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DOMINE A 
DRENAGEM 
LINFÁTICA 
A principal
técnica
 para entregar
resultados no 
 
PÓS-
OPERA
TÓRIO
Fátima Silva
História do Autor .....................................................................1
O que é o Pós-operatório de cirurgias 
plásticas? ....................................................................................2
Benefícios da drenagem linfática ..................................5
Histologia da Drenagem Linfática...............................13
Anatomia e Fisiologia do Sistema Linfático ...........19
Sistema Linfático ..................................................................20
Embriologia .............................................................................21
Interstício ..................................................................................22
Os vasos linfáticos ...............................................................23
Capilar linfático ou capilar inicial .................................25
Pré-coletores e Coletores ................................................26
Linfangion ................................................................................27
Gânglios, linfonodos ou nódulos linfáticos .............29
O canal torácico....................................................................30
O ducto torácico ...................................................................30
Órgãos do Sistema Linfático e suas Funções...... 32
Edema ........................................................................................35
Drenagem Linfática ............................................................33
Referências bibliográficas.............................................. 37
SUMÁRIO INTERÁTIVOSUMÁRIO INTERÁTIVO
Olá, profissional de valor e sucesso! 
Se você já está aqui nesse universo repleto de conhecimento, já
sabe que nasci e fui criada no bairro Pôr do Sol, uma terrinha
maravilhosa, lá em Cajazeiras PB. Hoje, mãe de duas filhas: Maria
Luiza e Maria Eduarda. 
Graduada em Estética e cosmética e graduanda em Cosmetologia,
sempre busquei transmitir conhecimento para os profissionais da
área, até que surgiu a oportunidade e se concretizou em minha vida,
o projeto Transparência Estética, no qual busco desmistificar
assuntos que são disseminados e que vão contra os estudos
estéticos.
Que este e-Book contribua para que você não apenas se torne um
profissional melhor, mas que através do estudo, ele possa impactar
em todas as áreas da sua vida.
HISTÓRIA DA AUTORA
01
O QUE É O PÓS-
OPERATÓRIO DE
CIRURGIAS PLÁSTICAS? 
POR QUE O PÓS OPERATÓRIO É UMA GRANDE
OPORTUNIDADE PARA VOCÊ, PROFISSIONAL DA
ÁREA DA ESTÉTICA E SAÚDE?
O pós-operatório de cirurgia plástica refere-se ao período que se
segue à intervenção cirúrgica. Durante esse período, o paciente
passa por várias fases de recuperação para garantir que a cirurgia
seja bem-sucedida e que os resultados desejados sejam alcançados. 
02
https://www.terra.com.br/noticias/mercado-da-cirurgia-plastica-apresenta-crescimento-em-alta,263d6805d4df22e66e3deadfd2283df2aklv190u.html
https://www.terra.com.br/noticias/mercado-da-cirurgia-plastica-apresenta-crescimento-em-alta,263d6805d4df22e66e3deadfd2283df2aklv190u.html
https://www.terra.com.br/noticias/mercado-da-cirurgia-plastica-apresenta-crescimento-em-alta,263d6805d4df22e66e3deadfd2283df2aklv190u.html
Imagem: a- antes da aplicação do taping, b- aplicação to taping em
rede, c- após a retirada do taping e d- resultado após 15 dias. 
Resultado da profissional Andreia Vasquez fisioterapeuta dermato
funcional @andeia.fisiodermato referência em pós-operatório, onde o
médico elogiou e a paciente também.
03
A grande demanda por cirurgias plásticas no Brasil, faz disso uma
grande oportunidade, fatores como urgência e a grande
importância do pós-operatório fazem com que profissionais
preparados faturem muito.
Esse ebook foi criado para te entregar as 3 principais
técnicas utilizadas no pós-operatório, que te permitirão
entregar 2x mais resultados para seu cliente e obter
resultados como esses, dessas profissionais que fazem
parte da minha formação de Pós-operatório:
https://www.terra.com.br/noticias/mercado-da-cirurgia-plastica-apresenta-crescimento-em-alta,263d6805d4df22e66e3deadfd2283df2aklv190u.html
Imagem: Profissional Suzane Silva esteticista, referência em pós-
operatório.
