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Apostila Índice Anatomia do sistema circulatório - Capítulo 1 Anatomia do sistema linfático - Capítulo 2 História da drenagem linfática - Capítulo 3 Técnicas de drenagem e variações - Capítulo 4 Drenagem linfática facial - Capítulo 5 Drenagem linfática corporal - Capítulo 6 Introdução ao pós -cirúrgico - Capítulo 7 Pós- cirúrgico facial e cuidados - Capítulo 8 Pós-cirúrgico corporal e cuidados - Capítulo 9 Complicações Pós- cirúrgicas - Capítulo 10 Referências bibliográficas Capítulo 1 Anatomia do sistema circulatório O coração e os vasos sanguíneos e o sangue formam o sistema cardiovascular ou circulatório. A circulação do sangue permite o transporte e a distribuição de nutrientes, gás oxigênio e hormônios para as células de vários órgãos. O sangue também transporta resíduos do metabolismo para que possam ser eliminados do corpo. O coração O coração de uma pessoa tem o tamanho aproximado de sua mão fechada, e bombeia o sangue para todo o corpo, sem parar; localiza-se no interior da cavidade torácica, entre os dois pulmões. O ápice (ponta do coração) está voltado para baixo, para a esquerda e para frente. O peso médio do coração é de aproximadamente 300 gramas, variando com o tamanho e o sexo da pessoa. Observe o esquema do coração humano, existem quatro cavidades: · Átrio direito e átrio esquerdo, em sua parte superior; · Ventrículo direito e ventrículo esquerdo, em sua parte inferior. O sangue que entra no átrio direito passa para o ventrículo direito e o sangue que entra no átrio esquerdo passa para o ventrículo esquerdo. Um átrio não se comunica com o outro átrio, assim como um ventrículo não se comunica com o outro ventrículo. O sangue passa do átrio direito para o ventrículo direito através da valva atrioventricular direita; e passa do átrio esquerdo para o ventrículo esquerdo através da valva atrioventricular esquerda O coração humano um órgão cavitário (que apresenta cavidade), basicamente constituído por três camadas: · Pericárdio – é a membrana que reveste externamente o coração, como um saco. Esta membrana propicia uma superfície lisa e escorregadia ao coração, facilitando seu movimento ininterrupto; · Endocárdio – é uma membrana que reveste a superfície interna das cavidades do coração; · Miocárdio – é o músculo responsável pelas contrações vigorosas e involuntárias do coração; situa-se entre o pericárdio e o endocárdio. Existem três tipos básicos de vasos sanguíneos em nosso corpo: artérias, veias e capilares. Artérias As artérias são vasos de paredes relativamente espessa e muscular, que transporta sangue do coração para os diversos tecidos do corpo. A maioria das artérias transporta sangue oxigenado (rico em gás oxigênio), mas as artérias pulmonares transportam sangue não oxigenado (pobre em gás oxigênio) do coração até os pulmões. A aorta é a artéria mais calibrosa (de maior diâmetro) do corpo humano. Veias As veias são vasos de paredes relativamente fina, que transportam sangue dos diversos tecidos do corpo para o coração. A maioria das veias transporta sangue não oxigenado, mas as veias pulmonares transportam sangue oxigenado dos pulmões para o coração. As veias cavas superior e inferior são as mais calibrosas do corpo humano. No esquema abaixo você pode ver o caminho percorrido pelo sangue em nosso corpo. Observe-o e acompanhe a explicação. O sangue oxigenado é bombeado pelo ventrículo esquerdo do coração para o interior da aorta. Essa artéria distribui o sangue oxigenado para todo o corpo, através de inúmeras ramificações, como a artéria coronária, a artéria carótida e a artéria braquial. Nos tecidos, o sangue libera gás oxigênio e absorve gás carbônico. O sangue não oxigenado e rico em gás carbônico é transportado por veias diversas, que acabam desembocando na veia cava superior e na veia cava inferior. Essas veias levam então o sangue não oxigenado até o átrio direito. Deste, o sangue não oxigenado passa para o ventrículo direito e daí é transportado até os pulmões pelas artérias pulmonares. Nos pulmões, o sangue libera o gás carbônico e absorve o gás oxigênio captado do ambiente pelo sistema respiratório. Esse fenômeno, em que o sangue é oxigenado, chama-se hematose. Então, o sangue oxigenado retorna ao átrio esquerdo do coração, transportado pelas veias pulmonares. Do átrio esquerdo, o sangue oxigenado passa para o ventrículo esquerdo e daí é impulsionado para o interior da aorta, reiniciando o circuito. Num circuito completo pelo corpo, o sangue passa duas vezes pelo coração humano. Nesse circuito são reconhecidos dois tipos de circulação: a pequena circulação e a grande circulação. Pequena circulação- Também chamada circulação pulmonar, compreende o trajeto do sangue desde o ventrículo direito até o átrio esquerdo. Nessa circulação, o sangue passa pelos pulmões, onde é oxigenado. Grande circulação- Também chamada de circulação sistêmica, compreende o trajeto do sangue desde o ventrículo esquerdo até o átrio direito; nessa circulação, o sangue oxigenado fornece gás oxigênio os diversos tecidos do corpo, além de trazer ao coração o sangue não oxigenado dos tecidos. Pelo que foi descrito, e para facilitar a compreensão: · A aorta transporta sangue oxigenado do ventrículo esquerdo do coração para os diversos tecidos do corpo; · as veias cavas (superior e inferior) transportam sangue não oxigenado dos tecidos do corpo para o átrio direito do coração; · as artérias pulmonares transportam sangue não oxigenado do ventrículo direito do coração até os