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Disciplina: Interpretações do Brasil Patrícia Cunha Bibliografia: REIS, J. C. Anos 60: Caio Prado Jr. In: As Identidades do Brasil, Rio de Janeiro, Ed. Fundação Getúlio Vargas, 1999. BRESSER-PEREIRA, Luiz Carlos (1998) A Economia Brasileira: Uma Introdução Crítica. São Paulo: Editora Brasiliense. 31ª. edição. Capítulo 3: “ Capital Mercantil e Acumulação Primitiva: 35-38. Nasceu em 1907 morreu em 1990 Pós 30 - mais influente historiador brasileiro ◦ redescobridor do Brasil Formado em Direito e Geografia. Trajetória de vida dominará sua obra. Origem aristocrática, de família cafeicultora paulista. ◦ Famílias Prado e Penteado Ruptura de classe Intelectual do movimento operário brasileiro. 2 Luta por igualdade e liberdade quer mais que o liberalismo. Parte do passado colonial para a revolução socialistas, para o futuro. Era empresário, intelectual independente do proletariado e político. 3 Obras: ◦ 1933 – Evolução Política do Brasil ◦ 1942 – Formação do Brasil Contemporâneo ◦ 1945 – História Econômica do Brasil ◦ 1966 – A revolução brasileira Escreveu várias obras filosóficas, ligadas à teoria Marxista. 4 Fundou revista Brasiliense, ◦ artigos históricos e políticos que estimularam o debate sobre a estrutura agrária brasileira e a sua mudança nos anos 50. Revista fechada com o Golpe de 1964. Livro Revolução brasileira - síntese de sua visão do passado brasileiro e refletiu sobre a ação que deveria ser realizada para a sua transformação 5 Debate com Nelson Werneck Sodré e o PCB. Obra que marca o pensamento revolucionário brasileiro pós-1964. Intelectual militante. Foi do partido Democrático e se envolveu com as revoluções de 1930 e 1932, em 1931 adere ao PCB. 6 No PCB era um heterodoxo. “Lida com fatos em termos de relações, processos e estruturas, localiza e explica desigualdades, diversidades, contradições sociais.” ( Reis, 1999, p. 175) 1933 – inicia uma corrente de interpretação marxista do Brasil diferente e original, fora do PCB. 7 A história social brasileira aparece sob nova perspectiva. Adota perspectiva crítica, discute as relações entre o passado e o presente e examina as possibilidades de mudanças no futuro. Apaixonado pelo Brasil e seu povo Representa o “bem” junto deS. B Holanda e contra o “mal” Freyre, na análise comparativa dos paulistas. 8 Otimista com o futuro do Brasil “O sujeito da história do Brasil não são as elites isoladas, mas as classes sociais em luta”. P. 176. Mesmo que as elites dominem, elas não existem sozinhas. “redescobrir o Brasil significa ver nessa face oculta, neste seu outro lado, o verdadeiro Brasil. Este outro lado deverá ser integrado, valorizado e recuperado, pois nele estão os construtores da sociedade brasileira presente/futura” (Reis, 1999, p. 176). 9 “Procurará nos eventos visíveis, seu sentido estrutural: as relações sociais e o modo de produção capitalista. Atrás dos eventos há interesses de classe que representam a lógica do modo de produção capitalista. “ Grande influencia nas ciências sociais e principalmente na interpretação marxista do Brasil. 10 Alguns afirmam que Caio Prado domina mal as categorias marxistas como modelo de produção capitalista. Caio Prado acredita que o modo de produção capitalista apareceu na esfera da circulação, entre 1500 e 1700. ◦ Afirmam que sua visão sobre o Brasil era atrasada e não a do PCB. ◦ Outros criticam seu economicismo. ◦ É censurado também por não utilizar fontes primárias. ◦ Sofreu muitas criticas da Esquerda 11 Na história do pensamento marxista brasileiro situado numa 2ª.fase, posterior a recepção dogmática que vai de 1920-40. Mantega – materialismo funcionalistas – cruzamento de Keynes e Marx. Bresser – interpretação funcional capitalista – interpretação que predominará entre os vencidos de 1964 – crítica e resentida em relação à interpretação nacional-burguesa pré-1964 do PCB. 12 Para Caio Prado o Brasil não teve feudalismo e nem passará pela revolução democrático burguesa, Brasil é capitalista desde sua origem. Bresser – Caio Prado foi o grande interprete do capitalismo mercantil brasileiro 13 Brasil – 2 fases no período Mercantil: ◦ Fase colonial: séc. XVII – ciclo do Açucar e séc. XVII – ciclo do ouro ◦ Fase primário-exportadora – séc. XIX até anos 30 – expansão cafeeira Para Caio Prado – origem do subdesenvolvimento – fase colonial ◦ Há traços pré-capitalistas – Portugal 1ª. Nação a realizar a revolução burguesa que não se completa 14 Latifúndio no Brasil – características de feudo: ◦ auto-suficiência, ◦ poder absoluto do senhor, ◦ sistema de agregados, ◦ ideologia aristocrática Carácter fundamental – capitalista - lucro ◦ Acumulação primitiva 15 Formas Históricas de Capitalismo: ◦ Capitalismo mercantil ou especulativo Apropriação do excedente obtida de forma violenta ou especulativa ◦ Capitalismo industrial Apropriação do excedente: mais valia Baseado na concorrência entre capitais, na incorporação de progresso técnico e aumento da produtividade 16 Valor de uma mercadoria – quantidade média de trabalho incorporado. Preço da mercadoria deve corresponder ao seu valor. ◦ Capitalismo Mercantil – preço é diferente do valor Na colônia, o capital mercantil organiza a produção via trabalho escravo 17 Resultado – Brasil até início do século XX – produz em termos tradicionais, sem progresso técnico significativo entre 1830 e 1930. “o Brasil ‘desenvolvia-se’, aumentava a produção por habitante à medida que se especializava na produção de um bem mais rentável, o café e não porque aumentava a produtividade.” (Bresser,1998, P. 37) 18 Quando se tem um passado colonial, as condições de um desenvolvimento autônomo são difíceis. ◦ “Para crescer, a industria brasileira deverá produzir para o mercado mundial e não só para o mercado interno. ◦ O que o imperialismo pode oferecer ao Brasil é a perpetuação de seu estatuto colonial.” Críticos afirmam que Caio Prado não percebe que o país industrializou-se 19 “A luta contra o imperialismo exige reformas: intervenção do Estado na economia. Vitória sobre imperialismo significa o Brasil a sair da condição colonial para a nacional. Essa luta se fará por meio de reformas da economia brasileira. Brasil interessa o desenvolvimento mas com soberania.” 20 “desenvolvimento, modernização e progresso com emancipação e autonomia nacional – sua utopia. Necessita do conhecimento histórico de cada realidade particular, que exige um uso particular da teoria marxista, uma adequação de seus conceitos às histórias singulares.”p. 201 21 Preliminares :1500-1530 ◦ Meio geográfico ◦ Caráter inicial e geral da formação econômica brasileira ◦ Primeiras atividades. A extração de pau-brasil A Ocupação Efetiva: 1530 – 1640 • início da agricultura • atividades acessórias Expansão da Colonização: 1640-1770 • novo sistema político e administrativo na colônia • a mineração e a ocupação do centro-sul • a pecuária e o progresso do povoamento no Nordeste • a colonização do Vale Amazônico e a Colheita Florestal 22 Apogeu da Colônia: 1770- 1808 ◦ renascimento da Agricultura ◦ Incorporação do Rio Grande do Sul – Estabelecimento da Pecuária ◦ Súmula Geral Econômica no fim da era colonial A Era do Liberalismo: 1808-1850 ◦ Libertação econômica ◦ Efeitos da libertação ◦ Crise do regime servil e abolição do tráfico O Império Escravocrata e a aurora burguesa: 1850-1889 ◦ Evolução agrícola ◦ Novo equilíbrio econômico ◦ A decadência do trabalho servil e sua abolição ◦ Imigração e colonização ◦ Síntese da evolução econômico do império 23 A República Burguesa: 1889 – 1930 • Apogeu de um sistema • A crise de transição • Expansão e crise da produção agrária • A industrialização • O imperialismo A crise de um Sistema: 1930– • A crise de um sistema • A crise em Marcha Post Scriptum em 1976 24 Slide 1: Caio Prado Jr Uma apresentação Slide 2: Dados Bibliográficos Slide 3: Dados Bibliográficos Slide 4: Dados Bibliográficos Slide 5: Dados Bibliográficos Slide 6: Dados Bibliográficos Slide 7: Dados Bibliográficos Slide 8: Dados Bibliográficos Slide 9: Dados Bibliográficos Slide 10 Slide 11: Caio Prado e seus Críticos Slide 12: Caio Prado, o PCB e o Marxismo no Brasil Slide 13: Caio Prado, o PCB e o Marxismo no Brasil Slide 14: Capital Mercantil e Acumulação Primitiva - Bresser Slide 15: Capital Mercantil e Acumulação Primitiva Slide 16: Capital Mercantil e Acumulação Primitiva Slide 17: Capital Mercantil e Acumulação Primitiva Slide 18: Capital Mercantil e Acumulação Primitiva Slide 19 Slide 20 Slide 21: Caio Prado e os Limites Estruturais de A Revolução Brasileira Slide 22: Obra: História Econômica do Brasil Slide 23: Obra: História Econômica do Brasil Slide 24: Obra: História Econômica do Brasil