Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

HISTOLOGIA
Roteiro de aula prático-
teórico
MÓDULO SISTEMA LOCOMOTOR E TEGUMENTAR
UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE 
 CENTRO DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES 
UNIDADE ACADÊMICA DE CIÊNCIAS DA VIDA 
BACHARELADO EM MEDICINA 
 
 
TECIDO CARTILAGINOSO
É um dos tipos de tecido conjuntivo especializado sendo constituído pelas células denominadas
condrócitos, alojados histologicamente em pequenas cavidades, as lacunas, em meio a uma
abundante matriz extracelular. Existem três tipos de cartilagem: hialina, elástica e
fibrocartilagem. A matriz é altamente hidratada, sendo constituída, além de água, por
predominante colágeno e/ou elastina, proteoglicanos (proteína + glicosaminoglicanas), ácido
hialurônico e diversas glicoproteínas. A cartilagem desempenha diversas funções como
absorver choques, facilitar deslizamento entre os ossos nas articulações evitando o desgaste e
suporte de tecidos moles. Elas são desprovidas de vasos sanguíneos e linfáticos e de nervos,
assim no caso da elástica e hialina(exceto nas articulações em que são desprovidos de
pericôndrios e essa função cabe ao líquido sinovial) são nutridas pelo pericôndrio, tecido
conjuntivo, e na fibrocartilagem não tem pericôndrio, mas há tecido conjuntivo denso associado.
Por fim, a cartilagem é essencial para a formação óssea e as características da matriz que
confere suas funções são similares nos tipos de cartilagem, modificando basicamente, o tipo de
colágeno. Assim, traremos em maior detalhe a cartilagem hialina.
Aspectos gerais:
CARTILAGEM HIALINA
Normalmente está envolta por uma camada de tecido conjuntivo, o pericôndrio, exceto nas
articulações. Uma das características dessa cartilagem é a composição da matriz que lhe
confere as suas funções, sendo formada por grande quantidade de água e sais inorgânicos
que lhe confere a elasticidade e lubrificação e, abundância de colágeno tipo II que forma
trama fibrilar que proporciona a força de tração(resistência) e auxilia com a conformação do
tecido. Além disso sua matriz pode ser dividida histologicamente em duas:
Matriz territorial: Rica em GAGs (glicosaminoglicanas) sulfatadas, é mais
intensamente basófila e metacromática situada imediatamente ao redor dos condrócitos.
Matriz interterritorial: Menos basófila de caráter pálido, contendo a intensa rede de
colágenos do tipo II.
É a cartilagem mais abundante no organismo. As fibras colágenas associam-se moléculas
de ácido hialurônico(GAGs não sulfatada) e estas as outras moléculas da matriz como as
proteoglicanas que consiste, basicamente, no caso da cartilagem, em
glicosaminosglicanas(GAGs) sulfatadas como as mais abundantes condroitino-sulfatos e
equeratan-sulfato, ligadas a um cerne protéico. É justamente as GAGs sulfatadas que
atraem a água que se liga a elas, formando um gel, água de solvatação. Essas
associações propiciam à cartilagem sua resistência a forças de compressão e resiliência,
além da lubrificação.
Aspectos gerais:
Fonte: <https://mol.icb.usp.br/index.php/6-3-tecido-cartilaginoso/>
O pericôndrio, quando tem, possibilita o crescimento 
e renovação da cartilagem, porém é um processo 
muito lento, é o chamado crescimento 
aposicional. A superfície interna do pericôndrio é 
adjacente ao tecido cartilaginoso, mas os limites 
entre ambos não são bem definidos.
O crescimento intersticial, via mitose dos 
condrócitos, torna-se basicamente inviável a 
medida que a matriz fica mais rígida e originam 
também os grupos isógenos. 
Fonte: Junqueira. Histologia básica 12ª ed.
Grupos isógenos são condrócitos que se 
originaram de um único condroblasto devido à 
consistência semirrígida da matriz, as células 
resultantes de uma divisão tendem a permanecer 
próximas entre si.
Os condrócitos, mesmo sendo pouco ativas
são células altamente especializadas 
responsáveis pela caracterização do ambiente, 
por meio da secreção das moléculas que 
compõem a matriz.
Fonte: <https://mol.icb.usp.br/index.php/6-3-tecido-cartilaginoso/>, 2021.
Como será visto mais a frente é justamente o 
disco epifisário com cartilagem hialina que 
permite o crescimento dos ossos.
A imagem mostra resumidamente a organização das 
cartilagens, como descrito anteriormente. Vale 
relembrar que não se limita somente a hialina
Fonte: NETTER. Bases da Histologia, 2ª ed.
ARTICULÃÇÕES SINOVIAIS
As articulações sinoviais são do tipo diartroses que possibilitam juntamente com líquido
sinovial, fricção e desgaste mínimo, além de serem articulações bastante móveis. São
constituídas por dois tipos de componentes, os essenciais e os acessórios. Os
componentes essenciais são: cápsula articular formado por 2 folhetos, o folheto externo ou
membrana fibrosa formada de tecido conjuntivo denso modelado contínuo com periósteo
vista macroscopicamente e o folheto interno uma camada tecidual denominada membrana
sinovial ou sinóvia que produz o líquido sinovial; a cavidade sinovial, o líquido sinovial e a
cartilagem articular (Cartilagem hialina especializada, exceto nas articulações
esternoclavicular e temporomandibular que são recobertas com fibrocartilagem). Enquanto,
algumas articulações podem apresentar também os componentes acessórios que são: os
meniscos, peças de cartilagem fibrosa em formato de cunha que auxiliam as articulações
no amortecimento de choques e distribuição de cargas; os ligamentos acessórios(tecido
conjuntivo denso modelado com metabolismo e regeneração lentos devido pouca
vascularização) extracapsulares e intracapsulares que mantem peças ósseas unidas e
firmam a articulação, respectivamente, dando maior estabilidade e; os discos(ex:articulação
esternoclavicular e temporomandibular que são fibrocartilagem).
Aspectos gerais:
Fonte: Moore. Anatomia orientada para clínica, 7ª ed. 
