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TORRES EQUIPAMENTOS INDUSTRIAIS IGOR PATARO ■Finalidades: Servem para separar ou absorver componentes de misturas homogêneas. ■A separação é feita por meio da destilação, daí o nome de torre de destilação. A absorção é feita em torres absorvedoras, com finalidade de separar produtos corrosivos ou indesejáveis no produto final. ■Os mecanismos que governam a destilação: ■o do equilíbrio liquido/vapor, ■transferência de massa ■transferência de calor. ■Ao fornecer calor a uma mistura liquida, promovemos a sua vaporização parcial, obtendo duas fases, uma liquida e outra de vapor, que tem componentes diferentes. ■Quanto maior for a diferença de volatilidades, maior será a diferença de composição entre a fase liquida e vapor, como tal, mais fácil será a separação por destilação. ■O contato efetivo entre a fase vapor e liquida é promovido por dispositivos chamados de prato ou recheio. ■As aplicações industriais do processo de destilação são variadas, sendo a mais conhecida a separação de misturas de hidrocarbonetos na indústria petroquímica, em particular na refinação do petróleo. ■Existem duas classes fundamentais de tipos de torres: – Torres de Pratos ou Bandejas; – Torres Recheadas. TORRE DE BANDEJAS (OU PRATOS) ■É composta de um casco cilíndrico vertical, com duas calotas, normalmente elipsoidais. No interior, são montadas as bandejas espaçadas umas das outras, em número variado de acordo com a função da torre. ■ A altura e o diâmetro da torre são determinados em função do volume dos vapores e dos líquidos. TORRE DE BANDEJAS (OU PRATOS) ■A transferência de massa em um prato se realiza através das gotas ou bolhas formadas pela passagem de vapor dentro da fase liquida. ■Este contato começa quando o liquido chega ao prato através de um downcomer (espécie de chapa que leva o liquido de um prato superior ao inferior). ■Ao chegar no prato, o liquido encontra com o vapor que esta passando através dos furos, válvulas ou borbulhadores na bandeja, formando uma espuma. TORRE DE BANDEJAS (OU PRATOS) ■A espuma percorre o prato até encontrar um novo downcomer, onde ela será desfeita e somente liquido passará para o prato inferior e o vapor continua para o prato superior. ■O nível do liquido é geralmente m a n t i d o p o r d i s p o s i t i v o s chamados vertedores. TORRE DE BANDEJAS (OU PRATOS) ■O líquido circula horizontalmente sobre o prato; ■O vapor (ou gás), que circula no sentido ascendente, entra pelos orifícios do prato e borbulha no líquido; ■Depois de tempo suficiente, o líquido acumulado transborda pelo vertedor e é conduzido por gravidade ao prato inferior pelo downcomer; ■O gotejamento do líquido para o prato inferior através dos orifícios é evitado por uma velocidade suficiente do vapor ascendente; ■O processo de contato líquido-vapor é aleatório e caótico formando uma “espuma”. TORRE DE BANDEJAS (OU PRATOS) ■Os pratos sem downcomer são geralmente planos e contêm furos através dos quais passam líquido e vapor, intermitentemente e em contra-corrente. ■Nestes pratos não há o mesmo grau de contato, em compensação sua construção é simples e o custo é baixo. ■Seu emprego ainda é limitado. TORRE DE BANDEJAS (OU PRATOS) Corrente Cruzada Contra-corrente TORRE DE BANDEJAS (OU PRATOS) PRATOS SEM DOWNCOMERS ■Pratos Turbogrid ■Pratos Perfurados ■Pratos Ripple (Ondulados) ■Pratos Kittel PRATOS COM DOWNCOMERS ■Pratos com Borbulhadores (Bell-cap ou circulares; Tunnel- cap ou retangular,Uniflux; Montz). ■Pratos Perfurados (Comum ou Stieve Tray; Jet Tray) ■Pratos com Válvulas (Flexitrays; Ballast; Nutter) PRATOS SEM DOWNCOMERS ■Em contracorrente, o liquido e vapor passam de um prato para outro através dos mesmos furos. ■Os pratos dualflow tem maior capacidade e menor perda de carga do que pratos com downcomer, pois o escoamento é em toda seção transversal da coluna. PRATOS SEM DOWNCOMERS ■Proporcionam boa transferência de massa dos componentes entre as fases liquida e vapor, com baixo investimento e são utilizados onde há presença de sólidos e polímeros. ■O uso de pratos dualflow tem aumentado, por aliviar problemas de incrustações severas. TORRE DE BANDEJAS (OU PRATOS) PRATOS COM DOWNCOMERS PRATOS COM BORBULHADORES ■Os borbulhadores são os dispositivo de contato de liquido/vapor ■Escapando pelos orifícios laterais, o vapor borbulha no liquido. PRATOS COM DOWNCOMERS PRATOS COM BORBULHADORES ■Os borbulhadores fazem com que o gás ascendente flua por entre o liquido em forma de pequenas bolhas e impede a passagem do liquido pelas aberturas em caso de baixa velocidade de escoamento do vapor. ■São relativamente mais caro que os pratos perfurados PRATOS COM DOWNCOMERS PRATOS PREFURADOS ■Constam de placas metálicas com orifícios. ■O vapor passa pelos orifícios e borbulha no liquido que inunda o prato. ■Cada prato corresponde a um estagio de equilíbrio PRATOS COM DOWNCOMERS PRATOS PREFURADOS PRATOS COM DOWNCOMERS ■Contêm furos nos quais são colocadas as válvulas, cuja abertura varia com o fluxo de vapor, de maneira a não permitir vazamentos de líquidos. Seu uso é cada vez maior devido ao baixo custo e alto rendimento PRATOS COM VALVULAS PRATOS COM DOWNCOMERS ■O líquido que cai do prato superior forma nível na bandeja inferior, determinado pela altura do vertedor. A altura do líquido é fundamental para que os vapores ascendentes possam borbulhar, caso contrário passariam direto pela válvula e o produto mais pesado não condensaria PRATOS COM VALVULAS PRATOS COM DOWNCOMERS ■Substituem os pratos com borbulhadores ■Atualmente, a maioria das torres são projetadas utilizando pratos valvulados. PRATOS COM VALVULAS TORRE DE BANDEJAS (OU PRATOS) ■Pratos com válvulas e downcomer. TORRE DE BANDEJAS (OU PRATOS) CONSIDERAÇÕES PARA PROJETO DE UMA COLUNA DE PRATOS ■Determinação da quantidade de pratos necessários para a separação desejada ■Determinação do espaçamento entre os pratos ■Determinação do diâmetro da coluna ■Determinação do ponto de alimentação PROBLEMAS DE FUNCIONAMENTO ■Para evitar problemas de funcionamento, as vazões (ou velocidades) de líquido e de vapor na coluna não devem ser excessivas e nem insuficientes; ■Os principais problemas de funcionamento são: ■Gotejamento (weeping); ■Inundação (flooding) PROBLEMAS DE FUNCIONAMENTO (a)Gotejamento: o líquido goteja através dos orifícios quando a velocidade do vapor é baixa. (b)Inundação: o líquido não consegue descer para o prato inferior devido à elevada velocidade do vapor. TORRES RECHEADAS ■São torres que contêm elementos de diversas formas ou recheios, cuja finalidade é prover uma grande área que, em operação, funciona como superfície de contato entre líquido e vapor. ■Da mesma forma que nas torres de bandejas, os vapores são ascendentes e o líquido descendente. ■Este tipo de torre é utilizado para absorver, por exemplo, frações de H2S contidas nas correntes de gases. RECHEIOS ■Um bom recheio, deve possuir as seguintes características: a) Apresentar grande superfície interfacial, entre líquido e vapor; b) Ser quimicamente inerte para os fluidos processados; c) Possuir boa resistência mecânica, a fim de evitar quebras; d) Ser de baixo custo RECHEIOS ■O recheio proporciona um contato mais íntimo entre as 2 fases; ■Simultaneamente, o recheio deve assegurar: a) boa drenagem do líquido b) baixa perda de carga do vapor. ■Os recheios podem ser randômico ou estruturado; RECHEIOS ■Representação de uma coluna recheada típica de um processo de absorção com seção de recheio estruturado (topo) e recheio randômico (fundo). RECHEIOS RANDÔMICOS ■São pequenas peças de diferentes formas dispostas aleatoriamente; ■São de 3 gerações: ■1a geração (1907 a 1950); ■2a geração (1950 a 1970); ■3a (última) geração (1970 a atual); ■As peças de 1a e 2a gerações são mais comuns; ■As peças de 3a geração apresentammaiores áreas específicas. RECHEIOS RANDÔMICOS ■São entre 6 e 89 mm; ■A razão entre os diâmetros da coluna e da peça devem ser superiores a 15/1; ■São metálicos (aço inoxidável ou aço-carbono), cerâmicos ou plásticos RECHEIOS RECHEIOS RECHEIOS ■Os recheios mais comumente usados são: a) Anéis de Rashig Plástico Cerâmica RECHEIOS ■Os recheios mais comumente usados são: a) Anéis de Pall Plástico Cerâmica Metal RECHEIOS ESTRUTURADOS ■São blocos compactos com uma estrutura bem definida; ■São de origem mais recente; ■São mais eficientes e com perdas de carga bem menores porém, mais caros que os recheios randômicos. TORRES RECHEADAS ■Geralmente, o recheio é a melhor escolha em relação a pratos para: a) diâmetros pequenos de colunas b) baixos valores de quedas de pressão c) operação a pressões reduzidas ou vácuo; d) separação de misturas corrosivas e) separação de misturas com tendência de formarem espumas. TORRES RECHEADAS ■A transferência de massa ocorre entre L e V ao longo da coluna nas zonas com recheio; ■A eficiência depende da carga da coluna e da distribuição do líquido; ■O líquido circula por gravidade e forma um filme que cobre as peças sólidas do recheio; ■O vapor (ou gás) movimenta-se nos interstícios entre peças adjacentes e nos vazios interiores das peças. PRATOS X RECHEIOS ■Em colunas de pratos, o vapor ascendente e o líquido descendente circulam em corrente cruzada ou contracorrente; ■As fases permanecem em contato através de uma série de estágios discretos que são os pratos; ■Em colunas recheadas, a variação da composição é contínua ao longo da coluna, não existindo estágios de equilíbrio discretos; ■O recheio proporciona um contato mais íntimo e eficiente entre as 2 fases. PRATOS X RECHEIOS EXERCÍCIOS ■ Qual a finalidade de se utilizar uma torre de pratos? ■ Quais os tipos de correntes em uma torre de pratos? ■ Cite 3 tipos de pratos com downcomer. ■ Explique o que o gotejamento e a razão dele ocorrer em uma torre de pratos? ■ O que são torres recheadas? ■ Quais as diferenças entre torres de pratos e torres recheadas?