pulmões; · as veias pulmonares transportam sangue oxigenado dos pulmões até o átrio esquerdo do coração. Observe que, pelo lado direito do nosso coração, só passa sangue não oxigenado e, pelo lado esquerdo, só passa sangue oxigenado. Não ocorre, portanto, mistura de sangue oxigenado com o não oxigenado. A separação completa entre esses dois tipos de sangue contribui para a manutenção de uma temperatura constante no nosso organismo. Sendo os tecidos irrigados por sangue oxigenado, não “misturado” com sangue não oxigenado, nossas células recebem uma quantidade suficiente de gás oxigênio, para “queimar” uma quantidade de alimentos capaz de fornecer o calor necessário para manter mais ou menos constante a temperatura do corpo. Faça frio, faça calor, nossa temperatura interna permanece, em condições normais, em torno de 36,5 ºC. Sangue Você já sabe que o sangue transporta nutrientes, gases respiratórios, hormônios e resíduos do metabolismo. Embora o sangue pareça um líquido vermelho completamente homogêneo, ao microscópio óptico podemos observar que ele é constituído basicamente de: plasma, glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas. O plasma é a porção líquida do sangue, contém água (mais de 90%), proteínas e sais minerais diversos, glicose e vitaminas, entre outras substâncias. Capítulo 2 Sistema linfático O sistema linfático representa uma via acessória ao sistema circulatório pela qual pode fluir um líquido dos espaços intersticiais para o sangue. E, o que é mais importante, os capilares linfáticos podem transportar proteínas e grandes partículas de material para longe dos espaços dos tecidos, nenhuma das quais pode ser removida pela absorção direta para o sangue capilar. Essa remoção de proteínas dos espaços intersticiais é uma função absolutamente essencial, sem a qual morreríamos em 24 horas. O sistema linfático se divide em: · Capilares · Vasos · Troncos (11 ao todo) · Ductos ( 2 - Torácico e linfático direito) · Linfonodos ( 500 à 700 no organismo) · Órgãos linfóides (Baço, timo e tonsilas) A linfa não é o sangue, sua composição é totalmente diferente, resulta de uma combinação de proteínas, imunoglobulinas, que são proteínas de defesa do nosso organismo, uréia, células linfáticas e sais minerais. Quando o líquido intersticial passa para dentro dos vasos linfáticos recebe o nome de linfa. O corpo humano tem aproximadamente 10 litros de linfa. Os vasos que transportam a linfa são bem finos e recebem o nome de vasos linfáticos.O sistema linfático cumpre o importante e insubstituível papel de levar os nutriente para as células e retira delas as substâncias tóxicas. Os vasos linfáticos possuem grande capacidade de reparação e de formação de novos vasos após danos. Apresentam em seu interior válvulas que ajudam na impulsão da linfa. Uma vez que as substâncias entram nos capilares não há como saírem. Quando nosso organismo sofre uma agressão por uma infecção, trauma ou cirurgia e nós ficamos com o local “inchado”, é conseqüente ao extravasamento de plasma e células inflamatórias neste local. Para haver a recuperação da área inflamada é necessário que o sistema linfático drene toda as “sujeiras” existentes como restos de células, bactérias, proteínas e substâncias resultante de metabolismos de defesa, os chamados imunocomplexos. ~ Coletores linfáticos principais · Ducto torácico - Consiste na principal via de drenagem linfática do corpo. Vindo do tórax, o ducto torácico arqueia-se lateralmente ao nível da sétima vértebra torácica, situando-se no lado esquerdo. Os troncos lombares direito e esquerdo recolhem a linfa proveniente dos membros inferiores e das vísceras pélvicas. Os troncos intestinais drenam a linfa do canal alimentar (baço, fígado epâncreas). Os troncos intercostais descendentes drenam a parte inferior do tórax. · Ducto linfático direito Tem como função drenar alinfa do membro superior direito, hemitórax direito e porção direita da cabeça e pescoço. · Os linfonodos São estruturas ovais nas quais os vasos linfáticos penetram trazendo a linfa e seus conponentes. São cobertos por uma cápsula de tecido fibroso; sãos constituidos por dois tipos de células especiais: · Células reticulares – São células cuja atividade principal é a fagocitose . · Células linfóides - São essenciaias no mecanismo das reações imunológicas. Órgãos linfóides Baço – Também tem participação na resposta auto imune, reagindo a agentes infecciosos. Timo – O timo cresce após o nascimento até a puberdade. A seguir, começa a regredir, sendo em grande parte de sua substância substituida por tecido adiposo e fibroso. Tonsilas – Tem como função guardar a entrada dos tratos alimentar e respiratório contra a invasão de micro-organismos. Exemplo : Tonsilas palatinas, tonsilas sublingual. Capítulo 3 História da Drenagem linfática As primeiras informações sobre a linfa datam de épocas remotas. Já no ano 450 a.C. Hipócrates filósofogrego considerado o pai da medicina, através de dissecçoes, estudou esse sistema. No século XXVII o professor Italiano Gaspar Asseli, dentre outros anatomistas, confirmou a descoberta de vasos linfáticos em cães. No período de 1628 Dr Gassend fez a descrição de veias leitosas. Em 1651, Jean pecquet, médico Frances, estudou um conduto linfático que levou o seu nome - Cisterna de Pecquet , situado na região esquerda do abdome, à altura do umbigo. A drenagem linfática é conhecida desde 1892, quando o cirurgião austríaco Winiwater primeieo a descreveu, tomando como base o conhecimento de sua época. A drenagem linfática