Fonte: Moore. Anatomia orientada para clínica, 7ª ed. 
Nas imagens é possível observar em sua maioria 
tanto os componentes essenciais como os acessórios 
na formação da articulação sinovial.
O ligamento cruzado posterior do joelho na imagem a 
esquerda é exemplo de ligamento acessório intra-
capsular e o ligamento colateral tibial de extra-
capsular.
Nessas imagens é possível ver tanto uma lâmina de uma articulação 
sinovial em menor ampliação, vendo aspecto geral, como em forma 
ampliada sendo mais fácil identificar as estruturas conforme as setas.
A região em branca entre as estruturas pode ser histologicamente 
referida como Local virtual do Liquido sinovial
Fonte: NETTER. Bases da Histologia, 2ª ed.
MEMBRANA SINOVIAL (MS)
A sinóvia inclui uma camada íntima que é altamente celularizada em contato com a
cavidade articular e a camada subíntima formada por tecido conjuntivo frouxo, fibroso e/ou
adiposo, sendo, a MS único tecido conjuntivo frouxo da articulação sinovial. Essa última
camada possui numerosos capilares fenestrados que possibilitam a passagem de um
ultrafiltrado do plasma corroborando com a formação do líquido sinovial. Existe dois tipos
de células na sinóvia que caracterizam também suas funções são: sinoviócitos do tipo A e
sinoviócitos do tipo B.
Os do tipo A: São semelhantes a macrófagos, desempenham assim funções similares
conferindo a membrana a capacidade de remover detritos celulares e de matriz das
cavidades articulares.
Os do tipo B: São fibroblastos especializados que produzem as glicosaminoglicanas e
glicoproteínas presentes no líquido sinovial responsáveis pela característica de lubrificação,
sendo as principais o hialuronato, maior quantidade, e a lubricina.
O líquido sinovial desempenha diversas funções importantes como transporte de nutrientes
que é essencial a estruturas como a cartilagem articular que é desprovida de vasos
sanguíneos, nervos e do pericôndrio. Além disso, auxilia na absorção de choques e dissipa
a carga, reduz o atrito, evitando, por exemplo, o desgaste acelerado das articulações, e
tem ação lubrificante como já mencionado.
Características:
Possível observar a microscopia eletrônica a primeira 
célula contendo pseudópodes utilizado para se fixar 
em substratos e se locomover,por isso a superfície 
irregular, além de diversas mitocôndrias e lisossomos 
que caracterizam uma célula fagocítica, assim, é o 
sinoviócito do tipo A. Enquanto a outra tem superfície 
regular e um REG bem desenvolvido caracterizando 
o tipo B.
A imagem mostra os dois tipos de camada que 
formam a membrana sinovial, além de outras 
estruturas como cavidade articula.
Fonte: NETTER. Bases da Histologia, 2ª ed.
Fonte: NETTER. Bases da Histologia, 2ª ed.
Fonte:<http://zoomify.lumc.edu/bone/bone_main.htm> , 2021.
A imagem parte da articulação sinovial de um feto, 
região das falanges. Assim, por ainda está em 
desenvolvimento, a cápsula articular, parte externa, 
ainda contém numerosa quantidade de células e 
menos fibras colágenas. É possível ver também o 
osso em desenvolvimento.
FIBROCARTILAGEM
Diferentemente das outras cartilagem na fibrosa predominam o Colágeno tipo I como
também tem pouca substância fundamental (glicoproteínas, a. hialurônico e proteoglicanos)
na matriz, geralmente a substância se limita ao entorno dos condrócitos, o que prevalece
são as fibras colágenas, dando a característica acidófila. Pode-se dizer que essa
cartilagem é um tecido com características intermediárias entre a C.hialina e o tecido
conjuntivo denso. São encontras em estruturas como sínfise pubiana e disco
intervertebrais, estando sempre associada a tecido conjuntivo denso, em alguns casos, a
cartilagem hialina, sendo difícil estabelecer um limite entre a cartilagem e o tecido. Além
disso, não existe pericôndrio e é característica a organização da fibrocartilagem com os
condrócitos em curta fileira paralelos em meio as fibras colágenas também organizadas. A
formação da cartilagem fibrosa é a partir da diferenciação de alguns fibroblastos
provenientes do tecido conjuntivo denso, sendo outra característica dessa cartilagem em
fase madura a mistura entre condrócitos e fibroblastos. Ela combina a resistência a forças
de tensão, a durabilidade e a firmeza do tendão com a resistência a forças de compressão
da cartilagem, isso explica sua localização em locais sujeitos a forças físicas como
inserção dos tendões nos ossos e discos intervertebrais.
Aspectos gerais:
Fonte: Junqueira. Histologia básica 12ª ed.
Repare em ambas as imagens a organização em 
fileiras paralelas dos condrócitos como também na 
primeira imagem conforme a seta maior a orientação 
na mesma direção das fibras colágenas. E a matriz 
territorial limitadíssima ao entorno dos condrócitos 
quase imperceptível, basófila. 
Perceba também as fileiras separadas por fibras de 
colágeno tipo I, em ambas as imagens.
Fonte: NETTER. Bases da Histologia, 2ª ed.
Fonte:<https://mol.icb.usp.br/index.php/6-9-tecido-cartilaginoso/> , 2021.
Nessas imagens é possível observar com maior 
clareza as fibras colágenas tipo I, as pequenas 
lacunas dos condrócitos. Além, da organização em 
curtas fileiras de condrócitos em meio a fibras 
colágenas, conforme a seta na imagem a direita.
TECIDO ÓSSEO
Assim como o tecido cartilaginoso o ósseo é um tipo de tecido conjuntivo especializado
sendo o componente principal do esqueleto desempenhando as funções de sustentação
dos tecidos moles e de proteção como a caixa torácica que protege órgãos vitais. Além
disso, tem participação importante no metabolismo do cálcio e fosfato, responsável pela
hematopoiese através da medula óssea, como também minimiza efeitos adversos em
outros tecidos ao absorver metais pesadas e até toxinas. Assim como os demais tecido é
formado por células e uma matriz extracelular, entretanto, essa é calcificada/mineralizada,
a matriz óssea. A matriz calcificada é composta por fibras e substância fundamental, as
fibras são basicamente fribas colágeno tipo I e a substância fundamental é bem similar a
da cartilagem hialiana, porém com suas particularidades característica do tecido e ao ser
mineralizada adquire caráter rígido. As células são os osteócitos presos em
lacunas/cavidades; os osteoblasto, localizados na periferia provenientes da diferenciação
das células osteoprogenitoras e, os osteoclasto, células gigantes móveis e multinucleadas.