Imagem: Profissional Larissa Fabiane Fisioterapeuta referência em pós-
operatório.
04
A drenagem linfática é uma técnica terapêutica que pode
proporcionar diversos benefícios no pós-operatório de cirurgias
plásticas. Aqui estão alguns dos benefícios mais comuns:
Redução do Inchaço: A drenagem linfática auxilia na remoção
do excesso de fluidos e edema que podem ocorrer após a
cirurgia plástica. Isso contribui para a redução do inchaço,
proporcionando maior conforto ao paciente.
Melhora na cicatrização: Ao estimular o sistema linfático, a
drenagem linfática pode ajudar na remoção de resíduos
metabólicos e toxinas, promovendo um ambiente mais propício
para a cicatrização.
Prevenção de Fibrose: A técnica pode ajudar a prevenir a
formação de fibrose, que é o desenvolvimento de tecido
cicatricial excessivo. Isso é especialmente importante em
cirurgias plásticas onde a manipulação dos tecidos pode levar à
formação de aderências.
05
BENEFÍCIOS DA
DRENAGEM LINFÁTICA
Alívio do Desconforto e Dor: A drenagem linfática suave pode
ter um efeito analgésico, ajudando a reduzir o desconforto e a
dor associados à cirurgia plástica.
Estímulo à Circulação Sanguínea: A melhora na circulação
sanguínea é um benefício adicional, pois contribui para o
transporte eficiente de nutrientes e oxigênio para os tecidos,
favorecendo a recuperação.
Auxílio na Eliminação de Hematomas: A drenagem linfática
pode contribuir para a redução de hematomas, já que ajuda na
remoção de sangue acumulado nos tecidos.
Promoção do Bem-Estar: Além dos benefícios físicos, a
drenagem linfática pode ter efeitos positivos no bem-estar geral
do paciente, proporcionando relaxamento e alívio do estresse.
Aceleração do Processo de Recuperação: Com a redução do
inchaço, melhora na circulação e estímulo à cicatrização, a
drenagem linfática pode contribuir para acelerar o processo de
recuperação pós-cirúrgica.
06
Outra grande vantagem que faz do pós-operatório uma
oportunidade para você, é o fato de te permitir atuar mesmo
sem um espaço próprio, atendendo à domicílio. Mesmo sem
eletroterapias você consegue entregar resultado por conta das
diversas técnicas e manobras manuais capazes de entregar
grandes resultados.
Mas, antes de entrarmos nas 3 técnicas preciso fazer uma
breve introdução sobre um tema muito importante para sua
trajetória no Pós-Operatório: 
07
O que são as complicações?
Complicações conforme as literaturas: As complicações podem
iniciar até mesmo no pré, trans e pós operatório. Porém, nas
próximas páginas abordarei complicações no pós-operatório e
assim, com esse conhecimento iremos identificar ou até mesmo
contribuir para a reversão dessa intercorrência.
Complicações conforme as
literaturas:
Compressão dos vasos e
alterações nas sensações
Desequilíbrio de fluidos
Necrose de pele
Embolia
Perfurações das vísceras
Edema
Infecções
Seroma
Deiscência
Fibrose
Equimose
Aderência
Aqui, nosso foco será EDEMA. 
12
HISTOLOGIA DA DRENAGEM
LINFÁTICA
ARISTÓTELES (385 A.C)
Mencionava em escritos a "estrutura que gera
um fluido incolor".
13
IDADE MÉDIA (SÉCULO V AO XV)
Proibição do avanço na medicina em geral.
SÉCULO XV
Retorno às investigações em anatomia
HIPÓCRATES (450 A.C)
Já reconhecia a linfa como sangue branco no
século XV.
HISTOLOGIA DA DRENAGEM
LINFÁTICA
GASPARO ASELLI (1581 A 1626)
Professor, observou os vasos linfáticos no
intestino de um cachorro.
14
A. WINIWARTER, CIRURGIÃO (1848 A 1917)
Expôs seu livro "Die Elephantia" em 1892,
apresentando a técnica de uma massagem
suave aplicada de proximal a distal.
Introduziu procedimentos especializados
de massagem e compressão para tratar o
linfedema, uma doença que causa inchaçonos braços e pernas devido à retenção de
líquidos no sistema linfático. 
