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Lehninger, 6ª ed, 2014 Capítulo 23 Leonardo Dutra Rubim Curso de Farmácia na Universidade Estadual de Londrina – UEL Leonardo.dutra@uel.br V. 1 mailto:Leonardo.dutra@uel.br Lehninger, 6ª ed, 2014 Capítulo 23 2 FUNÇÃO METABÓLICA DOS TECIDOS O PAPEL DO FÍGADO NO METABOLISMO Noções básicas sobre o fígado: ❑ Localização: entre o intestino delgado e o tecidos de consumo ❑ Constituição: lóbulos hepáticos → ligação com o Sistema Porta ❑ Centro do lóbulo: veia hepática central ❑ Funções: Produção da bile e sais biliares; biotransformação de xenobióticos; integração das vias metabólica (carboidratos, ácidos graxos e aminoácidos) Lehninger, 6ª ed, 2014 Capítulo 23 3 1ª VIA: conversão da G6P em glicose sanguínea ❑ Via preferencial ❑ Acontece pela ação da glicose-6-fosfatase ❑ A glicose sanguínea é transportada para os outros tecidos ❑ Usado para captação e absorção da glicose pós alimentação 2ª VIA: conversão da G6P em glicogênio hepático ❑ Enzimas: Glicogênio sintetase e fosfoglico mutase ❑ A glicose precisa estar em formato de glicose-1-fosfato (G1P) ❑ A G6P remanescente é degradada pela glicólise e piruvato-desidrogenase formando Acetil-CoA ❑ Acontece quando a glicemia está em níveis aceitáveis e não há a necessidade de usar a via preferencial, formando glicogênio hepático como estoque de glicose, a ser usado durante o intervalo das refeições 3ª VIA: degradação do Acetil-CoA pelo ciclo do ácido cítrico ❑ Oxidação do Acetil-CoA pela fosforilação oxidativa e transporte pela cadeia de elétrons, formando energia em forma de ATP ❑ Produto → ATP + CO2 + H2O *Ácidos graxos são os combustíveis preferidos para a produção de ATP no fígado* Vias de integração metabólica: açúcares INTEGRAÇÃO METABÓLICA NO FÍGADO: AÇÚCARES ❑ A glicose chega ao fígado em formtato de glicose-6-fosfato (G6P), pela ação da enzima GLICOQUINASE (em outros tecidos → Hexoquinase) ❑ Frutose, manose e galactose → Convertidos em glicose-6-fosfato ❑ A glicose-6-fosfato pode seguir 5 vias de metabolização de acordo com o suprimento e a demanda Lehninger, 6ª ed, 2014 Capítulo 23 4 5ª VIA: degradação da G6P pela Via das Pentoses-Fosfato ❑ A G6P pode entrar, alternativamente, na via das pentoses-fosfato, gerando ➢ NADPH (poder redutor): • Necessário para a biossíntese de ácidos graxos e colesterol • Cofator essencial na destoxificação e eliminação de xenobióticos metabolizados no fígado ➢ D-ribose-5-fosfato: precursor da síntese de nucleotídeos Vias de integração metabólica: açúcares 4ª VIA: Conversão do Acetil-CoA em ácidos graxos e colesterol ❑ Acetil-CoA → malonil-CoA → ácidos graxos → biossíntese de triacilgliceróis e fosfolipídeos (transportados por proteínas plasmáticas, principalmente para o tecido adiposo) ❑ Uma parte do acetil-CoA é utilizado para a produção de colesterol Lehninger, 6ª ed, 2014 Capítulo 23 5 Vias de integração metabólica: aminoácidos 1ª VIA: proteínas do fígado ❑ Proteínas hepáticas tem uma tempo de meia vida curto, o que necessita de uma reposição rápida ❑ Principal local de biossíntese de proteínas plasmáticas (ex: albumina, b-globulina, etc) As primeiras 3 vias do metabolismo de aminoácidos são anabólicas 2ª VIA: transporte de aminoácidos pelo sangue para a biossíntese de proteínas teciduais 3ª VIA: uso como precursores na biossíntese de porfirinas, hormônios e nucleotídeos ❑ Uso na biossíntese de hormônios peptídicos (ex: calcitonina, paratohormônio, insulina, glucagon, GH, TRH, etc (´H. hipofisários e hipotalâmicos)) Lehninger, 6ª ed, 2014 Capítulo 23 6 Vias de integração metabólica: aminoácidos 9ª VIA: conversão em lipídios de armazenamento ❑ Principalmente triacilgliceróis 11ª VIA: ciclo da glicose-alanina ❑ Acontece quando há um jejum prolongado, em que não há a conversão do glicogênio hepático em glicose sanguínea ❑ A proteína muscular é degradada em glutamato, que pela ação da Alanina- aminotransferase, é convertido em Alanina, que é transportada para o fígado ❑ No fígado, acontece a transaminação dos grupos da Alanina para o piruvato, também pela ação da enzima Alanina- aminotransferase, produzindo glutamato e NH4 + que entra no ciclo da ureia 4ª VIA: transformação de aminoácidos em piruvato e intermediários do ciclo do ácido cítrico ❑ Via A: degradação pós desaminação ou trasnaminação para gerar piruvato e intermediários do ciclo de Krebs ❑ Via B: pela desaminação, a amônia liberada entra no Ciclo da Ureia e a ureia produzida é excretada pela urina 5ª VIA: formação de glicogênio e glicose ❑ O piruvato, produto da reação 4A, entra na via da gliconeogênese, formando glicose sanguínea e glicogênio hepático 6ª VIA: conversão do piruvato em acetil-Coa 7ª VIA: Oxidação do acetil-CoA pelo ciclo de Krebs 8ª VIA: fosforilação oxidativa e passagem pela cadeia de elétrons para produção de ATP 10ª VIA: formação de glicose sanguínea pela vida da gliconeogênese com os intermediários do ciclo de Krebs Lehninger, 6ª ed, 2014 Capítulo 23 7 Vias de integração metabólica: aminoácidos Lehninger, 6ª ed, 2014 Capítulo 23 8 Vias de integração metabólica: lipídios 1ª VIA: formação de lipídios do fígado Os ácidos graxos são a principal fonte de de combustível oxidativo no fígado 2ª VIA: via da beta-oxidação ❑ Os ácidos graxos livres podem ser ativados e oxidados para gerar acetil-CoA e NADH As Acontece com os ácidos graxos que chegam após absorção no intestino 3ª VIA: oxidação do acetil-CoA no ciclo do ácido cítrico 4ª VIA: uso indireto do acetil-CoA para a síntese de ATP por fosforilação oxidativa Lehninger, 6ª ed, 2014 Capítulo 23 9 Vias de integração metabólica: lipídios 5ª VIA: formação de corpos cetônicos ❑ Conversão do acetil-CoA em excesso, desnecessário para o fígado em acetoacetato e beta-hidroxibutirato ❑ Usados no ciclo de Krebs em outros tecidos ❑ Circulam pelo sangue e atravessam barreiras hematencefálicas, fornecendo acetil-CoA para o cérebro para oxidação, com o objetivo de gerar energia ❑ Fornecem cerca de 1/3 da energia requerida pelo músculo esquelético cardíaco, e de 60 a 70% da energia requerida pelo cérebro 6ª VIA: biossíntese de colesterol ❑ O acetil-CoA é um precursor de hormônios esteroides do sangue e sais biliares 7ª VIA: biossíntese de proteínas plasmáticas ❑ Conversão em fosfolipídios e TAG de lipoproteínas plasmáticas, que transportam os lipídios para serem guardados no tecido adiposo 8ª VIA: liberação de ácidos graxos livres ❑ Alguns ácidos graxos são transportados pela albumina até o coração e músculos esqueléticos, para obtenção de energia por oxidação ❑ A albumina é a proteína mais abundante ❑ Cada molécula de albumina consegue carregar até 10 moléculas de ácidos graxos livres Lehninger, 6ª ed, 2014 Capítulo 23 10 Integração metabólica: visão geral Lehninger, 6ª ed, 2014 Capítulo 23 11 Integração metabólica: estado bem-alimentado Lehninger, 6ª ed, 2014 Capítulo 23 12 Integração metabólica: jejum Lehninger, 6ª ed, 2014 Capítulo 23 13 Integração metabólica: jejum prolongado