manual foi colocada em prática em 1932 na europa, pelo casal Dr. Emil Vodder e sua esposa Estrid, experimentalmente tratando pacientes acometidos de gripes e sinusites, manipulando seus gãnglios do pescoço. Em vista de seus ótimos resultados, o casal disciplinou o método, inicialmente intuitivo. A responsável pela divulgação do método no Brasil foi sua aluna Waldtraud ritter Winter, que hoje reside em Belo Horizonte. Drenagem linfática no Brasil O primeiro curso de drenagem linfática manual ministrado no Brasil foi em 1977 pelo professor Dr. Leduc, que tinha sido aluno do Dr. Vodder e participara como colaborador da comprovação científica do método na década de 60. Capítulo 4 Técnicas e variações Método Vodder - composto por 4 manobras com características diferentes de aplicação, porém, todas mantém a os movimentos intermitentes permitindo a abertura das válvulas , fato comum a todos os métodos descritos na sequência. Manobras utilizadas no método Vodder: · Círculos estacionários · Técnica de bombeamento · Técnica de Mobilização · Técnica rotatória Método foldi - Foi aluno de Vodder. Logo após a comprovação da técnica criou o método conhecido como terapia descongestionate complexa. Consiste em DLM, bandagens compressivas e meias elásticas. O método foldi hoje é a base ds tratamentos pós cirúrgicos . Essa terapia encabeça os tratamentos dos linfedemas , na área médica é o método mais utilizado. Também há manobras específicas para a drenagem de tecidos fibrosados no caso da FEG (celulite) ou em edema muito denso. Manobras utilizadas no método Foldi: · Bombeamento em bracelete · Círculos estacionários · Pinçamento com mobilização tecidual · Mobilizaçãoarticular · Movimento combinado Método Leduc - Dr. Albert leduc é doutor em educação física, licenciado em cinesioterapia e readaptação, professor emérito das universidades de Bruxelas. Também foi aluno de Vodder e teve participação na comprovação científica da DLM. Uma característica do método é o fato de quase toda drenagem ser realizada apenas por manobras extremamente superficiais, drenando apenas os tecidos sem nenhuma relevância articulações ou vísceras. Leduc é o principal método aplicado nos trabalhos estéticos. Manobras utilizadas no método Leduc: · Círculos com os dedos · Círculos com os polegares · Pressão em braceletes · Movimento combinado Método Godoy - Dr José Maria Godoy é médico do departamento de cardiologia e cirurgia cardiovascular na faculdade de medicina de São José do Rio Preto. Autor com sua esposa de livros como Drenagem linfática manual - Uma nova abordagem, Reabilitação Linfovenosa. O Dr. Godoy é o fundador do instituto Godoy e Godoy . O método Godoy quando surgiu era composto de apenas uma manobra de deslizamento nas vias linfáticas, realizado com um rolinho de espuma densa ou de silicone. Visava a drenagem auto aplicável. Na atualidade já é composta por várias manobras e sua principal aplicação é em tratamentos de linfedemas. Método propeli - Foi desenvolvida no rio grande do Sul pelo professor Rubens Balestro. A técnica visa formar a linfa na periferia e direcioná-la a profundidade e não para o coração.Como é o caso de todos os métodos.Segundo o professor Balestro este é o seu maior diferencial. A técnica é composta por manobras: · Anel maior · Anel menor · Palpação · Amassamento · Mobilização articular Conclusão: Como podemos analisar neste breve resumo, todos os métodos têm suas peculiaridade e seu campo de atuação. Mas todos tem algo em comum, que são as características de uma manobra drenante. O que caracteriza uma manobra drenante: · O movimento precisa ser intermitente; · Deve-se respeitar a pressão que corresponda os valores entre 33 a 40 mmhg; · O ciclo deve ser de 3 a 6 segundos por manobra aplicada; · O sentido é sempre direcionado de acordo com a anatomia da rede coletora; · As manobras seguem uma sequencia de pelo menos 3 repetições no mesmo lugar; · A região submetida a drenagem não deve ser vasodilatada. Ações da drenagem linfática manual Influencia direta: · Resposta imunes: A estimulação dos capilares linfáticos, estimula a produção e renovação de células de defesa. · Velocidade de filtração da linfa: O estímulo da circulação linfática aumenta o fluxo linfático, aumentando proporcionalmente a velocidade com que a linfa passa pelo linfonodo onde ocorre a filtração. · Quantidade de linfa processada pelos gânglios: Com o aumento do fluxo linfático, o volume circulante de linfa pode tornar-se até cinco vezes maior; consequentemente a quantidade de linfa processada nos linfonodos será maior. · Musculatura lisa esquelética: A drenagem linfática com seus movimentos calos e monótonos promove um relaxamento muscular que permite a circulação sanguínea e a circulação do líquido intersticial ocorra livremente. · Motricidade do intestino: Sob o estímulo da DLM, a musculatura lisa do intestino aumenta a amplitudee a frequência das suas contrações, ajudando na liberação das fezes. · Sistema nervoso vegetativo: devido aos movimentos lentos, atuam no parassimpático, agindo de forma a acalmar, dando ao cliente uma sensação de bem -estar e relaxamento. Influência Indireta: · Melhora na nutrição celular; · Melhora da oxigenação dos tecidos; · Desintoxicação dos tecidos intersticiais. · Absorção de nutrientes pelo trato digestivo – A drenagem linfática manual, quando executada sobre o abdome, estimula as contrações dos filamentos de musculatura lisa das vilosidades e também as contrações rítmicas dos capilares linfáticos, através de sua ação sobre as