Em 1932, o fisioterapeuta dinamarquês
Emil Vodder refinou e aprimorou a técnica
de Winiwarter para tratar o linfedema. O
tratamento de Vodder tornou-se
conhecido como drenagem linfática
manual.
HISTOLOGIA DA DRENAGEM
LINFÁTICA
VODDER 1896
O Dr. Emil Vodder e sua esposa, a Dra.
Estrid Vodder, propuseram a prática da
medicina alternativa conhecida como
"linfologia". 
Enquanto trabalhavam na Riviera Francesa,
tratando pacientes com resfriados
crônicos, observaram que esses pacientes
apresentavam linfonodos inchados de 30 a
40 mmHg.
A abordagem suave e leve deve ser
decrescente, da palma das mãos para os
dedos. Além disso, o método não faz uso
de produtos durante o tratamento.
Corporal: Da região proximal para a
distal;
Facial: Do centro da face ao linfonodo
correspondente,
Círculos fixos;
Técnica de bombeamento;
Mão em formato de concha;
Movimento giratório ou de rotação
15
HISTOLOGIA DA DRENAGEM
LINFÁTICA
FOLDI (1896-1920) - ALEMANHA
ALUNO DA ESCOLA DE VODDER, médico
especialista em linfologia, exerceu a função
de diretor na II. 
Medizinischen Universitätsklinik, onde
concluiu seu doutorado. Atualmente, é
professor APL na Universidade de Freiburg,
Alemanha. Em 1986, fundou a Földiklinik,
uma clínica especializada em linfologia.
As técnicas abordadas incluem:
Bombeamento em bracelete;
Círculos estacionários;
Pinçamento com mobilização tecidual;
Aplicação de 30 a 40 mmHg, de
maneira suave, lenta, intermitente e
relaxante, sem o uso de produtos
adicionais;
Utilização de bandagem elástica de
média compressão.
Corporal: da proximal para distal. 
Facial: O procedimento se estende do
centro da face ao linfonodo
correspondente.
16
HISTOLOGIA DA DRENAGEM
LINFÁTICA
LEDUC (BÉLGICA, 1914) - ALUNO DA
ESCOLA DE VODDER
ALUNO DA ESCOLA DE VODDER,
formado na Bélgica em 1914 por Leduc,
apresenta as seguintes técnicas:
Circular com os dedos;
Circular com os polegares;
Combinação de pressão em bracelete;
Aplicação de 30 a 40 mmHg de forma
suave e leve, decrescente da palma das
mãos para os dedos;
Utilização de bandagens, pressoterapia
ou exercícios.
Corporal: da proximal para distal. 
Facial, o procedimento compreende do
centro da face ao linfonodo
correspondente. 
Além disso, é incorporado o
bombeamento em bracelete.
17
HISTOLOGIA DA DRENAGEM
LINFÁTICA
GODOY E GODOY - BRASIL
ALUNO DA ESCOLA DE VODDER, José
Maria Pereira de Godoy, está atualmente
envolvido no Departamento de Cardiologia
da Faculdade de Medicina de São José do
Rio Preto, onde concentra suas pesquisas
em Cirurgia. Seu projeto em andamento
visa "Erradicar a elefantíase".
As técnicas abordadas incluem:
Bombeamento por ativação clavicular;
Mão em concha;
Movimento giratório ou de rotação;
Aplicação de 30 a 40 mmHg de
maneira suave e leve, com
decrescimento da palma das mãos para
os dedos.
Roletes eRA de Godoy e Godoy. 
Corporal: proximal para distal. 
Facial, centro da face ao linfonodo
correspondente,
Associa cremes para facilitar o
deslizamento.
18
Profissional, há o sistema
linfático e o sistema
cardiovascular. Eles são
sistemas paralelos, como
fica evidente nesta
imagem, onde o sistema
cardiovascular está
claramente delineado. 
Aqui ocorre o retorno à
veia, enquanto todo o
sistema linfático está
representado aqui. Assim
sendo, o sistema linfático é
paralelo, porém
unidirecional.
