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Curso de Primeiros Cuidados Psicológicos - Coursera - Free JOHNS HOPKINS Bloomberg School of Public Health Instrutor - George Everly, PhD 5 módulos no total Livro de The Johns Hopkins Guide to Psychological First Aid Psychological first aid, or PFA, is designed to mitigate the effects of acute stress and trauma and assist those in crisis to cope effectively with adversity. PFA is designed to be applied in emergencies, including disasters and terrorist attacks. In this essential guide, George S. Everly, Jr., developer of the Johns Hopkins RAPID PFA method, and Jeffrey M. Lating, his collaborator in its implementation, describe the principles and practices underpinning this psychological model in an easy-to-follow, prescriptive, and practical manner. They explain the history of PFA and persuasively demonstrate its powerful versatility. Mental health practitioners can apply PFA in all settings. It can also be used as a public-health tool to address mental health needs following critical incidents and as a means for building community resilience. Os primeiros cuidados psicológicos são projetados para mitigar os efeitos do estresse agudo e do trauma, assim como fornecer assistência àqueles que lidam efetivamente com uma adversidade. PCP (Primeiros Cuidados Psicológicos) são projetados para serem aplicados numa emergência, incluindo desastres e ataques terroristas. Neste guia essencial, George S. Everly Jr., desenvolvedor do método RAPID de John Hopkins e Jeffrey M. LAting, seu colaborador nessa implementação, descrevem os princípios e as práticas subjecentes (UNDERPINNING) a esse modelo psicológico de fácil acompanhamento, prescritivo e de maneira prática. Eles explicam a história dos PCP e demonstram de forma persuasiva a sua poderosa versatilidade. Praticantes (PRACTITIONERS) de Saúde Mental podem aplicar os PCP em todos os contextos. Eles também podem ser usados como uma ferramenta de saúde pública para atender às necessidades de saúde mental em incidentes críticos e como um meio de construir resiliência comunitária. Aimed at mental health practitioners, all first responders, and global health disaster teams such as Médecins Sans Frontières and the World Health Organization, The Johns Hopkins Guide to Psychological First Aid is the first book to thoroughly explain RAPID PFA. RAPID, a unique theoretically grounded and evidence-based PFA method, follows a set of easily understood principles. In each chapter, Everly and Lating provide a step-by-step approach and include a key point summary to emphasize essential elements. A unifying case exemplifies each phase of the RAPID PFA model in an ongoing dialogue that presents ideal PFA responses, examples of common mistakes, and various outcomes. Objetivada aos praticantes de saúde mental, à todos os socorristas e aos que atuam em desastres de saúde global como as equipes dos Médicos Sem Fronteiras e à OMS, o John Hopkins Guide to PFA é um livro para explicar completamente (THOROUGHLY) o método RAPID de PCD. RAPID é o único método de PCP teoricamente fundamentado e baseado em evidências acompanhado por um conjunto de princípios facilmente compreensíveis. Em cada capítulo, Everly e Lating provêem uma abordagem passo a passo e incluem um sumário com pontos chaves para enfatizar os elementos essenciais. A unificação de casos exemplifica cada fase do modelo RAPID de PCP em um diálogo contínuo que apresenta as respostas ideias dos PCP, exemplos de erros comuns e vários resultados. In addition to their counseling experience in Kuwait after the Gulf War and in New York City after the September 11 attacks, the authors have traveled nationally and internationally to teach the RAPID PFA method in numerous public health, fire, police, military, and faith-based settings. Beneficial to those with little or no previous mental health training, this book is an essential tool for people who want to learn, to practice, or to retain their ability to use psychological first aid effectively. Em complemento à experiência de aconselhamento no Kuwait na Guerra do Golfo e em Nova York nos ataques de 11 de Setembro, os autores viajaram nacionalmente e internacionalmente para ensinar o método RAPID de PCP em muitas unidades de saúde pública, bombeiros, polícias, militares e conjuntos religiosos. Beneficiando esses grupos de forma não prevista e com um pouco de treinamento, esse livro é uma ferramenta essencial para as pessoas que querem aprender, praticar ou reter suas habilidades para usar os PCP efetivamente. George S. Everly, Jr., is an associate professor of psychiatry and behavioral sciences at the Johns Hopkins School of Medicine, an adjunct professor of international health at the Johns Hopkins Bloomberg School of Public Health, and a professor of psychology at Loyola University Maryland. He is a former member of the Johns Hopkins Center for Public Health Preparedness. Jeffrey M. Lating is a professor of psychology at Loyola University Maryland. Everly and Lating are the coauthors of A Clinical Guide to the Treatment of the Human Stress Response and Personality-Guided Therapy for Posttraumatic Stress Disorder. "There is nothing else in the crisis intervention/psychological first aid field that offers such content. Well written and easy to understand, this important, unique, and innovative book will be a huge contribution to the discipline." — Jeffrey T. Mitchell, PhD, CTS, CCISM, Emergency Health Services, University of Maryland Baltimore County, coauthor of Emergency Response to Crisis "The techniques taught in this book belong in disaster preparedness kits alongside water, food, batteries, and a flashlight. Using this guide, citizens can become crisis interventionists, fostering individual resilience during disasters when professional help can be hours or days away." — Allison Romano, MPH, Ebola and Zika Project Manager, Public Health Emergency Preparedness and Response Section, Texas Department of State Health Services Módulo 1 1. Introdução 2. Histórico dos Primeiros cuidados psicológicos 3. Simulação de atendimento Vídeo 2 - Módulo 1 Primeiros cuidados psicólogos - definição: é uma presença compassiva e de suporte para mitigar o estresse agudo (acute) e avaliar (assess) a necessidade de continuidade de cuidados em saúde mental. Vídeo 2 - Módulo 1 Primeiros cuidados psicólogos - definição: é uma presença compassiva e de suporte para mitigar o estresse agudo (acute) e avaliar (assess) a necessidade de continuidade de cuidados em saúde mental. Não é um processo de diagnóstico. Serve para aquele que não são da área de saúde mental. cuidados humanitários. Escuta reflexiva, escuta ativa. Prática do cuidado pessoal. TERMOS E CONCEITOS: Surge - Aumento/Surto - Demanda. Surge of Demand. Esse "aumento" é um termo utilizado para designar esse fenômeno que ocorre após um desastre ou emergência, especialmente os causados por violência, e então há uma "surge of demand for health services, including mental health". Um evento como um ataque terrorista, um furacão que atinja 10 milhões de pessoas, tem, pelos projetistas de saúde pública a estimativa de 15 a 25 % de pessoas que necessitarão de serviços de saúde mental. 1,5 à 2,5 milhões de pessoas. Quando ocorre um desastre, se ele for repentino, horas após pelo menos 25% da população estará atônita, confusa, apática e vagando e sofrendo de Síndrome Catastrófica. Nesse momento é necessário realizar os primeiros cuidados psicológicos e a triagem. (1986 - BERVELEY RAPHAEL) Nas horas subsequentes ao desastre é necessário intensificar a CAPACIDADE DE DEMANDA (Surge Capacity). A habilidade de Responder à Demanda, de proporcionar os serviços quando necessários. Mas COMO fazer isso? - olhar para as pesquisas do passado e para as atuais: 1. A intervenção psicológica numa situação de crise pode aumentar a percepção pessoalde resiliência/de SUPERAÇÃO e de capacidade (preparedness), assim como aprimorar (enhance) a resiliência comunitária. Intervenção psicológica em crises é uma forma de Primeiros cuidados psicológicos ou Primeiros socorros psicológicos/Cuidados Primários, que são um subgrupo das intervenções psicológicas em crises Esta é diferente da Psicoterapia Os objetivos das intervenções psicológicas na crise são: 1. Estabilizar 2. Aliviar o estresse agudo Esses efeitos são superiores à múltiplas sessões de psicoterapias realizadas após o desastre. O atendimento imediato é fundamental. Os primeiros cuidados psicológicos ajudam à pessoa se aliviar desse estresse e desenvolver capacidades que ajudem a se tornar resistente à transtornos adicionais em sua condição psicológica. A INTERVENÇÃO PSICOLÓGICA EM CRISE ou a INTERVENÇÃO DE CRISE PSICOLÓGICA é um setor de habilidades totalmente diferente, tem as suas qualificações próprias. Os PRIMEIROS SOCORROS PSICOLÓGICOS podem ser considerados um subgrupo das intervenções psicológicas em crises. Um estudo após 11/9 compararam intervenção em crise e psicoterapia, first aid foi superior e ainda registraram que a psicoterapia após a catástrofe pode retardar