fibras nervosas do sistema parassimpático. Indicações: · Aumento da imunidade, · Acne, · rosácea, · cicatrizes, · demas, · celulites, · envelhecimento da pele, · lipoaspiração, pós e pré- operatório de cirurgia plástica, · gravidez, · estímulo ao equilíbrio hídrico e sanguíneo · regeneração do organismo. Contraindicações absolutas: · Câncer; · Inflamações bacterianas ou virais e infecções agudas; · Tromboses, flebites; · Filariase; · Tuberculose; · Crise asmática; · Toxoplasmose; · Erisipela; · Eczema agudo na região edemaciada; · Descompensação cardíaca. Contra-indicações parciais: · Cânceres tratados; · Estado pré-cancerosos da pele · Inflamações crônicas · Pós-tromboses, pós-flebites; · Asma brônquica; · Hipotensão arterial; · Insuficiência renal crônica Preparação do profissional: As mãos devem estar limpas (sem cremes), unhas curtas e escovadas. As duas mãos trabalham simultaneamente com os dedos juntos e seu toque deve ser bem suave. Todo profissional deve fazer a anamnese do cliente para observar as condições para qual a drenagem foi indicada. A maioria das vezes o médico indicará a drenagem. Preparação do cliente: A superfície da pele deve estar demaquilada e completamente limpa. Não usamos nenhum veículo deslizante, pois precisamos exercer pressão na musculatura, para aumentar o volume da linfa. Em Caso de pós cirúrgico : · Pode-se fazer uso de cremes a base de vitamina K e E, para ajudar no processo de cicatrização. · Usar luvas para manipular áreas próximas das incisões. · Acomodar o cliente de maneira que a drenagem seja favorecida. · Dar maior atenção as áreas de evacuação. · Executar as manobras sem que haja o descolamento dos tecidos, para isso damos maior atenção ás manobras de bombeamento com os dedos e movimentos em conchas. · Próximo às incisões evitar as manobras transversais. · Usar recursos de resfriamento para realizar a vasoconstricção dos capilares no local lesionado. Capítulo 5 Drenagem facial A face e o pescoço apresenta uma vasta quantidade de linfonodos que drenam a face , cabeça e pescoço. Para se realizar uma drenagem na face é necessário saber os caminhos da linfa e as cadeias de linfonodos que serão demostrados nas figuras abaixo: Passo a passo da drenagem da face 1. Respiração – O terapeuta apoia as duas mãos sobrepostas na região esternal, ou processo xifóide, serão realizadas pelo cliente 5 respirações profundas, que serão acompanhadas pelo terapeuta. 2. Efleuragem – Deslizamento na face e pescoço superficial. 3. Evacuação da região pré-auricular, cervicais laterais e ângulos venosos. 4. Evacuação dos ocipitais(implantação do cabelo), pré- auriculares, cervicais laterais e ângulos venosos. 5. Evacuação dos cervicais (C2), cervicais laterais e ângulos venosos. 6. Evacuação dos cervicais (C7) e ângulos venosos. A Drenagem de evacuação será realizada com a repetição de 3 a 5 vezes cada caminho, e em caso de pós-cirúrgico será aumentado para 5 a 7 vezes cada caminho. Drenagem de captação da face. A drenagem facial obedece o sentido proximal distal e distal proximal.Os movimentos de captação facial são movimentos de círculos estácionários ou de bombeamentos em conchas ( principalmente em pós-cirúrgicos). 1. Caminho submandibular – Quatro dedos em pata de gato na região da mandíbula,os movimentos serão para região dos gânglios submandibulares. 2. Caminho do mento ou contorno inferior do rosto – Dedos em pata de gato posicionando na região do mento, levará a linfa para os gânglios parotídeos. 3. Caminho do lábio superior – Dedos em pata de gato na região supra labial, levando a linfa pelo sulco nasogeniano(bigodinho Chinês) até os gânglios submentonianos. 4. Caminho da grande viagem – Posicionar as mãos na região do arco zigomático (bochecha), e levar a linfa até os ângulos venosos. 5. Caminho do nasal – Posicionar os dedos médios ou indicadores na ponta do nariz, realizar movimentos circulares de medial para lateral, em seguida desloque- os em direção a asa do nariz, o segundo movimento será da base do nariz até raiz do nariz. 6. Continuação do caminho nasal – Posicione os dedos da região paranasal até os gânglios mentonianos. 7. Caminho da parótida( pré- auriculares) – Posicione os dedos a frente do pavilhão auditivo, levando a linfa até os ângulos venosos. 8. Caminho dos olhos – A drenagem dos olhos será dividida em 6 caminhos (1. Região da glabela, 2.pálpebra inferior, 3. Sobre os olhos, 4. Abaixo da sobrancelha, 5. Sobre a sobrancelha, 6. Pinçamento nas sobrancelhas) A linfa dos olhos será direcionada para os gânglios pré-auriculares. 9. Caminho frontal – Posicionar as mãos na região frontal, levar a linfa até a região dos ângulos venosos. 10. Caminho da cabeça ou couro cabeludo – Posicionar as mão na raiz do cabelo, levar a linfa até os ângulos venosos. Capítulo 6 Drenagem linfática corporal Membro superior Se a face não foi drenada todo processo de evacuação será realizado antes da drenagem do membro superior, caso a face foi drenada não será necessario realizar as manobras de evacuação. O passo à passo detalhado abaixo será sem a drenagem da face. Passo à passo: 1. Respiração – O terapeuta apoiará as mãos sobrepostas na região esternal ou abaixo do processo xifóide, e o cliente fará 5 respirações profundas. 2. Estimulação dos linfonodos cerviacais laterais até os ângulos venosos. 3. Mobilização da articulação do ombro, ou bilateralmente ou homolateral, 5 repetições. 4. Estimulação dos linfonodos axilares – 10 bombeamentos para a profundidade, o terapeuta colocará as mãos sobrepostas na axila do cliente. 