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CURSO DE FORMAÇÃO CONTINUADA EM INSTRUMENTAÇÃO CIRÚRGICA 
 
 
ÉTICA E LEGISLAÇÃO 
 
APOSTILA 
INTRODUÇAO 
Instrumentação cirúrgica é uma profissão de nível técnico, no Brasil, em que o profissional tem a 
função de ajudar o cirurgião no ato cirúrgico, que abrange desde a preparação dos instrumentos até à 
esterilização dos mesmos, após a cirurgia. 
 A instrumentação cirúrgica nasce no Século XX, foi o período de maior crescimento nas cirurgias 
e consequentemente do papel do instrumentador cirúrgico. Com esse crescimento tornaram-se 
necessários mais qualificados. Surgindo nesta época escolas de Técnicos em instrumental cirúrgicos em 
Nice na França, datado em 1954. Essas escolas tinham como objetivo preparar os profissionais para a 
evolução cirúrgica, isto é, tempos cirúrgicos, materiais para cada especialidade entre outras atividades 
cirúrgicas. 
 É necessário que o estudante de instrumentação cirúrgica - o futuro profissional conheça a 
história referente à Batalha de Solferino, onde podemos destacar Jean Henri Dunant, que auxiliava os 
cirurgiões repassando os instrumentais necessários para o ato cirúrgico. Disponível em 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Batalha_de_Solferino 
 O profissional em Instrumentação Cirúrgica tem uma função de extrema importância para o 
bom desempenho do ato cirúrgico. 
 É da responsabilidade do Instrumentador(a) facilitar o cirurgião, ordenando, controlando e 
fornecendo o instrumental e material cirúrgico ao médico cirurgião e seus auxiliares. 
 Auxiliando o trabalho do cirurgião e beneficiando o paciente ao reduzir o tempo cirúrgico, 
diminuindo os índices de contaminação e de infecção pós-operatórias. 
 O Instrumentador Cirúrgico é responsável por todo o instrumental utilizado antes, durante e 
após a cirurgia. 
 Com a evolução das intervenções cirúrgicas, exigem-se conhecimento de aparelhos e 
instrumentos modernos, técnicas usualmente empregadas em atos operatórios, noções de anatomia, 
assepsia, biossegurança, células e tecidos, ética profissional, fisiologia, higiene e microbiologia. 
 O bom instrumentador (a) se prepara antes da cirurgia começar, prevê o material a ser usado e 
já conhecendo a equipe cirúrgica pode inclusive preparar o paciente de acordo com a preferência da 
mesma. 
 Durante o ato cirúrgico, compete ao instrumentador (a) monitorar o material usado e fazer a 
solicitação de reposição de material de consumo. Também é importante que o instrumentador (a) esteja 
atento aos movimentos da equipe. 
 
O PROFISSIONAL 
CURSO DE FORMAÇÃO CONTINUADA EM INSTRUMENTAÇÃO CIRÚRGICA 
 
 
ÉTICA E LEGISLAÇÃO 
 
O profissional de Instrumentação Cirúrgica é peça fundamental no bom transcorrer do ato 
operatório. Sua função primordial é fornecer o instrumental cirúrgico adequado ao cirurgião e ao 
auxiliar, sendo possível realizar as funções de segundo auxiliar quando o primeiro estiver ocupado. 
 Deverá conhecer a técnica empregada no ato operatório e estar atento à manutenção da 
assepsia de toda a equipe cirúrgica. 
 Conhecer os instrumentos por seus nomes, apelidos e gestos. Entregar o instrumento com 
presteza ao sinal ou pedido verbal do cirurgião, colocando-o em sua mão de forma precisa e exata para 
uso imediato. Não deve se distrair em nenhum momento do decorrer da cirurgia, pois a antecipação às 
requisições do cirurgião depende disso. 
 E sempre antes da cirurgia certificar-se que tudo está em ordem, desde os fios e agulhas, até os 
instrumentos especiais. 
 O Profissional de Instrumentação Cirúrgica é o braço direito do cirurgião. 
 Atividades desenvolvidas pelo Instrumentador Cirúrgico: desempenhar atividades técnicas e 
tarefas de instrumentação cirúrgica em hospitais, clínicas e outros estabelecimentos de assistência 
médica, embarcações e domicílios; atuar em cirurgia, obstetrícia e outras, posicionando de forma 
adequada o paciente e o instrumental, o qual passa ao cirurgião; organizar ambiente de trabalho; 
trabalhar em conformidade às boas práticas, normas e procedimentos de biossegurança. Assessorar nas 
atividades de ensino, pesquisa e extensão. 
 
 
HISTORIA DA CIRURGIA 
https://alinesilvalmeida.files.wordpress.com/2010/05/historia_da_cirurgia.pdf 
 
 
 
 
https://alinesilvalmeida.files.wordpress.com/2010/05/historia_da_cirurgia.pdf
CURSO DE FORMAÇÃO CONTINUADA EM INSTRUMENTAÇÃO CIRÚRGICA 
 