ou complicar a recuperação psicológica e comportamental. A função da intervenção psicológica na crise é atenuar o estresse, e o objetivo não é obter um crescimento psicoterapêutico à longo prazo. O objetivo dos primeiros socorros psicológicos é a estabilização e atenuação do estresse extremo. As estratégias usadas na psicoterapia à longo prazo pode, na verdade, ser ligeiramente prejudicial. (ISSO FAZ MUITO SENTIDO, POIS O ESTRESSE PÓS-TRAUMÁTICO ACABA SENDO REVIVIDO NA TERAPIA, O QUE PROLONGA O LUTO E A MELANCOLIA). As intervenções realizadas na psicoterapia podem ser de fato DESESTABILIZANTES na FASE CRÍTICA. A psicoterapia pode ser sobreposta aos primeiros cuidados psicológicos, mas estas representam uma competência unicamente diferente. O TREINAMENTO PARA SER PSICOTERAPEUTA NÃO TORNA NINGUÉM CAPAZ DE SER COMPETENTE EM Primeiros Socorros Psicológicos. Mas não leva tempo para treinar em competências nessa área, do que leva para ser um psicoterapeuta competente. É nisso que a John Hopkins se fundamenta, em que a melhor maneira de formar uma COMUNIDADE com "SURGE CAPACITY"/Capacidade de Demanda, é fazer isso de dentro para fora. VIDEO 3 - o termo “Primeiros Cuidados Psicológicos” foi apresentado pela primeira vez numa publicação da Associação Americana de Psiquiatria em 1954 e nela afirmam que em todos os desastres que resultem de forças naturais ou de um ataque inimigo, as pessoas envolvidas estão sujeitas ao estresse decorrente da severidade e da qualidade que não é geralmente encontrada. É vital para todos os trabalhadores em desastres ter alguma familiaridade com os padrões de reação ao estresse emocional incomum, e devem também conhecer os princípios fundamentais mais efetivos de coping para as pessoas que estão perplexas e impactadas. ESSE POSTULADO DA APA ESTABELECEU O PRECEDENTE PARA A CRIAÇÃO DO CONCEITO DE PRIMEIROS CUIDADOS PSICOLÓGICOS. Mas ainda sim havia uma latência 1950 / 1960 foi considerada a era de ouro da prática da psicoterapia. Mas 40 anos depois, em 1992, a Cruz Vermelha Americana encampou uma iniciativa de cuidados em saúde mental para desastres. Essa iniciativa consistiu em um corpo de clínicos em saúde mental licenciados que realizaram uma breve reciclagem em Intervenção Psicológica em Crises e informaram como trabalhar com o Sistema ARC (American Red Cross) de respostas a desastres. O primeiro desdobramento à nível nacional foi em agosto de 1992 durante o Furacão Andrew Esse sistema desenvolvido pela Cruz Vermelha funcional muito bem na maioria dos desastres. Enhancing (enhance - realçar - enhancing - aprimorar) LOCAL Surge Capacity Em 2005, o impacto devastador do Furacão Katrina na Costa do Golfo nos EUA demonstrou a importância de ter fontes e recursos em saúde mental que se estendam para além da importação de clínicos em saúde mental estrangeiros. A importância de construir uma vigilância indígena e de possuir recursos para intervenções em situações agudas se tornaram óbvias. A John Hopkins ressalta que é fundamental possui capacidade interna de intervenção psicológica em crises nas próprias comunidades, para não depender de ajuda externa. A formação em Psicologia e em Psicoterapia é muito extensa, porém a Surge Capacity (A Capacidade de Demanda) é algo que pode ser treinado e desenvolvido por pessoas relativamente leigas. Regarding Whom to Train, IOM wrote: Em relação a quem treinar, o Instituto de Medicina (Institute of Medicine) escreveu: Um amplo (broad) espectro de profissionais preparados é necessário para encontrar e responder de forma efetiva às necessidades psicológicas relacionadas à desastres. Esses profissionais da saúde mental de fora, que podem interagir regularmente com o público, podem contribuir substancialmente para a o cuidado e cura da comunidade. Entretanto, esses profissionais requerem conhecimento e treinamento para prover um efetivo suporte (IOM, 2003). Esse trecho da IOM foi escrito à respeito, especificamente, sobre os casos de terrorismo. IOM - “Na década passada, houve um movimento crescente no mundo de desenvolvimento de um conceito similar ao de Primeiros Cuidados Físicos (Primeiros Socorros) em que lidou-se (coping - lidar) com eventos estressantes e traumáticos na vida. Essa estratégia é conhecida por numerosos e diferentes nomes, mas é comumente chamada de Psychological First Aid (PFA) ”. IMO, 2003. Psychological First Aid - pode ser definida como a presença compassiva e solidária (supportive) projetada (designed) para mitigar o estresse agudo e avaliar a necessidade de continuidade no cuidado em saúde mental (EVERLY and FLYNN, 2005). PFA não é um tratamento para Estresse Pós-Traumático ou Depressão Pós-Traumática (No Br chama-se Depressão Maior). O processo de diagnóstico e de tratamento são reservados para um outro ponto do continuum do cuidado. Se nós concebemos a intervenção em saúde mental como um continuum, nós veremos os primeiros cuidados psicológicos como a ponta da lança. É o primeiro ponto desse continuum. Ele não compete com o aconselhamento, com a psicoterapia ou com o diagnóstico, ele é apenas o primeiro ponto desse continuum, do que deve ser um espectro de cuidado compreensivo. John Hopkins RAPID PFA Model: Five Core Elements - Estrutura simples que pode ser aplicada em minutos para alcançar uma presença compassiva e reduzir o estresse agudo. RAPID - Rapport and reflexive listening - Assessment - Prioritization - Intervention - Disposition and follow-up/Acompanhamento “R” Construir Rapport e ouvir de forma reflexiva. “Sessão de intervenção em crise” Ouvir de forma singular e cuidadosa. Em muitas instâncias, as pessoas irão te dizer o que elas precisam. Elas vão te direcionar na direção de como melhor ajudá-las. Mas você deve querer ouví-las. parenthetically = entre parênteses take for granted = tomar como certo O maior erro neste campo quando uma pessoa está diante de outra pessoa em estresse agudo e ela vêm com uma noção preconcebida do que eles devem fazer. Quase como se uma mesma fórmula servisse para todos. Nós devemos ESTAR PRESENTES, nós devemos SER COMPASSIVOS (Compassionate = merciful/piedoso, humano, suave, mild/leve, ter compaixão, ter comiseração) Nós devemos ser compassivos e pacientes o suficiente para ouvir a estória que alguém nos diz. Mas tudo começa com o Rapport, então nós vamos falar um pouco sobre como construir um relacionamento e como construí-lo RÁPIDO. A letra “A” significa Assessment (AVALIAÇÃO) que é simplesmente a habilidade de dizer quase que num tipo de maneira vigilante quem poderia estar experienciando estresse agudo naquele momento e quem não. Isso nãoé um diagnóstico, não é sobre uma formulação de um diagnóstico, mas sim quem está em estresse agudo e aparentemente precisando de assistência Vs. quem não está. E a letra “P” na verdade se encaixa (dovetailing) com a letra “A”, Priorização/Prioridade - nos leva a perguntar sobre entre as pessoas precisam de ajuda, quem eu devo responder primeiro? Esse conceito de TRIAGEM, nos lembra a raiz do termo “triage” que é francês, e significa escolher, ou selecionar, criar uma hierarquia. O conceito de TRIAGEM é muito bem conhecido na medicina e em cenas de desastre, nós temos um sistema de atribuição de níveis de cuidados para as pessoas um pouco formalizado, de urgência de cuidado. Até o ano de 1999, não havia nenhuma formalização, até que as pessoas começaram a olhar para a triagem psicológica na esteira dos desastres. Então esse é um conjunto de habilidades (skill set) que se você cursou uma escola de saúde mental, psiquiatria, psicologia, serviço social, aconselhamento. Se você foi para esses cursos antes do final dos anos 90, esse tópico, provavelmente não foi introduzido. Então: - nós construímos Rapport (relacionamento) - nós ouvimos as pessoas - nós avaliamos as suas necessidades atuais - nós nos perguntamos entre os que precisam da nossa assistência, quem está em primeiro na fila? - o que nós fazemos? - Intervenção - “I”: Aqui, eu realmente respondo à pergunta, o que eu posso fazer agora? - oferecer algum sentido de estabilidade; - oferecer algum sentido de mitigação do estresse agudo; O QUE EU POSSO FAZER PARA AJUDAR? Então nós vamos revisar certas estratégias de intervenção, não de terapia, mas certas coisas que nós podemos dizer, aliviam a dor aguda da adversidade (take the sting out of acute adversity). Algumas coisas que talvez pavimentam o caminho para o processo de recuperação, tratamento e cura. Por último, Disposition and follow up - letra “D” Após a aplicação das intervenções (Rapport, Assessment, Prioritization, Intervention), a próxima pergunta é, o quão efetivo isso tudo está sendo? O que que eu faço agora? Eu FIZ UMA INTERVENÇÃO, e o que eu faço agora? A resposta é observar a pessoa a quem eu acabei de realizar esses passos e a intervenção. Eles estão se mostrando capazes de retornar à algum nível de funcionamento produtivo? Se não? Do que eles precisam? Primeiros cuidados psicológicos nunca deveriam ser uma intervenção pontual (on-off intervention), eles nunca devem ser um momento de sorte ou um tapinha nas costas. Nós SEMPRE