5. Efleuragem do membro superior – deslizamento superficial no membro superior. (opcional) 6. Braço · Círculos estacionários(face interna) – O terapeuta apoiará as mãos próximo da região axilar(região medial do braço), com movimentos lentos e intermitentes de proximal para distal. · Círculos estacionários(face externa) – Mãos apoiadas na face externa do braço, os movimentos iniciam a partir da articulação do ombro e seguirá até o cotovelo, de proximal para distal e distal para proximal. · Bracelete – O movimento dará início proximo da axila até o cotovelo, proximal para distal, distal para proximal. 7. Fricções ao redor do cotovelo 8. Deslizamento com os polegares na prega do cotovelo (Dança do patinho). 9. Antebraço – · Círculos estacionários- Na face interna do antebraço. · Bracelete 10. Deslizamento com os polegares na face interna do punho. 11. Mão · Círculos estacionários com os dedos- O Terapeuta realizará os movimentos com os dedos na região palmar do cliente, em direção a articulação do punho. · Círculos estacionários – O terapeuta realizará as manobras com os dedos indicadores e médios, em direção as articulações falangeanas. 12. Dedos · A drenagem dos dedos será realizada com a ponta dos dedos do terapeuta, e iniciará da falange proximal a distal e distal para proximal. 13. Bracelete final – O movimento se iniciarána articulação do punho e seguirá até a axila. 14. Estimulação dos linfonodos axilares – Bombeamento na axila , 10 repetições. Drenagem da mama Caso não tenha sido realizado a drenagem do membro superior todas as manobras de evacuação serão realizadas antes da drenagem da mama. A linfa da mama será direcionada para a cadeia de linfonodos axilarese sub claviculares. 1. Círculos estacionários ou bombeamento em concha – o terapeuta apoiará as mãos sobrepostas abaixo da clavícula do cliente, levando a linfa para os linfonodos subclaviculares, a drenagem se realizará no quadrante superior da mama e quadrante medial da mama, proximal \distal e distal\proximal. 2. Círculos estacionários ou bombeamento em concha - Na face lateral da mama, a linfa será direcionada para a região axilar . Abdome superior A Drenagem do abdome superior será realizada em direção aos linfonodos axilares. O abdome superior se limita a 3 dedos acima da cicatriz umbilical e serão divididos em quadrantes. 1. Círculos estacionários ou bombeamento em concha – As mãos do terapeuta iniciarão as manobras a partir da axila, seguirão em L até 3 dedos acima da cicatriz umbilical. Abdome inferior 1. Estimulação dos linfonodos inguinais – O terapeuta coma as mãos sobrepostas na região inguinal, realizará bombeamentos para a profundidade, com 10 repetições. 2. Círculos estacionários ou bombeamentos em concha - Dividiremos o abdome em 3 partes, levaremos a linfa em direção a região inguinal. Membro inferior (coxa e perna) A drenagem da coxa será realizada em direção aos linfonodos inguinais, a perna e o pé será direcionada para a região poplítea. 1. Estimulação da região inguinal – Bombeamento para profundidade , 10 repetições. 2. Círculos estacionários (região medial) – O terapeuta com as mãos lado a lado irá realizar os círculos estacionários próximo a inguinal do cliente, seguirá com as manobras proximal \ distal e distal \proximal. 3. Círculos estacionários (Região lateral \ diagonal) – As manobras seguirão de forma diagonal para a região interna da coxa. 4. Bombeamento em bracelete – As manobras serão realizadas sempre a partir da inguinal. 5. Fricções ao redor do joelho – 6. Bombeamento para a profundidade na região poplítea – 10 vezes. 7. Círculos estacionários – As manobras serão realizadas na face medial da perna. 8. Bombeamento em bracelete – Toda a perna. Drenagem do pé A drenagem do pé será direcionada para a região poplítea. A região plantar não será drenada e os dedos serão opcionais. 1. Fricções ao redor dos maléolos 2. Bombeamento na lateral do tendão de Aquiles. 3. Manobra Scoop – O terapeuta realizará um bracele com somente uma das mãos, a manobra terá início próximo da região articular do tornozelo . 4. Bracelete em todo membro inferior – começando da articulação do tornozelo. Drenagem da região posterior da coxa 1. Círculos estacionários – Toda linfa da coxa posterior será encaminhada para região inguinal. 2. Bracele Obs.: A panturrilha será opcional, já que foi drenada com o cliente em decúbito dorsal. Drenagem linfática do glúteo O glúteo será dividido em duas partes, onde toda a drenagem será direcionada para a inguinal. 1. Círculos estacionários ou bombeamento em concha – O terapeuta começará a manobra próximo a região inguinal. Drenagem linfática da Região dorsal A região dorsal será dividida em três partes: lombar ( será direcionada para a inguinal), Torácica (será direcionada para a axila) e cervical (será direcionada para os ângulos venosos. 1. Lombar - Círculos estacionários ou bombeamento em concha – As manobras iniciarão próximo da inguinal. 2. Torácica – Círculos estacionários ou bombeamento em concha – As manobras iniciarão próximo da axila. 