 
ÉTICA E LEGISLAÇÃO 
 
LEGISLAÇAO NA INSTRUMENTAÇAO CIRURGICA 
Existe no Congresso Nacional um Projeto de Lei 642/2007: Dispõe sobre a regulamentação da 
profissão do instrumentador que foi aprovado na Câmara dos Deputados (abril de 2010), Aprovado 
também na • Comissão de Seguridade Social e Família, • Comissão de Trabalho, de Administração e 
Serviço • Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, no entanto aguarda deliberação de recurso 
na Mesa Diretora da Câmara dos Deputados (MESA) e votação no Senado. 
Este Projeto de Lei estabelece que o exercício da profissão é privativo daqueles que tenham 
concluído curso de Instrumentação Cirúrgica, ministrado no Brasil, por escola oficial ou reconhecida pelo 
governo federal; ou no exterior, desde que o diploma seja revalidado no Brasil. Também podem exercer 
a atividade aqueles que já atuam na Profissão há pelo menos dois anos, contados da data em que a lei 
entrar em vigor. 
Segundo o Conselho Nacional de Saúde (CNS – Parecer) A Instrumentação Cirúrgica pode ser 
considerada uma especialidade / qualificação de profissionais da área da saúde. 
 O Conselho Federal de Enfermagem através da Resolução 214/98 dispõe que a Instrumentação 
Cirúrgica é uma atividade de enfermagem, não sendo ato privativo do enfermeiro. 
Existe também a ANIC - Associação Nacional de Instrumentadores Cirúrgicos (www.anic.com.br) 
A ANIC 
O 1º curso de Instrumentação Cirúrgica surgiu em 1972 no Hospital das Clinicas da Faculdade de 
Medicina da Universidade de São Paulo, tendo como mentor o Professor Edmundo Vasconcelos e sobre 
a supervisão da inesquecível Professora Raimunda grande profissional que nos deixou um legado de 
profissionalismo e ética, sempre nos orientando a ter paixão pela profissão, à digníssima professora 
nosso eterno agradecimento. 
 
Lá pelos idos de 1975, foi iniciado o curso de Instrumentação Cirúrgica no Centro de Estudos de 
Desenvolvimento em Administração da Saúde - CEDAS do Hospital São Camilo em São Paulo. 
 
Após serem ministrados vários cursos de instrumentação cirúrgica e haver uma grande quantidade de 
profissionais formados na área, os diretores do CEDAS, Professor Sr. Dario Paterno e a Professora Maria 
Inez de Fazzio sentiram a necessidade de organizar uma Associação e um Órgão de Classe para os 
Instrumentadores Cirúrgicos Brasileiros. 
 
A partir de então, foram iniciadas as reuniões para dar um nome para associação e instituir uma 
diretoria, após muitas idéias surgiu a Associação Nacional de Instrumentadores Cirúrgicos - ANIC e isto 
se deu no dia 6 de Maio de 1983, a que após alguns anos, através de uma moção foi instituído dia 6 de 
Maio o "Dia do Instrumentador Cirúrgico Brasileiro". 
 
A ANIC teve como sua primeira Presidente a Instrumentadora Cirúrgica, Leide Izabel do Nascimento e a 
seguir a Instrumentadora Cirúrgica Paulette Nehemy Bittar. Foram organizados muitos Seminários no 
Centro de Estudos - CEDAS do São Camilo, e nós caminhávamos lado a lado com as diretorias. 
 
http://www.anic.com.br/
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ÉTICA E LEGISLAÇÃO 
 
Um certo dia em uma das reuniões, os diretores do CEDAS nos comunicaram que a ANIC já podia andar 
com as próprias pernas, e daí!, aonde íamos levar a sede da ANIC?, não tínhamos verba para pagar uma 
sala, ai surgiu a idéia de levar a ANIC para a residência da atual Presidente da ANIC, a Intrumentadora 
Cirúrgica Maria Laura, e lá funcionou por dois anos e meio, a Associação passou por vários endereços. 
Atualmente já estruturada e com uma sede, nós continuamos lutando e batalhando para regulamentara profissão, é uma longa caminhada, com 10 (dez) Projetos arquivados, mas confiamos que ainda vamos 
conseguir a tão almejada regulamentação. 
 
Com muita luta conseguimos que o Conselho Estadual de Educação regulamentasse e fiscalizasse os 
cursos de Instrumentação Cirúrgica, atualmente é necessário que os cursos que se dizem livres se 
adequarem a nova legislação, há necessidade de carga horária exigida pelo C.E.E. para o aluno receber 
um Diploma de Técnico em Instrumentação Cirúrgica, já foi uma grande conquista. Ainda acreditamos 
que existam políticos de boa fé que se sensibilizarão com a nossa luta e irão abraçar a nossa causa. 
 
Este é um breve relato e um pouco da história da ANIC. 
 
MISSÃO E OBJETIVOS DA ANIC 
 
A missão da ANIC é difundir e consolidar obstinadamente, pela educação formal, treinamento e pelo 
exemplo de postura profissional, o fortalecimento do conceito: 
Estabelecido este conceito, os Objetivos da ANIC são: 
 
 Congregar todo aquele que compreender e trabalhar diuturnamente pelo desenvolvimento 
tecnológico científico orientado pelas diretrizes estabelecidas; 
 Consolidar a colaboração profissional do Instrumentador Cirúrgico; 
 Manter base dados, de apoio e dar consultoria que sirva àqueles empenhados nas mesmas 
diretrizes; 
 Formar e Treinar novos Instrumentadores Cirúrgicos; 
 Atualização tecnológica científica de profissionais; 
 Criar Cursos Formalizados pelas Leis e Diretrizes da Educação Nacional; 
 
 
ETICA PROFISSIONAL 
 
 Definição: Conjunto de normas morais pelo qual o indivíduo deve orientar seu comportamento 
na profissão que exerce. 
 A ética profissional, concernente a instrumentação, consisti em promover o ajustamento do 
técnico no ambiente hospitalar, contribuindo assim para um trabalho racional, agradável e eficiente, 
alcançando o êxito de sua profissão. 
 Esse ajustamento exige no início, grande esforço físico psicológico, em virtude de contato com 
novas técnicas, novos conhecimentos e ambiente praticamente desconhecido. 
 A princípio será difícil ou o mesmo parecerá impossível a ser realizado. 
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ÉTICA E LEGISLAÇÃO 
 
