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PROFILAXIA DE ÚLCERAS Júlio César Castro Silva Acadêmico de Farmácia PROFILAXIA DE ÚLCERAS 01 02 03 PROFILAXIA DE ÚLCERA GÁSTRICA PROFILAXIA DE LESÃO POR PRESSÃO PROFILAXIA DE ÚLCERA OCULAR ÚLCERA GÁSTRICA01 ÚLCERA GÁSTRICA Decorre de alterações hemodinâmicas que levam a redução da perfusão da mucosa e dos fatores protetores (prostaglandinas, bicarbonato e óxido nítrico) PREVALÊNCIA EM PACIENTES CRÍTICOS 5 a 25% Sangramento oculto de pequeno porte 1,5% Sangramento clínicamente relevante 75 a 100% Lesões gástrica sem repercussão clínica FISIOPATOLOGIA 02 alterações hemodinâmicas que levam a redução da perfusão da mucosa e dos fatores protetores 04 expondo a mucosa a agentes irritantes como secreção ácida e sais biliares 01 Etiopatogenia multifatorial 03 redução da secreção de bicarbonato e alterações da motilidade no trato gastrointestinal FATORES DE RISCO Coagulopatia Doença hepática, necessidade de terapia de substituição renal, uma ou mais falências orgânicas. Uso de ventilação mecânica Internação em UTI de paciente com três ou mais comorbidades https://docs.google.com/spreadsheets/d/1GRyjOBjvHGLcMnF-RetyzI8HMgFou3maxVeeOW3RZ5Q/copy TERAPIA FARMACOLÓGICA Inibidor da bomba de próton (IBP) Pantoprazol, Omeprazol Bloqueadores H2 Ranitidina, Cimetidina Antiácidos Bicarbonato de sódio, Carbonato de cálcio, Hidróxido de alumínio, Hidróxido de magnésio Sucralfato 01 02 03 04 EM QUAIS CASOS É INDICADO FAZER ESSA PROFILAXIA? Ventilação mecânica Coagulopatia Dupla antiagregação plaquetária AINE Traumatismo cranioencefálico Pacientes com falência cardiovascular ou pulmonar Sepse Grave Anticoagulação Plena Instabilidade hemodinâmica ESCORE PARA CLASSIFICAÇÃO DE PACIENTES DE RISCO - ENFERMARIA Idade > 60 anos 2 Masculino 2 Sepse Grave 2 Insuficiência renal aguda 2 Hepatopatia 2 Sepse 2 Coagulopatia ou anticoagulante dose plena 2 Internação em medicina interna / clínica médica 3 Faixa de risco Baixo ≤7 Médio 8-9 Alto 10-11 Muito alto ≥12 EFEITOS COLATERAIS DO USO CRÔNICO DE IBPS Colonização gástrica e maior risco de pneumonia nosocomial Diarreia e Má absorção B12 Hipomagnesemia Infecção por Clostridium difficile Nefrite intersticial Osteoporose ÚLCERA OCULAR02 ÚLCERA OCULAR A úlcera da córnea é uma infecção ocular que provoca uma ferida aberta sobre a córnea (a camada transparente na frente da íris e da pupila). MECANISMOS 02 A produção do filme lacrimal, o reflexo córneo palpebral e o fechamento da pálpebra estão reduzidos ou até abolidos nesses pacientes, o que torna a córnea exposta ao ressecamento 04 O relaxamento muscular promovido pela ação dos bloqueadores neuromusculares ocasiona a diminuição do tônus da pálpebra o que favorece ao fechamento incompleto 01 Nos pacientes de UTI, os mecanismos responsáveis pela lubrificação e proteção ocular podem estar comprometidos 03 O uso prolongado o de sedativos e relaxantes musculares pode ocasionar a abertura ocular prolongada que predispõe ao ressecamento e abrasão da córnea CHECK-LIST DIÁRIO DURANTE A VISITA MULTIDISCIPLINAR SOBRE A INDICAÇÃO E USO DA PROFILAXIA OFTALMOLÓGICA Avaliação diária dos fatores de risco: Ausência ou diminuição do reflexo de piscar (< 5x por minuto) Incompleto fechamento palpebral com exposição ocular (lagoftalmia) Edema conjuntival Ventilação mecânica invasiva com presença de lagoftalmia e uso de sedação e/ou bloqueadores neuromusculares Prescrição de solução oftálmica lubrificante Presença de um ou mais critérios do check-list LESÃO POR PRESSÃO03 LESÃO POR PRESSÃO São danos localizados na pele e/ou tecidos subjacentes, geralmente sobre uma proeminência óssea, resultante de pressão isolada ou combinada com forças de fricção ESCALA DE BRADEN 1 2 3 4 Percepção sensorial Totalmente limitado Muito limitado Levemente limitado Nenhuma limitação Umidade Excessiva Muita Ocasional Rara Atividade Acamado Confinado a cadeira Deambula ocasionalm ente Deambula frequente mente Mobilidade Imóvel Muito limitado Discreta limitação Sem limitação Nutrição Deficiente Inadequada Adequada Excelente Fricção e cisalhamento Problema Problema potencial Sem problema aparente ------ Avaliação Em pacientes hospitalizados, com pontuação ≤ 16 pontos são considerados de risco PREVENÇÃO DA LESÃO POR PRESSÃO Mudança de decúbito Avaliação diária da pele Higiene corporal e íntima com sabonete neutro Hidratação da pele com creme emoliente Utilização de dispositivos como o colchão piramidal Adaptação da dieta pelo nutricionista TRATAMENTO DA LESÃO POR PRESSÃO Curativo hidrocoloide Ácido graxo essencial Nistatina + óxido de zinco Colagenase Hidrogel com alginato de cálcio e sódio Curativo de alginato de cálcio e sódio REFERÊNCIAS