Apesar de o tecido ósseo ser um dos tecidos mais duros do corpo, ele é um tecido
dinâmico que muda constantemente sua forma em relação ao tipo de estresse mecânico
sofrido por ele. Além disso, com exceção das articulações sinoviais eles são recobertos
externamente pelo periósteo, tecido conjuntivo fibroso denso modelado e, internamente,
pelo endósteo com camada de células osteoprogenitoras(osteogênicas).
Aspectos gerais:
TECIDO ÓSSEO
Macroscopicamente é possível diferenciar duas regiões: uma mais compacta e externa, o
osso compacto/cortical, e uma interna contendo diversas trabéculas, o osso esponjoso. O
aspecto do osso esponjoso pode ser explicado devido durante sua formação ocorrer a
passagem de nervos, de vasos sanguíneos e de tec.conjuntivo frouxo especializado.
A matriz óssea é calcificada devido à deposição de cristais de hidroxiapatita (formados de
fosfato de cálcio) sobre as fibrilas colágenas. Os íons da superfície dos cristais atraem H2O
e formam uma capa de hidratação, que permite trocas de íons com o fluido extracelular.
Existe duas partes da matriz na formação óssea, sendo no tecido ósseo, constituído de
uma relação 1/1, ou seja, 50% orgânica e 50% inorgânica.
Parte orgânica: Basicamente constituída por fibras colágenas(95%) e pequenas
quantidades de glicoproteínas que podem ter alguma participação na mineralização da
matriz e proteoglicanos,
Parte inorgânica: Representa 50% do peso da matriz, encontra-se principalmente íons
cálcio e fosfato, tendo também outros como sódio, bicarbonato e potássio. Esses íons de
cálcio e fosfato interagem formando os cristais de hidroxiapatita que ao serem depositados
sobre as fibras colágenas tipo I em conjunto confere a dureza e resistência do osso.
Aprofundamento:
Fonte:<https://mol.icb.usp.br/index.php/7-2-tecido-osseo/> , 2021.
TECIDO ÓSSEO
Histologicamente existe dois tipos de tecido ósseo:
Primário ou imaturo: O tecido encontra-se mais desorganizado com fibras colágenas
dispostas em várias direções, não é lamelar, sendo o primeiro tecido ósseo que aparece
em cada osso até ser gradativamente substituído pelo secundário, tem menor quantidade
de minerais e mais osteócitos. Este é o tecido predominante no feto e o primeiro a se
formar em fraturas, nos adultos é pouco frequente sendo encontrado, por exemplo, próximo
a sutura dos ossos do crânio.
Secundário ou maduro: Este é o predominante em adultos, é o lamelar, pois se
caracteriza por fibras colágenas organizadas em lamelas paralelas uma as outras ou
dispostas em torno de canais contendo vasos e nervos, os canais de Havers, revestidos
internamente de endósteo, formando o sistema de Havers ou ósteons(grupo de 4-20
lamelas óssea concêntrica + canal de havers) . Estes canais se comunicam com a
superfície externa, com a medula óssea e entre si através dos canais oblíquo/transversal
de Volkmann que não tem lamelas dispostas de forma concêntricas a eles. O tecido ósseo
secundário com os sistemas de havers são típicos, normalmente, das diáfase dos ossos,
assim também como as lamelas circunferências externas, internas e intermediarias. Entre
grupos de lamelas existe, separando, uma matriz mineralizada com pouquíssimo colágeno,
a substância cimentante.
Aprofundamento:
Fonte: Junqueira. Histologia básica 12ª ed.
Fonte: Junqueira. Histologia básica 12ª ed.
Fonte: Gantner. Tratado de Histologia em cores, 3ª ed.
Fonte: <https://mol.icb.usp.br/index.php/7-7-tecido-osseo/> ,2021.
Como não existe difusão de substâncias e nutrientes na 
matriz calcificada, os osteócitos, formam uma rede de 
pequenos canais, comunicando eles a vasos sanguíneos 
e entre si, denominados canalículos para receber 
nutrientes. 
TECIDO ÓSSEO
Osteócitos: São osteoblasto aprisionados na matriz óssea, são células achatadas e cada
uma dentro de uma lacuna, e emitem canalículos. São primordiais para manutenção da
matriz óssea, sua morte é seguidade reabsorção da matriz. Situados normalmente entre
as lamelas no osso lamelar.
Osteoblastos: Além de serem responsáveis pela síntese da parte orgânica eles também
possuem receptores para hormônios da paratireoide. Sintetizam também osteonectina e
osteocalcina. Osteonectina facilita a deposição de cálcio e osteocalcina estimula a
atividade dos osteoblastos. Além disso, participam da mineralização ao concentrar fosfato
de cálcio. No osso lamelar eles revestem a superfície interna do canal de Havers.
Osteoclastos: São as células multinucleadas, móveis, gigantes, e emitem muitas
ramificações. Originados a partir de precursores mononucleados que se unem formando o
osteoclasto. São responsáveis pela reabsorção óssea.
Aprofundamento:
Fonte:<http://zoomify.lumc.edu/bone/bone_main.htm> , 2021.
Possível observar na imagem os tipos de células 
responsáveis pela dinâmica do tecido ósseo. 
TECIDO ÓSSEO
Ossificação endocondral:
Esse é o principal tipo de ossificação dos ossos longos e curtos ela tem início a partir de uma peça modelo de
cartilagem hialina. Tem-se dois processos: Primeiro, a cartilagem sofre modificações que culminam na apoptose dos
condrócitos, redução da matriz cartilaginosa(ficando apenas tabiques) que sofrem calcificação. Segundo, as cavidades
anteriormente ocupadas pelos condrócitos são invadidas por capilares e células osteogênicas que se diferenciam em
osteoblastos que depositaram sobre os tabiques calcificados(servem apenas de ponto de apoio a formação óssea) a
matriz óssea. Assim, não ocorre a transformação de um tecido em outro, mas a substituição.