 À medida que os conhecimentos, a experiência for cristalizando-se, virão à segurança, o domínio 
e o prazer do trabalho. 
O instrumentador exerce um papel preponderante na equipe cirúrgica, para que esta atinja o 
sincronismo harmônico tão almejado. 
 Deve ter consciência profissional, sabendo discernir o que é certo e o que é errado. Não 
basta hesitar no momento da dúvida em dizer "eu não sei ou eu não conheço", aceitando com modéstia 
o que lhe é ensinado. 
 A consciência e a responsabilidade constituem a base da consciência profissional do 
instrumentador (a), que deve sofrer constante aprimoramento, para que as ações sejam sempre 
corretas. 
 A discrição é o predicado exigido para um bom profissional. Guardar para si fatos que viu ou 
ouviu no exercício da função. 
 Discrição significa também reservas das atitudes e nos falatórios desnecessários. 
 Para com os colegas de profissão, a cortesia e a cooperação se fazem necessárias para unia boa 
harmonia, evitando a inveja ou despeito. 
 Ter lealdade para com a instituição em que trabalha, respeitando os regulamentos vigentes, 
para elevar cada vez mais o nome das mesmas. 
 É importante observar que as leis são pensadas, escritas e entram em vigor sempre depois que 
uma determinada situação já se estabeleceu socialmente. Os valores morais se modificam no tempo, e 
o que poderia ser visto como uma atitude inadequada - o mal agir - ontem, pode ser hoje interpretado 
como perfeitamente aceitável e de acordo com o bem agir. 
 A nossa conduta ética também está relacionada às proibições e às permissões dos grupos 
corporativos aos quais pertencemos enquanto categoria profissional. Nesse caso estamos falando de 
ética das profissões, que podemos definir como sendo um conjunto de regras que regem a conduta do 
trabalho profissional. A ética de um grupo corporativo busca também a humanização do trabalho 
organizado e se coloca a serviço da promoção social humana. Não está, portanto, relacionada apenas a 
um conjunto de normas. 
 Existem situações que se repetem tanto em nossa vida profissional, que viram "lugar comum". 
Tornam-se situações "normais" e vão estar relacionadas com os conceitos ou (pré) conceitos que 
"moram" em nós e na sociedade em que vivemos. 
 Para exemplificar um comportamento que parte de um "pré-conceito" sobre os pacientes, 
basta verificar que, entre os profissionais de saúde, é comum e muito difundido o habito de não sugerir 
outros métodos contraceptivos para as mulheres, que não seja a pílula ou a laqueadura de trompas, 
supondo que "elas não vão entender” (como "pobre não deve ter muitos filhos", colocam o Brasil 
como "campeão" em laqueadura de trompas. E o que é pior, em cesarianas indicadas por razões 
discutíveis. 
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ÉTICA E LEGISLAÇÃO 
 
 É preciso atenção. Pré-conceito pode interferir em nossa prática profissional ou orientá-la, muitas 
vezes magoando e fazendo sofrer aqueles que esperam de rés o alivio para suas dores, ou as respostas para 
suas necessidades e' expectativas. 
 "A discriminação entre seres humanos com base em raça, cor ou origem étnica é uma ofensa à 
dignidade humana e será condenada como urna negação dos princípios da Carta das nações Unidas, 
como uma violação dos direitos fundamentais proclamados na Declaração Universal dos Direitos 
Humanos, como um obstáculo para relações amigáveis e pacíficas entre as nações, e como um fato capaz 
de perturbar a paz e a segurança entre os povos". Declaração sobre a Eliminação de Todas as Formas de 
Discriminação Racial. Da Organização das nações Unidas - ONU, 1963. 
 Refletir sobre a ética é contribuir para aumentar a reflexão sobre a ação humana, tornando-nos 
mais sensíveis e mais sensato, porque ela nos aproxima da realidade e nos toma mais conscientes das ações 
que praticamos em qualquer espaço de nossa vida. 
 Outros conceitos importantes e que se fazem necessários ao profissional de instrumentação 
cirúrgica são 
Negligência: quando alguém deixa de tomar uma atitude ou apresentar conduta que era esperada para 
a situação. Age com descuido, indiferença ou desatenção, não tomando as devidas precauções. 
 
Imprudência: pressupõe uma ação precipitada e sem cautela. A pessoa não deixa de fazer algo, não é 
uma conduta omissiva como a negligência. Na imprudência, ela age, mas toma uma atitude diversa da 
esperada. 
 
Imperícia: Para que seja configurada a imperícia é necessário constatar a inaptidão, ignorância, falta de 
qualificação técnica, teórica ou prática, ou ausência de conhecimentos elementares e básicos da 
profissão. Um médico sem habilitação em cirurgia plástica que realize uma operação e cause 
deformidade em alguém pode ser acusado de imperícia. 
 
