áreas de endemismo: Guiana, Belém, Xingu, Tapajós e Rondônia. O objetivo deste estudo é investigar a natureza da variação morfológica da espécie, ao longo de sua distribuição geográfica. A primeira fase da pesquisa foi examinar se existe dimorfismo sexual e, em caso positivo, se essa condição deve ser levada em consideração na análise das diferenças entre as populações das diferentes áreas de endemismo. Para isso, foram examinados os crânios dos espécimes adultos presentes na coleção do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG). Foram realizadas 21 medidas para representar as dimensões da caixa craniana e da mandíbula. Essas medidas foram usadas na Análise de Componentes Principais (PCA) e Análise de Função Discriminante (DFA). Os resultados confirmaram a existência de dimorfismo sexual na espécie, evidenciado principalmente pelo comprimento do canino e espessura da mandíbula. Os resultados indicaram que a análise da variação geográfica deve ser realizada utilizando os dados de sexo. separadamente. Com a tomada das medidas no restante das amostras, serão verificadas as diferenças entre as áreas de endemismo para cada grupo definido, com base no dimorfismo sexual. Palavras-chave: Macaco-prego. Biogeografia. Morfologia. 1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/09/2014 a 31/08/2015). Curso: Bacharelado em Ciências Biológicas/UFPA. 2 Orientador; Pesquisador – Coordenação de Zoologia (CZO/MPEG) 37 CO M U N IC AÇ Õ ES O RA IS - r es um osDescrição de uma nova espécie do gênero Bunocephalus (Siluriformes: Aspredinidae) do Médio Amazonas Manuela Dopazo de Vasconcellos Leão1 Wolmar Benjamin Wosiacki2 As espécies de peixes da família Aspredinidae são conhecidas como “peixe- banjo”, devido à forma do seu corpo, que se assemelha ao instrumento musical conhecido como banjo. Bunocephalus é o gênero mais especioso da família, com 10 espécies válidas, distribuídas nas drenagens das bacias dos rios Magdalena, Orinoco, Amazonas, São Francisco, Paraná-Paraguai, Uruguai, Laguna dos Patos e em alguns rios da encosta ocidental dos Andes. Foi descrita uma nova espécie do gênero Bunocephalus proveniente do Médio Amazonas, município Coari, estado do Amazonas. Análises morfométricas, merísticas, osteológicas e de padrão de colorido foram realizadas, seguindo a bibliografia padrão para o grupo taxonômico, e posteriormente comparadas com as outras espécies do gênero. Bunocephalus sp. n. distingue-se dos congêneres por possuir tubos não uniformes e irregulares ao longo da linha lateral (vs. tubos simples e uniformes), pela presença de dois ossos infraorbitais (vs. presença de três ossos infraorbitais, exceto B. verrucosus), pela porção anterior do espinho da nadadeira peitoral não ossificado, exceto B. aleuropsis, B. amaurus, B. colombianus (vs. ossificado). Bunocephalus sp. n. difere de B. aleuropsis e B. amaurus pela ausência da ornamentação do processo posterior do epoccipital (vs. presença). Difere também de B. aleuropsis pelo comprimento do espinho da nadadeira peitoral 21.1-26.3% (vs. 27.6-29.2%); de B. amaurus. por possuir dois ossos infraorbitais (vs. três); e de B. colombianus pelo número de vértebras 34 (vs. 36-38). São apresentados comentários sobre alocação genérica e relações interespecíficas. Palavras-chave: Peixe-banjo. Siluriformes. Taxonomia. 1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/09/2014 a 31/07/2015). Curso: Bacharelado em Ciências Biológicas/UFPA. 2 Orientador; Pesquisador – Coordenação de Zoologia (CZO/MPEG). CO M U N IC AÇ Õ ES O RA IS - r es um os 38 Inventário de vespas sociais (Hymenoptera: Vespidae) na área do Clube da Aeronáutica de Belém (CAER-BE) Mileudiane Oliveira Pinheiro1 Orlando Tobias Silveira2 A ordem Hymenoptera é uma das mais diversas, tanto em número de espécies quanto em biologia e estilos de vida. Vespas sociais neotropicais pertencentes à família Vespidae e à subfamília Polistinae assumem um papel considerável nas interações ecológicas que induzem à regulação natural das populações de outros insetos. Com o objetivo de potencializar as informações existentes sobre a fauna de vespas sociais da região metropolitana de Belém, realizou-se um inventário na área do Clube da Aeronáutica de Belém (CAER-BE), que apresenta características típicas de floresta secundária. O trabalho realizado maximiza o conhecimento do grupo nesta parte da Amazônia Oriental, gerando dados que podem ser comparados com dados de outras localidades de vegetação semelhante. Para tanto, os espécimes foram coletados por meio de busca ativa, com auxílio de rede entomológica, e por armadilha de interceptação de voo, durante sete meses. Foram capturados 537 espécimes de 24 espécies, distribuídos em 10 gêneros, quais sejam: Agelaia Lepeletier, Angiopolybia Araujo, Charterginus Fox, Chartergus Lepeletier, Mischocyttarus de Saussure, Parachartergus R. Von Ihering, Polistes Latreille, Polybia Lepeletier, Protopolybia Ducke e Synoeca de Saussure. Os maiores números de registros foram de espécies dos gêneros Polistes, Polybia e Mischocyttarus, enquanto os registros de espécies dos gêneros Charterginus e Chartergus foram mais raros. Portanto, a área inventariada proporcionou a geração de dados expressivos para um remanescente florestal urbano, que poderão subsidiar estudos futuros sobre impactos ambientais e suas consequências sobre a fauna de vespas sociais. Palavras-chave: Polistinae. Inventário. Fragmentos florestais. 1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 05/09/2014 a 15/06/2015). Curso: Licenciatura em Ciências Naturais-Biologia/UEPA. 2 Orientador; Pesquisador – Coordenação de Zoologia (CZO/ MPEG). 39 CO M U N IC AÇ Õ ES O RA IS - r es um osRiqueza e composição em espécies de aranhas da Floresta Nacional de Caxiuanã, Amazônia Oriental Paulo Roberto Pantoja Gomes1 Regiane Saturnino2 A araneofauna da Floresta Nacional de Caxiuanã vem sendo estudada mais intensamente desde 1996. Após quase 20 anos, e com algumas compilações sobre a diversidade de aranhas da região, atingiu-se um status razoável de conhecimento sobre o grupo. Desta forma, o maior número de espécies de aranhas na região amazônica foi registrado para a Flona de Caxiuanã, no total de 643 espécies. Mesmo assim, ainda há muito a ser feito e testado para a área, principalmente no que se refere à compreensão de fatores ecológicos determinantes da distribuição da comunidade. Em vista disso, este trabalho objetiva ampliar o conhecimento sobre a riqueza e composição da araneofauna da Flona de Caxiuanã, com base no teste da seguinte hipótese: áreas próximas à Baía de Caxiuanã apresentam maior riqueza em espécies de aranhas. Esta hipótese será testada ao complementar a base de dados de estudos anteriores através de uma análise integrada, sendo relevante aos projetos de monitoramento. A Flona de Caxiuanã localiza-se nos municípios de Portel e Melgaço (PA), onde predomina a floresta ombrófila densa. Foram selecionadas 160 amostras, coletadas entre 2005 e 2006, em quatro áreas próximas à Baía de Caxiuanã, obtidas através de guarda-chuva entomológico e coleta manual noturna. Foram triadas 8.930 aranhas, sendo 6.272 imaturas e 2.658 adultas (1.511 fêmeas e 1.147 machos). As três famílias com maior número de indivíduos adultossão Theridiidae (647), Araneidae (370) e Salticidae (334). Até o momento, foram determinadas 60 espécies/morfoespécies das famílias Anyphaenidae, Ctenidae, Pisauridae, Sparassidae, Thomisidae e Uloboridae, totalizando 707 indivíduos. Tmarus sp. 1 é a espécie mais abundante, com 121 indivíduos, seguida de Ctenus crulsi Mello-Leitão, 1930 e Tobias sp. 1, com 112 e 80 indivíduos, respectivamente. Quando as identificações forem finalizadas, serão conduzidas análises integradas com a base de dados das aranhas de Caxiuanã. Palavras-chave: Araneofauna. Biodiversidade. Flona de Caxiuanã. 1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/09/2014 a 31/07/2015). Curso: Licenciatura em Ciências Biológicas-Biologia/UFPA. 2 Orientadora; Pesquisadora – Coordenação de Zoologia (CZO/MPEG). CO M U N IC AÇ Õ ES O RA IS - r es um os 40 Inventário de vespas sociais e abelhas (Hymenoptera: Vespidae, Apidae) no Jardim Botânico Bosque Rodrigues Alves em Belém, Pará, Brasil Suzy Melry Cardoso dos Santos1 Orlando Tobias Silveira2 A ordem Hymenoptera é um dos mais diversos grupos de animais no planeta, havendo duas vezes mais espécies desses insetos do que em todos os grupos de vertebrados tomados conjuntamente. Pertencem a esta ordem insetos como abelhas, vespas e formigas, entre outras de aspectos mais ou menos semelhantes, porém sem designações vulgares. Objetivando gerar informações sobre a fauna de abelhas e vespas sociais (Polistinae) da região metropolitana de Belém, realizou-se um inventário no Bosque Rodrigues Alves, um resquício de floresta primária em meio ao espaço urbano da cidade de Belém (PA), que abriga as mais diversas espécies da fauna e flora amazônicas. A captura dos espécimes foi realizada por meio de busca ativa com rede entomológica e armadilhas de interceptação de voo, no período de agosto de 2013 a abril de 2015, em 44 campanhas durante 17 meses. Foram coletados 645 exemplares e, desses, foram registradas 24 espécies de vespas sociais, distribuídas em três tribos – Polistini, Mischocyttarini e Epiponini – e nove gêneros: Agelaia Lepeletier, 1836; Metapolybia Ducke, 1905; Mischocyttarus de Saussure, 1853; Polybia Lepeletier, 1836; Polistes Latreille, 1802; Protopolybia Ducke, 1905; Parachartegus Von Ihering, 1904; Pseudopolybia Von Dalla, 1894 e Synoeca de Saussure. As espécies consideradas constantes foram Agelaia pallipes Oliver, 1791 (n= 286), Polistes infuscatus Lepeletier, 1836 (n= 49) e Polybia bistriata Fabricius, 1804 (n= 77). Espécies não abundantes, mas que merecem menção por serem raras em ambientes urbanos foram: Mischocyttarus surinamensis de Saussure, 1854, Mischocytarus oecotrix Richards, 1940 e Mischocyttarus heliconius Richards, 1945, que são comumente encontradas em ambientes de mata fechada. Foram coletados 151 exemplares de abelhas, distribuídos em duas famílias: Apidae, representada por 20 espécies distribuídas em quatro tribos – Apini, Euglossini e Meliponini e Xylocopini; e Halictidae, representada por quatro espécies, distribuídas em dois gêneros – Megalopta Smith, 1853 e Augochlora Smith, 1853. Palavras-chave: Inventário. Apidae. Polistinae. 1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 05/09/2014 a 15/06/2015). Curso: Licenciatura Plena em Ciências Naturais-Biologia/UEPA. 2 Orientador; Pesquisador – Coordenação de Zoologia (CZO/MPEG). 41 CO M U N IC AÇ Õ ES O RA IS - r es um osLista de espécies e catálogo ilustrado de Salticidae (Arachnida, Araneae) da região de Juruti, Pará Sávio Benedelak Farias1 Alexandre BragioBonaldo2 Gustavo Ruiz3 Salticidae é considerada a família de aranhas mais diversa do mundo, com 5.790 espécies distribuídas nos mais diversos ambientes, inclusive em áreas antropizadas. O grupo é de fácil amostragem e reconhecimento (este último se dá principalmente por sua forma de locomoção e tamanho dos olhos médios anteriores). Com esses aspectos, a família tem sido considerada uma boa candidata a indicadora de diversidade de aranhas, mas somente após uma ampliação considerável do número de inventários de araneofauna será possível testar essa confiabilidade. Os objetivos deste estudo são: Identificar espécies e unificar morfoespécies de Salticidae, gerando uma lista unificada de espécies da família para a região; Fotografar as espécies determinadas, a fim de gerar um banco de imagens e um catálogo ilustrado. Com os resultados de todas as amostragens realizadas entre os anos de 2002 e 2014 será possível criar condições para a indicação de táxons potencialmente importantes para o projeto de “Monitoramento dos programas ambientais do meio biótico da mineração Alcoa em Juruti, Pará”. Conduzimos o estudo de taxonomia alfa de espécimes de Salticidae coletados nas áreas de licenciamento ambiental da empresa ALCOA/OMNIA, instalada no município de Juruti, Pará. As amostras foram obtidas utilizando técnicas de guarda-chuva entomológico, Winkler, coleta manual noturna e Pitfall. Até o momento, obtve-se 674 indivíduos, sendo 336 jovens e 338 adultos, distribuídos nos seguintes gêneros: Acragas, Amphidraus, Amycus, Asaracus, Ashtabula, Chira, Corcovetella, Corythalia, Cotinusa, Cylistela, Dendryphantes, Euophryinae, Fluda, Freinae Gen.1, Freya, Helvetia, Hypaeus, Itata, Kalcerrytus, Lyssomanes, Maeota, Mago, Martella, Noegus, Onofre, Rishaschia, Rudra, Scopocira, Soesilarishius e Synemosyna. Foram determinadas 13 espécies e 62 morfoespécies, das quais 43 foram fotografadas. Os táxons restantes estão em processo de obtenção de imagens e confirmação das identificações. Palavras-chave: Inventário. Jumping spiders. ALCOA/OMNIA. 1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/09/2014 a 31/07/2015). Curso: Ciências Biológicas- Bacharelado/UFPA. 2 Orientador; Pesquisador Titular – Coordenação de Zoologia (CZO/MPEG). 3 Professor – Instituto de Ciências Biológicas (UFPA). CO M U N IC AÇ Õ ES O RA IS - r es um os 42 Filogeografia de Phaethornis hispidus (Gould, 1846) (Aves – Trochilidae) Tânia Fontes Quaresma¹ Lucas Eduardo Araújo-Silva² A filogeografia envolve o estudo da filogenia dos organismos, relacionando-a com processos biogeográficos, a fim de examinar o grau de congruência entre a distribuição de clados e barreiras ecogeográficas. Essa abordagem também pode ser utilizada no estudo comparativo de várias linhagens simpátricas, revelando importantes processos evolutivos que, de alguma forma, afetaram toda uma determinada biota. Desse modo, Phaetornis hispidus, uma espécie de beija-flor que se distribui por quase toda a Amazônia, torna-se um bom táxon para a realização deste estudo, que objetiva: averiguar se há congruência entre os dados moleculares e a taxonomia atual da espécie, e reconstruir a história evolutiva, inferindo sobre os processos que levaram a esta diversificação da espécie. O trabalho foi realizado utilizando 80 amostras de tecidos de toda a distribuição, coletadas em campo e incorporadas à Coleção Ornitológica Fernando C. Novaes, do Museu Paraense Emílio Goeldi. Foram utilizados dois genes, sendo um mitocondrial: NADH dehidrogenase 2 (ND2); e um nuclear: Gliceraldeido-3- fosfo-dehidrogenase intron 11 (G3PDH). As filogenias foram estimadas por meio de Máxima Verossimilhança e Inferência Bayesiana. Utilizaram-se amostras de Phaethornis bourcieri e Phaethornis philippii como grupo externo. Além disso, uma rede de haplótipos foi construída com o gene nuclear, para averiguar se há alguma estruturação populacional em P. hispidus. Os resultados mostraram que P. hispidus é uma espécie monofilética; e reunindo tais dados moleculares, pode ser verificado também que existe congruência com a taxonomia atual. Mesmo sendo importante acrescentar mais marcadores mitocondriais e nucleares, já é possível afirmar, tanto por meio da árvore filogenética quanto pela rede de haplótipos, que os rios da Amazônia não podem ser considerados barreiras geográficas para P. hispidus. Sugere-se que isso ocorra devido a esta ser uma espécie que habita a várzea, podendo atravessar as cabeceiras dos grandes rios, mantendo assim o provável fluxo genético apresentadona rede de haplótipos. Palavras-chave: Processos biogeográficos. Diversificação. História evolutiva. 1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/08/2014 a 31/07/2015). Curso: Licenciatura em Ciências Biológicas/UNAMA. 2 Bolsista CNPq (160865/2012-3); Doutorando do Programa de Pós-Graduação em Zoologia (PPGZOOL/MPEG/UFPA). 43 CO M U N IC AÇ Õ ES O RA IS - r es um osMorfologia dos adultos e imaturos de Agroiconota judaica (Fabricius, 1781) (Coleoptera, Chrysomelidae, Cassidinae) Tatiane Gouveia C. B. Barata¹ Flávia Rodrigues Fernandes² Cassidini é a maior tribo de Cassidinae, e geralmente apresenta brilho dourado, corpo oval, pronoto desenvolvido e élitros com amplas extensões laterais. São reconhecidas 1.535 espécies distribuídas globalmente, sendo mais abundantes nos trópicos. O gênero Agroiconota compreende 25 espécies, distribuídas dos Estados Unidos até a Argentina. Dentre estas, Agroiconota judaica (Fabricius, 1781) ocorre amplamente na América Central e do Sul, sendo encontrada em nove estados brasileiros. O objetivo deste trabalho é descrever os imaturos de A. judaica, obter imagens e ilustrações de todos os estágios, redescrever o adulto e identificar a planta hospedeira. Foram realizadas 30 coletas manuais no Campus de Pesquisa do Museu Paraense Emílio Goeldi, no período de agosto a dezembro de 2014. Procedeu-se a criação em laboratório, buscando obter ovos, larvas e pupas, as quais foram mantidas em placa de Petri contendo algodão umedecido, onde diariamente eram oferecidas folhas da planta hospedeira. Os indivíduos utilizados para a realização de imagens, dissecações e ilustrações foram fixados em álcool 70%. O tempo de desenvolvimento do ovo é de 10 a 15 dias. A larva de primeiro ínstar leva de um a dois dias para realizar a primeira muda, e as demais mudanças de ínstar ocorrem entre um e três dias. A emersão do adulto ocorre entre 10 e15 dias de pupa. O período total do ciclo até a emersão do adulto é de 20 a 30 dias. A larva de quinto ínstar possui corpo 2,2 vezes mais longo que sua maior largura; levemente achatado dorso-ventralmente; lados subparalelos, convergindo levemente anteriormente a partir do metatórax e fortemente posteriormente a partir do sexto tergo. Pupa dorsalmente convexa, ventralmente aplanada; cerca de 1,6 vezes mais longa que sua maior largura, excluídos os escolos. Cinco primeiros escolos com cerdas laterais grossas, fortes e eretas. Oito pares de escolos abdominais, sendo um par por segmento. Palavras-chave: Criação. Descrição. Larvas. Pupa. Morfologia. 1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/08/2014 a 31/07/2015). Curso: Licenciatura Plena em Ciências Naturais-Biologia/UFPA. 2 Orientador; Pesquisador; Bolsista PCI-DB – Coordenação de Zoologia (CZO/MPEG). CO M U N IC AÇ Õ ES O RA IS - r es um os 44 Inventário da comunidade de formigas (Hymenoptera: Formicidae) em Nova Ipixuna, Pará, Brasil Wanderley Dias das Chagas Junior¹ Ana Yoshi Harada² As formigas são um dos grupos megadiversos da Classe Insecta, e importantes na manutenção e dinâmica dos ecossistemas, principalmente nos trópicos, onde correspondem a 10% da biomassa animal. Este estudo objetivou conhecer a fauna de formigas de Nova Ipixuna, Pará, Brasil. A Amazônia vem sofrendo constantes mudanças na sua paisagem devido ao grande índice de desmatamento e de outras perturbações ambientais, causando a perda grande parte da biodiversidade local. Assim, torna-se importante conhecer o que ainda existe, a fim de entender a dinâmica dos processos ambientais e manter testemunhos biológicos, visando melhorar o conhecimento taxonômico e biogeográfico de grupos hiperdiversos como as formigas, que servirão para basear propostas de uso e conservação no bioma Amazônia. A pesquisa foi desenvolvida na fazenda Bom Retiro, município de Nova Ipixuna, Pará, Brasil. As coletas ocorreram em cinco transectos de 100 metros, com 10 pontos distanciados a 10 m entre si, onde foi colhida a serrapilheira para o extrator de Winkler e instaladas as armadilhas tipo Pitfall, que permaneceram em campo por 48 horas. O material foi conservado em álcool 70% e levado ao Laboratório de Ecologia e Sistemática de Formigas do Museu Paraense Emílio Goeldi para ser processado. Obteve-se 337 registros (1.703 indivíduos), pertencentes a 68 espécies de 41 gêneros, em nove subfamílias. As subfamílias mais abundantes foram Myrmicinae (187 registros), Ponerinae (65) e Ectatomminae (42). Dos gêneros, os mais representativos foram Pheidole (41 registros), Solenopsis (40) e Pachycondyla (28). As espécies mais representativas foram Strumigenys subdentata (17 registros), Ectatomma lugens (16) e Gnamptogenys striatula (15). Pela metodologia Pitfall, obteve-se 46 espécies de 30 gêneros, em sete subfamílias, sendo uma subfamília, oito gêneros e 22 espécies peculiares. No extrator de Winkler, obteve-se 38 espécies de 26 gêneros, em oito subfamílias, sendo duas subfamílias, 15 gêneros e 30 espécies peculiares. Palavras-chave: Amazônia. Riqueza. Diversidade. 1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/09/2014 a 31/07/2015). Curso: Licenciatura em Ciências Biológicas/UFPA. 2 Orientadora; Pesquisadora – Coordenação de Zoologia (CZO/MPEG). 45 CO M U N IC AÇ Õ ES O RA IS - r es um osAvaliação química do óleo essencial das folhas/ramos e flores de Ocimum campechianum Mill. (Lamiaceae) por cromatografia de fase gasosa/espectrometria de massas (CG/EM) Alberto Ray Carvalho da Silva1 Eloisa Helena de Aguiar Andrade2 Lamiaceae é uma das famílias mais importantes do ponto de vista econômico e etnobotânico. Muitas de suas espécies são cultivadas devido às suas propriedades aromáticas e medicinais, e por serem produtoras de óleos essenciais. O objetivo desta pesquisa foi avaliar a composição química e o rendimento de óleo essencial das folhas/ramos e inflorescências de Ocimum campechianum, por seis meses. A espécie foi cultivada no município de Abaetetuba (PA), e os óleos essenciais foram obtidos das folhas/ramos (material in natura e seco) por hidrodestilação, utilizando sistemas de Clevenger, original (ORI) e modificado (MOD); e para inflorescência foi utilizado o sistema MOD. A composição química dos óleos foi analisada por cromatografia de fase gasosa/espectrometria de massas (CG-EM) em sistema Thermo DSQ-II. A identificação foi realizada através da comparação dos espectros de massas e índices de retenção (IR) com os existentes na biblioteca do sistema e da literatura. O rendimento de óleo essencial (mL/100g) obtido das coletas de setembro e novembro na inflorescência in natura e seca variou de 1,47% a 2,35% e de 2,45% a 2,25%, respectivamente; nas folhas/ramos, de 2,04% a 2,44% no sistema ORI e de 2,04% a 2,07% no MOD, no mês de setembro; na coleta de novembro variaram de 2,04% a 2,63% no ORI e de 2,51% a 3,74% no MOD. O fenilpropanoide metileugenol (ME) foi o constituinte majoritário em todos os óleos obtidos, e variou de 75,72% nas inflorescências in natura a 91,97% nas folhas/ramos secos extraídos no sistema ORI, seguido dos hidrocarbonetos sesquiterpênicos â-cariofileno, â-elemeno, á- e â-selineno. Até o momento, o maior rendimento de óleo essencial foi obtido das folhas/ ramos secos (3,74%) no sistema MOD, no mês de novembro. O constituinte principal, ME, é usado na indústria de cosméticos, na fabricação de sabões e xampus; como agente flavorizante nas geleias, em bebidas não alcoólicas e possui atividade antibacteriana, entre outros. Palavras-chave: Lamiaceae. Ocimum campechianum. Óleo essencial. 