TENTAMOS FAZER O ACOMPANHAMENTO (Follow up). De forma realista isso não é sempre possível, mas se nós não podemos acompanhar, podemos talvez prover um sistema ou mecanismo pelo qual o acompanhamento possa ser aplicado. OS PRIMEIROS CUIDADOS PSICOLÓGICOS NÃO SÃO PROJETADOS PARA SEREM UMA INTERVENÇÃO DE APENAS UMA VEZ. DEVE-SE TER EM MENTE O CONTINUUM DO CUIDADO. PFA é a ponta inicial do continuum de cuidados e envolve a continuidade num processo que encontrará todas as necessidades daqueles que sobreviveram à alguma adversidade. ** Covid-19 → seremos sobreviventes se permanecermos vivos. Então, àqueles que não passarem diretamente por uma perda, ainda assim, se encontrará numa condição de sobrevivente à uma adversidade. STROLL = Passear. RELIEF = Alívio/aliviar EAGER = Ansioso/a anxious, eager, longing, wishful, hungry, impatient FORMER = antigo/a SWAP = trocar MÓDULO 2 Escuta Reflexiva e Rapport “R” - RAPID O que mais nos interessa no que segue após um desastre é o “surto” ou “surge” que aumenta a necessidade de serviços em Saúde Mental e Comportamental. A Solução, a resposta que elaboramos para o problema é montar a resiliência comunitária de dentro para fora. Isso é um desligamento dos métodos históricos de tratamento, quando tipicamente importavam profissionais de serviços em saúde mental. O furacão Katrina ensinou que as comunidades resistentes e resilientes são criadas de dentro para fora. Este curso é projetado não para trabalhadores de saúde mental, mas para profissionais de primeiros socorros, educadores e para aqueles que fazem parte do alicerce de uma comunidade resistente e resiliente. As pessoas que conhecem a geografia, a cultura e a população. Durante a atuação de um socorrista num desastre, pode-se perguntar, como ele poderá lançar mão dos conhecimentos em PCP/PFA, ele realmente terá um outro foco de atuação, porém também são implementadas a resistência/resiliência das comunidades adjuntas de forma que toda comunidade possua uma comunidade adjacente. Quando uma comunidade é afetada, nos valemos dos recursos humanos treinados em Primeiros Socorros Psicológicos da comunidade adjacente ou vizinhas. Há um processo de auxílio mútuo. A meta do John Hopkins é ter um processo de auxílio mútuo espalhado por toda a américa do norte. O que não significa que importem profissionais de saúde mental, mas as suas funções serão mais de supervisores e orientadores. Então não pense nos primeiros socorros psicológicos como uma intervenção de crise individual, mas sim a partir de uma perspectiva maior, de Saúde Pública e como um meio de formar Resiliência comunitária. RAPID Rapport = relacionamento Reflexive listening = ouvir reflexivo. Seus objetivos são simples: 1. Fazer contato; 2. Prover uma introdução (Quem é você, o que você está fazendo?) 3. Estabelecer rapport/vínculo/entrosamento; 4. Use técnicas específicas de escuta reflexiva ativa tais como parafrasear o sujeito para que se estabeleça algum grau de EMPATIA e a percepção de estar compreendendo. - A escuta reflexiva é um processo contínuo usado ao longo (throughout) de toda a interação com a pessoa que se encontra em crise ou no despertar de alguma adversidade. A escuta reflexiva não é apenas uma técnica, é um processo contínuo. Não é apenas uma fase distinta, é um processo que você utiliza durante toda a interação, durante toda a convivência com o outro. Certas técnicas de escuta realmente funcionam e constróem um vínculo psicológico empático rapidamente - Técnicas especializadas podem tornar o ouvir mais eficaz - COMO É POSSÍVEL? - uma dessas técnicas é a Escuta Reflexiva: frequentemente chamada de ESCUTA ATIVA. - Ela tem muito da sua efetividade decorrente da demonstração de que a pessoa em estresse está sendo compreendida: (1) Compreensão frequentemente se transmite/expressa (conveys) em CONFIANÇA. (2) CONFIANÇA frequentemente se transmite em Colaboração|Conformidade (Compliance). A colaboração é importante em um desastre. Por exemplo, numa pandemia é mais provável que mais pessoas sucumbam à uma pandemia devido a normas e convenções sociais, por não seguirem instruções como não propagar a doença, ao invés da inerente virulência da doença em si mesma. George fala sobre uma pintura interessante de um bondinho em São Francisco/Califórnia durante a Gripe Espanhola e havia apenas um cartaz em um dos lados do bondinho e dizia… “Cuspir Mata!”. Digamos simplesmente que foi uma forma precoce de propaganda em Saúde Pública. A questão é: Como prevenimos que as pessoas cuspam? Se as pessoas não se sentem compreendidas, se sentem como se as mensagens que lhes são enviadas não compreendem quem é a audiência, o público alvo final, destinatário, a mensagem provavelmente não será ouvida, não será compreendida. Assim como a confiança não será adequadamente desenvolvida e obtida, além da colaboração diminuir. Escuta Reflexiva pode ser usada numa variedade de circunstâncias: 1. Nas profissões de aconselhamento; 2. Nas intervenções de crise como Primeiros-Socorros Psicológicos; 3. Em comunicações entre pais e filhos/Relacionamento parental; 4. Em vendas/comércio; 5. Em negociações de reféns (hostage), ações policiais. **O grande avanço que auxiliou as pessoas em libertar reféns ilesos, eles geralmente sorriem e dizem,“Ah, é aquela coisa chamada Psicologia”. É a Escuta Ativa. Nós descobrimos que quando o policial formava uma conexão empática com o agressor a probabilidade de uma libertação bem sucedida aumentava drasticamente. O que é esse Vínculo Empático? Tem a ver com ser compreendido. Aonde começa a Compreensão? Ouvindo! A primeira pergunta a ser feita, geralmente, é: Por Onde Começamos? - Beginning the Conversation: - Começar é, frequentemente, a parte mais difícil. 1. Nós começamos estabelecendo rapport (vínculo, envolvimento) o mais rápido possível é essencial. Nós iniciamos o diálogo estabelecendo rapport e empatia o mais rápido possível. 2. Na emergência de um desastre, de uma adversidade, você encontrará pessoas em estresse agudo e grave; 3. PFA (Primeiros-Socorros Psicológicos) são projetados para prover assistência urgente; 4. Para saber como melhor ajudar alguém numa crise, você deve OBSERVAR e OUVIR. 5. O que você diz inicialmente dependerá da situação em si. Mas, geralmente, eu sugiro que você se apresente de forma respeitosa. Explique quem você é, o que você está fazendo e então faça uma pergunta inicial. → Quando você realizar uma pergunta bem elaborada, a pessoa em estresse obtêm um senso de valor e participação em seu próprio problema. Ao invés de ter alguém simplesmente aparecendo na sua cara e dizendo faça isso, ou aquilo ou isso. → Uma pergunta habilidosa pode transmitir um sentimento de suporte. Eu estive em 36 países, 6 continentes. Muitos dos quais mais de uma vez. Independentemente da cultura, da língua, da religião, se recuperar de uma adversidade, a recuperação de um desastre, de uma adversidade, em última instância, vem de dentro. Nosso trabalho é dar às pessoa o salto para iniciar o que elas precisam iniciar. ALGUNS PRECISAM DE MAIS, ALGUNS PRECISAM DE MENOS. Mas o salto começa com a COMPREENSÃO, a melhor que pudermos e aí está a empatia novamente. O grande físico do século XX Henry Murray, uma vez disse: “Não há nada mais poderoso que uma pergunta bem feita”. Por que isso poderia ser assim? O que uma pergunta bem formulada tem para, realmente, te pegar, te conquistar? Ela tem o que você precisa para perceber a pessoa por dentro. Ela permite que você entenda as necessidades dessa pessoa. Um pergunta bem formulada diz que você está interessado, em vez de apenas aparecer dizendo às pessoas o que fazer. Você diz que você é valioso. Estou aqui para ajudá-lo, mas preciso da sua ajuda para ajudá-lo. Quero ajudá-lo com mais eficiência. Para fazer isso, preciso saber um pouco sobre quem você é e o que aconteceu. Mas quando tudo mais falhar, nunca esqueça a mais bem formulada de todas as perguntas, COMO POSSO AJUDÁ-LO? Quando nós analisamos a pergunta, pode ser dito que há 3 tipos de perguntas: 1. Close-ended 2. Open-ended 3. Reflective Listening Paraphrase Question - O que é uma “Close-ended” question? Ela é uma pergunta que restringe as opções válidas para o sujeito. A mais fechada de todas, como você pode imaginar é a pergunta do SIM. Agora, elas são muito eficientes. Elas podem ser boas para nós estabelecermos rapidamente os fatos. Perguntas com respostas fechadas: “Você está sangrando?”. “Você está ferido?”. “Você tem um lugar para ficar?”. “Você tem algum recurso?”. Perguntas “Open-ended” são, por outro lado, um pouco menos eficientes, mas podem ser bem mais produtivas. Elas começam com palavra como “O que”, “Por que”, “Como”. Agora, vamos justapor a pergunta fechada: “Como você está?” e pensar sobre as respostas. Eu abordo alguém e digo: “Você está bem?”. Curiosamente, a experiência nos ensina que até mesmo aqueles que são estão bem, dirão: “Sim, eu estou bem” Eles não estarão mentindo ou sendo desonestos. Frequentemente, sentimos culpa por buscar ou pedir ajuda. Mas uma maneira de contornar esse problema em potencial é, ao invés de você simplesmente dizer se está a pessoa está bem, pergunte: “Como está?” Agora as pessoas certamente podem voltar e dizer que estou bem. Agora, a maneira de fazer a mesma pergunta é: ”Ei, o que está acontecendo?”