19
ANATOMIA E FISIOLOGIA DO
SISTEMA LINFÁTICO
O sistema linfático representa uma via acessória de circulação pela
qual o líquido retorna do espaço intersticial para a veia cava
superior. Neste ponto, ocorre a drenagem do líquido para o sistema
sanguíneo, reintegrando as proteínas à circulação sanguínea.
A comunicação do sistema linfático inicia-se em pequenos vasos,
aumentando progressivamente de calibre até atingir os vasos mais
profundos. No entanto, a maioria desses vasos está localizada
superficialmente.
Onde ocorrem as trocas metabólicas? Quando o sangue circula, ele
nutre as células, proporcionando-lhes nutrientes. Os capilares
venosos captam aproximadamente 90% desses nutrientes,
enquanto os 10% restantes permanecem no interstício, formando o
chamado líquido intersticial, o qual contém proteínas. Os capilares
linfáticos, por sua vez, são responsáveis por captar esses 10%,
iniciando um processo complexo para reintegrá-los à circulação.
SISTEMA LINFÁTICO
O corpo humano é constituído por um conjunto de órgãos que,
quando agrupados, formam os sistemas responsáveis pelo
funcionamento e equilíbrio do organismo. Dentre esses sistemas, o
sistema linfático desempenha funções cruciais, tais como:
Função:
1- Remover fluidos em excesso dos tecidos;
2- Absorver ácidos graxos e transportar subsequentemente a
gordura para o sistema circulatório;
3- Controlar a concentração de proteínas no interstício, o volume
do fluido intersticial e sua pressão;
4- Atuar de forma paralela ao sistema cardiovascular;
5- Produzir células imunes, incluindo linfócitos, monócitos e células
produtoras de anticorpos conhecidas como plasmócitos.
20
EMBRIOLOGIA
O sistema linfático tem origem no mesoderma, folheto germinativo
do qual derivam diversos tecidos, tais como o muscular, conjuntivo
e vascular. Constituído por uma ampla rede de vasos, opera
paralelamente ao sistema circulatório.
Função
O sistema linfático desempenha diversas funções essenciais para o
organismo:
Transporta nutrientes do sangue às células do corpo.
Age como defesa contra toxinas e bactérias.
Remove resíduos das células do corpo para o sangue.
Proporciona um ambiente líquido adequado para as células.
É o principal sistema de defesa do organismo.
Atua na absorção dos ácidos graxos e no equilíbrio dos líquidos
nos tecidos.
21
Espaço entre as células.
Representa 1/6 do corpo.
Líquido intersticial: formado
por filtração e difusão.
Constituição muito semelhante à
do plasma sanguíneo (com
concentrações muito menores).
Sabe-se que o fluxo da linfa é
lento, uma vez que o Sistema
Linfático não possui um sistema
bombeador próprio.
22
INTERSTÍCIO
O sistema linfático representa uma via acessória de circulação pela
qual o líquido retorna do espaço intersticial para a veia cava
superior. Neste ponto, ocorre a drenagem do líquido para o sistema
sanguíneo, reintegrando as proteínas à circulação sanguínea.
A comunicação do sistema linfático inicia-se em pequenos vasos,
aumentando progressivamente de calibre até atingir os vasos mais
profundos. No entanto, a maioria desses vasos está localizada
superficialmente.
Defesa contra partículas estranhas e microorganismos.
O sistema linfático está intimamente ligado ao sistema 
imune, contendo células de defesa dentro do vaso. 
Essas células de defesa saem para o combate como 
soldados, capturando invasores no espaço 
intersticial do organismo.
Após capturar os invasores, as células de 
defesa levam-nos para dentro dos linfonodos,
 onde ocorre uma batalha literal. Essas células 
destroem os invasores, um processo conhecido 
como fagocitose, que significa "comer" ou 
"engolir".
Restaura qualquer excesso de moléculas de 
proteínas e fluido intersticial de volta à circu-
lação sistêmica. Essa sequência de eventos 
evidencia a importância crítica do sistema 
linfático na defesa do organismo contra in-
vasores patogênicos e na manutenção do 
equilíbrio intersticial, contribuindo para a 
homeostase do corpo.
Absorção de vitaminas lipossolúveis e 
substâncias gordurosas no trato 
gastrointestinal.