1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/08/2014 a 31/07/2015). Curso: Biomedicina/FIBRA. 2 Orientadora; Pesquisadora – Coordenação de Botânica (CBO/MPEG). CO M U N IC AÇ Õ ES O RA IS - r es um os 46 Informatização e digitalização da coleção de macrofungos do Herbário João Murça Pires (MG) Edmar Fernandes Borges Filho1 Helen Maria Pontes Sotão2 Os macrofungos são decompositores de lignina e celulose, e têm papel importante nos ecossistemas, principalmente na transformação de matéria orgânica em decomposição. Este trabalhotem como objetivo informatizar, atualizar, digitalizar e organizar os exemplares da coleção de macrofungos (Basidiomycota – Agaricomycetes – Polyporales) depositados no Herbário João Murça Pires (MG). Após o levantamento das amostras no acervo do MG e na planilha do arquivo RDE do programa BRAHMS, todo o material registrado no RDE foi conferido, e verificada a condição de preservação e identificação do material. Quando necessário, os dados foram atualizados ou corrigidos. Os dados dos espécimes que ainda não estavam registrados no arquivo RDE estão sendo digitados. Amostras de macrofungos ainda não tombadas no referido herbário foram montadas; os dados digitados em uma nova planilha e armazenados na coleção, para posterior tombamento no acervo. Como resultados parciais obtidos no levantamento, foram encontrados 2.275 espécimes de fungos Agaricomycetes no Herbário MG. Polyporales é a ordem mais bem representada, com 1290 amostras. O maior número de amostras da coleção em estudo tem procedência registrada para os estados do Amapá e Pará, destacando-se o número de registros para a Flona de Caxiuanã (PA). Após a digitação dos dados das amostras de macrofungos (Agaricomycetes – Polyporales) incorporados ao Herbário MG, será iniciada a etapa de digitalização das imagens dos espécimes e das informações das etiquetas, para anexar ao banco de dados de fungos. Palavras-chave: Fungos. Polyporales. 1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/09/2014 a 31/07/2015). Curso: Ciências Naturais-Biologia/UEPA. 2 Orientadora; Pesquisadora – Coordenação de Botânica (CBO/MPEG). 47 CO M U N IC AÇ Õ ES O RA IS - r es um osLevantamento florístico de daninhas Eudicotiledôneas em gramas fornecidas no mercado de Belém, Pará, Brasil Emilene Balga Carrilho1 Maria de Nazaré Lima do Carmo2 Os gramados têm assumido um lugar de destaque em todo o mundo, tanto pelo seu admirável valor estético quanto pelas suas diversas funcionalidades. O mercado de gramas ornamentais movimenta bilhões de dólares no mundo, principalmente nos EUA e na Europa. No Brasil, com a valorização dos trabalhos paisagísticos, tem aumentado a demanda para a produção e manutenção de gramados. As plantas daninhas interferem de várias formas nestes, prejudicando a sua formação, condução e estética, e concorrem por água, luz, nutrientes e espaço físico, em muitos casos chegando a dizimá-los por completo. Na implantação do gramado é importante verificar se as placas de grama estão contaminadas, principalmente pelas espécies pertencentes à Oxalidaceae e Cyperaceae. O objetivo deste trabalho é identificar as plantas invasoras Eudicotiledôneas, nas gramas de fornecedores do mercado da região metropolitana de Belém, Pará, Brasil. O estudo foi realizado no Horto Jacques Huber, da Coordenação de Botânica, localizado no Campus de Pesquisa do Museu Paraense Emílio Goeldi. O delineamento experimental foi de bloco inteiramente casualizado (BIC), com 14 repetições. O experimento foi conduzido de fevereiro a maio de 2015, a partir de dois fornecedores, em dois ambientes diferentes (2x2), sendo um a pleno sol (A1) e outro à sombra (A2), com sombrite a 50%, contabilizando quatro tratamentos, num total de 48 parcelas, sendo 24 para cada ambiente. As placas de grama medem 25 cm x 25 cm, postas em substrato esterilizado, em autoclave constituído por serragem curtida e areia, na proporção de 1:1, em recipientes plásticos do mesmo tamanho das placas. O experimento será submetido à análise de variância (ANOVA), e as médias serão comparadas pelo teste de Tukey, ao nível de 5% de significância. Serão determinadas correlações para estimar o grau de relação entre as variáveis ambientais e a incidência de espécies de plantas daninhas. Também será calculado o desvio padrão das médias de cada tratamento. Até o momento, percebeu-se que as gramas estão contaminadas. Palavras-chave: Gramado. Plantas invasoras. Paisagismo. 1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/09/2014 a 31/07/2015). Curso: Agronomia/UFRA. 2 Orientadora; Pesquisadora – Coordenação de Botânica (CBO/MPEG). CO M U N IC AÇ Õ ES O RA IS - r es um os 48 Riqueza e composição de briófitas do Parque Natural Municipal Arivaldo Gomes Barreto, Macapá, Amapá Fúvio Rubens Oliveira da Silva1 Anna Luíza Ilkiu-Borges2 O Amapá é o estado brasileiro mais bem protegido na faixa tropical, com 72% do seu território dividido em 19 Unidades de Conservação. Visando à preservação do meio ambiente e atividades científicas, também foram criados os Parques Naturais do Amapá, entre eles o Parque Natural Municipal Arivaldo Gomes Barreto (PNM Arivaldo Gomes Barreto), localizado a 12 km de Macapá, no distrito de Fazendinha, um fragmento de floresta ombrófila densa (floresta de terra firme) de aproximadamente 56 hectares, ameaçado pelo crescimento urbano, o que aumenta o seu isolamento. O objetivo deste trabalho é investigar a composição florística e a riqueza de espécies de briófitas do Parque Natural Municipal Arivaldo Gomes Barreto. As coletas foram realizadas em outubro de 2010, em 10 parcelas, e por caminhada livre fora das parcelas, buscando ampliar o número de espécies. Cada parcela apresentava 10 x 10 m, com distância mínima de 200 m umas das outras. A coleta no interior das parcelas foi realizada em cinco corredores de 2 x 10 m, para evitar a sobreposição de áreas de coleta. Foram analisados 622 espécimes de briófitas, sendo 369 musgos e 253 hepáticas. Os musgos estão distribuídos em 26 espécies, 17 gêneros e 11 famílias, enquanto as hepáticas apresentaram 31 espécies, 15 gêneros e três famílias. As famílias mais representativas foram Lejeuneaceae (26 spp.), Calymperaceae (8 spp.) e Sematophyllaceae (3 spp.), que, juntas, representam mais de 82% da riqueza de briófitas encontrada no PNM Arivaldo Gomes Barreto. O Parque abriga uma parcela importante da brioflora do Estado, com o registro de 20 novas ocorrências para o Amapá, sendo Frullania brasiliensis Raddi uma nova ocorrência para a Região Norte. Quanto à composição, as espécies generalistas predominaram, com 455 ocorrências; seguidas das especialistas de sombra, com 157 ocorrências; e especialistas de sol, com quatro ocorrências. Este resultado era esperado, dada a proximidade das áreas urbanas. Palavras-chave: Bryophyta. Marchantiophyta. Brioflora. 1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/09/2014 a 31/07/2015). Curso: Engenharia Florestal/UEPA. 2 Orientadora; Pesquisadora – Coordenação de Botânica (CBO/MPEG). 49 CO M U N IC AÇ Õ ES O RA IS - r es um osBiometria e germinação de três espécies de palmeiras nativas da Amazônia1 Hélio Brito dos Santos Júnior2 Mário Augusto Gonçalves Jardim3 A biometria consiste em analisar as estruturas físicas dos seres vivos, auxiliando na caracterização morfológica das espécies. A germinação é caracterizada por uma sequência ordenada de eventos bioquímicos, morfológicos e fisiológicos, os quais resultam na retomada do crescimento embrionário da semente, que favorecem o entendimento da variabilidade das espécies e da ecologia da germinação. O objetivo da pesquisa foi caracterizar a biometria e o processo de germinação de sementes de palmeiras nativas da Amazônia. O material botânico foi coletado na Área de Proteção Ambiental Ilha do Combu, distante 2,5 km via fluvial da cidade de Belém (PA). Foram coletados 1.101 frutos de Bactris major Jacq. (marajá-grande); 113 de Atallea huebneri Burret. Zona (urucuri) e 1.527 sementes de Socratea exorrhiza Mart. H. Wendl (paxiúba), acondicionados em sacos e transportados para o Laboratório de Ecologia da Coordenação de Botânica do Museu Paraense Emílio Goeldi. Os frutos foram despolpados com auxílio de uma tesoura de poda, para obtenção das sementes. As sementes foram pesadas em balança analítica marca Scout Ohaus, mensuradas em comprimento e largura com um paquímetro marca Tramontina, e os dados inseridos em planilha Excel. A análise estatística foi realizada com auxílio do programa Bioestat 5.0. Para a germinação, o delineamento experimental foi de quatro tratamentos com três repetições:T1- Terra preta com sementes não escarificadas – controle; T2- Terra preta com sementes escarificadas; T3- Areia com sementes escarificadas; e T4- Vermiculita com sementes escarificadas. Foram utilizadas 360 sementes de B. major, 480 de A. huebneri e 648 de S. exorrhiza, depositadas em bandejas plásticas alocadas em viveiro suspenso, protegido com sombrite, e umedecidas diariamente. A análise biométrica registrou a média de 4,79g, 2,13cm e 1,98cm para B. major; 24,9g, 5,68cm e 2,48cm para A. huebneri; e 3,77g, 1,86cm e 1,47cm para S. exorrhiza. O tratamento 4 foi responsável pelo menor tempo de germinação e o maior número de sementes germinadas. A escarificação reduziu o tempo de germinação das sementes, quando associada ao substrato vermiculita, proporcionado alternativa viável à produção de mudas. Palavras-chave: Processo germinativo. Substrato. Arecaceae. 1 Apoio do projeto de pesquisa Palmeiras da Amazônia Oriental como indicadoras de conservação ambiental e qualidade de vida. CNPq-Processo: 305667/2013-0. 2 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/08/2014 a 31/07/2015). Curso: Engenharia Florestal/UEPA. 3 Orientador; Pesquisador; Bolsista de Produtividade do CNPq – Coordenação de Botânica (CBO/ MPEG). CO M U N IC AÇ Õ ES O RA IS - r es um os 50 Anatomia foliar do ipê-amarelo [Handroanthus serratifolius (A.H. Gentry) S. Grose – Bignoniaceae] Karen Cibelle Lameira da Silva¹ Márlia Coelho-Ferreira² Alba Lúcia Ferreira de Almeida Lins3 Handroanthus serratifolius, conhecida popularmente como ipê-amarelo, é uma espécie nativa, ocorrendo em quase todos os biomas brasileiros, desde a Amazônia até o estado do Paraná. Tem importância econômica, e particularmente medicinal, com indicação no tratamento de ferimentos infectados, além de alegada ação antitumoral, porém, a anatomia desta espécie ainda é pouco estudada. Diante do exposto, o objetivo deste trabalho foi caracterizar anatomicamente a folha de H. serratifolius, como contribuição à sua identificação. O material botânico foi coletado no Campus de Pesquisa do Museu Paraense Emílio Goeldi, em outubro de 2014, e destinou-se ao estudo da anatomia foliar e ao preparo de exsicata, que será incorporada ao Hebário MG. As folhas foram fixadas em FAA, incluídas em parafina e coradas em azul de astra e safranina. Observou-se, preliminarmente, que, em vista frontal que, a epiderme foliolar abaxial constitui-se decélulas heterodimensionais com paredes onduladas, estômatos paracíticos e tricoma glandular peltado. A epiderme foliar adaxial é constituída por células heterodimensionais com paredes retas, tricomas tectores e peltados. Os tricomas glandulares peltados são semelhantes em ambas as epidermes, e compostos por até 17 células. As células epidérmicas do folíolo, em seção transversal, são heterodimensionais e unisseriadas em ambas as faces. Na epiderme adaxial, porém, a cutícula é mais espessa e apresenta tricomastectores, enquanto na abaxial os estômatos estão localizados acima do nível das demais células. O mesofilo é dorsiventral, composto por duas camadas de parênquima paliçádico e 2-3 camadas de parênquima lacunoso. Os feixes vasculares são anfivasais e apresentam extensão de bainha. Esclereídes alongados localizam-se ao longo do mesofilo e próximo à nervura central. Em corte transversal, a nervura central apresenta formato biconvexo, epiderme unisseriada, com células heterodimensionais revestidas por cutícula espessa e tricomas secretores pateliformes na região abaxial. O tecido parenquimático é mais desenvolvido na região abaxial e os feixes vasculares são circundados por camadas irregulares de fibras. Palavras-chave: Morfologia. Ipê-amarelo. Medicinal. 1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/08/2014 a 31/07/2015). Curso: Engenharia Florestal/UEPA. 2 Orientadora; Pesquisadora – Coordenação de Botânica (CBO/MPEG). 3 Pesquisadora; Colaboradora – Coordenação de Botânica (CBO/MPEG). 51 CO M U N IC AÇ Õ ES O RA IS - r es um osCaracterização anatômica de Eleocharis R. Br. (Cyperaceae) ocorrentes em praias dos municípios de Soure e Salvaterra, ilha do Marajó-Pará Letícia Cunha de Anunciação¹ Alba Lúcia Ferreira Lins² Eleocharis, planta aquática característica de áreas inundáveis e inundadas, apresenta variações biométricas e fenotípicas que dificultam a sua identificação. Tais variações estão relacionadas ao regime hídrico e aos tipos de água a que cada espécie está sujeita. Nas praias de águas salobras da Ilha do Marajó, Pará, Brasil, a dificuldade de identificação deve-se também ao pastoreio por búfalos e peixes-bois. Diante do exposto, o objetivo deste trabalho foi a caracterização morfológica e anatômica de órgãos vegetativos de Eleocharis, como subsídio à identificação de espécies pastoreadas por peixes-bois em praias do Marajó. O material botânico foi coletado nas praias dos municípios de Soure e Salvaterra (PA), registrado no Herbário MG, fixado em FAA 50, incluído em parafina e corado em azul de astra e safranina. Os indivíduos férteis coletados na Praia do Porto, em Salvaterra, apresentaram aquênios imaturos (hialinos) e em amadurecimento (negros), porém característicos da espécie Eleocharis geniculata (L.) Roem. & Schult. O rizoma apresenta, em média, de 1 a 2 cm de comprimento e 3 mm de espessura. As raízes concentram-se na região proximal do rizoma, e têm, em média, 2 a 10 cm de comprimento e 1 mm de diâmetro. O escapo floral, em média, de 5 a 15 cm e espiguetas pardas. Os resultados anatômicos preliminares do rizoma de indivíduos da Praia do Porto apresentaram, em seção transversal, epiderme uniestratificada, com células arredondadas heterodimensionais. As células da região cortical mais externa são heterodimensionais arredondadas, e aquelas da região mais interna são alongadas e formam evidentes espaços intercelulares e aerênquimas. O córtex é limitado por evidente endoderme com espessamento em “U”. O Tecido vascular constitui-se de feixes concêntricos dispersos no parênquima medular, que se diferencia em aerênquimas. Idioblastos de compostos fenólicos encontram-se dispersos no córtex e no parênquima medular. Palavras-chave: Anatomia. Eleocharis. Macrófita aquática. 1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/03/2015 a 31/07/2015). Curso: Engenharia Florestal/UFRA. 2 Orientadora; Pesquisadora – Coordenação de Botânica (CBO/MPEG). CO M U N IC AÇ Õ ES O RA IS - r es um os 52 Estudos taxonômicos do gênero Rhynchospora Vahl (Cyperaceae) nas restingas do estado do Pará, Brasil Layla J. C. Schneider1 André dos Santos Bragança Gil2 Maria de Nazaré do Carmo Bastos3 As restingas são ecossistemas de planícies arenosas, compostas por comunidades vegetais particulares, devido a sua proximidade e estreita relação com os oceanos. No estado do Pará, este ecossistema está presente nos municípios de Colares, Vigia, São Caetano de Odivelas, Marapanim, Maracanã, Salinópolis, São João de Pirabas, Tracuateua, Bragança, Augusto Corrêa e Viseu. Muitos estudos botânicos foram desenvolvidos para as restingas paraenses, os quais destacam a família Cyperaceae Juss. como uma das mais significativas. O gênero Rhynchospora Vahl (Cyperaceae) apresenta ca. 270 espécies, distribuídas principalmente nos Neotrópicos, com grande concentração nas Américas. É o gênero de Cyperaceae mais representativo no Brasil, com cerca de 157 espécies, sendo 40 endêmicas e 23 ocorrendo em todas as regiões geográficas brasileiras. Apesar de sua evidente importância, o único trabalho taxonômico (não publicado) da família, desenvolvido nas restingas paraenses, não abordou o gênero Rhynchospora Vahl. O presente trabalho objetiva contribuir para o conhecimento taxonômico das Rhynchospora ocorrentes nas restingas do estado do Pará. Para tanto, foram analisados os acervos dos principais herbários paraenses (MG, IAN e HBRA), e ainda dos herbários INPA, HURB, NY e UEC (online). As determinações foram realizadas com auxílio de bibliografia especializada, consulta às opera principes e typi digitalizados. Foram determinadas 10 espécies de Rhynchospora paraas restingas paraenses: R. barbata (Vahl) Kunth, R. cephalotes (L.) Vahl, R. filiformis Vahl, R. hirsute (Vahl) Vahl, R. holoschoenoides (Rich.) Herter, R. nervosa (Vahl) Boeckeler, R. puber (Vahl) Boeckeler, R. riparia (Nees) Boeckeler, R. rugosa (Vahl) Gale e R. spruceana C.B. Clarke. São apresentados chave de identificação, caracteres diagnósticos, distribuição geográfica, ilustrações e comentários taxonômicos de cada uma das espécies encontradas. Ainda está sendo proposta a sinonimização da subespécie Rhynchospora pubera subsp. Parvula W. W. Thomas em Rhynchospora puber (Vahl) Boeckeler. Palavras-chave: Taxonomia. Sinonimização. Litoral paraense. ¹ Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/09/2014 a 31/07/2015). Curso: Biologia/UFPA. ² Orientador; Pesquisador – Coordenação de Botânica (CBO/MPEG). ³ Pesquisadora; Colaboradora – Coordenação de Botânica (CBO/MPEG). 53 CO M U N IC AÇ Õ ES O RA IS - r es um osComparação do estoque de raízes finas e liteira de solo em uma cronossequência de florestas secundárias na Estação Científica Ferreira Penna, Caxiuanã, na Amazônia Oriental Jaine da Silva Ribeiro1 Leandro Valle Ferreira2 Priscila Sanjuan de Medeiros3 As capoeiras são vegetações secundárias que têm papel importante na contribuição do restabelecimento das funções hidrológicas, recuperação da biodiversidade, absorção de carbono, redução das perdas de nutrientes pela erosão e lixiviação. Aponta-se que uma parte da cobertura original da floresta amazônica esteja recoberta por florestas secundárias em diferentes estágios de regeneração, e que as raízes finas (diâmetro ≤ 2 mm) apresentam de 3 a 7% da biomassa total dos ecossistemas tropicais, sendo a liteira responsável pela maior parte do processo de retorno de matéria orgânica e de elementos minerais para o solo florestal. O estudo da diversidade de espécies em florestas secundárias tem sido assunto recorrente nos últimos anos, no entanto, ainda há poucos estudos discutindo os processos ecossistêmicos que ocorrem nas mesmas. O objetivo deste estudo é quantificar a biomassa de liteira e de raízes finas em florestas secundárias em diferentes estágios de sucessão, em uma cronossequência de floresta de terra firme na Amazônia Oriental. Este estudo foi realizado na Estação Científica Ferreira Penna, localizada na Floresta Nacional de Caxiuanã (1º13’86"S; 48º17’41.18"W), com coletas em 40 pontos, onde três são de floresta primária e 37 de florestas secundárias de diferentes idades. O período de coleta ocorreu em seis meses, sendo três no período mais chuvoso e três no período menos chuvoso. A liteira coletada foi pesada e separada nos seguintes grupos: fotossintetizantes, reprodutivos (flores, frutos, sementes) e outros (material não identificado), e total (soma de todos os grupos). Houve um aumento significativo da quantidade total de liteira, folhas e galhos em relação à idade da floresta secundária, e a quantidade de liteira foi maior no período menos chuvoso. Contudo, o grupo de flores, frutos e sementes foi relacionado somente com a idade da vegetação secundária, e não aos períodos de precipitação. Palavras-chave: Vegetação secundária. Liteira. Raízes finas. 1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/08/2014 a 31/07/2015). Curso: Engenharia Agronômica/UFRA. 2 Orientador; Pesquisador – Coordenação de Botânica (CBO/MPEG). 3 Doutoranda em Ciências Ambientais (UFPA/Embrapa/MPEG). CO M U N IC AÇ Õ ES O RA IS - r es um os 54 Informatização, organização e digitalização da coleção histórica e de typus nomenclaturais de fungos Pucciniales do Herbário João Murça Pires (MG) Jamille Rabelo de Oliveira1 Helen Maria Pontes Sotão2 Os fungos conhecidos popularmente como ferrugens estão inseridos no reino Fungi, filo Basidiomycota, classe Pucciniomycetes e ordem Pucciniales. São considerados parasitas biotróficos (obrigatórios), pois necessitam da planta viva para sobreviver. Este trabalho tem como objetivo informatizar, digitalizar e organizar os exemplares de fungos Pucciniales da coleção histórica e dos typus nomenclaturais depositados no Herbário João Murça Pires (MG). Para isto, foi realizado um levantamento in loco de toda a coleção histórica e dos typus deste herbário. Os nomes científicos das espécies estudadas foram corrigidos e atualizados. Foi utilizada literatura específica com as descrições dos typus, para a confirmação dos dados dos espécimes typus e nomes aceitos. Os dados das etiquetas foram digitados em planilhas de arquivos RDE do programa Brahms, para gerar novas etiquetas. Os envelopes e cartolinas dos espécimes foram substituídos. Em complemento à incorporação e informatização do acervo do Herbário MG, duas coleções procedentes da Flona do Amapá e da Região Metropolitana de Belém, vinculadas ao projeto Rede Integrada em Taxonomia de Plantas e Fungos (SISBIOTA), também estão sendo tratadas neste plano. As amostras dos typus dos fungos em estudo estão sendo fotografadas. Até o momento estão inseridas informações de 1.338 amostras de fungos da ordem Pucciniales no banco de dados gerado em arquivo RDE, representando um total de 206 espécies e 38 gêneros de ferrugens. Na coleção de fungos, considerada histórica (1896-1908), estão 86 espécies, classificadas em 13 gêneros e seis famílias de fungos da ordem Pucciniales: Chaconiaceae (Olivea, Maravalia), Phakopsoraceae (Cerotelium), Pucciniaceae (Puccinia, Uromyces), Pucciniosiraceae (Cronartium), Raveneliaceae (Dicheirinia, Ravenelia), Schizothyriaceae (Uleopeltis), Uropyxidaceae (Dasyspora) e três gêneros anamorfos (Aecidium, Caeoma e Uredo). Os principais coletores desta importante coleção são: Baker, Huber e Ule. No acervo estão depositados 47 typus nomenclaturais da ordem Pucciniales, e todos serão digitalizados. Palavras-chave: Amazônia. Ferrugens em plantas. Pucciniomycetes. 1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/09/2014 a 31/07/2015). Curso: Agronomia/UFRA. 2 Orientadora; Pesquisadora – Coordenação de Botânica (CBO/MPEG). 