A ossificação dos ossos longos é processo complexo. O molde cartilaginoso tem formato similar ao osso no futuro, com
parte média mais estreita e as extremidades mais alargadas, que futuramente no osso será, diáfise e epífise,
respectivamente. O primeiro tecido ósseo é proveniente do pericôndrio por ossificação intramembranosa na parte
média, formando o colar ósseo. Simultaneamente, as células cartilaginosas envolvidas pelo colar ósseo hipertrofiam e
sofrem apoptose com consequente mineralização da matriz cartilaginosa. Posteriormente, vasos sanguíneos partindo
do periósteo penetram o colar ósseo levando consigo células osteoprogenitoras que se diferenciam em osteoblastos,
esses começam a síntese da matriz óssea que logo se mineraliza em cima dos tabiques, formando, assim, o tecido
ósseo primário, esse é o denominado centro de ossificação primário. Esse centro cresce rapidamente ocupando toda a
diáfise em conjunto o colar(cilindro) ósseo cresce também em direção as epífises. Desde o início da ossificação tem
também osteoclastos que vão reabsorvendo o tecido ósseo e formando a canal medular que também vai crescendo
longitudinalmente assim como o centro primário. Células-tronco trazidas pelo sangue originam células sanguíneas vão
dando inicio a formação da medula óssea. Adiante formar-se-ão os centro secundários de ossificação semelhantes ao
primário, porém, com crescimento radial, um em cada epífise. Ao final, quando tecido ósseo formado nos centros
secundários ocupa as epífises o tecido cartilaginoso ficará reduzido a: cartilagem articular e a cartilagem de
conjugação(disco epifisário) responsável a partir desse momento pelo crescimento longitudinal dos ossos até seu
fechamento por volta dos 21 anos.
Fonte: Junqueira. Histologia básica 12ª ed.
Resumo básico da ossificação de ossos longos.
TECIDO ÓSSEO
Disco epifisário/Cartilagem de conjugação:
Essa cartilagem fica entre a epífise e a diáfise, existem 5 zonas nela, começando da epífise
tem:
• Zona de repouso: Formada por cartilagem hialina
• Zona de cartilagem seriada ou de proliferação: Formado condrócitos achatados em fileiras paralelas e
empilhados, devido rápido divisão deles.
• Zona de cartilagem hipertrófica: Formada pelos condrócitos hipertróficos entre os delgados tabiques
que entram em apoptose.
• Zona de cartilagem calcificada: Zona onde termina a apoptose dos condrócitos e ocorre minelarização
dos tabiques.
• Zona de ossificação: Região em que aparece tecido ósseo. Presença dos osteoblasto que vão
depositando a matriz óssea sobre os restos da matriz cartilaginosa.
Possível observar a visão menos ampliada mostrando a 
epífise, cartilagem de conjugação e formação tecido ósseo 
conforme descrito anteriormente. E na outra imagem as zonas 
do disco epifisário.
Fonte: Junqueira. Histologia básica 12ª ed.
Fonte: NETTER. Bases da Histologia, 2ª ed.
Fonte:<http://zoomify.lumc.edu/bone/bone_main.htm> , 2021.
As 5 zonas em sequencia começando de 1, zona de 
repouso, até 5 zona de ossificação 
Fonte:<https://mol.icb.usp.br/index.php/7-26-tecido-osseo/> , 2021.
Transição bem detalhada, do aumento menor até maior aumento 
da ossificação.
TECIDO MUSCULAR
Esse tecido é formado por células contráteis alongadas, a fibra muscular, que é a parte
morfofuncional formado por grandes quantidades de filamentos citoplasmático de proteínas
contráteis que possibilitam a contração. Tem capacidade de transformar energia química em
mecânica e podem modificar tamanho e forma de órgãos internos. Tem-se 3 tipos de tecido de
acordo com forma e função:
Músculo estriado esquelético: Possuem células multinucleadas, longas e de formato cilíndrico
com estrias transversais, organizadas de forma paralela e são de contração voluntária, vigorosa e
rápida.
Músculo estriado cardíaco: Esse tipo de músculo possui células alongadas e ramificadas que
se une umas as outras por meio de discos intercalares e também apresentam com estrias
transversais, de contração involuntária, vigorosa e rítmica.
Músculo liso: Possuem células de formato fusiforme, sem estrias e de contração lenta e
involuntária.
Nas células musculares algumas estruturas recebem nomes especiais:
• Sarcolema=membrana celular,Sarcoplasma=citosol,R.Sarcoplasmático=R.Endoplasmático Liso
Aspectos gerais:
Fonte: Junqueira. Histologia básica 12ª ed.
MÚSCULO ESQUELÉTICO
No músculo esquelético o núcleo das células se encontram na periferia próximo ao
sarcolema característica que ajuda a diferenciar histologicamente o esquelético do
cardíaco(núcleos centrais). As células musculares esqueléticas ou fibras são originadas de
mioblastos e formadas por números filamentos, as miofibrilas, formadas principalmente, por
actina e miosina.
No aspecto organizacional as fibras/células musculares esquelética formam grupos de
feixes/fascículos, o conjunto de feixes é envolto por uma camada de tecido conjuntivo, o
epimísio´, anatomicamente denominado fáscia. A partir do perimísio partem projeções que
envolve cada feixe, o perimísio, e da mesma forma do perimísio parte septos que envolve
cada fibra, o endomísio formado pela lâmina basal da célula junto com fibras reticulares.
Esse tecido conjuntivo envolvente é muito importante para características funcional do
músculo, já que as fibras musculares não se estende de uma ponta a outra do músculo,
assim a presença do tecido permite que a contração de cada fibra individualmente atue
sobre todo o músculo. Além disso, é devido esse tecido conjuntivo que as forças de
contração podem ser transmitidas a outras estruturas como tendões. Os vasos sanguíneos
e linfáticos e os nervos penetram o músculo através do tec. conjuntivo.