OS VASOS LINFÁTICOS
Espalham-se por todo o corpo, absorvendo a linfa, e suas principais
funções incluem:
23
O que esses vasos fazem? Eles pegam a gordura e as vitaminas
lipossolúveis, e entregam na cisterna do quilo que tem essa função. Ela
fica localizada na L1 e L2, próximo também da L3.
Então, não adianta você ficar fazendo estímulo na cisterna do quilo em
um paciente. Sua mão não vai chegar lá. Isso não existe. "Ah, mas já
aprendi assim." Eu também. 
Um dia aprendi assim, e eu peguei a literatura e compreendi que é
impossível fazer movimentos falando que estou desbloqueando,desobstruindo a cisterna do quilo. Isso não vai acontecer.
A função da cisterna do quilo é pegar e recepcionar os vasos lácteos no
intestino que entregam, e ela direciona para os adipócitos. Não é para o
xixi. Ninguém vai urinar a gordura. Se isso acontecer, a gente tem uma
patologia, uma doença.
Muitos não compreendem por que a ideia errônea de que o sistema
linfático leva as pessoas a eliminar "xixi de gordura" persiste.
Entretanto, a origem dessa concepção equivocada pode ser
atribuída à má interpretação por parte de alguns indivíduos.
Entenda o que acontece: no intestino existe muitos vasos linfáticos,
alguns são vasos linfáticos especiais com o nome de lácteos.
24
CAPILAR LINFÁTICO OU
CAPILAR INICIAL
É formado por células endoteliais. Quando o tecido se movimenta, eles
se abrem, captando o líquido intersticial, pois estão ancorados na derme.
Eles ficam muito superficiais. Por isso, não é necessário aplicar força
durante uma drenagem. Não é preciso realizar movimentos repetitivos,
rápidos e profundos no mesmo local, o que eu chamo de espalhamento
de líquido, ok, profissionais.
Como eu sei que 80% está na derme, para imitar os capilares linfáticos,
não é necessário aplicar força. Se sei que o máximo é 40 mmHg, e estou
vendo na imagem que eles estão ancorados na derme, os capilares
linfáticos não ficam soltos para que eu queira forçar na pele do meu
cliente, e chame isso de drenagem linfática; isso está errado.
Se eles estão ancorados, ao fazer os movimentos corretos, estimula-se a
abertura dessas fendas, auxiliando o líquido no interstício a permear
nesse capilar. É isso que acontece, profissional, mas independentemente
de suas habilidades, isso ocorre o tempo todo. Se o sistema linfático para
de funcionar, o paciente morre em 24 horas (NETO, 2004).
25
PRÉ-COLETORES E COLETORES
Recebem a linfa dos capilares linfáticos e possuem a mesma
estrutura que os capilares, com a exceção de serem valvulados e
apresentarem uma estrutura denominada linfangion. Entregam a
linfa no coletor, e a válvula impede o retorno desse líquido.
26
O capilar é fininho e está na derme. Os pré-coletores já apresentam
válvulas e uma musculatura lisa, sendo diferentes dos capilares
linfáticos. O capilar não realiza o bombeamento, uma função
desempenhada por uma estrutura que veremos mais adiante. O
coletor está mais profundo, e sua válvula é mais expansiva, com
mais camadas de células endoteliais.
Por isso, o profissional não precisa aplicar força, pois forçar demais
na drenagem poderia simplesmente esmagar o capilar linfático. Se
isso ocorrer, o estímulo adequado na drenagem linfática não
acontecerá. Existe uma comunicação evidente: o capilar linfático se
comunica com o pré-coletor, que, por sua vez, se comunica com o
coletor. 
Este último entrega a linfa no
gânglio, o qual filtra a linfa para
que ela retorne pura à
circulação sanguínea principal. 
Esses coletores apresentam
uma musculatura lisa, onde
encontramos o linfangion,
responsável por uma contração
espetacular.
Faz parte do vaso pré-coletor e
coletor. Essa estrutura realiza
contração, interpretada como o
coração do sistema linfático, e
impulsiona a linfa por meio da
contração da musculatura lisa
de 6 a 7 vezes por minuto
dentro do vaso linfático.
27
LINFANGION
Fig. Estrutura e função do linfangion
A - Disposição da musculatura
B - Função normal
C - Vaso linfático dilatado com insuficiência valvar e refluxo.
