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UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ 
CURSO: Artes Visuais 
DISCIPLINA: História da Educação 
PROFESSOR(A) TUTOR(A): André Luíz Santos 
TÍTULO DA ATIVIDADE ESTRUTURADA: Revisitando a História da Educação e 
projetando perspectivas futuras 
ALUNO(A) AUTOR(A) DA ATIVIDADE: Regina Célia de Almeida Barbosa 
 
 
Objetivo 
 
O objetivo deste trabalho é conhecer a história da educação, pois para 
entender melhor o atual contexto histórico do Brasil, é necessário conhecer 
relevantes fatos do nosso passado para projetar as perspectivas do futuro. 
 
A história da educação passou por uma série de mudanças através da história 
das civilizações. Podemos observar traços da cultura greco-romana e nossa 
educação atual. 
 
Aconteceram vários movimentos revolucionários a partir do final do século 
XVIII, que também exigiu um novo processo de organização da economia e da 
sociedade. Sendo assim, observado que de um lado estava uma educação técnico-
fabril e do outro a educação iluminista, sob a fundamentação de uma economia cada 
vez mais liberal, tendo assim um processo educacional mais inovador. 
 
Não podemos deixar de ressaltar a contribuição de Auguste Conte, 
considerado o pai da sociologia, que num contexto de crise e instabilidades, 
procurou resolver os problemas com sua teoria positivista. 
 
Aulas 
 
Foi possível observar pontos que alinham a nossa história com a educação 
em si, e é através dela que podemos compreender e desenvolver a capacidade de 
analisar a situação educacional do presente. 
 
É primordial que deixemos o preconceito de lado, de que pessoa bem 
educada é aquela que frequentou boas escolas, instituições bem conceituadas. A 
educação ocorre de maneira espontânea e está presente na vida de todas as 
pessoas. Portanto, não está necessariamente ligada à a prática pedagógica ou ao 
estudo sistemático. 
 
Nas comunidades primitivas, a exemplo disso, não existiam escolas, cada 
tribo tinha sua cultura de ensino através de testemunhos, convivência, modelos e 
exemplos que partiam da naturalidade do cotidiano, promovendo o aprendizado de 
hábitos, atitudes e habilidades necessárias à sobrevivência e à convivência naquela 
época. 
 
Jean - Jacques Rousseau (1712 - 1778) foi um grande teórico que contribuiu 
significativamente com as ideias de que a educação deveria ser como uma condição 
natural e não institucionalizada. Neste sentido, defendia que os homens deveriam 
desenvolver o intelecto da criança em detrimento da educação física, do caráter 
moral e da natureza de cada indivíduo. 
 
A disciplina história da educação surgiu como parte da filosofia da educação e 
permaneceu desta maneira até meados do ano 1960. Sua contribuição ao longo do 
tempo se deu da seguinte forma: 
 
- Até 1950: Destacava em seus conteúdos os modelos de formação do 
homem praticados por diferentes sociedades até o período medieval. 
 
- Na década de 1950: Seu objetivo era estudar o sistema escolar dos pais, 
definir os limites da história da educação brasileira e seu contato com a filosofia e 
sociologia. 
 
- 1970 a 1980: Consolidou-se como uma importante área do conhecimento 
humano, porém continuava vinculada apenas aos cursos de pedagogia. 
 
- Anos 2000 até a atualidade: Começou a voltar-se para temas educacionais, 
embora ainda necessite de maior desenvolvimento e tivesse muito a se construir 
nessa área. 
 
Através dos tempos, Roma e Grécia tiveram significativas contribuições a 
educação com os filósofos clássicos: Sócrates, Platão e Aristóteles. 
 
Como princípio a formação grega tinha a educação de forma integral do 
indivíduo, corpo e espírito, tendo ora para a intelectualização por meio de debates, 
estudo da filosofia, ora para a preparação militar. As mulheres também eram 
preparadas para serem fortes física e moralmente, visando seu futuro como mãe. A 
educação romana tendia para as práxis, diferente da grega que tinha como ponto de 
referência o pensamento filosófico. 
 
No Brasil Colônia, a educação era focada na catequização. Foi assim que 
surgiu o ensino no Brasil em 1549, quando os primeiros jesuítas desembarcaram no 
Brasil. A igreja católica tinha como objetivo converter a alma do índio brasileiro a fé 
cristã. Havia uma divisão clara de ensino: As aulas lecionadas para os índios 
ocorriam em escolas improvisadas, já os filhos dos colonos recebiam o 
conhecimento em colégios, locais mais estruturados por conta do investimento mais 
pesado. 
 
Obras 
 
Segundo Jaeger, em Paideia, (1995, p. 05), a educação participa no 
crescimento da sociedade, tanto no seu conhecimento exterior, como na sua 
estruturação interna e desenvolvimento espiritual; e, uma vez que o 
desenvolvimento social depende da consciência dos valores que regem a vida 
humana, a história da educação está essencialmente condicionada pelos valores 
válidos para cada sociedade. 
 