3. Cervical – Círculos estacionários ou bombeamento em concha – As manobras iniciarão pelos ângulos venosos. Para encerrarmos , com o cliente em decúbito dorsal , bombearemos as cadeias axilares, inguinais e poplíteas. Capítulo 7 Introdução ao pós-cirúrgico Na atualidade, o padrão de beleza imposto é voltado a um corpo estruturalmente bem formado. Com isso cada vez mais aumenta o número de pessoas que buscam o tão sonhado corpo perfeito. Podemos observar o constante crescimento na área das cirurgias plásticas, na variedade de materiais sintéticos e nas técnicas com a finalidade de tornar possível este sonho. Reações fisiológicas nas intervenções cirúrgicas A intervenção cirúrgica representa uma agressão ao metabolismo imunológico. Esse processo provoca lesão e morte de células do tecido agredido, e desencadeia um processo inflamatório que representa a resposta do organismo a esta agressão. Após uma lesão celular são liberados mediadores químicos que provocam uma reação vascular; há dilatação de pequenos vasos com extravasamento de plasma no local da lesão e migração de leucócitos (glóbulos brancos) através da parede dos vasos locais. Fase reparadora Felizmente nosso corpo reage muito rápido a qualquer processo invasivo, graças a um sistema especial para combater os diferentes agentes tóxicos e infecciosos. Esse sistema é composto pelos leucócitos do sangue (glóbulos brancos) e por células teciduais derivadas dos leucócitos.Essas células atuam em conjunto de duas maneiras : (1) destruindo efetivamente os agentes invasores pelo processo de fagocitose e (2) formando anticorpos e linfócitos sensibilizados, um dos quais, ou ambos , podem destruir o invasor. A resposta inicial da reação ocorre nesta ordem: sangramento, coagulação, multiplicação celular, angiogênese, epitelização e síntese de matriz. A coagulação diminui a perda sanguínea e libera produtos biológicos que convertem fibroblastos e células endoteliais em reparadores teciduais. A fase reparadora dos tecidos lesionados é iniciado imediatamente após a lesão e se divide em 3 fases: Inflamação, proliferação e remodelamento. 2. Fase inflamatória – A inflamação presente no processo de reparo é uma reação defensiva local, em geral, restrita à área sujeita à agressão de agentes lesivos. Qualquer que seja a natureza do agente agressor – física, química ou biológica – desperta uma resposta iniforme, que é precedida pela liberação de muitos mediadores químicos. A intensidade da reação ira depender da gravidade da lesão e da capacidade de resposta do organismo. A inflamação serve para destruir , diluir ou imobilizar o agente agressor e, com o tempo, deflagrar uma série de acontecimentos que, tanto quanto possível, curam e reconstituem o tecido lesado. A inflamação começa no exato momento da lesão. O sangramento trás plaquetas, hemácias e fibrina (proteína), determinando a aderência entre as bordas. 3. Fase proliferativa – Após o trauma tissular, os vasos se contraem imediatamente e as plaquetas se agregam e liberam seus grânulos. Os elementos tissilares são liberados, iniciando o processo de coagulação. A medida que o coagulo se forma consegue-se a hemostasia da ferida. O processo de cicatrização começa bem cedo na inflamação, quando o estímulo inflamatório altera as condições normais do tecido.Algumas vezes, até mesmo 24 horas após a lesão , os fibroblastos e as células endoteliais começam a proliferar e a formar ( 3 a 5 dias) o tipo especializado de tecido conhecido como tecido de granulação, que é o marco da inflamação no processo de cura. Novos vasos originam-se por brotação a partir dos vasos pré-existentes, um processo chamado de angiogênese. Os vasos em formação só serão restabelecidos em torno do terceiro e quarto dia. Na verdade o grande edema aparente na região será devido ao vazamento sanguíneo. As bordas da cicatriz será formada pelas proteínas, colágeno , fibroblastos e elastina que participarão da contração da ferida. 4. Fase de remodelamento – A fase final da inflamação representa a evolução da cicatriz constituída, podendo durar anos. Há diminuição do número de fibroblastos e de macrófagos e aumento do conteúdo de colágeno, cujas fibras progressivamente se alinham na direção de maior tensão da ferida. Quando há perda maior de células e tecidos, como ocorre na lipoaspiração, o processo de reparo é mais complicado. Esse tecido cicatricial tem como característica pouca elasticidade, gerando aderências. A última fase do processo de remodelamento é também a mais longa, podendo durar por ate um ano, de acordo com as áreas de estresse. O EdemaO termo refere-se á presença de um excesso de líquidos nos tecidos corporais. Na maioria dos casos, o edema ocorre principalmente no compartimento extracelular, mas também pode envolver o compartimento intracelular. O edema intracelular ocorre em duas situações: depressão dos sistema metabólicos dos tecidos e falta de nutrição celular adequada. O edema extracelular é quando há acúmulo de excesso de líquidos nos espaços extracelular. De modo geral, há duas causas de edema extracelular: excesso anormal de líquidos do plasma para os espaços intersticiais, através das paredes dos capilares, e falha dos linfáticos em levar o líquido do interstício de volta para o sangue. Causas de edemas · Aumento da pressão capilar. · Aumento da pressão venosa. · Perda de proteínas através de áreas desnudas da pele, como queimaduras e feridas. · Diminuição na produção de proteínas. · Bloqueio do retorno linfático - câncer - Infecções e cirurgias. Capítulo 8 Pós- cirúrgico de face Os tipos de intervenções faciais Blefaroplastia (Pálpebras) A blefaroplastia pode ser uma cirurgia tanto estética quanto funcional, com o objetivo de remodelar as pálpebras ao remover e\ou reposicionar o excesso de tecido, assim como reforçar os músculos e tendões ao redor. Quando há grande quantidade de pele nas pálpebras, ela pode cair sobre os cílios e causar perda da visão periférica. Nesses casos a blefaroplastia é feita para