Resumindo: 
 
1) negligência: desleixo, descuido, desatenção, menosprezo, indolência, omissão ou inobservância do 
dever, em realizar determinado procedimento, com as precauções necessárias; 
 
2) imperícia: falta de técnica necessária para realização de certa atividade; 
 
3) imprudência: falta de cautela, de cuidado, é mais que falta de atenção, é a imprevidência acerca do 
mal, que se deveria prever, porém, não previu. 
HUMANIZAÇAO E ETICA PROFISSIONAL 
COPIAR O TEXTO DESTE LINK 
http://www.revistahospitaisbrasil.com.br/blogs/centro-cirurgico-blogs/humanizacao-no-centro-
cirurgico-ainda-um-desafio/ 
CURSO DE FORMAÇÃO CONTINUADA EM INSTRUMENTAÇÃO CIRÚRGICA 
 
 
ÉTICA E LEGISLAÇÃO 
 
CODIGO DE ETICA 
Art. 1º. – O Instrumentador Cirúrgico defenderá com todas as suas forças e em todas as 
circunstâncias o direito fundamental da vida humana. 
 Art. 2º. – O Instrumentador Cirúrgico dedicará atenção especial ao doente, prescindindo de 
raça, nacionalidade e religião. 
 Art. 3º. – O Instrumentador Cirúrgicoprocurará familiarizar-se com os vários aspectos 
organizacionais e administrativos do hospital e com dinâmica do bloco operatório, objetivando uma 
integração adequada no seu ambiente de trabalho. 
 Art. 4º. – O Instrumentador Cirúrgico, ciente de que o desempenho de sua função requer 
formação aprimorada, procurará ampliar e atualizar seus conhecimentos técnicos, científicos e do 
desenvolvimento da própria profissão. 
 Art. 5º. – O Instrumentador Cirúrgico executará com rigor e presteza as orientações do 
cirurgião, com vistas ao pleno sucesso do ato cirúrgico. 
 Art. 6º. – O Instrumentador Cirúrgico, evitará abandonar o paciente em meio ao ato operatório 
sem causa justa e sem garantia de solução de continuidade de sua atividade. 
 Art. 7º. – O Instrumentador Cirúrgico negará sua participação em pesquisas que violem os 
direitos inalienáveis da pessoa humana. 
 Art. 8º. – O Instrumentador Cirúrgico procurará manter relações cordiais, espírito de 
colaboração e integração com todos os membros da equipe cirúrgica. 
Art. 9º. – O Instrumentador Cirúrgico guardará segredo sobre fatos que tenha conhecimento no 
exercício de sua profissão. 
 Art. 10º. – O Instrumentador Cirúrgico fará valer seu direito, à remuneração compatível com o 
trabalho realizado e com dignidade da profissão. 
 Art. 11º. – O Instrumentador Cirúrgico colocará seus serviços profissionais à disposição da 
comunidade em casos de urgência, independentemente de qualquer proveito pessoal. 
 Código aprovado em Assembléia Geral Ordinária da Anic, em São Paulo, no dia 26 de Setembro 
de 1986. 
 
JURAMENTO DO INSTRUMENTADOR CIRURGICO 
1. Promete ser fiel aos seus compromissos, às leis e o dever para com a sociedade? 
 PROMETEMOS. 
2. Prometem obedecer às ordens dos cirurgiões e seguir os parâmetros segundo os ensinamentos 
obtidos? 
 PROMETEMOS. 
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ÉTICA E LEGISLAÇÃO 
 
3. Promete ser fiel a única instituição da classe que ofereça reciclagem e aprofundamento profissionais? 
 PROMETEMOS. 
4. Promete obedecer às hierarquias institucionais? 
 PROMETEMOS. 
5. Jura nunca esquecer o ser humano? 
 JURAMOS. 
 
DECÁLOGO DOS DIREITOS E DEVERES DO INSTRUMENTADOR CIRÚRGICO 
. DEVERES 
 
 1 - Conhecer os instrumentos pelos nomes próprios e não esquecer de colocar em sua mesa os 
instrumentos necessários, para a operação a efetuar-se; 
 2 - Manter a assepsia rigorosa e ter pronto todo o material da diérese de síntese e hemostase; 
 3 - Diligência e ajustes nas ações manuais; 
 4 - Ordem e método na arrumação do instrumental; 
 5 - Limpeza e acomodação do instrumental usado, quando o cirurgião o deixa na mesa 
manchado de sangue; 
 6 - Entregar o instrumento com presteza, ao pedido, colocando-o em sua mão, em forma, modo 
e precisão exata para uso imediato, sem que o cirurgião tenha que reacomodá-lo em sua mão, ao utilizá-
lo; 
 7 - Entregar o instrumento que, por sinais manuais, poderá ser pedido pelo cirurgião, assim 
sendo o ato operatório silencioso e admirável; 
 8 - Entregar sucessivamente os instrumentos sem que os peçam. O cirurgião realiza, em tempo 
"Standard", uma sucessão de atos operatórios invariáveis; 
 9 - Sincronizar tempos e ações manuais com o cirurgião e o primeiro ajudante, segundo técnicas 
e detalhes bem estudados; 
 10 - Deve guardar silêncio absoluto. 
 
2. DIREITOS 
 
 1 - Que seja dono absoluto da mesa do instrumental; 
 2 - Que lhe peçam os instrumentos com precisão; 
 3 - Que lhe permitam o tempo necessário para sincronizar ações manuais; 
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ÉTICA E LEGISLAÇÃO 
 
 4 - Que não lhe modifiquem a técnica sincronizada; 
 5 - Que o cirurgião e o primeiro ajudante, não lhe peçam vários instrumentos ao mesmo tempo; 
 6 - Que não lhe invadam a liberdade de tomar os instrumentos de sua mesa, o cirurgião ou os 
ajudantes; 
 7 - Que não se perturbe sua tranquilidade com expressões chocantes; 
 8 - Que não precipitem os pedidos de instrumental; 
 9 - Que requeira do cirurgião ordem e métodos ajuntados às ações manuais independentes; 
 10 - Que exija o perfeito estado do material de sutura e dos instrumentos de diérese, hemostase 
e síntese, entregues pela enfermeira da sala de operações. 
 
