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Questões da Atividade AVALIAÇÃO P1 Questão: 113678 AVALIAÇÃO P1 Professor: José Carlos Barbosa Soares Data: 07/04/2021 Valor: 5,0 Disciplina: Língua Portuguesa Prezado(a) acadêmico(a): Nesta avaliação você será estimulado(a) a demonstrar compreensão acerca de seu processo de aprendizagem. A partir da leitura das questões a seguir, você será avaliado(a) mediante aos resultados obtidos, em que serão observados os seguintes critérios: 1. formação do raciocínio lógico (coerência); 2. sistematização de ideias (coesão); 3. objetividade e capacidade de associação teórico-prática dos conteúdos trabalhados no Componente Curricular (reflexão crítica, argumentação e síntese). Obs: A correta aplicação da ortografia, pontuação e acentuação gráfica também é critério avaliativo para atribuição de nota. QUALIDADE DE VIDA Educação/UFRJ É de conhecimento geral que a qualidade de vida nas regiões rurais é, em alguns aspectos, superior à da zona urbana, porque no campo inexiste a agitação das grandes metrópoles, há maiores possibilidades de se obterem alimentos adequados e, além do mais, as pessoas dispõem de maior tempo para estabelecer relações humanas mais profundas e duradouras. Ninguém desconhece que o ritmo de trabalho de uma metrópole é intenso. O espírito de concorrência, a busca de se obter uma melhor qualificação profissional, enfim, a conquista de novos espaços lança o ambiente urbano em meio a um turbilhão de constantes solicitações. Esse ritmo excessivamente intenso torna a vida bastante agitada, ao contrário do que se poderia dizer sobre os moradores da zona rural. Por outro lado, nas áreas campestres há maior qualidade de alimentos saudáveis. Em contrapartida, o homem da cidade costuma receber gêneros alimentícios colhidos antes do tempo de maturação, para garantir maior durabilidade durante o período de transporte e comercialização. Ainda convém lembrar a maneira como as pessoas se relacionam nas zonas rurais. Ela difere da convivência habitual estabelecida pelos habitantes metropolitanos. Os moradores das grandes cidades, pelos fatos já expostos, de pouco tempo dispõem para alimentar relações humanas mais profundas. Por isso tudo, entendemos que a zona rural proporciona a seus habitantes maiores possibilidades de viver com tranquilidade. Só nos resta esperar que as dificuldades que afligem os habitantes metropolitanos não venham a se agravar com o passar do tempo. 01 - As opiniões presentes no primeiro parágrafo do texto (sobre a qualidade de vida nas regiões rurais) são: Selecione uma alternativa. (A) fruto da análise do autor do texto; (B) resultantes dos vários estudos feitos pelo autor; (C) parte de um saber já estabelecido; (D) do conhecimento exclusivo da população rural; (E) pertencentes aos habitantes das cidades grandes. Alternativa Correta: (C) parte de um saber já estabelecido; Parabéns você acertou. Valor da Questão: 0,5 Questão: 113679 02 - A vantagem da vida no campo sobre a vida na cidade só NÃO aparece no (na): Selecione uma alternativa. (A) tranquilidade do ambiente; (B) alimentação saudável; (C) relação humana; (D) qualificação profissional; (E) ligações duradouras. Alternativa Correta: (D) qualificação profissional; Parabéns você acertou. Valor da Questão: 0,5 Questão: 113680 03 - O último parágrafo do texto se inicia por “Por isso tudo”; essa expressão se refere a: Selecione uma alternativa. (A) todas as ideias afirmadas anteriormente; (B) todos os estudos feitos sobre a vida rural; (C) vantagem de nos alimentarmos com produtos mais saudáveis; (D) desvantagem da agitação dos grandes centros; (E) qualidade dos relacionamentos humanos no campo. Alternativa Correta: (A) todas as ideias afirmadas anteriormente; Parabéns você acertou. Valor da Questão: 0,5 Questão: 113681 04. No trecho: “...porque no campo inexiste a agitação das grandes metrópoles... o conectivo destacado pode ser substituído sem prejuízo de sentido por: Selecione uma alternativa. (A) portanto. (B) porém. (C) pois. (D) mas. (E) por isso. Alternativa Correta: (C) pois. Parabéns você acertou. Valor da Questão: 0,5 Questão: 113682 05.Observe a afirmação: “Naquela casa, as coisas não estão bem. Pedro continua batendo na mulher e João voltou a beber”. Nesta frase, encontram-se inferidas outras afirmações. Assinale aquela cuja verdade não está pressuposta na frase. Selecione uma alternativa. (A) Pedro batia na mulher; (B) João parou de beber em um momento passado; (C) João bebe atualmente; (D) João sempre bebeu. (E) O relacionamento na casa é ruim. Alternativa Correta: (D) João sempre bebeu. Parabéns você acertou. Valor da Questão: 0,5 Questão: 113683 Leia o texto: TEXTO: O SOFISMA DA ESPECIALIZAÇÃO Alguém disse que um especialista é uma pessoa que sabe cada vez mais sobre cada vez menos. A frase é engraçadinha, porém errada. Cadê o especialista que só sabe de um assunto? Certamente, não está nos empregos mais cobiçados. Pensemos