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UNIVERSIDADE ESTADUAL DO TOCANTINS – UNITINS. 
CAMPUS ARAGUATINS. 
CURSO DE LICENCIATURA EM PEDAGOGIA. 
PERÍODO: 4°. 
DISCIPLINA: PLANEJAMENTO E AVALIAÇAO DA APRENDIZAGEM. 
 
RESENHA: ANÁLISE DO CAPÍTULO 5: A DIMENSÃO PEDAGÓGICA DO PROJETO 
PLOITICO-PEDAGÓGICO. 
REGIANE CARVALHO MENDES RODRIGUES. 
PADILHA, Paulo Roberto. Planejamento dialógico: como construir o projeto político-
pedagógico da escola / Paulo Roberto Padilha – 8 ed. – São Paulo: Cortez: Instituto 
Paulo Freire, 2008. 
O capitulo Cinco do livro Planejamento dialógico: como construir o projeto 
político-pedagógico da escola, publicado no ano de 2008 pelo autor PADILHA, Paulo 
Roberto, que é Doutor em Educação pela Faculdade de Educação da USP desde 
(2003) e mestre pela mesma universidade em (1998). Graduado em Pedagogia pela 
Universidade Camilo Castelo Branco (1991) e em Ciências Contábeis pela 
Universidade Camilo Castelo Branco (1980). Tem formação musical (violão erudito e 
popular). Trabalhou no Instituto Paulo Freire desde 1994, onde foi coordenador do 
Projeto da Escola Cidadã até o ano 2000, Diretor Pedagógico / Diretor de 
Desenvolvimento Institucional de 2000 a 2016 e coordenador geral da EAD Freiriana 
de 2017 até os dias atuais, tem o objetivo de abordar a construção do projeto politico 
pedagógico através da dimensão pedagógica e, sobretudo no que se refere a 
currículo, e na avaliação no processo de aprendizagem, sendo fundamental quando 
se pensa que o projeto pode influenciar nas politicas publicas educacionais. 
O autor busca em linhas de fácil entendimento tratar de tópicos que são 
essenciais para o projeto politico pedagógico, visando por meio de tópicos 
sequencias abordar o olhar do pedagogo que passa a entender a pedagogia como 
ciência pratica da e para a práxis educacional, que determina objetivos pedagógicos 
desta a partir da práxis. Ele também explica que estamos no âmbito da Pedagogia 
Dialética de acordo com o autor (Schmied-Kowarzik), da Pedagogia da Autonomia e 
Pedagogia de Indignação (Freire) e da Pedagogia do Conflito, da Práxis e 
Pedagogia da Terra (Gadotti), explica que a pedagogia enquanto ciência dialética 
nos mostra que o “conflito esta na base de toda a pedagogia” e que o seu referencial 
se torna maior que a própria práxis ela é também conhecida como uma 
transformação onde o processo educativo é sempre humanizador que depende da 
medicação pedagógica do educador. O autor nos explica o que seria essa medição 
pedagógica de acordo com outros autores citados por ele, que a medição 
pedagógica ocupa um lugar privilegiado em qualquer sistema de ensino-
aprendizagem, por partes dos estudantes. Então, a relação pedagógica na escola e 
na sala de aula, será sempre algo em construção e depende da confluência de 
diferentes fatores, que estão presentes no processo de ensino-aprendizagem, tais 
 
como a ação do educador do educando e os conflitos e as contradições que estão 
presentes no trabalho educativo e na maneira como novos conhecimentos são 
mediados com conhecimentos já existidos, refletindo sobre a prática pedagógica. 
A seguir o autor nos remete a pensar e refletir como a educação é um 
fenômeno complexo, ou seja, a pedagogia como ciência e a arte como educação 
esta aberta as demais ciências, pois sozinha não daria conta da complexidade do 
real pedagógico e explicar todas as variantes do fenômeno educativo, então ela 
recorre ajuda as demais ciências como a Biologia, a Psicologia, a Antropologia a 
Etnografia, a Sociologia, a Economia e a Ecologia e recorre também a Filosofia. A 
pedagogia é uma ciência transversal pois ao mesmo tempo que perpassa as demais 
ciências, é por elas perpassadas e elas recorrem ao investigar sua práxis 
educativas. 
Nos próximos parágrafos do capitulo, o autor faz uma divisão de subtítulos, o 
primeiro é “A transversalidade cidadã e a complexidade da pedagogia”, nesse 
subtítulo, ele aborda sobre os currículos escolares, e da transversalidade cidadã, 
onde essas não acontecem de conteúdos prontos de disciplinas clássicas ou temas 
transversais escolhidos por especialistas em função de pseudo “urgências sócias”. 
Então ele vai explorando todo o contexto dessa transversalidade cidadã, onde 
são usadas diferentes metodologias e concepções, iniciando um conhecimento 
sobre outra questão o “estudo do meio” que é realizado e organizado em etapas de 
trabalho coletivo de acordo com as condições concretas da escola e com a 
capacidade de organizações dos segmentos escolares. Na transversalidade cidadã 
as disciplinas de cada área de conhecimento ao mesmo tempo em que mantem 
suas peculiaridades, trabalham sempre na dimensão da integração da interatividade, 
pois “transversam” recíproca e permanentemente entre si e superam a visão clássica 
de que cada disciplina será capaz de dar conta da realidade pesquisada. 
Nos PCNs e as teorias do currículo que compõe outro subtítulo o autor explica 
a importância dos PCNs para essa transversalidade, onde retoma uma analise mais 
profunda sobre o currículo. Aqui que os PCNs estão alicerçados na Constituição 
Federal de 1988 que é comprometido com a cidadania defendida nessa Lei, 
abordando os principais princípios que são: principio da dignidade da pessoa 
humana, igualdade de direitos, participação, e co-responsabilidade pela vida social. 
As Diretrizes Curriculares Nacionais são o conjunto de definições doutrinarias sobre 
os princípios fundamentos e procedimentos da Educação Básica expressa pela 
Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação que orientam as 
escolas brasileiras do sistema de ensino na organização e articulação no 
desenvolvimento e avaliação nas suas propostas pedagógicas. Em se tratando de 
currículo, explica que o mesmo não está limitado a grade escolar que é entendida 
como um conjunto de conteúdos de disciplinas a serem cumpridos em determinadas 
serie, anos, carga horaria previamente estipuladas e fechadas que precisa ser 
cumprido, o currículo ao qual o autor se refere é o lugar, espaço, território. O 
currículo é uma relação de poder, uma trajetória, uma viagem, um percurso. O 
currículo é autobiografia, nossa vida, nossa identidade, é um texto, um documento. 
No subtítulo Concepções de Avaliação e Experiências com Ciclos, em todos os 
conceitos e concepções de avaliação subjaz uma determinada concepção de 
educação e do homem em sociedade, já no campo pedagógico a verificação da 
 