CÓDIGO DEONTOLÓGICO DO INSTRUMENTADOR CIRÚRGICO 
1. CAPÍTULO I 
 
1.1 Dos Direitos e das Responsabilidades Fundamentais do Instrumentador Cirúrgico 
 
 Da Legitimação e direitos do Instrumentador Cirúrgico: 
 Art. 1º - O Instrumentador Cirúrgico presta assistência de instrumentação cirúrgica ao Cirurgião 
e à comunidade, em situações que requerem medidas relacionadas à promoção, proteção, recuperação, 
reabilitação, preservação, conservação, reconhecimento nominal e funcional rigoroso instrumental 
cirúrgico, na adequação e posicionamento das mesas de instrumental e promoção rigorosa dos tempos 
cirúrgicos, exercendo, com liberdade, a profissão em todo território nacional na defesa do direito do 
exercício profissional, que lhe forem confiados; 
Parágrafo único - a denominação de Instrumentador Cirúrgico é privativa dos regularmente inscritos no 
quadro respectivo. 
 Art. 2º - O Instrumentador Cirúrgico zela pela provisão e manutenção de adequada assistência 
de instrumentação cirúrgica ao Cirurgião. 
 Art. 3º - No seu ministério privado, o Instrumentador Cirúrgico presta serviços em Centros 
Cirúrgicos de órgãos públicos ou privados, autarquias diretas ou indiretas, fundações públicas ou 
privadas, por sistemas de convênios ou particulares, em hospitais públicos, privados ou clínicas, 
constituindo, com os Cirurgiões e membros de suas equipes, elemento indispensável aos procedimentos 
cirúrgicos e fazer respeitar, em nome da liberdade do exercício profissional e do sigilo profissional, a 
inviolabilidade do seu domicílio e dos seus arquivos. 
 Art. 4º - A responsabilidade do Instrumentador Cirúrgico por falha cometida em seu trabalho 
não é diminuída pelo fato de este ter sido executado coletivamente ou em equipe cirúrgica. 
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ÉTICA E LEGISLAÇÃO 
 
 Art. 5º - O Instrumentador Cirúrgico programa e coordena todas as atividades de 
instrumentação cirúrgica que visam à seguridade do Cirurgião e sua equipe cirúrgica em campo 
cirúrgico. 
 Art. 6º - O Instrumentador Cirúrgico avalia sua competência e somente aceita atribuições 
delegadas, ou assume encargo, quando capaz de desempenho seguro para o cirurgião e sua equipe. 
 Art. 7º - O Instrumentador Cirúrgico é responsável pelo aperfeiçoamento técnico e científico 
pessoal sob sua orientação e supervisão. 
 Art. 8º - Entre os Instrumentadores Cirúrgicos de qualquer especialidade não há hierarquia e 
nem subordinação, devendo-se a todos consideração e respeito recíprocos. 
 Art. 9º - O Instrumentador Cirúrgico tem a responsabilidade de atualizar e ampliar seus 
conhecimentos técnicos, científicos e culturais em benefício de cirurgia e do desenvolvimento da 
profissão. 
2. CAPÍTULO II 
 
2.1 Do Exercício Profissional 
 
 Art. 10º - São deveres do Instrumentador Cirúrgico: 
 I - Defender a instrumentação cirúrgica e a Constituição da República, pugnar pelo exemplar 
exercício profissional e contribuir para o aperfeiçoamento das instituições; 
 II - Zelar pela existência, fins e prestígio do Sindicato, aceitando os mandatos e encargos que lhe 
forem confiados por este, e cooperar com os que forem investidos de tais mandatos e encargos; 
 II - Zelar pela dignidade do cirurgião e sua equipe cirúrgica, tratando as autoridades e 
funcionários com respeito e independência, não prescindindo de igual tratamento; 
 IV - Manifestar. Ao se inscrever no Sindicato, a existência de qualquer impedimento para o 
exercício da profissão, e comunicar por escrito, no prazo de trinta dias, a superveniência de 
incompatibilidade ou impedimento formulando consulta, no caso de dúvida; 
 V -Defender, com independência, os direitos e as prerrogativas profissionais e a reputação da 
classe; 
 VI - Zelar a própria reputação mesmo fora do exercício profissional; 
 VII - Exercer sua atividade com zelo e probidade e obedecer aos preceitos da ética profissional, 
da moral, do civismo e das leis em vigor, preservando a honra, o prestígio e as tradições da profissão; 
 VIII - Manter segredo sobre o fato sigiloso que se tenha conhecimento em razão de sua 
atividade profissional e exigir o mesmo comportamento do pessoal sob sua direção; 
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ÉTICA E LEGISLAÇÃO 
 