55 CO M U N IC AÇ Õ ES O RA IS - r es um osLevantamento florístico de daninhas Monocotiledôneas em gramas fornecidas no mercado de Belém, Pará, Brasil Quésia Sá Pavão1 Ely Simone Cajueiro Gurgel2 André dos Santos Bragança Gil3 As plantas daninhas são vegetais considerados indesejados em determinada área de interesse do homem. Em se tratando do cultivo de grama, além de competição por luz, CO2, água e nutrientes, esses vegetais causam também a depreciação dos gramados, em suas diferentes finalidades e locais. Há famílias com maior registro em número de espécies em áreas ensolaradas, em detrimento das sombreadas, como aquelas do grupo das monocotiledôneas, que são caracterizadas por folhas com venação paralela e bainha, no embrião com um único cotilédone, caules com feixes vasculares esparsos, no sistema radicular adventício e nas flores pentacíclicas e trímeras. Este trabalho objetiva verificar se as placas de grama fornecidas no mercado belenense estão contaminadas com essas plantas, identificando-as. O experimento foi realizado no Horto botânico “Jacques Huber”, da Coordenação de Botânica do Museu Paraense Emílio Goeldi, Belém, Pará. O delineamento utilizado foi em blocos ao acaso, com 14 repetições, a partir de dois fornecedores de grama (F1 e F2) e dois ambientes diferentes (A1 e A2), com esquema fatorial (2x2), que corresponde, respectivamente, à sombra (sombrite de 50%) (A1) e ao sol (A2), totalizando 48 parcelas, sendo 24 para cada ambiente. A grama utilizada foi a Zoysia japonica Steud., conhecida como imperial (esmeralda). Os dados referentes ao número de plantas daninhas monocotiledôneas emergidas em cada placa dentro dos blocos serão submetidos à análise de variância (ANOVA). O substrato utilizado foi serragem curtida mais areia branca, sendo estes dois previamente processados em Autoclave Vertical CS-Prismatec, no Departamento de Solos da Universidade Federal Rural da Amazônia. O processo foi em temperatura de 120ºC durante 40 minutos. Após este processo, o substrato foi colocado em bandejas de 5 cm de altura. O experimentovem sendo conduzido desde fevereiro de 2015, e já são visíveis plantas daninhas nas placas. Palavras-chave: Gramado. Plantas invasoras. Zoysia japonica Steud. 1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/09/2014 a 31/07/2015). Curso: Engenharia Agronômica/UFRA. 2 Orientadora; Pesquisadora – Coordenação Botânica (CBO/MPEG). 3 Pesquisador; Colaborador – Coordenação Botânica (CBO/MPEG). CO M U N IC AÇ Õ ES O RA IS - r es um os 56 Contribuição ao conhecimento taxonômico do gênero Annona L., com ocorrência na localidade Vila Nova, Magalhães Barata, Microrregião do Salgado paraense Ronielton Coelho¹ Jorge Oliveira² As Annonaceae pertencem à subclasse Magnoliidae, ordem Magnoliales, dividida em duas subfamílias: Annonoideae e Monodoroideae, composta por 112 gêneros e 2.150 espécies, dos quais 40 gêneros e cerca de 650 espécies são neotropicais. O gênero Annona L. inclui aproximadamente 125 espécies, distribuídas da América tropical até os Estados Unidos. São árvores, arbustos, subarbustos, raramente lianas, com tricomas simples, raramente estrelados. Inflorescência ou flores solitárias, bissexuais, terminais, opositifólias, infraxilares ou caulifloras; pedicelo das inflorescências articulados ou não. Brácteas 2 por flor. Sépalas 3, valvares, livres ou conadas na base. Pétalas 3 ou 6, valvares, ou algumas vezes imbricadas, livres ou conadas na base. Estames numerosos, anteras lineares; conectivo com ápice truncado, dilatado, raramente apiculado ou hemisférico, glabro, piloso a glabros, estilete presente ou ausente. Óvulo 1, basal. Carpídios sincárpos, ovoide a globoso, areolado ou não; séssil, apiculado ou não. Semente 1 por carpídio, elipsoide a aproximadamente obovoide, não arilada. O trabalho faz parte do projeto “Estudos Botânicos da família Annonaceae Juss. na Amazônia”, com o objetivo de contribuir para o conhecimento taxonômico dessa família, bem como subsidiar dados para a elaboração da flora regional. Foi realizado estudo com material proveniente da localidade de Vila Nova, município de Magalhães Barata (00º47’58"S - 47º33’52’’W), microrregião do Salgado paraense, com tratamento taxonômico de sete espécies do gênero Annona. As coletas foram realizadas em áreas de floresta secundária de terra firme e floresta alagada, A identificação foi realizada através de comparação com coleções herborizadas, auxílio de chaves analíticas e bibliografia. A descrição compreendeu a análise de material vivo e material desidratado, cujas exsicatas estão depositadas no Herbário do Museu Paraense Emílio Goeldi. As espécies estudadas foram Annona densicoma Mart., A. glabra L., A. exsucca DC. ex Dunal, A. montana Macfad, A. mucosa Jacq., A. muricata L. e A. paludosa Aubl. Palavras-chave: Taxonomia. Annonaceae. Microrregião do Salgado. 1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/08/2014 a 31/07/2015). Curso: Engenharia Agronômica/UFRA. 2 Orientador; Pesquisador – Coordenação de Botânica (CBO/MPEG). 57 CO M U N IC AÇ Õ ES O RA IS - r es um osFlora rupestre das cangas da Serra dos Carajás: Chloridoideae (Poaceae) Raíssa Lima Praia Ramos¹ Pedro Lage Viana² A subfamília Chloridoideae é uma das 12 aceitas na família das gramíneas. Ela compreende aproximadamente 1.500 espécies, em mais de 130 gêneros. No Brasil, a subfamília Chloridoideae é representada por cerca de 250 espécies, sendo os gêneros Eragrostis e Sporobolus os mais ricos na flora brasileira, com 51 e 22 espécies, respectivamente. Este trabalho objetiva realizar o estudo florístico das espécies de Chloridoideae (Poaceae) que ocorrem na canga carajasense, visando uma contribuição ao projeto “Flora rupestre da Serra dos Carajás revisitada”. A serra dos Carajás é uma região montanhosa, e abrange os municípios de Parauapebas e Canaã dos Carajás, no estado do Pará. Os materiais utilizados são oriundos da Serra dos Carajás, constantes no acervo do Herbário do Museu Paraense Emílio Goeldi (MG) e de empréstimos provenientes do Herbário do Departamento de Botânica da UFMG (BHCB). Todo o material foi devidamente identificado até espécie, com auxílio de literatura especializada para Chloridoideae na Amazônia e sobre a Flora de Carajás, assim como por comparação com espécimes de herbário identificados por especialistas. Foram levantados 28 espécimes, correspondentes a nove espécies distribuídas nos gêneros: Eragrostis [E. amabilis (L.) Wight & Arn.; E. bahiensis Schrad. ex Schult.; E. ciliaris (L.) R. Br.; E. curvula (Schrad.) Nees; E. maypurensis (Kunth.) Steud.; E. rufescens Schrad. ex Schult.]; e Sporobolus (S. jacquemontii Kunth., S. multiramosus Longhi-Wagner & Boechat; S. temomairemensis Judz. & P.M. Peterson). Foram elaboradas descrições padronizadas para cada espécie, assim como uma chave de identificação. Palavras-chave: Chloridoideae. Serra dos Carajás. Poaceae. ¹ Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/09/2014 a 31/07/2015). Curso: Biologia/UNAMA. ² Orientador; Pesquisador – Coordenação de Botânica (CBO/MPEG). CO M U N IC AÇ Õ ES O RA IS - r es um os 58 Caracterização anatômica de Pariana campestris Aubl. (Poaceae: Bambusoideae) Rodrigo Costa Pinto1 Pedro Lage Viana2 Alba Lúcia Ferreira de Almeida Lins3 Pariana campestris é um bambu herbáceo (Poaceae, Bambusoideae, Olyreae) encontrado principalmente em remanescentes florestais da Amazônia. Apesar da grande representatividade do gênero na Amazônia brasileira, inexiste na literatura estudo detalhado sobre a sua anatomia. O objetivo deste trabalho foi caracterizar anatomicamente os órgãos vegetativos da Pariana campestris, fornecendo subsídios para a taxonomia do gênero. O material botânico foi coletado no Campus de Pesquisa do Museu Paraense Emílio Goeldi. Amostras do terço médio da raiz, rizoma, colmo, lâmina foliar, pseudopecíolo e bainhas foliares foram fixados e processados segundo as técnicas usuais em Anatomia Vegetal. O rizoma aclorofilado, em seção transversal, apresenta epiderme uniestratificada, córtex composto de três a cinco camadas de esclerênquima, e de três a quatro camadas de parênquima, delimitadas por uma aparente endoderme. Já o tecido vascular é formado por feixes anfivasais, dispostos aleteriormente no parênquima central. O colmo apresentou cutícula lisa, epiderme uniestratificada e vascularização constituída por feixes anfivasais dispersos. As folhas são hipoestomáticas, com predominância de estômatos paracíticos. A face abaxial apresenta tricomas tectores filiformes, papilas, cutícula lisa e estômatos – estes geralmente protegidos por tricomas unicelulares silicificados, enquanto que na face adaxial observam-se corpos silicosos crenados, cutícula lisa e células buliformes. O mesofilo é formado por células fusoides, clorênquima plicado e feixes vasculares colaterais com expansões de bainha. Os resultados obtidos, ainda preliminares, são inéditos na literatura e serão úteis para o maior entendimento acerca da morfologia dos bambus, e o seu uso como ferramenta para a taxonomia do grupo. Palavras-chave: Bambu. Olyreae. Órgãos vegetativos. 1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/09/2014 a 31/07/2015). Curso: Engenharia Florestal/UFRA. 2 Orientador; Pesquisador – Coordenação de Botânica (CBO/MPEG). 3 Pesquisadora; Colaboradora – Coordenação de Botânica (CBO/MPEG). 59 CO M U N IC AÇ Õ ES O RA IS - r es um osFlórula da Serra dos Carajás: Bambusoideae (Poaceae) Sidney Santos Pereira¹ Pedro Lage Viana² A subfamília Bambusoideae (Poaceae) inclui 1.641 spp. em 120 gêneros. O Brasil é o país do Novo Mundo que apresenta a maior diversidade de bambus nativos, com aproximadamente 240 espécies conhecidas. Destas, 80 são referidas para a Amazônia. Este trabalho visa realizar um estudo florístico das espécies de Bambusoideae na região da Serra dos Carajás. Estima-se, entretanto, que a riqueza de bambus nativos da Amazônia esteja subestimada, devido às extensas lacunas do conhecimento florístico neste domínio fitogeográfico, e também às dificuldades práticas de coleta de material para herbário. O complexo montanhoso Serra dos Carajás localiza-se no sudeste doestado do Pará, nos municípios de Parauapebas, Canaã dos Carajás e Água Azul do Norte. Os materiais utilizados são oriundos da Serra dos Carajás, constantes no acervo do herbário do Museu Paraense Emílio Goeldi (MG), além de empréstimos provenientes do Herbário do Departamento de Botânica da UFMG (BHCB). Os espécimes determinados até gênero foram identificados com auxílio de literatura especializada para Bambusoideae na Amazônia, sobre a Flora de Carajás já conhecida e por comparação com espécimes de herbário identificados por especialistas. Foram identificadas 11 espécies (Actinocladumn verticillatum (Nees) McClure ex Soderstr., Arthrostylidium scandens McClure, Merostachys sp. 1 e sp.2, Olyracaudata Trin., O. ecaudata Döll, O. glaberrima Raddi, O. latifolia L., Pariana sp., Parodiolyra micantha (Kunth) Davidse & Zuloagae, Rhipidocladum parviflorum (Trin.) McClure, distribuídas em sete gêneros. Arthrostylidium scandens constitui-se como o primeiro registro de ocorrência para o Brasil. Foram elaboradas descrições padronizadas para cada espécie, além de uma chave de identificação. Palavras-chave: Bambus. Amazônia. Flórula. ¹ Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/09/2014 a 31/07/2015). Curso: Biologia/UFPA. ² Orientador; Pesquisador – Coordenação de Botânica (CBO/MPEG). CO M U N IC AÇ Õ ES O RA IS - r es um os 60 Caracterização anatômica de Sporobolus virginicus (L.) Kunth. (Poaceae) ocorrente em restinga e apicum o município de Salinópolis, Pará Suzane Silva de Santa Brígida1 Alba Lúcia Ferreira de Almeida Lins2 Sporobolus virginicus (L.) Kunth. é encontrada em todo o litoral brasileiro, em formação halófita, psamófila reptante, brejo, campo entre restingas e apicuns, geralmente formando uma cobertura homogênea, com biometria variada e características de macrófita aquática anfíbia. O objetivo deste trabalho foi caracterizar as estruturas anatômicas dos órgãos vegetativos de S. virginicus, dando subsídio à taxonomia e às relações com o ambiente. O material foi coletado em restinga e apicum no município de Salinópolis (PA), em setembro de 2013 (período atípico de intensas chuvas), e fixado em FAA 70%, incluído em parafina e corados em azul de astra e safranina. Os espécimes coletados encontravam-se com escapo floral tanto em crescimento caulinar cespitoso quanto rizomatoso, sendo que no apicum estavam férteis. Os resultados anatômicos para os indivíduos rizomatosos da restinga e apicum indicaram na lâmina foliar da região mediana, em seção transversal, células com cutículas espessadas em ambas as faces. A epiderme adaxial é papilosa e evagina formando sucos profundos a três a quatro camadas de células da epiderme abaxial. A epiderme abaxial é formada por células homogêneas, com paredes periclinais externas e anticlinais fortemente espessadas. No mesofilo o parênquima paliçádico envolve a evidente endoderme, caracterizando a síndrome Kranz. A extensão de bainha esclerenquimática encontra-se nas duas faces da epiderme. O caule é fistuloso, com epiderme bastante espessada, córtex interrompido por cordões fibrosos na região periférica e feixes colaterais dispersos. A raiz possui epiderme uniestratificada e hipoderme esclerótica de uma a três camadas, e córtex mediano com amplos aerênquimas e endoderme possuindo um espessamento em “O”. Palavras-chave: Anatomia. Macrófitas aquáticas. Sporobolus. 1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/09/2014 a 31/01/2015). Curso: Agronomia/UFRA. 2 Orientadora; Pesquisadora – Coordenação de Botânica (CBO/MPEG). 61 CO M U N IC AÇ Õ ES O RA IS - r es um osRiqueza e composição de briófitas do Parque Natural Municipal do Cancão, Serra do Navio, Amapá Thaís Scarllety de Almeida Almada1 Anna Luíza Ilkiu-Borges2 Na faixa tropical, o Amapá é o estado mais preservado, e se destaca mundialmente pelo conjunto de áreas legalmente protegidas. As Unidades de Conservação foram criadas com o objetivo de preservar os ecossistemas que vinham sendo degradados pela ação antrópica, e o Parque Natural Municipal do Cancão (PMN do Cancão) é um exemplo disso. Este trabalho teve o objetivo de inventariar a brioflora e analisar a riqueza e a composição desta no PNM do Cancão na Serra do Navio, Amapá. Foram identificadas amostras coletadas nos dias 7, 8 e 9 de outubro de 2012, em 10 parcelas de 10 x 10 m, distando no mínimo 200 m umas das outras. Os táxons foram identificados e classificados segundo a sua tolerância à luz solar, de acordo com literaturas, e analisada a distribuição de sua ocorrência nos substratos e no Brasil. A brioflora local é rica, apresentando 83 espécies, das quais 36 são musgos e 47 hepáticas, 38 novas ocorrências para o estado do Amapá e oito novas para a Região Norte. Tronco vivo e tronco morto foram os substratos mais utilizados pelas briófitas. Em sua amplitude ecológica, a maioria dos táxons é generalista, seguido pelas especialistas de sombra. Palavras-chave: Unidade de conservação. Musgos. Hepáticas. 1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/09/2014 a 31/07/2015). Curso: Engenharia Florestal/UEPA. 2 Orientadora; Pesquisadora – Coordenação de Botânica (CBO/MPEG). CO M U N IC AÇ Õ ES O RA IS - r es um os 62 Caracterização anatômica de Eleocharis geniculata (L.) Roem. & Schult (Cyperaceae) ocorrente em restinga e apicum no município de Salinópolis, Pará Wendell Vilhena de Carvalho¹ Alba Lúcia Ferreira Lins² André dos Santos Bragança Gil³ Eleocharis destaca-se entre as macrófitas aquáticas típicas de áreas inundáveis e inundadas. Tanto no Brasil quanto na Amazônia ainda são poucas as pesquisas sobre plantas aquáticas, do ponto de vista ecológico, e principalmente anatômico. Estas espécies geralmente apresentam variações biométricas e fenotípicas que dificultam a sua identificação. Tais variações estão relacionadas ao substrato, regime hídrico e aos tipos de água a que cada espécime está sujeita. O objetivo deste trabalho é caracterizar as estruturas anatômicas de indivíduos de Eleocharis geniculata ocorrentes em restinga e apicum, como subsídio à taxonomia e às relações com o ambiente. O material botânico foi coletado na restinga da ilha de Itarana e no apicum do distrito de Cuiarãna, Salinópolis (PA), em setembro de 2013 (período atípico de intensas chuvas), fixado em FAA e secionado em: raiz, rizoma, colmo e espiga; posteriormente incluído em parafina e corado em azul de astra e safranina. O colmo dos indivíduos de E. geniculata da restinga são maiores do que os do apicum, e a epiderme de ambas é uniestratificada, de cutícula espessa e constituída por células heterodimensionais. Porém, nos indivíduos do apicum os estômatos são diminutos e intercalam-se a células epidérmicas de conteúdo hialino. Estas células hialinas são adjacentes a feixe de fibras corticais e subepidérmicas. O córtex do colmo é formado por parênquima clorofiliano de células alongadas heterodimensionais, com muitos idioblastos de compostos fenólicos dispersos em toda região cortical; tecido vascular formado por feixes colaterais que circundam o parênquima medular constituído por aerênquimas de células heterodimensionais e arredondadas. Os rizomas de indivíduos da restinga apresentaram epiderme uniestratificada, córtex externo formado por células arredondadas, o interno por aerênquimas e endoderme de espessamento em “U”. O tecido vascular constitui-se por feixes concêntricos, distribuídos no parênquima medular. Idioblastos de compostos fenólicos presentes no parênquima cortical e medular. Palavras-chave: Anatomia. Macrófita aquáticas. Eleocharis. 1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/09/2014a 31/07/2015). Curso: Engenharia Florestal/UEPA. ² Orientadora; Pesquisadora – Coordenação de Botânica (CBO/MPEG). ³ Pesquisador; Colaborador – Coordenação de Botânica (CBO/MPEG). 63 CO M U N IC AÇ Õ ES O RA IS - r es um osFlorística e estrutura da regeneração de palmeiras do estado do Pará1 Wilson Filgueira Batista Júnior2 Mário Augusto Gonçalves Jardím3 A regeneração é o processo decorrente de interações bióticas e abióticas que repõem novos indivíduosnas comunidades. A flora amazônica é rica em espécies de palmeiras, que contribuem para a qualidade de vida e ambiental dos ecossistemas. O objetivo da pesquisa foi conhecer a composição florística e a estrutura da regeneração natural de palmeiras do estado do Pará. A pesquisa foi realizada em uma floresta de várzea localizada na Área de Proteção Ambiental Ilha do Combu (APA, Ilha do Combu), distante 2,5 km da cidade de Belém (PA), e em uma floresta de terra firme no Parque Estadual do Utinga (PEUt), na região metropolitana de Belém. Para análise da composição florística, foram demarcadas aleatoriamente 269 parcelas de 1 m2 na APA Ilha do Combu e 59 parcelas no PEUt, com auxílio de 4 tubos de PVC com 1 m cada, unidos por encaixes próprios (joelhos); e identificadas todas as espécies em nível de gênero e família. Para a estrutura, foi utilizada uma vara de 1 m, posicionada ao centro da parcela para quantificar as espécies/indivíduos nas seguintes classes de altura: CT1 (até 15 cm), CT2 (15,1cm - 30 cm) e CT3 (30,1 cm - 1 m). Na APA Ilha do Combu foram registrados 1.342 indivíduos, distribuídos em quatro gêneros e seis espécies: Euterpe oleracea Mart. (1.061), Socratea exorrhiza (Mart.) H. Wendl. (247), Desmoncus orthacanthos Mart. (14), Astrocaryum murumuru Mart. (12), D. mitis Mart. (7) e D. polyacanthos Mart. (1); e a classe 2 apresentou o maior número de indivíduos (652). No PEUt, 69 indivíduos em sete gêneros e nove espécies: E. oleracea (19), Geonoma baculífera (Poit) Kunth (19), A. murumuru (9), G. macrostachys Mart. (9), Maximiliana maripa (Aubl.) Drude (5), A. gynacanthum Mart. (4), Bactris major Jacq. (2), D. orthacanthos (1) e S. exorrhiza (1); e a classe 2 com mais indivíduos (35). Conclui-se que a maior quantidade de indivíduos regenerantes na APA Ilha do Combu está associada à ausência de antropização e à facilidade de agentes dispersores. Palavras-chave: Unidade de Conservação. Classe de altura. Arecaceae. 1 Apoio do projeto de pesquisa “Palmeiras da Amazônia Oriental como indicadoras de conservação ambiental e qualidade de vida”. CNPq-Processo: 305667/2013-0. 2 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/08/2014 a 31/07/2015). Curso: Engenharia Florestal/UEPA. 3 Orientador; Pesquisador; Bolsista de Produtividade do CNPq – Coordenação de Botânica (CBO/ MPEG). CO M U N IC AÇ Õ ES O RA IS - r es um os 64 Influência dos resíduos antrópicos sobre os atributos carbono e nitrogênio da biomassa microbiana do solo, município de Tailândia, Pará Ariana do Rosário Rodrigues1 Maria de Lourdes Pinheiro Ruivo 2 Quêzia Leandro de Moura3 As Terras Pretas Arqueológicas (TPAs) apresentam alta fertilidade e estabilidade, e a matéria orgânica nesses solos é seis vezes mais estável que nos solos de floresta. Aparentemente, as TPAs formam microecossistemas próprios, onde os solos não exaurem facilmente suas propriedades químicas, mesmo nas condições tropicais a que estão expostas ao longo do tempo. A necessidade de dar um destino ecológico e econômico aos resíduos madeireiros possibilitou a realização do experimento Terra Preta Nova (TPN) em Tailândia (PA), utilizando-se resíduos madeireiros e de açougues (sangue, ossos, gordura), com o objetivo de dar um destino final a esses resíduos problemáticos e, ao mesmo tempo, produzir um solo mais fértil, semelhante à Terra Preta Arqueológica. O incremento de material orgânico no solo permite a melhoria dos atributos edáficos, a racionalização das estratégias de manejo e evita a poluição ambiental causada tanto pela má deposição dos resíduos quanto pela redução do uso de fertilizantes. Há necessidade de estudos que verifiquem as condições químicas e biológicas de ambientes tão complexos, como é o caso do solo submetido ao experimento TPN e dos solos TPAs. O objetivo deste estudo consiste em avaliar o C e o N da biomassa microbiana do solo das diferentes parcelas de tratamento do experimento TPN, que busca replicar as TPAs por meio da incorporação de resíduos. A variação do pH foi de 4,90 a 5,20, indicando solos menos ácidos nos resíduos de TPN, quando comparados aos TPAs. No Carbono e Nitrogênio, o total foi de 7,89 a 16,19 e de 1,01 a 1,28, respectivamente. E a média do Cmic. foi de 76,90 no tratamento 3 (resíduos de lâmina triturada) a 316,64 no tratamento 6 (Carvão + Resíduos de pó de serra); e do Nmic, 4,77 na parcela 11 (Carvão + Resíduos de pó de serra + Resíduos de lâmina triturada) a 56,35 na parcela 10 (Resíduos de lâmina triturada + Resíduos de ossos). Palavras-chave: Terra Preta. Biomassa. Nitrogênio. Carbono. 