no caso dos cientistas. Noventa e nove vírgula nove por cento dos mortais não entendem suas publicações, sobretudo nas ciências naturais. Mas um cientista fez um primário e um secundário genérico, uma faculdade pouco especializada e os cursos de doutorado são bastante amplos e, quase sempre, multidisciplinares. Portanto, em seus vinte anos de estudos, relativamente pouco tempo foi concentrado em áreas especializadas. E mesmo estudando áreas especializadas, muito do proveito foi afiar a capacidade de manipular ideias. No fundo, o bom cientista é um grande generalista que, além disso, domina uma área específica. Os russos tinham um curso para engenheiros especializados em tintas com pigmento orgânico e outro para inorgânico. Mas se são bons engenheiros é porque passaram muitos anos adquirindo uma competência mais ampla para analisar problemas e pensar claro. É a maior capacidade de pensar de forma abrangente que faz de alguém um grande cientista e não um reles operador de laboratório. Robert Merton demonstrou que a diferença entre um prêmio Nobel e outros cientistas é sua capacidade de escolher o problema certo na hora certa. Portanto, não é o conhecimento especializado – por certo necessário na pesquisa e em muitas outras áreas – que conta, mas a combinação deste com sua série de competências generalizadas. Ou seja, todo especialista de primeira linha é também um generalista. Dentre as ocupações valorizadas e mais bem remuneradas, há duas categorias. A primeira é a dos cientistas, engenheiros e muitos outros profissionais cuja preparação requer o domínio de técnicas complexas e especializadas – além das competências “genéricas”. Ninguém vira engenheiro eletrônico sem longos anos de estudo. Mas pelo menos a metade das ocupações que requerem diploma superior exige conhecimentos específicos limitados. Essas ocupações envolvem administrar, negociar, coordenar, comunicar-se e por aí afora. Pode-se aprendê-las por experiência ou em cursos curtos. Mas somente quem dominou as competências genéricas trazidas por uma boa educação tem a cabeça arrumada de forma a aprendê-las rapidamente. Por isso, nessas ocupações há gente com todos os tipos de diploma. Nelas estão os graduados em economia, direito e dezenas de outras áreas. É tolo pensar que estão fora de lugar ou mal aproveitados, ou que se frustrou sua profissionalização, pois não a exercem. É interessante notar que as grandes multinacionais contratam “especialistas” para posições subalternas e, para boa parte das posições mais elevadas, pessoas com a melhor educação disponível, qualquer que seja o diploma. A profissionalização mais duradoura e valiosa tende a vir mais do lado genérico que do especializado. Entender bem o que leu, escrever claro e comunicar-se, inclusive em outras línguas, são os conhecimentos profissionais mais valiosos. Trabalhar em grupo e usar números para resolver problemas, pela mesma forma, é profissionalização. E quem suou a camisa escrevendo ensaios sobre existencialismo,decifrando Camões ou Shakespeare pode estar mais bem preparado para uma empresa moderna do que quem aprendeu meia dúzia de técnicas, mas não sabe escrever. A lição é muito clara: o profissional de primeira linha pode ou não ser um especialista, dependendo da área. Pode ou não ter a necessidade de conhecer as últimas teorias da moda. Mas não pode prescindir dessa “profissionalização genérica”, sem a qual será um idiota, cuspindo regras, princípios e números que não refletem um julgamento maduro do problema. Portanto, lembremo-nos: especialista não é quem sabe só de um assunto, e ser profissional não é apenas conhecer técnicas específicas. O profissionalismo mais universal é saber pensar, interpretar a regra e conviver com a exceção. CASTRO, Cláudio de Moura. Veja, 4 abr. 2001. 06 – O autor do texto apresenta ao leitor alguns argumentos para sustentar sua tese. Por exemplo: Discute as características da formação de um cientista e, afirma: “No fundo, o bom cientista é um grande generalista que, além disso, domina uma área específica”. Para sustentar essa afirmação, ele apresenta um argumento empírico. Qual? Digite sua resposta Valor da Questão: 1 No 2º parágrafo, ele traz como argumento empírico a formação altamente técnica de engenheiros russos especializados em tintas (havia um curso para tintas com pigmentos orgânicos e outro para tintas com pigmentos inorgânicos). Mas, se eram bons engenheiros, isso se devia à formação ampla que recebiam. Questão: 113684 07.Em seguida, ele afirma: “É a maior capacidade de pensar de forma abrangente que faz de alguém um grande cientista e não um reles operador de laboratório”. E sustenta sua afirmação com um argumento de autoridade. Qual? Digite sua resposta Valor da Questão: 1,5 No 3° parágrafo, o autor se sustenta na autoridade de Robert Merton, que demonstrou que a diferença entre um prêmio Nobel e outros cientistas é sua capacidade de escolher o problema certo na hora certa.