 IX - Prestar assistência de instrumentação cirúrgica ao indivíduo, respeitados a dignidade e os 
direitos da pessoa humana, independentemente de qualquer consideração relativa à etnia, 
nacionalidade, credo político, sexo e condição sócio-econômica e de modo a que a prioridade no 
atendimento obedeça exclusivamente às razões de urgência; 
 X - Representar ao poder competente contra a autoridade e funcionários por falta de exação no 
cumprimento do dever; 
 XI - Respeitar a vida humana desde a concepção até a morte, jamais cooperando em ato que 
voluntariamente se atente contra ela, ou que coloque em risco a integridade física ou psíquica do ser 
humano; 
 XII - Colocar seus serviços profissionais à disposição da comunidade em caso de guerra e/ou 
catástrofe, sem pleitear vantagem pessoal; 
 XIII - Respeitar o natural pudor e a intimidade do cliente; 
 XIV - Respeitar o direito do cliente de decidir sobre sua pessoa e seu bem-estar; 
 XV - Assumir seu papel na determinação de padrões desejáveis do ensino e do exercício da 
instrumentação cirúrgica; 
 XVI - Cumprir os preceitos contidos neste Código e levar - Sindicato de Instrumentadores 
Cirúrgicos, conhecimento de ato atentatório a qualquer um de seus dispositivos; 
 XVII - Pagar em dia as contribuições devidas ao - Sindicato de Instrumentadores Cirúrgicos. 
 XVIII - Prestar contas ao cliente, quando as deva, ou propor contra ele ação de prestação de 
contas, quando se recuse a recebê-las ou lhe dar quitação; 
 XIX - Restituir ao cliente finda a instrumentação cirúrgica, o recibo de quitação de seus 
honorários, salvo os que negam o respectivo pagamento, facultando ao profissional o exercício de 
pedido de providências junto ao - Sindicato dos Instrumentadores Cirúrgicos. Parágrafo primeiro - aos 
estagiários aplica-se o disposto em todos os incisos neste artigo, executando-se os de números nove e 
10; 
 XX - Nenhum receio de desagradar o Cirurgião e sua equipe cirúrgica ou a qualquer autoridade, 
nem de incorrer em impopularidade, deterá ao Instrumentador Cirúrgico no cumprimento de suas 
tarefas e deveres; 
 XXI - O Instrumentador Cirúrgico compreende, além do exercício profissional em adequado e 
correspondente Centro Cirúrgico, o exercício administrativo, assim como os trabalhos de pesquisas de 
consultoria e assessoria, e as funções de diretor dos serviços de instrumentação cirúrgicas. 
 Parágrafo único - ao estagiário em instrumentação cirúrgica somente é permitido ser assistido 
pelo profissional habilitado, o Instrumentador Cirúrgico, que acompanhará em todo o procedimento 
cirúrgico, sendo vetado a prática sem a presença deste. 
 XXII - É dever do Instrumentador Cirúrgico pertencer, no mínimo, a uma entidade da classe, 
da jurisdição onde exercer sua atividade profissional; 
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ÉTICA E LEGISLAÇÃO 
 
 XXIII - É dever do Instrumentador Cirúrgico apoiar as iniciativas que visam o aprimoramento 
cultural e a defesa dos legítimos interesses da classe. 
 
2.2. Das Infrações Disciplinares do Instrumentador Cirúrgico. 
 
 I - Transgredir preceito do Código de Ética Profissional; 
 II - Negar a assistência de instrumentação cirúrgica em caso de emergência; 
 III - Exercer a profissão quando impedido de fazê-lo, ou facilitar, por qualquer meio, o seu 
exercício aos não inscritos ou impedidos; 
 IV - Abandonar o campo cirúrgico em meio à instrumentação cirúrgica, sem a garantia de 
continuidade de assistência salvo em caso de absoluta força maior; 
 V - Manter sociedade profissional fora das normas e preceitos estabelecidos nesta lei; 
 VI - Prescrever medicamento ou colaborar em intervenção cirúrgica ou tratamento, quando: 
 
a) Desnecessário; 
b) Proibido pela moral ou por lei; 
c) praticado sem o consentimento do cliente ou, quando se tratar de menor ou incapaz, de seu 
representante legal ou responsável; 
 
 VII - Provocar aborto ou cooperar em prática destinada a antecipar a morte do cliente; 
 VIII - Promover a eutanásia, ou cooperar em prática destinada a antecipar a morte do cliente; 
 IX - Valer-se de agenciador de instrumentação cirúrgica, mediante participação nos honorários a 
receber; 
 X - Realizar ou participar da realização de pesquisa em que direito inalienável do homem seja 
desrespeitado, ou acarrete perigo de vida ou dano a sua saúde física ou mental; 
 XI - Realizar ou participar da realização de pesquisa que envolva menor ou incapaz, sem 
observância às disposições legais pertinentes; 
 XII - Prestar concurso a clientes ou a terceiros para realização de ato contrário ao exercício 
profissional ou destinado a fraudá-lo; 
 XIII - Emprestar seu nome para propaganda de medicamento ou produto farmacêutico, 
tratamento, instrumental ou equipamento cirúrgico, ou publicidade de empresa industrial ou comercial 
com atuação nesses ramos; 
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 XIV - Permitir que seu nome conste no quadro de pessoal de hospital, casa de saúde, 
ambulatório, escola, curso, empresa ou estabelecimento congênere, sem nele exercer as funções de 
Instrumentador Cirúrgico pressuposto; 
 XV - Receber, de laboratório, entidade de assistência à saúde ou estabelecimento congênere e 
de empresa industrial ou comercial, comissão, remuneração ou vantagem que não corresponda a 
serviço efetivamente prestado; 
 XVI - Solicitar ou receber outras vantagens, de instituição ou de cliente, além do que lhe é 
devido em razão de contrato ou exercício de cargo, função ou emprego; 
 XVII - Prestar ao cliente serviço que, por sua natureza, incumbe a outro profissional, salvo em 
caso de urgência, guerra, calamidade pública ou grave crise social; 
 XVIII - Ser conivente, ainda que a título de solidariedade, com crime, contravenção penal, ou ato 
praticado por colega que infrinja postulado ético profissional; 
 XIX - Pleitear cargo, função ou emprego ocupado pelo colega, bem como praticar outros atos de 
concorrência desleal; 
 XX - Aceitar, sem anuência - Sindicato dos Instrumentadores Cirúrgicos, cargo, função ou 
emprego vago pela razão prevista no art. 13º; 
 XXI - Criticar, depreciativamente, colega ou outro membro da equipe cirúrgica, à entidade onde 
trabalha ou a outra instituição de assistência cirúrgica à saúde; 
 XXII - Recusar-se, injustificadamente, a prestar contas ao cliente de quantias recebidas dele, ou 
de terceiros por conta dele; 
 XXIII - Revelar negociação confidencial de seus honorários quando tenha sido encaminhado com 
observância dos preceitos do Código de Ética Profissional; 
 XXIV - Deturpar o sincronismo harmônico do procedimento cirúrgico, bem como, revelar 
diagnóstico de que se tenha conhecimento através de documentos e alegações do cliente; 
 XXV - Não cumprir, no prazo estabelecido, determinação de órgão ou autoridade do sindicato, 
em matéria da competência desta, depois de regularmente notificado; 
 XXVI - Praticar, o estagiário ou o Instrumentador Cirúrgico, ato excedente da sua habilitação; 
 XXVII - Faltar a qualquer dever profissional imposto nesta lei; 
 Art. 11º - As faltas serão consideradas graves, leves ou escusáveis, conforme a natureza do ato e 
as circunstâncias de cada caso. 
 