. “O que está acontecendo com você agora?” Essas perguntas abertas são boas para preencher detalhes e investigar para obter mais informações. Mas não se esqueça de analisar o resumo, o parafrasear (“SUMMARY PARAPHRASE”). Você não deve ter ouvido esse termo ainda. Uma PARÁFRASE é quando você toma as palavras de uma outra pessoa e as transforma em suas palavras, as emitindo de volta. Então um resumo de uma paráfrase é pegar as palavras de alguém e “refraseá-las” (reformulá-las). Parafrasear consiste em reformular o conteúdo central e, algumas vezes, as emoções inerentes uma pergunta respondida frequentemente por SIM ou NÃO e enviá-la de volta para a pessoa como uma AFIRMAÇÃO ou uma modificação. Paráfrases sumárias ou resumidas são quase que mágicas. Elas têm raízes. Frequentemente a raiz seria algo como: 1. “Bem… a mim me soa como…” 2. “Então, em outras palavras...” 3. “O que você está dizendo é...” 4. “O que eu estou escutando você dizer é...” Porém seja cuidadoso, porque podemos abusar. Elas são como ALERTAS. Quando alguém ouve muitas destas summary paraphrase/raízes ele dirá: “Você está fazendo algo psicológico, você está praticando alguma técnica comigo?” A chave para o Ouvir Eficaz e o questionamento eficaz não é fazê-lo ficar parecido com uma técnica. Não é uma interrogatório. O objetivo é, em última análise, curativo, mas, inicialmente, é coletar o máximo de informações possível. Volte ao conceito de EMPATIA. Sente-se ao lado de alguém, metaforicamente, não em frente à ela. Está é uma jornada. Não é o destino em si. Portanto, a paráfrase resumida (summary paraphrase) nos diz coisas interessantes. A primeira e mais importante é que o objetivo dela é estabelecer o conceito de EMPATIA. Lembre-se que, quando se é entendido, compreendido, você estará sendo apreciado. William James nos disse que o desejo mais profundo da natureza humana É O DESEJO DE SER APRECIADO. Nos momentos mais sombrios, às vezes será o momento em que você entra na vida de alguém. Tudo o que uma pessoa precisa é ser VALORIZADO, ENTENDIDO, COMPREENDIDO e APRECIADO. Às vezes, palavras, uma presença, fazem muito mais do que uma ajuda objetiva. Mas tem que começar com eles. “Parece-me que isso tem sido difícil para você”... Então, em outras palavras, o que você está dizendo é que perdeu tudo. Estou ouvindo você dizer que isso foi devastador. Quando alguém conta sua história de devastação ou de adversidade. Muitas vezes as pessoas preocupadas querem se apressar e resolver o problema. Perdi a minha casa, esta casa está na família há 300 anos. A minha resposta ingênua seria: “Talvez haja um seguro?”. “Talvez o seguro cubra a casa.” Isso pode ser verdade e essa pode ser a solução definitiva, mas provavelmente NÃO É O QUE ELES QUEREM OUVIR NAQUELE MOMENTO. O que eles querem ouvir é que alguém se sente ao lado deles e diga: “E isso deixou você sem fôlego, você perdeu mais que uma casa, perdeu uma história”. Vamos colocar em detalhes: Imagine-se como um ESPELHO. Uma vez envolvido, a pessoa em perigo envia uma mensagem não verbal ou verbal sobre o seu estado atual de sofrimento. Como você está, pode ser a sonda. Como um ESPELHO HUMANO, seu trabalho passa a REFLETIR O CONTEÚDO EMOCIONAL. Simplesmente ao dizer esses conteúdos, o núcleo da escuta reflexiva consiste em tomar as palavras da outra pessoa, parafraseando-as, reformulando-as. Reformule a essência da mensagem em suas palavras e reflita-as novamente. Como a maioria das mensagens tem um aspecto emocional e objetivo, você deve decidir qual aspecto refletir e quando. Qual é o mais importante? Muitas vezes, é uma boa ideia começar com a emoção, se ela parecer mais saliente, como costuma acontecer no surgimentode um evento trágico. Lembramos de Aristóteles, que disse que há três elementos no discurso. Há LOGOS, a lógica, a mente racional. Há ETHOS, o senso de credibilidade. Você entende quem eu sou? E há PATHOS, que é EMOÇÃO. Aristóteles disse uma vez que o caminho para o Logos e a Ação Racional é, frequentemente, pavimentado através de PATHOS. Às vezes, precisamos testemunhar a angústia de alguém, antes que ele esteja pronto para receber a assistência objetiva. Essas técnicas são úteis nesse processo. VIDEO - LECTURE 4 - HOW REFLECTIVE LISTENING WORKS Os primeiros cuidados psicológicos estão certamente imersos na História e até mesmo na Filosofia. Ela deve ser aplicável para ter algum valor. Então para ajudá-lo em sua habilidade de aplicar essas técnicas vamos tentar uma. Deixe-me descrever uma situação: o que uma pessoa pode dizer à você e vamos ver se você consegue identificar qual resposta é mais efetiva. PESSOA EM ESTRESSE: “Me disseram que eu não posso mais viver em minha casa após a enchente. Algo a ver com mofo. Eu só não compreendo. A casa é sólida como uma pedra!” Então, ouvido isso, como você formularia uma resposta reflexiva? Vamos ver algumas respostas: 1. Vamos encontrar alguém que explique tudo isso. 2. Você falou com alguém do departamento de saúde? 3. Essas coisas realmente podem ser complicadas, você parece muito irritada agora. 4. O que você fez até agora para conseguir uma explicação? Você pode dizer que todas as 4 respostas são aplicáveis, mas essa não é a questão. Lembre-se: “R” de Rápido em estabelecendo empatia ou a escuta reflexiva. Qual dessas é a mais reflexiva? Vamos além de cada uma: (1) “Vamos encontrar alguém que explique tudo isso.” → Essa é uma solução diretiva, que procura (ATTEMPTS) resolver o problema porém ignora a frustração óbvia e talvez a raiva na voz. (2) “Você já falou com alguém do Departamento de Saúde?” → Essa é uma “closed ended question” e sendo assim é mais uma que procura solucionar o problema. Novamente ela perde o conteúdo emocional. (3) “Essas coisas podem estar complicadas, você parece com bastante raiva agora.” → Essa com certeza (indeed) é uma paráfrase reflexiva. Captura ambos, conteúdo e emoção. Ele pode validar os dois aspectos do comentário da pessoa e sua experiência. É um exemplo de uma tentativa de desenvolver empatia, compreensão. No número 4, é uma pergunta em aberto. É uma boa tentativa de obter mais informações. Porém, erra o contexto psicológico de raiva e frustração. Bem todas essas perguntas podem ser vistas como passos em direção a uma resolução para o problema. Refletimos sobre nossos comentários anteriores de que a COMPREENSÃO e a EMPATIA são a plataforma para ajudar alguém no processo de cura. Outro exemplo: Uma pessoa em situação de estresse diz “a minha casa pegou fogo! Eu perdi muitas coisas de valor para mim, não apenas de valor financeiro, mas de valor pessoal”. Quais as respostas disponíveis? 1. Você deve contactar sua companhia de seguros assim que puder 2. Você já entrou em contato com a sua companhia de seguros 3. Como você está lidando com todas essas perdas? 4. Parece que esse incêndio foi devastador em muitos níveis. Então? Qual foi o mais reflexivo? Todos têm muito valor. No número 1, você deve entrar em contato com a sua companhia de seguros o mais rápido possível. Esta é uma declaração mais diretiva para a solucionar e corrigir o problema. Mas lembre-se, muitos de nós estão consertando as pessoas e nós apenas queremos nos apressar, corrigir o problema, assume-se que a casa estava segurada e, no entanto, ignora quaisquer problemas quanto ao impacto pessoal e não reflete realmente o que aconteceu. Imagine o problema se a casa não estivesse segurada. 2. “Você já entrou em contato com a sua companhia de seguros?” Está é uma questão fechada, é uma questão final. Ele tenta simplesmente resolver um problema. Faz uma suposição, ilumina informações, mas não é reflexivo e ignora o impacto pessoal. 3. “Como você está lidando com todas essas perdas?” Essa é uma boa pergunta em aberto. Ela reconhece o aspecto humano do desastre, implica em preocupação com a pessoa. Mas NÃO É REFLEXIVA. Essa pergunta é aceitável? Sim, mas não é reflexiva. 4. Parece que esse incêndio foi devastador em muitos níveis. Essa frase é uma paráfrase reflexiva e RECONHECE E VALIDA O IMPACTO DA PERDA. Essa afirmação ainda ABRE UMA PORTA para a pessoa angustiada DISCUTIR AS PERDAS PESSOAIS ALÉM DO TANGÍVEL. Portanto, embora o número 3 seja certamente aceitável, o número 4 é muito mais poderoso. Ela dá à pessoa a oportunidade de falar sobre as coisas além da casa, não restringe. É uma boa maneira de aprender sobre outros aspectos, outras características da pessoa, outras variações do impacto que sentiu. OUTRO EXEMPLO Uma pessoa em perigo, quando as águas da inundação chegaram, ela levou o meu carro, mas sequer tocou o carro do meu vizinho. Eu não entendo, por que eu? QUAIS RESPOSTAS VOCÊ ACHA QUE SERIAM MAIS APROPRIADAS? 1. Você sabe, às vezes coisas ruins simplesmente acontecem 2. Você já pensou em como se locomover? 3. Como você acha que algo assim aconteceu? 