1 - Linfangion - Segmento contraído (fase de esvaziamento)
3 - Segmento relaxado (fase de enchimento)
NOTA: As setas indicam a direção do fluxo. Modificado do Livro
Didático de Linfologia de Foeldi
A B C
Por isso, a drenagem é lenta, pois é necessário replicar essa
anatomia e fisiologia. Essa estrutura contém válvulas que abrem e
fecham, impulsionando a linfa de maneira unidirecional. 
A linfa jamais retorna; se isso ocorrer, é uma patologia. Dentro do
normal, não ocorrerá o retorno; ela seguirá até o canal torácico
localizado no tórax, desembocando a linfa no ângulo venoso
esquerdo, que é a junção da veia jugular interna esquerda com a
veia subclávia esquerda, indo para o ducto torácico. 
No ângulo venoso direito, a linfa vai para o ducto linfático.
28
GÂNGLIOS,
LINFONODOS
OU NÓDULOS
LINFÁTICOS
Células que compõem os linfonodos:
Células reticulares: Atividade
fagocitária e pinocitose (absorvem
o líquido).
Células linfóides: Contêm
memória imunológica, ou seja,
cuidam da imunidade, formando
uma barreira de proteção.
29
Está tudo certo se você falar
"Linfonodos", gânglios ou
nódulos linfáticos. A função
do gânglio linfático é
proteger o corpo de
invasores. 
Temos em média 700
linfonodos. Então, as células
de defesa vão lá e trazem os
microorganismos para dentro
dos linfonodos. 
E quando chegam aos
linfonodos, há uma batalha
para destruir esses invasores,
porque a linfa precisa
retornar para a circulação
sanguínea limpa. Ela não
deve levar nenhum invasor.
São pequenas estruturas ovais
interpostas no trajeto dos vasos
linfáticos que têm como função criar
uma barreira ou filtro contra a
penetração de microorganismos,
toxinas ou substâncias estranhas e/ou
nocivas ao organismo na corrente
sanguínea.
As vias linfáticas reabsorvem o líquido intersticial, não são valvuladas, são
aderidas à derme, têm calibre superior ao capilar venoso e numerosas
anastomoses linfo-linfáticas que caracterizam a rede.
O Dr. Godoy afirma que, ao ficar 30 minutinhos com os dedinhos
parados aqui, você experimentará uma resposta à drenagem linfática.
1, 1a - Veias jugulares internas; 
2, 2a - Veias subclávias; Veia cava superior;
Ducto torácico; Ducto linfático direito.
(Modificado do Livro Didático de Linfologia
de Foeldi)
O DUCTO TORÁCICO
30
O CANAL TORÁCICO
A região drenada pelo ducto linfático direito
inclui a coleta da linfa dos seguintes locais:
Membros inferiores
Abdômen inferior
Hemitronco esquerdo
Membro superior esquerdo
Hemiface esquerda
O ducto torácico é responsável por drenar
aproximadamente ¾ da linfa do corpo,
direcionando-a para o ângulo venoso esquerdo,
próximo à veia subclávia.
O tronco linfático direito abrange a região
drenada pelo ducto torácico, coletando a linfa
dos seguintes locais:
Hemitronco direito
Hemiface direita
Membro superior direito
O ducto linfático realiza a drenagem de
aproximadamente ¼ da linfa do corpo para o
ângulo venoso direito, próximo à veia subclávia,
conforme descrito por August em 2015.
31
Trajeto da linfa:
Capilares
Pré-coletores coletores
Ducto torácico / ducto linfático
direito
Cava inferior
Junção subclávia e jugular interna
ÓRGÃOS DO SISTEMA
LINFÁTICO E SUAS FUNÇÕES
O sistema linfático é constituído por diversos órgãos, incluindo o baço,
as amígdalas e o timo, os quais apresentam tecido linfóide. Cada um
desses órgãos desempenha um papel crucial no sistema imunológico:
Baço: Participa ativamente da resposta imune por meio da
formação de linfócitos.
Amígdalas: Funcionam como uma barreira defensiva contra micro-
organismos presentes na região oral e faríngea.