Aspectos gerais e organização:
Fonte: Junqueira. Histologia básica 12ª ed. Fonte: Moore. Anatomia orientada para clínica, 7ª ed. 
Fonte:<http://zoomify.lumc.edu/muscle/muscle_main.htm> , 2021.
Nas imagens destaca-se a organização do musculo esquelético 
mostrando epimísio, perimísio e endomísio.
Possível observar fibras musculares tanto em corte 
transversal(maioria) como em corte longitudinal na imagem a 
esquerda. Além disso, importante reparar a localização do 
núcleo, conforme descrito anteriormente, na periferia 
caracterizando e as estriações musculo estriado esquelético.
Fonte:<https://mol.icb.usp.br/index.php/8-0-tecido-muscular/> , 2021.
REGENERAÇÃO MUSCULAR ESQUELÉTICA
A regeneração muscular é basicamente resumida no termo plasticidademuscular.
Diferentemente do músculo estriado cardíaco que não se regenera, o tecido muscular
esquelético tem alta capacidade de recuperação e pode se regenerar, porém essa
regeneração é de forma muito limitada, restrita basicamente, a lesões mais
leves/moderadas, pois diante de lesões mais extensas e agressivas o tecido vai sofrer
cicatrização. Assim, diante dessas lesões mais leves o tecido pode se utilizar de duas vias:
• A célula/fibra muscular sofre cisão longitudinal, dividindo-a em duas, esse processo não
pode ser confundido com mitose.
• Células satélites: São células mononucleadas, fusiformes e localizadas entre o
sarcolema e a lâmina basal(lâmina externa) da fibra, são também denominadas de
Células “dormentes” ou mioblastos inativos. Essas tem capacidade quando ativadas de
proliferar-se por divisão mitótica fundindo-se umas as outros para formar as fibras. A
ativação dessas células dependem de estímulos como processo inflamatório, necrose da
fibra e mesmo exercícios físicos intensos, nesse último elas podem também se fundir as
fibras já existentes contribuindo à hipertrofia. Elas ao serem ativadas vai refazer as
estruturas perdidas durante a lesão e produzir as estruturas contráteis. Os músculo de
contração lenta tem maior presença dessas células em relação aos de rápida contração.
Por meio da eletromicrografia é possível identificar a célula 
satélite, pois na microscopia eletrônica não é possível diferenciá-
las. Repare que ela fica entre o sarcolema e a lâmina 
basal(Apontado pelas setas) comum a eles. O núcleo da célula 
satélite ele é mais arredondando quando comparado da célula 
muscular propriamente dito que é achatado. 
Fonte: NETTER. Bases da Histologia, 2ª ed.
Veja nas imagens a diferença entre o processo de regeneração 
e a necrose do músculo. Além, de ser possível fazer 
comparação com as fibras normais, conforme descrito nas 
imagens.
Fonte:<http://anatpat.unicamp.br/taduchenne.html> , 2021.
SISTEMA TEGUMENTAR
Esse sistema é formado pela pele e seus anexos (unhas, folículos pilosos, glândulas sudoríparas e
glândulas sebáceas), que em conjunto constituem o tegumento, o maior órgão do corpo. A pele
desempenha diversas funções importantes além de servir como barreira protetora contra patógenos,
perda de água, injúrias e radiações UV, atua na termoregulação, produção de vitamina D, excreção de
íons, tem alta capacidade de regeneração e percepção sensorial como também confere aspectos de
comunicação sociocultural. Ela é constituída de uma porção epitelial, a epiderme, tecido epitelial
estratificado pavimentoso queratinizado, mais externa, avascular e de origem ectodérmica e, uma
porção conjuntiva de origem mesodérmica, a derme, altamente vascularizada. A pele adere as
estruturas subjacentes por meio da tela subcutânea ou hipoderme, uma camada de tecido conjuntivo
frouxo que não faz parte da pele, mas é continua com a derme.
A principal célula da epiderme é os queratinócitos, sendo constituída também de melanócitos e as
células de Merkel, provenientes embriologicamente da crista neural, e as células de Langerhans que
tem origem embrionária a partir de linhagens de monocítoco-macrofágica na medula óssea.
Aspectos gerais:
A pele pode ser classificada histologicamente em: Pele espessa/glabra que se caracteriza por ser
desprovida de pelos, tendo sua epiderme, em geral, constituída por quatro a cinco camadas ou estratos bem
definidos, encontrada, por exemplo, nas palmas das mãos e nas plantas dos pés, essa possui uma camada
de queratina espessa(estrato córneo)e a Pele delgada/fina com pelos e possuindo, em geral, três a quatro
camadas ou estratos que não são facilmente distinguidos, além de possuir um estrato córneo delgado assim
como a própria epiderme quando comparadas a Pele espessa.
Fonte: NETTER. Bases da Histologia, 2ª ed.
Na primeira imagem, a esquerda, fica destacado as papílas epidérmicas (invaginações, como dedos, da 
epiderme na derme). E na direita fica claro a diferença da pele espessa para pele delgada, ambas as 
lâminas estão no mesmo aumento e repare a diferença na espessura da epiderme de ambos como 
também a ausência de folículos pilosos na pele glabra.
Para fixação, repare novamente no mesmo aumento a diferença entre pele glabra e fina, na pele 
espessa é possível até fazer uma leve distinção das camadas mesmo em aumento reduzido. Como 
também a facilidade de identificar as papilas epidérmicas e dérmicas na imagem a esquerda.
Fonte:<https://mol.icb.usp.br/index.php/15-3-pele/> , 2021.
EPIDERME
Como referido anteriormente a epiderme pode ser dividida em camadas, normalmente, estas camadas são
identificadas na pele espessa, sendo:
Aprofundando:
Camada basal/germinativa: Formada, segundo NETTER, por uma única camada de células epiteliais,
basicamente, queratinócitos basais(células-tronco), de formato cuboide a cilíndricas é o mais profundo, ou
seja, de baixo para cima da epiderme é o primeiro estrato. Está camada está em constante mitose para
substituir as células que vão avançando, maturando, ao longo da epiderme para superfície.