2.3 Dos Honorários Profissionais 
 
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 Art. 12º - A prestação de serviço profissional assegura aos inscritos no silicato o direito aos 
honorários contratados ou, na falta de contrato, dos que forem fixados na forma desta lei. 
 Parágrafo primeiro - na falta de estipulação ou de acordo, os honorários profissionais do 
Instrumentador Cirúrgico serão fixados em percentagem sobre o valor do procedimento cirúrgico, com 
prévia concordância, por escrito, do cliente ou seu responsável; 
 
 Parágrafo segundo - no caso em que não tenha o valor do procedimento cirúrgico, ou quando o 
que lhe for atribuído não corresponda à realidade, arbitrar-se-á, igualmente, a remuneração compatível 
com o trabalho; 
 
 Parágrafo terceiro - proceder-se-á a exame pericial, se a fixação do valor do procedimento 
cirúrgico ou do serviço depender de avaliação, e esta exigir conhecimento especializado; 
 
 Parágrafo quarto - na fixação dos honorários do Instrumentador Cirúrgico os arbitradores e o 
Cirurgião terão em conta: 
a) O grau de zelo e competência do profissional; 
b) o lugar da prestação do serviço; 
c) o caráter da intervenção cirúrgica, conforme se trate de cliente: eletiva urgência e/ou (Emergência); 
d) a possibilidade de ficar o Instrumentador Cirúrgico impedido de instrumentar a cirurgia em outros 
casos ou de encontrar dificuldades no exercício profissional. 
 
 Art. 13º - Na falta de estipulação escrita dos honorários profissionais, ao Instrumentador 
Cirúrgico em contrário, cinqüenta por cento é devido e o restante no final independentemente da 
natureza e espécie do procedimento cirúrgico. 
 
 Art. 14º - Se o Instrumentador Cirúrgico fizer juntar ao prontuário cirúrgico, até antes de 
cumprir-se o procedimento cirúrgico, o seu contrato de honorários profissionais, o Cirurgião 
determinará a Instituição Hospitalar, por escrito, que lhe sejam estes pagos, diretamente, por dedução 
da quantia a ser recebida pelo constituinte, salvo se este provar que já os pagou. 
 
 Parágrafo primeiro - tratando-se de honorários previamente fixados tem o Instrumentador 
Cirúrgico direito autônomo de executar a cobrança direta à parte, podendo requerer a Instituição 
Hospitalar o valor do procedimento cirúrgico correspondente; 
 
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 Parágrafo segundo - salvo aquiescência do Instrumentador Cirúrgico, o acordo feito pelas partes 
- cliente e Cirurgião, não lhe prejudica os honorários, quer os convencionais, quer os concedidos por 
determinação judicial ou extrajudicial. 
 
 Art. 15º - Prescreve em dois anos a ação de cobrança de honorários de Instrumentador 
Cirúrgico, contado o prazo: 
a) Do vencimento do contrato, se houver; 
 b) Da decisão final do processo; 
c) Da ultimação do serviço; 
d) Da desistência ou transação; 
 
 Parágrafo único - a ação de cobrança de honorários pelos Instrumentadores Cirúrgicos guardará 
a forma executiva prevista na legislação vigente, desde que ajustados mediante contrato escrito, ou 
arbitrados judicialmente e, processo preparatório com observância do disposto no art. 97 do Código de 
Processo Civil, devendo a petição inicial ser instruída com o instrumento do mandato, como presunção 
da prestação do serviço contratado. 
 
 Art. 16º - O Instrumentador Cirúrgico substituto não pode cobrar honorários sem a intervenção 
daquele que o contratou para os serviços de instrumentação cirúrgica. 
 
 Parágrafo único - devem ambos, O Instrumentador Cirúrgico e seu substituto, acordar-se, 
previamente, por escrito, a remuneração que lhes toca, com a intervenção do cliente. 
 
 Art. 17º - O Instrumentador Cirúrgico credor de honorários e despesas feitas no desempenho da 
instrumentação cirúrgica tem o privilégio especial sobre o objeto deste. 
 
