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Interbits – SuperPro ® Web Página 1 de 1 1. (Fgvrj 2013) A história da construção do Estado brasileiro na primeira metade do século XIX foi a história da tensão entre unidade e autonomia. Por outro lado, no interior do Estado, de elites com fortes vínculos com os interesses de sua região de origem e ao mesmo tempo comprometidas com uma determinada política nacional, pautada pela negociação destes interesses e pela manutenção da exclusão social, marcou não apenas o século XIX, como também o século XX. Através do parlamento essas elites regionais têm imposto uma determinada dinâmica para o jogo político que se materializa na imensa dificuldade de empreender reformas sociais profundas. Dolhnikoff, Miriam. O pacto imperial. As origens do federalismo no Brasil. São Paulo: Globo, 2005, p. 11-12. De acordo com o ponto de vista apresentado no texto, a) a história brasileira é marcada por práticas de tolerância política acentuadas nas últimas décadas com a redemocratização do país. b) o parlamento é a única instituição política imune aos interesses e ao controle das elites regionais brasileiras. c) as profundas reformas sociais só foram possíveis graças às transformações políticas ocorridas na primeira metade do século XIX no Brasil. d) a dinâmica política do Estado nacional se constituiu com base em negociações entre as elites regionais e a exclusão social de outros setores. e) as características descritas sobre o Estado revelam a supremacia do Poder Judiciário sobre o Poder Legislativo na história política brasileira. 2. (Espm 2014) Num momento da história do império conhecido como "avanço liberal", durante as regências, foram adotadas algumas medidas que concediam maior poder à representação local. (Sonia Guarita do Amaral. O Brasil como império) Aponte entre as alternativas aquela que apresente duas reformas liberais: a) Ato Adicional – Reforma do Código de Processo Criminal. b) Lei de Terras – Lei Saraiva Cotegipe. c) Lei Rio Branco – Código de Processo Criminal. d) Tarifa Alves Branco – Lei Interpretativa do Ato Adicional. e) Código de Processo Criminal – Ato Adicional. Gabarito: Resposta da questão 1: [D] A autora, no trecho citado, salienta o caráter elitista da vida política brasileira, com arranjos que excluíam a participação popular no processo político. O próprio fato de que durante parte considerável do Império (século XIX) o voto era censitário, restrito a uma limitadíssima parcela mais rica da população, reforça essa característica que a República não reverteu de imediato. Aspectos como o voto de cabresto e os currais eleitorais, típicos da República Velha, mostram exatamente esse predomínio das elites locais no uso da política em benefício apenas de seus interesses. Resposta da questão 2: [E] Código do Processo Criminal concedeu grande autonomia aos poderes locais, uma vez que descentralizava a justiça colocando-a nas mãos dos juízes de paz, eleitos pela aristocracia rural dominante. O Ato Adicional significou maior descentralização do poder e, para alguns, permitiu uma “experiência republicana” na medida em que definiu um governante eleito para um mandato de quatro anos e deu autonomia ás províncias com a criação das Assembleias Provinciais. Resumo das questões selecionadas nesta atividade Data de elaboração: 12/09/2016 às 14:48 Nome do arquivo: imperio e regencia Legenda: Q/Prova = número da questão na prova Q/DB = número da questão no banco de dados do SuperPro® Q/prova Q/DB Grau/Dif. Matéria Fonte Tipo 1 121206 Elevada História Fgvrj/2013 Múltipla escolha 2 130286 Elevada História Espm/2014 Múltipla escolha