4. Me desculpe, isso realmente não parece justo, não é? Na resposta número 1, há uma declaração que tenta ser útil, solucionar, mas ignora o aspecto mais saliente do comentário da pessoa. Na respostas número 2, é outra tentativa de solução, é uma pergunta final que até tenta obter mais informações relevantes, porém realmente ignora o verdadeiro problema. A resposta número 3- Como você acha que algo assim aconteceu? É uma questão aberta que enfoca a realidade objetiva, mas IGNORA O IMPACTO EMOCIONAL DA INJUSTIÇA. Na resposta número 4 - é uma PARÁFRASE REFLEXIVA. Ela aborda a questão central da justiça levantada pelo comentário da pessoa. “Por que eu?” REVISANDO OS 3 EXEMPLOS: Como as técnicas de escuta reflexiva ganham sua eficácia? O que os torna diferentes? Revendo os comentários anteriores, se demonstra a vontade de estar presente, vontade de ouvir. Enquanto alguém é clinicamente estável e fisicamente seguro, o tempo é geralmente uma vantagem, a passagem do tempo. Essas técnicas comunicam um esforço para estabelecer Rapport e alinhamento para emprestar novamente a Aristóteles. Evita argumentos. Evita declarações provocativas. Novamente, nos sentamos ao lado da pessoa em perigo, metaforicamente, não em frente a ela. Isso sugere que essas técnicas indicam um valor no que a outra pessoa tem a dizer, em vez de se apressar. Especialmente, se você é um estranho, se apressa para encontrar um estranho e diz bem, eu sei o que é melhor. Bem, talvez você não. Talvez você precise de algumas informações para ajudar alguém. Portanto, valoriza o que a outra pessoa tem a dizer. Em alguns casos, talvez a pessoa não diga nada e tudo bem. Mas, pelo menos, você lhes deu a oportunidade. Essas técnicas comunicam o desejo de ajudar na resolução de problemas. Essas técnicas fornecem uma sensação de APOIO INTERPESSOAL. E a pesquisa de SUPORTE INTERPESSOAL nos diz que esse é o MELHOR PREDITOR DE RESILIÊNCIA HUMANA. E, finalmente, lembre-se sobre a nossa discussão sobre EMPATIA. Essas técnicas comunicam EMPATIA, são TÉCNICAS EMPÁTICAS. Tentamos IDENTIFICAR COMO A OUTRA PESSOA SE SENTE e tentamos NOS ALINHAR À ISSO. E lembre-se da CASCATA, a CASCATA EMPÁTICA. O efeito dominó da empatia. A empatia leva ao entendimento, o que leva à confiança, o que leva ao cumprimento. Todas essas coisas, na perspectiva da saúde pública, são muito, muito importantes. Ao falar com alguém em perigo. As paráfrases, geralmente são a melhor opção a ser inserida na conversa no momento em que uma pessoa angustiada expressa um pensamento ou emoção completa e logo após faz uma pausa. No entanto, as paráfrases também podem ser usadas para redirecionar uma conversa. De uma maneirarespeitosa, você pode inseri-los, quase interrompendo um fluxo, se sentir que esse fluxo é tangencial, improdutivo ou contraproducente. Essas técnicas têm grande flexibilidade. Mas vamos lembrar o contexto geral do relacionamento. Essas técnicas são exatamente isso; técnicas. Devemos antes de tudo ESTAR PRESENTES! Isso é muito diferente de aparecer. Você já apareceu em algum lugar, mas não estava presente? Penso que na minha carreira de graduação, acho que apareci muito, mas não estava realmente presente. Espero que isso não aconteça durante esta apresentação. Então apareça, mas esteja presente. Se você precisar dizer a alguém, “vá em frente, eu estou ouvindo”, realmente você não está presente, realmente não é você ali. LEMBRE-SE: - Estar presente. Estar lá. - Escute alguém. - Permita a catarse. Deixe-os desabafar. Permita que as pessoas expressem frustração, permita que expressem um sentimento de tristeza e perda e você está presente nisso. - Não se apresse em resolver um problema complicado com uma solução simplista, a menos que a resolução pareça bastante evidente. - Não tente fazer a pessoa se sentir melhor, diminuindo ou banalizando suas preocupações. Quantas vezes você foi solicitado a dizer isso é tudo? Ou é isso? Pode ser mínimo para você, mas pode ser tudo para a outra pessoa. E acima de tudo, não discuta. - Não discuta, discutir não nos traz nada. Encontre uma maneira de alinhar, encontre uma maneira de se sentar ao lado de alguém. Então, olhando para trás, prometi dar um passeio por RAPID e foi assim que começamos. Eu tentei enfatizar a importância de estar presente. Ganhar rapport através da escuta e aplicação de técnicas que chamamos de técnicas de escuta reflexiva. Essas técnicas são projetadas para estabelecer rápida e efetivamente um senso de entendimento, de compreensão. O que chamamos de empatia. E deixe as pessoas saberem que existe uma iniciativa sincera, um esforço sincero para ajudá-las no que pode ser um dos piores dias de sua vida. Essas técnicas são úteis por si só, mas nosso passeio não é feito. Na verdade, está apenas começando. À medida que avançamos. Vamos olhar para os outros elementos do rápido e, no final, mostrar como eles podem ser combinados. No que esperamos não é uma técnica, mas um diálogo. Uma conversa criada para ajudar as pessoas a se recuperarem de tragédias ou adversidades. Vídeo: Reflective Listening & Rapport Vignette A Vídeo: Reflective Listening & Rapport Vignette B MÓDULO 3 A pergunta também feita mais frequentemente é... 'Como eu saberia o que fazer?' 'Como eu saberia o que dizer?' Uma vez que eu tenha estabelecido uma relação, eu tenha essa conexão com essa pessoa, como continuaremos a partir disso? Tenho feito esse trabalho por mais de 40 anos. E não me recordo de jamais ter feito duas intervenções da mesma forma. Porque isso? Bem, a intervenção é realmente regida pelas necessidades da pessoa naquele instante, e naquela situação particular. Logo, o 'A' no modelo do RÁPIDO da Universidade de John Hopkins, significa Avaliação, porém, não em um sentido formal, mas em um sentido informal. O que fazemos é permitir que a pessoa nos conte sua história. A história de um incidente crítico, ou um desastre, sempre consiste de duas coisas. O que aconteceu. Este é o contexto, e como o indivíduo está respondendo, ou reagindo ao que aconteceu? Precisamos de ambos componentes. Nós não nos aprofundamos no contexto porém, nós precisamos de um pouquinho de contexto, em termos daquilo que aconteceu com essa pessoa. E o mais importante, aquilo pelo qual estaremos procurando, será suas reações em relação à este evento específico. E sim, nós vamos lhe mostrar a simulação, neste caso novamente, vamos lhe mostrar o exemplo do que não fazer, e depois vamos retornar à nossa simulação original, e lhe mostrar como poderia ser feito um pouquinho mais apropriadamente. Lecture 5: Assessment of Needs Avaliação das Necessidades: Bem-vindos de volta. Nós estamos iniciando "Avaliação". A identificação entre reações Psicológicas e Comportamentais benignas e mais severas. Esta é a nossa missão. Nós usamos o termo Avaliação como um leque amplo para capturar sua essência. Bem... Você recorda-se do módulo anterior, Nós falamos sobre obter Empatia; técnicas que usamos para obter Empatia ou os elementos que chamamos Escuta Reflexiva, ou Técnicas de Escuta Ativa. Nós agora vamos elaborar sobre estas aptidões, e aplicá-las diretamente. O modelo RÁPIDO evolui de Empatia e Escuta Reflexiva, até a avaliação das necessidades físicas e psicológicas. Esta avaliação básica deriva-se daquilo que realmente é um diálogo orientado. Baseia-se na narrativa do próprio sobrevivente. Pontua-se com perguntas específicas que você fará a respeito dos detalhes da situação, e reações específicas que o sobrevivente sofreu com relação ao evento. Algumas vezes nós pensamos sobre esta avaliação em termos clínicos, e eu não quero que pensem desta forma. Este programa é em grande parte concebido para não-clínicos. Logo, a avaliação que iremos fazer é uma avaliação que talvez devesse fazer sentido em um nível básico Ora, a avaliação é importante basicamente por que ela permite que o sobrevivente lhe diga o que aconteceu, e que reações tiveram devido ao que aconteceu. Lembre-se, Intervenção é em grande parte estabelecida nas necessidades individuais do indivíduo em estresse. Deixe-me dizer isso mais uma vez. A Intervenção por si só é, em grande parte, baseada a partir das necessidades únicas do indivíduo em estresse. Logo, de modo a formular sua intervenção, você tem de ouvir cuidadosamente a história do sobrevivente. A história consiste das reações do indivíduo ao evento, e ao evento em si mesmo. Porém a história não está terminada. Sua missão de entender, de até mesmo compreender de forma mais simples o que aconteceu, de como basicamente esclarecer sua intervenção, este processo não está completo, a não ser que você tenha alguma noção daquilo que ocorreu, e que reações aquele individuo enfrentou. Logo, a história consiste das reações do indivíduo a situação, revista por alguma revelação básica do próprio evento. Bem, o que eu gostaria que você fizesse, é pensar sobre como você avaliaria o estado físico e psicológico do sobrevivente? Em outras palavras. Como você identificaria como o indivíduo está agindo, e de forma a apurar sua avaliação, coloque a situação do sobrevivente em contexto, é um contexto baseado em evento. Você irá identificando o que aconteceu, e isso é a história. Ora, lembre-se de fazer perguntas quando necessário, de forma a esclarecer aspectos ambíguos das reações pessoais, ou aspectos do evento que simplesmente não parecem fazer sentido para você. Além disso, não tenha medo de fazer perguntas quando alguém usar um termo com o qual não está familiarizado. Agora, a próxima pergunta que vem à mente é, o que você irá ver na área. O que você procurará compreender à medida que o relato pessoal se desenrola. “Bem, a partir dos 30,000 mil pés de altura - como algumas vezes dizemos - a partir de uma macro-perspectiva, pense que haverá três grupos de sobreviventes. O primeiro grupo chamaremos de Grupo de Estresse-Benéfico. Este é um grupo que basicamente - considerando-se tudo - está bem. O que quero dizer com 'Está bem'? Eles estão aptos a cumprir suas necessidades diárias para com aquilo que precisam fazer. Algumas vezes nos referimos à isto como 'atividades diárias'. 