Timo: Desempenha um papel essencial no desenvolvimento do
sistema imunológico, instruindo os linfócitos e conferindo-lhes
imunocompetência.
32
Curiosidade: 
O sistema linfático
inicia seu
desenvolvimento no
final da sexta semana
de gestação,
aproximadamente duas
semanas após o
sistema cardiovascular,
conforme descrito por
Moore em 2000.
EDEMA
33
Edema é definido como o
acúmulo excessivo de líquido no
espaço intersticial.
O edema é identificado pelo
aumento do volume do líquido
intersticial e/ou das cavidades
corporais, resultante do
desequilíbrio entre as pressões
hidrostática e oncótica, que
normalmente atuam para
direcionar o líquido de volta para
o capilar sanguíneo.
Tipos de edema
Edema venoso:
O inchaço venoso ocorre devido ao acúmulo de sangue nas veias, resultando
na dilatação e no aumento visível desses vasos sanguíneos. Este fenômeno é
frequentemente observado em gestantes, devido às alterações hormonais e
ao aumento da pressão sobre as veias na região pélvica e nas pernas. 
O inchaço venosose caracteriza por veias dilatadas 
e visíveis na superfície da pele, muitas vezes 
apresentando uma coloração arroxeada 
ou azulada.
A ineficiência vascular pode ser identificada 
pelo sinal de Godet ou Cacifo.
Sinal de Cacifo (ou
Sinal de Godet)
34
Para identificar o inchaço venoso, é comum
utilizar o "Sinal de Cacifo" ou "Sinal de Godet".
Este é um teste simples que envolve pressionar
suavemente a pele na
área suspeita de inchaço com os dedos e observar
a formação de uma depressão (um pequeno
afundamento). 
Se a depressão permanecer por um tempo após a
pressão, isso pode indicar inchaço linfático, uma
vez que o sistema linfático não está drenando
adequadamente o excesso de líquido intersticial.
Edema linfático
Esse tipo de inchaço pode ocorrer em qualquer área do corpo e
geralmente não está associado a veias visíveis na superfície da pele. 
Em gestantes e puérperas, o inchaço linfático pode ocorrer devido
ao aumento da retenção de líquidos e à pressão exercida pelo útero
sobre os vasos linfáticos. A ineficiência linfática, defeito nos vasos
linfáticos, acúmulo de líquido e proteína e pode apresentar fibroses.
Exemplos incluem elefantíase e o pós-operatório. 
O edema é evacuado através de duas vias:
1- A circulação venosa drena uma parte da fração líquida do edema.
2- A circulação linfática transporta a fração constituída pelas
grandes moléculas e parte líquida.
35
O inchaço linfático, por
outro lado, é causado
por uma disfunção no
sistema linfático,
responsável por drenar
o excesso de líquido
intersticial.
Auxiliadores do sistema linfático:
Contração do músculo; Pulsação arterial; Movimento respiratório;
Drenagem linfática manual.
Contração e peristaltismo muscular: Os movimentos de contração
muscular, pela própria fisiologia do movimento, influenciam a
formação da linfa, na sua propulsão e do fluxo linfático. Promovem a
movimentação dos líquidos tanto da circulação sanguínea (sangue)
quanto da linfática (linfa). Essa movimentação permite que os líquidos
que se encontram em êxtase alcancem os ductos linfáticos,
facilitando sua drenagem.
Respiração: É um coadjuvante para o retorno da linfa no canal
torácico; os movimentos de respiração e expiração produzem
aumento de pressão, seguidos de diminuições que atuam sobre o
canal torácico facilitando o retorno venoso.
Drenagem linfática manual: É uma conduta terapêutica que visa
estimular o correto funcionamento do sistema linfático, aumentando a
oxigenação tecidual e reduzindo o edema causado pelo acúmulo de
líquido.
36
A técnica de drenagem linfática é um procedimento que requer
conhecimento anatômico e fisiológico do sistema linfático. Independente
do método utilizado, os movimentos devem ser suaves e lentos,
acompanhando o fluxo da linfa.
Quando aplicada por um profissional capacitado, a drenagem linfática
manual é um tratamento altamente eficaz para a redução de edemas. Ela
favorece o retorno da linfa para a circulação sanguínea, drenando o
líquido que se encontra no espaço intersticial.