1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/09/2014 a 31/07/2015). Curso: Ciências Biológicas/UFPA. 2 Orientadora; Pesquisadora – Coordenação de Ciências da Terra e Ecologia (CCTE/MPEG). 3 Colaboradora; Doutoranda – Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais (UFPA/ MPEG/Embrapa). 65 CO M U N IC AÇ Õ ES O RA IS - r es um osEstudo taxonômico dos Ostracodes e interpretação paleoambiental da Formação Solimões (Mio-Plioceno), município de Eirunepé (AM), Brasil Allan Matos de Lima1 Maria Inês Feijó Ramos2 Neste trabalho, apresenta-se o estudo taxonômico da classe Ostracoda da localidade de Torre da Lua, município de Eirunepé (AM), correspondente a gêneros pouco estudados para o Mioceno da Amazônia Ocidental. Em decorrência das suas pequenas dimensões (0,2 - 0,3 mm), menores que o padrão desta classe (0,5-1,0 mm), estes gêneros são dificilmente recuperados nas amostras, exigindo a utilização da peneira de malha 115 mesh, mais fina que as usuais (60 e 80 mesh). Estes correspondem a três principais gêneros: Perissocytheridea, Cypretta e Rhadinocytherura, os quais fornecem informações importantes devido às peculiaridades ambientais a que se submetem (e.g. Perissocytheridea, marinho marginal), auxiliando na interpretação paleoambiental da Formação Solimões. O material do estudo provém de dez amostras coletadas no leito esquerdo do rio Tarauacá (Eirunepé, AM), predominantemente pelíticas, embora ocorram conglomerados ricos em fósseis. No material estudado, o registro dos gêneros Rhadinocytherura, Perissocytheridea e Cypretta infere condições salobras para a área da pesquisa. A presença de nódulos em valvas desta última pode indicar mudança brusca no nível de salinidade do ambiente. Além destes, outros gêneros mais abundantes também foram identificados, como Cyprideis, Cypria, Cytheridella e Penthesilenula, cujas espécies são endêmicas para o Neógeno da Amazônia e reforçam a evidência de ambientes lacustres salobros. A identificação de outros microfósseis pouco conhecidos para a unidade durante o processo de triagem, também constituem ferramentas importantes para o estudo desta região. Dentre estas novas descobertas destacam-se os registros de foraminíferos, que associados aos gêneros Rhadinocytherura e Perissocytheridea, tipicamente mixohalinos, inferem estas condições para a área de estudo. [CNPq 160326/2014-1]. Palavras-chave: Ostracodes. Mixohalino. Sudoeste da Amazônia. 1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/09/2014 a 31/07 2015). Curso: Geologia/UFPA. 2 Orientadora; Pesquisadora – Coordenação de Ciências da Terra e Ecologia (CCTE/MPEG). CO M U N IC AÇ Õ ES O RA IS - r es um os 66 Estudos arqueométricos de artefatos cerâmicos provenientes dos sítios arqueológicos Marinaldo, Pau Preto, P32 da Região de Salobo (Marabá-PA) e Jacarequara (Barcarena-PA) Clauber Jacynto da Silva1 Dirse Clara Kern2 Maria do Perpétuo Socorro Progene Vilhena3 Os solos de Terra Preta Arqueológica são muito estudados por apresentarem elevada fertilidade e alto teor de matéria orgânica, aspecto incomum nos solos da região amazônica, que possuem baixa fertilidade e alto grau de intemperismo. Os processos de formação dos solos de TPA são fundamentais para a compreensão da sua alta fertilidade. Os fragmentos cerâmicos, normalmente encontrados nesses solos, provavelmente têm sua parcela de contribuição para essa fertilidade. O objetivo deste estudo é a investigação arqueométrica para a determinação da composição química e mineralógicados fragmentos cerâmicos dos sítios arqueológicos Marinaldo, Pau Preto, P32, da região de Salobo (Marabá-PA) e Jacarequara (Barcarena-PA). Os solos foram coletados e preparados para análise de fertilidade. As amostras de cerâmica foram obtidas da reserva técnica do Museu Paraense Emílio Goeldi, lavadas e analisadas em lupa binocular e submetidas à análise em lâmina delgada, e posteriormente identificadas as fases mineralógicas por: Difração de Raios-X pelo método do pó. Os fragmentos de cerâmica dos sítios Pau Preto, P32 e Marinaldo apresentam antiplásticos semelhantes (quartzo, óxido de ferro ou feldspatos); os fragmentos do sítio Jacarequara apresentam antiplásticos diferentes (quartzo, conchas, óxido de ferro e carvão). As concentrações maiores nos solos são de: Fe, Al, Ti, Ca, K, Mg, Mn e P. Alguns desses elementos são um dos principais constituintes dos antiplásticos encontrados na cerâmica. Al, K e Ca correspondem a feldspatos, Fe ao óxido de ferro, e Ca às conchas, o que confirma o uso intencional das matérias- primas disponíveis em cada sítio na confecção das cerâmicas. As concentrações de Al e Fe elevam com o aumento da profundidade, e os teores de Ti, Ca, K, Mg, Mn e P diminuem. No sítio Jacarequara verificou-se locais de maior concentração dos teores dos elementos Ca, Mg, P, Mn e K, que diminuíam para as laterais e adjacências do sítio. Palavras-chave: Terra Preta Arqueológica. Cerâmica arqueológica. Fertilidade. 1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/10/2014 a 31/07/2015). Curso: Bacharelado em Química/UFPA. 2 Orientadora; Pesquisadora – Coordenação de Ciências da Terra e Ecologia (CCTE/MPEG). 3 Pesquisadora; Colaboradora – Instituto de Geociências (IG/UFPA). 67 CO M U N IC AÇ Õ ES O RA IS - r es um osExtração e identificação de compostos voláteis da infrutescência de Montrichardia linifera (Arruda) Schott. Dayane Dantas da Silva1 Cristine Bastos do Amarante2 A aninga (Montrichardia linifera) é uma macrófita aquática encontrada em diversos ecossistemas inundáveis da Amazônia, como igapós, margens de rios e igarapés. Possui uma infrutescência que apresenta casca rugosa, de cor verde- amarelada, semelhante ao abacaxi; quando, inteira não exala aroma, no entanto, quando aberta emite odor adstringente, e sua estrutura é composta por casca, polpa, sementes e talo interno. Esta infrutescência serve de alimento para peixes- boi, tartarugas, búfalos, entre outros, porém sua composição química ainda é pouco conhecida. Neste sentido, o objetivo deste trabalho foi extrair e identificar os compostos voláteis (CV) presentes na infrutescência de M. linifera. As amostras foram coletadas em Belém, no campus da Universidade Federal do Pará (UFPA). Os CV foram extraídos utilizando-se 30 g da polpa seca e a técnica microdestilação-extração simultânea em sistema Chrompack, durante 2 h e pentano (4 mL) como solvente. Os CV presentes na solução pentânica foram analisados por cromatografia em fase gasosa, acoplada à espectrometria de massas em sistema Shimadzu QP-2010 Plus. O gás de arraste foi o hélio (velocidade linear de 1 mL/min), injeção de 1 µL e o programa de temperatura do forno foi 60-240 oC (3 oC/min). A identificação foi feita através da comparação dos espectros de massas e índices de retenção (IR) com os existentes na biblioteca NIST-05 do sistema e da literatura. Foram detectados 28 constituintes voláteis, e até o momento foram identificados p-vinilguaiacol, 2-pentil furano, metileugenol, hexadecanoato de metila e (2E)-nonenal. Destas substâncias, p-vinilguaiacol é um dos compostos responsáveis pelo aroma natural do trigo- sarraceno (Fagopyrum esculentum), cujos grãos são, na verdade, sementes de um fruto. O aroma da substância pura foi descrito como: maçã, picante, amendoim, vinho ou cravo e curry. A substânica 2-pentil furano é encontrada nos grãos do café, conferindo notas de terra, madeira e óleo de anis. Palavras-chave: Montrichardia linifera. Infrutescência. Compostos voláteis. 1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/09/2014 a 31/07/2015). Curso: Engenharia Ambiental/ IESAM. 2 Orientadora; Pesquisadora – Coordenação de Ciências da Terra e Ecologia (CCTE/MPEG). CO M U N IC AÇ Õ ES O RA IS - r es um os 68 Populações tradicionais em paisagens costeiras do estado do Pará: trajetórias históricas de uso da terra Dimas Almeida de Assunção1 Cristina do Socorro Fernandes de Senna2 O município de Quatipuru é a área focal da presente pesquisa, localizada na mesorregião do nordeste paraense e na microrregião Bragantina – Pará. Este trabalho tem como objetivo o resgate os momentos históricos da colonização da Região do Salgado Paraense e sua relação com Quatipuru. O primeiro inicia-se no século XVI – até metade do século XX. Neste período, o padrão de ocupação está relacionado ao mar e aos rios que adentram a região amazônica, sendo assim denominado padrão Rio-Várzea-Floresta, e grande parte das relações sociais, econômicas, culturais, circulação, etc. aconteciam em torno dos rios. Na região amazônica houve um momento impar, com a implantação do padrão cidade- estrada-de-ferro-colônia, que influenciou diretamente as relações econômicas e a circulação da extração gomífera. A construção da estrada de ferro Belém-Bragança contribuiu para a criação de novos municípios, a partir da produção, escoamento e circulação da produção agrícola, desde o final do século XIX até meados de 1960. A partir de 1950, ocorreu a mudança de padrão de ocupação da Amazônia, focada na implantação da estrada de rodagem Estrada-Terra firme-Subsolo. Outro objetivo é compreender a relação da produção agrícola realizada na comunidade Taperinha e o programa de alimentação escolar (FUNDEB) e, por fim, analisar as características químicas e físicas de sedimentos oriundos dos campos inundáveis para avaliar o impacto das ações antrópicas nas áreas de entorno do solo lacustre. O presente trabalho tem como justificativa a compreensão da história da população, produção agrícola, uso do solo, juntamente com os impactos que essas práticas refletem na paisagem e no modo de vida de Quatipuru. Os dados foram obtidos a partir do levantamento bibliográfico, com o referencial teórico obtido nas bibliotecas do MPEG, UFPA e NUPAUB/USP. A coleta dos sedimentos, em forma de testemunhos, foi realizada em ambientes lacustres/lagunares, sendo analisados em laboratório. Como resultados parciais, pode-se inferir que é indiscutível que o município de Quatipuru enfrentou momentos históricos distintos, com períodos de forte desenvolvimento econômico, seguido por outros de rápido declínio. A produção alimentar, que antes era destinada à subsistência familiar, e ocasionalmente à venda nos centros urbanos, hoje tem outro papel, em virtude das relações econômicas existentes entre as comunidades e o governo local. As análises laboratoriais dos sedimentos coletados em testemunhos estão em processo de interpretação. Palavras-chave: Populações tradicionais. Agricultura. Manejo. 1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/09/2014 a 31/07/2015). Curso: Licenciatura Plena em Geografia/UEPA. 2 Orientadora; Pesquisadora – Coordenação de Ciências da Terra e Ecologia (CCTE/MPEG). 69 CO M U N IC AÇ Õ ES O RA IS - r es um osPaisagem, percepção e meio ambiente: uma análise geográfica em uma comunidade rural na zona costeira paraense Felipe Kevin Ramos da Silva1 Cristina do Socorro Fernandes de Senna2 A construção de uma geografia crítica ao analisar a relação homem-natureza, de um lado trabalha essa relação como escopo de sua existência, mas também analisa como esta se dá nas diferentes comunidades, em virtude da sua história de ocupação, gerando questões sobre as estratégias de uso dos recursos. Há necessidade de expor os conhecimentos tradicionais enquanto potência do processo de percepção, do “ser-no-espaço”, que adquire uma importância socioambiental registrada na memória de quem vive/habita o lugar. Afinal, habitar é autoconstruir-se no espaço, fazendo dele a extensão da sua existência. A partir da comunidade de Taperinha,pôde-se analisar o modo de vida e a forte relação que a comunidade possui com o seu meio, apreendendo as lições do cotidiano e aprendendo com ele. A pesquisa objetiva analisar a percepção socioambiental das comunidades rurais que habitam as diferentes unidades de paisagem do município de Quatipuru-PA, levando-se em consideração a dinâmica ambiental, fortemente atuante em suas atividades sociais, culturais e econômicas. A pesquisa foi conduzida a partir de levantamentos bibliográficos, pesquisa de campo, com aplicação de entrevistas semiestruturadas, registro fotográfico e observação participativa. Existe uma relação “sensível- abstrato” constituída pelo modo de vida, em que através da dinâmica ambiental, a comunidade percebe e extrai as possibilidades e estratégias que orbitam em função da sobrevivência familiar. Esta consciência pode ser representada por um calendário agrícola, que é construído a partir da percepção ambiental, de eventos e processos ambientais que são bem aproveitados para práticas de fortalecimento de laços familiares com o uso do espaço social ou para geração de renda. Deve-se levar em conta que o conhecimento tradicional é apreendido pelos mais jovens, sempre observando e/ou executando atividades junto aos mais velhos. A pesquisa demonstrou a importância de um melhor entendimento das práticas socioambientais na região, necessitando ser incorporada às políticas públicas, no âmbito das RESEXs marinhas da costa brasileira, haja vista que a comunidade possui uma lógica de reprodução e técnicas de manejo que merecem maior valorização. Palavras-chave: Comunidade tradicional. Conhecimento tradicional. Percepção. 1 Bolsista PIBIC/ CNPq/ MPEG (Vigência: 01/09/2014 a 31/07/2015). Curso: Licenciatura Plena em Geografia/UEPA. 2 Orientadora; Pesquisadora – Coordenação de Ciências da Terra e Ecologia (CCTE/MPEG). CO M U N IC AÇ Õ ES O RA IS - r es um os 70 Caracterização química de compostos voláteis presentes na inflorescência de Montrichardia linifera (Arruda) Schott. Fernanda Menezes Costa1 Cristine Bastos do Amarante2 A espécie Montrichardia linifera, conhecida popularmente como aninga, é uma macrófita que pertence à família Araceae. É uma planta aquática bastante comum em regiões tropicais e ocorre em populações clonais em margens de rios e igarapés de águas barrentas. M. linifera possui uma inflorescência de coloração branca amarelada, que é constituída de duas partes – espádice e espata – característica comum entre as espécies da família Araceae. Há relatos de ribeirinhos de que nas regiões de ocorrência da aninga não há a presença do mosquito causador da malária, apontando para uma possível ação repelente desta planta para este inseto. Nesse sentido, o objetivo da pesquisa foi continuar os estudos de caracterização química com a espécie M. linifera, utilizando a inflorescência para análises de seus compostos voláteis. As amostras foram coletadas no campus de Belém da Universidade Federal do Pará (UFPA). Os compostos voláteis (CV) foram extraídos utilizando-se 30,17 g do material in natura e a técnica microdestilação-extração simultânea em sistema Chrompack, durante 2 horas, e pentano (4 mL) como solvente. Os CV presentes na solução pentânica foram analisados por cromatografia em fase gasosa, acoplada à espectrometria de massas em sistema Shimadzu QP-2010 Plus. O gás de arraste foi o hélio (1 mL/min), injeção de 1 μL e o programa de temperatura do forno foi 60-240oC, 3oC/min. A identificação foi feita através da comparação dos espectros de massas e índices de retenção (IR) com os existentes na biblioteca NIST-05 do sistema e da literatura. Foram encontrados 25 constituintes voláteis presentes na parte superior da inflorescência. Os compostos identificados até o momento foram 3-isopropil-2-metoxipirazina, 2-sec-butil-3-metoxipirazina, (Z)- jasmona, 1,3,5-trimetoxibenzeno, (E)-nerolidol, espatulenol e tetracosano. Destas substâncias, de acordo com a literatura, (Z)-jasmona participa do mecanismo de defesa de algumas espécies de plantas, atuando contra pragas e possuindo atividade repelente. Palavras-chave: Montrichardia linifera. Inflorescência. Compostos voláteis. 1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/09/2014 a 31/07/2015). Curso: Licenciatura Plena em Ciências Naturais-Química/UEPA. 2 Orientadora; Pesquisadora – Coordenação de Ciências da Terra e Ecologia (CCTE/MPEG). 71 CO M U N IC AÇ Õ ES O RA IS - r es um osEstudo arqueométrico de artefatos cerâmicos provenientes do sítio Jabuti-Bragança e dos sítios de Mirim, Reginaldo e Dique BF2, região do Salobo-Marabá, no estado do Pará Ingledir Suely Silva Barra1 Dirse Clara Kern2 Maria do Perpétuo Socorro Progene Vilhena3 A Amazônia apresenta áreas de ocorrências de solos que foram modificados por populações, denominadas de Terra Preta Arqueológica (TPA). Trata-se de um solo de coloração escura, com demasiada fertilidade, que contrasta com a baixa fertilidade dos latossolos e argissolos geralmente encontrados na Amazônia, além de apresentarem restos de materiais arqueológicos, como fragmentos cerâmicos (FC), artefatos líticos e altos teores de Ca, Mg, Zn, Mn, P e C. Os FC são de grande valor arqueológico, uma vez que resistem a distintas condições climáticas, oferecendo informações da área de produção, matéria-prima, temperatura de queima e o comportamento dos povos que os manuseavam, além de possibilitar uma comparação entre a química do solo com a química dos fragmentos e um estudo mais detalhado sobre o enriquecimento do solo. O objetivo deste trabalho é a caracterização química e mineralógica dos solos e FCs dos sítios arqueológicos de Jabuti-Bragança, e Mirim, Reginaldo e Dique BF2, localizados na região de Salobo, em Marabá. Os solos coletados foram secos ao ar livre, peneirados e submetidos a análises de fertilidade; os cacos cerâmicos foram obtidos na reserva técnica do Museu Paraense Emílio Goeldi, lavados, analisados em lupa ocular, submetidos à análise em lâmina delgada, posteriormente pulverizados e encaminhados para análise de Difração de Raios-X. Os FC dos sítios arqueológicos da região de Salobo apresentam antiplásticos minerais como quartzo e feldspatos, já os cacos cerâmicos do sítio de Jabuti apresentam antiplásticos formados por conchas. Os solos alcançam teores de Al2O3 (7,54%), CaO (6757 ppm), MgO (732ppm), P2O5 (775 ppm), ZnO (112ppm) no sítio de Mirim; já o sítio de Reginaldo apresenta os maiores teores para Fe2O3 (9,01%), K2O (4671 ppm), MnO (3009 ppm); e o sítio Dique BF2 apresenta teores elevados de TiO2 (7322 ppm) e Na2O (239 ppm). De forma geral, pode-se concluir que a matéria-prima empregada na confecção dos artefatos era comum em cada região, evidenciando diferenças apenas nos antiplásticos utilizados. Os sítios Dique BF2 e Reginaldo, embora não apresentem manchas de TPA, exibem teores elevados de P2O5, CaO, MgO e MnO, similares aos encontrados nos sítios com manchas, como os sítios Mirim e Jabuti. Palavras-chave: Cerâmica. Terra preta. Arqueometria. 1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/09/2014 a 31/07/2015). Curso: Bacharelado em Química/UFPA. 2 Orientadora; pesquisadora – Coordenação de Ciências da Terra e Ecologia (CCTE/MPEG). 3 Pesquisadora – Instituto de Geociências/Universidade Federal do Pará (IG/UFPA). CO M U N IC AÇ Õ ES O RA IS - r es um os 72 Biologia da formiga Dolichoderus attelaboides (Hymenoptera, Formicidae, Dolichoderinae) na Amazônia brasileira Kellen Beatriz Araújo Rocha¹ Rogério Rosa da Silva² Fernando da Silva Carvalho-Filho³ As formigas pertencem à família Formicidae, uma das mais diversas da ordem Hymenoptera, com cerca de 12.500 espécies descritas, pertencentes a 21 subfamílias, distribuídas em quase todos os ecossistemas terrestres. O gênero Dolichoderus ocorre em todas as regiões biogeográficas, com exceção da Afrotropical, e possui cerca de 131 espécies. Estas são predominantemente arborícolas e nidificam em ninhos abandonados de cupim, em troncos de árvores podres e ninhos feitos com fibras vegetais. Apesar de Dolichoderusattelaboides ser uma espécie comum na Amazônia, ainda é pouco estudada, e muitos aspectos da sua biologia permanecem desconhecidos. Portanto, o objetivo desta pesquisa é realizar um estudo amplo sobre a biologia de D. attelaboides. As coletas foram realizadas em dois locais de Belém: Bosque Rodrigues Alves e Parque Estadual do Utinga. Foram realizadas observações e coletas nas trilhas dentro e na borda das florestas; e as folhas contendo ninhos foram coletadas e levadas para o laboratório do Museu Emílio Goeldi e depositados em caixas de plástico. As colônias foram observadas semanalmente e os comportamentos anotados. As plantas visitadas por D. attelaboides foram as que continham nectários extraflorais ou hemípteros das famílias Aphididae e Membracidae, os quais produzem substâncias açucaradas que eram consumidas pelas formigas. Os ninhos encontrados estavam em uma folha seca e entre folhas vivas de uma espécie exótica do gênero Cordyline sp. (Asparagaceae) e de uma espécie epífita e nativa de Araceae. Os ninhos estavam protegidos por um invólucro composto por fibras vegetais, pequenas sementes e fezes de morcego. Os comportamentos mais comuns registrados foram: andar e patrulhar a entrada do ninho, explorar áreas externas e alimentação. Não foi observado o comportamento de trofalaxis, muito comum em várias espécies de formigas. Palavras-chave: Artrópode. Inseto. Trofalaxis. 1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/09/2014 a 31/07/2015).Curso: Ciências Naturais – Biologia/UEPA. 2 Orientador; Pesquisador – Coordenação de Ciências da Terra e Ecologia (CCTE/MPEG). 3 Pesquisador; Colaborador – Coordenação de Zoologia (CZO/MPEG). 