Camada espinhosa: É a mais espessa formada por vários estratos de queratinócitos de formato poliédrico
ou poligonal que a medida que avançam em direção a superfície vão ficando mais achatadas.
Camada granulosa: Suas células contém números grânulos de querato-hialina, basófilos. É um estrato
constituído por três a quatro camadas de queratinócitos achatados.
Camada Córnea: É a mais externa, constituída por células completamente queratinizadas, anucleadas,
células mortas.
Camada lúcida: Esse estrato nem sempre é visível na microscopia óptica e fica entre a granulosa e a
córnea. É bastante acidófila. consistindo em poucas camadas de células pavimentosas densamente
agregadas ausentes de núcleo e organelas.
OBS: Como a pele fina é mais simples, em geral, não se encontra a camada granulosa e a lúcida, e a
camada córnea normalmente é bem delgada.
O estrato córneo devido está exposto a superfície sofre constante descamação, por isso, necessita de
constante renovação.
Fonte: Junqueira. Histologia básica 12ª ed. Fonte:<https://mol.icb.usp.br/index.php/15-8-pele/> , 2021.
É possível nessas imagens além de conseguir identificar as camadas, tanto na pele espessa, a esquerda, 
como na pele fina, a direita, é possível ver as diferenças bem evidentes entre ambas. Na camada córnea da 
pele delgada é possível ver as descamações, a camada córnea da pele delgada é fina, mas devido as 
descamações aparentou ser mais espessa. Nessa imagem também é possível identificar o estrato granuloso 
muito fino, porém ele não está evidente ou presente em toda pele delgada como discutido anteriormente.
Fonte: NETTER. Bases da Histologia, 2ª ed.
Na camada granulosa os queratinócitos possuem grânulos de querato-hialina conforme descrito anteriormente, nessa 
eletromicrografiaéles estão identificados com sigla QH. Além disso, nessa camada são encontrados os chamados, grânulos/corpos 
lamelares,ricos em glicolipídios, fosfolipideos e colesterol destacados pela seta. Como a queratina e os grânulos de querato-hialina 
depositados na camada córnea atraem a água, ocorre a liberação em conjunto dos corpos lamelares que em conjunto formam o 
Manto hidrolipídico, uma barreira física, com finalidade de impedir a perda de água (desidratação), entrada de água e a entrada de 
microorganismo já que na camada granulosa as junções estão sendo desfeitas deixando aberturas que poderia ser porta de entrada 
para eles e para água. Além disso, esse manto auxilia a hidratação das camadas entre o manto, esse manto se encontra entre a 
camada granulosa e a lúcida ou córnea.
EPIDERME
Melanócitos: Células de formato irregular com proeminente aparelho de Golgi que formam os
melanossomas que contém a enzima tirosina fundamental para síntese de melanina(determina
cor da pele e pelos), que catalisa a oxidação do aminoácido L-tirosina a L-DOPA, com
subsequente transformação em melanina. Essa produção é estimulada pelos raiosUV e essas
células podem ser detectas por imunocitoquimica. Elas emitem vários prolongamentos
responsáveis por depositar esses grânulos de melanina em toda a epiderme que são fagocitado
para o citoplasma dos queratinócitos, principalmente, na camada granulosa. Principal função da
melanina é aumentar a proteção contra os efeitos nocivos da radiação UV sobre o DNA das
células-tronco do estrato basal da epiderme. Os melanócitos estão localizadas entre a lâmina
basal e a camada basal, porém, como referido os melanócitos encontra-se em toda a epiderme
devido os prolongamentos. O número de melanócitos não é determinante da cor, mas sua
atividade, que tem regulação pela hipófise, via corticotrofina. Existem dois tipos de melanina, a
eumelanina (tonalidade acastanhada a negra) e a feomelanina ( tonalidade de amarelo a
vermelho).
Aprofundando:
Fonte: NETTER. Bases da Histologia, 2ª ed.
Fonte: Junqueira. Histologia básica 12ª ed.
Fonte:<https://mol.icb.usp.br/index.php/15-8-pele/> , 2021.
Repare, na imagem a esquerda, os melanócitos localizados 
entre lâmina e camada basal, como também seus 
prolongamentos, nessas imagens curtos, porém eles se 
estendem por toda a epiderme. Na imagem a direita também é 
possível identificar os melanócitos.
Fonte:<http://zoomify.lumc.edu/skin/skin_main.htm> 2021.
Bem nítido a pele grossa, com camada córnea espessa, papilas 
dérmicas e epidérmicas bem evidentes. Repare a porção basal a 
quantidade de grânulos de melanina.
Fonte:<http://zoomify.lumc.edu/skin/skin_main.htm> 2021.
Nessas imagens fica bem nítido as camadas da pele grossa, 
repare a espessura do estrato córneo.
EPIDERME
Aprofundando:
Células de Langerhans: Estas são células fagocíticas e apresentadoras de antígenos,
sendo células dendríticas. Elas funcionam como patrulheiras, monitorando e capturando
invasores da superfície e em seguida entram na derme e migram para região paracortical
de linfonodos regionais para induzirem a resposta imunológica apresentando o antígeno a
Linfócitos T auxiliares e citotóxicos. Na epiderme elas são mais comuns na camada
espinhosa e granulosa.
Células de Merkel: Estas são células raras, presas aos queratinócitos por meio de
desmossosmos e apoiadas sobre a membrana basal. São mecanorreceptores e
possivelmente participem do sistema neuroendócrino difuso.
Fonte: NETTER. Bases da Histologia, 2ª ed.
Fonte:<https://quizlet.com/br/272585443/2-tegumentopele-diagram/> , 2021.
As células de langerhans destacadas nas setas e a direita 
mostra um esquema básico contendo a célula de Merkel.