'O que você precisa fazer hoje?' Você consegue? Esta é a pergunta que frequentemente apresentamos. O group de Estresse-Benéfico não está contente com respeito à diversidade porém, eles estão evoluindo neste contexto” Nossa solução é muito simples. Não faça nada, só esteja disponível, e continue a observar. Na outra pontado espectro, contudo, há um grupo que chamaremos de “Grupo Disfuncional. Este é um grupo que tem uma deficiência severa, uma deficiência incapacitante, interferindo com aquilo que precisam fazer - aquela noção de atividades diárias, mais uma vez - Nossa solução é bem simples para eles. Se existem coisas que precisam ser feitas, e não as podem fazer, sua função é a de ajudar-los, direta ou indiretamente, de forma apropriada” “Ora, o Terceiro Grupo, é um pouco enigmático. Nós o chamaremos de 'Grupo de Sofrimento'' Estas são pessoas que podem não aparentar estar particularmente bem porém, Elas estão fazendo aquilo que precisam fazer. Vamos chamá-los 'Grupo de Sofrimento'. O sofrimento é benigno. É moderado. Nossas indicações para eles? Continue a monitorá-los. A grande maioria deste grupo, aquele grupo no meio, seguirá adiante sem quaisquer forma de ajuda além de talvez ajuda material, abrigo, alimentação, vestuário, etc… Contudo, alguns neste grupo irão - usaremos o termo - desequilibrar-se. Eles perderão, e regredirão em sua capacidade de funcionar, de cumprir suas atividades diárias. E eles se moverão ao grupo de desequilibrados. Logo, esta é a razão pela qual monitoramos o grupo de sofrimento. Logo, a pergunta que eu estaria fazendo se eu fosse você é... 'Que percentagem destas pessoas aloca-se entre cada uma destas categorias?' Bem... Isso realmente depende da situação, e contexto da situação porém, achamos que mais ou menos de 60% a 90% daqueles diretamente atingidos, experimentarão um sofrimento agudo e é onde nossa indicação é identificar, e continuar a observar e monitorar. A maioria destes sobreviventes exibirão superação. E apesar de terem alguma dificuldade adaptando-se, eles manterão ou rapidamente reobterão suas capacidades funcionais sem a ajuda de técnicos em socorro. O grupo com o qual estamos mais preocupados? O grupo de desequilibrados. Este varia de 5% a 49% daqueles diretamente afetados, e aqueles identificados, nós avaliamos, e oferecemos ajuda, ou intervenção. A avaliação de disfunção poderia ser a 'sine qua non' do processo de saúde mental do desastre. O que quero dizer com isso? Nós queremos nos certificar de que as pessoas com maior necessidade de ajuda, recebam essa ajuda. E ao mesmo tempo, queremos nos certificar de que aqueles que aparentemente estão se recuperando a partir de seus próprios esforços; aqueles indivíduos que têm manifestado alguma superação, queremos ter certeza de não interferir com sua superação normal. E embora nossas intenções sejam boas, é realmente possível interferir com a trajetória natural de recuperação do sobrevivente por não compreendê-los, ou o contexto. E visto que não temos tempo, nem a competência necessários para analisar alguém como o faríamos clinicamente, só nos resta observar. SLIDES A próxima série de slides, espero, lhe auxiliará em distinguir entre estresse e disfunção. Eu as dividi em partes. Como sinais e sintomas surgirão. Diremos que existe: 1. uma parte Cognitiva, 2. uma parte Emocional, 3. uma parte Comportamental, 4. uma parte Espiritual, 5. uma parte Psicológica. E cada slide irá lhe mostrar uma coluna que lhe apresenta Estresse. Estas são as pessoas que identificamos e monitoramos. E ao mesmo tempo, na mesma parte, lhe mostrará uma coluna de disfunção. E estas são as coisas com que nos preocupamos e precisamos atender. Por exemplo, no slide de reações cognitivas, você verá uma coluna de representa (a) Estresse, (b) Confusão temporária. (c) Inabilidade de concentrar-se. (d) Capacidade reduzida de resolução de problemas. (e) Sentindo-se sobrecarregado. (f) Pensamentos obsessivos, pensamentos que as pessoas não conseguem tirar de suas mentes. (g) Revivendo o ocorrido. E talvez (h) pesadelos. Essas são coisas que deveríamos prever. Não significa que eles estão confortáveis. Não significa que eles não estão estressados, eles estão. Porém isso é o que suporíamos na trajetória natural no curso natural das coisas. Contudo, quando passamos do Estresse para a Disfunção, ficamos muito mais preocupados. Confusão incapacitante, Capacidade Cognitiva diminuída. O que isso diz é que, as pessoas estão incapacitadas de tomar decisões que normalmente podem tomar, ou que poderiam ter tomado. E o que isso também significa é que sua superação e recuperação serão prejudicadas. E algumas vezes, as pessoas irão verdadeiramente agir em seu próprio detrimento devido a uma capacidade cognitiva reduzida. Desespero. Pensamentos suicidas ou homicidas. Alucinações. Em condições extremas raras. Pessoas sem um histórico de doença mental podem. de fato, experimentar Alucinações. Ouvindo coisas, vendo coisas, que não existem. Contudo, como salientamos de vários desastres, uma das maiores exigências do efetivo da Saúde Mental foi atender às necessidades daqueles que já se encontravam em medicamentos psiquiátricos ou medicamentos psicotrópicos. Eles já tinham um histórico de doença mental. E sem seus medicamentos ou até mesmo com suas medicações, os sintomas retornaram e pareciam mais acentuados. E isso é de se esperar por causo do estresse extremo associado a grave adversidade ou desastre. Algumas vezes as pessoas sofrem Delírios Paranoicos. Que significa uma convicção suspeita, que parece injustificada pelos fatos da situação. Então, novamente, Cognição refere-se à forma como as pessoas pensam. Emoções. Como se apresenta o Estresse Emocional? Uma lista parcial consistiria de: Medo, Tristeza, Irritabilidade, Revolta, Frustração, Luto, que é o mesmo que Perda, Ansiedade. Todas estas coisas são muito comuns. E com tempo, geralmente se resolvem sem ajuda direta. Contudo, quando nos preocupamos com reações emocionais abnormais? Veja a coluna que diz Disfunção. Ataques de Pânico. Ataques de Pânico são ataques de imensa ansiedade. Muitas vezes as pessoas dirão algo como, "Eu pensei que eu ia morrer". "Eu não conseguia respirar". E as pessoas agem, frequentemente, irracionalmente sob tais condições. Outra razão pela qual nos preocupados com o Ataque de Pânico é que, raramente, o Ataque de Pânico não é um Ataque de Pânico. Poderia ser uma forma de convulsão cerebral. Logo, algumas convulsões subcorticais, de fato, se apresentam como que se fossem Ataques de Pânico. Logo, ficamos preocupados, e gostaríamos de obter um exame médico para descartar uma convulsão. Depressão Imobilizante. As pessoas estão tão entorpecidas e depressivas, que elas simplesmente não ajudam a si mesmas, ou não podem ajudar aqueles que dependem delas. E é claro, você provavelmente já ouviu falar do termo Estresse Pós-Traumático, e Transtorno de Estresse Pós-traumático. O Transtorno é o que mais nos preocupa. Sintomas tais quais, reviver o acontecimento ao ponto em que você acha difícil concentrar-se em qualquer outra coisa. Pesadelos que interferem com seu sono, apesar de que você realmente não consegue descansar muito. Ansiedade. O Transtorno de Estresse Pós-traumático, frequentemente é caracterizado por Hipervigilância, e uma resposta exagerada ao medo. E todo este conjunto, esta constelação de sintomas parece vir como que um fardo, que dramaticamente interfere com sua habilidade de recuperação da adversidade. A terceira categoria de reações após adversidade, seriam as Reações Comportamentais. E mais uma vez, nós dividimos o slide entre Estresse versus Disfunção. Sob Estresse você pode ver Transtorno de Personalidade Esquiva. A Fobia é um temor irracional. Esquiva é uma evitação de fazer algo, evitar pessoas ou locais, baseado nesse medo irracional. A Compulsão é repetitivamente fazer algo de novo, e de novo, e de novo, ao ponto de que isso venha a interferir com suas tendências naturais, no que diz respeitoa sua recuperação. Acumulação, acumulação de dinheiro, acumulação de comida, acumulação de água Estas coisas realmente podem ser bastante adaptáveis dependendo da