73 CO M U N IC AÇ Õ ES O RA IS - r es um osEstudo taxonômico da família Cytheruridae Mueller, 1894, (Ostracoda-Crustacea) da Formação Pirabas (Oligo-Mioceno), Pará, Brasil Laylana Lígia Rodrigues de Almeida1 Maria Inês Feijó Ramos² Os ostracodes, juntamente com os foraminíferos, são os mais abundantes e diversos na formação Pirabas, apresentando um dos raros registros de microfauna marinha do Mioceno da região costeira do Brasil. A família Cytheruridae G. W. Mueller, 1894, foco desta pesquisa, é representada por espécimes de tamanho bastante reduzido, o que explica o motivo dela estar pouco representada na maioria das listas já publicadas, principalmente de ostracodes de águas profundas. Neste trabalho pretende-se desenvolver o estudo taxonômico e o apuramento das interpretações paleoambientais, bioestratigráficas e paleozoogeográficas com base nesta família. As amostras foram coletadas ao longo de um perfil estratigráfico traçado da Mina B-17, situada no município de Capanema, Pará, e preparadas pelos métodos convencionais, para recuperação de microfósseis calcários. Os ostracodes foram triados em microscópio estereoscópico e acondicionados em lâminas plummer por semelhança morfológica. Para a identificação taxonômica foi utilizado o MEV e consultas às referências bibliográficas especializadas. Foram analisadas as amostras dos níveis B-12, B-8 e B-7, cujos gêneros identificados foram Cytheropteron, Semicytherura e Cytherura, pertencentes à família abordada. Além destes, outros gêneros associados foram reconhecidos, dentre os quais Cyprideis e Perissocytheridea, que são de fundamental importância nas interpretações paleoambientais. A amostra B-12 teve especial atenção devido à peculiaridade genérica dos ostracodes e por apresentar maior abundância de espécimes da família Cytheruridae, os quais não ocorrem nas demais amostras. Este intervalo analisado representa as fácies lagunares da Formação Pirabas. Palavras-chave: Ostracodes. Capanema. Fácies lagunares. ¹ Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/09/2014 a 31/07/2015). Curso: Geologia/UFPA. ² Orientadora; Pesquisadora – Coordenação de Ciências da Terra e Ecologia (CCTE/MPEG). CO M U N IC AÇ Õ ES O RA IS - r es um os 74 Extração e análise dos compostos voláteis presentes nas folhas da espécie Montrichardia linifera (Arruda) Schott Leandro Cordovil dos Santos1 Cristine Bastos do Amarante2 A Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que países como Brasil apresentam uma grande parcela de sua população dependente de terapias com plantas. A maior parte da imensa biodiversidade do Brasil é encontrada na Amazônia, onde se utilizam matérias-primas naturais que possibilitam o desenvolvimento de pesquisas que resultam em novas terapêuticas. Dentre as milhares de espécies destaca-se a Montrichardia linifera (Arruda) Schott, pois acredita-se que seja uma erva potencialmente rica em uma série de propriedades bioativas devido ao seu uso tradicional como cicatrizante, expectorante, tratamento de acne e impigens. O objetivo deste trabalho foi continuar os estudos de caracterização dos constituintes químicos utilizando a folha para análise dos componentes voláteis (CV). As amostras foram coletadas no campus da Universidade Federal do Pará. Os CV foram extraídos utilizando-se 18 g do material seco e a técnica de microdestilação-extração simultânea em sistema Chrompack, durante 2 horas e pentano (4 mL) como solvente. Os CV presentes na solução pentânica obtida foram analisados por cromatografia em fase gasosa, acoplada à espectrometria de massas (CG/EM) em sistema Shimadzu QP-2010 Plus. O gás de arraste foi o hélio (velocidade linear 1 mL/min), injeção de 1 µL e o programa de temperatura do forno foi de 60-240°C em uma taxa de 3°C/min. A identificação foi feita através da comparação dos espectros de massas e índices de retenção (IR) com os existentes na biblioteca NIST-05 do sistema e da literatura. De acordo com os cromatogramas gerados, foram detectados 15 constituintes voláteis presentes nas folhas secas da espécie. As substâncias identificadas até o momento foram: hexanal, (2E)-hexenal, benzaldeído, fenilacetaldeído, nonanal, β-ciclocitral, metileugenol, (Z,E)-α-farneseno, α-ionona, geranil acetona, β-ionona, pentadecano, α-calacoreno, (E)-nerolidol e hexadecano. O benzaldeído, por exemplo, possui ação antifúngica comprovada em estudos científicos, além de ser uma das substâncias de maior concentração nas amostras analisadas. Palavras-chave: Montrichardia linifera. Folhas secas. Compostos voláteis. 1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/09/2014 a 31/07/2015). Curso: Bacharelado em Farmácia/UFPA. 2 Orientadora; Pesquisadora – Coordenação de Ciências da Terra e Ecologia (CCTE/MPEG). 75 CO M U N IC AÇ Õ ES O RA IS - r es um osTaxonomia de sirênios da Formação Pirabas (Oligo-Mioceno), Pará-Brasil Raul de Azevedo Carvalho¹ Heloisa Maria Moraes Santos² Os sirênios constituem um dos grupos de vertebrados mais diversos encontrados na Formação Pirabas (Oligo-Mioceno), sendo, até o momento, o único grupo de mamíferos ocorrente na formação. Está representado por três gêneros: Rytiodus Lartet 1866, Dioplotherium Cope 1883 e Metaxytherium Christol 1840, todos classificados na família Dugongidae. Sirenotherium pirabense Paula-Couto 1967, outro táxon presente na formação, é considerado nomen dubium. Desses táxons, Rytiodus é o que atingia as maiores dimensões, e Metaxytherium as menores. Essa diversidade de sirênios na Formação Pirabas é semelhante àquela documentada para a região da costa atlântica oeste- caribenha. Dada a significativa diversidade de sirênios na formação, a determinação taxonômica do grupo é importante para o melhor conhecimento de sua diversidade e disponibilização para pesquisas. Coletas sistemáticas realizadas recentemente contribuíram para ampliar o número de exemplares recuperados. Aqui são apresentados os resultados do estudo taxonômico de material de sirênios provenientes de depósitos da Formação Pirabas, aflorantes na Praia do Atalaia (Salinópolis, Pará). Este material consta de quatro espécimes, representados, em parte, por elementos de crânio e pós- crânio incompletos, depositados no Acervo de Paleontologia do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG). O estudo dos espécimes baseou-se na observação dos principais caracteres diagnósticos propostos em estudos taxonômicos para sirênios:morfologia do crânio, morfologia geral dos molariformes e dos incisivos (defesas), e comparação com os representantes fósseis depositados no acervo e da literatura especializada. Foram preliminarmente identificados três táxons distintos da família Dugongidae: dois atribuídos a Metaxytherium; um a Dioplotherium; e um terceiro táxon, com morfologia de incisivos típica dos dugongídeos, e porção caudal do crânio semelhante a de Dioplotherium, cujas dimensões excedem a de um Dioplotherium adulto, sendo aquém às de Rytiodus. Esta análise evidencia a presença de um possível novo táxon Dugongidae na Formação Pirabas. Contudo, estudos descritivos detalhados são necessários para a confirmação dos resultados. Palavras-chave: Dugongidae. Praia do Atalaia. América do Sul. ¹ Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/09/2014 a 31/07/2015). Curso: Museologia/UFPA. 2 Orientadora; Pesquisadora – Coordenação de Ciências da Terra e Ecologia (CCTE/MPEG). CO M U N IC AÇ Õ ES O RA IS - r es um os 76 Caracterização granulométrica, mineralógica e geoquímica dos sedimentos de fundo do canal do Quiriri e rio Pará, baía do Marajó Thiago Pereira de Souza¹ José Francisco Berredo Reis da Silva² A baía do Marajó, composta pelo rio Pará e o canal do Quiriri, caracteriza-se por apresentar importantes descargas fluviais, com hidrodinâmica diferenciada. O estudo teve como objetivo identificar as possíveis áreas-fonte de sedimentos do rio Pará, com base nos minerais pesados e leves, e sua distribuição granulométrica. A determinação granulométrica foi realizada pelo granulômetro a laser Analysette 22 Microtec plus, e a difratometria de raios- X por um equipamento marca Panalytical, modelo X’pert pro Mpd (Pw 3040/ 60). As fases mineralógicas foram identificadas em amostra total (método do pó) e os minerais de argila em lâmina orientada, glicolada e aquecida. A aquisição dos registros foi realizada com o software X’Pert Data Colletor, e o tratamento dos dados com o software X’Pert High Score versão 2.1b, da PANalytical, no Instituto de Geociências/UFPA. Os minerais pesados foram separados por decantação em líquido denso (bromofórmio). Os minerais pesados transparentes consistiram de 12 diferentes espécies, dentre eles zircão, turmalina, rutilo, cianita e estaurolita e de distribuição mais restrita, como silimanita, andaluzita, epidoto, hornblenda, topázio, granada e diopsídio. Os sedimentos são síltico-arenosos, compostos de silte (55%), areia grossa (6%), areia média (14%), areia fina (24%) e areia muito fina (1%). O canal Quiriri é composto por sedimentos mais grosseiros, ao passo de que na região da porção interior do rio Pará houve a predominância de sedimentos finos. Tal diferença é atribuída à hidrodinâmica das duas regiões. A quantidade apreciável de minerais como cianita, silimanita e estaurolita sugere uma possível fonte metamórfica. Palavras-chave: Mineralogia. Granulometria. Sedimentos. 1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/09/2014 a 31/07/2015). Curso: Geologia/UFPA. 2 Orientador; Pesquisador – Coordenação de Ciências da Terra e Ecologia (CCTE/MPEG). 77 CO M U N IC AÇ Õ ES O RA IS - r es um osO Batismo nos escritos de João Felipe Bettendorff: a aplicação do sacramento para o “bem morrer” dos índios Adriano Corrêa de Sousa1 Cândida Barros2 Karl Arenz3 Entre meados do século XVII e a primeira metade do século XVIII, no norte da América portuguesa, inúmeros ameríndios foram convertidos ao Cristianismo. Símbolos da transformação indígena e do método catequético, surgem os aldeamentos, que se configuraram como um sistema de interação sociocultural entre europeus e nativos, com o intento de converter os indígenas ao cristianismo através da divulgação do Evangelho por parte dos missionários católicos. Nesse cenário, aparecem entre os jesuítas diversos atores, figurando entre eles o padre João Felipe Bettendorff, que esteve em missão no estado do Maranhão durante 37 anos, deixando uma Crônica (Crônica dos Padres da Companhia de Jesus no Estado do Maranhão, em 1698) sobre as atividades missionárias na região, e um catecismo com formulários em língua geral e português (Compêndio da Doutrina Cristã na Língua Portuguesa e Brasílica, em 1687). Levando em consideração esses documentos, o objetivo deste trabalho é comparar o tema do Batismo em caso de urgência diante de morte iminente, nesses dois escritos do padre luxemburguês. A importância deste estudo sobre o Batismo baseia-se no fato de que este sacramento marcava a conversão do indígena ao cristianismo e, como tal, era de suma importância que fosse realizado antes da morte de um nativo, em prol do seu “bem morrer” – termo utilizado por Bettendorff para indicar que um índio não poderia falecer sem a realização do referido sacramento. Apresentaremos o capítulo “Breve instrução para o batismo de um índio pagão em caso de extrema necessidade”, do catecismo de Bettendorff (1687), e o associaremos com as experiências dos padres relatadas na crônica. A análise consistirá da parte em português do catecismo. Palavras-chave: Batismo. Catecismo. Jesuíta. 1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência:01/10/2014 a 31/07/2015) Curso: Licenciatura em História/UFPA. 2 Orientadora; Pesquisadora – Coordenação de Ciências Humanas (CCH/MPEG). 3 Pesquisador – Faculdade de História, Universidade Federal do Pará (UFPA). CO M U N IC AÇ Õ ES O RA IS - r es um os 78 Conservação preventiva na Reserva Técnica da Coleção Etnográfica do Museu Paraense Emílio Goeldi: monitoramento e análise de condições climáticas Bianca Cristina Ribeiro Vicente1 Claudia Leonor López2 Sue Anne Regina Ferreira da Costa3 Os acervos etnográficos são constituídos por materiais originados do trabalho manual de diferentes culturas ao longo dos tempos. No MPEG, aproximadamente 14 mil objetos de origem indígena, africana e regional estão salvaguardados na Reserva Técnica Curt Nimuendaju (RT). Zelar pela conservação deste acervo inclui práticas como as de Conservação Preventiva, que prevê o prolongamento das boas condições físicas e químicas dos objetos, a partir da redução da ação dos agentes de degradação, tais como temperatura e umidade relativa. Estes, em valores inadequados, são extremamente danosos, em especial para os materiais de origem orgânica, a maior parte do acervo em questão. Sendo assim, fez-se o monitoramento das condições ambientais da RT, objetivando analisar a temperatura e umidade relativa (UR) dos ambientes macro (sala) e micro (armários, gavetas e embalagens), com a utilização de três dataloggers (2 HT-500 e 1 HT-70), programados para coleta a cada duas horas, durante 5 dias, em 10 diferentes pontos na RT. A temperatura média encontrada foi de 30,25°C e UR de 55,90%, tendo ambas apresentado variações de 2,03 e 10,35, respectivamente. Esses valores corroboram com os propostos pelo sistema de climatização instalado na RT, o que mantém a UR em padrões internacionais propostos para a preservação, especialmente contra os ataques biológicos (ameaça constante ao acervo de origem orgânica), e a temperatura em valores acima dos indicados pela literatura, o que aparentemente não tem sido um problema, haja vista as condições superficiais do acervo. Porém, análises mais específicas podem indicar se há ou não perda de água (hidrólise) nos materiais. Outrossim, é importante destacar a baixa variação, que, em altos valores, aumenta a movimentação dimensional dos materiais, acelerando a deterioração. Portanto, as análises aqui apresentadas não só confirmam a eficácia do sistema de climatização já estabelecido, como gera subsídios para políticas efetivas de curadoria, garantindo assim a salvaguarda do patrimônio. Palavras-chave: Conservação preventiva. Coleção etnográfica. Monitoramento climático. 1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/09/ 2014 a 31/07/ 2015). Curso: Museologia/UFPA. 2 Orientadora; Pesquisadora e Curadora da Coleção Etnográfica Curt Nimuendaju – Coordenação de Ciências Humanas (CCH/MPEG). 3 Professora; Colaboradora – Curso de Museologia (UFPA) 79 CO M U N IC AÇ ÕES O RA IS - r es um os 1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência 01/09/2014 a 31/07/2015). Curso: Geografia/UFPA. 2 Orientadora; Pesquisadora – Coordenação de Ciências Humanas (CCH/MPEG). Catalogação, higienização e organização documental da Coleção Arqueológica do Projeto Médio Urubu presente na Reserva Técnica Mário Ferreira Simões Elaína Monteiro Ferreira Cunha¹ Helena Pinto Lima² O universo de trabalho deste subprojeto consiste no gerenciamento dos dados e salvaguarda das coleções arqueológicas do Projeto “Pesquisas Arqueológicas no Médio Urubu” (Simões 1981), na esfera do Programa Nacional de Pesquisas Arqueológicas na Bacia Amazônica (PRONAPABA). Diante da necessidade de pesquisa do Projeto Baixo Urubu, em andamento no Museu Paraense Emílio Goeldi e Museu Amazônico da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), objetivou-se estabelecer elos de comunicação entre os dados antigos e as novas informações obtidas nas pesquisas em vigência na região. Seguindo os parâmetros curatoriais atualmente adotados no MPEG, a coleção PRONAPABA/ Médio Urubu (AM-IT-#), presente na Reserva Técnica Mário Simões desde os anos de 1970-1980, foi reacondicionada por meio de um novo procedimento de curadoria. Tal gerenciamento do acervo dispõe nas coleções trabalhadas uma acessibilidade mais clara às informações e aos dados. A coleção em estudo compreende os materiais de 22 sítios arqueológicos, dispostos em 117 caixas plásticas. O novo processo curatorial realizado incluiu: abertura e higienização de peças, substituição das embalagens de papel por sacos plásticos, confecção de novas etiquetas. Em seguida, foi efetuado o gerenciamento documental (digitalização de documentos) e registro fotográfico das peças para alimentação de um banco de dados contendo a numeração das peças e as informações sobre a classificação e análise dos materiais contidos em cada embalagem. Uma vez estabelecidos os procedimentos metodológicos, este processo foi finalizado em seis desses sítios, correspondendo a 16 caixas. Este trabalho ainda deve continuar nos demais sítios, permitindo que se conclua uma das principais implicações da pesquisa, com vistas a uma melhora significativa na identificação e visualização dos materiais arqueológicos da coleção, assim como na acessibilidade aos dados para estudo. Palavras-chave: Gerenciamento documental. Curadoria. Coleções arqueológicas. CO M U N IC AÇ Õ ES O RA IS - r es um os 80 Estudo da cultura material arqueológica do Sítio Engenho Jaguarari Gerson de Figueiredo dos Santos1 Fernando Luiz Tavares Marques2 O processo de musealização é a ação que transfere um determinado objeto de seu contexto histórico e/ou cultural, e insere-o no contexto do museu através da aquisição, documentação, estudo, preservação e da divulgação do mesmo. A partir deste conceito, este subprojeto vinculado ao projeto “Arqueologia e História de Engenhos no Estuário Amazônico”, coordenado por Fernando Luiz Tavares Marques, tem a finalidade de estudar a cultura material encontrada no sítio Jaguarari (PA BA-075), localizado na margem esquerda do rio Moju, na Rodovia Alça Viária, junto à ponte Moju-Alça Viária. Parte deste material refere- se ao período em que a Fazenda Jaguarari esteve sob a administração dos Jesuítas, por volta de 1660 até 1759. Nessa época, a fazenda era próspera não somente em relação aos seus produtos e a sua comercialização, mas também aos serviços, pois uma das formas de catequese foi o ensino de ofícios aos indígenas, que eram a principal mão de obra local. Neste contexto também foram encontradas cerâmicas indígenas no sítio. Devido à variedade da origem dos objetos encontrados no sítio Jaguarari, foi necessário realizar um levantamento bibliográfico, a fim de conhecer as populações que habitavam o local (colonos, indígenas, jesuítas, militares e negros) e entender os contextos em que estavam inseridos os achados. O próximo passo será a análise laboratorial da cultura material e verificar, por meio de alguns procedimentos curatoriais (seleção, estudo e produção de discurso expositivo), suas possibilidades para a implementação de ações museográficas que venham a valorizar e preservar o sítio Jaguarari. Este sítio foi impactado pelo projeto Alça-Viária, cujas obras da rodovia atingiram os vestígios das antigas construções, como a igreja, que, devido à sua frágil estrutura, encontra-se em avançado processo de arruinamento. Entretanto, se houver uma valoração do sítio, é possível que este seja preservado, e uma das formas de valorizá-lo e preservá-lo é transformando-o em um espaço de visitação museal, que poderá contar com uma exposição permanente, sendo a mediação feita pelos próprios habitantes do entorno, visto que estes têm interesse no sítio, pois sabem do potencial turístico do local, pela sua localização de fácil acesso. Palavras-chave: Arqueologia. Engenho. Musealização. 1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/02/2015 a 31/07/2015). Curso: Bacharelado em Museologia/UFPA. 2 Orientador; Pesquisador – Coordenação de Ciências Humanas (CCH/MPEG). 81 CO M U N IC AÇ Õ ES O RA IS - r es um osSistema de informação geográfica para caracterização e espacialização de engenhos dos séculos XVII e XIX no estuário amazônico Taís Juliane do Carmo Araújo1 Fernando Luiz Tavares Marques2 O estudo de engenhos na região do estuário amazônico está nas diversas abordagens que podem ser relacionadas, por exemplo, à colonização e ocupação humana, agricultura, identidade cultural, transculturação, especificidades geográficas, além de outras possibilidades. O Sistema de Informação Geográfica (SIG) torna-se uma importante ferramenta para auxiliar nesses estudos, através do tratamento de uma base de dados com informação espacial a partir da integração de dados georeferenciados. O objetivo do estudo foi elaborar Sistema de Informações Geográficas para localização, catalogação e caracterização dos engenhos coloniais no estuário amazônico, abrangendo áreas nos municípios de Vigia, Bujaru, Belém, Barcarena Ponta de Pedras, Abaetetuba, Igarapé-Miri, Acará e Moju. A metodologia utilizada consistiu em um levantamento bibliográfico e cartográfico, para elaboração da base cartográfica de referência e do SIG. Os resultados permitiram a montagem de um banco de dados georreferenciado, em arquivo vetorial, relacionado a uma tabela de informações dobtr a espacialização e identificação dos sítios encontrados, que totalizaram 55 engenhos movidos à energia da maré, e a elaboração de várias cartas de imagens temáticas de localização ou distribuição dos engenhos. Após a análise espacial dos engenhos foi possível constatar que a ocupação humana e as atividades agrícolas são os fatores impactantes nos sítios arqueológicos, que podem resultar na alteração drástica dos contextos arqueológicos, até mesmo a sua perda irreversível. Palavras-chave: Sistema de Informação Geográfica. Estuário amazônico. Engenhos. 1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/09/2014 a 31/07/2015). Curso: Bacharelado em Ciências Ambientais: Perícia e Gestão Ambiental. 2 Orientador; Pesquisador – Coordenação de Ciências Humanas (CCH/MPEG). CO M U N IC AÇ Õ ES O RA IS - r es um os 82 1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/09/2014 a 31/07/2015). Curso: Ciências Sociais/UFPA. 2 Orientador; Pesquisador da Coordenação de Ciências Humanas (CCH/MPEG). Xamanismo & urbanização num território indígena – o papel dos rezadores em São Gabriel da Cachoeira (Alto Rio Negro - Amazonas) Ellana Fiama Souza da Silva1 Antonio Maria de Souza Santos2 Os estudos sobre saúde-doença, cura, corpo, morte e sobrenatural nas sociedades indígenas têm no xamanismo uma refêrencia fundamental, pois a atuação dos pajés (xamãs) é crucial nos processos de cura ligados à medicina tradicional. Este estudo refere-se à região do Alto Rio Negro, Amazonas, que representa uma grande província etnográfica, composta por vários grupos indígenas: Tukano, Baré, Baniwa, Piratapuia, Tariano, Dessano, Karapanã, Arapasso, Uanana, Barassano, Kubeua, Kamã (Maku). Todavia, nossa observaçãodireciona-se ao contexto urbano da sede municipal de São Gabriel da Cachoeira, com uma população estimada em 30.000 habitantes, sendo 60% composta por indígenas ligados às várias etnias aqui referidas, ao lado do segmento branco e regional. O sistema local de saúde é representado por um pluralismo médico. De um lado, a medicina ocidental; de outro, as medicinas tradicionais, com o xamanismo, o herbalismo, o culto aos santos e, sobretudo, os rezadores, versão urbana dos xamãs (pajés) das aldeias. A pesquisa abrange tanto levantamentos bibliográficos e documentais referentes ao tema, bem como consultas a profissionais que detêm conhecimentos sobre esta temática na região do Alto Rio Negro. Salientamos, ainda, a importância das observações de campo na cidade de São Gabriel da Cachoeira, bem como contatos com segmentos indígenas no meio urbano na capital do Amazonas, Manaus. Os rezadores que atuam no meio urbano de São Gabriel da Cachoeira tanto podem ser homens como mulheres. Entre os moradores da região, além das doenças comuns de branco, podem-se manifestar algumas situações atribuídas a causas não naturais que merecem cuidados tradicionais específicos, principalmente com a atuação dos rezadores. Palavras-chave: Rio Negro. Pajés. Medicinas tradicionais. 