melhorar a visão. A blefaroplastia é feita através de incisões externas feitas ao longo nas linhas naturais da pele da pálpebra, ou na superfície dentro da pálpebras inferior. a Ritidoplastia (Lifting facial) – A cirurgia da face, tornou-se um dos procedimentos mais populares da cirurgia plástica, graças ao surgimento de técnicas novas e a grande melhora na qualidade dos resultados. O objetivo desta cirurgia é de atenuar os efeitos do tempo, gravidade, exposição solar e stress do cotidiano, que resultam no aparecimento dos sinais de envelhecimento facial. Com a idade, o crânio fica menor, parte da gordura é absorvida, os músculos e os ligamentos responsáveis pela sua sustentação ficam mais flácidos e a pele perde elasticidade. Consequentemente, aparecem vários sinais característicos do envelhecimento, como acentuação das rugas na testa devido à contração muscular repetida ao longo dos anos, queda das sobrancelhas, excessos de pele e rugas ao redor dos olhos, rugas perilabiais, queda das bochechas, acentuação do sulco nasogêniano e um excesso de pele em baixo do pescoço. Normalmente as incisões são refletidas um pouco acima da linha do cabelo e seguem pela linha natural na frente da orelha, continuando no âmbito do presente e seguindo até a parte inferior do couro cabeludo. Geralmente as cicatrizes resultantes destas incisões escondem-se facilmente no contorno da orelha, e depois da cirurgia, são facilmente escondidas pelo cabelo. Se o pescoço também for trabalhado, as incisões são feitas sob o mento. Rinoplastia (nariz) – é a cirurgia plástica no nariz para correção de anormalidades. O objetivo pode ser estético ou funcional tratando distúrbios respiratórios. Nessa cirurgia a incisão é interna, normalmente os curativos duram uma semana. A DLM pode ser iniciada na primeira semana, trabalhando a região periférica sem tocar no local da cirurgia. Mentoplastia – É a cirurgia para correção do mento, o procedimento pode ser estético ou funcional. Em ambos os casos a incisão é interna não mostrando nenhuma cicatriz, no caso de incisões externas são posicionadas na parte inferior no mento. Otoplastia – É a cirurgia para correção das orelhas , Frontoplastia - A Frontoplastia é a cirurgia utilizada para a suspensão das sobrancelhas e do supercílio. O objetivo é reverter o processo de envelhecimento da fronte e glabela (testa). Para quem está indicada a Frontoplastia? Para pacientes com queda das sobrancelhas e supercílio, com rugas na testa e entre as sobrancelhas. Ou seja, pacientes com “olhar cansado” ou "olhar de bravo". Capítulo 9 Pós-cirúrgico corporal As reações após a lesão costumam ser : dormência, pressão, dor, rubor e calor, além de hematomas e edemas. A intervenção com a drenagem linfática manual visa aliviar estes sintomas e oferecer ao cliente as sensações de relaxamento e conforto. A DLM, atuando na liberação da linfa, visa manter o edema na menor proporção possível, quanto maior a extensão do tecido edemaciado, maior a dificuldade de regeneração pelo aumento da distância a ser percorrida pelos nutrientes e a separação das bordas das incisões. Mamoplastia (aumento e redutora) É a técnica usada para fazer reparos mamários aumentar ou diminuir a mama ou corrigir cicatrizes pós mastectomia. A cirurgia mamária passa por muitas variantes, normalmente buscando atender a necessidade de cada cliente. Podemos mencionar o implante de silicone cuja função é o aumento ou enrijecimento das mamas, ou plásticas redutoras para correção do tamanho. Prótese de silicone Mamoplastia redutora \ A área estará protegida por esparadrapo cirúrgico. Dermolipectomia braquial: Ocorre devido ao excesso de pele formado pelo estiramento da pele durante o período de sobrepeso ou também da perda de tugor da pele por causa da idade. A cirurgia plástica do braço ou também chamada lift de braços tem como objetivo retirar o excesso de pele, melhorando o contorno dos braços e dando um contorno mais natural e menos flácido, rejuvenescendo os braços. Lipoaspiração A lipoaspiração é uma cirurgia realizada com cânulas muito finas conectadas a aparelhos de alto poder de sucção que retiram o excesso de gordura localizada em áreas específicas. Essa técnica cirúrgica é hoje uma das mais realizadas em procedimentos estéticos devido principalmente à facilidade na intervenção e ao fato de ter custo menor que os das cirurgias plásticas. O princípio básico da lipoaspiração é a realização de uma pequena incisão por onde penetra uma cânula, que recebe pressão negativa (sucção) enquanto o cirurgião realiza movimentos. Lipoenxertia ou lipoescultura Melhora os contornos de determinadas regiões do corpo e do rosto, como lábios e glúteos. Popularmente conhecida como lipoescultura, esse procedimento consiste no aproveitamento de gordura removida pela lipoaspiração. Ressalta-se que a gordura injetada é em parte absorvida pelo organismo no período aproximado de quatro a seis meses. Este procedimento exige uma técnica mais cuidadosa e cânulas mais finas. A lipoenxertia pode ser indicada para aprimorar uma lipoaspiração, por isso é frequente a associação das duas técnicas em um mesmo ato cirúrgico. Nos procedimentos de lipoenxertia , só aplicamos a drenagem nos lugares em que a gordura foi retirada. A drenagem no local de aplicação, faz o organismo reabsorver a gordura mais rápido. Hidrolipoaspiração (HLPA): É a prática da lipoaspiração convencional precedida da aplicação de soro e ultrassom de 3Mhz. Este processo liquefaz a gordura de tal maneira que se torna mais fácil a sua