3. CAPÍTULO III 
 
3.1. Poder Disciplinador do Instrumentador Cirúrgico 
 
 Art. 18º - Transgredir preceito do Código de Ética Profissional; 
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 Art. 19º - O poder de punir disciplinarmente os Instrumentadores Cirúrgicos, estagiários, 
compete ao Conselho Regional de Medicina local onde o profissional-acusado resida e tenha inscrição 
principal; 
 
 Parágrafo primeiro - se a falta for cometida em outra localidade e fórum, o fato será apurado 
pelo CRM local, com a intervenção do profissional-acusado ou de procurador que o defenda, e o 
processo remetido ao CRM em que o mesmo tiver inscrição principal, para julgamento, cujo resultado 
será comunicado ao CRM onde a falta foi cometida; 
 
 Parágrafo segundo - da decisão absolutória do profissional-acusado, na hipótese do parágrafo 
anterior, poderá recorrer ao presidente do CRM, no prazo de 15 (quinze) dias, a partir do recebimento 
da comunicação; 
 
 Parágrafo terceiro - as penas de: advertência, censura e multa, serão impostas pelo presidente 
do CRM, em ofício reservado, não se fazendo contar dos assentamentos do profissional-acusado, senão 
em caso de reincidência; 
 
 Parágrafo quarto - quando se tratar perante o Conselho Federal de Medicina, ao presidente 
deste caberá imposição das penas de advertência, censura e multa, além da exclusão do recinto; 
 
 Parágrafo quinto - o mesmo quando se tratar de falta cometida perante o Sindicato, ao 
presidente deste caberá a remessa, em ofício reservado, as informações necessárias e complementares 
que requisitadas ao presidente do Conselho Regional para apuração e correspondente aplicabilidade das 
penas previstas no parágrafo terceiro do presente Código; 
 
 Parágrafo sexto - nos casos dos parágrafos terceiro e quarto caberá recurso do interessado para 
o Conselho respectivo. 
 
 Art. 20º - A caracterização das infrações éticas e a aplicação das respectivas penalidades regem-
se por este CODIC - Código Deontológico de Instrumentadores Cirúrgicos, sem prejuízo das sanções 
previstas em outros dispositivos legais. 
 
 Art. 21º - Considera-se infração ética a ação ou omissão que implique em desobediência ou 
inobservância às disposições do CODIC particularizadas no presente Código de Infrações e Penalidades. 
 
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 Art. 22º - O poder de punir disciplinarmente os Instrumentadores Cirúrgicos, Estagiários e 
Cursos de Instrumentação Cirúrgica, compete ao CRM local onde o acusado tenha inscrição principal. 
 
 Art. 23º - O Instrumentador Cirúrgico protegerá o cliente contra danos decorrentes de 
imperícia, negligência, omissão ou imprudência por parte de qualquer membro da equipe cirúrgica, 
alertando o profissional faltoso e, em última instância, recorrendo à chefia imediata, a fim de que sejam 
tomadas medidas para salvaguardar a segurança e o conforto do cliente. 
 
 Art. 24º - O Instrumentador Cirúrgico comunicará ao SICEMG recusa ou demissão de cargo, 
função ou emprego, motivada pela necessidade de preservar os legítimos interesses da profissão. 
 
 Art. 25º - O Instrumentador Cirúrgico executará as prescrições de instrumentação cirúrgica, 
exceto quando contrárias à ética profissional, à moral, ou à segurança do cliente. 
 
 Art. 26º - O Instrumentador Cirúrgico zelará para que o instrumental cirúrgico seja adequado ao 
procedimento cirúrgico, respeitando as estruturas, funcionamento e funções anatômicas dos mesmos, 
substituindo-os quando julgar necessário ou por solicitação do Cirurgião. 
 
 Art. 27º - O Instrumentador Cirúrgico manterá a segurança da equipe cirúrgica, zelando pelo 
cumprimento das exigências legais a eles pertinentes. 
 
 Art. 28º - O Instrumentador Cirúrgico tem direito à justa remuneração por seu trabalho. 
 
 Art. 29º - O Instrumentador Cirúrgico será pontual no cumprimento das obrigações financeiras 
inerentes ao exercício da profissão. 
 
 Art. 30º - O Instrumentador Cirúrgico, após o término do procedimentocirúrgico, separará os 
instrumentos mais delicados dos mais pesados, manuseando poucos instrumentos de cada vez, abrindo 
todos os instrumentos articulados e obedecendo ao rigoroso critério de lavagem, enxágue, secagem, 
inspeção e manutenção, com a adequação de soluções correspondentes, com amparo por legislação em 
vigor e conferindo-os conforme listagem nominal das respectivas caixas cirúrgicas fornecida pelo CME - 
Centro de Material Esterilizado, ressalvadas as observações quanto: a quantidade, nomenclatura e 
espécie do instrumento cirúrgico. 
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 Art. 31º - O Instrumentador Cirúrgico comunicará e registrará todas e quaisquer intercorrência 
quando da utilização inadequada do instrumental cirúrgico. 
 Os deveres norteiam o Homem em sua trajetória existencial e a ciência dos deveres chama-se 
ÉTICA. 
 Quando o ser humano se apresenta sob as vestes de um profissional, os deveres são normas de 
conduta que orientam o exercício de suas atividades, nas relações dos profissionais entre si, com o 
Cirurgião e com a comunidade. 
 A ciência dos deveres assim delimitados tem o nome de ÉTICA PROFISSIONAL.

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