83 CO M U N IC AÇ Õ ES O RA IS - r es um os 1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/09/2014 a 31/07/2015). Curso: Licenciatura em Música/UEPA. 2 Orientadora; Pesquisadora Titular – Coordenação de Ciências Humanas (CCH/MPEG). Música Ka’apor, a práxis musical como medicina: contribuições para uma aproximação à etnomusicologia médica Hugo Maximino Camarinha1 Claudia Leonor López Garcés2 Como uma primeira abordagem à música Ka’apor, este projeto emerge de indagações acerca do universo cosmológico deste povo e, por conseguinte, singulariza a sua música do ponto de vista de sua aplicabilidade à saúde indígena. Com população aproximada de 1.584 habitantes (IBGE, 2010), os Ka’apor estão localizados na Terra Indígena Alto Turiaçu, no estado do Maranhão; falam uma língua do tronco Tupi e são conhecidos por sua arte plumária. O objetivo deste estudo foi investigar a música Ka’apor no contexto ritual das práticas da medicina tradicional indígena, isto é, estudar a música em relação à cosmologia e às práticas xamânicas Ka’apor. Na primeira fase da pesquisa foi efetuado o levantamento bibliográfico, de aporte antropológico e etnomusicológico, mais especificamente na subárea de etnomusicologia médica, com o intuito de aproximação teórica ao objeto de estudo. A segunda fase, baseada na minha primeira experiência etnográfica na aldeia Xiepihu-rena, recorre aos registros no diário de campo, videográfico e fonográfico, como as principais técnicas de pesquisa. A partir da perspectiva etnográfica, foi elaborado o relato do ritual de pajelança Ka’apor, e com base no resultado desse levantamento, posteriormente foi realizada a análise comparativa com um estudo prévio sobre a pajelança Tembé. Destaca-se a gravação de cânticos Ka’apor do ritual de pajelança, editados e compilados para posterior tombamento junto ao acervo digital do MPEG. Com base nos elementos etnográficos e na compilação dos cânticos, foram feitas aproximações a partir de contribuições da antropologia e da etnomusicologia médicas, objetivando um melhor entendimento dos processos de práxis musical como medicina indígena. Palavras-chave: Música indígena. Povo Ka’apor. Etnomusicologia médica. CO M U N IC AÇ Õ ES O RA IS - r es um os 84 1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/09/2014 a 31/07/2015). Curso: Engenharia Agronômica/UFRA. 2 Orientador; Pesquisador colaborador – Coordenação de Ciências Humanas (CCH/MPEG). A formação de solos antrópicos na Amazônia Oriental Jullya Rosa A. S. dos Santos1 Morgan J. Schmidt 2 A Terra Preta Arqueológica (TPA) é um solo antrópico, ou seja, um solo modificado por atividades humanas, que contém evidências da sua formação, por diversos vestígios arqueológicos. Este solo apresenta um alto potencial para a agricultura, devido à sua fertilidade elevada e, por isso, a terra preta é procurada por diversos habitantes da Amazônia para cultivo. Em sua grande maioria, a TPA apresenta elevados teores de macro e micronutrientes, principalmente o P, que é considerado por vários autores como um indicador de solo antrópico, baixos teores de Fe, Al e pH elevado, bem como saturação por base, soma de bases e CTC. Com enfoque na arqueologia, este projeto busca contribuir com novas informações sobre os processos específicos de formação de solos antrópicos na Amazônia, realizando estudos e análise das amostras de solos coletadas durante escavações arqueológicas no município de Canaã do Carajás, Pará. O objetivo consiste em analisar amostras coletadas em diversos sítios arqueológicos, para entender a variabilidade entre os diferentes sítios, e criar uma base de informações em que essas amostras sejam contextualizadas. As análises de fertilidade foram realizadas na Coordenação de Ciências da Terra e Ecologia (CCTE) do Museu Paraense Emílio Goeldi. No entanto, outros lotes de amostras foram enviados ao laboratório da Embrapa-Belém. Os resultados mostram que há diferenças marcantes nos teores de nutrientes disponíveis nos diferentes sítios. De acordo com as análises químicas, é possível observar que alguns sítios arqueológicos possuem grande capacidade na retenção de nutrientes e uma maior adsorção, trazendo, então, maiores níveis de fertilidade, enquanto outros sítios não apresentam modificações marcantes no solo. Palavras-chave: Solo antrópico. Análise química. Fertilidade do solo. 85 CO M U N IC AÇ Õ ES O RA IS - r es um osA tradição regional Saracá do rio Urubu, estudada a partir do Sítio Arqueológico Sucuriju Luíza Silva de Araújo¹ Helena Pinto Lima² A região do rio Urubu (Itacoatiara e Silves/AM) apresenta uma cultura material peculiar. Desde as pesquisas sistemáticas iniciais na região, que remontam ao PRONAPABA, nos anos 1970-1980, é evidente a dificuldade em classificá-la dentro das tradições ceramistas da Amazônia. Propôs-se, à época, a Tradição Regional Saracá, uma variante da Tradição Incisa e Ponteada. Este estudo objetivou reanalisar os materiais coletados por Simões no sítio arqueológico AM-IT-41: Sucuriju, a fim de entender as particularidades da TR Saracá, e como se chegou a essa classificação, procurando compreender os seus significados no contexto da ocupação regional. Trata-se de um extenso sítio de terra preta, em grande profundidade e densidade de materiais, que conta com uma sequência de datações e uma tipologia cerâmica usadas como base de diálogo para o trabalho. Foi aplicada uma ficha de análise por atributos, a partir da cadeia operatória de produção cerâmica, individualmente, nos fragmentos do sítio. A análise procurou associar os diferentes atributos tecnológicos, levando em consideração o seu contexto de deposição e cronologia. A cerâmica Saracá é caracterizada pelo amplo uso de ponteados, incisões e acanalados dispostos em vasilhas com morfologias específicas, seguindo determinadas regras de aplicação. Esta co-ocorre com fragmentos diagnósticos da fase Guarita (TPA) em todos os níveis, sendo que algumas regras parecem comuns aos dois conjuntos, levando-nos a questionar se realmente são duas culturas distintas. Interpretamos a cultura Saracá como mais próxima da TPA do que da Tradição Incisa e Ponteada. No entanto, as particularidades dessas cerâmicas permitem considerá-la mais como uma mescla do que como variante de uma ou de outra tradição. A hipótese de a região marcar uma fronteira cultural possibilita inferir uma relação próxima entre diferentes culturas, que se reafirmaria em um sistema cultural expresso na produção de uma cerâmica híbrida, mas particular, e localmente representativa. Palavras-chave: Cerâmica arqueológica da Amazônia. Tradição regional Saracá. Fronteira cultural. 1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/09/2014 a 31/07/2015). Curso: Ciências Sociais/UFPA. 2 Orientadora; Pesquisadora – Coordenação deCiências Humanas (CCH/MPEG). CO M U N IC AÇ Õ ES O RA IS - r es um os 86 1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 03/09/2014 a 31/07/2015). Curso: Licenciatura Plena em História/ FCAT; e Licenciatura Integrada em Educação em Ciências, Matemática e Linguagens/UFPA. 2 Orientadora; Pesquisadora Titular – Coordenação de Ciências Humanas (CCH/MPEG). 3 Pesquisadora Colaboradora; Bolsista de Capacitação Institucional – Coordenação de Ciências Humanas (CCH/MPEG). 4 Pesquisadora Colaboradora; Tecnologista – Coordenação de Ciências Humanas (CCH/MPEG). 5 Professor Colaborador – Faculdade de Castanhal (FCAT). A prática social do lazer no meio pesqueiro do litoral paraense Marcus dos Reis Ferreira1 Lourdes Gonçalves Furtado2 Guilherme Bemerguy Chêne Neto3 Graça Santana4 Renato Aloízio de Oliveira Gimenes5 Este estudo visa compreender a realização das práticas de lazer nas populações tradicionais pesqueiras. Essas atividades, sejam de entretenimento, diversão, jogo ou mesmo o repouso, dentre outras que se traduzem como atividades de lazer, estão vinculadas ao tempo, que, por sua vez, apresenta-se de maneira distinta nas sociedades industriais, não sendo aplicado do mesmo modo para as sociedades tradicionais. O objetivo deste trabalho foi identificar os significados dessas práticas no cotidiano das populações pesqueiras, verificando em que momento essas práticas são realizadas, e se as mesmas refletem na qualidade de vida desses pescadores. O locus da pesquisa e coleta de dados é denominado Bairro Alto, no município de Curuçá (PA). A área em estudo é importante porque se insere em uma Unidade de Conservação chamada de Reserva Extrativista Marinha Mãe Grande Curuçá, tendo como finalidade a utilização dos recursos naturais de modo sustentável. A pesquisa baseou-se na metodologia antropológica de caráter etnográfico, envolvendo também a revisão bibliográfica, observação direta e entrevistas com os moradores. Assim, a relação desses sujeitos sociais com o meio ambiente evidencia as suas formas e práticas de lazer elaboradas a partir da cultura local, sendo que essas atividades não exigem gastos elevados. Logo, os espaços aquáticos e terrestres em que a comunidade está inserida configuram-se como áreas para a realização das práticas de lazer, sendo de acesso e uso comum da comunidade, não havendo uma distribuição desigual desses espaços. Palavras-chave: Lazer. Populações tradicionais. Curuçá/PA. 87 CO M U N IC AÇ Õ ES O RA IS - r es um os ¹ Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/09/2014 a 31/07/2015). Curso: Agronomia/UFRA. ² Orientador; Pesquisador – Coordenação de Ciências Humanas (CCH/MPEG). O impacto das atividades humanas do passado nas propriedades do solo Priscyla Neves Cardoso¹ Morgan Jason Schmidt² Sítios arqueológicos na Amazônia são frequentemente identificados por solos de coloração escura, conhecidos como terra preta. Estes solos antrópicos, ou seja, solos modificados por atividades humanas, são caraterizados pela presença de vestígios arqueológicos, carvão em abundância e altos índices de fertilidade devido às atividades humanas durante a ocupação e uso do local. Estes solos tipicamente apresentam elevados teores de C, N, P, K, Ca, Mg, Cu, Mn, Zn e outros nutrientes, acidez reduzida e textura alterada, em comparação ao solo circunvizinho, capaz de estimular o melhor desenvolvimento de cultivos e, por esse motivo, são procurados por diversos agricultores na Amazônia. Este trabalho tem por objetivo contribuir com novas informações sobre o uso do espaço em um sítio pré-histórico e avaliar os impactos sofridos após o seu abandono na pré-história, com a implantação da sede de uma fazenda no local. O sítio em análise, Boa Esperança II, é um sítio de céu aberto, localizado no município de Canaã dos Carajás, ao longo do rio Sossego. O método utilizado consiste na análise química do solo, cruzando com dados das escavações arqueológicas. A coleta das amostras de solo foi realizada através de sondagens e escavações arqueológicas. As análises, que incluíram pH, CO, P, K, Mg, Cu, Fe e Al trocáveis, foram realizadas nos laboratórios do Museu Paraense Emílio Goeldi e da Embrapa- Belém, seguindo os métodos da Embrapa. Resultados também foram obtidos por análises na Embrapa-Rio de Janeiro, que incluíram teores totais de P, Ca, Mg, Cu, Fe, Mn, Zn, Ba, e Sr, pH, susceptibilidade magnética e condutividade elétrica. Os resultados mostram diferenças na química do solo ao longo do sítio, indicando uso diferenciado do espaço durante a sua ocupação pré-histórica. Palavras-chave: Solo antrópico. Terra preta. Análise química. CO M U N IC AÇ Õ ES O RA IS - r es um os 88 1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/09/2014 a 31/07/2015). Curso: Bacharelado em Museologia/UFPA. 2 Orientador; Pesquisador – Coordenação de Ciências Humanas-CCH/MPEG O Museu do Marajó: interação e criatividade no espaço museológico Sandra Regina Coelho da Rosa1 João Aires da Fonseca2 O Museu do Marajó, localizado no município de Cachoeira do Arari, na Ilha do Marajó, foi idealizado pelo padre jesuíta Giovanni Gallo, no final da década de 1970. Os acervos são compostos de materiais arqueológicos relacionados à ocupação indígena, bem antes do contato com os europeus; materiais arqueológicos do período da colonização europeia, com a escravidão, concepção do caboclo marajoara e os materiais biológicos constituídos por animais taxidermizados (boto, jacaré, insetos e bezerro de duas cabeças). Também compõem o seu acervo: Lendas, histórias, objetos, imagens e textos, os quais trazem em comum o homem, o caboclo marajoara e o que a ele se refere. Esta pesquisa se propõe a compreender o processo de construção conceitual e estrutural da exposição interativa e criativa no espaço museológico, a partir da análise dos documentos, fotografias, histórias orais, depoimentos, artigos, jornais e outras fontes que fazem parte do acervo do MdM. A criatividade e a interatividade são marcos no contexto da exposição, visando transformar o mseu em um grande espaço lúdico, pois os visitantes são convidados a interagir com os objetos de forma divertida, como o computador de marca caipira, que utiliza recursos como barbante, ripas e placas móveis, inspirados em artefatos de estilo popular, que ao ser manipulado pelo visitante revela-se um “computador de verdade”; como o painel “Você fala tupi?”, no qual o visitante levanta as tabuinhas identificadas por uma série de palavras indígenas; a “Pescaria da Saúde”, inspirada na brincadeira de arraial; o painel “Marajó de ontem e hoje”, em que o visitante interage com uma série de objetos que necessitam ser identificados e acoplados, e monta uma trilha de curiosidades e explicações sobre a temática abordada. Palavras-chave: Exposição. Criatividade. Interatividade. 89 CO M U N IC AÇ Õ ES O RA IS - r es um os 1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/09/2014 a 31/07/2015). Curso: Museologia/UFPA. 2 Orientador; Pesquisador convidado – Área de Arqueologia – Coordenação de Ciências Humanas (CCH/MPEG). Análise iconográfica das urnas funerárias Maracá – Coleção AP-MZ-27: gruta do Pocinho Taynara Soares do Nascimento Sales1 Carlos Augusto Palheta Barbosa2 A maior representatividade da cultura Maracá são urnas funerárias encontradas na superfície de cavernas localizadas no sudoeste do estado do Amapá. As urnas são objetos confeccionados em cerâmica, que podem ser identificadas por três tipos: representação humana (antropomorfa), animal (zoomorfa) ou tubular. As do tipo antropomorfas e zoomorfas possuem uma riqueza de informações encontradas nos detalhes decorativos plásticos e pintados; já nas urnas tubulares não existe decoração. Na Reserva Técnica de Arqueologia do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) estão salvaguardadas algumas coleções dessa cultura, entre as quais a coleçãoAP-MZ-27: Gruta do Pocinho, que é o objeto de estudo desta pesquisa, cujo objetivo consiste dar continuidade ao trabalho do arqueólogo Carlos Barbosa, que investigou a iconografia existente nas urnas antropomorfasdo sítio AP-MZ-30: Gruta das Caretas, e classificou os padrões iconográficos representados nas urnas. Para a análise das peças da coleção AP-MZ-27: Gruta do Pocinho, foi utilizada uma ficha catalográfica desenvolvida na pesquisa anterior. Nela são inseridas as informações observadas em cada objeto, como estado de conservação, dimensões, padrões das decorações pintadas e plásticas. Em seguida, essas informações são armazenada sem um banco de dados elaborado especificamente para a pesquisa. Este processo permite reconhecer os motivos pintados e representações plásticas que não foram encontrados na coleção estudada anteriormente. A coleção AP-MZ-27: Gruta do Pocinho possui 22 peças, sendo 16 antropomorfas, quatro zoomorfas e duas urnas funerárias em forma de vaso com bojo, que fogem ao padrão recorrente na cultura Macará. A análise das urnas antropomorfas revelou novos elementos plásticos e pintados em algumas peças, como no caso de uma urna antropomorfa (GP-08). Nessa urna existe uma protuberância na parte inferior dorsal, indicando a representação de nádegas, além de um motivo pintado encontrado na lateral da urna, confeccionado em pintura linear na cor branca, compondo uma figura fechada na forma retangular. Para as urnas zoomorfas e em formato de vaso com bojo está sento elaborada uma nova ficha catalográfica que aborda as características específicas das mesmas, com o intuito de estudar elementos iconográficos ainda não pesquisados nesses tipos de urnas funerárias Maracá. Palavras-chave: Coleção arqueológica. Iconografia. Maracá. CO M U N IC AÇ Õ ES O RA IS - r es um os 90 Água na Reserva – um exercício etnográfico sobre mananciais, usos e gestão dos recursos hídricos em um ambente de Reserva Extrativista Yasmin Ainá Martins Barbosa Loureiro1 Lourdes Gonçalves Furtado2 Guilherme Bemerguy Chêne Neto3 Este exercício etnográfico teve como foco a comunidade do entorno do Rio das Pedras, localizado na sede do munícipio de Curuçá (PA). No município e no seu entorno foi criada, em 2002, a Reserva Extrativista Marinha Mãe Grande, o que significa que toda a cidade de Curuçá, incluindo o rio das Pedras, tornou-se um ambiente de Reserva Extrativista. Além disso, na região específica do Rio das Pedras foi criada, em 2008, uma Área de Proteção Ambiental Municipal. Apesar de a área ser duplamente demarcada como de conservação, o rio se encontra em um estado de abandono, devido à poluição e assoreamento. A partir desse contexto ambiental, com os trabalhos de campo e as entrevistas, pudemos compreender como os moradores se relacionam com os recursos hídricos – sejam eles a água encanada que vem de um poço do Bairro Alto, um dos que cercam o Rio; ou mesmo a água do próprio Rio, que é retirada diretamente dos olhos d’água, pela falta de água da encanada. A partir dos relatos dos moradores locais, foi possível entender como funciona a lógica de conservação do meio ambiente local, que está diretamente ligada à relação dessas pessoas com a natureza, pois, além da questão de uso/consumo da água, os habitantes do entorno do Rio das Pedras mantêm uma relação com o sagrado presente na natureza, que pode ser entendido como um termômetro da conservação do meio ambiente local. Palavras-chave: Água. Meio ambiente. Conservação. 1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/11/2013 a /01/10/2015). Curso: Ciências Sociais/UFPA. 2 Orientadora; Pesquisadora Titular – Coordenação de Ciências Humanas (CCH/MPEG). 3 Pesquisador; Bolsista de Capacitação Institucional/CNPq – Coordenação de Ciências Humanas (CCH/MPEG). 91 CO M U N IC AÇ Õ ES O RA IS - r es um osO uso da Indicação Geográfica (IG) para a geração de negócios sustentáveis no estado do Pará Andredy Murilo Trindade Amorim 1 Maria das Graças Ferraz Bezerra 2 O desafio da exportação brasileira e a crescente exigência por produtos de qualidade demandadas pelo consumidor nacional aceleram a necessidade de adoção de ferramentas inovadoras que possam manter e ampliar os mercados. Uma das estratégias inovadoras têm sido as Indicações Geográficas (IG), que identificam um produto como originário do território de um Membro, região ou localidade deste território, quando determinada qualidade, reputação ou outra característica do produto seja essencialmente atribuída à sua origem geográfica. Foi realizada uma pesquisa bibliográfica de abordagem explicativa, tendo como tópicos os conceitos, a importância e os tipos de indicação geográfica. O objetivo do trabalho foi apresentar a importância das Indicações Geográficas, bem como as suas vantagens para a geração de negócios sustentáveis, favorecendo o desenvolvimento das comunidades envolvidas, além da geração de uma lista de produtos paraenses com potencial para a certificação com o selo de uma IG. Produtos ou serviços contemplados por uma IG, por agregarem peculiaridades, sejam estas referentes a fatores naturais e/ou humanos, tornam-se produtos diferenciados e únicos. A Amazônia é pródiga em produtos e serviços que podem ser objeto desta forma de proteção, razão pela qual um esforço conjunto visando à sua promoção é recomendado para assegurar um nicho de mercado para os produtos amazônicos detentores do selo de proteção, impactando diretamente a economia local e a melhoria da qualidade de vida da população. Palavras-chave: Amazônia. Produto de qualidade. Vantagens competitivas. ¹ Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/09/2014 a 31/07/2015). Curso: Agronomia/UFRA. ² Orientadora; Analista em Ciência e Tecnologia Sênior – Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT/MPEG). CO M U N IC AÇ Õ ES O RA IS - r es um os 92 O conceito de identidade nas comunidades de remanescentes de quilombos (Taperinha) do Rio Capim, nordeste paraense Cláudio Lísias Moreira Ximenes1 Maria das Graças Ferraz Bezerra2 O processo de ocupação da região do rio Capim iniciou-se no séc. XVIII, quando os primeiros portugueses receberam autorização da Coroa portuguesa para instalarem benfeitorias nas margens dos rios. Ao longo dos anos, as freguesias de São Domingos da Boa Vista e Sant’Anna do Capim e arredores exportaram madeiras, como também farinha, breu, arroz e produtos derivados da cana-de- açúcar. No século XIX, foram instalados alguns engenhos às margens do rio Capim, para o beneficiamento de arroz e da cana-de-açúcar, entre estes o APROAGA, próximo a Sant’Anna. Pela historiografia oficial, a principal mão de obra utilizada nos engenhos foram os escravos oriundos de África, porém a historiografia paraense durante muito tempo negou a existência de escravidão negra no Pará. No entanto, nas últimas décadas, pesquisas provaram o contrário, revelando uma significativa presença de escravos africanos nas diversas fazendas e engenhos no Pará. No APROAGA houve a utilização do trabalho escravo, e após a queda do regime escravagista e a posterior “libertação dos escravos”, em 1888, os escravos do APROAGA, em sua maioria, permaneceram na região, em alguns casos conseguiram ficar em áreas próximas do rio Capim. Seus descendentes constituíram famílias, e viveram por muitos anos à margem da sociedade, em geral, sem serem assistidos de forma digna pelo governo, situação vivida pela maioria dos descendentes de escravos no Brasil. Através do Art. 68, Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT, 1988), os direitos dos remanescentes de quilombos foram assegurados. Com base nesses direitos, nos últimos anos os remanescentes da localidade Taperinha reivindicam a sua identificação como remanescentes de quilombolas, bem como a titulação de suas terras. Eles se autoproclamam como povos do APROAGA, uma forma de preservar a memória de seus antepassados que viveram em uma situação desumana e injusta, numa tentativa de sensibilizar a todos para se engajar na luta pela conquista de seus direitos. Palavras-chave: Identidade quilombola. Titulação de terras. APROAGA. 1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/09/2014 a 31/07/2015). Curso: Licenciatura em História/FCAT. 2 Orientadora; Analista Sênior – Núcleo de Inovação Tecnológica em Ciência e Tecnologia(NIT/MPEG). PAINÉIS resumos > > > 95 PA IN ÉI S - re su m os 1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/02/2015 a 31/07/2015). Curso: Licenciatura em Ciências Biológicas/Faculdade Ipiranga. 