A progressão da linfa nos capilares é facilitada pela pressão exercida
pelas contrações dos músculos vizinhos e pela pulsação arterial. Além
disso, as mobilizações dos planos tissulares e os movimentos do corpo
ajudam a corrente linfática a progredir.
As pressões líquidas e tissulares desempenham um papel discreto, porém
essencial, na manutenção da drenagem linfática. Essa técnica é uma das
funções fisiológicas do nosso corpo.
Em resumo, a drenagem linfática é um tratamento que favorece o retorno
da linfa para a circulação sanguínea, diminuindo o edema que se
encontra no espaço intersticial. A conduta do terapeuta que aplica a
técnica é fundamental para garantir o sucesso do procedimento.
37
DRENAGEM LINFÁTICA
Manobras Básicas
Captação: Mão superficial estimulando os capilares, aumentando
assim a captação da linfa.
Reabsorção: Acontece nos pré-coletores e coletores.
Evacuação: Realizada nos linfonodos, recebendo a linfa dos
coletores.
Ensinarei de uma maneira simples e descomplicada.
Com as mãos em contato com o paciente, seja ambas juntas ou
separadas, próximo às principais redes de linfonodos. Empurre a
mão no limite da pele sem aplicar força, imitando os capilares na
derme. Realize esse movimento com várias repetições, sentindo o
edema da paciente no contato da pele.
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Resumo: Contato, empurre e
relaxe a mão. Aplique e o sucesso
será alcançado.
Não associo cremes ou óleo;
prefiro finalizar, pois consigo
tracionar a pele, proporcionando
melhores resultados. No entanto,
a associação de creme não está
incorreta.
Pressão das Mãos
Limites de Pressão Seguros para a Drenagem Linfática
A pressão aplicada durante a drenagem linfática não deve exceder
30-40 mmHg. Caso contrário, os vasos podem entrar em colapso,
pois a pressão externa é maior do que a pressão hidrostática que os
mantém abertos.
“Quanto mais importante for a pressão tissular, menos efetiva é a filtragem.''
Leduc
39
Processos que contribuem para a evacuação deste
líquido
Primeiro, Captação:
Realizado pelos capilares linfáticos.
Segundo, Evacuação:
O líquido é entregue no pré-coletor e coletor. Esses processos ocorrerão
com a aplicação adequada da drenagem linfática manual, sendo crucial
que a pressão não ultrapasse uma intensidade determinada e siga o
sentido da drenagem fisiológica.
Estimular os gânglios deve ser feito com cautela, assim como a
drenagem das vias linfáticas, para evitar possíveis lesões.
Ativos Cosméticos Vasoprotetores:
Aumentam a resistência capilar, contribuindo para acelerar a
eliminação do edema. Ativos incluem:
Arnica: Concentração até 5%
Ruscus: Concentração até 5%
Castanha da Índia: Concentração até 5%
Centella: Concentração até 5%
Ginkgo Biloba: Concentração até 5%
Hera: Concentração até 5%
Indicações da Drenagem Linfática:
Edema linfático e venoso. Exemplo: Cirurgia plástica; estética
(linfático); Posição ortostática (venoso);
Gestante;
Puérpera;
Idoso;
Trânsito intestinal comprometido;
Dor de cabeça;
Fibromialgia;
Transtorno pré-menstrual.
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Contraindicações
Relativas:
Câncer tratado;
Câncer em tratamento;
Inflamações crônicas;
Tromboses;
Flebites;
Transtorno da tireoide;
Asma;
Hipotensão;
Dor de cabeça;
Erisipela.
Contraindicações
Absolutas:
Trombose aguda;
Inflamação bacteriana ou viral
aguda;
Tuberculose;
Crise asmática;
Insuficiência cardíaca
descompensada;
Gestação de 9 a 13 semanas;
Eczema agudo.
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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G., & Sinigaglia, M. (2023). Raciocínio Clínico Aplicado à Estética
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São Paulo: Editora Manole.
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Drenagem Linfática: Teoria e Prática. Leduc, A., & Leduc, O. (2022).
Drenagem Linfática: Teoria e Prática. São Paulo: Editora Elsevie.
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