situação. Contudo, quando o acumulamento interfere com a habilidade de alguém de certa forma progredir, então torna-se um problema. Distúrbio do Sono, Distúrbio Alimentar, mais uma vez, o assustar-se facilmente. Essas são coisas que prevemos. Essas são coisas que esperamos que sumam com o tempo. A Disfunção contudo, mais uma vez, nos preocupa. Esquiva Persistente. Compulsões Imobilizantes. Agressão, comportamento violento. Algumas vezes vemos pessoas que estão hábeis a trabalhar efetivamente, logo após porém, estão mais propensos a violência doméstica, violência de trânsito, violência aérea. Algumas pessoas tornam-se ermitões, eles se tornam solitários. Eles constroem uma casa de tijolos - como me descreveu um paciente certa vez - Constroem uma casa de tijolos, isolam-se, e apesar de não serem capazes de vivenciar o mundo exterior ainda assim sentem-se seguros. Impulsividade, Assumir riscos, e claro, automedicação com álcool. Algumas vezes as pessoas abusam de medicamentos. E você deve prestar atenção à última, bebidas energizantes. Um meio de obter mais energia quando há tanto a fazer, é servir-se de bebidas energizantes. Contudo, nem todas as bebidas energizantes são criadas iguais e algumas podem ser bastante prejudiciais. E há alguma evidência de que algumas poderiam até mesmo oferecer risco de vida. Nossa quarta categoria... Reações Espirituais Ora, isso não significa que você tem de ter uma orientação espiritual ou religião, uma crença em algo mais que si mesmo. Simplesmente significa que alguém que você venha a encontrar, possa ter. Princípios religiosos profundos, ou crenças espirituais. E é importante que você esteja, pelos menos, disposto a ouvi-los. Sob a nossa lista de Estresse; as pessoas irão questionar sua fé. Elas questionarão as ações de seu Deus. Frequentemente dirão, 'como poderia o meu Deus permitir que tal mal acontecesse?' Existe um termo sofisticado para isso,na verdade, é chamado de 'Desafio Teodicéico' A questão de uma Teodiceia, porém, você ouvirá muito isso, especialmente após um desastre de grande escala. Disfunção? Nós veríamos a cessação de práticas religiosas, ou, interessantemente o bastante, o outro lado da moeda, que seria projetar sua fé em outros. Argumentando que a única forma de recuperação é aceitar esta fé, e que a razão pela qual a adversidade ocorreu foi por que você não aceitava aquela doutrina. Logo, podemos ver exemplos extremos em uma direção ou outra. Nossa quinta, e última, categoria daquilo que você provavelmente verá na área Surge a partir da seção de Reações Fisiológicas. Mudanças em apetite. Mudanças em desejo sexual. Dores de cabeça psicogênicas. Ou seja, dores de cabeça que surgem e você não foi atingido na cabeça. Dores e espasmos musculares psicogênicos e isso seria dores musculares e espasmos desassociados ao esforço físico. Diminuição de Imunidade. Pesquisas desde dos anos 90, indicam que após extrema adversidade crônica, ou desastres, a maioria da população irá sofrer de uma supressão imune. Que em torno os deixa vulneráveis a doenças infecciosas e enfermidades, tais com viroses e infecções bacteriológicas. Qualquer mudança física, ou psicológica prolongada, ou qualquer sintoma preocupante, deve ser avaliado por um profissional médico, sob a categoria de Disfunção. Mudanças em função cardíaca. Função gastrointestinal. Surgimento de sangue oculto. Desmaios. Dores no peito. Tonturas. Dormência ou paralisia, especialmente do braço, perna, rosto. A inabilidade de falar, ou a inabilidade de compreender a fala. E novamente, por favor, repare, que quaisquer um desses sob a coluna de Disfunção deveria obter um encaminhamento imediato para cuidados médicos. Nossa lista não foi detalhada. Nossa meta neste módulo foi somente familiarizar você com algumas das coisas que comumente vemos, e com as quais não deveríamos nos preocupar muito, versus as coisas vemos pouco comumente, e deveriam nos preocupar bastante. Estou falando de Estresse versus Disfunção, sinais e sintomas. Logo, isso termina nossa discussão sobre Avaliação, e a importância entre distinguir entre Estresse, e as coisas que geralmente vemos, e sabemos que na maioria de pessoas vão desvanecer com a passar natural do tempo. Para distinguir entre Estresse e Disfunção, aquilo que interfere com a capacidade da pessoa de fazer o que ela precisa fazer para ajudar a si mesma, ou talvez outras. Ora, você poderia olhar para esses slides e dizer...'Uau! Essa é uma lista imensa!' Porém, eu já lhe disse que não é uma lista detalhada. Não é uma lista completa. Logo... Dois comentários. Um... Eu penso que é perfeitamente aceitável que listas como essas sejam levadas à área, e té-las como referência, ou tirar uma cola. Isso é perfeitamente aceitável. Com o decorrer do tempo sua dependência delas irá diminuir. Eu penso que há mais uma coisa que vale a pena mencionar, que é, a medida que você ouve, a medida que você vê estes sinais e sintomas surgirem, é absolutamente importante que você seja capaz de ouvi-los, e velos sem julga-los. Esse não é o seu Desastre. Essa não é sua adversidade. É importante que você permaneça tão neutro quanto possível, procurando por oportunidades de ajudar. Não para condenar. Não para julgar. Não para analisar demais. Porém, para ajudar as pessoas em reaver suas vidas ou tanto quanto possível, a vida que tinham antes daquilo que pode haver sido o pior dia, ou dias que já enfrentaram. Logo, vamos para aqui com este observação, e em nosso próximo módulo, iremos examinar a Arte de Triagem Psicológica. Módulo 4 - Prioritization Oi! Pronto para o próximo Módulo? Este será o Módulo Quatro. Ora, no módulo anterior, nós demos uma olhada em Avaliação, e isso é muito importante porque lembre-se, isso é por onde você começou a obter algum sentido das melhores Intervenções que virão depois. Porém, entre o Avaliação e a Intervenção, nós temos Priorização, e esta será a Palestra O que a Priorização é realmente acerca? Bem, a pergunta que é feita mais frequentemente na área é, A quem eu deveria ajudar primeiro? E muitas vezes existem tantos que precisam de ajuda, ou pelo menos, parecem necessitar de ajuda. Logo, em Priorização, aprenderemos um pouquinho sobre a triagem psicológica. Ora, triagem significa escolher ou selecionar ou criar uma ordem hierárquica. Em outras palavras, no linguajar da área... 'Quem é que necessita de mais ajuda?' Você verá um vídeo, que foi gravado no ano de 1991, durante o incêndio em Berkeley - Oakland Você verá oito pessoas. Todas elas lhe contarão sua história. Seu trabalho será decidir quem precisa de mais ajuda. Se você está no campo falando com todos estes indivíduos,qual deles seria o primeiro a quem você atenderia? E o que eu gostaria que você fizesse, o mais importante, é fazer algumas anotações, não somente à quem você atenderia, porém o por que. O que eles lhe disseram que o convenceu que eles deveriam ser os primeiros da lista? Ah! E nós temos a nossa simulação, não é? Sim. E você verá na simulação, como antes, como não fazer isso. E então, rapidamente, lhe mostraremos um vídeo, sobre um Priorização mais apropriada. Lecture 6: Em nosso último módulo, examinamos a Avaliação. Neste módulo examinaremos Priorização Aquilo que eu chamo de a 'Arte de Triagem Psicológica'. Ora, por definição, você se lembrará que a palavra 'Triage' de e uma derivação Francesa. significa 'Escolher', ou 'Criar uma Hierarquia', e isso é o que devemos fazer com base no conhecimento que obtivemosdurante a avaliação. Você ouviu uma história, você ouviu a descrição de um evento. Você ouviu reações pessoais com relação a este evento. Ora, devemos decidir para quem o cuidado imediato e mais adequado. Devemos criar um hierarquia de necessidades, e atender a essas necessidades. Priorização é realmente uma extensão da Avaliação que representa uma aplicação básica dos princípios de Triagem. A atenção é focada sobre aquelas pessoas, e aquelas necessidades que requerem tratamento urgente. A ênfase é aplicada em ajudar a capacidade de função básica. Ou seja... As pessoas em crise podem realmente fazer, aquilo que precisam fazer? Ora, o que você pode achar surpreendente é que antes de 1999 não havia virtualmente nada escrito sobre a Triagem Psicológica após um desastre. Acho que isso é uma boa notícia, e uma má notícia. A boa notícia é, essa é uma área propícia para pesquisa e avanço. A má notícia é, nós provavelmente cometemos muitos erros ao longo do caminho. Aprenderemos a medida que fizermos. Porém vamos iniciar com alguns princípios básicos, que eu penso, são bem fundamentados. Iremos nos referir a obra de um cara que se chama Abraham Maslow. Dr. Maslow era um Psicólogo Clínico na década dos 40 quando iniciou seus estudos. E de acordo com Dr. Maslow, as pessoas têm necessidades Existe uma hierarquia de necessidades. Satisfaça as necessidades médicas e físicas básicas primeiro. Quando em dúvida, assuma que uma queixa é médica, e investigue. Você verá em um dos slides nesta seção, uma pirâmide. E você verá que ela, representa a hierarquia de Maslow, e que começando pela base estão as necessidades físicas. Necessidades básicas médicas e físicas. Atenda-as primeiro. Depois diz... 