2 Orientador; Pesquisador; Pós-Doutorado Júnior/CNPq (Processo n° 150279/2015-9) – Coordenação de Zoologia (CZO/MPEG). Squamata (Reptilia) da Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns, Amazônia Central, Brasil Felipe Costa Pombo1 Marcelo José Sturaro2 A Amazônia possui uma grande diversidade vegetacional, uma complexidade geológica, além de uma variedade de outros recursos disponíveis, os quais podem explicar a alta diversidade biológica nesse bioma. Anfisbenas, lagartos e serpentes (Squamata) são importantes grupos em estudos de conservação, pois estão entre os níveis mais altos nas cadeias alimentares, funcionando como indicadores ambientais. Apesar de Squamata ser foco de estudos desde o século XVIII, a diversidade ainda é incerta para esta região, pois espécies novas continuam sendo descritas. A Reserva Extrativista Tapajoìs-Arapiuns (RESEX Tapajós-Arapiuns) está situada entre os rios Madeira e Tapajós, uma região biogeográfica interessante e carente de estudos sobre a composição de Squamata. Este estudo tem como objetivo principal analisar a composição de Squamata da RESEX Tapajós-Arapiuns, comparando-a com a fauna de Squamata de outras áreas da Amazônia. Foram analisados espécimes de anfisbenas, lagartos e serpentes depositados na Coleção Herpetológica Osvaldo Rodrigues da Cunha, do Museu Paraense Emílio Goeldi, provenientes da RESEX Tapajós-Arapiuns, os quais foram identificados até o nível específico. Além disso, será realizada uma Análise de Parcimônia de Endemismo (PAE) para gerar um cladograma de área, inferindo as relações biogeográficas desta RESEX com outras da região amazônica, e possíveis fatores que promoveram essa diversificação. Até o momento, foram analisados 420 espécimes provenientes da RESEX Tapajós-Arapiuns depositados na Coleção Herpetológica do MPEG, e registradas 49 espécies de Squamata (uma de anfisbenas, 21 de lagartos e 27 de serpentes). A fauna de Squamata da RESEX Tapajós-Arapiuns apresentou um elevado número de espécies, contribuindo para o conhecimento da herpetofauna local e da região amazônica. Palavras-chave: Anfisbenas. Lagartos. Serpentes. PA IN ÉI S - re su m os 96 1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/03/2015 a 31/07/2015). Curso: Licenciatura Plena em Ciências Naturais-Biologia/UFPA. 2 Orientador; Pesquisador – Coordenação de Zoologia (CZO/MPEG). Inventário de algumas famílias de Diptera de duas matas urbanas de Belém Heitor Antunes de Castro¹ Fernando da Silva Carvalho Filho² A urbanização é considerada como a principal causa da extinção de espécies nativas através da eliminação, redução e fragmentação dos ambientes naturais. No entanto, estudos têm mostrado que mesmo os pequenos fragmentos urbanos mantêm várias populações de invertebrados. A região do município de Belém tem sido amostrada desde o século XVIII, já que era a via de entrada dos primeiros naturalistas que chegavam à Amazônia. Apesar disso, esta região ainda carece de estudos faunísticos para vários grupos de invertebrados. A ordem Diptera inclui insetos popularmente conhecidos como moscas, mosquitos e afins, e é uma das quatro ordens mais diversas de insetos. No Brasil, já foram identificadas aproximadamente 20.000 espécies, entretanto, muitas ainda não foram descritas e devidamente estudadas, principalmente na região amazônica. O objetivo deste estudo foi realizar um amplo inventário da fauna de algumas famílias de Diptera de duas matas urbanas do Centro de Endemismo Belém, por meio de coletas padronizadas. As famílias inventariadas foram as seguintes: Sarcophagidae, Calliphoridae, Neriidae, Ropalomeridae, Asteiidae e Sepsidae. Este estudo foi desenvolvido no Bosque Rodrigues Alves (BRA) e no Campus de Pesquisa do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG). Foram utilizados seis métodos de coleta: armadilha Malaise, armadilha suspensa, armadilha VanSomeren-Rydon iscada com frutos, armadilha para moscas, busca ativa com rede entomológica e criação de larvas obtidas em substratos específicos. Os espécimes obtidos foram depositados na coleção entomológica do MPEG. Até o momento, as coletas foram realizadas somente no MPEG, onde foram coletados dois gêneros de Neriidae (Glyphidopse Nerius), sendo que a espécie mais comum foi Glyphidops filosus. Além disso, obteve-se uma espécie de Asteiidae, do gênero Sigaloessa, o qual ainda não havia sido registrado para o Pará. Larvas de Peckiamyia abnormalis (Sarcophagidae) foram registradas pela primeira vez em caracol morto. Palavras-chave: Urbanização. Inventário. Moscas. 97 PA IN ÉI S - re su m os 1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/03/2015 a 31/07/2015). Curso: Engenharia Florestal/UEPA. 2 Orientador; Pesquisador – Coordenação de Zoologia (CZO/MPEG). 3 Pesquisador Colaborador – Coordenação de Zoologia (CZO/MPEG). Besouros rola-bostas (Coleoptera: Scarabaeidae: Scarabaeinae) no remanescente florestal do Campus de Pesquisa do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG), Belém, Pará Milcelene Cristina Barros da Silva1 William Leslie Overal2 Ivanei Souza Araújo3 A família Scarabaeidae apresenta cerca de 5.000 espécies distribuídas em todo o mundo, coma sua maior diversidade em florestas e savanas tropicais. As espécies da subfamília Scarabaeinae, composta por besouros coprófagos e necrófagos, popularmente denominados de rola-bostas, são utilizadas para monitorar ecossistemas tropicais. Além disso, eles providenciam o serviço ecossistêmico de remoção de fezes de vertebrados. O objetivo deste trabalho é inventariar os escarabeíneos e analisar a composição da comunidade da borda ao centro do fragmento florestal que se localiza no Campus de Pesquisa do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG), no município de Belém, Pará. Foram montadas 20 armadilhas de alçapão e queda (pitfall), divididas em cinco transectos distantes 15 m entre si e 15 m entre armadilhas. Foram iscadas com fezes humanas como atrativa. As coletas ocorreram no período de março a abril de 2015. Os besouros coletados foram triados, montados, etiquetados e identificados no laboratório de Entomologia do MPEG. Foram coletados 455 indivíduos de pelo menos 10 espécies. Foi observado que a diversidade de escarabeíneos da borda se apresentou menor que do centro do remanescente florestal, porém o resultado poderá sofrer alterações devido ao pouco tempo de coleta neste trabalho ainda em andamento. Este pequeno fragmento florestal pode constituir-se em um importante refúgio para a comunidade de escarabeíneos, uma vez que foi determinado, através de vestígios, a presença de vários mamíferos, tais como tatu-galinha (Dasypus novemcinctus (Lineu, 1758)) e cutia (Dasyprocta azarae Lichtenstein, 1823). Além disso, foi avistado um bando de macacos-de-cheiro (Saimiri sciureus (Lineu, 1758)) forrageando sob a copa das árvores deste remanescente. O uso de rola-bostas para monitorar uma floresta urbana é uma novidade com potencial ainda não explorado. Palavras-chave: Efeito de borda. Floresta urbana. Conservação. Bioindicador. PA IN ÉI S - re su m os 98 ¹ Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/02/ 2015 a 31/07/ 2015). Curso: Licenciatura em Ciências Biológicas/UNAMA. ² Orientador; Curador da Coleção Ornitológica – Coordenação de Zoologia (CZO/MPEG). Filogeografia de Dendrocolaptes picumnus (Aves: Dendrocolaptidae) com base em marcadores moleculares mitocondriais e nucleares Nayron Francês do Nascimento¹ Alexandre Aleixo² A Amazônia tem uma das mais ricas biodiversidades do planeta. Estudos acerca dessa diversidade são extremamente importantes, visto que ainda há muitas lacunas no conhecimento sobre a distribuição e filogenias desses organismos. Um número crescente de estudos tem mostrado que muitas espécies com ampla distribuição na Amazônia são, na verdade, populações alopátricas ou parapátricas que se diferenciam fortemente em termos genéticos, podendo constituir espécies distintas. Dessa maneira,este trabalho consiste em estudar a filogeografia de Dendrocolaptes picumnus, uma espécie politípica, com várias subespécies reconhecidas. Com base em marcadores genéticos mitocondriais e nucleares, buscamos verificar a existência de uma diagnose de grupos geneticamente distintos, e que, portanto, possam ser reconhecidos como unidades evolutivas independentes. A amostragem consiste em um total de 43 tecidos, sendo 16 de D. p. validus, 11 de D. p. picumnus, 14 de D. p. transfasciatus e 2 de D. p. pallescens, que estão depositadas na Coleção Ornitológica do Museu Paraense Emílio Goeldi. Serão sequenciados dois genes mitocondriais: Citocromo b (citb) e NADH desidrogenase subunidade 2 (ND2); e três loci nucleares (Intron 5 do β-fibrinogênio [β-f 5], Intron 3 do receptor muscular específico de tirosina- kinase [MUSK] e Intron 11 do Gliceraldeido-3-fosfo-dehidrogenase [G3PDH]). Estes serão isolados e amplificados via PCR, purificados utilizando-se PEG 8000 e sequenciados num sequenciador automático ABI3130. No software BioEdit as sequências obtidas serão alinhadas e editadas, e posteriormente submetidas às análises computacionais de faseamento alélico, Inferência Bayesiana e genética de populações. Palavras-chave: Filogeografia. Aves. Taxonomia. 99 PA IN ÉI S - re su m os 1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/02/2015 a 31/07/2015). Curso: Ciências Biológicas/UFPA. 2 Orientadora; Pesquisadora – Coordenação de Zoologia (CZO/MPEG). Diversidade de Euglossíneos (Hymenoptera – Apidae) no Centro de Endemismo Belém Rafael Lobo Raiol¹ Marlúcia Bonifácio Martins² O bioma amazônico é considerado um dos mais importantes do planeta, apresentando uma biodiversidade considerável e pouco conhecida. Uma em cada dez espécies descritas no mundo vive na floresta amazônica e, dentre estas, pelo menos cinco pertencem ao grupo dos insetos. Em relação às abelhas, aproximadamente 3 mil das mais de 16 mil espécies descritas são encontradas na Amazônia. No entanto, desde o início da sua colonização, a Amazônia vem sofrendo desmatamento, e este processo vem se intensificando nos últimos 30 anos. A realização de um inventário faunístico de abelhas Euglossinae nessa região fornece informações pertinentes à avaliação de como esses insetos respondem às mudanças ambientais. O objetivo deste trabalho foi realizar um inventário das espécies de Euglossinae coletadas na Área de Endemismo Belém (AEB), até o ano de 2010, presentes na coleção entomológica do Museu Paraense Emílio Goeldi, e determinara riqueza de espécies da subfamília Euglossinae na AEB. A vantagem desta coleção é de ser praticamente toda oriunda de um método padronizado de coleta, utilizando armadilha atrativa, o que permite uma estimativa de riqueza de espécies para a área. O registro do material da coleção foi armazenado em um banco de dados utilizando o gerenciador “Specify”, adotado pelas coleções do Museu Goeldi. Dos 149 municípios que compõem a Área de Endemismo Belém, as abelhas foram coletadas em 22 municípios paraenses e quatro maranhenses, totalizando 890 indivíduos, representando os cinco gêneros pertencentes à Tribo Euglossini. Dos quais, Euglossa (434) foi a mais abundante em quantidade de indivíduos, seguida por Eulaema (303), Eufriesea (70), Exaerete (68) e Aglae (16), sendo o exemplar mais antigo coletado em 1918, no município de Benevides (PA). Palavras-chave: Inventário de Abelhas. Coleção Entomológica. MPEG. PA IN ÉI S - re su m os 100 Descrição de uma nova espécie de Micrathena (Arachnida, Araneae) da Floresta Nacional de Caxiuanã, Pará Vanessa Carolinna Ribeirinho Vidal1 Alexandre Bragio Bonaldo2 Regiane Saturnino3 Araneidae é uma das famílias de aranhas mais diversas, com mais de 3.000 espécies. Micrathena Sundevall, 1833, por sua vez, é abundante em inventários neotropicais, sendo composto por tecedoras de teias orbiculares de fácil reconhecimento. O objetivo deste estudo é a descrição de uma nova espécie de Micrathena, até agora encontrada somente na Floresta Nacional de Caxiuanã, Pará. O trabalho consiste em uma contribuição importante à taxonomia do grupo, dada a raridade da descrição de táxons novos deste gênero, desde a revisão do grupo realizada em 1985. Apenas duas espécies novas foram propostas nos últimos 30 anos. Os espécimes serão descritos e fotografados com enfoque nas estruturas do palpo do macho. As medidas (em milímetros) e as fotografias são obtidas utilizando um estereomicroscópio Leica M205A, com software de automontagem. Até o momento, a nova espécie é conhecida apenas por espécimes machos de Caxiuanã, embora tenha sido feita uma busca por mais espécimes, inclusive fêmeas, em material depositado na coleção de Aracnologia do Museu Paraense Emílio Goeldi. Foi feito o exame detalhado das características diagnósticas de Micrathena, que difere de outros araneídeos por ter o fêmur IV mais longo que o I, pelo marcado dimorfismo sexual e presença de espinhos abdominais. A espécie nova compartilha características com integrantes de quatro grupos de espécies estabelecidos na revisão de 1985: 1) com os grupos guerini e kirbyi, gancho na coxa I e depressão no fêmur II; 2) com o grupo gracilis, abdômen mais longo do que duas vezes o comprimento da carapaça e com aparência de segmentação posterior; 3) com o grupo schreibersi, apófise paramediana unida ao condutor. Micrathenasp.n. difere dos demais integrantes do gênero pelo embolo e condutor alongados. O posicionamento desta espécie em um dos grupos acima precisa ser investigado, pois podem existir inconsistências nas chaves apresentadas na literatura. Palavras-chave: Araneidae. Taxonomia. Aranhas. 1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/02/2015 a 31/07/2015). Curso: Licenciatura em Ciências Biológicas/UFPA. 2 Orientador; Pesquisador – Coordenação de Zoologia (CZO/MPEG). 3 Pesquisadora Colaboradora; Bolsista FADESP (Processo n° 3362) – Coordenação de Zoologia (CZO/MPEG). 101 PA IN ÉI S - re su m os 1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência 01/09/2014 a 05/01/2015). Curso: Engenharia Florestal/UFRA. 2 Orientadora; Pesquisadora – Coordenação de Botânica (CBO/MPEG). 3 Pesquisador colaborador – Coordenação de Botânica (CBO/MPEG). Estudo taxonômico de Lecythis Loefl. (Lecythidaceae) da microrregião de Santarém, no estado do Pará, Brasil Sofia França Sobral1 Maria de Nazaré do Carmo Bastos2 Júlio dos Santos de Sousa3 As espécies de Lecythis Loefl. são popularmente conhecidas como sapucaias, devido aos seus frutos capsulares, que apresentam grande potencial ecológico e econômico. Este gênero foi estabelecido em 1758, pelo sueco Pedro Loefling, e representa o tipo genérico da subfamília Lecythidodeae. Trata-se de um gênero neotropical, com 27 espécies descritas. No Brasil, Lecythis está representada por 22 espécies e quatro subespécies, sendo 13 espécies endêmicas, ocorrendo nos domínios fitogeográficos da Amazônia, Cerrado e Mata Atlântica. Este trabalho teve como objetivo realizar o estudo taxonômico de Lecythis da Microrregião de Santarém, no estado do Pará, Brasil. A metodologia do estudo envolveu a análise dos espécimes depositados nos herbários: João Murça Pires do Museu Paraense Emílio Goeldi (MG), Instituto Agronômico do Norte (IAN), Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) e Jardim Botânico do Rio de Janeiro (RB). A identificação foi realizada através de chaves analíticas, literatura especializada, material tipo e coleções analisadas por especialistas. O gênero caracteriza-se por apresentar árvores medianas a muito grandes, inflorescências em racemos ou panículas compostas, flores com seis pétalas e seis sépalas, às vezes com ductos mucilageníferos, androceu zigomorfo, capuz curvado ou plano, achatado ou dilatado no ápice, apêndices do capuz com anteras, ovário geralmente com quatro lóculos e frutos capsulares. Na microrregião de Santarém foram registradoscinco táxons: L.corrugata Poit. subsp. corrugata, L. lúrida (Miers) S.A. Mori, L. pisonis Cambess., L. serrata S.A. Mori e L. retusa Spruce ex O. Berg, sendo esta última uma nova ocorrência parao estado do Pará. Palavras-chave: Amazônia. Morfologia. Sapucaia. PA IN ÉI S - re su m os 102 Estudo taxonômico de Tachigali Aublet (Leguminosae – Caesalpinioideae) da mesorregião do Baixo Amazonas Agirlayne de Souza Reis1 Júlio dos Santos de Sousa2 Tachigali Aublet possui 84 espécies, seis variedades e apresenta distribuição neotropical. No Brasil, o gênero está representado por 58 espécies, sendo 26 endêmicas, ocorrendo nos domínios fitogeográficos Amazônia, Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica. A pesquisa teve como objetivo realizar o tratamento taxonômico de Tachigali da mesorregião Baixo Amazonas, Pará, Brasil. Utilizou-se literatura especializada, coleções identificadas por especialistas, exemplares-tipo ou suas imagens para confirmar a identificação das espécies. Com auxílio de estereomicroscópio com câmara clara acoplada, foram feitas as descrições morfológicas das partes vegetativas e reprodutivas dos espécimes analisados e as ilustrações dos caracteres diferenciais. O principal caráter diagnóstico para reconhecimento de Tachigali é o fruto criptossâmara, caracterizado pelo epicarpo deiscente e meso-endocarpo indeiscente. Na área estudada foram registradas quatro espécies: Tachigalialba Ducke, Tachigali glauca Tulasne, Tachigali micropetala (Ducke) Zarucchi & Pipoly e Tachigali paniculata Aubl. Na área de estudo, os principais caracteres utilizados para a separação das espécies foram: pecíolo, folíolos, bractéolas e pétalas. As espécies apresentam hábito arbóreo e ocorrem em formação florestal de terra firme e áreas alagadas. Palavras-chave: Amazônia. Fabales. Taxonomia. 1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/09/2014 a 31/12/2014). Curso: Engenharia Florestal/UFRA. 2 Orientador; Pesquisador Bolsista – Coordenação de Botânica (CBO/MPEG). 103 PA IN ÉI S - re su m os 1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/02/2015 a 31/07/2015). Curso: Licenciatura em Ciências Biológicas/UFPA. 2 Orientadora; Pesquisadora – Coordenação de Ciências da Terra e Ecologia (CCTE/MPEG). Monitoramento e caracterização da fauna de mamíferos na ilha de Marajó Raíssa Tancredi Cerveira1 Ana Luisa Kerti Mangabeira Albernaz2 Técnicas como o monitoramento e a produção de um inventário de fauna são as formas mais diretas de acesso à diversidade animal de uma localidade, em um determinado espaço e tempo. Estas podem ser consideradas como uma “fotografia” da área, possuindo implicações e aplicações importantes. O objetivo deste trabalho é a realização de um inventário de espécies de médios e grandes mamíferos nas áreas de influência da Linha de Transmissão de Energia na Ilha de Marajó, buscando avaliar possíveis impactos do empreendimento sobre a fauna da região e prováveis diferenças na estrutura e composição de espécies, assim como estimar a abundância de espécies conspícuas. A partir dos dados gerados, tem-se uma das ferramentas mais importantes nas tomadas de decisão a respeito do manejo de áreas naturais, sempre visando o menor risco às populações animais. Falhas na coleta destes dados podem levar a consequências desastrosas para as espécies, seus padrões e processos. O trabalho teve início com treinamentos de análises de dados, a partir de uma base de dados já coletados, a fim de contribuir para o entendimento e a agilidade do processo – e também reaproveitar informações importantes para a mastofauna. Em campo, serão conduzidas metodologias distintas, como levantamentos populacionais por transecção linear e instalação de armadilhas fotográficas, buscando abranger diversas tipologias e a área do empreendimento. Devido ao curto período de amostragem por expedição, pretende-se coletar dados tendo como orientação básica o Programa de Avaliação Rápida (RAP, em inglês), que consiste em estudos de curta duração, realizados de modo a amostrar a maior riqueza de espécies através de esforço de coleta concentrado, com foco em grupos que podem indicar o status do hábitat. Palavras-chave: Inventário. Mamíferos. Marajó. PA IN ÉI S - re su m os 104 1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/09/2014 a 31/07/2015). Curso: Engenharia Ambiental/UFRA. 2 Orientadora; Mestre – Coordenação de Ciências da Terra e Ecologia (CCTE/MPEG). 3 Pesquisadora Colaboradora – Coordenação de Ciências da Terra e Ecologia (CCTE/MPEG). Saber dos funcionários do Museu Emílio Goeldi sobre a reciclagem de resíduos sólidos Gabriel Pompeu Rosa1 Gilma Isabel d’Aquino2 Maria de Lourdes Ruivo3 O Museu Paraense Emílio Goeldi instituiu, em 2007, o Programa de Coleta Seletiva Solidária, em cumprimento ao Decreto-Lei (MPEG/CCTE, 2008). O programa tem como objetivo a separação seletiva dos resíduos sólidos recicláveis gerados pelas atividades administrativas e de pesquisa desenvolvidas pela instituição, sua correta destinação socioambiental, bem como contribuir para a inclusão socioeconômica dos catadores de matérias recicláveis, valorizar e fortalecer essa mão de obra por intermédio de associações e cooperativas, além da gestão ecologicamente correta dos resíduos sólidos gerados na instituição. No âmbito deste Programa, esta pesquisa foi desenvolvida com o objetivo de conhecer quais as coordenações do Museu Goeldi que realizam a coleta seletiva, a reciclagem dos resíduos sólidos da instituição e o nível de conhecimento dos funcionários a respeito da coleta seletiva e reciclagem. O projeto foi desenvolvido nas dependências do Museu Goeldi, tanto no Campus de Pesquisa quanto no Parque Zoobotânico. Os dados foram coletados por meio de entrevistas, utilizando um questionário previamente elaborado, enviado por e-mail para cada um dos funcionários, com um prazo de 60 dias para recebimento dos mesmos. Foram considerados todos os membros da comunidade goeldiana, de ambos os sexos, que atuam como servidores, colaboradores, estagiários, terceirizados e outros. Os resultados obtidos indicaram que nem todas as coordenações estão realizando a coleta seletiva e reciclagem de seus resíduos adequadamente; existe um baixo nível de conhecimento acerca da reciclagem e do programa de resíduos sólidos da instituição, por parte dos funcionários, independentemente do nível de escolaridade. O pequeno número de questionários respondidos e o pouco conhecimento da grande maioria sobre o assunto, mostram que ações como este projeto são de extrema importância e uma real necessidade no âmbito do Museu Paraense Emílio Goeldi. Palavras-chave: Reciclagem. Resíduos sólidos. Coleta seletiva. 