Também não podemos deixar de ressaltar a importância de Comenius, com 
seu livro Didática Magna, que foi considerado o criador da didática moderna e um 
dos maiores educadores do século XVII. Entre suas ideias, estavam o respeito do 
estágio de desenvolvimento da criança no processo de aprendizagem, à uma 
educação sem punição, com mais diálogo, exemplo de um ambiente adequado. 
 
“Deve-se começar a formação muito cedo, pois não se deve passar a vida 
a aprender, mas a fazer.” Johnn Amos Comenius (1592 – 1670). 
 
Obra também famosa que trata do assunto, História da educação: da 
antiguidade aos nosso dias, de Manacorda, e nos traz significativas contribuições 
para o tema e permite valiosas reflexões sobre a escola, e nos possibilita 
compreender que esta se trata não apenas de uma instituição específica da 
educação, mas sim como instituição indispensável e lugar de vida das crianças e 
adolescentes do novo milênio. 
 
“[...] o caminho do futuro seja aquele que o passado nunca soube 
percorrer.” Manacorda, 2006. 
 
Em Emílio ou da Educação, de Jean Jaques Rousseau, apesar de ser uma 
enorme novidade para a época (1762), revolucionou a pedagogia servindo de ponto 
de partida para as teorias de todos os grandes educadores dos séculos de XIX a XX. 
Na época Rousseau, não se tinha ideia da criança, apenas que eram pequenos 
adultos e com isso havia a mesma punição para ambos. Ele desenvolveu a ideia de 
que quem separa o adulto da criança é a educação, e, para ele, a educação é o 
principal meio de valorizá-la. 
 
BNCC 
 
De acordo com o site do Ministério da Educação (MEC), a Base Nacional 
Comum Curricular (BNCC) é um documento de caráter normativo que define o 
conjunto orgânico e progressivo de aprendizagem essencial que todos os alunos 
devem desenvolver ao longo das etapas e modalidades da educação básica. 
 
Tem como objetivo reduzir as desigualdades do aprendizado, para que todos 
tenham a mesma chance de aprender o que é fundamental, incentivando não só 
conhecimento, como também o pensamento científico, crítico e criativo nas escolas, 
integrando também com a cultura digital, para que consigam alinhar o 
autoconhecimento com sua vida cotidiana. 
 
BNCC é a palavra chave de competências, pois as aprendizagens essenciais 
definidas nela devem concorrer para assegurar aos estudantes o desenvolvimento 
das dez competências gerais. 
 
Essas competências são definidas como “a mobilização de conhecimentos” 
(conceitos e procedimentos), habilidades (práticas cognitivas e socioemocionais), 
atitudes e valores, no pleno exercício da cidadania e do mundo do trabalho. 
Podemos dizer que o processo educativo, passou e passa por diversas 
mudanças através da história das civilizações. A cultura antiga greco-romana 
contribuiu significativamente na educação atual. 
 
Mas no contexto em que se dá o aprendizado, temos que ressaltar alguns 
pontos importantes, como por exemplo a saúde mental dos professores e alunos, o 
ambiente seguro para ambos, principalmente em lugares de grande vulnerabilidade 
social.Na BNCC, é de suma importância ressaltarmos o espaço físico, cuidar das 
salas e espaços abertos, o que confere dignidade e identidade aos alunos e 
professores. Não podemos dizer que a ausência de condições do espaço físico 
impossibilite a implantação da Base, mas a melhoria dos locais precisa ser 
considerada para que o aprendizado de qualidade aconteça plenamente. 
 
Que os educadores de hoje possam ter a coragem de Rousseau, que em uma 
época muito diferente da nossa, foi capaz de criticar fortemente a educação 
tradicional, que era muito técnica e impositiva. E que possam considerar mais esse 
instrumento de transformação de vidas, não somente em estágios avançados da 
vida, mas sim desde o seu nascimento, para formar homens de bem, conscientes de 
sua missão neste mundo. 
 
 
Referências Bibliográficas 
 
CAMBI, F. História da pedagogia. São Paulo: Editora UNESP. 1991. 
 
COMENIUS, J. A. (2006). Didática magna (3ª ed.). São Paulo: Martins Fontes. 1966. 
 
LUZURIAGA, L. História da educação e da pedagogia. São Paulo: Editora Nacional. 
1997. 
 
MANACORDA, M. A. História da Educação: da Antiguidade aos nossos dias. 12º ed. 
São Paulo: Cortez, 2006. 
 
NÓVOA, A. História da Educação: percursos de uma disciplina. Lisboa: Universidade 
de Lisboa, 1996. 
 
ROUSSEAU, Jean-Jacques. Emílio ou da educação. Tradução de Roberto Leal 
Ferreira. São Paulo: Martins Fontes, 2004. 
 
JAEGER, W. Paideia. São Paulo: Martins Fontes, 1995. 
 
https://www.revistaeducacao.com.br/bncc-competenciasgerais/ 
 
http://basenacionalcomum.mec.gov.br// 
https://www.revistaeducacao.com.br/bncc-competenciasgerais/
http://basenacionalcomum.mec.gov.br/

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