DERME
Aspectos gerais:
É um tecido conjuntivo com numerosos vasos sanguíneos que além de prover nutrientes
estão envolvidos na termoregulação, ela é responsável por fornecer a resistência, suporte
mecânico e elasticidade a pele. Logo abaixo da derme ligada encontra-se a hipoderme ou
tela subcutânea em que se encontra grandes artérias musculares que suprem a pele assim
cmo veias de médio calibre. A nutrição da epiderme é fornecida por meio de uma extensa
rede de capilares da derme logo abaixo da epiderme. Encontra-se também muitas
anastomoses arteriovenosas que conectam arteríolas e vênulas sem intermédio dos
capilares, nas camadas mais profundas da derme. Existe ainda a presença de estruturas
especializadas, corpos glômicos, que atuam desviando o sangue do plexo superficial
para o plexo profundo reduzindo a perda de calor, por meio do controle autônomo, são
formados por arteríolas que nas extremidades são enoveladas e e circundadas por células
musculares lisas que funcionam como esficteres.
Fonte: NETTER. Bases da Histologia, 2ª ed.
Na imagem a esquerda mostra a derme logo abaixo da epiderme, é possível 
perceber que as papilas dérmicas, derme papilar, é constituída de tecido 
conjuntivo frouxo, com poucas células, tem-se a presença dos capilares (Cap). 
Enquanto, abaixo dela encontra-se a derme reticular que é a maior parte da 
derme e é constituída de tecido conjuntivo denso não modelado, é nela que se 
encontra os vasos de maior calibre. Na imagem a direita é possível identificar as 
anastomoses arteriovenosas entre arteíola e vênula, como também o corpo 
glômico.
Fonte: NETTER. Bases da Histologia, 2ª ed.
Mais uma imagem que reforça a estrutura da derme com as 
papilas dérmicas, derme papilar, e a derme reticular e logo 
abaixo a tela subcutânea.
DERME
Inervação:
Nessa camada encontra-se um rico suprimento nervoso com nervos sensitivos e inervação
simpática eferente para as glândulas sudoríparas, músculos eretores do pelo e
musculatura lisa vascular. Tendo abundante rede de fascículos nervosos com fibras
mielínicas e amielínicas. As fibras nervosas mielínicas ao adentrar na epiderme perde a
bainha mielínica e ficam como terminações nervosas livres ou associadas a células de
Merkel(tato e pressão) transmitindo estímulos principalmente de dor. Podem ser
encontrados os corpúsculos de Meissner, de Pacini, de krause e ruffini.
Os corpúsculo de Meissner são encontradas principalmente nas palmas da mão e na
planta dos pés, sendo mecanoreceptores que medeiam o tato e vibrações, tem formato
alongado com uma cápsula de células de schwann modificadas. Localizados nas papilas
dérmicas.
Os corpúsculo de pacini estão mais profundamente na derme e tela subcutânea, são
maiores de formato ovóide como esferas achatadas, contendo um axônio central, sendo
receptores para pressão pronfunda. Consistem em múltiplas camadas de lamelas
concêntricas frouxamente organizadas que, ao corte transversal, se assemelham a
camadas de uma cebola.
Os corpúsculo de krause e ruffini estão associados basicamente e principalmente a
percepção de frio e calor, respectivamente.
Fonte: Junqueira. Histologia básica 12ª ed.
Fonte: NETTER. Bases da Histologia, 2ª ed.
Fonte:<https://mol.icb.usp.br/index.php/15-15-pele/> , 2021.
Repare as lamelas concêntrica do corpúsculo de 
pacini e seu formato semelhante a cebola. E o 
formato alongado do corpúsculo de meissener
próximo a epiderme, nas papilas dérmicas.
GLÂNDULAS SUDORÍPARAS ÉCRINAS E APÓCRINAS 
Aspectos gerais:
Sudoríparas écrinas: Essas possuem uma porção secretora e um ducto excretor mais estreito
são tubulosas e enoveladas simples. Atuam no papel de termoregulação por meio da perda de
calor por evaporação, tem inervação colinérgica Sua porção secretora é envolvida por células
mioepiteliais menores e intensamente acidófilas, essa porção está localizada profundamente na
derme reticular e até na tela subcutânea e possuem 2 tipos de células secretoras de formato
cuboide a piramidal: as células claras e as escuras. As claras transferem água e eletrólitos e
as escuras formam macromoléculas no suor como glicoproteínas. O ducto é formado por duas
camadas de células epiteliais cúbicas bem coradas e não apresenta células mioepiteliais que
facilitam a excreção do suor e a medida que se aproxima da superfície ele se torna contínuo
com a epiderme.
Sudoríparas apócrinas: Essas são chamadas também de odoríferas, também são tubulosas e
enoveladas, porém, são ramificadas e menos enoveladas que a écrina. O lúmen dos túbulos
são revestidos de epitélio simples cúbico e tem diâmetro maior que as da écrina. É interessante
reparar que a alturas das células secretoras varia de acordo com seu estado de secreção. Sua
secreção é similar a da écrina, mas recebe esse nome devido seu aspecto abaulado aos cortes
histológicos fazendo com que a secreção pareça ser apócrina. Além disso, estas são inervadas
por fibras nervosas simpáticas adrenérgicas e são controladas por hormônios sexuais. Existe
também glândulas apócrinas modificadas como as glândulas ceruminosas na pele do meato
auditivo externo. As apócrinas possuem também células mioepiteliais na porção secretora.
Fonte: NETTER. Bases da Histologia, 2ª ed.
Fonte: NETTER. Bases da Histologia, 2ª ed.
Imagens de glândula sudorípara écrina é possível 
observar tanto a porção secretora como os ductos 
excretores, repare na formação dos ductos com 
duas camadas de células e coloração mais escura ea porção secretora envolta por células mioepiteliais. 
Além disso na imagem a direita é possível identificar 
também a diferença entre células claras e escuras 
da porção secretora. Presentes no corpo todo, 
exceto na glande do pênis, clitóris e lábios menores.
Fonte: NETTER. Bases da Histologia, 2ª ed.
Glândula sudorípara apócrina, observe que o lúmen dos túbulos são maiores em relação aos 
túbulos das écrinas ou merocrinas como também são revestidas de epitélio simples cúbico. 
Elas são muito importantes no inicio da vida para o bebê sentir o cheiro da mãe. Encontradas 
principalmente na pele das axilas, no prepúcio, nos lábios menores, nos mamilos e na região 
perianal. As pontas de setas marcar as células mioepiteliais
Fonte:<http://zoomify.lumc.edu/skin/skin_main.htm> 2021.