105 PA IN ÉI S - re su m osA estrutura e composição do solo determinam a morfologia da fauna de formigas subterrâneas? Ísis Caroline Siqueira Santos1 Rogério Rosa da Silva2 As formigas são consideradas importantes organismos nos ecossistemas terrestres, contribuindo para os processos e serviços através de interações com plantas e animais, como, por exemplo, dispersão de sementes, predação e ciclagem de nutrientes. A fauna de formigas subterrâneas é pouco estudada, sendo considerada uma das fronteiras no conhecimento sobre as dimensões da diversidade de formigas. O objetivo deste trabalho é estudar a morfologia da fauna de formigas subterrâneas e sua associação com a estrutura física e composição química do solo, tendo como área de estudo o Parque Estadual do Utinga (PEUt), localizado na Região Metropolitana de Belém, uma área de aproximadamente 1.300 hectares. O trabalho foi dividido nas seguintes fases: (i) obtenção da literatura para o suporte e desenvolvimento da pesquisa; (ii) determinação das áreas de coleta através de visitas às trilhas do PEUt, com coleta de pontos georeferrenciados para o delineamento amostral (espacialmente); (iii) coleta das amostras de solo com o trado holandês e, então, uso de extratores do tipo mini-Winkler para extração da fauna presente; (iv) análise das amostras de solo no laboratório da Coordenação de Ciências da Terra e Ecologia do MPEG; (v) estudo morfológico da fauna subterrânea. Para a descrição morfológica, características reconhecidamente importantes na ecologia de formigas, serão medidas e usadas em análises de diversidade morfológica.Para a especificação dos atributos físicos e químicos do solo, serão realizadas análises físicas (granulometria, umidade, temperatura) e químicas (carbono, nitrogênio, fósforo, cálcio, magnésio, sódio e potássio trocáveis, capacidade de troca de cátions, saturação de bases e de alumínio). A fase final do projeto prevê a construção de modelos estatísticos para avaliar a relação entre morfologia e atributos físicos e químicos do solo, além da caracterização da diversidade de formigas subterrâneas no PEUt. Palavras-chave: Fauna do solo. Diversidade de espécies. Diversidade morfológica. 1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/03/2015 a 31/07/2015). Curso: Agronomia/UFRA. 2 Orientador; Pesquisador – Coordenação de Ciências da Terra e Ecologia (CCTE/MPEG). PA IN ÉI S - re su m os 106 Análise dos vestígios arqueológicos da vila histórica, Sítio Carrazedo Pablo Henrique Santos da Silva1 Helena Pinto Lima2 O sítio arqueológico Carrazedo localiza-se na foz do rio Xingu, no município de Gurupá/PA. É um sítio multicomponencial, com grande quantidade de materiais pré-coloniais, do período colonial e também de sua ocupação histórica (até ~50 anos atrás). A extensão do sítio, sua cultura material, assim como a historiografia de Carrazedo (Arapijó) sugerem uma grande importância deste lugar durante o período pré-colonial e colonial, no contexto regional do Baixo Amazonas. A ocupação do sítio ocorreu até a década de 1960, quando a comunidade se deslocou para a várzea. Carrazedo, portanto, representa um palimpsesto de sucessivas ocupações. Este estudo é parte integrante do projeto institucional do MPEG, OCA-Gurupá (Origem, Cultura e Ambiente) que realizou, em 2014, realizou o mapeamento, delimitação e escavações no sítio Carrazedo. Esta área possui estruturas que evidenciam a antiga cidade (distrito) de Carrazedo. O objetivo é caracterizar a cultura material das ocupações históricas do sítio e compreender os seus significados no contexto da ocupação regional, principalmente no que diz respeito às transições sofridas durante o período colono-histórico. O enfoque deste trabalho é a curadoria e a análise dos artefatos arqueológicos e materiais estruturais ou arquitetônicos recolhidos na escavação do setor denominado ”Vila Histórica” do sítio, de onde foram recolhidos vários materiais, como telhas, tijoleiras, cerâmica, líticos, carvões, metais (pregos) e ossos. Este estudo encontra-se em estágio inicial, no qual foi concluída a higienização, a triagem dos materiais e o armazenamento dos materiais coletados por número de catálogo. Para finalizar os cinco meses de bolsa PIBIC, serão realizados os seguintes processos: concluir a análise dos materiais, fotografar peças que identifiquem cada tipo de material, reunir o acervo documental sobre Carrazedo/Arapijó e, por fim, contextualizar os resultados. Esta pesquisa, com foco na arqueologia histórica, visa trazer ao conhecimento um passado não muito distante de Carrazedo, para assim entendê- lo dentro de uma perspectiva da longa duração. Palavras-chave: Arqueologia histórica. Cultura material. Baixo Amazonas. 1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 10/03/2015 a 31/07/2015). Curso: Licenciatura em História/ UNAMA. 2 Orientadora; Pesquisadora – Coordenação de Ciências Humanas (CCH/MPEG). 107 PA IN ÉI S - re su m os 1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/02/2015 a 31/07/2015). Curso: Geografia/UFPA. 2 Orientadora; Pesquisadora; Bolsista de Produtividade do CNPq – Coordenação de Ciências Humanas (CCH/MPEG). Cultura material e distribuição espacial dos sítios arqueológicos do Baixo Amazonas Mayara Cristina Pereira Mariano1 Edithe da Silva Pereira2 As pesquisas arqueológicas desenvolvidas na Amazônia evidenciaram grandes centros culturais ao longo do rio Amazonas e seus afluentes. Destacam-se a ilha do Marajó e o Amapá na foz do Amazonas e, mais acima, Santarém e Oriximiná. Há, no entanto, uma lacuna sobre a ocupação humana pré-colonial entre essas áreas. Em 2012, visando à identificação de sítios arqueológicos na região compreendida entre Almeirim e Oriximiná, foi realizado um inventário em oito municípios do Baixo Amazonas (Óbidos, Oriximiná, Juruti, Almeirim, Prainha, Monte Alegre, Alenquer e Curuá). Foram identificados diversos sítios e coletada amostra de material arqueológico em 35 deles. A cerâmica é o vestígio mais abundante dessa amostra e constitui a base dessa pesquisa. A partir de uma análise técnico-morfológica, será feita a caracterização dessa coleção, a ser comparada com o material proveniente de outras regiões como Santarém e Oriximiná, a fim de entender se houve (ou não) influências desses complexos cerâmicos ou de outras regiões conhecidas. Até o momento, foram analisadas as cerâmicas provenientes de cinco sítios localizados em Almerim. Estas apresentam como decoração plástica o digitado, excisão e incisão, engobo vermelho e lábios e bordas recortadas; o antiplástico predominante é a rocha triturada, ocorrendo também a cauxi e caraipé. Esse material foi comparado com a coleção formada por Protásio Frikel para a região do rio Paru de Leste, sendo possível observar como semelhança o antiplástico e o engobo vermelho, e tendo como diferença a espessura das cerâmicas. Uma vez concluída a análise, todos os sítios e as características das cerâmicas serão espacializadas em uma base cartográfica, o que permitirá observar com facilidade as semelhanças, diferenças e influências da cerâmica ao longo da área estudada. Palavras-chave: Cultura material. Ocupação pré-colonial. Arqueologia amazônica. PA IN ÉI S - re su m os 108 1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/02/2015 a 31/07/2015). Curso: Geografia/UFPA. 2 Orientadora; Pesquisadora; Bolsista de Produtividade do CNPq – Coordenação de Ciências Humanas (CCH/MPEG). Mapeamento, caracterização e distribuição dos recursos naturais na paisagem e sua transformação ao longo do tempo na área do Parque Estadual de Monte Alegre Calil Torres Amaral1 Edithe da Silva Pereira2 Dentro do Parque Estadual de Monte Alegre, localizado na zona do Baixo Amazonas, encontra-se uma das regiões com ocupação humana mais antiga da Amazônia, estimando-se um período de pelo menos 11.000 anos. Também é antigo o interesse de viajantes, naturalistas e arqueólogos em estudá-la, devido às características naturais peculiares de Monte Alegre que, apresentando um grande mosaico de ambientes diversificados – florestas, savanas, serras com abrigos naturais, campos, lagos e várzea – torna-se uma região privilegiada para investigação de questões relativas às mudanças da paisagem. Dessa forma, objetivamos nesta pesquisa estudar o efeito de variações climáticas e ações antrópicas na distribuição e disponibilidade de recursos ao longo do tempo, e como as populações humanas reagiram a essas mudanças, desde os paleoíndios até os ceramistas mais recentes. Para tanto, comparamos mapas geológicos, topológicos e imagens de satélite, além de relatórios de paisagem feitos em campo por naturalistas. Ademais, construímos uma base cartográfica através do programa ArcGis 10.3 para o mapeamento das variáveis levantadas, tanto ambientais quanto arqueológicas. Os dados obtidos nesta pesquisa referem-se, sobretudo, às mudanças percebidas desde o primeiro relato escrito sobre Monte Alegre, do Frei Cristovam Acunha, no século XVII, até as últimas pesquisas realizadas pelo projeto arqueológico “A Ocupação Pré-Colonial de Monte Alegre, Pará”, ao qual este trabalho está vinculado. Dentre os resultados já alcançados estão a percepção de modificações humanas no curso de igarapés, como ocorrido no igarapé Paituna e a identificação das principais atividades econômicas que já se estabeleceram em diferentes períodos na região, tais como serraria, pesca de pirarucu, criação de gado, plantio de cacau, cana-de-açúcar, cará, algodão, café, batata-da-terra e mandioca, exploração de salsaparrilha, fabricação de grude ou cola de peixe, produção de balata, de telhas e potes em olarias, além da produção artesanal de cuias. Palavras-chave: Arqueologia da paisagem.Baixo Amazonas. Monte Alegre. 109 PA IN ÉI S - re su m os 1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 07/04/2015 a 31/07/2015). Curso: Relações Internacionais/ UNAMA. 2 Orientadora; Pesquisadora Titular – Coordenação de Ciências Humanas (CCH/MPEG). 3 Pesquisador Colaborador; Bolsista de Capacitação Institucional/CNPq – Coordenação de Ciências Humanas (CCH/MPEG). A legislação internacional da pesca em ambiente marítimo: reflexo no caso do estado do Pará Josefina José da Silva1 Lourdes Gonçalves Furtado2 Guilherme Bemerguy Chêne Neto3 A legislação internacional da pesca representa um panorama da ordem internacional que protege efetivamente um dos maiores recursos no ambiente marítimo. A atividade da pesca representa, hoje, um dos setores do empreendedorismo mais lucrativo do agronegócio, no entanto, esta pesquisa terá como princípios fazer uma explanação sobre a legislação internacional da pesca no ambiente marítimo, refletir esse contexto num estudo bibliográfico sobre o estado do Pará, sabendo que a legislação internacional, assim como as nacionais, prevê e delimita, sempre que é necessária a preservação de uma espécie, suspendendo até a captura da mesma. É necessário, porém, verificar essa questão com o cotidiano dos pescadores na região nordeste do Estado, visto que essa atividade representa a principal fonte de renda dos pescadores. A importância de realizar este trabalho surgiu diante de uma demanda das leis internacionais perante o valor da sobrevivência, e com o anseio de trazer este tema internacional para refletir sobre a realidade regional. Palavras-chave: Pesca. Estado do Pará. Legislação Internacional. PA IN ÉI S - re su m os 110 1 Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/02/2015 a 31/07/2015). Curso: Licenciatura Plena em Geografia/UEPA. 2 Orientadora; Pesquisadora Titular – Coordenação de Ciências Humanas (CCH/MPEG). Modo de vida na comunidade do Pesqueiro, no município de Soure: as tecnologias e a relação com a biosiversidade na ilha do Marajó Evandro Carlos Costa Neves 1 Lourdes Gonçalves Furtado2 Com o objetivo de estudar comunidades tradicionais, observando seus aspectos culturais e econômicos, esta pesquisa reflete sobre o modo de vida da população que vive na comunidade do Pesqueiro, no município de Soure, na Ilha do Marajó (PA), considerada Unidade de Conservação (UC) em 2001. O interesse surge pela demanda global, que favorece a proteção da natureza a partir das populações tradicionais, que têm um papel relevante na proteção do ambiente natural no qual estão inseridas. Dessa forma, a perspectiva conservacionista, ligada à etnoconservação, é a escolha a ser desenvolvida na pesquisa, em contraponto à ideia preservacionista, ligada à noção norte-americana de wilderness, em que a dissociação entre homem e natureza foi marcada no debate ambiental. Surge o interesse também através das diferentes percepções dos moradores sobre viver em uma Unidade de Conservação e sobre território onde estão inseridos, do processo de criação da Reserva Extrativista Marinha e das diferentes percepções e usos do território. Pretende-se identificar as tensões existentes entre os moradores antigos e o ICMBio, órgão responsável pela fiscalização da Resex, e as diferentes percepções sobre como se vive em uma Unidade de Conservação. Ocupada desde a década de 1960 por pescadores vindos da região do Salgado, ao ser definida como Unidade de Conservação, a área passa a ser palco de conflitos e de diferentes percepções acerca do território. Para tanto, o trabalho de campo, baseado na concepção teórico-conceitual da pesquisa implicante, foi fundamental para o levantamento de dados através de conversas informais com moradores e representantes da Resex, além de um levantamento bibliográfico sobre o tema da pesquisa. Espera-se que o estudo venha a contribuir para a gestão compartilhada entre o Estado e as populações tradicionais do território, a partir da etnoconservação. Palavras-Chave: Unidades de Conservação. Populações tradicionais. Etnoconservação. Modo de vida. 111 PA IN ÉI S - re su m os 1 PIBIC/CNPq (Vigência: 01/09/2014 a 31/07/2015). Curso: Agronomia/UFRA. 2 Orientadora; Analista em Ciência e Tecnologia Sênior – Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT/ MPEG). Levantamento socioeconômico dos quintais no município de Belém/PA Caick Marcelo Rosa Martins1 Maria das Graças Ferraz Bezerra2 Os quintais podem ser definidos como espaços de um terreno alocado em volta de uma casa, manejado rotineiramente, onde pode haver o cultivo de plantas, a criação de animais domésticos e silvestres de pequeno porte. Os quintais são considerados bancos de germoplasma, além de exercer influência sobre outros aspectos, como segurança alimentar e cultural. O trabalho teve como objetivo principal contribuir para o avanço do conhecimento sobre a realidade socioeconômica e botânica de Belém (PA), através do estudo do quintal como um relevante espaço urbano, objetivando, ainda, realizar levantamento florístico nos quintais do município; fazer caracterização socioeconômica dos moradores de Belém através do estudo dos respectivos quintais; e contribuir com dados para a publicação de um livro comemorativo dos 400 anos da cidade de Belém. Quanto à metodologia do trabalho, primeiramente realizou-se o mapeamento dos bairros do município de Belém; em seguida, as informações foram coletadas por meio de entrevistas aplicadas aos moradores que concordaram em receber as visitas nos seus quintais e em responder oquestionário semiestruturado, direcionado aos moradores/ocupantes/donos dos quintais, com o objetivo traçar as características socioeconômicas das famílias visitadas. O levantamento florístico realizou-se com a listagem, catalogação, identificação e a observação geográfica, levando em consideração as espécies vegetais alocadas na área. O cultivo nos quintais de Belém retrata, em parte, a agricultura de subsistência de pequenos agricultores familiares da região amazônica, que não se preocupam em controlar/mensurar os custos de mão de obra, de produção e comercialização (quando há excedentes dos produtos). As áreas se caracterizam por serem pequenas e mantêm a produção de alimentos para o consumo familiar; a criação de pequenos animais; o local para adaptação de variedades ou espécies novas de plantas e o cultivo de plantas medicinais e ornamentais. Diante disso, é clara a importância que os quintais urbanos possuem para os moradores do município de Belém, atribuindo a essas áreas grande relevância socioeconômica, pois nos quintais são evidenciados os aspectos da segurança alimentar, complementação de renda familiar e atividades de lazer. Palavras-chave: Quintal. Amazônia. Ecossistema. PA IN ÉI S - re su m os 112 ¹ Bolsista PIBIC/CNPq (Vigência: 01/09/2014 a 31/07/2015). Curso: Agronomia/IFPA-Campus Castanhal. ² Orientadora; Analista em Ciência e Tecnologia Sênior – Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT/ MPEG). Principais espécies manejadas por comunidades tradicionais localizadas ao longo do Rio Capim, nordeste paraense Hemelyn Soares das Chagas1 Maria das Graças Ferraz Bezerra2 Na extensa área geográfica da Amazônia habitam povos de diversas etnias, tendo seus costumes e suas culturas próprias. O homem que convive com o ambiente florestal interage com ele, manejando-o de forma a usá-lo como estratégia de sobrevivência. No nordeste paraense existe um grande número de habitantes que residem nas proximidades de rios, tendo como principal atividade econômica o uso dos recursos naturais. Nesse contexto, destacam- se os povos que vivem ao longo do Rio Capim, fazendo as roças familiares para a produção de alguns produtos básicos para a sua subsistência. O objetivo da pesquisa é realizar análise do uso dos recursos agroextrativistas pelas comunidades, fazendo um levantamento destes recursos, bem como identificar o manejo realizado e as espécies manejadas, contribuindo, assim, para a conservação da biodiversidade existente na região. Esta pesquisa foi desenvolvida por meio da viagem de campo, coma utilização de ferramentas metodológicas como entrevistas e caminhadas transversais pelas propriedades visitadas, além de acompanhar o trabalho realizado nas propriedades, coletando informações sobre as espécies manejadas e o seu uso pelos agricultores. Os resultados obtidos até então indicam que a atividade mais expressiva na região pesquisada está relacionada com a roça de mandioca (Manihot sculenta Crantz), sendo um dos seus principais subprodutos a farinha, sendo, consequentemente, o produto que mais contribui para a renda familiar. Os conhecimentos empregados no manejo dessas roças são empíricos, isto é, saberes tradicionais que foram repassados de geração em geração. Palavras-chave: Populações tradicionais. Recursos agroextrativistas. Rio Capim. 113 PA IN ÉI S - re su m os 1 Bolsista PIBITI/CNPq (Vigência: 01/08/2014 a 31/07/2015).Curso: Bacharelado em Sistemas de Informação/CESUPA. 2 Orientador; Tecnologista – Serviço de Tecnologia da Informação (STI/MPEG). Criação do modelo de dados para a Botânica, padronização e informatização dos dados da família Euphorbiaceae presentes na coleção do Herbário do Museu Paraense Emílio Goeldi Juliana Corrêa dos Santos¹ Marcos Paulo Sousa² O Museu Paraense Emílio Goeldi está inserido em uma política de pesquisa e divulgação de dados de coleções científicas. Alinhado a isso, este projeto propõe a modelagem dos dados que se aplica a todo o Herbário e a informatização dos dados da família Euphorbiaceae. O Herbário é a principal coleção da Coordenação de Botânica, com mais de 200.000 registros, com grande valor histórico e cultural, sendo uma fonte de conhecimento importantíssima. A transferência destes acervos para o Specify é de fundamental importância tanto institucional como para a pesquisa sobre a biodiversidade na Amazônia Oriental, principalmente taxonômica, e a inserção destes no banco de dados institucional e a divulgação dos dados no SiBBr (Sistema de Informação sobre a Biodiversidade Brasileira) representa uma grande contribuição ao gerenciamento e acessibilidade aos dados. Foi necessário migrar os dados de outras arquiteturas como o Brahms, para que os requisitos do modelo de dados fossem definidos, e realizado o tratamento dos dados segundo o padrão Dawin Core. Este processo foi acompanhado e validado junto aos pesquisadores da Coordenação de Botânica responsáveis pelos dados. Após esta etapa, passou-se para a fase de estruturação da modelagem de dados, que foram aplicados no sistema de gerenciamento de banco de dados utilizando o software open source Specify, versão 6.6.01. Os dados foram mapeados de acordo com a posição já definida nas tabelas do banco de dados do Specify e foram importados através do utilitário WorkBench da ferramenta. Atualmente, os 2.785 registros da família Euphorbiaceae já se encontram na base de dados e publicados na plataforma do SiBBr. Para uma boa utilização do software por parte dos usuários, serão realizados treinamentos de capacitação, pois a partir daí eles serão responsáveis por alimentar ou transferir os dados restantes para o banco de dados do Specify. Palavras-chave: Banco de dados Specify. Coleções científicas. Botânica. Modelagem de dados. PA IN ÉI S - re su m os 114 Desenvolvimento de uma proposta de navegabilidade para o Portal do Programa de Pesquisa em Biodiversidade da Amazônia Oriental - PPBio Débora Campos Rodrigues1 Marcos Paulo Alves de Sousa2 O Programa de Pesquisa em Biodiversidade da Amazônia Oriental (PPBio) tem na sua estrutura três componentes: Coleções Biológicas, Inventários Biológicos e Projetos Temáticos, e vem contribuindo para a gestão da informação através do desenvolvimento de bancos de dados biológicos e da manutenção de sites com conteúdos de interesse científico e educativo, dentre outras atividades. Este projeto propõe a reestruturação do site do PPBio, visando a disponibilização de serviços, de conteúdos, de designer, da navegabilidade e de interatividade com os serviços online referentes às coleções e inventários científicos, e garantindo a adaptabilidade de interface para dispositivos móveis, assim como o alinhamento com a tecnologia de acessibilidade e-MAG, atendendo à recomendação do Governo Federal. Visando o atendimento aos padrões do modelo e-MAG, implementou-se novos recursos de usabilidade e acessibilidade do Portal do PPBio. Foi realizado o levantamento dos requisitos e das necessidades do site, em seguida foi realizado um estudo de viabilidade técnica sobre os principais softwares e ferramentas de gerenciamento de conteúdo e de projeto de interface web, definindo os sistemas de desenvolvimento a serem utilizados. Foram desenvolvidas várias prototipações até alcançar o wireframe desejado. O processo final foi a validação do projeto junto aos responsáveis. Os resultados apresentados foram o desenvolvimento do site com a utilização da ferramenta Drupal, utilizando os padrões e-MAG, trabalhando as melhorias que foram propostas no levantamento de requisitos. Palavras-chave: Padrões e-MAG. Navegabilidade. Acessibilidade. PPBio. 1 Bolsista PIBITI/CNPq (Vigência: 01/08/2014 a 31/07/2015). Curso: Bacharelado em Sistemas de Informação/CESUPA. 2 Orientador; Tecnologista – Serviço de Tecnologia da Informação (STI/MPEG).