'avance para Segurança'. Ora, aqui está o dilema. O trabalho de Maslow não tomou em consideração desastres, ou sequer guerras. E o que temos visto é a necessidade de modificar a hierarquia de Maslow só um pouquinho por que, o que descobrimos é que uma vez satisfeitas as necessidades físicas, ainda que a um nível básico, as pessoas frequentemente saltam para o terceiro nível, que é Afeição, Afiliação, Aceitação e Apoio. E o que isso realmente significa é a busca do apoio interpessoal dos amigos, famílias, colegas de trabalho e Serviços de Ajuda Comunitários a fim de alcançar o segundo nível. Ora, de acordo com os as teorias básicas de Maslow, você deve subir a escada hierárquica, degrau por degrau. Não existe tal coisa como pular etapas. Porém a área de Saúde Mental de Desastre nos ensinou claramente que isso não só é possível, como também é uma tendência que as pessoas têm. Pare, e pense sobre isso um minuto. Quando você está com medo, o que você faz? Você procura a ajuda de outros. Logo, quando você está se sentindo inseguro, você deixa as necessidades físicas, para as necessidades de apoio interpessoal a fim de sentir-se seguro. Por que as crianças em áreas de grande criminalidade unem-se as gangues? Não é por que elas têm o desejo de cometer crimes. Na maioria das vezes é para sentirem-se protegido. Isso pode soar um pouco bobo porém, quando você enviou seu filho ou filha para a faculdade, por exemplo, e eles insistiram em ingressar em uma república, ou fraternidade, e você pensou que era tudo em virtude de diversão. Bem, algumas vezes é porém, algumas vezes estando longe de casa, um ambiente estranho, uma escola enorme. O que você faria? Você procura um subgrupo, um grupo de pessoas que irão aprender a compreender você, e apoiar você. Logo, nos tomamos em consideração a Hierarquia de Necessidades de Maslow quando formulamos nossos planos de intervenção. E as necessidades médicas e físicas básicas, sempre vêm em primeiro. Porém agora, fica mais difícil. Existem duas abordagens em triagem, uma vez que nós tenhamos alcançado nossas necessidades médicas, e físicas. Um, ao qual nos referimos como Base de Evidência e outro nós nos referimos como Base de Risco. É importante compreender que estes não são mutuamente exclusivos, ao contrário, você deveria estar ciente de ambos métodos, ambas perspectivas. Estes servem como lentes, ou filtros, se assim desejar. O método de triagem baseado em evidência. Nós destacamos aquilo que algumas vezes tem sido chamado de Tríade de Crise Aguda. Com o método de triagem baseada em evidência, nós estamos procurando por evidência de capacidade cognitiva reduzida em sobreviventes. Estamos procurando por aquelas pessoas que estão comprometidas em suas habilidades de exercer um critério prudente, memória e resolução de problemas, porém, o mais importante, uma redução em habilidade para entender as consequências de suas ações. Paralelamente à Tríade de Crise, estamos acompanhando os sobreviventes, estamos ouvindo os relatos de terceiros de sobreviventes que têm uma vontade impulsiva de agir de forma a auto-fracassar ou auto-prejudicar. Estamos procurando pela falta de orientação para o futuro, sentimentos de desamparo, ou falta de esperança, desespero absoluto. E por último, estamos procurando por capacidade funcional reduzida, no sentido de uma inabilidade de executar as funções necessárias para viver. Cuidar de si, cuidado por outros, trabalhar talvez, higiene pessoal. Todas estas coisas têm de ser consideradas dentro do contexto logístico na própria área de desastre. Logo, só porque alguém está tendo dificuldades com sua higiene pessoal não significa que estão necessariamente abalados do ponto de vista psicológico; pode simplesmente significar que tais recursos sejam oferecidos escassamente. Logo, mais uma vez, esta é a hora de fazer perguntas para pôr as coisas em contexto. Logo, revendo, O sistema de Triagem baseada em evidência é um sistema que é estabelecido em sua observação de pessoas que exibem sinais de disfunção. E como já examinamos no módulo anterior, evidência de disfunção é geralmente uma pista para que tomemos um papel direto e ativo com a intervenção. Porém, existe também, um segundo tipo de abordagem em Triagem que se chama Base de Risco. Na abordagem de triagem baseada em risco, nós dependemos dos três Ds. Nós chamamos a isso de O Efeito Subagudo. 1. Morte: a. 'a pessoa viu restos humanos?'. b. A pessoa que lhe diz... "e eu pensei que eu ia morrer". Deslocamento e Impacto Incapacitante. O que isso significa? Aqui, estamos aprendendo do sobrevivente que fatores de risco eles encontraram que aumenta seus riscos de Estresse Psicológico, Invalidez ou Deficiência Poderia se agudo, ou subagudo. Poderia ser dias após, ou semanas após. Até mesmo meses após. Nós perguntamos, 'a pessoa viu restos humanos?'. Porque" Por que sabemos que pessoas que viram restos humanos, que não estão acostumadas a verem restos humanos, terão essas imagens gravadas em suas mentes, e servirão de diátese, uma vulnerabilidade por semanas, meses, anos, talvez para o resto da vida. A pessoa pensa que ele ou ela irá morrer. Sabemos que algumas pessoas dirão... "poxa, eu pensei que eu ia morrer!". Porém... Que nada! Eles realmente não pensaram que iriam morrer, disseram isso só da boca pra fora. A pessoa que lhe diz... "e eu pensei que eu ia morrer". É a pessoa que olha para você, ou olha através de você, suas pupilas dilatam e você determinou que, 'agora é diferente.' Eles realmente pensaram que iam morrer. Algumas vezes dirão coisas como... 'minha vida, literalmente, passou diante de meus olhos'. Esses tipos de experiências, ninguém nunca esquece. Você as sobrevive, certamente, porém nunca as esquece. O segundo D, Deslocamento, é a pessoa separada da família, e aqueles que ama. Nós temos enfatizado a importância do apoio interpessoal. Essa pessoa está afastada deste tipo de apoio. A pessoa tem um lugar para ficar? Eles perdem suas casas e frequentemente uma casa, é mais que uma casa, é um lar. Impacto Debilitanteé o nosso terceiro D. A pessoa foi fisicamente ferida de forma que necessite cuidados médicos imediatos? A pessoa vivenciou aquilo que chamamos de Dissociação Peritraumática? O prefixo 'peri' você se recorda, significa 'ao redor'. Logo, a pessoa vivenciou uma sensação de dissociação, como se estivessem flutuando fora de seus corpos? Talvez sentindo-se desconectados de seus corpos quando arredor do evento traumático em si. Entre parênteses, a Triagem de Risco de Base, nunca deveria ser usada na ausência de triagem baseada em evidência para formular seu plano de triagem ou estratégia. Em relação a triagem, o principal é reconhecer e priorizar as tendências disfuncionais e comportamentais. Não percamos de vista o propósito da Avaliação e Triagem Resumindo, a Avaliação é a nossa habilidade de ouvir e observar o impacto que algum acontecimento tenha tido em uma pessoa, ou grupo de pessoas. Isso não é feito no vácuo. Tem um propósito. A Avaliação é feita de forma a decidir como melhor ajudar os sobrevivente a se recuperarem de uma adversidade. Eu destaquei antes que a Intervenção é fundamentada na história, ou se preferir, em sua Avaliação, Tenho feito este trabalho por quarenta anos. Eu não me lembro de ter feito duas intervenções que fossem exatamente iguais. Por que? Por que duas pessoas nunca são as mesmas , e duas situações nunca são iguais. E ainda que duas pessoas estejam na mesma situação, elas podem ter vivenciado aquela situação muito diferentemente. Logo, eu tenho de ouvir. Eu tenho ganhar confiança. Eu preciso ouvir. Eu preciso Avaliar. E uma vez que eu tenha avaliado, eu submeto-a ao próximo nível de priorização, triagem, se você preferir, e eu crio uma ordem the hierarquia. Eu preciso decidir, quando sobrecarregado, com recursos limitados, eu preciso decidir a quem eu vou destinar, ou para quem eu vou priorizar nossos recursos, e se você preferir, em que ordem. Em alguns casos, você terá recursos mais que suficientes. A noção de triagem, não é tão importante ai, porém as duas técnicas de triagem permanecem importantes. O método de base de evidência e de base de risco. Nós sabemos, por exemplo, que os efeitos de desastres persistem por meses e anos. Algumas pessoas irão até mesmo definir a si mesmas, quem elas são, pelo resto da vida, como 'O Sobrevivente'. Você com certeza viu camisetas... "Eu sobrevivi x, y, and z". "Eu sobrevivi a Grande Inundação". "Eu sobrevivi o maremoto". E a maioria dessas camisetas são dadas como uma recordação. Algumas pessoas pegam essas palavras e as internalizam, e isso é o que são, a partir daquele dia. Algumas vezes é inspirador. Algumas vezes os mantêm no papel de vítima, ao invés de um sobrevivente. Esses são os aspectos sutis de Triagem. Nosso critério para Evidência, e Base de Risco Triagem, mais uma vez, apresentado não como uma lista detalhada porém, uma estrutura básica, uma heurística, para considerar seu trabalho em determinar, 'Quem eu devo tratar primeiro?'.