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Prova discursiva da disciplina Teoria da História e Historiografia. Apresenta questões com respostas esperadas sobre o tratamento de fontes e narrativas na Antiguidade e na Idade Média, e sobre diferenças entre o IHGB e os ensaístas dos anos 1930 (Gilberto Freyre, Caio Prado Júnior, Sérgio Buarque de Holanda).

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Acadêmico: Crispiniano Batista Quintela Filho (1915099)
Disciplina: Teoria da História e Historiografia (HID27)
Avaliação: Avaliação Final (Discursiva) - Individual FLEX ( Cod.:512994) ( peso.:4,00)
Prova: 21653762
Nota da Prova: 10,00
1. A problemática da verdade na construção do conhecimento histórico sofreu ao longo dos séculos várias mudanças. Em cada época, as fontes e as narrativas
tiveram tratamentos diferenciados. Descreva o tratamento dado às fontes e às narrativas históricas na Antiguidade e na Idade Média.
Resposta Esperada:
Na Antiguidade, a História inicia um processo de ruptura com a literatura com Heródoto destacando as ações humanas em detrimento das ações dos deuses,
típicas das narrativas mitológicas. Tucídides acrescenta a necessidade de procedimentos metódicos, privilegiando o testemunho de quem presenciou. Os fatos
deveriam falar por si mesmos, sem a necessidade do sujeito narrador.
Na Idade Média, a veracidade se encontrava na pessoa que dava o testemunho. O estatuto de verdade era concedido pela autoridade do rei ou do clero.
2. Podemos estabelecer que diferentes momentos históricos produzem diferentes formas e interesses na escrita da história. Assim compreendendo, existem
diferenças entre a História produzida pelo Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, o IHGB, e a produzida pelos ensaístas brasileiros dos anos 1930.
Disserte sobre essas diferenças.
Resposta Esperada:
O Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, criado em 1838, tinha como principal objetivo enaltecer as ações do Estado Brasileiro, que estava se construindo
ao longo do século XIX. Assim, grande parte dos autores a ele vinculados (especialmente Varnhagen) buscavam enaltecer as ações dos portugueses e da
monarquia após o Brasil Independente. Por sua vez, os intérpretes da realidade nacional dos anos 1930, cujos principais nomes foram Gilberto Freyre, Caio
Prado Júnior e Sérgio Buarque de Holanda, buscaram estabelecer uma análise crítica da realidade nacional.

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