retirada por pequenas cânulas de lipoaspiração. A hidrolipoaspiração é muito utilizada nas áreas do corpo onde a quantidade de gordura localizada é relativamente pequena. HIDROLIPOCLASIA A técnica é baseada na tumescência das células de gordura ocasionada pela injeção de solução de cloreto de sódio no tecido subcutâneo. Como as células de gordura possuem mais cloreto de sódio no seu interior que o seu meio exterior após, após a injeção da solução, a água do meio extra entra nas células para igualar a concentração deste sal nos dois lados, rompendo a membrana celular , como nem todas a s células são rompidas o ultrassom será utilizado para promover uma cavitação e romper as células que restam. Após 24 horas após esta técnica o médico costuma recomendar atividade aeróbica para que o corpo use parte da gordura extravasada como dispêndio energético. Abdominoplastia(dermolipectomia) Técnica cirúrgica na qual o excesso de pele e gordurado abdome são removidos, e os músculos abdominais aproximados (geralmente se afastam com a obesidade). A cicatriz cirúrgica fica posicionada na parte inferior do abdome, visando posicioná-la na região onde o biquíni ou a roupa íntima possam cobri-la. Gluteoplastia: A cirurgia plástica dos glúteos tem como objetivo remodelar ou aumentar a região das nádegas. O novo formato dos glúteos dependerá do tamanho, da forma das próteses utilizadas, bem como do biótipo original da paciente. Em geral, os resultados são bastante naturais, uma vez que as próteses são gelatinosas, maleáveis e se acomodam bem ao corpo. A incisão pode ser na região dos flancos, na prega glútea ou na prega anal em alguns casos. Lipoenxertia de glúteo Não realizaremos a drenagem nos caso de preenchimento de glúteo com Ácido hialurônico ou tecido adiposo (gordura) Dermolipectomia adutora Após grandes emagrecimentos ou alternância de períodos de ganho e perda de peso, é comum que ocorra um abaulamento flácido da porção interna das coxas. Isso deve ao excesso de pele formado elo estiramento desta durante o período de sobrepeso. A dermolipectomia visa retirar o excesso de pele, proporcionando um contorno das coxas mais natural e menos flácido. . Capítulo 10 Complicações de pós cirurgia plástica Quelóide - É uma lesão tumoral, de superfície lisa e consistência endurecida. No início, geralmente tem cor rósea ou avermelhada adquirindo, mais tarde, cor semelhante à pele normal ou escurecida. Difere das cicatrizes hipertróficas, nas quais o tecido cicatricial aumentado não excede a localização do traumatismo e tende a se reduzir com o passar do tempo. Mesmo pequenos traumatismos , como um furo de orelha podem dar origem a grandes quelóides. A região anterior do tórax e os ombros são localização frequente de quelóide. Fibrose - É uma formação anormal do tecido fibroso que geralmente ocorre como processo reparador, após danos ao tecido e inflamação. O processo também pode ser descrito como mecanismo de reação, por exemplo, como resultado de tensões repetidas sobre os tecidos. No caso de lipoaspiração há um descolamento dos tecidos conjuntivos, fato que desencadeia a formação de tecido fibroso nos locais percorridos pela cânula. Aderências - Crescimento acelerada e desorganizado das fibras na parte interna da cirurgia, unindo tecidos que normalmente estariam separados. As aderências são compostas por fibras elásticas brancas, principalmente em torno das articulações, ou por fibras elásticas amarelas, nas camadas da fáscia. As aderências são reduzidas pela ação de alongamentos de alguns movimentos de massagem, particularmente pelo componente de torsão da técnica do amassamento. Outras manobras, como as de fricção e vibração e a técnica neuromuscular , tem um impacto similar no sentido de separar as camadas da fáscia e romper os microfilamentos de colágeno. Cicatriz hipertrófica - ocorre quando a organização do colágeno é inadequada, apesar de produzido em quantidade normal, o que confere aspecto não harmônico. A cicatriz ao contrário do quelóide , respeita o limite anatômico da pele. Seroma - O seroma ocorre entre 2 e 53,1% dos pós-cirúrgicos, é identificado pela coleção de matéria líquido precedentes de vasos linfáticos e sanguíneos que são lesados durante o ato cirúrgico e que se acumulam no espaço morto. O seroma é um depósitos de líquidos de tipo claro, cítrico, parecido com o plasma, que se formam entre o músculo e o tecido subcutâneo. Normalmente não se pode retirá-lo com a drenagem linfática manual, porque não é coletado pelo sistema linfático, sendo necessária a intervenção médica para fazer a pulsão. Rejeição de prótese - O organismo, como defesa natural, forma uma cápsula fibrosa em torno da prótese. O Paciente deve retornar ao seu médico ,que realizará os procedimentos adequados. Discromias - Formação de manchas na pele. Com autorização médica, a equipe de estética fará o clareamento com substâncias específicas, somente após a cicatrização total. Referências Bibliográficas · Borges, Fábio dos santos. Dermato-funcional: modalidades terapêuticas nas disfunções estéticas. · Leduc, Oliver; LEDUC, Albert. Drenagem linfática - teiria e prática. SP: Manole. 2000. · Guirro, Elaine; Guirro, Rinaldo. Fisioterapia Dermato - funcional . SP: Manole. · Apostila do curso de dermato-funcional , ênfase em tratamentos corporais. Professora Fabíola Miranda. · Manual do paciente, Cirurgia estética, Dr. Leonardo carvalho Dias. · Apostila de drenagem linfática , professora Valéria Vaz. · Guiton, Tratado de Fisiologia . · Berd, Técnicas de massagem de Berd.