Glândula apócrina mostrando as células, camada de células mioepiteliais em volta e também o 
lúmen bem maior quando comparado com as écrinas
FOLÍCULOS PILOSOS E UNIDADES PILOSSEBÁCEAS
Aspectos gerais:
Os folículos pilosos responsáveis pela produção dos pelos de formato cilíndrico e que
podem estar associados a glândulas sudoríparas apócrinas. Estes se desenvolvem a partir
da epiderme e cresce em direção a derme e tela subcutânea. A unidade pilossebácea é
constituída por um folículo piloso e seu pelo, uma glândula sebácea e o músculo eretor do
pelo. O pelo é formado uma raiz e uma haste livre e nada mais são do que hastes
queratinizadas variando de espessura e comprimento a depender da região. Os pelos são
formados por três camadas epiteliais concêntricas, o eixo da haste é formado pela medula,
células cuboides e queratinizadas retraídas com 2 a 3 camadas e nem sempre está
presente em toda a extensão do pelo, o córtex periférico à medula com células
queratinizadas achatadas e em pelos dotados de cor possuem grânulos de melanina e a
cutícula a mais externa com células semelhantes a escamas que após a queratinização
tornam-se anucleadas e escamosas claras.
Os folículos pilosos surgem como espessamentos da epiderme que proliferam como
cordões e penetram na derme, na parte epitelial inferior esses espassamentos formam o
bulbo piloso, que contém células-troncos proliferativas, na superfície interna do bulbo
piloso encontra-se a papila dérmica ou do bulbo piloso muito vascularizada elas tem
função indutora no crescimento do folículo piloso. O folículo é constituído de 3 segmentos:
o infundíbulo, porção superior, o istmo, porção intermediária e permanentes e o inferior
porção mais profunda responsável pela germinação da haste do pelo.
Fonte: NETTER. Bases da Histologia, 2ª ed.
Fonte:<http://zoomify.lumc.edu/skin/skin_main.htm> 2021.
Foliculo piloso, em algumas porções é possível ver haste do pelo, possível ver a raiz do pelo, 
Bulbo piloso na região mais profunda. Repare que o folículo pe formado pela invaginação das 
células epidérmicas. 
GLÂNDULAS SEBÁCEAS 
Aspectos gerais:
Em geral, essas glândulas estão associadas ao folículo piloso e localizam-se entre o musculo
eretor do pelo e o próprio folículo na derme. São glândulas do tipo holócrinas em que parte do
seu produto de secreção, o sebo, é formado por células decompostas ricas em lipídeos.
Liberam, geralmente, seu produto na parte superior do folículo piloso próximo a haste do pelo
por meio de um único ducto. São alveolares simples ramificadas, sua porção secretora
apresenta um aspecto sacular e com células palidamente coradas. Além disso, os alvéolos
possuem uma delgada cápsula de tecido conjuntivo envolvendo-os, estes alvéolos se abrem
num ducto comum revestido de epitélio estratificado pavimentoso. Na camada basal encontra-
se células cuboides e que dão origem as células maiores, no centro da porção secretora,
produtoras do sebo, com formato poliédricos e que em seu citoplasma contém grandes
quantidades de lipídios, além do núcleo ser picnótico e suas células desintegram se tornando
parte do produto de secreção. Diferentemente das sudoríparas estas não possuem células
mioepiteliais, mas junto a cápsula tem pequenos feixes de fibras musculares lisas (músculo
eretor do pelo)
Fonte:<http://zoomify.lumc.edu/skin/skin_main.htm> 2021.
Conforme descrito anteriormente, a unidade pilossebácea é formada pelo Foliculo piloso e seu 
pelo, glândula sebácea e musculo eretor do pelo, essa imagem demonstra bem uma unidade
Fonte:<http://zoomify.lumc.edu/skin/skin_main.htm> 2021.
Repare na glândula sebácea como suas células vão sendo desfeita juntamente com a 
secreção. Inicialmente as células vão perdendo seu núcleo e aumentando a formação de sebo 
até que finalmente como na imagem reste o sebo com resto celulares.
UNHAS
Aspectos gerais:
As unhas são modificações do estrato córneo da epiderme sobre as faces dorsais das falanges
distais dos dedos das mãos e dos pés. São constituídas basicamente de escamas córneas
compactas bem aderidas umas as outras formadas pela proteína queratina rica em enxofre que
não descamam. Tem-se a placa ungueal, unha propriamente dita, o leito ungueal na parte
inferior das partes ocultas e expostas da placa ungueal, o sulco ungueal, parte da unha
enraizada e a prega ungueal, borda de pele em forma de crescente. Além disso, tem-se outras
regiões como o eponíquio ou cutícula, o hiponíquio que é o espassamento epidérmico sob a
borda livre da placa unguea, a matriz ungueal que é um espassamento do estrato basal do leito
ungueal sob a porção proximal da placa ungueal e a lúnula uma área esbranquiçada em
formato de meia-lua da matriz ungueal.
Fonte: NETTER. Bases da Histologia, 2ª ed.
Referências bibliográficas
• OVALLE, William K.; NAHIRNEY, Patrick C.; NETTER, Frank Henry. Netter bases da histologia. 2. ed. 
Rio de Janeiro: Elsevier, 2014. JUNQUEIRA, Luiz Carlos Uchoa. 
• JUNQUEIRA, Luiz Carlos Uchoa. Histologia básica: texto e atlas. 12. ed. Rio de Janeiro: Guanabara 
Koogan, 2013.
• Gartner, L. P. & Hiatt, J. L. Tratado de Histologia em Cores. 2 ed. Rio de Janeiro: Guanabara 
Koogan, 2003.
• MOL. Histologia: histologia interativa online, versão 3.0. Acesso aos modulos. Disponível em: 
<http://mol.icb.usp.br/index.php/acesso-aos-modulos/>. Acesso em: 26 de fev. de 2021.
• VIRTUAL HISTOLOGY. Lumen. Disponível em: <http://zoomify.lumc.edu/virtualhistology.htm> . 
Acesso em:26 de fev. de 2021

Mais conteúdos dessa disciplina