aprendizagem constitui um dos mais poderosos instrumentos políticos e ideológicos 
da dominação que tem servido sistematicamente para garantir a exclusão do aluno 
da escola, mantendo assim a exclusão social. A escola cidadã é viva ativa e criativa 
que defende os princípios básicos da universalização do atendimento escolar, ou 
seja, na melhoria do estudo na sua qualidade de ensino, qualidade esta entendida 
como a formação para a cidadania ativa e para o exercício pleno dos cidadãos e 
pelos cidadãos seus direitos e deveres a democracia da gestão escolar como 
mecanismo da conquista da autonomia, tem adotado também como pressuposto 
fundamental uma visão ampliada de currículo, que considera a escola como espaço 
sociocultural e promove permanentes trocas interculturais. O regime dos ciclos visa 
respeito do ritmo e do tempo dos alunos e fundamenta-se numa visão sócio histórica 
de conhecimentos. Nesse sentido o projeto político pedagógico construído 
coletivamente com base nos fundamentos da gestão democrática da escola e na 
visão do planejamento socializado onde devera definir os princípios e diretrizes 
gerais do planejamento dialógico que norteara a construção do currículo da escola a 
sua divisão de ciclos e as características do regime e avaliação dialógica. Ela tem 
por base inovação e a mudança, que parte das experiências acumuladas pela 
escola e pelo que nela está instituído. O currículo da escola cidadã é divido em 
ciclos preferencialmente em três no ensino fundamental. A base filosófica para essa 
ação estará consignada no marco referencial do projeto político pedagógico daescola, já a avaliação dialógica continuada, entendida como um processo de 
permanente acompanhamento do desenvolvimento global do aluno e está 
combinada coma construção de conhecimento na perspectiva da divisão por ciclos, 
favorecendo as diferentes competências, habilidades e atitudes requeridas pelo 
mundo contemporâneo entre as quais destaca-se a capacidade de aprender a ser a 
pensar e a conviver. Trata-se de uma nova visão ética da educação, da 
complexidade do processo de ensino aprendizagem e da valorização dos alunos, 
dos professores e de todos aqueles que lutam por uma educação contra a injustiça e 
contra a exclusão. 
O capitulo encerra comentando a cerca do currículo, explanando que não 
existe receita para a construção do currículo e da avaliação processual, porque eles 
variam de acordo com a experiência e com o ritmo de cada escola e de sua 
comunidade escolar de acordo com suas condições concretas de sua existência. 
Mas já existem algumas experiências que podem servir de referencia para novas 
iniciativas e mostrar como elas foram sendo construídas em determinadas 
localidades. 
O autor ao desenvolver essa obra, esse capitulo soube abordar de forma 
clara o tema sugerido, com uma linguagem diferenciada explanou os principais 
aspectos do projeto politico pedagógico, bem como suas especificidades trazendo 
assim grande utilidade ao leitor. Explicando também sobre a importância do currículo 
para a escola e também para a vida, onde ele é mais que um simples documento. 
Ao ler o capitulo cinco, o leitor ira se depara também com uma leitura dialogada 
onde ele será informado de assuntos pertinentes ao tema, o autor ainda cita outros 
autores conceituados, em que o leitor poderá conhecer um pouco sobre o 
pensamento dos mesmos. 
Essa resenha critica é destinada a professores, alunos, orientadores, 
diretores, coordenadores e todos os pesquisadores da área da Educação que 
 
queiram obter um pouco mais de conhecimento teórico acerca do projeto político 
pedagógico como também os temas abordados dentro do capitulo, por ser uma obra 
que discorre mais profundamente de temas pertinentes ao estudo do mesmo.

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